Portos

Porto de Itaguaí no Rio de Janeiro ganha 13º terminal alfandegado

Alfândega da Receita Federal tem papel decisivo no alfandegamento da KPS, importante para segurança energética e desenvolvimento regional.

A Superintendência da 7ª Região Fiscal do Rio de Janeiro, por meio do Ato Declaratório Executivo SRRF07 nº 7, de 17 de setembro de 2025, alfandegou a instalação flutuante de armazenamento e regaseificação de gás natural (FSRU) Karmol Asia, operada pela Karpowership Brasil Energia Ltda (KPS), contribuindo para o Porto de Itaguaí atingir um novo marco em sua trajetória de desenvolvimento logístico e energético.

Com isso, a Alfândega do Porto de Itaguaí (ALF/IGI) passa a contar com seu 13º terminal alfandegado, consolidando-se como um dos mais estratégicos hubs logísticos do País. A ALF/IGI teve papel central na viabilização do processo de alfandegamento, assegurando o cumprimento de todas as exigências legais e operacionais para permitir o início das operações aduaneiras do terminal da KPS sob sua jurisdição – agora apto a importar gás natural liquefeito (GNL) pela Unidade, para posterior armazenamento e regaseificação.

A operação, baseada no conceito LNG-to-Power, transforma o GNL, importado em estado líquido a -160ºC, em gás natural pronto para geração de energia. O gás é armazenado no navio FSRU e, quando acionado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), alimenta quatro usinas termoelétricas flutuantes (Powerships) capazes de gerar até 560 MW de energia, abastecendo o sistema interligado nacional por meio da infraestrutura de Furnas.

Essa energia tem papel crucial nos períodos de baixa nos reservatórios hidrelétricos, com a KPS sendo reconhecida como a usina que mais rapidamente atende à demanda do ONS, geralmente no fim da tarde, momento de pico no consumo de eletricidade e de diminuição da geração solar.

Segundo o delegado da ALF/IGI, auditor-fiscal José Antônio da Veiga Calado Filho, o alfandegamento da unidade representa um ganho importante de eficiência para o país: “Com a instalação alfandegada, o desembaraço do GNL ocorre de forma mais célere, reduzindo custos operacionais e aumentando a previsibilidade e a segurança no abastecimento energético”, destacou um dos auditores-fiscais responsáveis pelo processo.

O projeto da KPS não só representa um dos maiores investimentos estrangeiros recentes no setor energético brasileiro, como também é o maior investimento bilateral de um grupo turco no Brasil, gerando empregos qualificados e impactando positivamente a economia do estado, especialmente em Itaguaí.

Além da operação com GNL, a empresa investiu também em energia solar no município, reafirmando seu compromisso com fontes limpas e sustentáveis. Toda a operação é acompanhada por monitoramento ambiental constante, assegurando que não haja contaminação do ar ou da Baía de Sepetiba, um dos ecossistemas mais sensíveis do estado do Rio de Janeiro.

A Receita Federal, por meio da Alfândega de Itaguaí, mostra-se preparada para os desafios impostos por inovações tecnológicas, atuando para conciliar a celeridade dos processos com a segurança e a legalidade nas operações de comércio exterior.

O novo terminal reforça não apenas a importância estratégica do Porto de Itaguaí para a matriz energética nacional, mas também o papel essencial da Receita Federal como facilitadora do desenvolvimento econômico e sustentável do país.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Portos

Atrasos atingem 75% dos navios no Porto de Santos em setembro e elevam custos logísticos

O Porto de Santos enfrentou em setembro de 2025 um dos meses mais críticos em termos de pontualidade operacional. De acordo com o boletim DetentionZero, elaborado pela startup ElloX.Digital, 75% dos navios que atracaram no complexo portuário tiveram atrasos nos prazos de atracação, com uma média de seis dias de diferença. O levantamento utilizou dados dos terminais BTP, Santos Brasil e DP World, e aponta uma tendência de piora contínua ao longo do ano. Em janeiro, 58% das embarcações apresentavam prazos alterados — percentual que subiu para 75% em setembro, indicando uma deterioração do desempenho logístico.

Atrasos aumentam custos e reduzem previsibilidade

O aumento dos atrasos tem causado impactos diretos no custo logístico de exportadores e agentes de carga, que enfrentam despesas extras de armazenagem, pré-empilhamento e multas por devolução fora do prazo. O estudo também identificou que 38% dos navios tiveram menos de 48 horas de gate aberto — período entre a liberação do terminal e o fechamento para embarque. Essa restrição operacional reduz a previsibilidade das operações e eleva o custo de movimentação de contêineres.

Safras e sazonalidade explicam alta no segundo semestre

Segundo Lucas Moreno, CEO da ElloX.Digital, a redução dos atrasos no início de 2025 foi resultado de fatores sazonais. “No começo do ano, a entre-safra do café foi mais forte, com queda de 20% a 25% no volume exportado”, afirmou ao Poder360. O especialista explicou que outros portos também registraram menor congestionamento no primeiro trimestre, o que refletiu em níveis temporariamente mais baixos de atraso. “Essa redução não teve relação com melhorias estruturais, mas com menor movimentação de cargas contêinerizadas naquele período”, acrescentou.
A situação, no entanto, se inverteu no segundo semestre, com o início das safras de açúcar, algodão e café, que elevaram significativamente o volume de embarques. “Com o aumento das safras, o índice de atraso naturalmente cresceu”, destacou Moreno. Entre os casos mais graves em setembro estão os navios MSC Taurus VII, com 35 dias de diferença entre o prazo inicial e o final, e o Ever Fine, com 31 dias de atraso.

Leilão do STS-10 é visto como solução para ampliação da capacidade

O cenário de atrasos reacendeu o debate sobre a necessidade de ampliar a capacidade operacional do Porto de Santos. A principal aposta do governo federal é o leilão do megaterminal STS-10, projeto que promete aumentar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres no maior porto da América Latina.
A proposta da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), apoiada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, prevê um modelo de leilão em duas fases. Na primeira, grandes operadores já atuantes — como MSC, Maersk, DP World e CMA CGM — ficariam impedidos de participar. Caso não haja interessados, a segunda fase abriria espaço para a entrada dessas empresas. O objetivo é desconcentrar o mercado de contêineres e estimular a competitividade.


O Ministério da Fazenda, porém, defende um modelo de etapa única, com cláusulas de desinvestimento para evitar concentração. O TCU (Tribunal de Contas da União) também criticou a vedação a grandes operadores, classificando a medida como sem base constitucional. Já o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) alerta para riscos de concentração de mercado, mas considera que a análise final deve ocorrer após o leilão.
A expectativa do governo é realizar o leilão até o fim de 2025, mas a proposta da Antaq ainda depende de análise do plenário do TCU. O processo está sob relatoria do ministro Antonio Anastasia, que ainda não incluiu o tema na pauta do tribunal.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

Ler Mais
Portos

Portos do Paraná recebe Selo Impulso Verde e consolida liderança ambiental no setor portuário

Inventário de emissões e plano de descarbonização colocam a Portos do Paraná entre as autoridades portuárias mais sustentáveis do país

A Portos do Paraná recebeu o Selo Pró-Clima na categoria Impulso Verde, concedido pela Aliança Brasileira pela Descarbonização dos Portos (ABDP), durante o 2º Encontro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos – 2025. Os coordenadores da Portos do Paraná, Kellyn Cristina Carneiro e Vader Zuliane Braga, representaram a Autoridade Portuária no evento, realizado em São Luís (MA), entre os dias 8 e 10 de outubro.

A premiação à empresa pública ocorreu após a divulgação do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport, que subsidiará o Plano de Descarbonização do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

A coordenadora Kellyn destaca que as exigências do mercado global e os compromissos internacionais tornam imperativo que portos brasileiros estejam alinhados com indicadores de sustentabilidade, o que molda o futuro da Portos do Paraná, como um modelo de desenvolvimento responsável e sustentável. “O selo é um reconhecimento pelos nossos esforços nesta jornada de descarbonização dos portos do Paraná e um estímulo para toda a comunidade portuária em seguir avançando com a implementação de boas práticas ambientais”, afirmou Kellyn.

O inventário de emissões do ano de 2023 foi elaborado com base na metodologia internacional do GHG Protocol e no Guia Metodológico para o Cálculo da Pegada de Carbono em Portos, publicado por Puertos del Estado. No período analisado, as atividades do complexo portuário de Paranaguá e Antonina emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente, distribuídas entre três escopos de análise.

O Escopo 1 refere-se às emissões diretas da Autoridade Portuária e representou apenas 2,7% do total. O Escopo 2, que contempla as emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica, somou 0,1%. Já o Escopo 3, que inclui as emissões indiretas de outras atividades relacionadas às operações portuárias, como terminais, modais de transporte terrestres, serviços de apoio portuário e navios, totalizou 97,1% das emissões de GEE.

Descarbonização dos portos brasileiros

No mesmo evento, a Autoridade Portuária foi convidada a participar do painel “Planos de Descarbonização para Portos: dificuldades, metas e greenwashing, que são as estratégias enganosas de marketing em que algumas empresas promovem produtos como ambientalmente responsáveis, mas, na realidade, não cumprem critérios efetivos de sustentabilidade.

“Pude compartilhar experiências, ações executadas e os principais desafios da jornada de descarbonização do complexo portuário da Portos do Paraná. Nestes encontros, nos atualizamos e trazemos novos insights para a realidade dos portos paranaenses, com projetos inovadores relacionados à sustentabilidade nas nossas operações portuárias”, destacou Vader Zuliane Braga.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

Ler Mais
Portos

Dragagem de canal portuário em SC, em obra de R$ 333 milhões, tem largada

A dragagem do canal externo da baía da Babitonga vai começar neste final de semana. O início dos trabalhos foi liberado após a concessão de licença na última sexta-feira. O investimento será de R$ 333 milhões, incluindo a fiscalização, com o Porto Itapoá bancando R$ 300 milhões (em antecipação de tarifas portuárias) e o restante com o Porto de São Francisco do Sul. O aprofundamento do canal vai permitir a passagem de cargueiros de até 366 metros de extensão, com ampliação do calado de 14 para 16 metros.

A outra obra simultânea será o alargamento de 8 km da orla de Itapoá, com uso de metade dos 12,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos a serem retirados do fundo do mar. A tubulação para uso no alargamento de praias em Itapoá está em instalação. Os dispositivos pelos quais será bombeada a areia, a partir da draga Galileo Galilei, estão sendo colocados no Pontal do Norte, uma das três praias que vão receber os sedimentos a serem removidos.

Os tubos terão extensão de 400 metros na praia. A próxima etapa será de instalação da tubulação no mar, para conexão com a draga. A partir daí, começa o alargamento da faixa de areia. Os trabalhos têm previsão de conclusão em 13 meses, ou seja, no segundo semestre de 2026.

A draga da empresa Jan De Nul a ser utilizada nas obras tem 166 metros de comprimento e capacidade para 18 mil metros cúbicos. O navio tem 32 tripulantes. A dragagem é feita por meio de sucção e arrasto, com tubos de sucção trazendo os sedimentos, por meio de bombeamento, para a cisterna. Para o alargamento, a areia é bombeada por meio de tubulação.

FONTE: NSC
IMAGEM: Oswaldo Rodalski

Ler Mais
Portos

Câmara debate novo marco regulatório e regimes de exploração dos portos

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realiza, na próxima quarta-feira (15), uma audiência pública para debater os diferentes regimes de exploração dos portos no Brasil. O encontro está marcado para as 14h30, no plenário 8, e atende a pedidos de parlamentares interessados em aprofundar a discussão sobre o tema.

Novo marco regulatório dos portos

O debate faz parte da análise do Projeto de Lei 733/25, que institui um novo marco regulatório para o setor portuário, substituindo a legislação em vigor desde 2013 (Lei 12.815/13). A proposta conta com 151 artigos que tratam de mudanças na regulação do setor, precificação de serviços, contratação de mão de obra e licenciamento ambiental.

De autoria do deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), o texto é baseado em um anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas criada pela própria Câmara para revisar as normas atuais.

Comissão especial e tramitação

Instalada em 9 de julho, a comissão especial é presidida pelo deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB). A relatoria está a cargo do deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), que projeta a votação do texto até o final do ano.

Arte: Agência Câmara

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Agência Câmara de Notícias e Ricardo Botelho/MInfra

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí terá edital definitivo de arrendamento lançado em breve

O Porto de Itajaí deve passar por uma transformação significativa nos próximos meses. Está previsto o lançamento do edital de arrendamento definitivo, que irá definir os rumos da gestão e da operação do terminal.

Atração de investimentos e expansão da capacidade

Com o novo modelo, a expectativa é atrair investidores privados, ampliando a capacidade de movimentação de cargas e garantindo maior eficiência nas operações. A medida também busca fortalecer a competitividade do porto, consolidando Itajaí como peça estratégica no comércio exterior.

Impacto para a economia regional

O arrendamento definitivo promete impulsionar o setor logístico e favorecer o desenvolvimento econômico do Vale do Itajaí, região que tem no porto um de seus principais motores de crescimento.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

Porto de Montevidéu normaliza operações após paralisação no Terminal Cuenca del Plata

Caminhões voltam a ser recebidos após sete dias de suspensão de atividades

O Terminal Cuenca del Plata (TCP), no Porto de Montevidéu, voltou a operar normalmente nesta quinta-feira (9/10), após sete dias de paralisação que impediram o recebimento de caminhões.

Por volta das 9h (horário local), duas horas após o retorno dos trabalhadores, o terminal retomou suas atividades e os veículos começaram a ser recebidos novamente.

Acordo provisório e prazo para negociações

A decisão de encerrar a paralisação foi tomada em assembleia sindical, realizada na quarta-feira, após reunião entre representantes da TCP, o secretário da Presidência e os ministros do Trabalho e Seguridade Social e de Transporte e Obras Públicas.

Segundo o presidente do sindicato, Álvaro Reinaldo, a categoria decidiu suspender temporariamente as medidas diante da pressão de setores da economia uruguaia. Um prazo de dez dias de negociações foi estabelecido para buscar consenso sobre as reivindicações.

“Foi uma decisão difícil, mas aceitamos o pedido do governo. Agora esperamos que o mesmo empenho seja aplicado junto à empresa para atender nossas demandas”, declarou Reinaldo.

Ponto central do impasse

De acordo com informações da própria TCP, o sindicato se recusa a utilizar um novo sistema operacional já implantado. Os trabalhadores condicionam a adesão ao sistema à redução da jornada diária de oito para seis horas, mantendo, porém, o pagamento referente a oito horas.

A empresa, controlada em 80% pelo operador logístico belga Katoen Natie e 20% pela Administração Nacional de Portos, relembrou que o acordo bipartite em vigor possui uma cláusula de prevenção de conflitos, que exige negociação prévia antes da adoção de medidas como a paralisação.

Na terça-feira (8/10), a TCP divulgou uma mensagem em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter), reforçando esse compromisso e alertando que poderia denunciar o acordo caso os trabalhadores não retornassem às funções.

Confira abaixo um histórico da movimentação de contêineres no longo curso no Porto de Montevidéu. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner e excluem transbordo, cabotagem e outras movimentações internas:

Movimentação de Contêineres no longo curso no Porto de Montevidéu | Jan 2022 a Ag 2025 | TEU

Importância do Porto de Montevidéu

O Porto de Montevidéu é considerado estratégico para o escoamento de cargas no Cone Sul e a paralisação do TCP gerou impactos na logística e nas cadeias produtivas. A retomada das operações reduz a pressão sobre exportadores, importadores e transportadores que dependem da fluidez do terminal para manter seus negócios ativos.

FONTE: Yahoo Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Oquerlina Costa é a nova presidente do Porto do Itaqui e marca liderança feminina inédita

Primeira mulher a comandar o porto público maranhense assume com foco em sustentabilidade e inovação

O Porto do Itaqui, considerado um dos principais hubs logísticos do Brasil, vive um marco histórico. Após indicação do governador Carlos Brandão, o Conselho de Administração (Consad) aprovou a nomeação de Oquerlina Costa para a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela gestão do terminal.

No dia 7, a nova presidente foi recebida pela diretoria da Emap na sede da empresa, tornando-se oficialmente a primeira mulher efetivada no mais alto cargo de gestão do Porto do Itaqui.

Trajetória e liderança feminina no setor portuário

A escolha de Oquerlina Costa reforça o avanço da liderança feminina na gestão portuária. Ela sucede Isa Mary Pinheiro Mendonça, diretora de Administração e Finanças, que ocupava interinamente a presidência nos últimos meses.

Com carreira consolidada no setor público, Oquerlina já atuou como secretária-adjunta de Recursos Ambientais da Sema (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais) e participou de projetos ligados à logística e sustentabilidade, áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor portuário.

Desafios de gênero no setor aquaviário

A nomeação tem ainda maior relevância diante do cenário nacional. Segundo a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, divulgada pela ANTAQ em parceria com a Wista Brazil, as mulheres representam apenas 17,8% da força de trabalho nos portos.

Nos cargos de liderança, a presença feminina cai para 15%, e em funções operacionais, atinge apenas 10%. O ingresso de Oquerlina Costa na presidência do Itaqui simboliza um avanço na inclusão e diversidade em um setor historicamente masculino.

Porto do Itaqui: recordes e papel estratégico

O Porto do Itaqui é um ativo estratégico para o Maranhão e para o Brasil. Integrante do maior complexo portuário da América Latina, é reconhecido como o principal porto do Arco-Norte, essencial no escoamento de grãos e minérios.

Com localização estratégica, garante logística mais rápida e econômica para mercados como Estados Unidos e Europa, competindo com vantagem em relação a portos do Sul e Sudeste.

Em 2025, o terminal registrou recordes históricos:

  • Agosto de 2025: maior movimentação mensal da história, com 3,85 milhões de toneladas (+7% em relação a 2024).
  • Janeiro a agosto de 2025: 24,9 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Compromisso com inovação e sustentabilidade

Sob a liderança de Oquerlina Costa, o Porto do Itaqui reforça sua estratégia de investir em inovação, sustentabilidade e inclusão, consolidando-se como referência em eficiência logística e gestão moderna no setor portuário brasileiro.

FONTE: Porto do Itaqui
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto do Itaqui

Ler Mais
Portos

Portos brasileiros adotam incentivos para reduzir emissões de carbono

Estudo da ANTAQ aponta avanços em descarbonização e uso de hidrogênio verde nos portos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou o Eixo 3 do estudo “Diagnóstico de Descarbonização, Infraestrutura e Aplicações do Hidrogênio nos Portos”. O levantamento analisou iniciativas de cinco portos brasileiros voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), transição energética e aplicação do hidrogênio verde.

Os portos selecionados foram: Itaqui (MA), Pecém (CE), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Açu (RJ). Todos se destacaram pelo bom desempenho no Índice de Desempenho Ambiental (IDA), pelos projetos em andamento de energia renovável e pelas experiências em descarbonização portuária.

Importância estratégica para o Brasil

Segundo o diretor da ANTAQ, Caio Farias, a descarbonização dos portos é fundamental para manter a competitividade do país no comércio internacional e atender às metas climáticas globais. Ele ressaltou a necessidade de políticas públicas, incentivos econômicos e parcerias internacionais para consolidar a infraestrutura sustentável.

“O alinhamento do Brasil às melhores práticas globais exige investimentos contínuos, capacitação técnica e cooperação internacional para garantir uma transição energética eficiente e duradoura”, destacou Farias.

Incentivos aos navios de baixo carbono

Todos os portos avaliados já oferecem benefícios a navios com menor pegada de carbono, como descontos tarifários e prioridade de atracação. Além disso, avançam na criação de Planos de Descarbonização. O Porto do Açu já possui um documento consolidado, enquanto os demais estão em fase de elaboração.

Entre as principais medidas em andamento estão:

  • instalação de painéis solares;
  • contratação de energia renovável certificada;
  • substituição de equipamentos a combustão por elétricos;
  • modernização da rede elétrica;
  • desenvolvimento de parcerias para uso de combustíveis de baixo carbono.

Inventário de emissões

Três portos – Santos, Itaqui e Açu – já possuem inventários completos de emissões de GEE. O destaque vai para o Porto do Açu, que incluiu o Escopo 3, abrangendo atividades como dragagem e transporte logístico, responsáveis pelo maior volume de emissões.

Recomendações do estudo

O relatório recomenda a criação de um Plano Nacional de Hidrogênio Verde e a implementação de incentivos fiscais para acelerar a adoção de combustíveis limpos. Também aponta a importância de parcerias público-privadas para estruturar corredores verdes de exportação e fomentar investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

Entre as propostas, está a criação de corredores de transporte ecológicos, capazes de reduzir emissões da navegação global e melhorar a qualidade do ar em comunidades costeiras.

Cooperação internacional

O estudo faz parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a ANTAQ e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ). O projeto está dividido em três eixos:

  • Eixo 1 (2021): revisão da experiência internacional em descarbonização portuária;
  • Eixo 2 (2024): diagnóstico do setor em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos;
  • Eixo 3 (2025): análise de casos práticos em portos brasileiros.

Com isso, a ANTAQ busca consolidar diretrizes e boas práticas para a descarbonização dos portos brasileiros, tornando-os mais sustentáveis e alinhados às exigências internacionais.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

Ler Mais
Portos

Greve em portos da Europa paralisa operações e ameaça cadeia de suprimentos

Os principais portos da Europa, Roterdã e Antuérpia-Bruges, enfrentam graves interrupções devido a greves que paralisaram o transporte marítimo de contêineres e já afetam a logística regional.

Greve em Roterdã interrompe operações

No porto de Roterdã, o maior da Europa, trabalhadores das empresas International Lashing Services e Matrans Marine Services cruzaram os braços na tarde de quarta-feira (15h15, horário local). A paralisação, organizada pelo sindicato FNV, terá duração de 48 horas e seguirá até sexta-feira.

Os estivadores são responsáveis por fixar os contêineres nos navios. Com a suspensão das atividades, nenhuma embarcação pode ser carregada ou descarregada durante o período da greve. Grandes terminais já enfrentam atrasos significativos, e algumas embarcações tiveram a estadia prolongada.

Um porta-voz da Autoridade Portuária de Roterdã confirmou que a movimentação será impactada, mas afirmou ser cedo para medir a dimensão total dos prejuízos.

Protestos em Antuérpia-Bruges ampliam crise

Na Bélgica, o porto de Antuérpia-Bruges, o segundo maior da Europa, também enfrenta sérias dificuldades. Os práticos flamengos mantêm protestos contra reformas federais na previdência, que podem reduzir benefícios futuros.

De acordo com autoridades locais, apenas 31 navios foram atendidos na terça-feira, número muito abaixo da média diária de 60 a 80. Na manhã de quarta-feira, mais de 100 embarcações aguardavam autorização para entrar ou sair do porto, e várias já foram desviadas para outros destinos.

Os práticos, representados pela Beroepsvereniging van Loodsen, estão limitando o trabalho ao horário de expediente. As negociações com o governo seguem travadas, sem perspectiva de avanço.

Impactos na cadeia logística europeia

As paralisações simultâneas em Roterdã e Antuérpia, dois dos maiores centros logísticos da Europa, já levantam alertas sobre riscos de desabastecimento. Caso as greves se prolonguem, há expectativa de efeitos em cadeia nas rotas de contêineres e no fornecimento de energia em todo o norte europeu.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook