Economia

Dólar cai 0,92% e Ibovespa dispara 3,20% em forte alta dos ativos brasileiros

O dólar comercial recuava 0,92% frente ao real nesta quarta-feira (2), cotado a R$ 5,10 às 12h27. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, avançava 3,20%, aos 185.637 pontos.

O desempenho reforça o movimento positivo dos ativos brasileiros, em uma sessão marcada pelo maior apetite dos investidores por ações e pela atenção aos fatores externos e às perspectivas para a economia nacional.

Ibovespa amplia sequência de ganhos

A Bolsa brasileira acelerou a alta ao longo do pregão, depois de registrar valorização de 1,27% na terça-feira (1º), quando encerrou aos 179.676 pontos.

Com o resultado anterior, o Ibovespa chegou à décima sessão consecutiva de alta, em um movimento associado, entre outros fatores, à entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral de 2026.

A forte valorização desta quarta-feira mantém o índice em trajetória positiva e aumenta a percepção de demanda por ativos domésticos.

Petróleo favorece ações da Petrobras

A alta do preço do petróleo também contribui para o desempenho das ações de empresas produtoras da commodity, entre elas a Petrobras.

O petróleo Brent permanece em níveis elevados em meio às tensões geopolíticas internacionais, cenário que tende a favorecer as companhias do setor. Ao mesmo tempo, a valorização da commodity aumenta a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre a inflação global.

Produção industrial perde ritmo

No ambiente doméstico, os investidores também analisam os indicadores de atividade econômica.

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em julho na comparação com junho. Na relação com julho de 2025, entretanto, houve retração de 0,5%.

O resultado aponta para uma perda de ritmo da indústria no começo do segundo semestre e entra no radar dos investidores na avaliação das perspectivas para a economia brasileira.

Dólar mantém trajetória de queda

O dólar frente ao real também acompanha o ambiente mais favorável aos ativos brasileiros.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,15, com queda de 0,47%. Nesta quarta-feira, a divisa mantém a trajetória de baixa e era negociada a R$ 5,10 no início da tarde.

A combinação de dólar em queda e Bolsa em alta sinaliza maior procura por ativos brasileiros durante o pregão.

O movimento ocorre mesmo diante de um cenário externo mais desafiador, marcado pela valorização do petróleo e pelas preocupações dos investidores com inflação e possíveis efeitos sobre as taxas de juros.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Agricultura

Preços do milho sobem em Chicago com piora das lavouras nos EUA

Os preços do milho ganharam força na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (25), com os contratos futuros registrando altas próximas de 2%. O movimento foi impulsionado principalmente pela deterioração das condições das lavouras nos Estados Unidos e pela revisão para baixo das expectativas para a produção norte-americana.

Segundo a Agrinvest, o milho futuro em Chicago alcançou a maior cotação dos últimos três anos, sustentado pela perspectiva de uma oferta menor nos EUA.

“As condições das lavouras continuam a piorar, com o milho e a soja agora abaixo da média dos últimos cinco anos”, afirmou Cole Raisbeck, corretor de commodities da Kluis Commodity Advisors, em declaração repercutida pelo site Successful Farming.

Milho em Chicago acumula alta de mais de 12% em agosto

O movimento de valorização ganhou intensidade após a redução das estimativas para a safra de milho dos Estados Unidos. Bruce Blythe, analista do Farm Futures, destaca que o contrato com vencimento em dezembro já acumula alta superior a 12% em relação às mínimas registradas em agosto.

A revisão das expectativas ocorreu principalmente após a visita técnica do Pro Farmer às áreas produtoras norte-americanas na semana passada. O levantamento contribuiu para aumentar as preocupações do mercado com o potencial da colheita de outono nos EUA.

Na CBOT, o contrato para setembro de 2026 fechou a US$ 5,00 por bushel, avanço de 9 pontos. O vencimento dezembro/26 terminou em US$ 5,23, com alta de 8 pontos.

Já o março/27 foi negociado a US$ 5,38, ganho de 8,25 pontos, enquanto o maio/27 encerrou a US$ 5,45, também com valorização de 8,25 pontos.

Na comparação com o fechamento da segunda-feira (24), os ganhos foram de:

  • Setembro/26: alta de 1,83%;
  • Dezembro/26: valorização de 1,55%;
  • Março/27: avanço de 1,56%;
  • Maio/27: alta de 1,54%.

B3 não acompanha avanço de Chicago

No mercado brasileiro, os futuros do milho na B3 tiveram comportamento diferente. A maior parte dos contratos encerrou o pregão com pequenas quedas, mesmo diante da recuperação dos preços em Chicago.

De acordo com a Agrinvest, a alta observada na CBOT não foi reproduzida na mesma proporção pela bolsa brasileira.

A consultoria avalia que o mercado doméstico continua encontrando sustentação no atraso da colheita em algumas regiões e na piora das condições das lavouras norte-americanas. Ao mesmo tempo, os preços da B3 permanecem em níveis historicamente elevados, o que reduz o espaço para uma valorização mais expressiva.

Na B3, os contratos terminaram o dia nos seguintes níveis:

  • Setembro/26: R$ 71,69, queda de 0,26%;
  • Janeiro/27: R$ 81,13, recuo de 0,27%;
  • Março/27: R$ 82,43, baixa de 0,08%;
  • Maio/27: R$ 80,79, alta de 0,37%.

Mercado físico do milho tem poucos negócios

No mercado físico de milho, as cotações permaneceram praticamente estáveis nesta terça-feira. O ritmo de comercialização também foi considerado fraco, com poucos negócios registrados.

Levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas apontou alta apenas em Sorriso (MT), enquanto a única queda identificada ocorreu no Porto de Santos (SP).

O cenário mantém o preço do milho no Brasil em movimento lateral, enquanto os agentes acompanham a evolução da colheita doméstica e, principalmente, os impactos das condições das lavouras dos Estados Unidos sobre a oferta global.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Portos

Portos do Paraná realiza audiência pública para arrendamento da área PAR05

A Portos do Paraná realizou uma audiência pública para discutir o projeto de arrendamento portuário da área PAR05, localizada no Porto de Paranaguá. Com 29,8 mil metros quadrados, o espaço será destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais.

A audiência faz parte da etapa preparatória para a elaboração do edital, conclusão dos estudos técnicos e posterior realização do leilão de arrendamento. O encontro também permitiu a apresentação do projeto, o recebimento de sugestões e o esclarecimento de dúvidas.

Projeto amplia estrutura do Porto de Paranaguá

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o PAR05 representa uma nova oportunidade de expansão da capacidade portuária e de atração de investimentos.

A sessão foi conduzida por Marcos Alfredo Bonoski, presidente da Comissão de Licitação de Áreas Portuárias (CLAP) e diretor administrativo e financeiro da Portos do Paraná.

Também participaram da audiência Bruna Pereira Veiga Nicolau, superintendente de governança da Portos do Paraná; Fernando Corrêa dos Santos, superintendente de projetos portuários e aquaviários da Infra S.A.; e Thilo Martin Zindel, coordenador de projetos portuários e aquaviários da empresa.

Consulta pública sobre o PAR05

Consulta Pública do PAR05 recebeu contribuições até as 23h59 de 21 de agosto de 2026. Os interessados puderam apresentar sugestões para aperfeiçoar as minutas do edital de licitação, do futuro contrato de arrendamento, dos documentos técnicos e dos anexos.

As contribuições foram encaminhadas por meio do formulário disponibilizado pela Portos do Paraná.

Após o encerramento da consulta, as sugestões serão analisadas e respondidas. As propostas consideradas pertinentes poderão ser incorporadas aos documentos do projeto.

O processo ainda precisará passar pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU) antes de avançar para o leilão público na B3.

Área será usada para exportação e importação de cereais

O PAR05 está situado na Avenida Portuária, em frente ao Palácio Dom Pedro II, e foi projetado para atender operações de exportação de grãos e importação de cereais.

Entre os produtos previstos para exportação estão soja, milho e farelo. Nas operações de importação, o terminal deverá receber produtos como malte, cevada e trigo.

A expectativa é que o empreendimento aumente a capacidade de armazenagem do Porto de Paranaguá e contribua para uma maior especialização das operações de importação.

Estruturas terão capacidade para mais de 190 mil toneladas

Uma das áreas do PAR05 possui 15,4 mil metros quadrados. Nela, está prevista a construção de uma estrutura para armazenagem de grãos com capacidade estática de 153 mil metros cúbicos, equivalente a aproximadamente 115 mil toneladas.

A capacidade dinâmica do sistema deverá chegar a cerca de 2,2 milhões de toneladas por ano.

A segunda área possui 14,39 mil metros quadrados e receberá um complexo de armazenagem destinado à importação de cereais. O projeto prevê oito silos metálicos com 20 metros de altura.

A capacidade estática será de 97,7 mil metros cúbicos, o equivalente a aproximadamente 78,2 mil toneladas.

Arrendamento prevê R$ 581 milhões em investimentos

O critério previsto para a licitação é o maior valor de outorga, com lance mínimo de R$ 1.

O vencedor do processo deverá realizar R$ 581 milhões em investimentos. Parte dos recursos será destinada à infraestrutura de uso comum do porto até o terceiro ano do contrato.

O prazo de exploração da área será de 35 anos.

Leilões já somam mais de R$ 5 bilhões em investimentos

Desde 2019, a Portos do Paraná realizou oito leilões de áreas portuárias, todos na B3. Os contratos firmados a partir dessas disputas representam mais de R$ 5 bilhões em investimentos na infraestrutura portuária.

O Porto de Paranaguá também se tornou o primeiro do país a ter 100% das áreas destinadas ao setor privado regularizadas.

Os contratos de arrendamento incluem ainda recursos para obras de infraestrutura. Entre os projetos estão R$ 1,2 bilhão para a primeira fase do Píer em “T”, R$ 570 milhões para a primeira etapa do Píer em “F” e R$ 290 milhões destinados ao Píer em “L”.

Além dos investimentos, os oito leilões já geraram R$ 1,18 bilhão em valores de outorga para a Portos do Paraná, recursos que também serão destinados à melhoria da infraestrutura portuária.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Economia

Ibovespa tem pior semana desde maio e devolve quase toda a alta de 2026

O Ibovespa encerrou a semana com a maior queda desde maio, voltou ao menor patamar desde janeiro e praticamente apagou os ganhos acumulados em 2026. O movimento reforçou a piora do humor dos investidores em agosto, período tradicionalmente associado à volatilidade no mercado financeiro.

Bolsa perde força em agosto

O principal índice da B3 caiu 3,2% na semana e já acumula baixa de 6,2% em agosto. Com isso, terminou o período aos 166.934 pontos.

A diferença em relação ao pico registrado em abril mostra a dimensão da mudança no cenário. Em 14 de abril, o Ibovespa atingiu o recorde de 198.657 pontos e acumulava valorização de 23% no ano. Agora, a alta de 2026 foi reduzida a apenas 3,6%.

Foi a segunda semana consecutiva de perdas em agosto. Ao mesmo tempo, outros indicadores passaram a sinalizar maior aversão ao risco: houve continuidade da saída de capital estrangeiro da B3, o dólar avançou quase 3% e os juros futuros de longo prazo voltaram a subir.

Para Augusto Parente, especialista em investimentos e fundador da AW Capital, parte da correção está relacionada justamente ao movimento que levou a bolsa ao recorde.

Segundo ele, a entrada expressiva de recursos estrangeiros ajudou a impulsionar o índice até próximo dos 200 mil pontos. Com a valorização, porém, esses investidores passaram a aproveitar o momento para realizar lucros.

O ambiente doméstico também contribui para aumentar a cautela, especialmente diante da aproximação das eleições.

Investidores estrangeiros reduzem exposição

No auge da valorização em abril, os investidores estrangeiros acumulavam R$ 56,5 bilhões em entradas líquidas na B3. Desde então, mais de R$ 33 bilhões já deixaram o mercado, reduzindo o saldo positivo do ano para R$ 22,8 bilhões — uma queda de quase 60%.

Somente em agosto, as retiradas ultrapassaram R$ 13,5 bilhões.

O impacto é relevante porque os investidores estrangeiros concentram boa parte das posições em ações de maior liquidez. A redução dessas posições, portanto, tende a aumentar a pressão sobre os papéis com maior participação no Ibovespa.

Parente afirma que as vendas têm se concentrado principalmente nos setores financeiro e elétrico, justamente segmentos que haviam recebido forte demanda no início do ano.

Além do Brasil, o cenário internacional também disputa a preferência dos investidores. As bolsas americanas seguem atraindo recursos em meio ao entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial e aos recordes recentes de Wall Street.

No mercado brasileiro, por outro lado, os juros elevados, as preocupações com o cenário fiscal e a proximidade da eleição presidencial aumentam as incertezas para os próximos meses.

A atenção não está apenas na disputa eleitoral, mas também nas possíveis medidas econômicas do próximo governo. Questões como gastos públicos, trajetória da dívida e equilíbrio das contas públicas voltam a influenciar as decisões dos investidores.

Um relatório recente do J.P. Morgan também destacou o histórico de desempenho negativo das ações brasileiras nos meses que antecedem eleições.

Maioria das ações fecha a semana no vermelho

A deterioração do ambiente se espalhou por grande parte da carteira do índice.

Das 78 ações que compõem o Ibovespa, 63 terminaram a semana em queda. No acumulado de 2026, 70 papéis apresentam perdas.

O movimento de aversão ao risco também apareceu no mercado de renda fixa, especialmente nos contratos de prazos mais longos.

Juros futuros sobem com dúvidas fiscais

Quando aumentam as incertezas relacionadas à política econômica e às contas públicas, os investidores tendem a exigir uma remuneração maior para financiar o governo por períodos mais longos.

Na sexta-feira, o contrato de DI para janeiro de 2028 passou de 13,93% para 14,07%. Já o vencimento de janeiro de 2031 avançou de 14,51% para 14,73%.

A alta dos contratos mais longos é particularmente relevante porque essa parte da curva de juros costuma refletir expectativas sobre a situação fiscal e econômica dos próximos anos.

O movimento ocorre em meio à discussão sobre os próximos passos do Banco Central e a possibilidade de redução da Selic em setembro.

Na reunião mais recente, o Copom não definiu antecipadamente sua decisão para o próximo encontro. O comitê manteve abertas as possibilidades de um novo corte ou de manutenção da taxa básica em 14%.

Mesmo após a divulgação da ata, que apontou riscos de alta para a inflação, o mercado ainda trabalhava com a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual.

Com a valorização do dólar, a elevação dos juros futuros e o aumento das incertezas domésticas, porém, as apostas começam a migrar gradualmente para um cenário de manutenção da Selic.

Dólar dispara e supera R$ 5,20

A pressão sobre os ativos brasileiros também atingiu o real.

O dólar à vista subiu 2,7% na semana e ultrapassou R$ 5,20, registrando a segunda maior valorização semanal da moeda americana em 2026.

A combinação de menor fluxo estrangeiro para a B3, preocupações fiscais e um ambiente internacional ainda marcado por juros elevados reduziu parte da força que o real vinha apresentando ao longo do ano.

É hora de comprar ações?

Com a forte correção da bolsa, investidores passam a avaliar se a queda representa uma oportunidade de entrada ou se ainda é necessário esperar por um cenário mais favorável.

Para Parente, o momento não significa necessariamente abandonar a renda variável, mas exige maior prudência.

“Eu sempre gosto de dizer que tem espaço para ter ações em carteira, porém, afirmo que o momento pede cautela. Ter liquidez para aproveitar os movimentos e as oportunidades pode ser um trunfo para os próximos meses”, afirma.

Agosto ainda tem duas semanas pela frente, mas o desempenho recente do mercado de ações brasileiro já transformou o mês em um período de forte atenção para os investidores.

FONTE: Valor Investe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Money Times

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Economia

Dólar fecha em R$ 5,12 e Bolsa avança após desaceleração da inflação no Brasil

O dólar encerrou esta terça-feira (28) cotado a R$ 5,122, com alta de 0,20% frente ao fechamento anterior. O desempenho da moeda ocorreu em um dia marcado pela divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, que mostrou desaceleração dos preços e reforçou as expectativas de um novo corte na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na renda variável, o cenário foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, manteve trajetória de alta ao longo do pregão e fechou valorizado em 0,58%, aos 176.352 pontos, depois de atingir a máxima intradiária de 178.538 pontos.

Inflação mais baixa fortalece expectativa de redução dos juros

O principal fator que movimentou os mercados foi o resultado do IPCA-15 de julho, que registrou alta de apenas 0,06%, abaixo das projeções do mercado financeiro. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,52%, embora ainda permaneça acima da meta estabelecida pelo Banco Central.

O indicador é o último dado relevante antes da reunião do Copom, marcada para os dias 4 e 5 de agosto, quando será definida a próxima decisão sobre a Selic. A leitura mais favorável da inflação elevou as apostas de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

Queda do petróleo influencia câmbio e reduz apoio ao real

Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi a forte queda do preço do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, referência global, recuou 4,41%, sendo negociado a US$ 82,08 para contratos de outubro. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 4,06%, fechando a US$ 79,26 por barril.

A desvalorização da commodity ocorreu em meio à redução das tensões geopolíticas após o governo dos Estados Unidos sinalizar avanço nas negociações com o Irã, embora tenha mantido a possibilidade de retomar ações militares caso as conversas não avancem.

Banco Central anuncia rolagem de swaps cambiais

O Banco Central informou que iniciará, a partir de 5 de agosto, leilões para a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em setembro.

Esse instrumento financeiro funciona como uma operação no mercado futuro que ajuda a reduzir oscilações cambiais, oferecendo proteção aos investidores e aumentando a liquidez em dólares.

Mercados internacionais acompanham balanços e setor de tecnologia

As bolsas asiáticas tiveram um dia de forte volatilidade. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a ter as negociações interrompidas após registrar forte queda, pressionado principalmente pelas ações das fabricantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix.

O setor global de tecnologia segue enfrentando incertezas diante do avanço de fabricantes chinesas de chips voltados à inteligência artificial, cenário que tem levado investidores a reverem expectativas para empresas do segmento.

Na Europa, os resultados financeiros de grandes companhias, como Mercedes-Benz, Barclays, Orange, Coca-Cola e Unilever, também influenciaram o desempenho dos mercados.

Temporada de balanços movimenta empresas na B3

A divulgação dos resultados corporativos também impactou as negociações na Bolsa brasileira.

A TIM Brasil informou lucro líquido ajustado de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do avanço nos resultados, as ações da operadora encerraram o dia em queda.

A Telefônica Brasil, controladora da marca Vivo, registrou lucro de R$ 1,6 bilhão, alta de 17% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das receitas nos segmentos de telefonia móvel, fibra óptica, serviços digitais e soluções corporativas, mas os papéis também recuaram durante o pregão.

Já a Simpar apresentou receita líquida de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre, avanço de 8,8% em relação ao ano anterior. A holding de logística ainda reduziu sua alavancagem financeira ao menor nível desde sua abertura de capital, movimento que contribuiu para a valorização das ações.

Investidores aguardam decisão do Copom

Com a divulgação da prévia da inflação e o avanço da temporada de balanços, o mercado volta suas atenções para a próxima reunião do Copom, que poderá definir um novo ciclo de redução da taxa Selic. Até lá, indicadores econômicos, desempenho das commodities e o cenário internacional devem continuar influenciando o comportamento do dólar e da Bolsa de Valores.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Antagonista

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Aeroportos

Leilão do Aeroporto do Galeão acontece em 30 de março com lance mínimo de R$ 932 milhões

O leilão do Aeroporto do Galeão está marcado para o dia 30 de março, às 15h, em uma iniciativa conduzida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em parceria com a B3. A sessão pública ocorrerá na sede da bolsa, em São Paulo, com transmissão ao vivo pela internet.

O processo envolve a chamada venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antônio Carlos Jobim, um dos principais terminais aéreos do país.

Critério será maior oferta econômica

O certame terá como base a melhor proposta econômica, considerando a maior oferta de contribuição inicial. O valor mínimo estipulado para participação é de R$ 932 milhões.

Além disso, o vencedor deverá pagar à União uma contribuição variável de 20% do faturamento bruto anual da concessão, válida até o fim do contrato, previsto para 2039.

Aquisição inclui controle total da concessionária

De acordo com o edital, o leilão prevê a compra de 100% das ações da Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro (CARJ), atual operadora do terminal.

A operação também marca a saída da Infraero, que hoje possui 49% de participação societária. O modelo foi estruturado após contribuições coletadas em consultas e audiências públicas realizadas ao longo de 2025.

Documentos e participação da imprensa

Os interessados podem acessar todos os documentos relacionados à concessão do Galeão no site oficial da Anac.

Jornalistas que desejarem acompanhar o leilão presencialmente devem realizar credenciamento prévio junto à B3. Também será possível assistir ao evento de forma online, garantindo maior transparência ao processo.

Expectativa para o setor aeroportuário

O leilão do Galeão é visto como um passo relevante para o fortalecimento do setor aeroportuário brasileiro, com potencial para atrair novos investimentos e melhorar a gestão de um dos principais hubs do país.

A expectativa é que o novo operador contribua para ampliar a eficiência, a qualidade dos serviços e a competitividade do aeroporto no cenário internacional.

  • Data: 30/3 (segunda-feira)  
  • Horário: 15h
  • Local: Rua Álvares Penteado, 218, Centro, São Paulo*  
  • Transmissãohttps://www.youtube.com/live/7XZ5YTYlrdE 
    *A entrada para o leilão ocorrerá pela rua paralela (Rua Álvares Penteado, 218), pois a entrada principal está interditada.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Economia

Dólar cai 0,15% e fecha em R$ 5,15 com incertezas sobre conflito no Irã

O dólar hoje encerrou a terça-feira praticamente estável, com leve recuo de 0,15%, fechando em R$ 5,1582. Durante a sessão, a moeda oscilou entre mínimas de R$ 5,1326 e máximas próximas de R$ 5,16, refletindo a reação do mercado a informações sobre o conflito no Irã. No acumulado do ano, a divisa registra queda de 6,03% frente ao real.

O dólar futuro para abril, mais negociado na B3, cedia 0,27%, cotado a R$ 5,1850 às 17h02. No dólar comercial, a cotação de compra e venda ficou em R$ 5,157.

Influência do conflito no Irã na cotação

O mercado reagiu às notícias de que o Irã poderia instalar minas no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Mais cedo, a expectativa de um possível desfecho rápido da guerra entre EUA e Irã, sinalizado pelo presidente Donald Trump, havia pressionado o dólar para baixo.

Trump afirmou, em conversas com parlamentares e entrevistas à mídia, que a guerra “será concluída muito rapidamente” e que poderia dialogar com o Irã. O otimismo reduziu os preços do petróleo para perto de US$ 83 o barril em Nova York e fortaleceu o Ibovespa, além de diminuir os prêmios na curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs).

Dólar recupera força após alerta de minas

Na parte da tarde, a moeda voltou a subir após a CBS News divulgar que a inteligência americana identificou sinais de que o Irã estaria se preparando para instalar minas no Estreito de Ormuz. Em resposta, Trump exigiu que qualquer mina fosse removida sob risco de “consequências militares sem precedentes”, apesar de não haver confirmação de que elas já tenham sido colocadas.

O temor de escalada no conflito no estreito, crucial para o transporte global de petróleo e gás, fez com que o dólar praticamente zerasse suas perdas no Brasil e fortalecesse a moeda também no exterior. O petróleo se afastou das mínimas intradiárias, refletindo a volatilidade provocada pelas notícias internacionais.

Intervenção do Banco Central

O Banco Central do Brasil atuou no mercado vendendo 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de abril, reforçando a liquidez e estabilizando a cotação da moeda.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Economia

Ibovespa fecha aos 181 mil pontos e registra melhor desempenho em 16 anos

O Ibovespa encerrou a terça-feira, 27, aos 181.919 pontos, com alta de 1,79%, renovando recordes históricos. O índice da B3 retomou a força após um pregão de acomodação na segunda-feira e chegou a tocar, pela primeira vez na história, o patamar dos 183 mil pontos, marcando também um recorde intradiário.

Janeiro de 2026 entre os melhores meses da bolsa

Com o desempenho de hoje, o Ibovespa superou o fechamento de sexta-feira, 23, quando atingiu 178.858 pontos. Apenas no início de 2026, o índice já acumulou dez máximas históricas, praticamente um terço dos 32 recordes registrados ao longo de todo o ano de 2025.

Segundo a consultoria Elos Ayta, desde 2010 apenas 13 meses tiveram altas superiores a dois dígitos, como novembro de 2023 (12,54%), outubro de 2011 (11,49%) e outubro de 2016 (11,23%). Esses dados consolidam janeiro de 2026 como um dos períodos de maior valorização da bolsa brasileira em mais de uma década.

Fatores que impulsionaram o Ibovespa

O avanço do índice foi sustentado pela divulgação do IPCA-15 de janeiro, que registrou alta de 0,20%, abaixo das expectativas do mercado. O dado reforçou a percepção de inflação controlada, estimulando a tomada de risco e o fluxo de capital estrangeiro para a B3.

Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, afirma que o IPCA-15 mostra inflação sob controle no curto prazo, mas destaca pressões nos núcleos, especialmente em serviços e bens industrializados, recomendando cautela em relação à política monetária do Banco Central. Rodrigo Marques, economista-chefe da Nest Asset Management, reforça que a trajetória de desinflação permanece, mantendo a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março, com redução de 25 pontos-base.

Setor financeiro lidera ganhos do pregão

O rali foi puxado pelo setor financeiro, que contribuiu de forma decisiva para o recorde do índice. Entre os destaques:

  • Itaú (ITUB4): +2,65%
  • Santander (SANB11): +3,18%
  • Bradesco (BBDC4): +2,63%
  • Banco do Brasil (BBAS3): +1,19%
  • BTG Pactual (BPAC11): +2,44%

No âmbito individual, os maiores ganhos vieram de:

  • Raízen (RAIZ4): +8,43%
  • CSN (CSNA3): +7,13%
  • Yduqs (YDUQ3): +6,96%
  • Cyrela (CYRE3): +6,17%
  • Assaí (ASAI3): +5,47%

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, atribui o movimento à entrada de capital estrangeiro. “Com a saída de notícias negativas nos Estados Unidos, especialmente ligadas ao presidente Donald Trump, investidores têm direcionado recursos para mercados emergentes, incluindo o Brasil”, explicou.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

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Economia

Ibovespa bate recorde histórico e supera 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,38 com tensões internacionais

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de movimentos contrastantes nesta terça-feira (20). Enquanto a bolsa de valores alcançou um marco inédito, encerrando acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, o dólar comercial avançou frente ao real, pressionado pelo cenário externo e por novos ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Europa.

Bolsa brasileira ignora cenário externo e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão aos 166.277 pontos, com valorização de 0,87%. Após oscilar negativamente no início do dia, o indicador passou a subir com a abertura das bolsas norte-americanas, beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro em direção a mercados emergentes.

No fim da tarde, o índice perdeu fôlego durante o discurso que marcou um ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a recuar momentaneamente abaixo dos 166 mil pontos. Ainda assim, a bolsa reagiu nos minutos finais e garantiu o fechamento em nível recorde, impulsionada principalmente por ações de mineradoras, bancos e petroleiras, setores com maior peso na composição do Ibovespa.

Dólar avança com escalada de tensões entre EUA e Europa

Diferentemente do desempenho positivo da bolsa, o mercado de câmbio teve um dia de alta. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,375, com avanço de 0,3%, equivalente a R$ 0,016. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a alcançar R$ 5,40, mas perdeu força ao longo da tarde.

O movimento foi influenciado pela intensificação das tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou a possibilidade de acionar um mecanismo de defesa comercial que permitiria a aplicação de tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. A reação ocorre após novas declarações de Trump envolvendo ameaças territoriais e possíveis aumentos tarifários contra produtos europeus.

Impasse comercial e juros elevados no radar dos investidores

O clima de instabilidade ganhou mais força após o Parlamento Europeu suspender a tramitação do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado em julho do ano passado, que previa tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados ao mercado norte-americano.

Apesar do cenário internacional adverso, o Brasil foi parcialmente protegido pela diferença entre os juros internos e os praticados nos Estados Unidos. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, o país segue atraente para investidores em busca de rentabilidade, o que ajudou a conter uma pressão mais forte tanto sobre o dólar quanto sobre a bolsa.

Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá os próximos passos da política de juros no país.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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Portos

Leilões de terminais portuários da Antaq estão confirmados para 26 de fevereiro

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) confirmou que os leilões de terminais portuários ocorrerão no dia 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo. Os certames envolvem o arrendamento de quatro áreas portuárias e tiveram seus editais publicados no Diário Oficial da União.

Os empreendimentos estão localizados nos portos de Natal (RN), Santana (AP), Porto Alegre (RS) e Recife (PE).

Terminais atendem diferentes tipos de cargas

No Porto Organizado de Natal, o leilão contempla uma área destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais. Já no Porto de Santana, no Amapá, o terminal será voltado para granéis sólidos vegetais, ampliando a capacidade logística da região Norte.

Em Porto Alegre, o arrendamento prevê um espaço para armazenagem e movimentação de granel sólido, reforçando a infraestrutura do porto gaúcho.

Terminal de passageiros do Recife terá edital próprio

Além dos três terminais de cargas, a Antaq informou que será lançado um edital específico para a cessão do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Organizado do Recife. O leilão também está programado para fevereiro e integra o mesmo pacote de investimentos portuários anunciado pela Agência.

Investimentos somam R$ 229 milhões

Segundo a Antaq, os investimentos previstos nos quatro projetos totalizam R$ 229 milhões. O maior volume está concentrado no Porto de Santana, com R$ 150,20 milhões previstos para um contrato de 25 anos.

O Terminal de Passageiros do Recife deverá receber R$ 2,3 milhões, também com prazo contratual de 25 anos. Em Natal, os investimentos estimados chegam a R$ 55,17 milhões, com contrato de 15 anos, enquanto o terminal de Porto Alegre prevê aportes de R$ 21,13 milhões ao longo de 10 anos.

Editais estão disponíveis ao público

A Agência destacou que todas as informações sobre os leilões portuários, incluindo critérios de participação, obrigações contratuais e modelos de concessão, estão disponíveis no Diário Oficial da União e no site oficial da Antaq. Os documentos também podem ser consultados presencialmente na sede da Agência, em Brasília.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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