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Produção de SAF no Brasil pode alcançar 2,1 bilhões de litros até 2030

A produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) no Brasil poderá atingir 2,1 bilhões de litros por ano até 2030. A projeção ocorre em meio aos esforços para ampliar a oferta do combustível e atender às metas de redução de emissões de gases de efeito estufa previstas para a aviação doméstica.

O governo deve assinar nesta quarta-feira (12) o decreto que regulamenta o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação. A medida estabelecerá as regras para a entrada e expansão do SAF no mercado brasileiro, além de definir metas progressivas para a redução das emissões do setor.

Metas para redução de emissões começam em 2027

De acordo com o programa, a redução das emissões na aviação doméstica deverá começar em 2027. A meta é chegar a uma redução de 10% até 2037.

A implementação da política, porém, ocorre diante de questionamentos sobre a capacidade da indústria brasileira de produzir SAF em volume suficiente para acompanhar a demanda determinada pela legislação.

O combustível sustentável pode ser utilizado pelas companhias aéreas sem alterações nas aeronaves. O SAF é misturado ao querosene de aviação convencional (QAV) e pode ser empregado nos mesmos sistemas de abastecimento.

Petrobras já produziu primeiro lote de SAF

O Brasil já iniciou a produção comercial do combustível. Em junho, a Petrobras concluiu a fabricação e a comercialização do primeiro lote de SAF produzido a partir de óleo de soja.

O produto recebeu certificação de sustentabilidade e apresentou 1% de conteúdo renovável em sua composição. O percentual está de acordo com as exigências iniciais previstas na Lei do Combustível do Futuro.

A expectativa é de que novos projetos e o aumento da produção nacional contribuam para ampliar a disponibilidade do combustível sustentável no país.

Custo do SAF é desafio para o setor aéreo

Além da necessidade de aumentar a oferta, o preço do SAF é apontado como um dos principais obstáculos para a expansão do combustível sustentável.

O querosene de aviação já representa aproximadamente 40% dos custos das empresas aéreas. O SAF, por sua vez, atualmente apresenta um preço significativamente superior ao combustível convencional.

Com a adoção obrigatória do SAF e o crescimento da produção nacional, o setor aéreo espera que o aumento da escala contribua para reduzir a diferença de preços em relação ao QAV.

Governo prepara novas medidas para o setor de energia

Além da regulamentação do programa de combustível sustentável de aviação, o Ministério de Minas e Energia prevê a assinatura de outras medidas nesta quarta-feira.

Entre elas estão regras para a abertura do mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão, incluindo residências e pequenas indústrias, além da regulamentação do marco legal do hidrogênio verde.

Também devem ser estabelecidas normas para CCUS (captura, utilização e armazenamento de carbono), tecnologia voltada à redução e ao gerenciamento das emissões de gases de efeito estufa.

FONTE: CNN Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Shutterstock

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