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Pedágio automático na BR-116: sistema free flow começa a operar em dezembro

A BR-116, uma das rodovias mais movimentadas do país, inicia uma nova fase na mobilidade da Região Metropolitana de São Paulo. A partir de 6 de dezembro, entra em operação o sistema de pedágio automático free flow, autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A mudança afeta quem circula pela Via Dutra, especialmente no trecho entre os quilômetros 205 e 230, onde a cobrança passa a ser feita de forma proporcional ao percurso, eliminando a necessidade de praças físicas.

Como funciona o pedágio automático
O novo modelo utiliza pórticos eletrônicos capazes de identificar automaticamente a passagem dos veículos. Motoristas que utilizam tag terão o valor debitado diretamente na conta, com 5% de desconto.
Quem não possui tag contará com um prazo de 30 dias para quitar o pedágio pelos canais digitais da concessionária.

Diferentemente do pedágio tradicional, o sistema free flow dispensa paradas, reduzindo congestionamentos e permitindo maior fluidez no trânsito. A tecnologia também possibilita que o motorista escolha entre as pistas marginais gratuitas ou as expressas pagas, de acordo com sua necessidade.

Obras e investimentos na Via Dutra
Para colocar o sistema em prática, a CCR RioSP investiu R$ 1,4 bilhão na modernização da rodovia. As melhorias incluem a instalação de 21 pórticos, ampliação de faixas e construção de novos acessos, com foco em segurança e eficiência viária.

Desde agosto, a concessionária desenvolve ações de orientação ao público, buscando garantir uma transição tranquila para o novo formato e facilitar a adaptação de motoristas.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNT

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Informação

Túnel duplo no Morro dos Cavalos deve elevar pedágio na BR-101

O Morro dos Cavalos, na BR-101 em Palhoça, deve receber um túnel duplo e ter o valor do pedágio reajustado para cerca de R$ 5, mais que o dobro da tarifa atual. O alinhamento entre o Ministério dos Transportes e a ANTT foi divulgado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, durante entrevista ao programa Conversas Cruzadas, da CBN Floripa.

Transferência do trecho e definição do pedágio

Segundo Uczai, o Ministério dos Transportes é favorável à transferência da administração do trecho do Morro dos Cavalos da Arteris para a CCR/Motiva, proposta apresentada por entidades do setor de infraestrutura e transporte. A ANTT também já indicou apoio à mudança.

O deputado afirmou que a solução escolhida prevê a construção de um túnel duplo, enquanto os estudos finais sobre o novo valor do pedágio – estimado em R$ 5 contra os atuais R$ 2,40 – e o cronograma devem ser concluídos até o fim do ano.

Obra dobrará de valor e terá licenciamento reavaliado

Em 2015, a obra tinha orçamento de R$ 500 milhões. A projeção atualizada alcança R$ 1 bilhão. A ANTT incorporou o projeto de engenharia já existente, e o Ibama indicou disposição em analisar favoravelmente a renovação da licença ambiental aprovada há quase uma década. A aceitação da comunidade indígena à construção dos túneis também deve agilizar o processo.

Cronograma deve ser apresentado nos próximos dias

A ANTT deve apresentar, na próxima semana, o estudo com o cronograma da obra, o valor final do pedágio e os detalhes do processo de transferência do trecho para a CCR/Motiva. O Ministério dos Transportes e o Fórum Parlamentar defendem que a execução leve até três anos, enquanto a concessionária sugeriu prazo de quatro anos — ponto que segue em negociação.

Com a solução definida, a expectativa é que as obras tenham início em 2026, após a atualização do projeto de engenharia e a renovação do licenciamento ambiental.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thiago Kaue, Governo de SC, Divulgação

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Sustentabilidade

ANTT lança editais para rodovias e ferrovias sustentáveis com potencial de R$ 21 bilhões em investimentos

A ANTT publicou os primeiros editais do programa que pretende transformar rodovias e ferrovias sustentáveis em um novo eixo de investimento no país. A iniciativa pode destravar até R$ 21 bilhões em ações socioambientais realizadas pelas atuais concessionárias de infraestrutura.

O desenho final do Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura de Rodovias e Ferrovias Federais havia sido antecipado em outubro e agora avança com a aprovação da diretoria colegiada da agência, em pleno contexto da COP30, que ocorre em Belém.

Concessionárias poderão receber bônus tarifário

As empresas que aderirem voluntariamente às medidas propostas poderão obter um bônus de 1% ou 2% nas tarifas de pedágio, dependendo da data dos contratos. Conforme o nível de adesão às ações previstas, esse percentual pode ser ainda maior.

Para as operadoras de ferrovias, a vantagem oferecida será a redução dos pagamentos de outorga à União.

Nos dois setores, as concessionárias têm até 13 de março de 2026 para apresentar suas propostas.

Interesse do setor privado cresce com o novo modelo

O CEO da Motiva (ex-CCR), Miguel Setas, afirmou em entrevista recente que o grupo pretende participar do programa. A empresa administra 12 concessões federais e estaduais, somando 4.475 km de rodovias.

Programa prevê 470 ações socioambientais

No caso das rodovias, o programa reúne 470 ações socioambientais, distribuídas em nove parâmetros, como redução de gases de efeito estufa, prevenção da poluição, infraestrutura climática resiliente, melhorias para trabalhadores e ações voltadas a comunidades indígenas e quilombolas.

Entre as iniciativas listadas estão:

  • Neutralidade de carbono nas operações
  • Preservação de mata nativa
  • Passagens de fauna
  • Sistemas de alerta de incêndio
  • Iluminação inteligente
  • Sensores térmicos para fiscalização de freios de caminhões
  • Câmeras de monitoramento em 100% das rodovias
  • Cobertura 4G em todo o trecho
  • Pontos de descanso para caminhoneiros

As concessionárias poderão escolher, dentro do catálogo elaborado pela ANTT, quais ações desejam incorporar aos contratos.

Níveis de adesão definem benefício tarifário

O programa possui três níveis de adesão:

Nível 1: atendimento aos pré-requisitos de emissão de debêntures incentivadas de infraestrutura com critérios ESG.

Nível 2: concessões pós-2018 (a partir da 4ª etapa) receberão bônus tarifário de 1%, enquanto concessões anteriores terão aumento imediato de 2% ao aderir às ações.

Nível 3: prevê novo reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, abrindo espaço para ganhos tarifários superiores aos percentuais iniciais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Comércio

Setor produtivo de Mato Grosso organiza força-tarefa contra a Tabela de Fretes

A implementação da fiscalização eletrônica do piso mínimo do frete rodoviário, em vigor desde 6 de outubro, gerou forte reação no setor produtivo de Mato Grosso. Entidades de produtores rurais e associações de transporte se reuniram nesta segunda-feira (27), em Cuiabá, para debater os impactos econômicos da medida e traçar estratégias de atuação nacional.

O encontro, promovido pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), reuniu representantes de diversos segmentos da cadeia produtiva e logística, dando sequência às atividades da Comissão de Infraestrutura do Instituto Pensar Agro (IPA).

O tom do debate foi de crítica ao tabelamento de preços e defesa do livre mercado. O presidente da Ampa, Orcival Gouveia Guimarães, reafirmou o posicionamento contrário da entidade à intervenção estatal no setor de transporte.

“Somos a favor da livre iniciativa e do livre mercado. Não faz sentido manter mais um tabelamento que, na prática, não funciona”, afirmou Guimarães, destacando que a articulação entre os setores produtivos foi proposta pelo consultor de logística Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do DNIT.

Entidades preparam ofensiva técnica e jurídica

O principal encaminhamento do encontro foi demonstrar ao Governo Federal e às autarquias as distorções da Tabela de Fretes. As entidades também buscam fortalecer a atuação no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam a legalidade e a metodologia da Lei do Frete Mínimo, de 2018.

Pagot informou que o IPA lidera a elaboração de um manifesto com apoio de mais de 50 entidades, apontando falhas na tabela e pedindo revisão da metodologia. O documento foi encaminhado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que deve levá-lo à análise de ministérios, incluindo o da Fazenda.

“A metodologia usada em 2018 pela Esalq/Log da USP precisa ser atualizada. Hoje, é evidente que a fórmula carece de aprimoramento”, afirmou Pagot, defendendo uma reunião com o ministro Fernando Haddad para apresentar os impactos da tabela, que, segundo ele, “gera confusão e contribui para a inflação”.

Para subsidiar o diálogo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o grupo vai elaborar um estudo técnico detalhado sobre os efeitos da fiscalização. Uma palestra com o diretor da ANTT responsável pelo tema foi marcada para 6 de novembro, às 10h, na sede do IPA.

Frete alto pressiona produtores e consumidores

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, alertou para o aumento dos custos de produção e o impacto direto ao consumidor final.

Segundo ele, o frete elevado encarece toda a cadeia produtiva, elevando em mais de 20% o preço de insumos agrícolas, como fertilizantes.

“Quem paga essa conta não é só o produtor. O frete influencia o preço de praticamente tudo o que consumimos”, destacou Beber.

Mobilização política em Brasília

O senador José Lacerda (PSD) afirmou ter agendado uma reunião em Brasília ainda nesta semana para discutir o tema com autoridades federais. O encontro em Cuiabá também contou com a participação de representantes da Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil (ANTC), da Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC) e do Ministério da Agricultura e Pecuária.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Christiano Antonucci/Secom MT

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Agronegócio

Fiscalização eletrônica da tabela do frete acende alerta no agronegócio brasileiro

A partir de 6 de outubro, entrou em vigor a fiscalização eletrônica da tabela de piso mínimo do frete rodoviário, implementada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A medida revelou uma prática até então tolerada: o descumprimento da tabela de frete, vigente desde 2018, quando foi criada pela Lei 13.703 após a greve dos caminhoneiros.

Com o novo sistema, a ANTT passou a cruzar informações em tempo real por meio do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), permitindo identificar irregularidades nas operações de transporte. O setor agropecuário, um dos mais impactados, teme aumento de custos logísticos, insegurança jurídica e dificuldades no escoamento de grãos e fertilizantes.

Mercado operava fora da tabela desde 2018

Segundo Fernando Bastiani, pesquisador do Esalq-Log/USP — grupo que participou da criação da regra —, a fiscalização era praticamente inexistente, e o mercado funcionava com base na oferta e demanda. “Agora as empresas estão tentando se adequar, e o mercado ficou praticamente paralisado”, afirma.

Ele explica que, em 2025, os preços do frete ficaram acima do piso durante a safra, mas, nas rotas longas, como Mato Grosso a Santos (SP) e Paranaguá (PR), muitos contratos não respeitavam os valores mínimos.

A plataforma Fretebras, referência no transporte de cargas, confirma o impacto imediato. De acordo com Federico Veja, CEO da empresa, a demanda por embarques caiu 20%, enquanto a oferta de caminhoneiros subiu na mesma proporção. “A tabela estabelece um piso real, o que favorece os motoristas, mas pressiona os custos das commodities agrícolas, como a soja”, explicou.

Entidades do agro contestam metodologia da tabela

Mais de 50 entidades do agronegócio enviaram ofício à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pedindo uma revisão da metodologia da tabela da ANTT. O documento solicita que a bancada leve a discussão aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil, para a abertura de um diálogo técnico sobre o tema.

As instituições argumentam que os critérios de cálculo do piso mínimo são imprecisos e desatualizados, desconsiderando diferenças regionais, tipos de carga, rotas e até a idade média da frota nacional, estimada em 20 anos.

No setor de fertilizantes, o Sindiadubos (Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas) estima aumento de custos entre 35% e 50%, dependendo da rota.

“Essa nova precificação pode gerar distorções não apenas no transporte, mas também no preço dos alimentos”, afirma Veríssimo Cubas, gerente executivo da entidade.

Como muitas viagens são realizadas com retorno vazio, o cálculo da ANTT para incluir o frete de ida e volta amplia ainda mais os custos.

Logística de grãos também sente os efeitos

No mercado de grãos, a tabela tem incentivado o uso de caminhões de nove eixos, que possuem preço proporcionalmente menor que os de sete eixos ou menos, o que gera desequilíbrio na oferta.

“Isso distorce o mercado e causa escassez de caminhões maiores”, comenta Bastiani.

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) também se manifestou. De acordo com sua diretora executiva, Andressa Silva, o frete de veículos menores pode representar até 25% do custo total do produto transportado. Ela alerta ainda que muitos embarcadores desconhecem as novas regras do MDF-e e podem ser multados indevidamente.

Caminhoneiros defendem rigor; ANTT garante diálogo

Para os caminhoneiros autônomos, a fiscalização é positiva. Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava, afirma que tradings e embarcadores estão boicotando motoristas com veículos menores como forma de pressão. “São empresas que atuavam fora da lei e agora cancelam contratos para evitar a tabela. Tenho recebido várias reclamações do Centro-Oeste”, relatou.

A ANTT, por sua vez, informou que mantém diálogo com o setor, esclarecendo dúvidas e promovendo eventos como o 1º Encontro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, realizado em 2 de outubro. Sobre as multas, o órgão afirma que os dados ainda estão sendo consolidados, mas as penalidades para embarques fora da tabela variam de R$ 550 a R$ 10,5 milcaminhoneiros não são multados.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo / CNA

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Logística

Fractal indica como atender a ANTT em interoperabilidade no transporte

Com a digitalização da cadeia logística e o avanço da regulação do transporte rodoviário, a interoperabilidade entre sistemas de rastreamento e controle tornou-se um dos principais desafios para empresas do setor. A Fractal, focada em segurança tecnológica aplicada à logística, tem investido no desenvolvimento de soluções compatíveis com as diretrizes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no que diz respeito ao monitoramento e à rastreabilidade de cargas.

Segundo Francisco Mascaro, operations manager da Fractal, o transporte de cargas, especialmente aquelas sujeitas a controle sanitário, fiscal ou regulatório, exige que os dados gerados durante o percurso estejam integrados aos sistemas exigidos pela legislação vigente. “A interoperabilidade garante que diferentes tecnologias conversem entre si e que as informações sejam transmitidas em tempo real, o que é fundamental para cumprir exigências legais e aumentar a visibilidade logística”, afirma.

A Resolução ANTT nº 5.232/2016, que trata da rastreabilidade no transporte rodoviário de cargas, destaca a importância de sistemas confiáveis para fins de fiscalização, segurança e melhoria da infraestrutura logística. A Fractal oferece lacres eletrônicos, sensores integrados, plataformas de monitoramento e soluções personalizadas que se adaptam à estrutura tecnológica dos clientes e aos requisitos da ANTT.

Com foco na rastreabilidade, controle de violação e compliance, a empresa atua junto a transportadoras, embarcadores e operadores logísticos que precisam garantir a integridade da carga e atender aos padrões regulatórios.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Informação

ANTT abre Audiência Pública sobre o Selo ESG Cargas

A ANTT está recebendo contribuições para a minuta de Resolução que institui o Selo ESG Cargas, voltado ao transporte remunerado rodoviário de cargas.

O Selo ESG Cargas para Transporte Rodoviário Remunerado de Cargas tem como objetivo incentivar a conservação do meio ambiente e a proteção à biodiversidade, respeito à dignidade humana e a melhoria na qualidade da prestação da atividade econômica, prevista no art. 2º da Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007.

📅 Envio de contribuições até 9 de setembro de 2025
🔗 Saiba mais e participe:
www.gov.br/participamaisbrasil/ap-antt-005-2025
https://participantt.antt.gov.br/public/evento/visualizar

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ANTT e governo definem conta para Rumo depositar outorga

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o Ministério dos Transportes deram um passo essencial nesta quinta-feira (24) para viabilizar o programa do governo que prevê aportes de recursos públicos em novos projetos ferroviários, uma tentativa de superar o chamado “gap” de viabilidade financeira das modelagens. Numa construção com a pasta, o órgão regulador estabeleceu que parte da outorga devida pela Rumo no contrato da Malha Paulista irá para uma conta bancária da concessionária e, portanto, não mais ao Tesouro Nacional. 

A expectativa é de que o modelo seja replicado em outras concessões ferroviárias que passam por remodelagem no âmbito da SecexConsenso (Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos), do TCU (Tribunal de Contas da União). O ministério já chegou a falar em recursos na casa dos R$ 30 bilhões em outorgas destinadas a novos projetos, mas esses números têm sido revistos.

O aditivo assinado no ano passado com a Rumo após acordo mediado no tribunal rendeu um “adicional de vantajosidade” de R$ 670 milhões à União, com pagamento pela empresa definido em quatro parcelas. A primeira de R$ 167,5 milhões já foi quitada. Sem uma definição sobre a conta vinculada, acabou indo para o OGU (Orçamento-Geral da União). 

Com a decisão desta quinta-feira, o governo evita que as parcelas restantes sigam diretamente para o Tesouro, onde não há garantia de que o dinheiro será aplicado em ferrovias. 

Como mostrou a Agência iNFRA, o Plano Nacional de Ferrovias do Ministério dos Transportes prevê investimentos de R$ 138,6 bilhões distribuídos em 15 ativos. Embora o programa preveja que a maior parte dos recursos venha do setor privado, no modelo de concessão, os aportes públicos são vistos como essenciais para colocar os projetos de pé.

Os recursos que ficarão rendendo na conta da concessionária serão destinados a ativos selecionados pelo governo. Ficará a cargo da ANTT executar esse fluxo, dando a autorização para movimentações nos valores. 

Próximos
O governo tem expectativa de obter recursos na ordem de R$ 30 bilhões para bancar o gap de viabilidade dos projetos, dinheiro que viria em maior parte das negociações com as atuais concessionárias de ferrovias, em andamento.

Uma fonte importante deve ser a repactuação dos contratos da Vale. Na fila também está o caso da MRS, cujo acordo aguarda para ser julgado no plenário do TCU. O governo ainda tenta destravar a remodelagem da concessão da FCA (Ferrovia Centro Atlântica), que é operada pela VLI.

Em maio, a equipe econômica zerou a projeção de entrada de receita neste ano com as concessões de ferrovias. No Ministério dos Transportes, o movimento foi visto como um sinal positivo para o plano de utilização dos recursos nos projetos ferroviários, embora à época a pasta ainda aguardasse uma orientação do Ministério da Fazenda sobre o tema. 

Há uma expectativa no setor, ainda, de que o TCU dê alguma diretriz sobre o uso das contas vinculadas como instrumento para viabilizar o investimento cruzado. No tribunal, está aberto desde 2023, por exemplo, um processo sob relatoria do ministro Benjamin Zymler que examina o uso desse instrumento nas concessões. 

Votação
Na reunião da ANTT que definiu as regras para a conta na Malha Paulista, o diretor-geral interino da agência, Guilherme Sampaio, ressaltou a urgência de o caso ser julgado, visto que o prazo de pagamento da segunda parcela pela Rumo se encerra no próximo dia 28. 

O relator do processo, diretor Lucas Asfor, explicou que a proposta estabelece regras para a abertura e a manutenção de conta bancária específica em nome da concessionária junto ao banco depositário. A novidade vai ser viabilizada com a assinatura do 7º termo aditivo da concessão. 

Plano de ferrovias
Como já mostrou a Agência iNFRA, o plano do governo para as ferrovias é dividido em quatro eixos regionais. O maior volume de investimentos (capex) está previsto para o eixo Sudeste, com R$ 46,9 bilhões; seguido pelo Nordeste, com R$ 33,1 bilhões; Norte, com R$ 30 bilhões; e o Oeste, com R$ 28,6 bilhões.

Os principais projetos elencados são: Nova Fiol 1 + Porto; Açailândia-Barcarena; EF-118 (Anel Ferroviário do Sudeste); Corredor Minas-Bahia; repactuações FTL, Malha Oeste e Malha Sul; conexão Salgueiro-Suape (PE); conexão Norte-Sul/TLSA (Transnordestina Logística); e a Ferrogrão. A proposta inclui, ainda, soluções para conflitos urbanos ferroviários.

Fonte: Agência Infra

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Logística

ANTT atualiza piso mínimo de frete rodoviário com reajustes médios de 0,82% a 3,55%

A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou nesta quinta-feira (17) nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário, com reajustes médios que vão de 0,82% a 3,55%. Segundo o relator do processo, diretor Lucas Asfor, a atualização tem como base o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado de dezembro a maio, em 3,28%, e o preço do óleo diesel S10, em R$ 6,02, de acordo com a tabela disponibilizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A lei prevê que a agência reguladora deve reajustar a tabela até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano. Os impactos médios no valor final de piso mínimo de frete vão de aumentos de 0,82% para operações de alto desempenho com contratação somente do veiculo automotor de cargas a 3,55% para operações do tipo carga lotação.

A ANTT também aprovou a segunda versão do AIR (Relatório de Análise de Impacto Regulatório) do projeto “ESG Cargas: Ambiental, Social e Governança no Transporte Rodoviário de Cargas”. Segundo a agência, a iniciativa propõe a criação do Selo ESG Cargas, um instrumento de reconhecimento público aos transportadores que se destacam por adotar práticas sustentáveis, responsáveis e transparentes na atividade.

Para ter o selo, os transportadores devem comprovar aderência aos critérios de três dimensões fundamentais: ambiental, social e governança (ESG). A proposta ainda será submetida à audiência pública. Ainda na reunião, os diretores aprovaram os regimentos internos dos Comitês de Desenvolvimento de Sustentabilidade de Ferrovias e de Rodovias.

Transporte internacional
A ANTT também deu aval a abertura de consulta pública, entre os dias 28 de julho e 11 de setembro, sobre o projeto de Consolidação e Aperfeiçoamento do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário coletivo Internacional de Passageiros. De acordo com o relator, Lucas Asfor, a proposta pretende flexibilizar a prestação dos serviços reguladores internacionais para possibilitar atendimento mais dinâmico e eficiente, aumentar o interesse de empresas transportadoras na prestação de serviço internacional e reduzir a discricionariedade na atuação dos agentes internos.

Fonte: Agência Infra

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Comércio Exterior, Informação, Investimento, Logística, Notícias, Portos

Ferrovia de 110 km em SC tem custo estimado em R$ 2 bilhões para construção

Montante para ramal em estudo é citado na Agenda para a Infraestrutura, da Fiesc

O custo estimado para a construção de ferrovia entre Itapoá e Joinville é de R$ 2 bilhões. O montante é apontado na edição de 2025 da Agenda para a Infraestrutura da Fiesc, divulgada nesta semana. O documento, atualizado anualmente, cita os investimentos necessários para o transporte e logística em Santa Catarina, em diferentes modais. O ramal vem sendo proposto como forma de conectar Itapoá (onde opera o Porto Itapoá, com possibilidade de construção de mais terminais) à malha ferroviária nacional – por Joinville, passa a estrada de ferro de acesso aos portos de São Francisco do Sul.

O ramal proposto entre Itapoá e Joinville tem 110 km. Além de se conectar com a malha nacional, a ferrovia pode se ligar com o complexo portuário de Itajaí e Navegantes, caso seja construída o ramal com Araquari. A ligação de 62 km entre Araquari e a região dos portos de Itajaí e Navegantes está em fase final de elaboração de projeto executivo, contratado pelo governo do Estado. A implantação da ferrovia, que não conta ainda com fonte de recursos definida, tem custo estimado em US$ 300 milhões.

A ligação ferroviária entre Itapoá e Araquari (ao lado de Joinville) está entre os dois requerimentos de outorga feitos à ANTT pelo Porto Itapoá. O pedido é para construção e exploração dessa ferrovia no Norte de Santa Catarina e de ramal entre Itapoá e Morretes (PR), com 83 km. A agência vai analisar a solicitação. Se aceita, mais estudos terão de ser feito, além de ser providenciada a definição de fonte de recursos para os empreendimentos. Em outra frente, o governo do Estado solicitou ao governo federal a inclusão dos estudos da ferrovia no Novo PAC.

FONTE: NSC Total
Ferrovia de 110 km em SC tem custo estimado em R$ 2 bilhões para construção – NSC Total

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