Negócios

Labace 2026 reúne setor da aviação de negócios e destaca investimentos em infraestrutura aeroportuária

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou na terça-feira (4), em São Paulo, da cerimônia de abertura da Labace 2026, considerada a maior feira de aviação de negócios da América Latina e uma das principais do segmento no cenário internacional.

Promovido pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o evento reúne fabricantes de aeronaves, operadores, prestadores de serviços, investidores e representantes do poder público para apresentar inovações, discutir tendências e fortalecer o ambiente de negócios da aviação brasileira.

Infraestrutura e conectividade são prioridades do governo

Durante a solenidade de abertura, Tomé Franca ressaltou a relevância da aviação de negócios para impulsionar a integração entre regiões do país, fomentar o desenvolvimento econômico e ampliar a geração de empregos.

Segundo o ministro, o governo federal mantém o compromisso de modernizar a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade regional e consolidar um ambiente regulatório mais eficiente e previsível, com o objetivo de incentivar novos investimentos no setor.

Ele destacou que a melhoria dos aeroportos tem impacto direto sobre a aviação geral, que depende de estruturas adequadas distribuídas em diferentes regiões do Brasil para ampliar suas operações e atender à demanda crescente.

Agenda ConectAR reforça estratégia para o setor

A presença do Ministério de Portos e Aeroportos na Labace 2026 também integra as ações da Agenda ConectAR, política pública estruturada em três pilares: ampliação da concorrência, redução do chamado custo Brasil e fortalecimento da estabilidade regulatória e da segurança jurídica.

De acordo com Tomé Franca, a iniciativa foi construída em conjunto com representantes da indústria, do comércio, do turismo, órgãos ligados à aviação e diversos ministérios, formando uma estratégia voltada ao desenvolvimento sustentável do setor aéreo brasileiro.

Evento reúne líderes da indústria aeronáutica

Em sua 21ª edição, a Labace reúne centenas de expositores nacionais e internacionais, apresentando lançamentos e soluções voltadas à indústria aeronáutica.

A programação inclui debates sobre inovação, sustentabilidade, novas tecnologias e os principais desafios para o futuro da aviação de negócios, consolidando o evento como um dos mais importantes pontos de encontro do segmento na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Notícias

Copa do Mundo 2026 deve aquecer mercado da aviação executiva na América do Norte

A realização da Copa do Mundo 2026 promete aumentar significativamente a movimentação da aviação de negócios nos aeroportos próximos às 16 cidades-sede do torneio, distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México.

Com a competição marcada entre 11 de junho e 19 de julho, empresas do setor já registram crescimento gradual na procura por voos privados, serviços de fretamento e operações em FBOs (Fixed Base Operators).

Reservas de jatos executivos começam a crescer

Operadoras de voos executivos e empresas de jet cards relatam aumento nas reservas relacionadas ao evento esportivo, embora o mercado ainda acompanhe fatores que podem impactar o volume final de operações, como instabilidade geopolítica e alta nos preços dos combustíveis.

Segundo executivos do setor, o formato multinacional da Copa cria desafios logísticos importantes para aeroportos, tripulações e prestadores de serviços de apoio à aviação.

Aeroportos devem receber mais aeronaves de grande porte

A expectativa é de crescimento tanto no número de pousos e decolagens quanto no porte médio dos jatos utilizados durante o torneio.

Historicamente, as fases eliminatórias e as partidas decisivas concentram maior fluxo operacional. Dados da consultoria WingX apontam que finais de grandes competições internacionais já provocaram movimentações até 23 vezes superiores ao normal em aeroportos anfitriões.

A estimativa do setor é de que a indústria da aviação executiva possa movimentar até US$ 250 milhões adicionais durante o evento.

Flexibilidade operacional será essencial durante o torneio

A Sentient Jet, especializada em programas de jet card, informou que monitora avanço gradual da demanda por voos ligados à Copa do Mundo.

A empresa atende cerca de 6.500 clientes e opera em aproximadamente 88 FBOs próximos às cidades-sede. Nas últimas semanas, a companhia registrou crescimento de 20% nas reservas.

Executivos da empresa alertam que passageiros e operadores precisarão lidar com possíveis congestionamentos aeroportuários, principalmente nos dias de jogos mais importantes.

Documentação adequada, identificação de passageiros e planejamento antecipado estão entre os principais pontos de atenção operacional.

Operadores de FBO registram aumento na demanda

A Atlantic Aviation, que possui operações em dez das onze cidades-sede norte-americanas e administra 109 unidades nos Estados Unidos, relatou crescimento de 5% nas chegadas de aeronaves executivas.

Mesmo diante da volatilidade internacional e dos custos operacionais elevados, o segmento de aviação privada segue demonstrando forte demanda.

Segundo a empresa, algumas cidades tradicionalmente mais ligadas ao mercado corporativo apresentam procura acima da média para o período da Copa.

Aeroportos alternativos se preparam para evitar congestionamentos

O aeroporto municipal de Morristown, localizado próximo ao MetLife Stadium — palco da final da Copa do Mundo 2026 — já prepara estrutura especial para receber elevado fluxo de aeronaves executivas.

O terminal busca se consolidar como alternativa ao aeroporto de Teterboro, um dos principais hubs da aviação de negócios na região de Nova York.

Além de serviços de alfândega e imigração dos Estados Unidos, o aeroporto possui capacidade para acomodar entre 130 e 140 aeronaves simultaneamente em seus dois FBOs.

Caso necessário, uma pista secundária poderá ser utilizada como área adicional de estacionamento de jatos.

Infraestrutura aeroportuária será decisiva

Especialistas avaliam que aeroportos secundários, operadores de solo e empresas de handling terão papel fundamental durante a competição.

O aumento no fluxo de jatos executivos, aliado às limitações de espaço em grandes centros urbanos, exigirá coordenação operacional reforçada entre aeroportos, prestadores de serviços e operadores da aviação de negócios ao longo do torneio.

FONTE: Aero Magazine
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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