Agricultura

Safra do aipim da terra preta em Itajaí reforça tradição da agricultura familiar

A nova safra do aipim da terra preta foi oficialmente aberta em Itajaí nesta quarta-feira (25), marcando mais um ciclo de uma das principais tradições da agricultura familiar no município. O evento reuniu produtores rurais, representantes de entidades do setor e autoridades locais, celebrando o início da colheita de um produto emblemático da região.

Cultivado principalmente nas comunidades da Colônia Japonesa e de São Roque, o alimento se destaca por características únicas que o tornaram referência entre consumidores.

Produção tradicional valoriza o interior do município

O cultivo do aipim de Itajaí ocorre em solo turfoso — escuro, rico em matéria orgânica e formado ao longo de milhares de anos. Esse tipo de terreno é determinante para a qualidade do produto, garantindo sabor mais intenso, textura macia e alto valor nutricional.

Ao longo dos anos, essas qualidades impulsionaram o reconhecimento regional do alimento. Além disso, a atividade contribui diretamente para o fortalecimento da produção rural local e preserva práticas agrícolas transmitidas entre gerações.

Durante a abertura da safra, o projeto Univali Sabores apresentou receitas variadas com o ingrediente, evidenciando sua versatilidade em pratos doces e salgados.

Aipim integra merenda escolar e incentiva alimentação saudável

Além da relevância econômica, o aipim da terra preta também tem papel importante na alimentação pública. O produto faz parte do cardápio da rede municipal de ensino, sendo servido em preparações como purê, cozido e refogado.

A iniciativa promove alimentação saudável entre os estudantes e, ao mesmo tempo, fortalece o vínculo entre consumo local e produção agrícola.

Solo especial garante diferencial de qualidade

O grande destaque do produto está no ambiente de cultivo. O solo turfoso presente nas regiões produtoras possui alta concentração de matéria orgânica acumulada ao longo de milhares de anos.

Essas condições favorecem o desenvolvimento da planta e garantem um alimento com características superiores. Como resultado, o aipim cultivado em terra preta apresenta padrão diferenciado, consolidando a reputação da produção agrícola de Itajaí.

Produto busca certificação de origem

O reconhecimento do aipim de terra preta pode avançar ainda mais com a obtenção da Indicação Geográfica (IG). O processo, iniciado em 2019, envolve instituições como Epagri, Univali, Sebrae, Cooperar e a Secretaria Municipal de Agricultura.

A certificação, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhece produtos cuja qualidade está diretamente ligada ao território de origem.

No caso de Itajaí, o selo pretende oficializar a relação entre o aipim e o solo turfoso da região. Além de valorizar o produto, a IG pode ampliar a competitividade no mercado, proteger o modo tradicional de cultivo e gerar novas oportunidades de renda para os agricultores.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Prefeitura de Itajaí

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Importação

Importação de banana do Equador gera debate sobre impactos no Brasil

A possível importação de banana do Equador entrou no centro das discussões do setor agropecuário brasileiro. O tema foi debatido em reunião realizada na Casa Civil, na quarta-feira (18), com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), produtores, parlamentares e representantes do governo federal.

O encontro reuniu integrantes do Ministério da Agricultura, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e lideranças da bananicultura brasileira, que demonstraram preocupação com os efeitos da abertura do mercado para o produto estrangeiro.

Cultura tem peso econômico e social no país

Durante a reunião, o setor destacou a relevância da banana para a segurança alimentar, geração de renda e manutenção de milhares de famílias no campo. A atividade ocupa cerca de 470 mil hectares no Brasil, com produção superior a 7 milhões de toneladas.

A cadeia produtiva é marcada pela forte presença da agricultura familiar, o que amplia seu impacto social em diversas regiões produtoras. Por isso, entidades avaliam que a entrada da fruta equatoriana pode afetar a competitividade do produto nacional.

Risco fitossanitário preocupa produtores

Outro ponto central do debate foi o risco relacionado ao TR4, uma das principais ameaças à produção mundial de banana. A praga, ainda ausente no Brasil, é considerada quarentenária e pode comprometer áreas produtivas por longos períodos.

De acordo com estudos técnicos, o fungo atinge variedades importantes para o consumo interno e possui alta capacidade de permanência no solo, dificultando o controle. A eventual entrada do TR4 na bananicultura brasileira poderia gerar impactos econômicos e sociais significativos.

Governo avalia riscos e medidas de controle

Representantes do governo informaram que estão em andamento estudos de Análise de Risco de Pragas (ARP), que irão avaliar possíveis ameaças associadas à importação da fruta.

Além disso, também estão sendo discutidas medidas de mitigação e exigências sanitárias para evitar a entrada de pragas no país. O compromisso, segundo o governo, é garantir a proteção da cadeia produtiva nacional.

Setor cobra critérios rigorosos

Entidades do agronegócio defendem que qualquer avanço na abertura do mercado deve ser baseado em critérios técnicos rigorosos. Entre as exigências estão a adoção de protocolos sanitários robustos, sistemas de rastreabilidade e mecanismos eficazes de prevenção.

A avaliação é que decisões precipitadas podem gerar danos de difícil reversão para a produção brasileira, especialmente para pequenos produtores que dependem diretamente da cultura.

FONTE: Cenário MT
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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Portos

Porto de Itajaí mobiliza força-tarefa para garantir abertura de mercado para a banana catarinense à Europa

Com foco na diversificação das exportações e no fortalecimento da cadeia produtiva da bananicultura, o Porto de Itajaí lidera uma força-tarefa que articula governo federal, prefeitos, produtores, entidades representativas e associações do setor para viabilizar o acesso da banana catarinense ao mercado europeu, com destaque para a Itália.

A articulação foi debatida nesta terça-feira, durante reunião realizada no Porto de Itajaí, com a participação de prefeitos de municípios produtores, produtores rurais, associações, da Febanana (Federação dos Bananicultores de Santa Catarina), além de representantes do governo federal e lideranças políticas. O encontro marca um avanço concreto nas tratativas para ampliar os destinos da banana catarinense, reduzindo a dependência de mercados tradicionais do Mercosul.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, destacou que as tratativas já apresentam resultados práticos.

“Na tarde de hoje tivemos uma reunião extremamente produtiva para levar produtos brasileiros ao exterior. Recebemos recentemente uma encomenda de bananas para a região da Calábria. Agora vamos realizar uma visita técnica e, junto com a Apex, o Sebrae, os produtores, os prefeitos, a Febanana e as associações, estamos estruturando um projeto para a exportação da nossa valiosa banana para o território europeu.”

Representando o Ministério da Agricultura, o superintendente de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina (SFA-SC), Ivanor Boing, ressaltou o papel do governo federal na abertura de novos mercados.

“Essa aproximação entre o Porto de Itajaí, o Ministério da Agricultura e os produtores cria o alinhamento necessário para abrir um novo mercado para a banana brasileira e, de modo especial, para a produção de Santa Catarina.”

A deputada federal Ana Paula Lima reforçou a importância estratégica da iniciativa.

“Nós temos uma produção de excelência e não podemos ficar reféns apenas do Mercosul, como Uruguai e Argentina. A abertura do mercado europeu amplia oportunidades, valoriza o trabalho dos produtores e fortalece a economia catarinense.”

O prefeito de Luiz Alves, Bertolino Bachaman, destacou o impacto direto da iniciativa para os municípios produtores.

“Esse encontro hoje no Porto de Itajaí é importantíssimo. É o começo de um sonho não só para Luiz Alves, mas para todos os municípios catarinenses que produzem banana. A abertura de novos mercados representa mais segurança, renda e perspectivas para os nossos produtores.”

Representando os produtores, a presidente da Associação dos Bananicultores de Corupá, Eliane Cristina Müller, enfatizou o reconhecimento internacional da banana catarinense e o papel das entidades do setor.

“Sempre foi um grande sonho dos produtores catarinenses abrir novos mercados. Hoje, cerca de 15% da nossa produção é exportada para o Uruguai e a Argentina. A possibilidade de exportar para a Itália nos deixa muito esperançosos, ainda mais porque a banana catarinense possui indicações geográficas, muito valorizadas no mercado europeu.”

Segundo ela, o interesse parte diretamente do mercado internacional.

“Quando a demanda vem do governo italiano, é porque eles conhecem a nossa qualidade. Isso mostra que a banana catarinense está preparada para competir no mercado europeu.”

A reunião reforça o papel estratégico do Porto de Itajaí como plataforma logística para a exportação de produtos catarinenses, conectando a produção regional a mercados de alto valor agregado e impulsionando o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

BOX | BANANICULTURA CATARINENSE
    •    Santa Catarina é um dos principais polos produtores de banana do Brasil, com forte presença da agricultura familiar.
    •    Principais regiões produtoras: Norte e Nordeste catarinense, Alto Vale do Itajaí e Vale do Rio Tijucas.
    •    Exportações atuais: cerca de 15% da produção catarinense é destinada ao mercado externo, principalmente Uruguai e Argentina.
    •    Novo mercado em articulação: Europa, com destaque para a Itália, ampliando fronteiras comerciais e reduzindo a dependência do Mercosul.
    •    Diferencial competitivo: a banana catarinense possui Indicações Geográficas (Denominação de Origem e Indicação de Procedência), atributos altamente valorizados no mercado europeu.
    •    Valor agregado: além da fruta in natura, a cadeia produtiva conta com diversos subprodutos, como banana passa, biomassa, farinha de banana e outros derivados.
    •    Logística estratégica: o Porto de Itajaí atua como elo fundamental para a exportação da produção catarinense, conectando o campo aos mercados internacionais.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Investimento

China anuncia investimento de R$ 200 milhões para construir fábrica de tratores no Sudeste

A China colocou R$ 200 milhões na mesa para viabilizar a construção de uma fábrica de tratores em Maricá, na Região Metropolitana Leste Fluminense, no Rio de Janeiro. O projeto, resultado de negociações entre representantes brasileiros e chineses, tem como foco impulsionar a agricultura familiar e fortalecer a cadeia produtiva local.

O investimento estrangeiro promete alterar a dinâmica econômica do município, ampliando a circulação de recursos, estimulando o comércio e abrindo espaço para uma nova frente industrial no Sudeste.

Fábrica será construída em Ponta Negra com modelo inovador

Segundo o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), a unidade industrial será instalada em Ponta Negra, nas proximidades da RJ-106. O empreendimento seguirá o formato de Parceria Público, Privada e Popular (PPPP), um modelo que reúne governo, iniciativa privada e organizações populares, como cooperativas.

Na prática, os tratores fabricados serão direcionados principalmente a pequenas e médias propriedades rurais, atendendo agricultores familiares que hoje dependem de equipamentos considerados defasados.

Projeto prevê geração de empregos e arrecadação de impostos

De acordo com a prefeitura, a fábrica deve gerar empregos diretos e indiretos, além de ampliar a arrecadação municipal por meio de impostos. A expectativa é que os equipamentos produzidos contribuam para modernizar o campo e aumentar a produtividade agrícola em diferentes regiões do país.

Para Quaquá, o projeto representa um uso estratégico dos recursos do petróleo. “Essa fábrica transforma o dinheiro do petróleo em uma indústria que vai revolucionar a agricultura familiar, gerar empregos qualificados em Maricá e fortalecer a produção de alimentos no Brasil”, afirmou o prefeito.

MST destaca caráter histórico da parceria com a China

Apesar da expectativa da população, ainda não há prazo definido para o início das obras. Mesmo assim, o anúncio já é tratado como um marco por lideranças do setor rural. Para João Pedro Stédile, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a iniciativa inaugura um arranjo societário inédito no país.

Segundo ele, trata-se de um modelo que combina investimento chinês, participação estatal e organização popular. “É uma parceria que desenvolve o país e resolve um problema concreto da agricultura que realmente produz alimentos. É um dia histórico para o Brasil”, declarou.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Matheus Alter

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Comércio Exterior

Exporta Mais Cooperativas gera R$ 38,9 milhões em expectativas de negócios, aponta ApexBrasil

A ApexBrasil registrou R$ 38,9 milhões em expectativas de negócios durante a edição especial Exporta Mais Cooperativas, realizada em Salvador (BA). A iniciativa integrou o programa Exporta Mais Brasil e marcou o lançamento do Cooperar para Exportar, voltado à ampliação da presença das cooperativas brasileiras no comércio exterior, com foco na agricultura familiar.

Considerada a maior edição já promovida pelo programa, a ação reuniu quase 200 cooperativas, entre rodadas de negócios e atividades de qualificação, consolidando um novo avanço na estratégia de internacionalização do cooperativismo nacional.

Rodadas de negócios conectam cooperativas a compradores internacionais

Nos dias 11 e 12 de dezembro, cerca de 150 cooperativas brasileiras participaram de rodadas de negócios com 30 compradores internacionais, oriundos de 21 países, entre eles Estados Unidos, Canadá, China, França, Itália, Portugal, México, Índia, Argentina e Chile.

Segundo a ApexBrasil, as negociações resultaram em US$ 7,2 milhões em expectativas comerciais, valor equivalente a R$ 38,9 milhões, com projeção de alcançar até R$ 40 milhões.

Internacionalização fortalece renda e desenvolvimento regional

Para o gerente regional da ApexBrasil, Igor Celeste, a edição dedicada às cooperativas teve um papel estratégico. Ele destacou que a internacionalização amplia renda, agrega valor à produção e fortalece o desenvolvimento regional.

“Quando uma cooperativa acessa o mercado internacional, ela leva junto trabalho, inclusão produtiva e sustentabilidade”, afirmou.

Parcerias institucionais ampliam alcance da iniciativa

O evento foi realizado em parceria com o Sebrae e contou com apoio do Governo da Bahia, além de instituições como o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), UNICAFES, OCB, CAR, Unicrab, Unisol e o Consórcio Nordeste.

Cooperar para Exportar amplia apoio às cooperativas

Durante a abertura do evento, a ApexBrasil lançou oficialmente o programa Cooperar para Exportar, desenvolvido em parceria com o Sebrae. A iniciativa prevê ações estruturadas de capacitação, qualificação para exportação e acesso a mercados internacionais, por meio de feiras, missões empresariais e rodadas de negócios promovidas pela Agência.

A expectativa é atender 450 cooperativas em 2026, fortalecendo a base exportadora do cooperativismo brasileiro, especialmente da agricultura familiar.

Programa terá foco em qualificação e promoção comercial

Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, do total de cooperativas previstas, 200 participarão do Qualifica Exportação, programa de preparação para o comércio exterior. Outras 250 cooperativas terão acesso direto a feiras, eventos internacionais e rodadas de negócios organizadas pela Agência.

“É uma proposta clara, construída coletivamente, para ampliar a presença das cooperativas brasileiras no mercado internacional”, destacou.

Exporta Mais Brasil amplia conexão com o comércio exterior

Criado pela ApexBrasil, o Exporta Mais Brasil tem como objetivo aproximar empreendedores de todas as regiões do país do comércio exterior, conectando produtores brasileiros a compradores estrangeiros.

Desde 2023, o programa já realizou 41 edições, envolvendo 1.413 empresas, sendo 45% lideradas por mulheres, e conectando-as a 441 compradores internacionais de 118 países. Ao todo, foram registradas mais de 8.387 reuniões de negócios, com R$ 901,27 milhões em expectativas comerciais, número que ainda não inclui os resultados da edição dedicada às cooperativas.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Comércio Exterior

ApexBrasil lança iniciativa para fortalecer exportações de cooperativas

Programa Cooperar para Exportar amplia oportunidades para cooperativas brasileiras.

A ApexBrasil lançou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, o Programa Cooperar para Exportar, criado para ampliar a presença das cooperativas brasileiras — especialmente as da agricultura familiar — no mercado internacional. A meta é atender 450 cooperativas até 2026, oferecendo capacitação, qualificação em comércio exterior e participação em feiras, missões e rodadas internacionais.

A ação é desenvolvida em parceria com o Sebrae, reforçando o apoio estruturado às pequenas e médias organizações do setor.

Capacitação e acesso a mercados internacionais

De acordo com o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o programa terá duas frentes principais:

  • 200 cooperativas serão incluídas no Qualifica Exportação, etapa de habilitação para operações internacionais;
  • 250 cooperativas participarão de feiras globais, eventos e rodadas de negócios organizadas pela agência.

Lançamento na Bahia reforça simbolismo do cooperativismo

O anúncio ocorreu durante a abertura do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA). O evento reuniu Viana, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além de lideranças do cooperativismo.

Viana destacou o significado do lançamento no estado:
A ApexBrasil trouxe 30 compradores de 22 países para encontros com cooperativas locais. “Normalmente, os primeiros contratos já surgem nesses encontros”, afirmou.

Agricultura familiar e transição agroecológica em foco

O ministro Paulo Teixeira reforçou o compromisso do governo com uma produção mais sustentável. Segundo ele, o país avança na construção de um sistema alimentar saudável, guiado pela agroecologia. “Queremos uma nova agricultura e vamos acelerar os instrumentos necessários para essa transição”, disse.

Exporta Mais Brasil – Cooperativas reúne mais de 200 organizações

O lançamento do novo programa integrou a maior edição já realizada do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, que acontece entre os dias 10 e 12. O encontro reúne mais de 200 cooperativas de todos os estados e 31 compradores internacionais de 22 países, entre eles Portugal, Bélgica, França, Itália, México, Canadá, EUA, Emirados Árabes e China.

As atividades incluem rodadas de negócios, mentorias e ações de qualificação. Participam cooperativas de segmentos como café, cacau e chocolate, castanha, frutas, mel, proteína animal, açaí, artesanato, entre outros.

Rede de parceiros fortalece o programa

O Exporta Mais Brasil é realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae e, nesta edição, conta com apoio do Governo da Bahia, MAPA, MDA, UNICAFES, OCB, CAR, UNICRAB, UNISOL e Consórcio Nordeste.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Criado pela ApexBrasil, o programa conecta empreendedores brasileiros a compradores internacionais, ampliando oportunidades de exportação e estimulando novos negócios para diversos setores produtivos.
Fonte: Com informações da ApexBrasil.
Texto: Redação

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Exportação

Tarifa dos EUA ameaça exportações de tabaco e preocupa produtores do Rio Grande do Sul

O início da colheita de tabaco no Rio Grande do Sul chega acompanhado de incertezas. Apesar do clima favorável e das boas projeções para a safra de 2025, o setor enfrenta um obstáculo significativo: o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que ameaça milhões em exportações e a renda de pequenos agricultores.

EUA retomam tarifas históricas sobre importações

Anunciada pelo presidente Donald Trump, a nova política tarifária entrou em vigor no início de agosto e elevou os impostos médios sobre produtos estrangeiros ao maior patamar em mais de um século. A decisão impacta dezenas de países e afeta diretamente um dos principais destinos do tabaco gaúcho.

No último ano, o Brasil produziu 719 mil toneladas de tabaco — sendo 303 mil no Rio Grande do Sul, o equivalente a 42% da produção nacional. Os Estados Unidos figuraram como o terceiro maior comprador, adquirindo cerca de 38,4 mil toneladas, com movimentação superior a US$ 245 milhões.

Embarques suspensos e risco de perdas milionárias

Antes da aplicação da nova taxa, 70% do tabaco destinado aos EUA já havia sido exportado. No entanto, cerca de 12 mil toneladas vendidas não chegaram a sair das indústrias após o aumento tarifário.

“O que nós exportamos historicamente para os Estados Unidos é cerca de 9% do volume”, explica Valmor Thesing, presidente do Sinditabaco. “Mantido o tarifaço, as empresas terão de buscar novos mercados para realocar esse produto”, completa.

Segundo Thesing, algumas remessas começaram a ser retomadas, mas representam apenas uma fração do que ainda está parado.

Produtores temem queda nos preços

Na metade Sul do estado, especialmente em municípios como Canguçu, mais de cinco mil famílias dependem do cultivo de tabaco. O produtor Nilton Pereira conta que a safra promete bons resultados, mas o mercado preocupa.
“A safra está muito boa, mas o tarifaço pode ser o grande problema na hora de vender”, afirma.

O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, alerta para o risco de impacto direto nos preços pagos aos agricultores, principalmente entre os produtores de tabaco burley, variedade mais consumida pelos norte-americanos.
“Se o tarifaço permanecer em vigor, o produtor de tabaco burley, o tabaco de galpão, será o mais prejudicado”, ressalta.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RBS TV

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