Exportação

Exportação de carne bovina para a China: Brasil já utilizou quase 80% da cota de 2026

O Brasil já utilizou 78,86% da cota de exportação de carne bovina para a China em 2026, de acordo com dados divulgados pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom). O percentual corresponde a 872,2 mil toneladas de carne bovina in natura desembaraçadas no mercado chinês até junho.

Somente no mês de junho, a China internalizou 148,7 mil toneladas do produto brasileiro. Diante desse ritmo, exportadores e analistas consideram que a cota está praticamente esgotada.

Limite da cota pode ser atingido nas próximas semanas

A cota de importação concedida ao Brasil é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%. Após esse volume, os embarques passam a estar sujeitos a uma sobretaxa de 55%, além da possibilidade de devolução das cargas ou atraso na liberação alfandegária.

A expectativa do setor é de que a China confirme ainda nesta semana o alcance de 80% da cota, enquanto o esgotamento total deverá ocorrer ao longo de agosto.

Diferença entre embarques e cargas desembaraçadas gera impacto

Os números chineses diferem dos registros brasileiros devido ao tempo de transporte das mercadorias. Enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) contabiliza 774,1 mil toneladas exportadas neste ano, a China considera também cargas embarcadas nos últimos meses de 2025 e liberadas apenas em 2026.

Segundo estimativas do setor, cerca de 227,7 mil toneladas ainda estão em trânsito rumo ao mercado chinês. Com isso, restaria um saldo disponível de aproximadamente 5,9 mil toneladas dentro da cota atual.

Frigoríficos reduzem produção para evitar excedente

Diante da proximidade do limite, frigoríficos habilitados a exportar para a China já começaram a ajustar suas operações.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Redução do ritmo de abates;
  • Concessão de férias coletivas;
  • Suspensão da produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês;
  • Em alguns casos, redução do quadro de funcionários.

Os embarques previstos para julho também devem ser menores, já que existe o risco de as cargas chegarem ao destino após o preenchimento da cota e ficarem sujeitas às tarifas adicionais.

Setor projeta retomada das exportações no fim do ano

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que as vendas brasileiras de carne bovina para a China devem ficar próximas de 900 mil toneladas em 2026.

A expectativa é que a produção destinada ao mercado chinês seja retomada em outubro, com novos embarques a partir de novembro, visando atender a cota de importação de 2027.

Mercado acompanha ritmo da liberação alfandegária chinesa

Especialistas também observam uma diferença entre o volume exportado pelo Brasil e o ritmo de desembaraço das cargas na China.

Segundo analistas do setor, o percentual de utilização da cota já deveria ser superior, considerando o volume embarcado. Entre as hipóteses levantadas estão atrasos na logística internacional ou um processamento mais lento por parte da alfândega chinesa.

Outros fornecedores ainda têm espaço em suas cotas

Enquanto o Brasil se aproxima do limite permitido, outros países ainda utilizam apenas parte das cotas concedidas pela China.

No primeiro semestre de 2026:

  • Estados Unidos: exportaram apenas 876 toneladas, o equivalente a 0,53% da cota disponível;
  • Nova Zelândia: embarcou 59,5 mil toneladas, cerca de 29% do limite autorizado;
  • Uruguai: exportou 82,3 mil toneladas, correspondendo a 25,4% da cota;
  • Argentina: registrou 239,5 mil toneladas, aproximadamente 47% do volume permitido.

Já a Austrália ultrapassou sua cota de importação, com 588 toneladas desembaraçadas acima do limite estabelecido.

Mercado espera redistribuição da demanda chinesa

A consultoria Safras & Mercado avalia que, após o esgotamento da cota brasileira, parte da demanda chinesa poderá migrar para fornecedores como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, que ainda possuem margem para ampliar as exportações.

Segundo a análise, também cresce a atenção sobre o aumento das compras por mercados como Hong Kong, Uruguai e Argentina, movimento que pode indicar operações de redistribuição comercial para abastecer, de forma indireta, o mercado chinês.

Entre janeiro e junho, a China importou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura de diversos países, volume equivalente a 56,9% da cota global de 2,6 milhões de toneladas destinada aos fornecedores internacionais em 2026.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Belli

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Exportação

Exportações de carne bovina para a China podem cair R$ 4,5 bilhões com limite de importação

A indústria brasileira de carne bovina projeta uma forte retração nas exportações para a China em 2026 após a adoção de um novo limite de importações pelo governo chinês. A estimativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) é que os embarques somem cerca de 900 mil toneladas, volume significativamente inferior ao recorde de 1,648 milhão de toneladas registrado em 2025.

Segundo a entidade, a redução poderá provocar uma perda de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em receitas para os frigoríficos brasileiros, levando empresas a reduzir produção e cortar custos.

Cota chinesa limita embarques de carne brasileira

A queda nas exportações está relacionada à nova medida de salvaguarda adotada pela China, que estabeleceu um teto de 1,1 milhão de toneladas para as importações de carne bovina brasileira em 2026.

Entretanto, cargas embarcadas em 2025 e desembaraçadas nos portos chineses neste ano também passaram a ser contabilizadas dentro dessa cota. Até junho, cerca de 794,6 mil toneladas já haviam chegado ao país asiático, reduzindo significativamente o espaço disponível para novos embarques.

Com isso, a Abiec calcula que o Brasil deixará de exportar cerca de 748 mil toneladas ao mercado chinês neste ano.

Frigoríficos suspendem embarques e ajustam produção

Diante do esgotamento da cota, diversos frigoríficos brasileiros interromperam, desde julho, a produção de determinados cortes destinados à China e suspenderam novos embarques para o país.

Embora o governo chinês ainda não tenha divulgado oficialmente os números da cota utilizada, o setor trabalha com a expectativa de retomar a produção voltada ao mercado chinês no último trimestre de 2026.

Como o transporte marítimo leva aproximadamente 40 dias, os embarques realizados a partir de novembro deverão chegar à China apenas em 2027, sendo contabilizados na cota do próximo ano e evitando tarifas adicionais.

Receita pode encolher mesmo com novos mercados

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, reconhece que o setor busca ampliar as vendas para outros destinos, mas admite que esses mercados dificilmente compensarão a perda do principal comprador da carne bovina brasileira.

A associação projeta que as exportações totais de carne bovina encerrem 2026 com queda de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior, quando o Brasil embarcou cerca de 3,5 milhões de toneladas.

Setor enfrenta demissões e redução das operações

Os impactos já começam a ser sentidos pelos frigoríficos. Segundo a Abiec, empresas responsáveis por cerca de 98% das exportações brasileiras de carne bovina adotaram medidas para reduzir custos.

Entre as ações estão:

  • redução do ritmo de abate;
  • suspensão temporária de trabalhadores;
  • demissões;
  • diminuição da jornada de trabalho;
  • paralisação de linhas de produção voltadas ao mercado chinês.

A entidade afirma que parte das empresas opera atualmente com margens negativas e que esse cenário pode acelerar o processo de consolidação da indústria, favorecendo aquisições de frigoríficos menores por grupos de maior porte.

Mercado europeu também preocupa exportadores

Além das restrições impostas pela China, o setor acompanha com preocupação a possibilidade de interrupção das exportações de carne bovina para a União Europeia a partir de setembro.

Segundo a Abiec, o Brasil ainda precisa apresentar documentação técnica que comprove que os animais destinados ao bloco europeu são criados sem o uso de antimicrobianos, exigência das autoridades sanitárias europeias.

A eventual suspensão representaria uma nova perda para os exportadores, já que o mercado europeu compra cortes de maior valor agregado e contribui para fortalecer a reputação internacional da carne brasileira.

Oferta menor pode elevar preços no Brasil

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina, alta de 15,5% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita alcançou US$ 9,8 bilhões, avanço de 36,2%, enquanto o preço médio da tonelada subiu quase 18%, chegando a US$ 5.700.

Apesar da expectativa de uma redução inicial nos preços internos devido ao menor ritmo das exportações, a Abiec avalia que a diminuição da produção poderá limitar a oferta de carne no mercado doméstico nos próximos meses.

Com menos animais destinados ao abate e custos de produção ainda elevados, a tendência é que os preços ao consumidor voltem a subir no médio prazo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globo Rural

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Exportação

Exportação de carne bovina para a Venezuela volta ao radar dos frigoríficos brasileiros

A retomada das exportações de carne bovina para a Venezuela está novamente no centro das estratégias da indústria brasileira. Uma missão multissetorial organizada pelo Ministério das Relações Exteriores desembarcou em Caracas nesta semana para discutir oportunidades comerciais e fortalecer o diálogo com autoridades e importadores venezuelanos.

O objetivo é recuperar um mercado que já esteve entre os mais importantes destinos da carne bovina brasileira no exterior, mas que sofreu forte retração na última década em razão da crise econômica enfrentada pelo país vizinho.

Brasil busca reabrir espaço em mercado estratégico

As vendas de carne bovina do Brasil para a Venezuela praticamente desapareceram a partir de 2015, período marcado pela queda dos preços internacionais do petróleo e pelo agravamento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao governo venezuelano.

Antes desse cenário, a Venezuela ocupava posição de destaque entre os compradores da proteína brasileira. Em 2014, os embarques alcançaram cerca de 160 mil toneladas, gerando receitas de aproximadamente US$ 852 milhões para o setor.

Agora, representantes da cadeia produtiva avaliam que os sinais de recuperação econômica observados no país podem abrir caminho para uma retomada gradual da demanda nos próximos anos.

Missão comercial reúne empresas dos dois países

A agenda da delegação brasileira inclui encontros com empresários, importadores e autoridades locais. As reuniões são voltadas à identificação de oportunidades de negócios, ampliação de investimentos e fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Venezuela.

A expectativa é que a aproximação institucional facilite novas negociações e contribua para a reativação do fluxo comercial de produtos agropecuários.

Consumo de carne ainda é desafio para o mercado

Apesar do interesse do setor, a recuperação do mercado venezuelano ainda enfrenta obstáculos relevantes. Entre eles estão a fragilidade econômica do país e os baixos níveis de consumo de carne bovina pela população.

Antes da crise, o consumo médio anual era de cerca de 21 quilos por habitante. Com o agravamento das dificuldades econômicas, esse volume caiu drasticamente, chegando a apenas três quilos per capita em 2019.

Nos últimos anos houve melhora gradual, mas o consumo ainda permanece em torno de nove quilos por pessoa ao ano, patamar distante da média brasileira, que gira em torno de 35 quilos anuais.

Setor vê potencial de crescimento no longo prazo

Mesmo diante dos desafios, representantes da indústria enxergam espaço para expansão futura. A avaliação é que a proximidade geográfica e o histórico comercial entre os dois países podem favorecer uma retomada consistente das exportações.

Segundo Julio Ramos, diretor de Assuntos Estratégicos da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o mercado venezuelano continua sendo estratégico para o Brasil.

Para ele, muitas oportunidades relevantes podem ser encontradas dentro da própria América do Sul, sem a necessidade de focar exclusivamente em mercados mais distantes.

Frigoríficos já possuem habilitação para exportar

Atualmente, quase 80 frigoríficos brasileiros estão habilitados para exportar carne bovina para a Venezuela, o que facilita uma eventual retomada dos embarques em maior escala.

Dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Ministério da Agricultura, mostram que entre 2016 e 2026 a Venezuela importou cerca de 25,3 mil toneladas de carne bovina brasileira, volume significativamente inferior ao registrado antes da crise.

A expectativa do setor é que o fortalecimento das relações comerciais e a recuperação gradual da economia venezuelana possam impulsionar novos negócios nos próximos anos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação de carne brasileira para a União Europeia cresce 132% e setor reage a restrições

As exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia registraram forte expansão em 2025, mesmo diante da decisão do bloco europeu de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal. A medida, publicada nesta terça-feira (12), passa a valer a partir de setembro e gera preocupação entre representantes do setor de proteína animal.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, apontam que os embarques ao mercado europeu alcançaram 128,9 mil toneladas neste ano, com faturamento de US$ 1,06 bilhão.

União Europeia ampliou compras de carne bovina brasileira

O volume exportado para o bloco europeu teve crescimento de 132,8% em comparação com 2024, colocando a União Europeia entre os mercados que mais ampliaram as compras da carne brasileira no período.

Apesar de ocupar a quarta posição entre os principais destinos da proteína bovina nacional — atrás de China, Estados Unidos e Chile —, o mercado europeu se destacou pelo alto valor agregado das negociações. A receita obtida com as exportações superou inclusive mercados com maior volume embarcado, como Rússia e México.

No cenário geral, o Brasil encerrou 2025 com exportações recordes de carne bovina, totalizando 3,50 milhões de toneladas e movimentando US$ 18,03 bilhões. Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países ao longo do ano.

Restrição europeia envolve novas exigências sanitárias

Segundo a ABIEC, a decisão da União Europeia está ligada à adoção de novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. As exigências entram em vigor em setembro de 2026.

A entidade informou que o bloqueio das exportações só deverá ocorrer caso o Brasil não apresente, dentro do prazo estabelecido, as adequações técnicas e garantias solicitadas pelas autoridades europeias.

Governo brasileiro e setor privado iniciam negociações

Fontes ligadas ao setor afirmam que o Ministério da Agricultura e Pecuária criou um comitê de crise em conjunto com representantes da União Europeia para discutir a restrição e buscar alternativas antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também informou que o governo brasileiro, com apoio técnico das empresas do setor, deverá encaminhar esclarecimentos às autoridades europeias sobre os protocolos relacionados aos antimicrobianos.

Já a Abrafrigo afirmou que não irá comentar o tema neste momento, destacando que a medida ainda depende de negociações e só passa a valer oficialmente em setembro.

Restrição atinge carnes, ovos, peixes e animais vivos

O documento europeu prevê a suspensão das exportações brasileiras de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos como carne bovina, aves, peixes, ovos e mel. Cavalos destinados ao mercado europeu também estão incluídos nas restrições.

A decisão aumenta a preocupação do setor exportador brasileiro, principalmente devido à relevância do mercado europeu para as vendas externas de proteína animal e ao impacto potencial sobre a cadeia produtiva nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Jana Rodenbusch

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Exportação

Exportação de carne bovina para China já atinge metade da cota de salvaguarda

O governo da China informou neste domingo (10) que as importações de carne bovina brasileira já alcançaram 50% da cota prevista no mecanismo de salvaguarda adotado pelo país asiático. Segundo comunicado oficial, o limite parcial foi atingido no sábado (9).

A medida faz parte das regras estabelecidas pelo Ministério do Comércio chinês para controlar o volume de entrada da proteína no mercado local.

Tarifa pode chegar a 55% sobre carne brasileira

De acordo com o chamado Anúncio nº 87 de 2025, quando as importações atingirem 100% da cota definida, passará a valer uma tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina exportada pelo Brasil.

A cobrança deverá entrar em vigor três dias após o esgotamento total da cota.

Setor já esperava avanço rápido da cota

A ABIEC afirmou que ainda não recebeu uma comunicação oficial sobre o avanço do uso da cota, mas destacou que o cenário já era previsto pelo mercado.

Segundo estimativas da entidade, a China já teria recebido mais de 60% do volume total previsto para este ano.

China segue como principal destino da carne bovina brasileira

Dados do MDIC mostram que, entre janeiro e abril, a China respondeu por 43,5% de toda a exportação brasileira de carne bovina.

O país asiático permanece como o principal comprador da proteína produzida no Brasil.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume embarcado para o mercado chinês registrou crescimento de 28,8%.

Diferença nos números envolve tempo de trânsito da carga

Segundo a ABIEC, há divergência entre os dados contabilizados pelas autoridades chinesas e os registros brasileiros por causa do chamado “transit time”.

O termo se refere ao período médio de aproximadamente 45 dias necessário para que a carne embarcada no Brasil chegue efetivamente ao território chinês.

Mercado prevê desaceleração nas exportações

Para o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o comunicado reforça a expectativa de que a cota seja totalmente utilizada até meados de junho.

Caso isso aconteça, o Brasil poderá enfrentar uma redução significativa nos embarques para a China entre o fim de junho e outubro.

Segundo Iglesias, a tendência é de um período de cerca de três meses com exportações mais moderadas, até que o mercado chinês volte a ampliar as compras visando a composição da cota prevista para 2027.

O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil não se manifestou sobre o assunto até o fechamento da reportagem.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Exportação

Abiec alerta para risco nas exportações de carne com impasse sobre cotas no Mercosul

A disputa entre os países do Mercosul sobre a divisão das cotas de exportação de carne bovina para a União Europeia tem gerado preocupação no setor frigorífico brasileiro. A avaliação da ABIEC é de que a falta de consenso pode provocar perdas financeiras, reduzir a competitividade das exportações e comprometer o equilíbrio comercial do bloco.

Setor critica proposta do Paraguai para divisão igualitária

Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, existe há cerca de duas décadas um entendimento firmado entre representantes privados dos países do Mercosul para definir a participação de cada integrante nas cotas de exportação.

O modelo atual considera fatores como capacidade produtiva e volume exportado por cada país. No entanto, o Paraguai passou a defender uma nova divisão com participação igual de 25% para cada membro do bloco — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Para a entidade brasileira, a proposta não acompanha a realidade do mercado internacional. De acordo com Perosa, o market share paraguaio representa atualmente cerca de 2,5% das exportações do setor, índice muito inferior ao percentual reivindicado nas cotas destinadas ao mercado europeu.

Exportadores temem perdas e desorganização no comércio

A Abiec avalia que uma eventual redistribuição das cotas nos moldes sugeridos pelo Paraguai pode afetar diretamente os exportadores brasileiros de carne bovina e desestruturar o sistema historicamente utilizado pelo bloco.

Na tentativa de buscar consenso, o Foro Mercosul da Carne deve realizar nas próximas semanas uma reunião virtual com representantes do setor agropecuário e da indústria frigorífica. O encontro contará com a participação de entidades como a Abiec e a CNA.

Acordo Mercosul-União Europeia amplia relevância da discussão

As negociações acontecem em um momento estratégico para o setor, especialmente após os avanços do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Perosa destacou que o tratado prevê mecanismos de salvaguarda para limitar aumentos excessivos nos volumes exportados ou nos preços. Caso o crescimento ultrapasse 5%, poderão ser acionadas medidas de proteção comercial junto ao mercado europeu.

Ainda assim, a expectativa da indústria é de ganho de competitividade para a carne brasileira na Europa.

Redução de tarifas favorece carne bovina brasileira

Antes da entrada em vigor do acordo provisório, o Brasil já exportava volumes expressivos para a União Europeia, mas enfrentava tarifas elevadas.

Dentro da chamada Cota Hilton, destinada aos cortes nobres, a taxação chegava a cerca de 27,8%, com embarques anuais próximos de 8 mil toneladas. Já as demais exportações, que somam aproximadamente 100 mil toneladas por ano, acumulavam tarifas de até 147%, considerando diferentes cobranças aplicadas ao longo da operação.

Com o novo acordo, a tarifa da Cota Hilton foi zerada em maio. Nas demais categorias, a alíquota deve cair para 7,5%.

Segundo a Abiec, a medida representa uma oportunidade histórica para ampliar a presença da carne bovina brasileira no mercado europeu.

Controle das cotas preocupa setor frigorífico

Apesar do cenário favorável, o setor teme perder autonomia sobre o gerenciamento das cotas caso o controle fique concentrado nas mãos dos importadores europeus.

A proposta defendida pelos países do Mercosul é manter o gerenciamento interno por meio de um sistema de certificação conhecido como FIFO (First In, First Out), modelo que acompanha os embarques por ordem de entrada.

Na avaliação da entidade, sem um acordo sobre os percentuais destinados a cada país, pode haver desorganização logística e redução da competitividade regional.

Brasil e Argentina avançam em certificação

Brasil e Argentina já discutem uma certificação própria junto ao MDIC para atender às exigências da União Europeia tanto na exportação de carne bovina quanto de frango.

O Uruguai ainda avalia qual posição adotará nas negociações.

Perosa afirmou que a Abiec pretende ampliar o diálogo com o setor privado e os governos envolvidos para buscar uma solução que preserve os interesses do Mercosul.

Setor estima perdas de até US$ 700 por tonelada

A associação calcula que, caso prevaleça apenas a lógica de “quem embarca primeiro”, os exportadores poderão perder entre US$ 600 e US$ 700 por tonelada exportada.

Além do impacto financeiro, o setor avalia que o Mercosul perderia poder de negociação internacional, favorecendo principalmente os importadores europeus.

Governo aposta em consenso entre países do bloco

A Abiec já iniciou conversas com o Ministério da Agricultura para tentar destravar as negociações. O secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, afirmou confiar no entendimento entre os países do bloco.

Segundo ele, neste primeiro ano não haverá uma divisão formal das cotas entre os integrantes do Mercosul. O acesso ao volume disponível ocorrerá inicialmente pelo sistema de ordem de chegada.

Rua destacou, no entanto, que os governos já discutem a possibilidade de definir cotas específicas por país a partir do próximo ano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Exportação

Exportação de carne bovina para China pode cair e pressionar mercado do boi gordo

A possibilidade de esgotamento da cota de exportação de carne bovina brasileira para a China entre o fim de maio e meados de junho acendeu o alerta no setor pecuário. A projeção é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que avalia impactos diretos sobre os embarques e o mercado do boi gordo no Brasil.

Segundo o presidente da entidade, Roberto Perosa, caso o volume excedente não encontre novos destinos comerciais, as exportações brasileiras de carne bovina podem registrar retração de até 10% em 2026.

Redução nas exportações pode afetar preço da arroba

Com menor demanda internacional, a tendência é de desaceleração no ritmo de abates e pressão sobre o preço da arroba do boi gordo nos próximos meses. O setor teme que a redução das vendas externas gere excesso de oferta no mercado interno, impactando diretamente produtores e frigoríficos.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, e qualquer limitação nas compras do país asiático provoca reflexos relevantes em toda a cadeia pecuária.

Para minimizar os impactos, a indústria aposta no fortalecimento do consumo interno no segundo semestre. No entanto, representantes do setor afirmam que o avanço do consumo das famílias tem sido limitado pelo crescimento das apostas online no Brasil.

De acordo com a Abiec, uma pesquisa da Nielsen apresentada ao vice-presidente Geraldo Alckmin aponta queda de 10% no consumo de alimentos entre famílias de menor renda. O levantamento relaciona a redução ao aumento dos gastos com plataformas de apostas.

Embora o consumo de carne bovina ainda mantenha crescimento, o setor acredita que o desempenho poderia ser mais expressivo sem esse cenário. Por isso, entidades ligadas à indústria da carne e ao atacado defendem medidas de restrição às apostas ilegais e maior controle sobre publicidade digital.

EUA, Japão e Coreia do Sul surgem como alternativas

Além do mercado interno, os Estados Unidos aparecem como possível alternativa para ampliar as exportações brasileiras. Porém, a cota atual destinada ao Brasil já foi preenchida, e os embarques fora desse limite enfrentam tarifas que reduzem a competitividade.

A abertura de novos mercados também ganhou prioridade nas negociações internacionais. Países como Japão, Coreia do Sul e Turquia são considerados estratégicos para compensar uma eventual redução das compras chinesas.

Entre eles, o Japão aparece em estágio mais avançado de negociação. Recentemente, técnicos japoneses estiveram na região Sul do Brasil para avaliar o sistema sanitário brasileiro em possível processo de abertura comercial.

Oriente Médio preocupa setor exportador

Outro ponto de atenção para a indústria é o cenário no Oriente Médio, responsável por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina.

Segundo a Abiec, os embarques para a região recuaram 20% em março e 10% em abril. Além da redução no volume exportado, empresas enfrentam aumento nos custos logísticos e dificuldades operacionais provocadas pelos conflitos na região. Apesar disso, a expectativa do setor é de gradual normalização do fluxo comercial nos próximos meses.

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor recentemente, a avaliação inicial da Abiec é de impacto limitado no curto prazo. Isso porque ainda será necessário definir a divisão das cotas de exportação entre os países do bloco econômico.

Fonte: Canal Rural

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Paulo Whitaker/Reuters

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Comércio Exterior

China suspende importação de carne bovina de frigorífico brasileiro em MT

A Administração Geral de Aduanas da China determinou a suspensão das importações de carne bovina provenientes de uma unidade frigorífica localizada em Mato Grosso após detectar irregularidades sanitárias em um lote exportado.

De acordo com informações enviadas por adidos agrícolas em Pequim ao Ministério da Agricultura e Pecuária, foram encontrados resíduos de acetato de medroxiprogesterona em carne bovina congelada desossada. A substância, embora utilizada como medicamento veterinário, não é autorizada pela legislação chinesa para animais destinados ao consumo humano.

Unidade afetada fica em Várzea Grande

O embarque irregular está vinculado ao estabelecimento registrado sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) 1206, situado em Várzea Grande. A planta pertence à empresa Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados, que atua no mercado com a marca SulBeef.

Após a detecção, a carga foi rejeitada pelas autoridades chinesas, que também suspenderam temporariamente novas habilitações de exportação da unidade. A medida passou a valer para embarques realizados a partir de 13 de abril.

Medida é preventiva e temporária

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou que acompanha o caso em conjunto com o governo federal. A entidade destacou que o Brasil possui um sistema de controle sanitário rigoroso, com monitoramento contínuo ao longo da cadeia produtiva e atuação permanente do SIF.

Segundo a associação, a carga envolvida foi descartada conforme exigência das autoridades chinesas. A suspensão, de caráter preventivo, busca garantir a rastreabilidade da matéria-prima e permitir a adoção de medidas corretivas necessárias.

As negociações técnicas entre Brasil e China seguem em andamento, com foco na retomada do fluxo normal de exportações. As demais plantas habilitadas continuam operando sem restrições.

China lidera destino das exportações brasileiras

A China permanece como principal mercado para a carne bovina brasileira, concentrando a maior fatia das vendas externas. Dados da Abiec indicam que, em março, foram exportadas 105,4 mil toneladas ao país asiático, o equivalente a 38,9% do volume total, gerando receita de US$ 603,1 milhões.

Na sequência aparecem os Estados Unidos, além de mercados como Chile, União Europeia e México.

No acumulado do ano, o mercado chinês já absorveu mais de 335 mil toneladas, representando acima de 40% das exportações nacionais.

Restrições comerciais pressionam o mercado

O cenário atual também é influenciado por medidas comerciais adotadas pela China. Desde o início do ano, o país estabeleceu uma cota anual de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas para importação de carne bovina brasileira.

O volume que exceder esse limite está sujeito a uma tarifa adicional de 55%, o que pode impactar a competitividade do produto brasileiro. Estimativas do mercado indicam que uma parcela significativa dessa cota já foi utilizada, podendo antecipar o esgotamento ainda no primeiro semestre.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Logística

Frete marítimo dispara no Brasil com guerra no Oriente Médio e pressiona exportações

As tarifas de frete marítimo no Brasil registraram forte alta em abril, impulsionadas pelas incertezas em torno do conflito envolvendo o Irã. Dados da consultoria Solve Shipping apontam que os embarques em contêineres com destino ao Mediterrâneo — rota estratégica para o Oriente Médio — ficaram 67% mais caros em relação a março.

Outras rotas relevantes também apresentaram aumentos expressivos. O custo de envio para a costa leste dos Estados Unidos e o norte da Europa subiu 80%, enquanto o frete para o Golfo do México avançou 89% no mesmo período.

Exportações de carne sentem impacto mais intenso

O setor de proteína animal está entre os mais afetados. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o valor do transporte de contêineres refrigerados pela rota do Estreito de Hormuz mais que dobrou desde o início da guerra, passando de US$ 3 mil para cerca de US$ 7 mil.

O Oriente Médio responde por aproximadamente 15% das exportações do segmento, o que amplia a preocupação com os custos logísticos. Ainda assim, os preços atuais seguem cerca de 17% abaixo dos níveis registrados em abril de 2025, quando tensões comerciais globais provocaram uma corrida antecipada por embarques.

Custos sobem com combustível caro e rotas alternativas

Apesar de ainda não terem atingido o pico histórico, os valores do frete internacional já preocupam o setor logístico. Especialistas apontam que o aumento é resultado de uma combinação de fatores, com destaque para a disparada do petróleo, que elevou significativamente o custo do combustível.

Além disso, cerca de 10% da frota global de contêineres tem sido impactada pelas restrições nas rotas do Oriente Médio. Com isso, cargas precisam ser redirecionadas para portos intermediários, reduzindo a capacidade disponível e encarecendo as operações.

Portos alternativos em países como Paquistão, Omã, Singapura e Arábia Saudita também enfrentam congestionamentos, agravando ainda mais a situação.

Rotas mais longas encarecem e atrasam entregas

Uma das alternativas adotadas tem sido o envio de mercadorias até o porto de Jeddah, na Arábia Saudita, seguido de transporte terrestre até o Golfo Pérsico. Embora viável, essa opção é mais lenta e gera custos adicionais para os exportadores.

Além das tarifas tradicionais, empresas de navegação passaram a cobrar taxas extras relacionadas ao risco de guerra, que podem chegar a US$ 3 mil por contêiner padrão e até US$ 4 mil para cargas refrigeradas.

Exportadores de commodities enfrentam maiores desafios

Produtores de commodities agrícolas e carnes estão entre os mais prejudicados, já que lidam com produtos perecíveis que exigem transporte rápido e refrigerado. Exportadores de itens com menor valor agregado, como madeira, também enfrentam dificuldades adicionais diante da escalada dos custos.

Por outro lado, grandes empresas conseguem absorver melhor os impactos devido à maior capacidade logística e margens mais robustas.

Mercado ainda reflete volatilidade pós-pandemia

A diferença em relação aos preços de 2025 evidencia a volatilidade do transporte marítimo global desde a pandemia. No ano passado, o setor enfrentou um cenário mais crítico, com tarifas elevadas devido a tensões comerciais e interrupções em rotas estratégicas, como no Mar Vermelho.

Desde então, houve ampliação da frota de navios, o que ajudou a aumentar a oferta e conter parte da pressão sobre os preços.

Riscos de escassez e novos aumentos

Além da alta nos custos, cresce a preocupação com possíveis gargalos logísticos. Há risco de falta de combustível para navios e escassez de contêineres, especialmente se as restrições no Estreito de Hormuz se prolongarem.

No caso das importações brasileiras, o impacto ainda é moderado. Na rota com a Ásia — principal origem de produtos importados —, o frete subiu 4,65% em abril frente a março.

Especialistas avaliam que a contenção se deve, em parte, à desaceleração da economia interna e à redução de pedidos, diante do receio de paralisações e dos efeitos da guerra. No entanto, com a redução dos estoques e a continuidade do conflito, a expectativa é de novas altas nas tarifas ainda na segunda metade de abril.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Arquivo

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Exportação

Brasil registra recorde histórico nas exportações de carne bovina em outubro de 2025

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram 357 mil toneladas em outubro de 2025, o maior volume mensal desde o início da série histórica em 1997, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O número supera em 1,5% o recorde anterior, registrado em setembro, e representa uma alta de 18,7% em relação a outubro de 2024.

O faturamento também cresceu significativamente, alcançando US$ 1,9 bilhão, valor 39,1% superior ao mesmo mês do ano passado.

Crescimento contínuo e expectativa de novo recorde anual

Entre janeiro e outubro, o Brasil exportou 2,79 milhões de toneladas de carne bovina, somando US$ 14,31 bilhões em receita — aumentos de 16,6% em volume e 35,9% em valor na comparação anual.

Com esse desempenho, o país se mantém próximo ao recorde de 2024, quando exportou 2,89 milhões de toneladas e faturou US$ 12,8 bilhões. Segundo a Abiec, se o ritmo atual continuar, o recorde histórico anual poderá ser superado já em novembro, consolidando o Brasil como líder mundial nas exportações de carne bovina, com embarques realizados para 162 países em 2025.

Carne in natura domina as exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado, com 320,5 mil toneladas embarcadas em outubro e US$ 1,7 bilhão em receitas. O preço médio foi de US$ 5,5 mil por tonelada, representando quase 90% do volume total exportado e 93,5% do faturamento.

Outros produtos, como miúdos, carnes industrializadas, gorduras e carnes salgadas, também contribuíram para o resultado positivo.

Exportações para os Estados Unidos seguem firmes

Mesmo com o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, o Brasil manteve suas exportações para o país. Embora tenha havido redução no ritmo desde agosto, o fluxo não foi interrompido.

Em outubro, os embarques somaram 12,9 mil toneladas, um avanço em relação a setembro (9,9 mil toneladas) e agosto (9,3 mil toneladas). A Abiec destacou que os EUA continuam sendo um mercado estratégico para a carne brasileira, graças à competitividade e regularidade do produto.

De janeiro a outubro, as exportações para os Estados Unidos totalizaram 232 mil toneladas e US$ 1,38 bilhão, altas de 45% em volume e 38% em valor em comparação ao mesmo período de 2024. Os números já superam todo o desempenho do ano passado, quando foram enviadas 229 mil toneladas, gerando US$ 1,35 bilhão.

China segue como principal destino da carne bovina brasileira

A China manteve sua liderança nas compras, com 190,8 mil toneladas importadas em outubro e US$ 1,046 bilhão em negócios — o equivalente a 53% do volume e 55% da receita mensal.

Outros mercados de destaque foram:

  • União Europeia: 17 mil toneladas / US$ 140,4 milhões
  • Estados Unidos: 12,9 mil toneladas / US$ 83,1 milhões
  • Chile: 12,7 mil toneladas / US$ 72,3 milhões
  • Filipinas: 12,4 mil toneladas / US$ 56,3 milhões
  • México: 10,1 mil toneladas / US$ 56,2 milhões
  • Egito: 12,1 mil toneladas / US$ 53,9 milhões
  • Rússia: 11,8 mil toneladas / US$ 48,6 milhões
  • Arábia Saudita: 6,5 mil toneladas / US$ 34,7 milhões
  • Hong Kong: 7,8 mil toneladas / US$ 29,7 milhões

No acumulado do ano, a China segue na liderança absoluta, com 1,34 milhão de toneladas e US$ 7,1 bilhões — o que representa 48,1% do volume e 49,7% da receita total. Na sequência, aparecem Estados Unidos, México, Chile e União Europeia.

Os mercados que mais ampliaram suas compras em 2025 foram México (+213%), União Europeia (+109%), China (+75,5%), Rússia (+50,4%) e Estados Unidos (+45%), o que demonstra a diversificação e fortalecimento das exportações brasileiras, segundo a Abiec.

Setor confirma força e equilíbrio do mercado

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que o desempenho histórico de outubro comprova a força do setor, a abertura de novos mercados e o equilíbrio entre exportações e abastecimento interno.

“O Brasil segue ampliando sua presença internacional com qualidade e regularidade de fornecimento, resultado do trabalho conjunto entre a indústria e o governo. É importante lembrar que apenas 30% da carne produzida no país é exportada, enquanto cerca de 70% abastece o mercado interno, o que demonstra a robustez do consumo doméstico e a capacidade do país de atender à demanda mundial”, destacou.

A Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações de carne bovina do Brasil.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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