Economia, Transporte

Subvenção ao diesel: governo deve anunciar decisão dos estados nesta terça (31)

O governo federal deve divulgar nesta terça-feira (31) a posição dos estados sobre a adesão a uma nova proposta de subvenção ao diesel. A medida busca conter os impactos da alta dos combustíveis e depende do aval das unidades federativas para entrar em vigor.

Proposta prevê divisão de custos entre União e estados

Apresentada na última semana durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a proposta estabelece uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel. Pelo modelo sugerido, o custo seria dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 arcados por cada parte.

A iniciativa surge após resistência à proposta anterior, que previa zerar o ICMS sobre a importação do combustível — medida rejeitada pela maioria dos estados.

Estados ainda avaliam adesão à subvenção

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), parte dos estados sinalizou apoio à nova proposta logo após sua apresentação. Outros, no entanto, solicitaram mais tempo para analisar o tema junto aos governadores. A expectativa do Ministério da Fazenda é consolidar essas decisões e anunciar oficialmente o cenário nesta terça-feira.

Caso não haja consenso entre todas as unidades federativas, a equipe econômica avalia seguir com a subvenção apenas nos estados que aceitarem aderir ao programa. Nesse cenário, a União subsidiaria sua parte exclusivamente para os participantes da estratégia.

A medida é considerada uma tentativa de amenizar os efeitos do cenário internacional, especialmente diante das tensões envolvendo o Irã, que influenciam diretamente os preços dos combustíveis.

São Paulo deve aderir à proposta

Entre os estados com maior peso econômico, São Paulo já sinalizou que deve integrar o programa. Segundo interlocutores do governo paulista, a adesão está praticamente definida, restando apenas a formalização por meio de medida provisória do governo federal.

Se confirmada, a expectativa é que uma nova MP seja publicada com os detalhes da subvenção e os critérios para participação dos estados.

Fonte: CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Freepik

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Transporte

Companhias de navegação registram 5% de cancelamentos até 3 de maio

O setor de transporte marítimo de contêineres mantém cancelamentos limitados, mas enfrenta sinais de pressão operacional crescente, segundo a última análise da consultoria Drewry. Entre 28 de março e 3 de maio (semanas 14 a 18), 38 viagens de um total de 706 programadas foram canceladas, correspondendo a uma taxa de 5%, o que indica que 95% dos serviços seguem operando normalmente.

Rotas mais afetadas pelos cancelamentos

O relatório detalha que a maior concentração de cancelamentos ocorre na rota transpacífica Leste, representando 58% dos cortes, seguida pelas rotas Ásia-Europa/Mediterrâneo (26%) e transatlântica Oeste (16%). Entre as empresas, a Gemini Cooperation se destaca como a aliança mais confiável, com taxa de cancelamento de apenas 1% nas principais rotas Leste-Oeste.

Pressões operacionais e ajustes estratégicos

Segundo a Drewry, os cancelamentos refletem ajustes mais profundos nas redes de navegação, motivados pelo aumento dos custos operacionais e pelo contexto geopolítico envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Apesar disso, o impacto ainda é limitado: a capacidade de transporte permanece estável e não há interrupções generalizadas nos serviços essenciais, diferentemente de crises anteriores, como a ocorrida no Mar Vermelho.

Congestionamento portuário e redirecionamento de cargas

A consultoria alerta que o congestionamento portuário está crescendo no Sul da Ásia e em terminais alternativos no Oriente Médio, com portos indianos absorvendo volumes redirecionados. Os atrasos em pontos de transbordo importantes estão aumentando, trazendo mais complexidade ao planejamento operacional.

Tarifas em alta no transporte de contêineres

O cenário já impacta os preços. O Índice Mundial de Contêineres (WCI) da Drewry registrou aumento semanal de 5%, chegando a US$ 2.279 por FEU em 26 de março. As tarifas da rota Ásia-Europa/Mediterrâneo subiram 8%, enquanto as rotas Transpacífica e Transatlântica tiveram alta de 3%.

Perspectivas para proprietários de carga

Embora as condições ainda sejam administráveis, a Drewry alerta que o ambiente está se tornando mais desafiador. Aumento de custos e previsibilidade reduzida nas rotas exigem que os proprietários de carga adotem planejamento rápido e flexível para manter a eficiência operacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Transporte

Hapag-Lloyd registra custos extras de até US$ 50 milhões por semana devido à crise no Irã

A armadora alemã Hapag-Lloyd vem enfrentando um impacto financeiro significativo em razão da crise no Irã. Segundo o diretor-executivo da companhia, os custos adicionais variam entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana, impulsionados principalmente pelo aumento nos gastos com combustível, seguros e armazenamento de contêineres.

Em entrevista à emissora NTV, o CEO Rolf Habben Jansen afirmou que a empresa não pode simplesmente absorver esses custos sem اتخاذ medidas.

Custos devem ser repassados aos clientes

De acordo com o executivo, a tendência é que os custos logísticos extras sejam repassados aos clientes, refletindo diretamente no valor do transporte marítimo global.

A situação reforça o impacto da instabilidade geopolítica nas cadeias de suprimentos e no comércio internacional, especialmente em rotas estratégicas.

Suspensão de rotas no Estreito de Ormuz

No dia 3 de março de 2026, a Hapag-Lloyd decidiu suspender o trânsito de seus navios pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, por questões de segurança.

Na ocasião, a empresa destacou que a decisão não foi opcional, mas sim uma resposta necessária às condições atuais e às restrições regulatórias impostas na região.

Impactos nas operações no Golfo Arábico

Como consequência da medida, serviços com destino a portos do Golfo Arábico passaram a sofrer atrasos, desvios de rota e alterações nos itinerários, afetando a previsibilidade das entregas e elevando os desafios logísticos para clientes e operadores.

A crise evidencia como conflitos regionais podem gerar efeitos imediatos no transporte marítimo, pressionando custos e exigindo ajustes rápidos das empresas do setor.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Transporte de carga gigante impactou trânsito nas BR-470 e BR-101 em Santa Catarina

Motoristas que circularam pelo Vale do Itajaí e Litoral Norte de Santa Catarina nesta quinta-feira (26) enfrentaram lentidão por conta do transporte de carga gigante, que percorreu trechos das rodovias BR-470 e BR-101 ao longo do dia.

Operação causou bloqueios e retenções

O comboio partiu pela manhã de Blumenau, no km 51 da BR-470, com destino ao km 117 da BR-101, em Itajaí, no sentido Sul. Durante o deslocamento, a operação provocou bloqueios temporários e impactou o fluxo de veículos.

A ação contou com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e apoio de uma empresa especializada. Na fase final, a Guarda Municipal auxiliou na condução até o porto.

Dimensões da carga chamaram atenção

A logística envolveu um equipamento de grande porte, com números expressivos:

  • Comprimento: 86 metros
  • Largura: 5,60 metros
  • Peso total: 449 toneladas
  • Estrutura distribuída em 276 pneus

Devido ao tamanho, o comboio se deslocou em baixa velocidade, com média de até 30 km/h. Em alguns pontos, foi necessário utilizar a contramão para viabilizar manobras.

Trânsito nas rodovias foi afetado

O trânsito na BR-470 e BR-101 registrou lentidão e interrupções intermitentes durante a passagem da carga. Motoristas precisaram ter paciência ou buscar rotas alternativas ao longo do dia.

Orientações foram reforçadas

As autoridades orientaram os condutores a manter distância segura do comboio e seguir as instruções dos agentes de trânsito, medida essencial para evitar acidentes.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: PRF

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Transporte

MP e novas regras da ANTT levam caminhoneiros a descartarem paralisação nacional

A publicação da Medida Provisória 1.343/2026 e de duas resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta quarta-feira (25), estabelece novos mecanismos para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. As medidas também ampliam a fiscalização e criam sanções para quem descumprir a legislação.

Novas regras fortalecem o cumprimento do piso do frete

A Resolução 6.077/2026 determina penalidades progressivas para empresas e contratantes que pagarem valores abaixo do mínimo estabelecido. Já a Resolução 6.078/2026 impede a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) quando o frete estiver fora da tabela.

Na prática, sem o CIOT, o transporte é considerado irregular e não pode ser realizado, o que reforça o controle sobre o cumprimento da lei.

Medidas atendem demanda histórica dos caminhoneiros

A iniciativa responde a uma reivindicação antiga da categoria, intensificada após a paralisação nacional de 2018. Recentemente, lideranças do setor chegaram a discutir uma nova greve em reunião realizada em Santos (SP), em março.

Com a adoção das medidas, a mobilização perdeu força, já que parte das demandas foi atendida pelo governo federal.

As resoluções regulamentam a Medida Provisória 1.343/2026, que já está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. O texto tem validade inicial de 60 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Caso não seja votado, perde eficácia na segunda metade de julho.

Como funciona o cálculo do piso mínimo do frete

O valor mínimo do frete varia conforme diferentes critérios, como:

  • Número de eixos do caminhão
  • Tipo e volume da carga
  • Natureza do material (granel sólido ou líquido)
  • Condições de transporte (refrigerado ou aquecido)
  • Forma de acondicionamento (com ou sem contêiner)

Além disso, a legislação prevê reajuste sempre que houver variação igual ou superior a 5% no preço do diesel.

Fiscalização é ampliada em até 2.000%

De acordo com a ANTT, a capacidade de fiscalização foi significativamente ampliada, com aumento de até vinte vezes no número de operações nas rodovias.

A estratégia inclui o monitoramento do fluxo financeiro e das cargas transportadas, o que também contribui para identificar irregularidades como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Governo reforça diálogo com a categoria

Representantes dos caminhoneiros participaram de reunião em Brasília com autoridades federais, incluindo o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

Durante o encontro, foi reforçado o compromisso de manter diálogo contínuo com a categoria e evitar retrocessos na regulamentação do piso mínimo.

Segundo lideranças do setor, o cumprimento das regras é essencial para garantir condições dignas de trabalho. Já o governo destacou a importância dos caminhoneiros para o abastecimento do país, desde combustíveis até alimentos básicos.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Transporte

Entra em vigor nova tabela do frete que eleva piso com base no diesel a R$ 7,35

A Agência Nacional de Transportes Terrestres publicou uma nova atualização da tabela do piso mínimo do frete poucas horas após anunciar um modelo regulatório que muda a forma de fiscalização no transporte rodoviário de cargas. A medida entrou em vigor imediatamente em todo o país e reforça a renda dos transportadores, além de coibir práticas irregulares no setor.

Revisão é acionada por alta no diesel

A atualização foi motivada pelo chamado “gatilho” legal, que determina revisão da tabela sempre que há variação igual ou superior a 5% no preço do diesel. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o combustível atingiu média nacional de R$ 7,35 por litro na semana de 15 a 21 de março.

Com isso, os coeficientes foram reajustados para refletir os custos reais da operação, garantindo maior precisão no cálculo do frete e impacto direto na renda dos caminhoneiros.

Novos valores do frete por tipo de carga

A tabela atualizada contempla diferentes categorias de transporte, considerando fatores como número de eixos, tipo de carga e operação logística.

  • Carga geral: entre R$ 4,0031 e R$ 9,2466 por km
  • Granel sólido: de R$ 4,0338 a R$ 9,2662 por km
  • Carga frigorificada/aquecida: de R$ 4,7442 a R$ 10,9629 por km
  • Carga perigosa (granel líquido): de R$ 4,8611 a R$ 10,2147 por km
  • Carga conteinerizada: de R$ 5,1397 a R$ 9,1859 por km

Também foram atualizados os custos de carga e descarga, além de regras específicas para operações com unidade de tração e atividades de alto desempenho, promovendo maior equilíbrio entre diferentes perfis do setor.

Nova fiscalização impede irregularidades antes do transporte

A atualização da tabela integra um pacote regulatório mais amplo, alinhado à Medida Provisória nº 1.343/2026, que altera a lógica da fiscalização no país.

A principal mudança está no uso obrigatório do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). O sistema passa a atuar como barreira tecnológica:

  • operações com frete abaixo do piso são automaticamente bloqueadas
  • transporte sem CIOT é considerado irregular

Com isso, o controle deixa de ser apenas punitivo e passa a ser preventivo, impedindo que irregularidades ocorram antes mesmo do início da viagem.

Impactos para caminhoneiros e mercado logístico

A medida fortalece a previsibilidade da renda, especialmente para caminhoneiros autônomos, que enfrentam custos elevados e margens reduzidas. Além disso, contribui para:

  • reduzir concorrência desleal
  • aumentar a segurança nas operações logísticas
  • evitar riscos de desabastecimento

Para o mercado, a atualização representa um ambiente mais equilibrado e transparente, beneficiando toda a cadeia de transporte.

Regra segue legislação e reforça novo modelo regulatório

A legislação determina que a tabela do frete seja revisada a cada seis meses ou sempre que houver variação relevante no diesel — cenário que motivou a atualização atual.

Com a medida, a ANTT consolida um novo padrão de atuação, baseado em:

  • atualização alinhada aos custos reais
  • fiscalização digital e integrada
  • bloqueio antecipado de irregularidades
  • aplicação mais efetiva das normas

O resultado esperado é maior eficiência no transporte de cargas e impactos positivos no abastecimento em todo o país.

Fonte: Comunicação da ANTT

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTT

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Meio Ambiente, Transporte

Dia Mundial da Água: hidrovias ganham força como alternativa sustentável no transporte

Celebrado em 22 de março, o Dia Mundial da Água reforça a importância de soluções sustentáveis no uso dos recursos naturais. Nesse contexto, o transporte hidroviário se consolida como uma das principais alternativas para tornar a logística brasileira mais eficiente e menos poluente.

Com uma das maiores redes hidrográficas do planeta e cerca de 12% da água doce superficial global, o Brasil possui condições privilegiadas para expandir o uso de hidrovias no transporte de cargas e passageiros, reduzindo impactos ambientais e ampliando a competitividade econômica.

Hidrovias como solução para reduzir emissões

O setor de transportes está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa. Diante desse cenário, o transporte por rios surge como uma opção estratégica, já que apresenta menor consumo de combustível por tonelada transportada, reduz as emissões de CO₂ e exige menos intervenção territorial em comparação a modais rodoviário e ferroviário.

A aposta no modal hidroviário também está alinhada às demandas globais por uma matriz logística mais limpa e eficiente, contribuindo diretamente para metas ambientais e climáticas.

Potencial logístico e desenvolvimento regional

Além dos benefícios ambientais, o fortalecimento das hidrovias representa um avanço significativo para a economia. A ampliação desse sistema favorece o escoamento da produção, reduz custos logísticos e promove maior integração entre regiões.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, transformar o potencial hídrico do país em vantagem competitiva é uma prioridade estratégica, com foco em desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades.

Investimentos em infraestrutura e modernização

Para viabilizar o crescimento do setor, o governo tem investido na modernização da infraestrutura hidroviária. Entre as principais ações estão:

  • Dragagens realizadas com responsabilidade ambiental
  • Monitoramento contínuo das condições de navegabilidade
  • Planejamento logístico para aumentar a previsibilidade do transporte

Essas iniciativas aumentam a segurança das operações e tornam o sistema mais resiliente diante de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas ou cheias intensas.

Alinhamento com agenda global de sustentabilidade

O avanço das hidrovias no Brasil acompanha movimentos internacionais voltados à descarbonização do transporte. Um dos principais marcos é a Década das Nações Unidas para o Transporte Sustentável (2026–2035), que busca incentivar sistemas mais eficientes, acessíveis e resilientes.

Embora não exista um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) exclusivo para o setor, o transporte está diretamente ligado a metas relacionadas à infraestrutura, crescimento econômico, eficiência energética e combate às mudanças climáticas.

A expansão do transporte hidroviário representa uma oportunidade concreta para o Brasil reduzir emissões, otimizar custos e aproveitar melhor seus recursos naturais. Com planejamento e investimentos contínuos, as hidrovias tendem a assumir um papel cada vez mais relevante na matriz logística nacional.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos

Texto: Redação

Imagem: Divulgação MPOR

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Transporte

Greve dos caminhoneiros: o que se sabe até agora sobre a possível paralisação nacional

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros voltou ao centro das atenções no Brasil nesta semana. Movimentos organizados por entidades da categoria, aliados à insatisfação com o aumento do diesel e outras demandas estruturais, indicam que uma paralisação nacional pode ocorrer — mas ainda há pontos em aberto.

A seguir, o Reconecta News reúne as principais informações atualizadas.

Há uma greve confirmada?

Ainda não há uma confirmação oficial de uma greve nacional unificada, mas há deliberações importantes já tomadas.

Segundo informações do portal Notícias Agrícolas e da Agência Transporte Moderno, lideranças reunidas em Santos (SP) decidiram pela paralisação, respeitando trâmites legais e alinhamento com outras entidades. A declaração foi feita por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

A previsão inicial indica que mobilizações podem começar a partir de quinta-feira (19), embora já existam movimentos independentes previstos desde quarta-feira (18).

Mobilização já ocorre em diferentes regiões

Apesar da ausência de uma data única nacional, há paralisações e articulações em curso pelo país.

Em Santa Catarina, caminhoneiros já se mobilizam em cidades como Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá, com organização regional ligada aos polos portuários. A previsão local também aponta para início da paralisação na quinta-feira (19), a partir das 13h, segundo informações do ND Mais.

De acordo com lideranças regionais, o movimento segue alinhamento com outros portos estratégicos, como Santos, Paranaguá, Rio Grande e Suape.

O que dizem as lideranças do setor

De acordo com vídeo publicado nas redes sociais, Janderson Maçaneiro, presidente da Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária, a paralisação ainda depende de uma decisão mais ampla, em nível nacional.

Ele destaca que:

  • sindicatos como os de Santos e a Abrava já deliberaram pela paralisação;
  • novas reuniões ainda devem ocorrer com outras entidades;
  • caso haja consenso nacional, a tendência é de uma paralisação geral no Brasil.

Na região de Itajaí, sindicatos e associações realizaram reuniões, mas aguardam a posição da Confederação Nacional para definir os próximos passos, especialmente considerando o impacto nos portos.

O diesel é o único problema?

Não. Embora o aumento do diesel seja o principal gatilho, as reivindicações são mais amplas.

Entre os principais pontos levantados pela categoria estão:

  • alta no preço do combustível;
  • falta de repasse dos custos ao frete;
  • descumprimento da tabela mínima de frete;
  • custos com pedágios;
  • dificuldades com seguros;
  • e o que lideranças chamam de “falta de respeito com a categoria”.

Dados do painel ValeCard indicam que o diesel S-10 subiu cerca de 18,86% desde o fim de fevereiro, enquanto o diesel comum ultrapassou 22% de aumento, em meio à instabilidade internacional no mercado de petróleo. (Fonte: Notícias Agrícolas)

Governo tenta evitar paralisação

O governo federal já monitora a situação e prepara medidas para conter a escalada do movimento.

Entre as ações em discussão estão:

  • reforço na fiscalização da tabela mínima de frete;
  • pressão sobre estados para redução do ICMS;
  • fiscalização de distribuidoras e postos;
  • e possíveis medidas para garantir o repasse de reduções de custo ao consumidor.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo e da CNN Brasil, há preocupação com o risco de desabastecimento e impacto econômico, especialmente diante do histórico da greve de 2018.

Adesão ainda é incerta

Apesar da mobilização crescente, a adesão ainda não é total.

Entidades como a Fetrabens afirmam que seguem em diálogo com suas bases e avaliam a participação. Além disso, muitos movimentos ainda são considerados independentes, organizados por sindicatos locais ou grupos da própria categoria. A definição de quais estados irão aderir formalmente depende de assembleias e alinhamentos nacionais.

O que esperar agora?

O cenário segue em evolução e depende de dois fatores principais:

  1. Alinhamento nacional entre entidades e sindicatos
  2. Resposta do governo às reivindicações da categoria

Se houver consenso entre lideranças e ausência de medidas consideradas eficazes, a possibilidade de uma paralisação nacional nos próximos dias é real.

Por outro lado, negociações em andamento ainda podem evitar um movimento de grande escala.

Fontes: Notícias Agrícolas, Agência Transporte Moderno, Folha de S. Paulo, CNN Brasil, ND Mais, Informações regionais: Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Reprodução CNN / Estadão Conteúdo

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Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Transporte

Ferrovias batem recorde no transporte de grãos no Brasil em 2025

O transporte ferroviário de grãos no Brasil atingiu um novo patamar em 2025, refletindo o desempenho histórico da safra recorde do agronegócio. Ao longo do ano, foram movimentadas 555,48 milhões de toneladas úteis pelas ferrovias que cortam o país, um avanço de 2,57% em relação a 2024.

O resultado marca o terceiro ano seguido de recordes na movimentação ferroviária nacional, consolidando o modal como peça-chave no escoamento da produção agrícola.

Avanço nos corredores logísticos

No corredor norte operado pela VLI, o transporte de soja registrou alta próxima de 10% em 2025. O volume chegou a 9 bilhões de TKUs (toneladas por quilômetro útil), superando os 8,2 bilhões contabilizados no ano anterior.

Já a Rumo também apresentou desempenho positivo: a movimentação de produtos agroindustriais cresceu 5,4% no período, acompanhando a expansão da produção no campo.

Desde 2020, a VLI destaca uma evolução expressiva em seu corredor ferroviário que conecta Maranhão e Tocantins e recebe cargas da região do Matopiba. O crescimento acumulado já atinge 67%, impulsionado pelo uso de trens com até 240 vagões.

Agronegócio em alta no PIB

O bom desempenho logístico acompanha a expansão da agropecuária brasileira, que registrou crescimento de 11,7% em 2025, segundo dados do PIB divulgados pelo IBGE.

A produção de grãos mais que dobrou em pouco mais de uma década. Em 2012, o volume era de 162 milhões de toneladas, saltando para 346,1 milhões de toneladas no último ano — um novo recorde histórico.

Diversificação e aumento de capacidade

Além dos grãos, o corredor da VLI também transporta commodities como combustíveis, celulose, milho, farelos e ferro gusa. Entre 2015 e 2024, o volume total transportado cresceu cerca de 150%, passando de 5,8 bilhões para 14,4 bilhões de TKUs.

A Rumo informou que movimentou 84,2 milhões de TKUs em 2025, com destaque para os produtos agroindustriais. A empresa atribui parte do avanço ao aumento da eficiência operacional, com a adoção de trens maiores — agora com até 135 vagões — e melhorias na capacidade de carga por unidade, o que também contribuiu para ganhos em eficiência energética.

Perspectivas para o setor ferroviário

O cenário reforça a importância das ferrovias no escoamento da produção agrícola e no fortalecimento da logística nacional. A tendência é de continuidade no crescimento do transporte de grãos por ferrovia, impulsionado por investimentos em infraestrutura e pelo avanço constante do agronegócio brasileiro.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em foco

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