Exportação

Exportações de carne de frango mantêm ritmo forte e podem repetir desempenho de setembro

Volume exportado nas duas primeiras semanas de outubro aponta estabilidade no setor avícola

O Brasil exportou 183,2 mil toneladas de carne de frango in natura nos primeiros oito dias úteis de outubro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC). O volume representa uma média diária de 22,9 mil toneladas, crescimento de 9,6% em relação a setembro e 16% acima do mesmo período de 2024.

Projeções indicam embarques acima de 520 mil toneladas

Com base na média atual e considerando os 23 dias úteis de outubro, a projeção indica um embarque mensal superior a 525 mil toneladas. No entanto, especialistas lembram que os primeiros números do mês costumam refletir embarques remanescentes de setembro, o que tende a suavizar os resultados à medida que o período avança.

Mesmo assim, se o volume exportado até agora for redistribuído ao longo de nove dias úteis, a média diária ainda se manteria acima das 20 mil toneladas, o que resultaria em cerca de 460 mil toneladas no total — praticamente o mesmo volume registrado em setembro (459,8 mil toneladas). Esse desempenho representaria um aumento anual de aproximadamente 6%.

Meta é manter média acima de 21 mil toneladas por dia

Para alcançar um resultado ainda mais expressivo, o ideal seria manter o ritmo de exportações ligeiramente acima das 21 mil toneladas diárias. Isso permitiria fechar outubro com pelo menos 485 mil toneladas embarcadas, elevando o acumulado do ano para cerca de 4,1 milhões de toneladas — número que superaria o total registrado entre janeiro e outubro de 2024 (4,097 milhões de toneladas, segundo a SECEX/MDIC).

Desafios e perspectivas para o último trimestre

Historicamente, as exportações de carne de frango costumam recuar no último trimestre do ano, ficando abaixo dos volumes embarcados no segundo e terceiro trimestres. Entre 2007 e 2024, o quarto trimestre representou, em média, menos de 25% do total anual, contra 25,5% no segundo e mais de 26% no terceiro trimestre.

Mesmo assim, 2025 pode romper essa tendência. Com os importadores recompondo estoques e a reabertura do mercado chinês, principal destino da carne de frango brasileira, o mês de outubro tem potencial para se destacar como um dos melhores da história das exportações do setor avícola nacional.

FONTE: AviSite
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde em setembro de 2025, com destaque para carnes suína e bovina

O agronegócio brasileiro registrou, em setembro de 2025, o maior valor de exportações para o mês desde o início da série histórica. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o país exportou US$ 14,95 bilhões, alta de 6,1% em relação a setembro de 2024. O setor foi responsável por 49% de todas as exportações brasileiras no período.

O avanço foi impulsionado pelo aumento de 7,4% no volume exportado, mesmo com uma queda média de 1,1% nos preços internacionais. No acumulado de janeiro a setembro, o agronegócio já movimentou US$ 126,6 bilhões, um crescimento de 0,7% sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

Carnes suína e bovina lideram crescimento das exportações

Entre os produtos com melhor desempenho, a carne bovina in natura se destacou com US$ 1,77 bilhão exportado, avanço de 55,6% sobre 2024. Já a carne suína in natura atingiu o recorde histórico de US$ 346,1 milhões, aumento de 28,6% em valor e 78,2% em volume.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de carna bovina a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne Bovina | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

Outro destaque foi o milho, que somou US$ 1,52 bilhão em vendas externas, alta de 23,5%. Produtos como café e pescados também tiveram bom desempenho, com aumentos de 9,3% e 6,1%, respectivamente.

Diversificação da pauta exportadora impulsiona novos recordes

O governo federal tem apostado na diversificação das exportações do agronegócio, com abertura e ampliação de mercados de maior valor agregado. A estratégia inclui promoção comercial, apoio às cadeias produtivas e missões internacionais voltadas para Ásia, Europa e América do Norte.

Em setembro, produtos menos tradicionais também registraram recordes históricos de volume exportado, como sementes de oleaginosas (exceto soja), que cresceram 92,3%, melancias frescas (+65%), feijões (+50,8%) e lácteos (+13,7%). No geral, esses itens somaram alta de 9,2% em setembro e 19,1% no acumulado do ano.

Presença internacional fortalece o agro brasileiro

Para o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, os resultados comprovam a resiliência e competitividade do setor. “Mesmo diante de um cenário global desafiador, o desempenho de setembro mostra o acerto da estratégia de abertura e diversificação de mercados. Desde 2023, foram 444 novas oportunidades criadas para produtores e exportadores brasileiros”, afirmou.

Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou o impacto das missões internacionais no desempenho do setor. “A combinação de sanidade, qualidade e competitividade consolida o Brasil como parceiro estratégico na segurança alimentar global. Em 2025, o MAPA realizou mais de 60 missões internacionais, além de feiras e ações de promoção comercial, como a Caravana do Agro Exportador, em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty”, disse.

Exportações geram emprego, renda e fortalecem a economia brasileira

O bom desempenho das exportações do agronegócio tem impacto direto na geração de empregos, no aumento da renda e no fortalecimento das contas externas. Somente em 2025, o setor garantiu superávit comercial de mais de US$ 111 bilhões, reforçando a importância do agro para a economia nacional.

Além de consolidar o país como potência exportadora de alimentos, o avanço das vendas externas estimula investimentos em inovação, sustentabilidade e novas tecnologias, ampliando a presença do Brasil nas principais cadeias globais de alimentos.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Exportações de carne bovina da Argentina sobem 20% em 2025 e somam US$ 2,25 bilhões

As exportações de carne bovina da Argentina registraram um aumento expressivo de 20% entre janeiro e agosto de 2025, alcançando US$ 2,256 bilhões, segundo dados da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR). O resultado representa ainda um avanço de 24% em relação a 2014 e reflete a força da demanda global pela proteína argentina.

De acordo com a BCR, o preço médio da carne bovina argentina subiu cerca de 40% em comparação com 2024, impulsionado principalmente pelo aumento da procura dos Estados Unidos, país que enfrenta escassez na produção interna após uma forte redução do rebanho provocada por seca prolongada e alta nos custos de alimentação animal.

Redução no volume exportado, mas alta no valor

Embora o faturamento tenha crescido, o volume exportado de carne bovina caiu 12% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 539 mil toneladas entre janeiro e agosto de 2025. O número também representa uma queda de 3% na média dos últimos cinco anos.

Produção argentina se mantém estável

A produção de carne bovina na Argentina somou 2,1 milhões de toneladas nos primeiros oito meses do ano, o segundo maior volume desde 2010, ficando atrás apenas do recorde de 2023. Apesar do bom desempenho, o resultado está 0,5% acima da média de cinco anos, o que indica estabilidade produtiva no setor.

Maior produtividade nos frigoríficos

Os frigoríficos argentinos abateram 9 milhões de cabeças de gado no período, com peso médio de 231 kg por animal, superior à média de 228 kg registrada nos últimos cinco anos. Em agosto de 2025, o peso médio subiu para 234 kg, o maior patamar desde setembro de 2022, evidenciando ganhos de produtividade.

Menor rebanho bovino em 15 anos

Dados da campanha de vacinação contra a febre aftosa apontam que o rebanho bovino argentino soma 49,4 milhões de cabeças, o menor número desde 2010, quando o total era de 48,8 milhões.

Consumo interno mostra sinais de recuperação

O consumo per capita de carne na Argentina também apresenta recuperação. A projeção da BCR indica 49,6 kg de carne bovina, 45,5 kg de frango e 17,7 kg de carne suína por habitante em 2025. No total, o consumo de carnes deve atingir 113 kg per capita, uma alta de 3% em relação ao ano anterior e dentro da média histórica do país.

FONTE: Portal DBO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Atrasos nos portos travam exportações de café e expõem gargalos logísticos do Brasil

As exportações de café brasileiro enfrentaram em agosto um dos maiores gargalos logísticos dos últimos anos. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), mais de 600 mil sacas ficaram retidas nos portos, gerando prejuízos de R$ 5,9 milhões apenas com custos de armazenagem e detenção de contêineres.

O impacto financeiro foi ainda maior: o país deixou de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão em receita cambial, considerando o valor médio da saca exportada. O cenário preocupa, já que o Brasil é líder mundial na produção de café, mas enfrenta crescentes entraves logísticos para escoar sua safra.

Portos operam no limite

O Porto de Santos, responsável por mais de 80% das exportações nacionais, opera próximo à capacidade máxima. Em agosto, dois terços dos navios programados sofreram atrasos ou mudanças de escala, com casos de espera que chegaram a 47 dias.
No Porto do Rio de Janeiro, segundo mais relevante para o setor, quase 40% das embarcações também registraram problemas.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de café em grão via Porto de Santos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Café em Grão | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

O Cecafé defende uma estratégia conjunta entre governo e iniciativa privada para destravar os gargalos. O novo marco regulatório dos portos, em análise na Câmara, é visto como essencial para acelerar concessões, ampliar investimentos e evitar disputas judiciais que atrasam projetos, como a licitação do Tecon Santos 10.

Impacto no agronegócio brasileiro

O problema não afeta apenas o café. Outras cadeias agroexportadoras que dependem do transporte conteinerizado — como frutas, algodão e carnes processadas — também sentem os efeitos da ineficiência portuária.
Com a safra recorde e a demanda global em alta, cresce o temor de que os gargalos de infraestrutura se tornem um dos maiores entraves à expansão do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Especialistas apontam falhas estruturais

Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Feagro-MT, os atrasos resumem o desafio logístico nacional. Segundo ele, produtores que investem em tecnologia e qualidade perdem competitividade ao não conseguirem entregar no prazo, reduzindo o retorno sobre os investimentos.

Rezende alerta ainda para a defasagem de armazenagem, estimada em mais de 20% da safra, o que obriga o agricultor a escoar grãos rapidamente sob risco de perda. A situação se agrava com estradas precárias e falta de integração entre modais, fatores que encarecem o transporte e diminuem a competitividade frente a concorrentes internacionais.

“O custo do transporte rodoviário no Brasil chega a ser 30% mais alto que nos Estados Unidos, o que compromete toda a cadeia produtiva”, exemplifica.

Soluções para destravar a logística

Na avaliação do especialista, o Brasil precisa de uma reengenharia logística nacional, baseada na expansão de ferrovias, hidrovias, terminais de integração e centros logísticos estratégicos.
“O governo e o setor privado precisam entender que logística não é custo extra, mas sim o alicerce para manter o agro crescendo e competitivo no mercado global”, conclui Rezende.

FONTE: Pensar Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Soja brasileira ganha espaço na China em meio à guerra comercial entre EUA e o país asiático

Brasil assume protagonismo nas exportações de soja para a China.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China tem redefinido o mercado global de commodities agrícolas, beneficiando diretamente o Brasil. Entre junho e agosto de 2025, o país asiático suspendeu a compra de soja norte-americana e passou a priorizar fornecedores alternativos, como o Brasil e a Argentina.

O levantamento é da American Farm Bureau Federation (AFBF), principal entidade representativa do setor agrícola dos Estados Unidos, que reúne cerca de 6 milhões de produtores rurais. O estudo mostra que as importações chinesas de soja dos EUA despencaram para o menor nível histórico neste ano, enquanto o Brasil consolidou sua posição como principal exportador do grão ao mercado chinês.

Queda recorde nas importações de soja americana

De janeiro a agosto de 2025, a China importou apenas 5,8 milhões de toneladas de soja norte-americana, ante 26,5 milhões de toneladas no mesmo período de 2024, o que representa uma redução de quase 80%.

O relatório aponta ainda que, entre junho e agosto, os Estados Unidos “virtualmente não embarcaram nada” de soja para a China — e o país asiático não adquiriu novos volumes da safra futura.

Enquanto isso, o Brasil exportou mais de 77 milhões de toneladas do produto para o mercado chinês no mesmo intervalo. A Argentina também ampliou suas vendas após suspender temporariamente o imposto de exportação, que voltou a ser aplicado quando o valor exportado ultrapassou US$ 7 bilhões.

Estratégia chinesa de diversificação de fornecedores

De acordo com a AFBF, o cenário atual é resultado de uma política de diversificação de fornecedores adotada pela China desde 2018, quando teve início a primeira guerra comercial sob o governo Donald Trump. Desde então, o país asiático vem reduzindo sua dependência dos produtores norte-americanos, mesmo diante de uma demanda interna crescente.

Impacto em outras exportações dos EUA

A perda de espaço no mercado chinês não se restringe à soja. Segundo o relatório, as exportações de milho, trigo e sorgo dos Estados Unidos à China caíram a zero em 2025, enquanto as vendas de carne suína e algodão seguem em ritmo reduzido.

O Departamento de Agricultura dos EUA projeta que o valor total das exportações agrícolas para a China cairá para US$ 17 bilhões neste ano — uma retração de 30% em relação a 2024 e mais de 50% abaixo do registrado em 2022. Para 2026, a previsão é ainda mais negativa: US$ 9 bilhões, o menor patamar desde 2018.

Governo Trump prepara novo pacote de apoio ao setor agrícola

Diante das perdas, o governo Donald Trump planeja um novo pacote de ajuda financeira aos produtores rurais, semelhante ao de 2019, quando mais de US$ 22 bilhões foram destinados ao setor durante a primeira fase da disputa comercial.

Usaremos os recursos das tarifas para apoiar nossos agricultores”, afirmou Trump em sua rede Truth Social. Paralelamente, o Tesouro norte-americano estuda medidas emergenciais para conter o déficit comercial agrícola.

Além dos efeitos da guerra comercial, os produtores enfrentam queda nos preços das commodities e aumento dos custos logísticos, agravados pelo baixo nível do Rio Mississippi, rota crucial para o escoamento da safra. O Departamento de Agricultura estima que a renda agrícola dos EUA caia 2,5% em 2025, atingindo o menor valor desde 2007.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO AGÊNCIA BRASIL / Reuters/Brian Snyder

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Agronegócio

Reforma Tributária cria regime especial de IBS e CBS para o agronegócio

Nova Lei Complementar nº 214/2025 estabelece regras específicas para o setor rural.

A Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta parte da Reforma Tributária, criou regimes diferenciados de tributação para o setor agropecuário, estabelecendo novas regras para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida busca simplificar o sistema tributário, ampliar a não-cumulatividade e preservar a competitividade das atividades rurais, assegurando neutralidade fiscal.

Pequenos produtores rurais ficam isentos de IBS e CBS

Um dos pontos mais relevantes da nova legislação é a exclusão de pequenos produtores do pagamento dos novos tributos. Produtores rurais — pessoas físicas ou jurídicas — com faturamento anual inferior a R$ 3,6 milhões não serão considerados contribuintes de IBS e CBS, embora possam optar pela adesão ao regime.
O valor será corrigido anualmente com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Para manter o equilíbrio da cadeia de créditos tributários, contribuintes sujeitos ao regime regular poderão apropriar créditos presumidos nas aquisições de bens e serviços de produtores rurais não contribuintes.

Redução de 60% nas alíquotas de insumos agropecuários

A LC 214/2025 prevê uma redução de 60% nas alíquotas do IBS e da CBS incidentes sobre o fornecimento de insumos agropecuários e aquícolas, conforme o Anexo IX da lei.
A medida beneficia itens registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária e amplia o alcance para produtos que antes não se enquadravam nas classificações fiscais vigentes, como determinados fertilizantes.

Entre as novidades, estão os produtos classificados nos códigos NCM 3824.99.77, 3824.99.79 e 3824.99.89, que também poderão usufruir da alíquota reduzida. Novos insumos poderão ser incluídos na lista a cada 120 dias, por meio de ato conjunto do Ministério da Fazenda, Comitê Gestor do IBS e Ministério da Agricultura.

Diferimento no recolhimento dos tributos

A legislação também traz o diferimento do recolhimento de IBS e CBS em determinadas operações com insumos agropecuários, tanto em aquisições internas quanto em importações.
O tributo só será recolhido na etapa que encerrar o diferimento, o que garante fôlego de caixa às cadeias produtivas. Em operações com produtores não contribuintes, o encerramento ocorrerá mediante a redução dos créditos presumidos dos adquirentes.

Tributação reduzida para produtos in natura e cesta básica

Produtos agropecuários, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura também terão redução de 60% nas alíquotas de IBS e CBS.
Consideram-se in natura os produtos sem industrialização, submetidos apenas a processos simples, como secagem, limpeza ou resfriamento.

Além disso, itens da cesta básica nacional de alimentos terão alíquota zero, beneficiando produtos hortícolas, frutas e outros alimentos essenciais.

Impactos e desafios para o setor agropecuário

A LC 214/2025 reforça o compromisso do governo em garantir a competitividade do agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno quanto externo.
Entretanto, o novo modelo tributário exige maior atenção à conformidade fiscal, com possíveis impactos no fluxo de caixa e na gestão de créditos tributários.

Especialistas recomendam que produtores e empresas do setor acompanhem de perto as mudanças e adequem seus processos. Apesar da simplificação administrativa e da ampliação da segurança jurídica, será fundamental uma análise individual para avaliar o impacto real sobre os custos e margens do negócio.

Fonte: Consultor Jurídico 
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: Wenderson Araujo/Trilux/AGÊNCIA BRASIL

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Agronegócio

Ferrogrão: julgamento no STF pode destravar ferrovia estratégica para o agronegócio

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (02) o julgamento da Ferrogrão (ADI 6553), projeto de ferrovia que promete transformar a logística do agronegócio brasileiro. A decisão pode abrir caminho para um dos corredores de exportação mais aguardados do país, conectando a produção do Centro-Oeste ao Arco Norte e reduzindo custos de transporte.

Um corredor estratégico para o agro

Com 933 quilômetros de extensão previstos, a Ferrogrão deve ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA). A obra é considerada essencial para encurtar a distância entre o coração do agro e os portos da região Norte, além de aliviar gargalos logísticos.
Estudos apontam que a ferrovia poderá movimentar mais de 50 milhões de toneladas por ano.

Julgamento no STF

Durante a sessão, o relator ministro Alexandre de Moraes fez um resumo do processo, paralisado desde 2023, e ressaltou a complexidade do tema. Ele sugeriu a realização de novos estudos sobre a viabilidade econômica, social e ambiental da obra pelo Ministério dos Transportes.
As partes envolvidas apresentaram sustentações orais, mas o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento. A análise será retomada na próxima quarta-feira, 8 de outubro.

Expectativa de autoridades e do setor produtivo

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou estar confiante nos estudos complementares.
Já o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, destacou que a ferrovia é indispensável diante do crescimento da produção agrícola:

“Sem ferrovia e sem concorrência ferroviária não há como avançar, e o governo federal precisa fazer sua parte.”

Sustentabilidade e competitividade

Além de ganhos logísticos, a Ferrogrão é vista como uma alternativa sustentável. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou que a ferrovia pode reduzir em 40% as emissões de carbono, evitando a liberação de mais de 3,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano e gerando uma economia de R$ 8 bilhões.
Segundo ele, é hora de priorizar projetos viáveis:

“Temos que parar de falar em iniciativas quase inconcebíveis como a Bioceânica, que dependem de acordos internacionais, e focar naquilo que é palpável.”

Próximos passos

A superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian de Alencar Pinto Campos, lembrou que novos estudos de viabilidade foram iniciados em 2023, concluídos em 2024 e entregues ao Judiciário.
Ela acrescentou que já existem instâncias técnicas do governo preparando a estrutura regulatória para um eventual leilão de concessão da ferrovia, reforçando a necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos privados.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Agronegócio

VLI realiza primeiro embarque de milho à China pelo Porto de Tubarão no Espírito Santo

A VLI, empresa de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, concluiu na última semana o primeiro embarque de milho para a China via Espírito Santo. A operação ocorreu no Terminal de Produtos Diversos (TPD), localizado no Porto de Tubarão, e marcou a saída de 75,5 mil toneladas do grão, oriundas do Terminal Integrador de Araguari, em Minas Gerais.

Esse embarque representa a consolidação de um processo iniciado em fevereiro de 2025, quando o terminal recebeu a habilitação para exportar milho à China, após atender a exigências técnicas e sanitárias impostas pelo maior mercado importador da commodity no mundo.

Corredor Leste: conexão entre Minas Gerais e Espírito Santo

A habilitação amplia as oportunidades para produtores atendidos pelo Corredor Leste da VLI, rota que conecta o Triângulo Mineiro ao sistema portuário capixaba. O transporte é realizado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela VLI, e pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), onde a empresa está em processo de adaptação ao novo modelo regulatório de agente transportador ferroviário de cargas (ATF-C).

Segundo Daniel Schaffazick, diretor de operações do Corredor Leste da VLI, a iniciativa fortalece o papel da companhia no agronegócio:
“Ao conectar regiões produtoras relevantes, fortalecemos a cadeia de suprimentos e contribuímos para a expansão do comércio exterior brasileiro. Essa nova rota mostra como inovamos para atender nossos clientes em setores estratégicos, como o agro”, destacou.

Exigências para habilitação e qualidade do grão

Para obter a certificação, o TPD passou por um rigoroso processo de cadastro no Sistema de Gestão Agropecuária do Ministério da Agricultura (Sipeagro/Mapa). Entre as exigências, estavam:

  • registro do terminal como armazém portuário;
  • apresentação do Manual de Boas Práticas de Fabricação (BPF);
  • implementação de sistema de monitoramento de micotoxinas e resíduos de agrotóxicos;
  • capacitação da equipe para garantir conformidade com os padrões fitossanitários chineses.

Espírito Santo como hub logístico

Além do milho, a VLI mantém operações diversificadas no Espírito Santo, movimentando grãos, farelo, fertilizantes, celulose, insumos e produtos siderúrgicos. Somente pelo Corredor Leste, a empresa transporta anualmente cerca de 16,7 milhões de toneladas por ferrovia e 16,2 milhões de toneladas pelos portos capixabas.

Demanda chinesa em crescimento

A busca da China por milho brasileiro ganhou força a partir de 2022, quando a guerra na Ucrânia reduziu a oferta global de grãos. Em resposta, o país asiático firmou novos acordos comerciais e, desde 2023, passou a adotar protocolos fitossanitários mais rigorosos, especialmente no controle de sementes e pragas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/VLI

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Agronegócio

Biond Agro: Corte do Fed e selic estável redesenham cenário para o agronegócio brasileiro

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, passando para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

Conservador diante de uma inflação ainda acima da meta, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em contraste com o corte de juros promovido pelo Fed. As decisões distintas devem movimentar o agronegócio brasileiro. 

Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, avalia que os impactos para os produtores serão mistos. “A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma. 

Além disso, a especialista destaca que a valorização da moeda brasileira diminui a atratividade das exportações,  já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade do setor no mercado internacional. Contudo, os produtores podem aproveitar uma excelente janela estratégica. 

Biond Agro: Corte do Fed e selic estável redesenham cenário para o agronegócio brasileiro

Valorização do real reduz custos de insumos importados, mas crédito caro exige planejamento e prudência financeira dos produtores

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, passando para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

Conservador diante de uma inflação ainda acima da meta, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em contraste com o corte de juros promovido pelo Fed. As decisões distintas devem movimentar o agronegócio brasileiro. 

Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, avalia que os impactos para os produtores serão mistos. “A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma. 

Além disso, a especialista destaca que a valorização da moeda brasileira diminui a atratividade das exportações,  já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade do setor no mercado internacional. Contudo, os produtores podem aproveitar uma excelente janela estratégica. 

“Se o real se mantiver valorizado frente ao dólar, teremos folga para negociar melhores condições na compra de insumos importados, reduzir despesas logísticas e repensar prazos de financiamento interno. Mas é essencial acompanhar a rentabilidade das exportações; não basta produzir bem, é preciso garantir que o câmbio não absorva os ganhos de produtividade.”

Por fim, no mercado interno, as operações voltadas ao mercado interno, os efeitos tendem a ser neutros ou levemente positivos, já que os custos podem cair sem grandes alterações nos preços de venda.

“Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo sairá em vantagem”, finaliza Isabella.

Fonte: Blond Agro

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Agronegócio, Negócios

ApexBrasil terá escritório em Cuiabá e aproxima Mato Grosso do mercado internacional

Brasília testemunhou nesta terça-feira (23/09) um marco histórico para a agricultura e pecuária mato-grossense. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, assinou, ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, um termo de cooperação que oficializa a instalação de um escritório regional da ApexBrasil no Edifício Famato, em Cuiabá.

A iniciativa, proposta pela Famato, consolida Mato Grosso como protagonista no cenário global do agronegócio. Com a chegada da ApexBrasil, o estado passa a contar com uma estrutura dedicada a preparar e conectar cadeias produtivas diretamente ao mercado internacional, garantindo acesso a certificações, orientação estratégica e atração de novos investidores.

Maior produtor nacional de soja, milho, algodão e carne bovina, Mato Grosso concentra números que o colocam entre as maiores potências do setor no planeta. Agora, com a presença física da ApexBrasil em Cuiabá, os produtores rurais terão acesso facilitado a serviços que antes dependiam de articulações em Brasília ou em outros polos do país, o que representa mais agilidade e competitividade.

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a medida coloca o produtor rural como protagonista no processo de internacionalização. “Nosso compromisso é abrir mercados e levar o nome de Mato Grosso para o mundo. Esse escritório vai dar ao produtor rural condições de competir em pé de igualdade, com suporte técnico, acesso a certificações e oportunidades que consolidam nossa posição como referência global em alimentos. É o agro mato-grossense, de mãos dadas com o Brasil, mostrando sua força e sustentabilidade ao planeta”, afirmou.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que também é de Mato Grosso, destacou a importância do momento para o estado e para o país. “Ter um escritório da ApexBrasil em Cuiabá significa aproximar ainda mais o agro mato-grossense das oportunidades globais. Mato Grosso é a maior potência agropecuária do Brasil, e essa estrutura permitirá que os produtores tenham acesso direto a programas de internacionalização, certificações e parcerias estratégicas. É um passo que fortalece o produtor e projeta o Brasil no cenário mundial”, disse Fávaro.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, reforçou o papel da Agência e a relevância da nova regional. “A missão da ApexBrasil é abrir portas, criar pontes e apoiar empresas e produtores que querem conquistar mercados internacionais. Estar em Cuiabá, coração do agronegócio brasileiro, é estratégico. Mato Grosso produz em grande escala e com qualidade, e merece ter esse apoio de perto. Esse escritório vai permitir que os produtores tenham mais acesso a programas de capacitação, feiras internacionais e investidores, ampliando o alcance da produção mato-grossense no mundo”, afirmou Viana.

O ato contou ainda com a participação do superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer. Pela ApexBrasil, estiveram presentes a diretora de negócios, Ana Repezza, o coordenador de Relações Institucionais e Governamentais, Lucas Brandão, a gerente de Relações Institucionais e Governamentais, Carla Duarte, o gerente executivo da presidência, Raphael Cittadino, a coordenadora do Agronegócio, Luciana Pecegueiro, e o coordenador regional, Fellipe Paulino. Do Ministério da Agricultura e Pecuária participaram o chefe de gabinete, Wilson Taques, e o secretário-adjunto de Comércio e Relações Institucionais, Marcel Moreira.

Para o presidente da Famato, mais do que abrir mercados, a chegada da ApexBrasil simboliza um passo decisivo para que o maior beneficiado, o produtor rural, possa transformar potencial em resultado, consolidando Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro e referência no fornecimento de alimentos ao mundo.

Fonte: Famato

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