ANVISA

Anvisa recebe embaixador da Índia para discutir cooperação no setor farmacêutico

A Anvisa recebeu, nesta quinta-feira (14/8), a visita do embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia. O encontro foi conduzido pelo diretor-presidente substituto, Rômison Rodrigues Mota, na sede da Agência, em Brasília.

A reunião abordou a relevância da indústria farmacêutica indiana e aspectos regulatórios relacionados ao fornecimento de medicamentos e dispositivos médicos. O embaixador manifestou interesse em estreitar o diálogo com a Anvisa e solicitou esclarecimentos sobre aspectos regulatórios aplicáveis a esses produtos no Brasil.

A Agência apresentou um panorama de suas atribuições na regulação sanitária de produtos médicos, bem como dados sobre inspeções realizadas na Índia nos anos de 2024 e 2025. 

Também foi discutido o interesse de empresas indianas em estabelecer parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDPs) com empresas brasileiras, iniciativa que poderá contribuir para a geração de empregos e para a ampliação do acesso da população a produtos estratégicos para a saúde.

O encontro reforça o papel da Anvisa no diálogo internacional e na promoção de ações que favoreçam a saúde pública, alinhadas a padrões regulatórios reconhecidos globalmente.

Fonte: ANVISA

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Exportação

Exportações do Brasil para a Argentina voltam a subir: podem aliviar o impacto do tarifaço nos EUA?

Após vacas magras, saltaram 53% as vendas de empresas brasileiras para o país vizinho, que compra produtos tarifados pelos americanos

Com o sinal de alerta aceso nas exportações para os Estados Unidos, por causa do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump, o comércio exterior do Brasil terá um alívio, ao menos, nas trocas com a Argentina. As vendas do Brasil para lá saltaram 53,2%, em valor, nos sete primeiros meses do ano, ante igual período de 2024.

O crescimento representa uma recuperação, após as exportações brasileiras para o mercado argentino tombarem 17,6% em 2024 por causa da recessão no país vizinho. Os US$ 10,780 bilhões vendidos à Argentina este ano até julho ainda estão abaixo do registrado nos sete primeiros meses de 2023.

EUA e Argentina são importantes para a indústria brasileira. Tanto o mercado americano quanto o argentino se destacam por demandarem bens manufaturados numa proporção superior à média das exportações do Brasil.

Apesar disso, os tipos de produtos vendidos pelo Brasil para um e outro país são diferentes, lembra Lia Valls, professora da Uerj e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Por isso, ela vê a retomada da demanda argentina como uma boa notícia, mas incapaz de amenizar as perdas com o mercado americano:

— As exportações para a Argentina são muito concentradas nos automóveis. Nem entramos com automóveis nos EUA.

A concentração das vendas para a Argentina nos itens da indústria automotiva se repetiu nos sete primeiros meses deste ano. Desde a década de 1990, com o estabelecimento do Mercosul, as multinacionais do setor passaram a organizar suas cadeias entre Brasil e Argentina numa relação de interdependência entre os dois mercados.

No início deste mês, a Anfavea, associação nacional de fabricantes de veículos, revisou para baixo sua projeção de vendas de automóveis no mercado doméstico para este ano, para 2,7 milhões de unidades, ante os 2,8 milhões estimados em janeiro. Mas manteve inalterada a previsão de produção, em 2,7 milhões de unidades, por causa da demanda argentina — a estimativa é que sejam exportados 552 mil carros para lá este ano, o que representaria um salto de 38,4% na comparação com 2024.

— Os argentinos começaram a comprar mais carros — diz Federico Servideo, presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo (Camarbra).

A economia argentina estava em recessão no primeiro semestre do ano passado, mas voltou a crescer na segunda metade de 2024. No primeiro trimestre, cresceu 0,8%. Ao mesmo tempo, o câmbio do peso com o dólar se valorizou, tornando os produtos brasileiros mais baratos no país. O fluxo de turistas argentinos para o Brasil e as compras deles no varejo nacional também saltaram.

Fatores conjunturais

O problema, para Servideo, é que esses fatores são conjunturais. Na visão do presidente da Comarbra, nos últimos anos a relação comercial entre os dois maiores países da América do Sul tem sido “oportunística”.

As trocas crescem ou caem em função do ritmo do crescimento econômico, da estabilidade da economia ou da variação nas taxas de câmbio. Ideal seria impulsionar a integração das cadeias de produção entre os dois países, envolvendo pequenas e médias empresas, como no setor automotivo.

Servideo cobra maior ativismo do empresariado, de lado a lado, em prol da integração. Nas políticas públicas, o foco deveria ser a remoção da burocracia, como trâmites alfandegários e a regulação de padrões industriais.

Fora do setor automotivo, a volta da demanda argentina pode amenizar, em alguma medida, as perdas nas vendas para os EUA nas indústrias de calçados e de máquinas e equipamentos.

A fabricante alemã de bombas para uso industrial Netzsch vê o redirecionamento dos EUA para outros mercados da América Latina como um caminho, disse ao GLOBO Osvaldo Ferreira, diretor-geral da empresa no Brasil. A recuperação argentina “pode ajudar”, disse o executivo:

— Eles ficaram muito em baixa, sentimos também (quando houve queda nas vendas para a Argentina).

Fonte: O Globo

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Portos

Portos de SC registram aumento na movimentação de cargas

O resultado supera a média nacional

Os portos de Santa Catarina registraram aumento de 5,23% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Entre janeiro e junho, eles movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas. O resultado supera a média nacional, de 1,02%, e representa o melhor desempenho entre os estados do Sul do país. A Gerência de Portos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias apurou os dados junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins os números são resultado de planejamento.

“Os portos de Santa Catarina seguem cumprindo o seu papel de importância dentro da logística estadual e nacional. Pelos nossos portos passam quase 20% do total de contêineres do país. Atendemos também setores do agronegócio e seguimos em constante crescimento nos últimos anos “, comentou.

No setor de contêineres, os portos de Santa Catarina registraram crescimento de 12,4% em relação a 2024, movimentando mais de 1,34 milhão de TEUs. A carga corresponde a mais de 15 milhões de toneladas e supera o crescimento nacional que é de 10,2%. Os portos catarinenses respondem por 19,25% de toda a movimentação de contêineres do Brasil.

Resultados

No primeiro semestre, o Porto Itapoá registrou o segundo maior movimento do país, com 8,1 milhões de toneladas em cargas conteinerizadas. A Portonave movimentou 4,8 milhões de toneladas, o Porto de Itajaí, 1,4 milhão, e o Porto de Imbituba, 656,3 mil toneladas.

Balanço total

Na movimentação total de cargas, o Porto de São Francisco do Sul liderou no primeiro semestre com 8,7 milhões de toneladas, seguido por Itapoá, com 8,1 milhões. O Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul registrou 5,1 milhões, a Portonave, 4,8 milhões, Imbituba, 3,6 milhões, e Itajaí, 1,6 milhão de toneladas. Outros terminais do estado somaram 246 mil toneladas.

Fonte: Guararema News

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Sustentabilidade

Sustentabilidade e economia da cana-de-açúcar

Um dos produtos mais importantes da economia brasileira, a cana-de-açúcar tem o poder sustentável como alternativa de combustível renovável. Ela também traz a formação do açúcar e do álcool, dois insumos utilizados em uma série de bens de consumo.

A cana-de-açúcar é uma planta fina, fibrosa, de formato cilíndrico e folhas longas. Assim, ela pode chegar a até seis metros de altura e é utilizada para a produção de açúcar e etanol.

Esse alimento tem caules robustos e articulados que são ricos em sacarose. Além disso, a cana pertence à Poaceae, uma família de plantas economicamente importantes, como milho, trigo, arroz e sorgo e muitas culturas forrageiras.

A sacarose, extraída e purificada em fábricas especializadas, é utilizada como matéria-prima na indústria de alimentos humanos ou é fermentada para produzir etanol. Algo que é produzido em escala pela indústria da cana do Brasil.

Dessa forma, a cana-de-açúcar tem origem na Oceania, mais precisamente onde hoje é a ilha de Nova Guiné, ao norte da Austrália, cerca de 6000 a.C.

Durante a Idade Média, o açúcar era um produto de luxo na Europa, sendo usado, principalmente, em medicamentos e como adoçante para os mais ricos.

Além do açúcar, outros produtos derivados da cana incluem melaço, rapadura, rum, cachaça (bebida tradicional do Brasil), bagaço e etanol. Em algumas regiões, as pessoas usam palhetas de cana para fazer canetas, tapetes, telas e palha.

Na atualidade, o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Afinal, o ciclo desse alimento no país foi um período que se estendeu do século XVI ao século XVIII.

A cultura da cana-de-açúcar teve origem na Antiguidade, entretanto se espalhou pelo mundo com a migração humana. Nesse sentido, ela chegou ao Brasil por volta de 1520, pouco depois dos portugueses.

O cultivo da Cana-de-açúcar foi a principal atividade econômica do Brasil Colônia, definindo a economia e a política do país. Ele também acompanhou o processo de colonização da América portuguesa.

Na época, os portugueses se aproveitaram das condições favoráveis do nosso país (clima tropical) para seu plantio. Assim, o solo (principalmente do litoral) e o clima do Brasil possibilitavam o cultivo em larga escala.

A cana costuma ter um melhor desenvolvimento em climas que apresentam estações bem distintas. Uma com temperaturas mais altas enquanto a outra úmida, para que a germinação aconteça.

O açúcar que vem da cana é utilizado na indústria alimentícia de incontáveis maneiras. Afinal, grande parte dos produtos que consumimos tem esse alimento na composição em virtude de sua versatilidade.

As bebidas também fazem parte do pacote: sucos, refrigerantes, energéticos e bebidas alcóolicas contam com nosso açúcar (a tradicional cachaça).

A cana-de-açúcar é matéria-prima para o etanol, álcool também utilizado na indústria alimentícia e em outras, como a química. No entanto, a principal vantagem do etanol é servir de biocombustível para automóveis.

O bagaço que resulta da moagem pode ser queimado em caldeiras para produzir vapor. Ele é direcionado para turbinas especiais e gera bioeletricidade ou energia elétrica da biomassa.

Fonte de energia, a cana é indispensável quando se fala em um desenvolvimento mais sustentável. Isso porque ela surge como uma alternativa de combustível renovável e é capaz de substituir o petróleo sem causar danos ambientais.

De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção brasileira de cana-de-açúcar gira ao redor de 680,0 milhões de toneladas, com uma produtividade de 81,1 toneladas por hectare.

O Brasil apresenta fatores para o cultivo da cana. Entre eles, estão o clima tropical, condições climáticas e de solo ideais para o cultivo.

A cana-de-açúcar apresenta quatro fases de desenvolvimento: brotação e emergência, perfilhamento, crescimento dos colmos e maturação dos colmos. Na primeira, depende da qualidade da muda, ambiente, época e manejo do plantio.

Na sequência, o perfilhamento é o processo de emissão de colmos por uma mesma planta, que resulta no crescimento de brotos que vão em direção à superfície do solo. Quando os colmos crescem, o canavial pode atingir altura acima de três metros.

Quando as touceiras atingem altura igual ou superior a dois metros, as folhas que se encontram na altura mediana da planta começam a ganhar um tom amarelado e a secar. Esse fenômeno indica que já está sendo depositado açúcar nessa região, prontos para a colheita.

Por fim, em diversas feiras pelo Brasil, a Cana-de-áçucar se transformou em uma bebida bastante consumida (caldo de cana), sobretudo ao lado de um saboroso pastel.

Fonte: Flipar

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Agronegócio

Produção de açúcar do centro-sul recua com queda na moagem e na qualidade da cana

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil somou 3,6 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho, queda de 0,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, pressionada por uma redução na moagem de cana-de-açúcar em momento em que o setor lida com uma matéria-prima de qualidade inferior e baixa produtividade agrícola, de acordo com dados da associação Unica, divulgados nesta sexta-feira.

A queda na produção de açúcar poderia ter sido ainda maior não fosse um aumento na destinação de cana para a fabricação do adoçante para 54,10%, versus 50,32% no mesmo período do ano passado, à medida que usinas favorecem a commodity em detrimento do etanol.

“Acredito que as usinas têm contratos de exportação (de açúcar) a honrar e estão lutando com a queda do ATR (Açúcares Totais Recuperáveis)”, disse um corretor nos Estados Unidos, à Reuters.

Já a moagem de cana do centro-sul atingiu 50,22 milhões de toneladas na segunda parte de julho, queda de 2,66%, em uma safra em que a indústria sofre com impactos da seca do ano passado e de um clima mais chuvoso durante a colheita, o que tem afetado a qualidade da matéria-prima.

No acumulado da safra, a produção de açúcar totalizou 19,27 milhões de toneladas, redução de 7,76%, enquanto a moagem atingiu 306,24 milhões de toneladas, retração de 8,57%.

O indicador de qualidade medido pelo nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 139,62 kg por tonelada de cana na segunda quinzena de julho, uma queda anual de 5,21%.

No acumulado da safra, o indicador marca 126,85 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,77% na comparação anual, para o menor observado em dez anos.

“Só no ciclo 2015/2016, registramos um indicador qualidade inferior ao contabilizado até o momento no centro-sul”, afirmou o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, em nota.

Além disso, a produtividade agrícola registrou queda de 10% na média do centro-sul no acumulado de abril a julho, na comparação anual, segundo dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), atingindo 79,84 toneladas de cana por hectare neste ciclo.

Rodrigues disse que o setor vive uma situação atípica nesta safra, pois normalmente há uma relação inversa entre produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima.

“Neste ano, o regime de chuvas foi desfavorável em ambas as fases críticas do ciclo da cana-de-açúcar. No verão, a precipitação abaixo do ideal comprometeu o desenvolvimento das lavouras e reduziu a produtividade (TCH). Já durante a colheita, o clima mais úmido prejudicou a concentração de ATR na planta”, disse.

ETANOL

Na segunda metade de julho, a fabricação de etanol pelas unidades do centro-sul atingiu 2,28 bilhões de litros, com queda de cerca de 11% na comparação anual.

O total fabricado de etanol hidratado somou 1,40 bilhão de litros (-13,54%) e o de anidro, 880,40 milhões de litros (-6,57%).

No acumulado da safra, a fabricação do biocombustível totalizou 13,88 bilhões de litros (-11,96%), sendo 8,84 bilhões de etanol hidratado (-11,85%) e 5,05 bilhões de anidro (-12,15%).

Os volumes consideram o etanol de milho, cuja crescente produção somou no acumulado da safra 2,95 bilhões de litros.

No mês de julho, as vendas de etanol pelas usinas totalizaram 2,93 bilhões de litros, queda de 2,66%.

O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,09 bilhão de litros, avanço de 1,06% na comparação anual, enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,84 bilhão de litros, contra 1,93 bilhão de litros no mesmo período do ano passado.

No acumulado desde o início da safra até primeiro de agosto, a comercialização de etanol pelas unidades do centro-sul caiu 2,73% para 11,48 bilhões de litros.

Fonte: Reuters

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Comércio Exterior

Tarifas dos EUA ameaçam seguro agrícola no Brasil

“O seguro agrícola brasileiro é altamente dependente das commodities”

O impacto das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros pode redesenhar o cenário do seguro agrícola no país. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as perdas nas exportações agrícolas podem chegar a US$ 5,8 bilhões, com queda de 48% na receita dos exportadores. Essa retração reduz a capacidade dos produtores de contratar seguros, elevando o risco de inadimplência em um momento de maior instabilidade climática e de mercado.

Daniel Miquelluti, Head de Novos Mercados e cofundador da Picsel, destaca que o seguro agrícola brasileiro é altamente dependente das commodities de exportação e sofre impacto direto com a redução das receitas externas. A situação se agrava com o corte de 42% no orçamento do Programa de Subvenção Rural (PSR), segundo o Ministério da Agricultura, que reduziu a área segurada de 14 milhões para 7 milhões de hectares, conforme a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

“O seguro agrícola brasileiro é altamente dependente das commodities de exportação. Quando há redução abrupta na receita externa, o produtor perde fôlego financeiro para manter a cobertura, justamente em um momento de maior volatilidade climática e de mercado”, afirma.

As regiões Sul e Sudeste, mais dependentes do mercado americano, e culturas como café e carne bovina tendem a ser as mais afetadas, segundo análise do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV Ibre). A retração na cobertura de seguros nessas áreas pode provocar um efeito cascata sobre produção, renda rural e cadeias produtivas inteiras, comprometendo a resiliência do agro.

“O setor terá de inovar com o desenvolvimento de seguros personalizados e produtos paramétricos, enquanto o governo enfrentará pressão para ampliar subsídios em um contexto de forte restrição fiscal. Mais do que nunca, será necessário tratar seguro rural como uma ferramenta anticíclica, capaz de proteger o produtor e estabilizar a economia do agro em períodos de crise”, conclui.

Fonte: Agrolink

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Comércio Exterior

Arábia Saudita vai reabrir exportação à carne de aves do Rio Grande do Sul

A Arábia Saudita anunciou que vai retirar as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Rio Grande do Sul, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro. A confirmação foi dada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), na quarta-feira (13/8).

“Aos poucos estamos reabrindo mercados importantes e estratégicos para o Rio Grande do Sul. Isso também mostra a credibilidade que temos junto aos países e a qualificação do trabalho do Serviço Veterinário Oficial gaúcho”, enfatizou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

Parceiro estratégico

Dados da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) mostram que a Arábia Saudita foi responsável por 21% das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul entre janeiro a outubro de 2024, ficando atrás apenas dos Emirados Árabes. Entre abril e janeiro deste ano, a Arábia Saudita era o 2º maior importador do produto brasileiro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O presidente da Asgav, José Eduardo dos Santos, destacou que é uma notícia importante, tendo em vista o potencial de compra da Arábia Saudita. “É mais um passo rumo a normalização do comércio exterior para a avicultura do Rio Grande do Sul. Hoje os países do Oriente Médio importam cerca de 30% do que o Brasil exporta, e automaticamente, o Estado se enquadra nesse número porque somos o 3º maior exportador do Brasil”, afirmou.

Retomada do comércio exterior

Na última semana, em missão ao Rio Grande do Sul, o Chile também havia anunciado a reabertura do mercado avícola. Faltando agora dois importantes países que é são a China e a União Europeia.

“A reabertura da Arábia Saudita é extremamente importante por se tratar de um parceiro comercial fundamental para a avicultura do Rio Grande do Sul e isso simboliza o reconhecimento das garantias que o Estado e que o país têm dado à proteína animal, em especial à avicultura”, destacou o secretário-adjunto da Seapi, Márcio Madalena.

Fonte: Governo do Estado do RS

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Comércio Exterior

Brasil não é problema comercial para os Estados Unidos, afirma secretária de Comércio Exterior

Tatiana Prazeres, do MDIC, participou de audiência com deputados para debater tarifaço dos Estados Unidos

Durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (13/8), a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, reforçou o interesse e empenho do governo federal em negociar com os Estados Unidos para reverter as medidas e mitigar os efeitos das tarifas impostas aos produtos brasileiros.

“O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. Estamos muito empenhados em comunicar ao lado americano que de fato a relação comercial Brasil é um ganha-ganha, que interessa aos dois países. Há muita complementaridade econômica. Isso gera emprego e investimentos para os dois lados, de maneira que é importante valorizar essa relação comercial”, afirmou.

Ela lembrou que os americanos mantêm um superávit comercial robusto com o Brasil nos últimos 15 anos.  O Brasil é um dos poucos países com os quais os Estados Unidos têm um superávit comercial. Somente no ano passado, somando bens e serviços, o superávit chegou perto de US$ 30 bilhões. Em 2024, as exportações brasileiras de bens para os Estados Unidos somaram US$ 40,3 bilhões enquanto as importações chegaram a US$ 40,6 bilhões.

Perfil tarifário

Dos dez principais produtos que os Estados Unidos mais vendem para o Brasil, em oito o imposto de importação praticado é zero, como é o caso do petróleo e derivados. Há ainda regimes especiais que contribuem para esse cenário. A tarifa média de importação dos produtos americanos para o Brasil é de 2,7%. 

“É um perfil tarifário baixo, o que se soma ao argumento de que, se o Brasil tem um déficit comercial com os Estados Unidos, não deveria ser alvo dessas medidas que vêm sendo adotadas pelos Estados Unidos, sobretudo porque esse parece ser um tema de preocupação relevante para o lado americano.  Todo o empenho do nosso lado tem sido negociar soluções que buscam mitigar ou reverter essas barreiras que, na nossa visão, não se justificam”, destacou a secretária durante a audiência que contou com a presença de mais de 20 parlamentares.

Ao apresentar dados sobre a balança comercial com os Estados Unidos, a secretária lembrou aos parlamentares que, em 2024, mais de 9,5 mil empresas brasileiras exportaram para aquele país. Esse número representa cerca de 33,4% do total das exportadoras e trata-se do destino com maior número de empresas. Nesse universo, estão os segmentos de máquinas e equipamentos e de madeiras processadas, que estão entre os potencialmente mais afetados em virtude do perfil exportador e das especificidades dos produtos fornecidos para o mercado norte-americano. “Dentro do nosso esforço está o de buscar novos mercados para redirecionar produtos que possam ser adquiridos por novos compradores”, destacou.

A secretária informou ainda que o Brasil deverá enviar sua defesa, até o dia 18 de agosto, em relação ao processo aberto pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no âmbito da Seção 301, anunciado em 15 de julho. A investigação se refere às práticas e políticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; preferências comerciais; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal, entre outros itens de práticas de “comércio desleal” destacados pelo governo dos EUA. A audiência pública desse processo está marcada para início de setembro.

Fonte: MDIC

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Portos

Portos do Brasil têm melhor semestre da história, com Santos (SP) liderando

Recorde do semestre é resultado da expansão comercial brasileira e da política de investimentos do Governo

A movimentação de cargas nos portos brasileiros foi recorde no primeiro semestre deste ano, chegando a 653,7 milhões de toneladas transportadas, volume 1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O porto público com maior movimentação foi o de Santos (67,9 milhões de toneladas), mas o que chama a atenção nos números levantados pela Antaq é o crescimento de 1.494,58% no Porto de Itajaí (SC), que retomou as operações após ficar praticamente parado no final de 2022. Por lá, foram movimentadas 1,7 milhão de toneladas.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, o recorde do semestre é resultado da expansão comercial brasileira e da política de investimentos do Governo Federal para o setor, que reflete, inclusive, na retomada das atividades do Porto de Itajaí.

“Encontramos em 2023 um porto praticamente abandonado em Itajaí, impactando fortemente na economia de Santa Catarina e do Sul do país. Sob orientação do presidente Lula reativamos as operações e retomamos a gestão do complexo, reestabelecendo a atividade econômica e emprego para a população do Estado”Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

Em maio, durante cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Silvio Costa Filho anunciou investimentos de R$ 844 milhões para modernização do porto de Itajaí até 2030. O pacote contempla dragagem do Rio Itajaí-Açu, readequação do molhe de Navegantes e construção de píer para navios de cruzeiro, entre outras obras estruturantes.

O próximo passo da transformação será a criação da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí, medida que conferirá autonomia administrativa total ao complexo. Em junho, o MPor instituiu Grupo Técnico de Trabalho (GTT) para elaborar os aspectos da futura empresa pública federal, que substituirá a gestão transitória exercida pela Autoridade Portuária de Santos.

Contêineres

Também foi recorde o volume transportado no semestre em contêineres (78,1 milhões de toneladas) e em granéis sólidos (387,1 milhões de toneladas). “O crescimento tem sido constante em carga conteinerizada, o que mostra uma diversificação do tipo de mercadoria transportada”, explica o ministro, lembrando que, ainda este ano, o MPor vai promover o leilão do terminal de contêineres de Santos (Tecon Santos 10), que irá aumentar em 50% a capacidade do porto para este tipo de carga.

Responsável por 95% do comércio internacional brasileiro, os portos tiveram um crescimento de 2% na movimentação de carga de longo curso (importação e exportação). Entre os produtos mais transportados neste primeiro semestre estão o minério de ferro (190,5 milhões de toneladas e crescimento de 2,5% sobre o mesmo período do ano passado), óleo bruto de petróleo (104,1 milhões de toneladas e crescimento de 0,62%) e soja (93 milhões de toneladas e aumento de 5,2%).

Fonte: Panrotas

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Comércio Exterior

FecomercioSP: Medidas contra tarifas são positivas, mas foco deve ser negociação

A entidade aponta que o pacote dá fôlego aos setores mais atingidos pela elevação das tarifas de importação por Donald Trump

Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (FecomercioSP) reconheceu a necessidade das medidas contra o tarifaço anunciadas nesta quarta-feira, 13. A entidade aponta que o pacote dá fôlego aos setores mais atingidos pela elevação das tarifas de importação por Donald Trump, mas cobrou foco nas negociações, na diminuição das tensões.

“As medidas contra o tarifaço dão fôlego aos setores atingidos. O foco agora deve ser negociar, o foco agora deve ser a diminuição das tensões”, diz a nota.

Para a entidade, as medidas anunciadas hoje pelo Executivo para conter danos causados pelo tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil eram necessárias diante da gravidade da situação.

“As políticas, que envolvem disponibilidade de crédito a empresas mais atingidas, adiamento de arrecadação de impostos, estímulos via compras governamentais e apoio jurídico nos tribunais norte-americanos terão efeitos significativos, sobretudo, para produtos industrializados que, com a taxação do mercado estadunidense, ficam provisoriamente sem direcionamento”, acrescenta a nota da FecomercioSP.

Essas mercadorias, de acordo com a entidade, não serão realocadas em outros mercados no curto prazo e, por isso, as empresas que as produzem estão sujeitas a impactos mais sérios, os quais, em alguns casos, prejudicam regiões inteiras do País. Portanto, sem um resgate imediato, a sobrevivência desses negócios estaria em risco.

No entanto, segundo a FecomercioSP, é preciso que o governo não aumente ainda mais a tensão diplomática com a Casa Branca. “O momento é de evitar declarações retaliatórias e evitar discussões públicas improdutivas. É mais relevante negociar com responsabilidade e moderação. Só assim as medidas – que a Federação entende não ter fundamento econômico – terão a chance de ser revertidas”, avalia a entidade.

Fonte: InfoMoney

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