Tecnologia

eVTOL: Eve e Hitachi Energy firmam parceria para desenvolver infraestrutura de recarga de aeronaves elétricas

A Eve Air Mobility e a Hitachi Energy anunciaram nesta sexta-feira uma parceria estratégica para desenvolver a infraestrutura elétrica que dará suporte à operação de eVTOLs, aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical conhecidas popularmente como “carros voadores”.

O acordo prevê a união da experiência das duas empresas para criar soluções de carregamento capazes de atender às exigências da futura mobilidade aérea urbana, considerada um dos principais desafios para a expansão desse mercado.

Parceria foca em sistema de recarga para os eVTOLs

O projeto marca o primeiro acordo da Eve voltado especificamente ao desenvolvimento da infraestrutura de recarga de baterias de seus eVTOLs.

Subsidiária da Embraer, a empresa está na fase de testes da aeronave, cuja certificação está prevista para 2028. Atualmente, o modelo já acumula cerca de 2.700 pré-encomendas em diferentes mercados ao redor do mundo.

Segundo o vice-presidente de Serviços ao Cliente da Eve, Luiz Mauad, garantir o fornecimento de energia desde o início das operações será essencial para a viabilidade da nova modalidade de transporte.

Tecnologia vai conectar a rede elétrica aos vertiportos

A Hitachi Energy utilizará sua experiência em soluções para carregamento de frotas de veículos elétricos e adaptará essa tecnologia às necessidades específicas dos eVTOLs.

De acordo com o presidente da empresa no Brasil e líder para a América do Sul, Glauco Freitas, o conceito adotado será o de “grid to plug”, que consiste em levar energia diretamente da rede de transmissão até os pontos de recarga das aeronaves.

A proposta busca garantir um fornecimento de energia mais estável, confiável e capaz de suportar carregamentos de alta potência em curtos intervalos de tempo, reduzindo oscilações comuns na rede convencional de distribuição.

Vertiportos serão a base da mobilidade aérea urbana

Toda a infraestrutura será instalada nos chamados vertiportos, espaços destinados ao pouso, decolagem e recarga dos eVTOLs.

Esses terminais poderão funcionar em aeroportos, edifícios, centros urbanos e outros locais estratégicos, formando uma rede de apoio para a operação das aeronaves elétricas nas cidades.

São Paulo e Nova York estão entre os mercados mais promissores

Embora a Eve enxergue potencial para a expansão da mobilidade aérea urbana em diversas regiões do mundo, cidades como São Paulo e Nova York aparecem entre as mais preparadas para receber a tecnologia.

Segundo estudos da companhia, a capital paulista poderá contar com mais de 300 eVTOLs em operação nas próximas duas décadas, conectando cerca de 35 pontos estratégicos da região metropolitana.

A expectativa é que a frota seja ampliada gradualmente, acompanhando o crescimento da demanda e a consolidação do setor.

Projeto também prevê reaproveitamento das baterias

Além da infraestrutura de carregamento, a parceria entre Eve e Hitachi Energy também avaliará alternativas para a segunda vida útil das baterias utilizadas nos eVTOLs.

A proposta é estudar o reaproveitamento desses equipamentos em sistemas de armazenamento de energia, contribuindo para ampliar a sustentabilidade da cadeia produtiva e reduzir o impacto ambiental após o encerramento do ciclo de uso na aviação.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Leilão de armazenamento de energia em baterias marca nova etapa do setor elétrico no Brasil

O Brasil realizará, pela primeira vez, um leilão voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias, iniciativa considerada estratégica para ampliar a segurança e a eficiência do sistema elétrico nacional. O processo contará com uma etapa exclusiva para projetos com conteúdo nacional e dará prioridade a empreendimentos localizados no Nordeste e em Minas Gerais.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a medida representa um avanço na modernização da infraestrutura energética do país, permitindo a implantação de baterias eletroquímicas em larga escala para fortalecer a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Baterias ajudarão a atender a demanda nos horários de pico

Os equipamentos contratados terão a função de armazenar energia elétrica em momentos de menor consumo e disponibilizá-la quando houver maior necessidade da rede. A expectativa é aumentar a confiabilidade do fornecimento e contribuir para o equilíbrio da oferta de energia nos períodos de maior demanda.

A iniciativa acompanha uma tendência global de expansão das soluções de armazenamento de energia, consideradas fundamentais para a integração de fontes renováveis e para a estabilidade dos sistemas elétricos.

Certame será realizado em duas etapas em dezembro

O leilão ocorrerá em duas datas distintas. A primeira disputa está marcada para 2 de dezembro e será destinada exclusivamente a projetos que cumpram os critérios mínimos de nacionalização estabelecidos pelo Sistema CFI do BNDES.

A exigência atende a uma demanda apresentada por fabricantes brasileiros do setor, entre eles a WEG, a Moura e a UCB.

Já a segunda rodada, prevista para 4 de dezembro, será aberta a todos os participantes, independentemente do índice de nacionalização dos equipamentos.

Contratos terão validade de 15 anos

Os projetos vencedores negociarão contratos de disponibilidade de potência, com prazo de fornecimento de 15 anos. O início da operação está previsto para 1º de agosto de 2028.

Pelas regras estabelecidas, os empreendimentos serão remunerados por meio de uma receita fixa, garantindo previsibilidade financeira aos investidores e operadores do setor.

Nordeste e Minas Gerais terão prioridade na seleção dos projetos

Outro diferencial do leilão será a adoção de uma bonificação por localização. Projetos instalados em áreas consideradas estratégicas terão vantagem competitiva durante a disputa, seguindo metodologia definida pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Entre os estados apontados como prioritários estão Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, regiões que concentram pontos considerados relevantes para o reforço da rede elétrica.

A expectativa do governo é que o novo modelo impulsione investimentos em armazenamento de energia, fortaleça a segurança energética e contribua para a expansão sustentável do sistema elétrico brasileiro.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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