Agronegócio, Mercado Internacional

Carne bovina na mira de Trump: setor em Mato Grosso teme prejuízos

Acrimat e Frente Parlamentar do Agro pedem diplomacia firme e urgência do governo federal para conter impactos da decisão

O setor pecuário de Mato Grosso vê com preocupação o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre taxar em 50% as importações oriundas do Brasil. A notícia pegou o país de surpresa nesta quarta-feira (9).

Segundo analistas econômicos, a tarifa de 50% anunciada sobre os produtos brasileiros é a mais alta entre as novas taxas divulgadas até agora por Donald Trump.

Na última segunda-feira (7), o presidente norte-americano iniciou o envio de cartas informando aos países que a partir de 1º de agosto terão de pagá-las caso não firmem um novo acordo comercial. Trump definiu taxas mínimas sobre produtos importados, que variam entre 20% e 50%, a depender do país.

Em nota, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) relata ver com preocupação “a promessa de taxação em cerca de 50% da carne bovina enviada para os EUA”. Para a entidade, a medida “retira o nosso produto da concorrência para esse mercado tão importante para o nosso setor”.

Conforme a Acrimat, a nova taxação dos Estados Unidos colocaria o preço da tonelada da carne bovina mato-grossense em cerca de US$ 8,6 mil, o que inviabilizaria a comercialização para aquele país.

“Solicitamos ao Governo Federal que utilize todos os recursos e esforços para a resolução desse problema, com muito diálogo e disposição. Acreditamos na soberania nacional, mas acreditamos principalmente no bom senso e na pacífica negociação antes de se tomarem medidas intempestivas que podem levar a resultados desastrosos para nossa economia”, frisa o presidente da entidade, Oswaldo Pereira Ribeiro Junior.

Também em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou que é preciso “cautela” e uma “diplomacia firme diante da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil”.

“A medida, comunicada por meio de carta oficial enviada ao governo brasileiro, representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os países”

A FPA destaca que a nova alíquota traz reflexos diretos ao Brasil e “atinge o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Agronegócio, Internacional

Embrapa assina acordo com a Índia para ampliar cooperação em pesquisa agropecuária

Memorando de Entendimento amplia parceria entre Brasil e Índia com foco em sustentabilidade, segurança alimentar e intercâmbio tecnológico; Embrapa é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR) assinaram, nesta quarta-feira (9), em Brasília, um Memorando de Entendimento para ampliar a cooperação em pesquisa agropecuária entre os dois países. O foco da parceria está no desenvolvimento sustentável da agricultura e no fortalecimento institucional das entidades envolvidas. A cerimônia contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, além de representantes do ICAR e da Embaixada da Índia no Brasil.

O acordo representa um novo marco na agenda bilateral Brasil–Índia. Na terça-feira (8), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da recepção ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmando o papel do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no fortalecimento de parcerias estratégicas.

Vinculada ao Mapa, a Embrapa é a principal instituição de pesquisa do país voltada ao desenvolvimento da agropecuária nacional. A colaboração com o ICAR reforça o compromisso do Brasil em buscar soluções sustentáveis, inovadoras e colaborativas para os desafios globais da agricultura.

“A parceria entre a Embrapa e o ICAR – Indian Council of Agricultural Research – amplia a cooperação histórica entre as duas instituições e foca em áreas como etanol de 2ª geração, pulses, bioinsumos, entre outras”, destacou Silvia Massruhá.

Com vigência inicial de cinco anos, o acordo prevê a realização de projetos conjuntos em ciência, tecnologia e inovação nas áreas de agricultura e recursos naturais. Entre os principais temas estão: biotecnologia, nanotecnologia, agricultura de precisão, automação, tecnologias da informação, saúde animal e vegetal, segurança alimentar, produção de bioetanol de segunda geração, desenvolvimento de culturas agrícolas de alto rendimento, biofertilizantes, biopesticidas e o fortalecimento de cadeias de valor pós-colheita.

Também estão previstas ações como o intercâmbio de cientistas, o compartilhamento de germoplasma e o desenvolvimento de pesquisas colaborativas em temas de interesse comum.

“É determinação do presidente Lula o fortalecimento de laços com parceiros estratégicos. Esta assinatura sedimentará ainda mais as relações no campo da agropecuária, abrindo novas possibilidades de negócios e de pesquisas”, afirmou o ministro Fávaro.

Para garantir o bom andamento da parceria, será criado um Grupo de Trabalho Conjunto (GTC), com representantes de ambas as instituições, que se reunirá a cada dois anos para acompanhar a execução das atividades e propor novos encaminhamentos.

Desde 2023, o agronegócio brasileiro conquistou 392 aberturas de mercado, sendo dez delas com a Índia. Entre os principais produtos exportados para o país asiático estão cítricos, açaí em pó e suco de açaí, pescados, derivados de ossos para gelatina e abacate. A Índia é, atualmente, o 10º maior destino das exportações do agro brasileiro, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, soja e fibras têxteis.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Comércio Exterior

Abertura de mercado na Costa Rica

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro soma 391 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a autorização do governo da Costa Rica para a exportação de dois novos produtos para aquele país: arroz em casca e arroz polido.

Essas aberturas podem ampliar a presença do arroz brasileiro na América Central, região que depende de importações desse cereal para garantir o abastecimento interno.

Com cerca de 5,2 milhões de habitantes, a Costa Rica importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro soma 391 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Exportação

SC bate recorde histórico nas exportações de carne suína e impulsiona desempenho do agronegócio no primeiro semestre

Santa Catarina alcançou um marco histórico nas exportações de carne suína em junho e no acumulado do primeiro semestre de 2025, consolidando sua liderança nacional  no setor. O estado exportou 369,2 mil toneladas de carne suína entre janeiro e junho, gerando uma receita recorde de US$ 904,1 milhões — o melhor resultado da série histórica desde 1997, tanto em volume quanto em valor.

Em junho, foram embarcadas 69,8 mil toneladas de carne suína, movimentando US$ 178 milhões, o maior faturamento mensal já registrado pelo setor e o segundo melhor desempenho da série histórica em volume. O crescimento foi impulsionado pela forte demanda de países asiáticos como Japão, China e Filipinas. O Japão foi o principal destaque, com crescimento de 58,1% nas receitas em relação ao primeiro semestre de 2024. Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Santa Catarina tem um histórico de excelência com os mercados mais exigentes do mundo. Temos um cuidado rigoroso no controle sanitário, o que gera essa confiança. Nosso potencial é enorme e recentemente no Japão reforcei o pedido para que o país autorizasse a exportação de carne bovina catarinense para eles. Estamos prontos pra dar mais esse passo”, afirma governador Jorginho Mello.

“Com esses resultados Santa Catarina reafirma sua capacidade de atender mercados exigentes com qualidade, sanidade e confiabilidade. O estado foi responsável por mais de 53% das receitas nacionais com exportação de carne suína no período, esse recorde é reflexo da  expansão e diversificação de produtos e mercados”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Frango

O desempenho do frango no primeiro semestre de 2025 foi positivo, apesar de retrações em junho. O estado exportou 573,1 mil toneladas, gerando US$ 1,18 bilhão, com crescimento de 1,8% em volume e 9,9% em receitas na comparação com o primeiro semestre de 2024.

Em junho, foram exportadas 76,4 mil toneladas de carne de frango, com receita de US$ 159,3 milhões — quedas de 6,3% volume e de 5,9% no faturamento, frente a maio, reflexo dos embargos impostos por diversos países, após a suspensão temporária devido o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), em granja comercial, no Rio Grande do Sul – atualmente declarado erradicado.

“Mesmo com os embargos, o setor de frango manteve um desempenho semestral sólido, refletindo o quanto estavam aquecidas as exportações e a capacidade de adaptação frente às adversidades. Também buscamos mostrar aos mercados todo nosso potencial e compromisso com a defesa sanitária”, avalia Chiodini.

O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl explica que em junho houve recuperação parcial nas exportações de carne de frango com destaque para mercados como o Japão (com altas de 136,9% em quantidade e 146,2% em receitas), Arábia Saudita (34% e 27,7%) e os Emirados Árabes Unidos (87,2% e 75,9%). “Dentre os dez principais países importadores da carne de frango catarinense, somente os Países Baixos registraram resultados negativos em junho, o que justifica a queda dos embarques sobre o montante global exportado pelo estado no mês”, enfatiza.

Exportações totais de carnes

Somando todas as carnes (frango, suínos, bovinos, perus, entre outras), Santa Catarina exportou 974,2 mil toneladas no primeiro semestre, com faturamento de US$ 2,15 bilhões — recorde histórico em receitas para o período desde o início da série, em 1997. Em junho, foram exportadas 151,4 mil toneladas, com receita de US$ 348,8 milhões.

Estrada Boa Rural

Lançado pelo governador Jorginho Mello na primeira semana de julho, o Programa Estrada Boa Rural vai investir R$ 2,5 bilhões para pavimentar 2.500 quilômetros de vias rurais em todos os 295 municípios do estado. Esta fase do já consolidado Estrada Boa pretende impulsionar a espinha dorsal econômica dos setores agrícola e agroindustrial de Santa Catarina. Ao melhorar as condições das estradas, o programa reduzirá diretamente os custos de transporte para os produtores, facilitando o escoamento da produção e fortalecendo toda a cadeia de suprimentos agroindustrial.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Importação

Alta nas importações de trigo expõe escassez no Brasil

Brasil importou 487,04 mil toneladas de trigo em junho

A indústria moageira brasileira tem aumentado a importação de trigo, principalmente da Argentina. A medida busca contornar a escassez de oferta interna e antecipar possíveis impactos da redução de área cultivada na safra atual. A movimentação acende o alerta para a dependência externa do país em um momento de incertezas no mercado nacional.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Brasil importou 487,04 mil toneladas de trigo em junho, sendo que 94,1% desse volume teve origem na Argentina — cerca de 458,18 mil toneladas. O Paraguai foi responsável por 5,9% do total, com 28,85 mil toneladas embarcadas. No acumulado do primeiro semestre de 2025, o volume importado somou 3,58 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 6,3% em relação ao mesmo período de 2024.

O movimento reflete, além da baixa disponibilidade interna, a estratégia dos moinhos em se antecipar a uma possível redução na produção nacional. A perspectiva de menor área cultivada, somada a fatores climáticos e incertezas econômicas, tem levado os agentes a buscar segurança no abastecimento via importação.

Mesmo com o aumento na entrada do cereal no país, os preços domésticos seguem em queda. Levantamentos do Cepea apontam que o recuo é influenciado pela pressão do câmbio e pela menor atuação dos compradores no mercado. A desvalorização tem gerado cautela por parte dos vendedores, que preferem adiar negociações à espera de melhores condições.

Esse cenário reforça a sensibilidade do mercado brasileiro de trigo às dinâmicas externas, especialmente à produção argentina. O país vizinho, historicamente o principal fornecedor de trigo para o Brasil, mantém sua posição estratégica no abastecimento nacional.

Nos próximos meses, o comportamento cambial e a evolução da safra nos países do Mercosul devem continuar influenciando os preços internos e o ritmo das importações. A atenção também se volta à nova temporada brasileira, que ainda apresenta incertezas quanto à área e produtividade.

Fonte: AgroLink

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Agronegócio

Estado de SP apresenta nova estrutura da Defesa Agropecuária com o objetivo de fortalecer o agronegócio

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo, apresenta a nova estrutura que agora passa a operar como Diretoria de Defesa Agropecuária, uma transformação institucional que reflete a consolidação da área como eixo estratégico da produção, da segurança alimentar e do reconhecimento internacional do agro paulista.

Essa reestruturação, estabelecida pela Resolução SAA Nº 41, do Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Guilherme Piai, acompanha um período histórico de conquistas nestes quase 30 anos de história. A Defesa Agropecuária de São Paulo tem batido sucessivos recordes e se consolidado como referência nacional e internacional, não apenas pela sua capacidade técnica e estrutura de fiscalização, mas pela inovação constante.

Entre os marcos recentes e mais relevantes, destaca-se a conquista do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, que contribuiu decisivamente para o reconhecimento mundial do Brasil como território livre da doença sem vacinação pela OMSA, Organização Mundial da Saúde Animal no último mês de maio em Paris— resultado direto de uma atuação séria, técnica e persistente em parceria com o setor privado.

O Estado também implantou um moderno sistema de identificação de fêmeas bovinas vacinadas contra brucelose, substituindo a marca a fogo por tecnologia mais segura e respeitosa com o bem-estar animal e ao técnico de campo.

Na área vegetal, lidera a luta contra o Greening (HLB), protegendo a citricultura paulista com firmeza e estratégia e recentemente anunciou a contratação de mais 28 técnicos para reforçar os trabalhos a campo.

Reforça seu comprometimento com a fiscalização e uso de agrotóxicos, implantou com sucesso o Programa Estadual de Análise de Resíduos de Agrotóxicos e Afins de Uso Agrícola em Produtos de Origem Vegetal (PEARA-POV), um programa que visa à proteção da saúde do consumidor através da fiscalização da qualidade dos alimentos de origem vegetal, produzidos e comercializados no Estado, em relação à presença de resíduos de agrotóxicos.

Além disso, lançou um sistema estadual de identificação de bovídeos alinhado ao PNIB (Programa Nacional de Identificação e Rastreabilidade de Bovídeos) e se prepara para o controle e a rastreabilidade do rebanho de forma individual, disponibilizando ao produtor uma nova forma de gestão de rebanho e consequentemente maior lucratividade a partir de dados para tomadas de decisões.

Ainda esse ano, prepara a modernização do atual sistema GEDAVE para uma nova plataforma digital, mais moderna, intuitiva e eficiente, que oferecerá mais gestão aos pecuaristas e maior possibilidade de análise de dados aos servidores do serviço oficial e que terá um compartilhamento de informações com outros Estados da Federação.

Estrutura moderna, técnica e eficiente

A nova estrutura Diretoria de Defesa Agropecuária contará com duas coordenadorias, quatro departamentos centrais e dezesseis departamentos regionais, além de divisões e unidades locais:

Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal

Essa coordenadoria reúne avanços significativos da inspeção agroindustrial paulista. O SISP (Sistema de Inspeção de São Paulo) é hoje o maior sistema estadual de inspeção do país, hoje com mais de 730 empresas ativas, abrangendo abatedouros, laticínios, frigoríficos, entrepostos e agroindústrias diversas. Merece destaque o notável avanço dos produtos artesanais. Desde a modernização e desburocratização da legislação estadual, o número de estabelecimentos registrados saltou de apenas 39 entre os anos de 1999 e 2023, para mais de 180 estabelecimentos registrados em apenas dois anos — um crescimento absoluto que mostra o acerto da política pública de valorização da produção regional de qualidade.

Recentemente, foi ainda sancionada a nova Lei de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, um marco regulatório fundamental para setores como bebidas, azeites, vegetais minimamente processados, fungicultura e algas, ampliando a segurança e competitividade desses produtos no mercado paulista e nacional. Esta Coordenadoria terá três divisões, a inspeção de produtos de origem animal, inspeção de produtos de origem vegetal e Inspeção de produtos artesanais.

Coordenadoria de Inteligência e Trânsito Agropecuário

O Departamento de Trânsito e Análise de Riscos foi reestruturado para se tornar uma Coordenadoria estratégica das ações de fiscalização, vigilância e controle de movimentação agropecuária. A nova coordenadoria unifica tecnologia, dados e inteligência para uma atuação mais eficaz, proativa e moderna, capaz de antever riscos, responder rapidamente a emergências e garantir a integridade do patrimônio sanitário estadual. Será responsável pela gestão tecnológica e sistemas da Defesa Agropecuária. Através disso tem a missão de produzir informações e manter informados os demais Departamentos e Coordenadoria, suas respectivas divisões e as gerências de programas.

A Coordenadoria terá duas divisões, uma focada no trânsito de produtos agropecuários e fiscalização de eventos e outra focada na inteligência e análise de dados além de realizar intercâmbio de informações com outros órgãos públicos.

Departamentos

O Departamento de Defesa Sanitária Animal agora passa a contar com uma nova Divisão de Epidemiologia, responsável por vigilância epidemiológica, análise de risco e mapeamento sanitário. A divisão é vital para o enfrentamento de enfermidades emergentes como a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade.

O Departamento de Logística Laboratorial foi dividido em Divisão de Logística, que terá uma ênfase maior na aquisição e distribuição de insumos e a Divisão Laboratorial, que se encarregará da triagem e distribuição das colheitas realizadas a campo pelos departamentos, divisões e unidades de defesa agropecuárias.

O Departamento de Comunicação e Educação em Saúde Única passa a ser denominado Departamento de Educação e Uma Só Saúde, seguindo as diretrizes da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal). A estrutura será reforçada com dois novos gerentes de serviço, ampliando sua capacidade de diálogo, comunicação institucional e ações educativas junto à comunidade.

As Regionais

Como parte da modernização, 16 departamentos regionais foram criados, o que garantirá maior uniformidade técnica, gestão mais eficiente de equipes, padronização dos processos e procedimentos e a racionalização de recursos, sem perda de capilaridade ou presença territorial. Os departamentos contarão com até 24 divisões regionais.

Carreira técnica e compromisso com as pessoas

Recentemente foi sancionada a nova carreira de Especialistas Agropecuários, que estrutura e valoriza os profissionais da defesa agropecuária, com critérios técnicos de progressão e reconhecimento do papel central da ciência no serviço público.

A valorização da carreira de apoio é o foco a partir de agora. As atividades dessa carreira ao agronegócio paulista são imprescindíveis.

É importante destacar que toda mudança busca melhorias, mas que mudar estruturas estabelecidas há décadas também envolve impactos humanos. A gestão da Secretaria reconhece o valor das pessoas que constroem diariamente a defesa agropecuária paulista, proporcionou a valorização de prolabores e conduz este processo com diálogo, respeito e valorização do servidor.

Apoio institucional

A reestruturação e os avanços vividos pela Defesa Agropecuária só foram possíveis graças ao apoio firme, técnico e estratégico da gestão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

A gestão tem se destacado pelo fortalecimento das áreas técnicas, pelo incentivo à modernização e pela valorização do servidor público como agente essencial para a credibilidade do agro paulista.

Sob a atual gestão, a Defesa Agropecuária recebeu investimentos inéditos em tecnologia, capacitação, estrutura e pessoal, além do respaldo necessário para conduzir uma transformação institucional com responsabilidade, coragem e visão de futuro. A confiança depositada nas equipes técnicas foi decisiva para colocar São Paulo entre os estados mais avançados do Brasil em termos de rastreabilidade, vigilância e status sanitário.

Liderança, inovação e confiança

Com essa nova estrutura, São Paulo consolida uma Defesa Agropecuária moderna, técnica, integrada, respeitosa com o cidadão e alinhada com os padrões internacionais mais exigentes. O Estado reafirma seu papel de liderança na sanidade animal, vegetal e agroindustrial — com responsabilidade fiscal, valorização do serviço público e compromisso com o futuro do agro brasileiro.

Compromisso com o produtor rural e o Brasil que produz

A Defesa Agropecuária é, acima de tudo, uma parceira do produtor rural. Atua lado a lado com quem planta, cria, colhe, transforma e alimenta o Brasil — oferecendo suporte técnico, construindo confiança e garantindo que as boas práticas sejam reconhecidas, valorizadas e protegidas. O objetivo não é punir, mas prevenir, orientar e construir um campo mais seguro, saudável e competitivo.

O lema, “Preservar vidas e proteger o agronegócio”, reflete esse compromisso em sua essência. Preservar vidas significa agir com responsabilidade para garantir a saúde pública, o bem-estar animal, a integridade dos alimentos e a sanidade das lavouras. Proteger o agronegócio é cuidar da credibilidade do setor, abrir mercados, evitar perdas e tornar São Paulo cada vez mais respeitado no Brasil e no mundo.
Este conteúdo está disponível no site e pode ser lido na íntegra acessando o link abaixo.

Fonte: AviSite

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Agronegócio, Exportação, Portos

Prefeitura aposta no Porto de Maricá para impulsionar exportação de gado vivo e fortalecer o agronegócio

A Prefeitura de Maricá quer aproveitar o crescimento da exportação de gado vivo no Brasil para trazer a atividade para a cidade. Uma reunião na manhã desta terça-feira (17/06) alinhou ações e medidas necessárias para a implantação de um dos maiores segmentos dentro do agronegócio brasileiro na atualidade.

construção do Porto de Maricá – cujas obras começam no segundo semestre deste ano – é vista como fundamental para o sucesso da exportação no município. Apesar disso, mesmo enquanto o empreendimento ainda não estiver pronto, o município já apresenta condições para se tornar uma área de quarentena dos animais, onde o gado vindo de vários lugares do Brasil passará por um pré-embarque.

“Toda essa parte de quarentena do gado foi discutida. Maricá pode receber esses animais de outras partes do Brasil para quarentenar e depois exportar. Aqui existe muito potencial para que a cidade faça parte desse novo momento do agronegócio no Rio de Janeiro na exportação”, disse Raphael Moreira, superintendente do Ministério da Agricultura no Estado do Rio de Janeiro.

Brasil exportou mais de 1 milhão de animais no último ano. Já o Rio de Janeiro, a partir de janeiro deste ano, teve habilitado o Porto do Açu, em São João da Barra, como primeiro local no estado para a exportação de gado em pé. Cada embarcação leva de 5 a 7 mil gados, podendo chegar a 20 mil.

Antes, só se exportava gados vivos por São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul. Com a construção do Porto de Maricá e a possibilidade de outros portos entrarem em condições para a exportação, vai haver crescimento econômico nas cidades participantes, além da geração de emprego e renda.

“Serão gerados muitos empregos em várias áreas ligadas ao segmento. Transporte, alimentação dos animais, cuidados veterinários… toda essa cadeia será envolvida. Cada embarcação movimenta cerca de R$ 400 milhões na economia do estado. Logo, mais empresas que virão para Maricá e, consequentemente, a população será beneficiada”, concluiu Raphael.

Início do projeto

Antes mesmo da conclusão das obras do Porto, Maricá já terá condições de se inserir no mapa da exportação de gado vivo. Havendo uma unidade de pré-embarque, a atividade já poderá ser executada na cidade. O município vai funcionar, inicialmente, como espaço de quarentena para os gados, efetuando a exportação por outros portos.

agronegócio é tratado como uma das potências do Brasil, pela importância de impacto no crescimento do PIB. O Rio, apesar de ser um estado pequeno territorialmente, mostra capacidade em disputar com os outros estados em termos de qualidade. A vinda da exportação de gado Maricá é vista como um marco de desenvolvimento da agricultura.

“Maricá tem a possibilidade de ter uma demanda que hoje, ainda, é reprimida. Teremos tanto a exportação quanto o confinamento do gado na região. Eu entendo que Maricá tendo um porto teria total condição de se tornar uma potência em exportação para o mundo inteiro”, relatou Renato Poubel, veterinário e empresário.

Diversificação econômica

companhia Maricá Alimentos (Amar), responsável pelas estratégias de diversificação da economia a partir da biotecnologia e setor agroalimentar, também fará parte do processo de exportação de gados vivos na cidade.

“Nós queremos expandir todas as iniciativas. E a exportação de gado vivo é algo que está crescendo no Rio de Janeiro. A partir desse encontro, vamos ver as possibilidades do gado confinado aqui em Maricá sendo destinado à exportação”, garantiu Marlos Costa, presidente de Amar.

A companhia trabalha paralelamente também há alguns meses para conseguir a certificação agropecuária nacional na cidade junto ao Ministério da Agricultura. Já há a inspeção municipal, de responsabilidade da Secretaria de Agricultura e Pecuária, e Maricá quer garantir também produtos com o Serviço de Inspeção Federal (SIF) para que toda a produção municipal de alimentos possa ser destinada ao mercado brasileiro e internacional.

Fonte: Compre Rural

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Agronegócio

Sem aviso prévio, governo corta seguro rural e tensiona relação com o agro

Ministério da Agricultura congelou 42% do orçamento de 2025 para o PSR; integrantes da frente da agropecuária relatam não ter havido comunicação

Sem nenhuma comunicação prévia ao setor, o Ministério da Agricultura congelou quase metade do orçamento disponível para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), um dos principais pilares da política agrícola nacional e ponto sensível na relação com o agronegócio.

Dados obtidos pela CNN indicam que, nesta quarta-feira (18), o ministério fez um bloqueio de R$ 354,6 milhões e um contingenciamento de outros R$ 90,5 milhões no seguro rural.

O valor total do congelamento — de R$ 445 milhões — corresponde a 42% da dotação de R$ 1,060 bilhão aprovada no orçamento do PSR para 2025.

Os números foram inseridos no Sistema Integrado de Orçamento e Planejamento (Siop) e a informação sobre o congelamento foi confirmada por fontes do ministério. Oficialmente, a pasta não se manifestou.

Três integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ouvidos pela CNN demonstraram surpresa e consternação com o corte. Eles relataram não ter havido nenhum tipo de aviso prévio do governo sobre isso.

Pela lógica orçamentária, os bloqueios são bem mais problemáticos para a execução dos ministérios do que os contingenciamentos.

Os bloqueios se referem a despesas que precisam ser cortadas porque ultrapassam o teto de gastos e têm chances remotas de reversão.

Já os contingenciamentos podem ser revertidos com mais facilidade porque buscam garantir o atingimento da meta fiscal. Portanto, em caso de receitas extras, os valores são descontingenciados.

O seguro rural é uma forma de diminuir a exposição dos produtores a riscos naturais que levem à quebra da safra, como enchentes e secas mais fortes.

Contratando o seguro, o produtor repassa seus riscos para uma seguradora. Como o custo é normalmente proibitivo, por características específicas da agropecuária, o governo oferece um subsídio por meio do PSR. Trata-se, na prática, de um auxílio financeiro para a contratação da apólice.

O congelamento deve gerar ainda mais tensão entre o governo e o setor, que já vinha reclamando de iniciativas como a taxação das Letras de Crédito Agrícola (LCAs), um dos principais “fundings” do campo, que deixarão de ter isenção de Imposto de Renda e passarão a ter alíquota de 5%.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu, em abril, uma ampliação do orçamento do seguro rural para R$ 4 bilhões no próximo Plano Safra.

O corte desta quarta-feira vai na direção contrária e aumenta as expectativas sobre o anúncio do Plano Safra 2025/2026, que deve ocorrer entre o fim de junho e início de julho.

Fonte: CNN Brasil


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Agronegócio, Economia, Tributação

Aumento de tarifas impulsiona a receita do agronegócio brasileiro

Tensões comerciais entre os EUA e a China elevam os lucros do primeiro trimestre para empresas locais

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou formalmente amplos aumentos tarifários no início de abril, a guerra comercial já vinha se delineando durante o primeiro trimestre do ano. Como resultado, seu impacto já era visível nos resultados financeiros das empresas brasileiras do agronegócio no período.

Segundo analistas ouvidos pelo Valor, o efeito imediato foi uma disparada do dólar, o que, por sua vez, impulsionou as receitas com exportações. A taxa de câmbio média foi de R$ 5,70, um aumento de 13,77% em relação à média de R$ 5,01 registrada no primeiro trimestre de 2024, segundo dados do Valor Data.

Coincidindo com o pico da colheita de grãos no Brasil, o conflito comercial também elevou os prêmios de exportação da soja e levou a China a antecipar parte de suas compras. O impacto poderia ter sido ainda maior, mas uma parte da safra já havia sido comercializada antecipadamente.

Crescimento da receita

Dados compilados pelo Valor Data mostram que 17 das 20 empresas de capital aberto do agronegócio que divulgaram seus resultados do primeiro trimestre de 2025 registraram aumento na receita líquida em comparação ao ano anterior. Apenas Heringer, Kepler Weber e Josapar tiveram queda.

“Acredito que [a guerra comercial] seja o principal motivo de estarmos vendo receitas tão fortes, mesmo com a queda nos lucros em alguns casos”, afirmou Gabriel Hartt, analista de agronegócio da Terra Investimentos.

Hartt observou que a variação cambial beneficiou principalmente as empresas do setor de proteína animal. De acordo com o Valor Data, todas as frigoríficas registraram crescimento de receita no primeiro trimestre, com a Minerva liderando o setor com um aumento de 55,8% na comparação anual entre janeiro e março.

A Minerva chegou a antecipar o envio de carne bovina aos EUA dentro da cota com isenção tarifária ainda em janeiro, antecipando-se ao aumento de tarifas anunciado pouco depois pelo governo Trump.

“A alíquota subiu para cerca de 36% com as mudanças do Trump, então enviar o máximo possível dentro da cota fez muita diferença — e foi exatamente isso que fizemos”, afirmou Edison Ticle, CFO e diretor de relações com investidores da Minerva, em maio, durante a divulgação dos resultados trimestrais da companhia.

No início de abril, o presidente Trump impôs tarifas amplas a vários países, incluindo um imposto de importação de 10% sobre produtos do Brasil. Com isso, a carne bovina brasileira vendida fora da cota — que já era tributada em 26,5% — passou a pagar uma alíquota de 36,5%.

Vantagem para exportadores

No segmento de grãos, o analista do Citi, Gabriel Barra, destacou produtores e exportadores como a SLC como destaques nos resultados trimestrais.

“Eles se beneficiaram da recuperação da produtividade da soja graças ao clima mais favorável, o que levou à redução dos custos unitários e maior volume de produção. Combinado com preços relativamente estáveis e uma taxa de câmbio mais forte, isso resultou em resultados melhores em relação ao ano anterior”, disse Barra.

Segundo ele, “já estamos vendo alguns efeitos [da guerra comercial], como prêmios mais altos para a soja nos portos brasileiros, o que sustenta as margens dos produtores”.

Barra espera que exportadores de grãos e produtores de açúcar e etanol continuem se beneficiando do dólar forte e das boas condições climáticas nos próximos meses.

“No entanto, prevemos uma queda nos preços internacionais de commodities agrícolas como açúcar, soja e milho, o que pode neutralizar os ganhos vindos da valorização cambial. Dito isso, muitos exportadores já travaram preços para uma parte significativa das vendas de 2025″, acrescentou.

Lucros e margens

Apesar do dólar favorável para os exportadores, a mesma valorização da moeda americana elevou os custos para fornecedores de insumos, observou Hartt. Isso ajuda a explicar por que nem todas as empresas registraram aumento nos lucros no primeiro trimestre.

No que diz respeito às margens e ao lucro líquido, o desempenho foi variado no setor. Das 20 empresas analisadas pelo Valor Data, dez tiveram resultado líquido positivo — com as frigoríficas novamente na liderança.

“O desempenho da Marfrig no Brasil se destacou, e o segmento de aves também apresentou bons resultados, especialmente Seara e BRF”, disse Guilherme Palhares, analista do Santander.

Fonte: Valor International






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Agronegócio, Exportação, Exportadores agrícolas

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Notícias Agrícolas


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