Aeroportos

Zurich Airport Brasil: a transformação do aeroporto de Florianópolis em um hub de conexão, negócios e experiências

O Aeroporto Internacional de Florianópolis (SC) – Hercílio Luz passou, nos últimos anos, por uma transformação que mudou não apenas sua infraestrutura, mas também a forma como o aeroporto se relaciona com passageiros, empresas, turismo e com a própria cidade. Por trás dessa mudança está a Zurich Airport Brasil, empresa do grupo suíço Zurich Airport, responsável pela operação de Florianópolis e de outros aeroportos brasileiros.

A proposta vai além de administrar pistas, terminais e operações aéreas. O conceito adotado pela companhia é transformar os aeroportos em espaços de convivência, serviços, compras, lazer e negócios, sem deixar de lado as características culturais e econômicas de cada região.

Quem é a Zurich Airport Brasil

A Zurich Airport Brasil integra o grupo Zurich Airport e administra, no país, os aeroportos de Florianópolis, Vitória, Macaé e Natal, todos em contratos de concessão de 30 anos. A empresa tem 100% da operação desses quatro aeroportos.

A estratégia do grupo é baseada em uma visão internacional de infraestrutura aeroportuária. Em vez de considerar o aeroporto apenas como um ponto de embarque e desembarque, a Zurich trabalha com a ideia de que esses espaços também podem funcionar como destinos para compras, gastronomia, entretenimento, serviços e desenvolvimento imobiliário sustentável.

O modelo, entretanto, busca preservar as características de cada localidade. Em Florianópolis, por exemplo, o projeto arquitetônico e a experiência oferecida aos passageiros incorporam referências à Ilha de Santa Catarina e à identidade regional.

A atuação internacional do grupo reforça essa experiência. A Zurich Airport está presente em diferentes mercados, com operações na Europa, América Latina e Ásia. Entre os aeroportos que integram seu portfólio estão Zurique, Bogotá, Curaçao, Florianópolis, Vitória, Macaé, Natal, Iquique e o Aeroporto de Noida, na região de Nova Delhi, na Índia.

A chegada a Florianópolis

A relação da Zurich Airport com o Aeroporto Internacional de Florianópolis começou em 2017, quando o grupo venceu o leilão de concessão do terminal. O contrato estabeleceu um período de 30 anos de operação, com a Zurich assumindo 100% da administração do aeroporto.

Um dos primeiros grandes projetos da nova gestão foi a construção de um novo terminal de passageiros. As obras começaram em janeiro de 2018 e representaram uma mudança significativa na estrutura aeroportuária da capital catarinense. O novo terminal foi construído do zero e passou a ter quatro vezes o tamanho do antigo prédio.

A inauguração oficial ocorreu em 28 de setembro de 2019, em uma cerimônia fechada para autoridades, executivos e convidados. Dois dias depois, em 30 de setembro, foi realizada uma programação aberta ao público. A operação comercial do novo terminal começou em 1º de outubro daquele ano.

Um aeroporto quatro vezes maior

O novo terminal possui aproximadamente 49 mil metros quadrados e capacidade projetada para atender até 8 milhões de passageiros por ano. O investimento na construção do terminal e do Boulevard 14/32 chegou a R$ 570 milhões.

A estrutura foi planejada para melhorar o fluxo de passageiros e ampliar a capacidade operacional. São dois pavimentos, 45 posições de check-in, oito esteiras de restituição de bagagem, 13 portões de embarque e 10 pontes de embarque que permitem o acesso direto dos passageiros às aeronaves. O estacionamento original do novo terminal conta com 2.580 vagas.

Outro diferencial foi a incorporação de espaços que tradicionalmente não fazem parte da experiência de um aeroporto convencional. O Boulevard 14/32 foi criado como uma área de compras, gastronomia, serviços, eventos e lazer. O nome faz referência às cabeceiras da pista principal do aeroporto. O projeto também incorporou um terraço panorâmico, permitindo que o público tenha uma experiência diferente dentro do complexo aeroportuário.

A proposta traduz, na prática, o conceito defendido pela Zurich Airport de transformar o aeroporto em um lugar para estar, e não apenas em um local de passagem.

De aeroporto regional a conexão internacional

A ampliação da infraestrutura acompanhou uma mudança importante no perfil do Floripa Airport: o crescimento da operação internacional. Em 2025, o aeroporto ultrapassou pela primeira vez a marca de 5 milhões de passageiros em um único ano, chegando a 5,1 milhões. Desse total, 1,2 milhão foram passageiros internacionais, crescimento de 32% em relação ao ano anterior.

O movimento internacional ganhou força com novas conexões, entre elas Florianópolis–Panamá, operada pela Copa Airlines, e Florianópolis–Lisboa, operada pela TAP, além da expansão de voos para Argentina e Chile.

No primeiro trimestre de 2026, o aeroporto registrou outro recorde: 1,78 milhão de passageiros entre janeiro e março, alta de 19% em relação ao mesmo período de 2025. Os passageiros internacionais representaram 41% da movimentação do trimestre.

O crescimento também colocou Florianópolis entre os principais aeroportos brasileiros em movimentação internacional, ocupando a terceira posição, atrás de Guarulhos e Galeão.

Expansão da área internacional

O avanço da demanda internacional já provoca uma nova rodada de investimentos. Em 2026, a Zurich Airport Brasil anunciou R$ 19 milhões para ampliar e modernizar a área internacional do Floripa Airport. Desse total, R$ 13 milhões serão destinados a obras de infraestrutura e R$ 6 milhões à implantação de nove e-gates para agilizar os processos migratórios.

A expansão acrescentará 824 metros quadrados às áreas de embarque e desembarque internacional. O projeto prevê ainda novos espaços de espera, banheiros, uma nova operação de Duty Free, ampliação da sala VIP internacional e três novas operações de alimentação.

Na área de imigração, serão acrescentados 97 metros quadrados e instalados seis e-gates para imigração e três para emigração. Novos equipamentos de raio-X também devem ampliar em 50% a capacidade de processamento de passageiros internacionais. A conclusão das obras está prevista para o início de 2027.

“O crescimento consistente da operação internacional do Floripa Airport exige investimentos planejados, que refletem nosso compromisso em antecipar a demanda, tornar os processos mais eficientes e garantir uma experiência cada vez melhor aos passageiros”, afirma Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.

Infraestrutura também para cargas

A atuação do aeroporto não se limita ao transporte de passageiros. O Floripa Airport também vem ampliando sua estrutura de cargas. O novo terminal de cargas recebeu R$ 10,5 milhões em investimentos da Zurich Airport Brasil, sendo R$ 8 milhões destinados à ampliação e construção de espaços e mais de R$ 2,5 milhões em equipamentos.

A expansão triplicou a capacidade de armazenamento do terminal. Entre os destaques está o complexo de temperatura controlada, com 1.850 m³, voltado especialmente à demanda por produtos farmacêuticos. Com a estrutura, a capacidade de receber cargas que necessitam de controle de temperatura aumentou em 400%. Também foram criados novos armazéns para cargas secas, com 1.000 metros quadrados. Nesse ano o Floripa Airport cargo chegou a mil voos cargueiros no terminal.

Aeroporto como experiência

A estratégia da Zurich Airport aparece também em iniciativas que aproximam o aeroporto da comunidade. O Floripa Airport conta com o Boulevard 14/32, espaços comerciais, gastronomia, serviços, eventos e áreas de convivência. Em 2026, o aeroporto também lançou o Floripa Airport Shop, marketplace que reúne serviços, compras e conveniência em uma plataforma digital. A lógica é fazer com que o aeroporto participe mais ativamente da vida econômica e turística da cidade.

Essa visão também está presente na agenda de sustentabilidade. Em 2026, a Zurich Airport Brasil incorporou veículos elétricos à frota operacional utilizada em Florianópolis, Vitória e Macaé. A estimativa é de redução de aproximadamente 15 toneladas de CO₂ por ano considerando os três aeroportos.

O Floripa Airport também vem acumulando reconhecimentos nessa área. O terminal foi destaque no Prêmio Aeroportos Sustentáveis da ANAC, além de manter iniciativas relacionadas ao uso de energia renovável, água de reúso, gestão de resíduos e redução de emissões.

Seis vezes eleito o melhor aeroporto do Brasil

O desempenho operacional e a experiência do passageiro também colocaram o Floripa Airport em posição de destaque nacional. Em 2026, o Aeroporto Internacional de Florianópolis foi eleito pela sexta vez consecutiva o melhor aeroporto do Brasil na pesquisa de satisfação da Secretaria Nacional de Aviação Civil. O terminal alcançou nota média de 4,75, em uma escala de 1 a 5, entre os 20 maiores aeroportos avaliados durante 2025. Florianópolis foi o único a superar a média de 4,7.

Entre os indicadores de melhor desempenho estiveram limpeza, processo migratório, estabelecimentos comerciais e inspeção de segurança. O aeroporto também recebeu o reconhecimento de melhor aeroporto na categoria de 5 a 10 milhões de passageiros e o Prêmio Acessibilidade pelo projeto Mapa Digital.

Um aeroporto conectado ao futuro de Santa Catarina

A trajetória do Floripa Airport mostra como a concessão iniciada em 2017 mudou a dimensão do Aeroporto Internacional de Florianópolis. A construção do novo terminal foi o ponto de partida de um projeto que passou a combinar infraestrutura, experiência do passageiro, conectividade internacional, turismo, negócios, comércio, cargas e sustentabilidade.

Hoje, com mais de 5 milhões de passageiros anuais, crescimento acelerado do mercado internacional, expansão da área de cargas e novos investimentos previstos para os próximos anos, o aeroporto se consolida como uma das principais portas de entrada de Santa Catarina para o Brasil e para o mundo.

Mais do que uma estrutura de transporte, o Floripa Airport materializa a proposta da Zurich Airport Brasil de tratar o aeroporto como parte integrante da cidade e de seu desenvolvimento — um espaço de conexão, negócios, serviços, lazer e experiências.

Fontes: Zurich Airport Brasil e Floripa Airport

Texto: ReConecta News

Imagens: Zurich Airport Brasil

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Aeroportos

Zurich Airport vende participação no Aeroporto de Belo Horizonte para grupo mexicano

A Zurich Airport fechou um acordo para vender sua participação indireta de 12,75% no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (CNF) para a Aeropuerto de Cancún, empresa controlada pelo grupo mexicano Aeroportuario del Sureste (ASUR).

A operação faz parte da estratégia da companhia suíça de reorganizar seus investimentos internacionais e priorizar ativos nos quais tenha participação majoritária e responsabilidade pela operação.

Venda pode gerar ganho de CHF 17 milhões

Com a conclusão da transação, a Zurich Airport estima obter um ganho líquido não recorrente de aproximadamente 17 milhões de francos suíços (CHF).

O negócio, entretanto, ainda depende do cumprimento das condições previstas para o fechamento, incluindo a obtenção das aprovações regulatórias necessárias.

A expectativa da empresa é concluir a operação nos próximos meses, após o cumprimento das etapas previstas no acordo.

Zurich Airport investe em Confins desde 2013

A companhia suíça passou a participar do projeto do Aeroporto de Confins em 2013, quando ingressou como investidora minoritária.

A operação do terminal é realizada pela Concessionária do Aeroporto Internacional de Confins S.A., responsável pela concessão de 30 anos obtida naquele mesmo ano.

Desde então, a Zurich Airport mantém uma participação minoritária indireta de 12,75% no aeroporto mineiro.

Aeroporto de Belo Horizonte movimentou 13,3 milhões de passageiros

O terminal de Confins tem papel relevante na movimentação aérea de Minas Gerais. Em 2025, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte registrou aproximadamente 13,3 milhões de passageiros.

Com a venda, a participação da Zurich Airport no empreendimento será transferida para a Aeropuerto de Cancún, subsidiária do grupo mexicano ASUR.

A operação reforça a estratégia da empresa suíça de concentrar sua atuação internacional em aeroportos nos quais possa exercer maior controle sobre a gestão e as atividades operacionais.

FONTE: Passageiro de Primeira
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Passageiro de Primeira

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Aeroportos

Receita Federal lança sistema para agilizar desembarque de viajantes com declaração de bens

A Receita Federal passou a disponibilizar uma nova funcionalidade que promete tornar mais rápido o desembarque de passageiros que precisam declarar bens ao entrar no Brasil. A novidade entrou em operação na tarde de 27 de julho de 2026 e permite o registro automático da Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV) para quem chega ao país por via aérea.

A medida foi acompanhada da publicação de um ato normativo que define os procedimentos de controle aduaneiro aplicáveis ao novo sistema.

Registro automático reduz necessidade de atendimento presencial

Com a atualização, parte das declarações de bens será registrada automaticamente, seguindo critérios de gerenciamento de risco adotados pela administração aduaneira.

Na prática, os viajantes cujas declarações forem aprovadas pelo sistema poderão seguir diretamente para o desembarque, sem a necessidade de comparecer ao atendimento da alfândega para apresentação dos bens declarados.

Objetivo é tornar a fiscalização mais eficiente

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da modernização dos procedimentos de despacho aduaneiro de bagagens acompanhadas.

O novo modelo utiliza ferramentas de análise de risco para automatizar o processamento das declarações, permitindo que a fiscalização concentre esforços em casos que realmente exigem avaliação detalhada, aumentando a eficiência das operações.

Como funciona o novo sistema da e-DBV

As regras para o viajante permanecem as mesmas: quem estiver obrigado a declarar bens deverá preencher e enviar a e-DBV, conforme determina a legislação.

Após o envio, o sistema analisa automaticamente as informações. Quando a declaração atende aos critérios definidos pela Receita Federal, o registro é realizado sem necessidade de atendimento presencial. Já os casos que não forem selecionados para o processamento automático continuarão sujeitos aos procedimentos tradicionais de fiscalização, conforme as orientações exibidas no aplicativo.

Fiscalização continua com as mesmas atribuições

A Receita Federal ressalta que a nova funcionalidade não altera o trabalho da fiscalização aduaneira.

Os auditores continuam responsáveis pela seleção e conferência de bagagens, revisão de declarações, cobrança de tributos quando aplicável e adoção das medidas previstas na legislação para cada situação.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Aeroportos

China constrói aeroporto de R$ 24 bilhões em ilha artificial para receber 80 milhões de passageiros por ano

A China avança na construção de um dos projetos de infraestrutura mais ambiciosos do mundo: o Dalian Jinzhouwan International Airport, um aeroporto erguido sobre uma ilha artificial na Baía de Jinzhou, no Mar de Bohai. Com investimento estimado em US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões), o terminal tem inauguração prevista para 2035 e deverá se tornar o maior aeroporto offshore do planeta.

Localizado a aproximadamente 4,5 quilômetros da costa de Dalian, na província de Liaoning, o empreendimento ocupará uma área de cerca de 20 quilômetros quadrados. O espaço supera a extensão dos aeroportos internacionais de Hong Kong e de Kansai, no Japão, ambos construídos sobre aterros marítimos.

Novo aeroporto terá quatro pistas e terminal de grande porte

Quando estiver totalmente concluído, o aeroporto contará com quatro pistas e um terminal de aproximadamente 900 mil metros quadrados.

A expectativa é que o complexo tenha capacidade para movimentar até 80 milhões de passageiros por ano, além de processar cerca de 1 milhão de toneladas de cargas e registrar aproximadamente 540 mil operações aéreas anuais.

Na fase inicial de funcionamento, o terminal deverá operar com duas pistas. A capacidade de atendimento nessa primeira etapa ainda varia conforme as projeções divulgadas por diferentes fontes.

Obra utiliza mais de 3 mil pilares para garantir estabilidade

A construção da ilha artificial exige soluções avançadas de engenharia para assegurar a estabilidade da estrutura sobre o fundo do mar.

De acordo com o projeto, a fundação é sustentada por mais de 3 mil estacas cravadas na rocha abaixo do leito oceânico, algumas ultrapassando 80 metros de profundidade.

Além da instalação das estacas, foram realizadas intervenções para estabilizar o solo e garantir suporte suficiente para as pistas, o terminal e toda a infraestrutura aeroportuária.

Projeto integra plano de expansão da aviação chinesa

O Dalian Jinzhouwan International Airport faz parte da estratégia da China para ampliar sua rede de transporte aéreo ao longo das próximas décadas.

Atualmente, o país possui mais de 260 aeroportos em operação e pretende elevar esse número para cerca de 450 até 2035, acompanhando o aumento da demanda por voos domésticos e internacionais.

O projeto também prevê a implantação de novas conexões ferroviárias, linhas de metrô e acessos rodoviários para integrar o novo terminal ao centro urbano de Dalian.

Enquanto amplia sua infraestrutura aeroportuária, a China acompanha movimentos semelhantes em outras regiões. A Arábia Saudita, por exemplo, desenvolve um megaprojeto de aeroporto com seis pistas, integração a áreas residenciais, comerciais e de lazer, além de capacidade estimada para atender até 180 milhões de passageiros por ano.

Novo terminal substituirá aeroporto centenário

O novo empreendimento foi planejado para substituir o Aeroporto Internacional de Dalian Zhoushuizi, inaugurado há aproximadamente um século e considerado insuficiente para atender ao crescimento da demanda na região.

Segundo autoridades chinesas, o aeroporto atual opera com apenas uma pista e está cercado por áreas urbanizadas e montanhas, fatores que impedem sua expansão e limitam futuras operações.

Além das restrições de espaço, a localização do terminal também apresenta desafios operacionais durante condições meteorológicas desfavoráveis, reforçando a necessidade de construção de uma nova estrutura.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto Internacional de Dalian

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Aeroportos

Movimentação no Aeroporto de Navegantes deve crescer 2,5% no período de Natal e Réveillon

Previsão é de mais de 113 mil passageiros entre 19 de dezembro e 4 de janeiro

O Aeroporto Internacional de Navegantes projeta aumento no fluxo de passageiros durante o período de Natal e Réveillon. Entre os dias 20 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026, a expectativa é de que 113.020 pessoas embarquem ou desembarquem no terminal. O volume representa crescimento de 2,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando o aeroporto registrou recordes de passageiros na última temporada.

O movimento acompanha a demanda por viagens de fim de ano, quando o turismo regional e nacional impulsiona a procura por voos. O período concentra deslocamentos de visitantes que chegam ao litoral catarinense e de moradores que viajam para outros estados.

Para atender ao aumento previsto, a administração do terminal reforçou as operações no solo, o apoio ao passageiro e as equipes de limpeza. As medidas seguem o padrão utilizado nos períodos de pico ao longo de 2025, com foco na eficiência e regularidade da operação.

Segundo Wilson Rocha Gomes, gerente do Aeroporto Internacional de Navegantes, a preparação antecipada é fundamental para manter o fluxo ordenado. “Estamos operando com equipes ampliadas para garantir que o passageiro tenha um atendimento ágil e seguro. O período de fim de ano exige atenção especial, e o planejamento das áreas operacionais permite que o terminal absorva o crescimento da demanda com estabilidade”, afirmou.

Sobre o Aeroporto de Navegantes:

Fundado em 1970, é o principal acesso aéreo para o litoral norte de Santa Catarina, onde estão localizados a cidade de Balneário Camboriú e o parque Beto Carrero World, por exemplo. Possui grande relevância para o turismo e os voltadas à aviação regional. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.

Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO AEROPORTO INTERNACIONAL DE NAVEGANTES

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Informação

Setor aéreo brasileiro investe mais de R$ 350 milhões em ESG

O setor aeroportuário do Brasil destinou aproximadamente R$ 350,5 milhões a projetos de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa (ESG) entre 2023 e 2024. O levantamento consta no Diagnóstico de Sustentabilidade, pesquisa inédita conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), envolvendo 10 empresas que respondem por 83,6% do transporte aéreo nacional. O estudo indica forte adesão do setor a práticas como descarbonização, regularização ambiental, projetos sociais e combate ao assédio.

Agenda ESG e políticas de sustentabilidade

O diagnóstico é a segunda fase de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG na logística nacional, iniciado com a Política de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade. O ministro Silvio Costa Filho destaca que o esforço vai além da teoria: “Nosso objetivo é promover um transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa e adotar tecnologias inovadoras, garantindo também um ambiente inclusivo e equitativo.”

Larissa Amorim, diretora de Sustentabilidade do MPor, reforça o engajamento do setor: “O levantamento mostra que o setor aéreo não só investe recursos, mas também adere a pilares essenciais como descarbonização, compliance e combate ao assédio, consolidando uma governança robusta.”

Investimentos sociais lideram aporte ESG

O eixo social concentrou o maior volume de investimentos, com R$ 195,8 milhões aplicados. Todas as empresas pesquisadas mantêm canais de comunicação com a comunidade, desenvolvem projetos sociais e implementam ações de combate ao assédio. O estudo destaca iniciativas de acessibilidade, incluindo salas multissensoriais para pessoas com TEA ou hipersensibilidade sensorial, e aponta 70% de adesão a projetos de equidade de gênero.

Iniciativas ambientais e descarbonização

No campo ambiental, foram investidos R$ 138,4 milhões. Todas as empresas do setor aderiram a projetos de descarbonização e à regularização ambiental, enquanto 90% realizam inventário de emissões. Entre as ações destacam-se a substituição de fontes fósseis por sistemas elétricos de apoio a aeronaves, eletrificação de frotas operacionais e instalação de usinas fotovoltaicas, acompanhadas de certificações internacionais como o Airport Carbon Accreditation (ACA).

Governança sólida e oportunidades de aprimoramento

Na dimensão de governança, o setor aplicou R$ 16,3 milhões. O estudo evidencia que 100% das empresas possuem setores de compliance e realizam auditorias externas, com 80% mantendo estatutos ou políticas sociais. O diagnóstico aponta áreas de evolução, como adesão a índices de bolsa (ISE, 10%) e certificações ISO 9001 (20%).

Impacto social e econômico das iniciativas ESG

As ações ESG do setor portuário, de navegação e aeroportuário geraram mais de 120,5 mil empregos diretos e impactaram positivamente 11,3 milhões de pessoas.

MPor como articulador da transição energética

O MPor atua ativamente na transição energética, fomentando o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e alinhando-se à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24). O ministério criou o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea) e investe em pesquisa, como R$ 11,46 milhões no Centro de Pesquisas da ANP e R$ 1,24 milhão em parceria com a UFPR, ampliando a capacidade de análise e certificação de SAF e estudando alternativas para reduzir emissões no setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio, Logística

Movimento aéreo internacional de passageiros e cargas em SC cresce acima de 62% no primeiro semestre de 2025

O movimento aéreo internacional de passageiros e cargas segue crescendo em Santa Catarina. O primeiro semestre de 2025 registrou alta de 66,9% nas cargas e 62,3% de passageiros, em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram apurados pela Gerência de Aeroportos, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme informações divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Nos primeiros seis meses de 2025 passaram pelo Aeroporto de Florianópolis 733,3 mil passageiros internacionais, que já correspondem a 82,4% de todo o movimento registrado no ano de 2024. Esta movimentação mantém Santa Catarina com o terceiro maior movimento aéreo internacional do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

“Nossas projeções é de que vamos superar a marca de 1 milhão de passageiros internacionais em 2025. Mas o movimento registrado até agora aumenta as expectativas. Temos confiança de que essa meta será alcançada e ultrapassada antes das nossas previsões, com o incremento de voos para Lima e principais cidades do Mercosul”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

“Os números do movimento internacional registrados em Santa Catarina são extremamente animadores e refletem o trabalho contínuo que o Governo do Estado vem realizando para posicionar Santa Catarina como um destino de relevância global. Um crescimento de mais de 62% no fluxo de passageiros internacionais no primeiro semestre de 2025 demonstra claramente que nossas ações de promoção turística e atração de novas rotas estão surtindo efeito”, acrescenta a secretária de Turismo (Setur), Catiane Seif.

Pelo Aeroporto de Florianópolis também foram movimentadas 3,3 mil toneladas de cargas. Estes números posicionam o aeroporto catarinense como o terceiro que mais cresce na América Latina e o número 1 no Brasil, segundo a concessionária Zurich Airport.

Movimento doméstico

A movimentação doméstica de passageiros nos aeroportos catarinenses no primeiro semestre cresceu 2,4%, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2025 foram registrados 3,5 milhões de passageiros. O maior movimento foi no Aeroporto de Florianópolis com 1,8 milhão de passageiros, seguido por Navegantes com 1,1 milhão de passageiros, Chapecó com 295,1 mil passageiros, Joinville (que teve a maior alta, 12,8%) com 268,9 mil passageiros, Jaguaruna com 47,8 mil passageiros e Correia Pinto com 3,6 mil passageiros.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Greve

Pilotos de linhas aéreas aprovam greve nacional na Argentina

Paralisação é resposta a decreto do governo Milei que reduziu período mínimo de descanso e aumentou tempo máximo de voos

A APLA (Associação de Pilotos de Linhas Aéreas) da Argentina aprovou, por unanimidade, na 5ª feira (26.jun.2025) uma greve nacional de pilotos. Ainda não há data para a paralisação. Os trabalhadores protestam contra o decreto 378/2025, que alterou o regime de tempo máximo de voo e de período de descanso para os tripulantes.

A decisão foi tomada durante Assembleia Geral realizada na sede do sindicato em Lezica, a menos de 1 mês do início das férias de inverno no país.

Segundo a APLA, a norma do governo de Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) foi implementada sem o devido processo de consulta aos profissionais do setor e sem análise técnica adequada dos riscos envolvidos.

O decreto modificou os parâmetros operacionais estabelecidos para os pilotos, incluindo a extensão dos tempos máximos de voo e a redução dos períodos mínimos de descanso entre as jornadas de trabalho.

Apesar da mobilização da associação, as novas regras na Argentina se alinham a normas e legislações já estabelecidas internacionalmente.

O horário de voo para pilotos argentinos, por exemplo, ficou estabelecido em 1000h por ano –antes era 800h–, o que significava um aumento na quantidade de voos e dias trabalhados. Esse limite, no entanto, já é praticado no Brasil –na Lei nº 13.475/2017, Estados Unidos –na CFR Part 117– e nos países da UE (União Europeia).

As horas de descanso também são semelhantes. A Argentina passaria a praticar 30 horas semanais de descanso. É o padrão das legislações brasileiras e norte-americanas. O decreto também cria um mínimo de 120h mensais de voo para os pilotos.

Eis como ficaram as regras na Argentina e como são em outros países:

  • Argentina
    • Limite anual de voo: até 1.000 horas para voos regulares (1.400 horas para voos charter);
    • Limite mensal de voo: até 120 horas;
    • Descanso mínimo diário: descanso igual ao tempo trabalhado no dia anterior, mas nunca inferior a 10 horas consecutivas. A cada 7 dias, é obrigatório um descanso mínimo de 30 horas consecutivas;
    • Férias: direito a pelo menos 15 dias de férias consecutivas por ano.
  • Brasil
    • Limite anual de voo: 800 a 960 (aviões convencionais) horas;
    • Limite mensal de voo: 80 a 100 horas;
    • Descanso mínimo diário: 12 a 24 horas.
  • Estados Unidos
    • Limite anual de voo: Até 1.000 horas (ou 1.400 horas para voos charter, ou seja, sob demanda);
    • Limite mensal de voo: 100 horas;
    • Descanso mínimo diário: 10 horas.
  • União Europeia
    • Limite anual de voo: 900 horas;
    • Limite mensal de voo: 100 horas
    • Descanso mínimo diário: 10 a 12 horas.

Na teoria, a Argentina não pratica uma “precarização” do trabalho, mas uma flexibilização das regras ao estabelecer mínimos mais baixos –como nas férias, que variavam de 30 a 45 dias, e ficam com mínimo de 15 dias na nova legislação.

Na prática, no entanto, tais mudanças abrem espaço para as companhias aéreas estabelecerem prazos mais apertados e com menos descanso para os pilotos. “É o preço da liberdade”.

Segundo mensagem publicada no perfil da associação no X, a assembleia teve ampla participação de filiados. Os pilotos ratificaram o estado de assembleia permanente e concederam à comissão diretiva autoridade para implementar “todas as medidas de ação gremial que considere pertinentes”.

Reivindicações da APLA

A APLA manifestou preocupação com os efeitos da nova normativa sobre a segurança operacional do sistema aeronáutico argentino. “Seguiremos com nossa luta, com a responsabilidade e a consciência que a segurança operacional exige — um princípio fundamental da nossa atividade”, escreveu na mensagem.

Em comunicado divulgado após a assembleia, a APLA declarou que “o decreto […] foi imposto sem análise de risco sistêmico nem consulta aos atores do setor”. O texto também acrescentou: “Não apenas precariza nossas condições laborais: compromete diretamente a segurança dos voos”.

Os pilotos representados pela APLA são os profissionais diretamente afetados pela medida governamental. O sindicato alerta que as mudanças introduzidas pelo decreto têm impacto direto sobre a capacidade de recuperação das tripulantes, o que pode resultar em situações críticas durante o voo.

Diante da mobilização dos trabalhadores, segundo o La Nación, o governo publicou a resolução 402/2025, que suspende por 90 dias a implementação do decreto 378/2025.

Essa medida, no entanto, foi rejeitada pela APLA, que exige a revogação definitiva da norma. O sindicato considera que a suspensão total do decreto, em vez da revisão apenas do artigo mais questionado, confirma a falta de solidez técnica da medida.

A Comissão Diretiva da APLA direcionou suas críticas ao subsecretário de Transporte Aéreo, Hernán Gómez, apontando-o como o principal responsável por impulsionar uma medida “improvisada, tecnicamente inconsistente e completamente desconectada do funcionamento real do sistema aerocomercial”.

Enquanto a data da greve não é anunciada, o sindicato mantém estado de assembleia permanente, permitindo ativar ações sindicais imediatas caso não haja avanços na revogação da normativa questionada.

Fonte: Poder 360

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Aeroportos, Investimento

Estado assina concessão do Aeroporto de Jaguaruna

Primeira PPP de Santa Catarina prevê investimento de mais de R$ 70 milhões pelos próximos 30 anos

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou nesta terça (3) o contrato de concessão do Aeroporto de Jaguaruna, primeira parceria público-privada (PPP) do governo do estado. O Consórcio Regional Sul Airport, vencedor do leilão realizado na B3, administrará o aeroporto pelos próximos 30 anos. A nova gestora atuará na exploração, manutenção e expansão do local.

Considerando a participação pública e privada, o investimento estimado no projeto ao longo deste período pode superar R$ 70 milhões. Esses valores compreendem um aporte inicial, contraprestação anual e o eventual alargamento da pista.

“Estou aqui para definitivamente entregar o aeroporto para iniciativa privada, assinamos o contrato desta que é a primeira PPP feita na história de Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

Melhorias previstas

O consórcio vencedor ficará responsável por melhorias operacionais e de infraestrutura. Serão realizadas obras para ampliação e reforma do terminal de passageiros, além de se preparar para um aumento de capacidade para lidar com um número maior de usuários e bagagens no aeroporto.

O consórcio deverá investir R$ 38 milhões durante o período do contrato, sem considerar os custos operacionais — o valor pode ser ainda maior, conforme os planos de exploração comercial do próprio consórcio.

Como se trata de uma modalidade de PPP patrocinada, caberá ao Estado fazer aportes limitados ao valor total de R$ 2.020.000,00, que serão liberados à medida que os investimentos forem realizados, além de contraprestação limitada ao valor de R$ 158 mil ao ano.

Aeroporto de Jaguaruna

O Aeroporto de Jaguaruna movimenta atualmente cerca de 11 mil passageiros por mês, chegando a 135 mil em 2024. O pico das operações ocorreu em 2017 quando foram registrados 143 mil passageiros. Com a concessão, estima-se que o aeroporto movimentará, em média, 188 mil passageiros por ano. Atualmente tem operações diárias da Latam, que já anunciou o aumento na oferta de assentos em 71% até o final de 2025.

Fonte: FIESC

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Aeroportos, Negócios

Aeroporto do Galeão irá novamente a leilão após acordo de concessionária com TCU; entenda

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira, 4, o acordo firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Anac com a RIOgaleão, concessionária que administra deste 2013 o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. O processo prevê a venda assistida da concessionária por meio de um procedimento competitivo simplificado.

O valor mínimo do leilão, que deve ser pago à vista, é de R$ 932 milhões. Além disso, a empresa que adquirir o direito de exploração do aeroporto deverá pagar à União uma contribuição variável anual equivalente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039.

A disputa será aberta a concorrentes, mas, pelo acordo, o acionista privado da concessionária (que detém 51% da RIOgaleão) terá que apresentar pelo menos uma proposta pelo valor mínimo para participar do leilão. Na prática, a Infraero, que hoje tem participação de 49% na concessão, se retira da administração do Galeão após o processo de venda, o que deve ocorrer até o final de março de 2026.

Para permitir condições isonômicas entre todos os concorrentes que participarão do procedimento competitivo, o acordo aprovado pelo TCU previu um mecanismo de compensação financeira das restrições impostas à movimentação aérea no Aeroporto Santos Dumont. Desde o início de 2024, a capacidade do Aeroporto Santos Dumont está limitada a 6,5 milhões de passageiros/ano. Caso a restrição seja mantida, caberá à nova concessionária do Galeão compensar financeiramente a União pelo benefício econômico positivo que a limitação ao Santos Dumont lhe proporcionou.

Segundo o acordo aprovado hoje, o cálculo a ser realizado pela Anac levará em consideração a seguinte evolução no tráfego do Aeroporto Santos Dumont: 2025, 8 milhões de pax; 2026, 9 milhões de pax; 2027, 10 milhões de pax; e, a partir de 2028, capacidade operacional livre. Caso o termo aditivo seja concluído ainda em 2025, o cálculo da compensação será proporcional ao restante do ano.

Desde que o Governo Federal adotou restrições à movimentação de passageiros no Aeroporto Santos Dumont, o número de usuários caiu pela metade enquanto o Galeão apresentou um aumento de 83% em 2024 sobre o ano anterior.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o acordo viabiliza a manutenção das melhorias previstas na concessão do Galeão e dá segurança jurídica aos investidores, que poderão projetar crescimento de movimentação e receita esperada. Além disso, garante a sustentabilidade econômica dos dois aeroportos do Rio de Janeiro. “Essa decisão do TCU, por unanimidade, fortalece a aviação do Brasil. Foi uma construção coletiva, depois de muito diálogo entre a ANAC, Tribunal de Contas da União, Ministério de Portos e Aeroportos e concessionária. Fizemos uma construção coletiva, de maneira que teremos agora a consolidação dessa concessão do Galeão. Isso vai dar segurança jurídica, previsibilidade e vai fazer com que a aviação internacional do Rio se fortaleça ainda mais. Do Rio e do Brasil”, avaliou Costa Filho, que encontra-se em viagem com o presidente Lula pela França.

Fonte: Istoé Dinheiro

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