Exportação

Exportações de carne bovina de Mato Grosso para a Ásia avançam quase 40% em 2025

As exportações de carne bovina de Mato Grosso para países asiáticos registraram alta de 39,4% entre janeiro e outubro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Foram embarcadas mais de 458 mil toneladas para 12 destinos, reforçando o estado como o maior exportador do Brasil e ampliando sua relevância no comércio global.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a Ásia passou a representar 60,6% de todo o volume exportado pelo estado neste ano — proporção superior aos 52,2% registrados em 2024.

Ásia se consolida como principal motor da demanda

Para o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, o desempenho reflete a busca crescente por proteína de qualidade, com segurança sanitária e sustentabilidade. Ele destaca que países asiáticos vêm aumentando o consumo e valorizam produtos com comprovação de origem, características em que Mato Grosso se destaca.

China lidera compras; Indonésia tem salto expressivo

A China manteve a liderança nas importações da carne mato-grossense. Entre janeiro e outubro de 2025, foram adquiridas 413,6 mil toneladas, frente às 284,1 mil toneladas do ano anterior — avanço impulsionado pela demanda por proteína premium e pelo maior acesso sanitário concedido ao Brasil.

Outro destaque foi a Indonésia, que apresentou crescimento robusto: passou de 250 toneladas em 2024 para 3,1 mil toneladas em 2025, uma expansão de 1.160%.

Diversificação de destinos asiáticos

Além de China e Indonésia, Mato Grosso enviou carne bovina para Macau, Hong Kong, Filipinas, Timor-Leste, Singapura, Malásia, Camboja, Maldivas, Cazaquistão e Turcomenistão. O Imac aponta que esses mercados buscam diversificar fornecedores, privilegiando produtos certificados e sustentáveis.

Ler Mais
Portos

Movimentação nos portos do Paraná cresce e soma 61,2 milhões de toneladas até outubro

Os portos paranaenses registraram 61.213.363 toneladas movimentadas entre janeiro e outubro, impulsionados principalmente pela soja (13.015.446 t), pelo farelo de soja (5.517.043 t) e pelo açúcar a granel (4.660.606 t).

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que o desempenho indica novo recorde. Segundo ele, o volume já representa 91,75% do total de 2024. A expectativa é fechar 2025 com mais de 70 milhões de toneladas movimentadas.

Milho puxa o avanço de outubro

O grande destaque do mês foi o milho, que atingiu 3.547.433 toneladas exportadas — salto de 275% em comparação a outubro de 2024 (945.174 t). Para o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, o resultado reflete a forte produção estadual e a eficiência dos corredores de exportação, que operam sem filas ao longo do ano.

No total, foram movimentadas 5.867.284 toneladas em outubro, equivalentes a US$ 4,2 bilhões em valor FOB. A maior parte correspondeu às exportações, que somaram 3.552.621 toneladas. A soja em grão também teve alta relevante, alcançando 815.327 toneladas no mês.

Contêineres mantêm ritmo de expansão

A operação de contêineres registrou crescimento de 24% nos embarques, com mais de 890 mil toneladas enviadas por Paranaguá. No acumulado do ano, o volume ultrapassou 7,9 milhões de toneladas, variação positiva de 4%. As carnes de aves congeladas concentraram 25,8% das exportações nesse modal, totalizando 2.270.587 toneladas — posição que mantém Paranaguá como o maior corredor global de carne de frango.

O Porto segue líder nacional na exportação de óleo de soja, responsável por 63% dos embarques do produto no país até outubro, superando 860 mil toneladas destinadas ao mercado internacional. Nos granéis líquidos, foram 8.025.092 toneladas movimentadas no ano, crescimento superior a 3% sobre 2024.

Fertilizantes seguem como principais importações

Nos desembarques, os fertilizantes continuam liderando, com 916.109 toneladas recebidas em outubro — volume 18% inferior ao do mesmo mês de 2024. Ainda assim, no acumulado, o Paraná mantém a liderança nacional, com alta de 6% no ano.

O estado responde por pouco mais de 25% de toda a importação brasileira de fertilizantes. A meta, segundo Vieira, é se aproximar das 12 milhões de toneladas em 2025, comprovando a robustez da infraestrutura portuária.

Atracações e fluxo terrestre superam números de 2024

O número de atracações já ultrapassa todo o resultado do ano passado: foram 2.341 navios contra 2.298 em 2024. No pátio de triagem, o fluxo de caminhões cresceu 22%, com 444.177 veículos carregados com granéis sólidos, como soja e farelo.

O transporte ferroviário também avançou: a circulação de vagões aumentou 17% nos últimos 30 dias analisados, e o volume de cargas transportadas cresceu 33% em comparação com outubro de 2024. No acumulado do ano, há leve redução de 1% no número de vagões e queda de 0,4% nas cargas recebidas por ferrovia.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

Ler Mais
Agronegócio

Brasil mantém dependência de fertilizantes importados por falta de segurança jurídica

Dependência externa permanece elevada

O Brasil segue como maior importador mundial de fertilizantes, cenário que o mantém altamente vulnerável às oscilações internacionais de oferta, preços e logística. A constatação aparece em um estudo divulgado pelo Insper Agro durante evento realizado nesta quarta-feira (26/11), em São Paulo.

Obstáculos internos travam a produção nacional

Segundo o levantamento, a ausência de segurança jurídica e de um ambiente regulatório estável dificulta a expansão da produção doméstica. As incertezas legais desestimulam investimentos em novas unidades industriais e limitam a diversificação de fornecedores, ampliando a dependência de insumos estrangeiros.

Riscos para o agronegócio brasileiro

Com a forte exposição ao mercado externo, o Brasil permanece suscetível a fatores geopolíticos, variações cambiais e problemas logísticos internacionais — elementos que podem comprometer custos de produção e planejamento do agronegócio brasileiro. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas capazes de criar condições atrativas para ampliar a oferta interna de fertilizantes.

Com informações de Insper Agro.
Texto: Redação

Ler Mais
Agronegócio

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso para ampliar exportações do agronegócio

Mato Grosso, líder nacional em exportações do agronegócio, ganhou nesta segunda-feira (24/11) um escritório da ApexBrasil em Cuiabá. A nova unidade marca a ampliação da atuação da Agência no Centro-Oeste e reforça o suporte às empresas e produtores interessados em acessar novos mercados internacionais. A abertura integrou uma agenda de eventos realizada em parceria com o MAPA, reunindo autoridades federais, empresários, adidos agrícolas e representantes de entidades setoriais.

Durante a cerimônia, foram detalhados novos investimentos, ações de inteligência comercial e programas de qualificação que visam aumentar a presença dos produtos mato-grossenses no exterior.

Protagonismo internacional e presença ampliada

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o Brasil volta a ter papel de destaque global, o que impulsiona as iniciativas de promoção comercial. Segundo ele, a Agência expandiu o número de representações no exterior e agora avança também na interiorização dentro do país.

Viana frisou que é impossível fortalecer o agronegócio brasileiro sem olhar para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço do saldo positivo da balança comercial do país. Ele ressaltou que o novo escritório começa a operar de imediato e, a partir de janeiro, iniciará a implementação de programas voltados ao setor exportador.

Cooperação diplomática e abertura de mercados

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que a atuação conjunta entre o governo federal e a ApexBrasil já está gerando resultados concretos. Segundo ele, a integração entre a Apex, o MAPA, o MDIC e o Itamaraty contribuiu para a abertura de 500 novos mercados para produtos da agropecuária brasileira.

Fávaro lembrou que Mato Grosso não se destaca apenas em soja, milho e algodão, mas também em novos segmentos como DDG, etanol de milho e gergelim, que vêm ganhando força nas exportações. Atualmente, 61 estabelecimentos brasileiros estão habilitados a vender gergelim para a China — 31 deles no estado.

Reuniões estratégicas com adidos agrícolas

Um dos pontos altos do evento foram as reuniões que aproximaram 54 adidos agrícolas brasileiros de cerca de 200 representantes do setor produtivo estadual. O encontro, realizado em Cuiabá, proporcionou diálogo direto sobre abertura de mercados e superação de barreiras comerciais.

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, reforçou que a iniciativa busca tornar o Brasil cada vez mais conectado e competitivo no comércio exterior.

Investimentos em promoção internacional

A ApexBrasil firmou convênios com três entidades do agronegócio: ABRAPA, UNEM e IBRAFE, totalizando mais de R$ 42 milhões em investimentos. Os recursos serão direcionados a ações de promoção internacional, inteligência de mercado e ampliação da presença do algodão, do etanol de milho, dos feijões e dos pulses em mercados estratégicos.

O presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco, destacou que a parceria com a Agência vem permitindo a expansão internacional do setor de etanol de milho, fortalecendo sua presença em diferentes países e em mais de 40 embaixadas brasileiras.

Programas de qualificação para empresas

Dois programas foram anunciados para apoiar o desenvolvimento exportador no estado. O Qualifica Exportação, executado pela própria ApexBrasil, oferecerá consultoria especializada para empresas em estágio mais avançado. Já o PEIEX, em parceria com o Sebrae-MT, capacitará gratuitamente micro e pequenas empresas que iniciam sua jornada exportadora.

No total, 150 empresas mato-grossenses receberão apoio, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Perspectivas para as exportações de Mato Grosso

Um estudo divulgado pela ApexBrasil, intitulado Oportunidades de Exportação e Investimentos – Mato Grosso, destaca que o estado registrou US$ 27,6 bilhões em exportações em 2024, mantendo-se como principal exportador do Centro-Oeste e ocupando a oitava posição nacional. A China segue como o maior destino, com 32,7% das vendas externas.

O levantamento aponta 1.235 oportunidades tradicionais de exportação distribuídas em 21 setores e envolvendo 32 produtos. Entre elas, carne bovina, soja, milho, farelos, algodão e óleos vegetais, com forte demanda em países como China, Chile, Egito, Emirados Árabes, Vietnã e Portugal.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior

EUA isentam produtos brasileiros e liberam US$ 4 bilhões em exportações: veja o impacto do tarifaço

Uma nova análise do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que os 238 produtos brasileiros isentos da tarifa adicional de 40% pelos Estados Unidos representam 10% das exportações do Brasil ao mercado americano, somando aproximadamente US$ 4 bilhões ao ano.
Com as categorias que já estavam fora do tarifaço, o total de itens totalmente isentos chega a 36% das vendas brasileiras aos EUA em 2024.

Entre os produtos mais relevantes estão café e carne bovina, que juntos totalizaram US$ 2,8 bilhões exportados no ano passado.

Produtos do agronegócio entre os principais favorecidos

Segundo o MDIC, a decisão do governo Donald Trump retira da sobretaxa de 40% vários itens do agronegócio brasileiro, incluindo café, carnes, preparações cárneas, sucos, cacau, gorduras animais e frutas.
A maioria desses produtos já havia sido excluída também da tarifa bilateral de 10% aplicada a todos os países. Assim, para grande parte desses itens, nenhuma tarifa adicional será cobrada na entrada nos EUA — nem os 40%, nem os 10%.

Quanto das exportações ainda sofre impacto

Do total de US$ 40,4 bilhões exportados aos Estados Unidos em 2024, 22% continuam sujeitos ao tarifaço de 50%, formado pela combinação da tarifa universal de 10% com a tarifa adicional de 40% aplicada apenas ao Brasil.

Já os produtos totalmente livres de sobretaxas representam agora 36% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 14,3 bilhões.

Itens ainda tarifados e categorias especiais

Desde o início das medidas, alguns setores permaneceram sujeitos à tarifa de 10%, caso de aeronaves, que representam 15% das exportações brasileiras aos EUA, cerca de US$ 6,2 bilhões.

Outra categoria importante é a dos produtos enquadrados na Seção 232, instrumento americano que permite impor tarifas por razões de segurança nacional. Esses itens, como o aço brasileiro, somaram US$ 10,9 bilhões em exportações — 27% do total vendido aos EUA.

Queda no volume sujeito ao tarifaço

De acordo com o MDIC, houve uma redução de 37% no valor das exportações brasileiras sujeitas à tarifa adicional aplicada exclusivamente ao Brasil, caindo de US$ 14,1 bilhões para US$ 8,9 bilhões (ano-base 2024).
Ao mesmo tempo, o volume de produtos que não enfrentam qualquer tarifa adicional aumentou 42%, passando de US$ 10,1 bilhões para US$ 14,3 bilhões.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

Ler Mais
Exportação

Soja lidera exportações no Paraná e responde por 21% da movimentação anual

A soja em grão segue como a principal commodity agrícola movimentada pelos portos do Paraná entre janeiro e outubro deste ano. Segundo o relatório operacional da Portos do Paraná, foram embarcadas 13 milhões de toneladas, volume que corresponde a 21,2% de toda a carga movimentada em 2025. Em valor FOB, esse montante somou US$ 5,2 bilhões.

O Brasil mantém a liderança global na exportação do produto, e o Porto de Paranaguá tem papel central nesse cenário. Nada menos que 91% da soja exportada por Paranaguá teve como destino o mercado chinês. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirmou que a tendência é de continuidade no ritmo elevado de embarques nos próximos meses.

Crescimento expressivo em outubro
O desempenho de outubro reforça a força do segmento: o porto registrou aumento de 60% na movimentação de soja em comparação com o mesmo mês do ano passado — saltando de 508.876 toneladas para 815.327 toneladas. Atualmente, 15 terminais estão aptos a operar o produto no estado.

Entre os fatores que elevaram as exportações estão a safra recorde brasileira e a demanda crescente da China, que reduziu drasticamente as compras dos Estados Unidos por causa das disputas tarifárias.

Avanço do complexo soja
No farelo de soja, Paranaguá ocupa posição de destaque nacional: o porto responde por 28% das exportações brasileiras. De janeiro a outubro, foram movimentadas 5,5 milhões de toneladas, avaliadas em US$ 1,8 bilhão, com crescimento de 3% frente ao ano anterior. Países como Holanda, França, Espanha e Coreia do Sul lideram as importações do produto, usado principalmente na produção de ração.

O porto também é o líder brasileiro na exportação de óleo de soja, responsável por 63% do total nacional até outubro, com mais de 860 mil toneladas embarcadas para diversos mercados. O óleo atende indústrias alimentícia, farmacêutica, química, têxtil, entre outras.

Capacidade ampliada com novas obras
Para atender ao aumento da demanda, o Porto de Paranaguá prepara uma série de investimentos. A construção do Moegão, a maior obra portuária pública em andamento no país, está prevista para janeiro de 2026. O projeto vai centralizar o descarregamento ferroviário de granéis sólidos e conectar 11 terminais por meio de correias transportadoras.

Hoje, cerca de 550 vagões são descarregados por dia. Com o novo sistema, a capacidade deve subir para 900 vagões diários. A estimativa é que o Moegão receba 24 milhões de toneladas por ano, impulsionando especialmente o escoamento da soja.

Outro projeto estratégico é o Píer em ‘T’, que incluirá quatro novos berços e um sistema de carregamento ultrarrápido. Enquanto os equipamentos atuais carregam cerca de três mil toneladas por hora, a nova estrutura poderá movimentar até oito mil toneladas por hora.

Navios maiores e maior eficiência
O Porto de Paranaguá também será beneficiado pelo aprofundamento do canal de acesso, previsto no contrato de concessão firmado após leilão na B3. O calado passará dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos, permitindo a operação de navios maiores.

Esse ganho de profundidade possibilitará que cada embarcação transporte 14 mil toneladas adicionais de granéis sólidos sem custo extra. A mudança deve ampliar a competitividade do porto, reduzir o tempo de operação e aumentar a segurança das manobras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

Ler Mais
Portos

Impactos do leilão do Tecon Santos 10 no agronegócio dominam debate na Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (25) uma audiência pública para analisar como o leilão do Terminal de Contêineres de Santos — o Tecon Santos 10 — pode influenciar o agronegócio brasileiro. A reunião está marcada para as 14h, em plenário ainda a ser definido.

Veja quem foi convidado

O debate foi solicitado pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), que pretende esclarecer de que forma o modelo proposto para o leilão pode impactar a concorrência, a logística portuária e a competitividade dos produtos agrícolas que dependem do Porto de Santos para chegar ao mercado internacional.

Projeções de crescimento e riscos regulatórios

Segundo o parlamentar, o leilão é considerado um dos maiores projetos portuários do País, com capacidade de ampliar expressivamente o volume de movimentação de contêineres. No entanto, ele chama atenção para as restrições impostas pela Antaq à participação de empresas já atuantes no porto — medidas que, segundo ele, podem reduzir a competição e afetar o resultado do certame.

Porto de Santos como eixo estratégico do escoamento

Vieira de Melo lembra que o Porto de Santos movimentou 5,4 milhões de TEUs em 2024, avanço próximo de 15% em comparação ao ano anterior. As projeções apontam para saturação da capacidade já a partir de 2028, o que intensifica a preocupação do setor. Produtos como café, açúcar e algodão têm no porto sua principal rota de saída. Para o deputado, qualquer entrave concorrencial ou atraso no leilão pode elevar custos, reduzir eficiência logística e prejudicar a competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Botelho/MInfra

Ler Mais
Agronegócio

Inauguração da ApexBrasil em Cuiabá impulsiona internacionalização do agronegócio no Mato Grosso

A ApexBrasil inaugura na próxima segunda-feira (24) seu escritório em Cuiabá, marcando uma etapa estratégica para ampliar a presença do agronegócio mato-grossense no comércio exterior. A agenda inclui encontro entre 54 adidos agrícolas, lideranças do setor e empresários, além da assinatura de convênios que somam R$ 42,62 milhões destinados ao fortalecimento de cadeias produtivas essenciais do estado.

Durante o evento, também serão apresentados novos programas de qualificação para exportação, voltados a empresas de diferentes portes que desejam avançar na internacionalização.

Encontros com adidos agrícolas e autoridades

As ações começam com reuniões que aproximam produtores e representantes de mercados internacionais. A proposta é permitir que empresários conversem diretamente com quem atua na abertura de novos destinos de exportação. As atividades contarão com as presenças do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

O novo escritório funcionará na sede da Famato, no Centro Político Administrativo de Cuiabá. Segundo Viana, a descentralização busca levar serviços de inteligência comercial e apoio técnico às empresas instaladas no estado.

A criação da unidade foi oficializada em 23 de setembro, após assinatura de termo de cooperação entre a Famato, o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Agência.

Investimentos e convênios estratégicos

Durante a solenidade, a ApexBrasil firmará convênios com ABRAPA, UNEM e IBRAFE, com foco na promoção das exportações, expansão para novos mercados e fortalecimento da inteligência de mercado. Os acordos totalizam R$ 42,62 milhões e abrangem setores como algodão, etanol de milho, feijões e pulses.

Viana destaca que a nova base aproxima a Agência do maior produtor agrícola do país. Segundo ele, o Mato Grosso tem potencial para diversificar sua pauta exportadora e ampliar sua participação no cenário global.

Qualificação para empresas de todos os portes

No mesmo dia serão lançados dois programas de formação: o Qualifica Exportação, para empresas que já avançaram na internacionalização, e o PEIEX, realizado em parceria com o Sebrae-MT, voltado a micro e pequenas empresas. A expectativa é atender 150 negócios no estado, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Produtor rural no centro da estratégia

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a chegada da ApexBrasil ao estado facilita o acesso do produtor a certificações, suporte técnico e oportunidades internacionais. Ele afirma que a iniciativa fortalece a posição do Mato Grosso como referência global na oferta de alimentos.

Segundo Tomain, a presença da Agência no estado ajuda a transformar potencial em resultado concreto e reforça o papel do Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ivan Bueno/AnP

Ler Mais
Exportação

Produção de soja do Brasil em 2026 cai levemente, mas exportações devem gerar receita maior, diz Abiove

A Abiove revisou para baixo a estimativa da safra de soja do Brasil em 2026, agora prevista em 177,7 milhões de toneladas, redução de 800 mil toneladas em relação ao cálculo de outubro. Mesmo com o ajuste, o país continua no rumo de registrar um volume recorde, acima do produzido em 2025.

A associação não detalhou se a queda está ligada ao ritmo mais lento de plantio, impactado por chuvas irregulares em várias regiões. A Abiove destacou que o número reflete a mediana das projeções de suas associadas, mas reconheceu que o clima no início do desenvolvimento da safra “é provavelmente” um fator relevante. Segundo a consultoria AgRural, pouco mais de 70% do plantio havia sido concluído até a última quinta-feira.

Safra de 2025 revisada para cima
Enquanto a projeção de 2026 foi reduzida, a estimativa para a safra colhida em 2025 subiu para 172,1 milhões de toneladas, ante 171,8 milhões previstas anteriormente.

Os estoques finais de soja em 2026 permaneceram praticamente estáveis em 10,55 milhões de toneladas, resultado do aumento da safra velha e do leve ajuste na nova. A projeção da Abiove está alinhada ao número divulgado pela Conab, que também apontou efeitos da irregularidade das chuvas sobre o plantio.

Exportações e processamento seguem em ritmo recorde
A associação manteve as previsões de exportação de soja e de processamento industrial para 2026. Se confirmados, ambos alcançarão níveis recordes. As vendas externas devem atingir 111 milhões de toneladas, superando a marca prevista para 2025 (109 milhões de toneladas), que foi revisada para baixo em 500 mil toneladas.

O processamento de soja deve chegar a 60,5 milhões de toneladas em 2026, alta de 3,4% sobre o ano anterior. A Abiove preservou as estimativas de produção de farelo e óleo, mas elevou a projeção de exportação de óleo de soja para 1,2 milhão de toneladas, ainda abaixo das 1,35 milhão previstas para 2025.

Receita com exportações deve crescer com preços mais altos
A receita do complexo soja — grão, farelo e óleo — foi estimada em US$ 60,25 bilhões em 2026, acima dos US$ 55,26 bilhões previstos no mês anterior. A alta está diretamente ligada à revisão dos preços internacionais da soja.

Para 2025, a receita também foi ampliada: agora em US$ 53,3 bilhões, cerca de US$ 3 bilhões acima da estimativa anterior, mesmo com redução no volume exportado.

A Abiove passou a projetar preço médio de US$ 450 por tonelada em 2026 e US$ 400/t em 2025 — antes, as estimativas eram de US$ 415/t e US$ 380/t, respectivamente. A soja em grão segue responsável pela maior parcela da receita, com quase US$ 50 bilhões esperados apenas em 2026.

A revisão ocorre em um momento de alta forte na bolsa de Chicago, onde o preço da soja subiu mais de 10% desde outubro, renovando máximas desde 2024. O movimento tem sido impulsionado pela expectativa de novas compras chinesas; traders relataram que a estatal Cofco adquiriu ao menos 14 cargas dos EUA na véspera.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Roberto Samora

Ler Mais
Agronegócio

Abertura de Mercado: Brasil conquista novos acordamentos com Malásia e Coreia do Sul

O Brasil garantiu novas aberturas de mercado na Malásia e na República da Coreia, após concluir negociações fitossanitárias que liberam a exportação de DDG, além de amêndoas de macaúba e noz-pecã. A medida reforça a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e diversifica o portfólio de produtos enviados ao exterior.

Malásia autoriza importação de DDG
As autoridades sanitárias malásias aprovaram a entrada do DDG brasileiro, coproduto da produção de etanol à base de grãos – especialmente milho –, usado como ingrediente de alta proteína em rações para bovinos, suínos e aves.
Com população superior a 35 milhões de pessoas, a Malásia comprou mais de US$ 1,2 bilhão em itens agropecuários do Brasil no último ano, reforçando um mercado em expansão para produtos com maior valor nutricional.

A nova liberação se soma às autorizações recentes para o envio de pescados, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim, ampliando a participação brasileira tanto no setor de alimentos processados quanto no segmento ligado a serviços, turismo e hospitalidade do país asiático.

Coreia do Sul abre mercado para macaúba e noz-pecã
Na República da Coreia, o governo local aprovou a importação de amêndoas de macaúba e de noz-pecã. A macaúba, palmeira típica do território brasileiro, produz frutos com polpa e sementes ricas em óleo utilizado pelas indústrias alimentícia, cosmética e energética. Já a noz-pecã representa cerca de 3% a 4% do mercado global de nozes e castanhas, e sua produção no Brasil cresce rapidamente, especialmente na região Sul — o país já é o quarto maior produtor mundial.

Em 2024, a Coreia do Sul importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para grãos, carnes e oleaginosas. A nova abertura para macaúba e noz-pecã se soma às recentes autorizações para gergelim e couro bovino, aprofundando a relação comercial entre os dois países e ampliando o acesso a produtos brasileiros de maior valor agregado.

Expansão de oportunidades para o agronegócio brasileiro
A diversificação de destinos e produtos — de insumos para ração animal a itens de cadeias emergentes da bioeconomia — fortalece o papel do Brasil como fornecedor seguro e competitivo no cenário global. As novas aberturas geram oportunidades para produtores, cooperativas e agroindústrias de diversas regiões.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 491 novas oportunidades comerciais desde o início de 2023, resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook