Portos

Tecon Santos registra recorde histórico e movimenta mais de 243 mil TEUs em outubro

O Tecon Santos, operado pela Santos Brasil, encerrou outubro com um feito inédito: a movimentação de 243.860 TEUs, o maior volume já registrado em um único mês em toda a América do Sul. O desempenho consolida o terminal como referência em eficiência e capacidade operacional no continente.

Terceiro recorde alcançado em 2025

Este é o terceiro recorde mensal do terminal em 2025. Em julho, foram movimentados 238.452 TEUs, enquanto em junho o desempenho havia chegado a 229.708 TEUs. Os sucessivos resultados reforçam o avanço da operação e o crescimento contínuo da demanda por contêineres.

Capacidade ampliada e modernização contínua

Considerado o maior terminal de contêineres da região, o Tecon Santos encerra 2025 com capacidade anual de 2,7 milhões de TEUs. A projeção é atingir 3 milhões de TEUs até o fim de 2026, com o avanço do projeto de expansão e modernização iniciado em 2019.

O plano prevê investimentos de cerca de R$ 2,6 bilhões até 2031. Desse total, mais de R$ 1,6 bilhão já foi aplicado em infraestrutura, equipamentos e novas tecnologias que elevam a produtividade do terminal.

Estratégia sustentada em inovação e eficiência

Para o diretor de Operações de Terminais Portuários da Santos Brasil, Bruno Stupello, o crescimento da companhia é resultado de uma gestão focada em eficiência, oferta de capacidade e sustentabilidade. Ele destaca que novos investimentos ainda estão previstos, contemplando modernização de sistemas, descarbonização, tecnologia e melhorias operacionais.

Segundo Stupello, todas as iniciativas seguem alinhadas ao Plano de Transição Climática, que estabelece como meta tornar a empresa net zero até 2040. Ele ressalta que os resultados também refletem o trabalho e o comprometimento das equipes do terminal.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santos Brasil

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Portos

TCP registra recorde histórico de movimentação de contêineres em outubro

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou outubro com o maior volume mensal já movimentado: 148.690 TEUs. O resultado supera o recorde anterior, obtido em setembro, e reflete o avanço das exportações de cargas refrigeradas, especialmente os embarques de carne bovina e frango, que consolidam o terminal como o principal corredor de proteína animal do país.

Em outubro, 13.817 contêineres refrigerados passaram pelo terminal — o terceiro maior volume já registrado pela TCP — reforçando a expansão contínua do segmento ao longo de 2025.

Exportações de proteína impulsionam crescimento

De janeiro a outubro, os embarques de carne bovina atingiram 29.966 boxes, equivalentes a 59.766 TEUs e 838 mil toneladas, crescimento de cerca de 50% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho de outubro soma-se aos recordes registrados ao longo de 2025, incluindo as marcas históricas de março, maio e setembro.

O avanço supera também a média nacional. Dados da ABIEC mostram que as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 16,6% no período, totalizando 2,79 milhões de toneladas. Cerca de 30% desse volume passou pela TCP, evidenciando sua relevância logística.

Eficiência operacional e infraestrutura como diferenciais

Para Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, o crescimento contínuo é resultado da combinação entre capacidade operacional, integração logística e qualidade no atendimento às exportações. Ele destaca que as cargas refrigeradas seguem como um dos principais motores da movimentação no terminal.

A TCP possui o maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas para contêineres refrigerados, capazes de atender grandes volumes que exigem controle rigoroso de temperatura. Outro diferencial é a conexão ferroviária direta à área alfandegada, exclusiva no Sul do Brasil, que amplia a eficiência no escoamento de cargas vindas do interior.

Investimentos sustentam avanço das operações

Guidolim ressalta que o desempenho de outubro confirma a efetividade dos investimentos recentes em infraestrutura, automação e energia, reforçando o compromisso da TCP com eficiência e sustentabilidade. Segundo ele, o terminal está preparado para acompanhar o ritmo crescente das exportações brasileiras nos próximos anos.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Receita Federal promove encontro regional no Porto de Itajaí para fortalecer integração aduaneira

O Porto de Itajaí foi palco, nesta quinta-feira (13), do 3º Encontro de Administradores de Locais e Recintos Alfandegados PR/SC, realizado pela Receita Federal do Brasil (RFB). O evento, promovido pela 9ª Região Fiscal, reuniu representantes de terminais portuários, administradores de recintos aduaneiros, agentes de comércio exterior e autoridades dos estados de Santa Catarina e Paraná.

Com foco no alinhamento técnico e no fortalecimento das operações aduaneiras da região Sul, o encontro teve a abertura conduzida pelo superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, pelo delegado adjunto da Alfândega do Porto de Itajaí, Gelson Myskovsky Santos, e pela auditora-fiscal da RFB e chefe da Divisão de Administração Aduaneira da 9ª Região Fiscal, Juliana Christina Simas de Macedo.

Temas centrais: modernização, segurança e sustentabilidade

Durante o dia, os participantes discutiram modernização e integração de sistemas aduaneiros, vigilância e combate a ilícitos, além de estratégias de inteligência voltadas à prevenção do tráfico de drogas. Também foram abordados temas relacionados ao desenvolvimento regional sustentável, competitividade e eficiência nas cadeias logísticas.

A auditora-fiscal Juliana Christina Simas de Macedo destacou a relevância do encontro diante da expressiva presença de recintos alfandegados nos dois estados.

“Temos mais de 80 recintos alfandegados na região PR/SC. Nosso objetivo é orientar administradores e operadores sobre os principais pontos da legislação e reforçar práticas que garantam segurança, conformidade e eficiência nas operações”, afirmou.

Porto de Itajaí reforça parceria com a Receita Federal

O superintendente João Paulo Tavares Bastos ressaltou a importância da cooperação entre o Porto de Itajaí e a Receita Federal para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro.

“A Receita Federal do Brasil é patrimônio nacional. O Porto de Itajaí reafirma seu compromisso de seguir trabalhando lado a lado com a RFB, com os recintos alfandegados e com todos os agentes de comércio exterior. Que este encontro marque uma nova fase de sinergia institucional, modernização e resultados concretos para o porto e para toda a região”, declarou.

Integração que impulsiona o comércio exterior

O encontro reforçou o papel estratégico do Porto de Itajaí como hub logístico do Sul do Brasil. A parceria entre o porto e a Receita Federal é fundamental para aprimorar a agilidade nos processos, a segurança nas operações e a conformidade aduaneira, garantindo competitividade e governança ao setor portuário e ao comércio exterior nacional.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos, Sustentabilidade

Portonave recebe Selo Diamante de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos

O Terminal Portuário obteve a mais alta categoria, que reconhece boas práticas sustentáveis no segmento portuário

Durante a COP30, conferência internacional que reúne lideranças globais para debater os desafios das mudanças climáticas, em Belém (PA), o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reconheceu a Portonave com o Selo Diamante de Sustentabilidade – melhor classificação – nesta quarta-feira (12). A iniciativa visa estimular práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor portuário, alinhadas às metas globais da Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU).

Para a conquista, a Portonave aderiu ao Pacto pela Sustentabilidade do MPor, elaborando um plano de ação que reúne suas principais iniciativas voltadas à sustentabilidade – cada uma delas associada a um ODS. Acesse o plano de ação: https://cdn.sanity.io/files/17gxgtne/production/52b15fa3069b2aa293efb3c7c739686ad53cb628.pdf

No eixo ambiental, destacam-se a aquisição de equipamentos portuários com menor emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), o estudo de riscos das mudanças climáticas no setor portuário – com publicação prevista para este ano – e os programas contínuos de monitoramento ambiental. A Companhia adota práticas de gestão eficiente de resíduos, baseadas na metodologia Lixo Zero, e iniciativas de reaproveitamento de recursos hídricos e preservação da biodiversidade local, como o programa “Corujar”, que monitora corujas-buraqueiras.

No campo social, a Portonave se destaca pelo Programa de Apoio à Maternidade, que alcançou 100% de retorno das profissionais após a licença, e por projetos de capacitação e inclusão profissional, como o Jovem Aprendiz, o Embarca Aí – voltado à formação de adolescentes – e o Coral Instituto Portonave, que oferece aulas de canto à comunidade.

Na governança, desde 2021, a empresa mantém a certificação ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno), sendo o primeiro terminal portuário de contêineres do país a obtê-la. Essas ações fortalecem a transparência e consolidam uma gestão ética e responsável, que estabelece uma relação porto-cidade benéfica. Outras iniciativas podem ser conferidas nos Relatórios de Sustentabilidade da Companhia, elaborados conforme as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI). Acesse aqui: https://www.portonave.com.br/pt/relatorio-sustentabilidade

Sobre o Selo de Sustentabilidade do MPor
Criado neste ano pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o Selo de Sustentabilidade reconhece boas práticas ambientais, sociais e de governança em portos públicos e privados de todo o país. A avaliação considera critérios técnicos auditados por instituições independentes e baseia-se em indicadores de desempenho sustentáveis.

Classificação Diamante
Para se classificar na categoria Diamante, a Portonave apresentou um plano de ação com 10 ações nos três eixos exigidos pela certificação – com duas metas autodefinidas, sendo uma do eixo meio ambiente e outra do eixo social. As ações precisaram ser avaliadas e auditadas por uma instituição independente. A Companhia também disponibilizou, de forma pública, os relatórios de transparência salarial e remuneratória dos profissionais, comprovou a adesão ao Programa Brasileiro GHG Protocol e a publicação dos inventários corporativos de emissões de gases de efeito estufa no Registro Público de Emissões. Além disso, a empresa não possui denúncias de assédio não apuradas e de uso de trabalho forçado/infantil.

Benefícios do reconhecimento
Com o Selo Diamante, a Portonave possui uma série de benefícios estabelecidos pelo MPor: prioridade na habilitação para emissão de debêntures, na análise de projetos utilizando o Fundo da Marinha Mercante-FMM, atribuição de pontuação nas premiações e em critério de desempate nas premiações do MPor, priorização em processos administrativos e acompanhamento dos processos de licenciamento ambiental do MPor e priorização na interlocução com outros órgãos do governo federal.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGEM: Reprodução/Assessoria de Imprensa Portonave

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Prata de Sustentabilidade durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concedeu à Portos do Paraná o Selo Prata de Sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A cerimônia de entrega fez parte do lançamento do Selo de Sustentabilidade 2025, iniciativa que valoriza boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor portuário.

O evento também marcou o lançamento do livro “Nós e a natureza: somos um com o planeta”, da escritora Aline Campos, com ilustrações de Luana Chinaglia.

Pacto pela Sustentabilidade reconhece boas práticas

A premiação integra o Pacto pela Sustentabilidade, criado pela Portaria nº 58/2025, que tem como objetivo estimular a adoção de políticas ESG nas operações portuárias brasileiras.

Para a avaliação, as empresas apresentaram planos de ação baseados nos eixos Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Governança. O desempenho técnico foi analisado pelo MPor, resultando na concessão dos selos Bronze, Prata, Ouro ou Diamante. Nesta primeira edição, 63 organizações participaram do programa e 36 foram premiadas.

Compromisso com cidades sustentáveis

Durante a COP30, o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, participou do painel “Ação climática urbana e cidades sustentáveis”, onde apresentou o Inventário da Pegada de Carbono da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport. O estudo mensura as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do complexo portuário paranaense.

Emissões e próximos passos para descarbonização

Segundo o levantamento, em 2023 as atividades dos portos do Paraná geraram cerca de 678 mil toneladas de CO₂, distribuídas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária, representando 2,7% do total;
  • Escopo 2: emissões indiretas pelo consumo de energia elétrica, com 0,1%;
  • Escopo 3: emissões indiretas de terminais, transportes terrestres, serviços de apoio e navios, responsáveis por 97,1% das emissões.

A próxima fase do projeto será o Plano de Descarbonização da Comunidade Portuária, que busca reduzir as emissões e alinhar o setor às metas da Agenda 2030 e 2050.
“Estamos somando esforços para avançar na redução dos gases de efeito estufa e garantir um futuro mais sustentável”, destacou o diretor João Paulo Santana.

FONTE: Portos de Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos de Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá amplia calado e se prepara para receber navios porta-contêineres maiores

O Porto de Paranaguá, um dos principais terminais de contêineres do Brasil, anunciou a ampliação do calado operacional para navios porta-contêineres. A profundidade, que antes era de 12,8 metros, passou para 13,3 metros nos berços 216 e 218, permitindo que as embarcações deixem o porto mais carregadas e com maior eficiência logística.

O calado representa a distância entre a superfície da água e a parte mais profunda do navio, conhecida como quilha. Segundo a Portos do Paraná, a nova medida foi autorizada pela Marinha do Brasil e pela praticagem local, e publicada pela portaria nº 224/2025 da Norma de Tráfego Marítimo e Permanência.

Porto se prepara para receber mega-navios

“Com este aumento, queremos atrair navios de grande porte, como os de 366 metros de comprimento, que poderão sair de Paranaguá ainda mais carregados”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A estimativa é que os 50 centímetros adicionais de calado permitam o embarque de cerca de 400 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) extras por navio, o que representa maior capacidade de transporte sem aumento de custos operacionais.

As obras de derrocagem, finalizadas em 2024, e os investimentos contínuos em dragagem, foram essenciais para alcançar essa ampliação — mais um passo dentro do plano de modernização portuária do estado.

Concessão prevê novas melhorias no canal de acesso

Em outubro, o governo realizou o leilão do canal de acesso aos portos paranaenses, vencido pelo Consórcio Canal da Galheta Dragagem, formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV.

O contrato, válido por 25 anos, prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão nos cinco primeiros anos, com foco em dragagem, derrocagem, sinalização e modernização do canal de acesso. Uma das metas é ampliar o calado para 15,5 metros, garantindo condições para operação de navios ainda maiores.

A concessão também estabelece um desconto de 12,63% na taxa Inframar, cobrada das embarcações, até que o consórcio conclua as melhorias exigidas em edital.

Avanços contínuos na navegação de granéis

A última atualização da Norma de Tráfego, em setembro, já havia autorizado o aumento de calado para navios que transportam granéis sólidos, como soja, milho, farelo e açúcar.

A Portaria nº 188/2025 passou a valer em 17 de setembro e incluiu os berços 201, 202, 204, 209, 211, 212 e 213. A decisão foi possível após a remoção da ponta da Pedra da Palangana e a atualização da sinalização do canal de acesso, com base em simulações de manobras seguras que permitem saídas sem restrição de maré ou corrente.

Com os avanços recentes, o Porto de Paranaguá consolida sua posição como um dos mais modernos e competitivos da América do Sul, reforçando sua importância nas exportações brasileiras e na logística internacional.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Santos investe R$ 40 milhões em tarifas verdes para impulsionar transição energética

Enquanto o Brasil consolida seu papel de destaque na agenda climática global com a COP30, o Porto de Santos busca protagonismo nacional na transição energética do setor marítimo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) vem implementando uma série de ações alinhadas às metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO) e do Acordo de Paris, transformando o maior porto da América Latina em um polo de logística sustentável.

Desde 2023, a APS abriu mão de R$ 40,6 milhões em tarifas portuárias para incentivar navios e terminais verdes. Somente em 2025, os descontos chegam a R$ 16,8 milhões, valor destinado a estimular práticas ambientais responsáveis, como a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e o uso de matrizes energéticas limpas.

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a renúncia de receita representa um investimento estratégico: “Não é perda, é investimento. Estar à frente desse processo significa consolidar uma vantagem competitiva para atrair parceiros que priorizam cadeias logísticas sustentáveis”, afirmou.

Três pilares da descarbonização portuária

O transporte marítimo é responsável por 80% do comércio mundial e por 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE), conforme a IMO. Por isso, a transformação dos portos é considerada essencial para cumprir os compromissos do Acordo de Paris. As frentes de atuação envolvem eficiência logística, uso de biocombustíveis e energia elétrica renovável.

Em outubro, a APS assinou contrato com a Fundação Valenciaport para desenvolver um Plano de Descarbonização e um Plano Diretor Energético (PDE). O trabalho, com duração prevista de 22 meses, irá definir metas e ações para reduzir as emissões em todas as operações do complexo portuário da Baixada Santista, abrangendo navios, terminais, transporte ferroviário e rodoviário.

O PDE estabelecerá diretrizes para a substituição gradual dos combustíveis fósseis por fontes de energia limpa, reforçando o compromisso do Porto de Santos com uma infraestrutura de baixo carbono.

Energia renovável e tecnologia no cais

Desde 2024, o Porto de Santos opera um projeto pioneiro de eletrificação do cais, abastecido pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fornece energia limpa e renovável para cerca de 20 rebocadores. A APS também negocia a ampliação do fornecimento.

A busca por eficiência logística conta com o apoio do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT), responsável por desenvolver soluções inteligentes para o sequenciamento de caminhões e navios, reduzindo o tempo de espera e, consequentemente, as emissões de carbono.

O VTMIS (Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações), atualmente em fase de implantação, promete ser outro avanço importante, otimizando a movimentação marítima e tornando as operações mais seguras e sustentáveis.

Para o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, a inovação é indispensável: “Como o maior porto do hemisfério sul, temos o dever de unir eficiência e sustentabilidade. Parcerias com centros de inovação, como o PIT, preparam o Porto de Santos para o futuro”, afirmou.

Produção de hidrogênio verde e combustíveis limpos

A repotencialização da Usina de Itatinga, em estudo, deve aumentar a capacidade de geração energética e incluir a produção de hidrogênio verde. Atualmente, a usina já supre quase toda a demanda da APS, mas o objetivo é expandir o fornecimento para abastecer diretamente as operações portuárias.

As instalações de gás natural da Baixada Santista também se firmam como diferencial competitivo, possibilitando o abastecimento de navios com combustíveis de baixo carbono — passo essencial para a consolidação de corredores marítimos verdes, segundo Sidnei Aranha, superintendente de Meio Ambiente da APS.

“Queremos garantir que os portos de origem e destino ofereçam condições para o uso de combustíveis de baixo impacto ambiental. Isso consolida o Porto de Santos como elo fundamental da transição energética marítima”, explicou Aranha.

Gestão ambiental baseada em dados

Desde 2021, a APS elabora um inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, seguindo a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, validado pela CETESB. O levantamento cobre 400 mil m² de áreas operacionais em Santos, Guarujá e Bertioga, além de 19,5 milhões de m² de áreas vegetadas sob sua gestão.

Para Aranha, a mensuração precisa das emissões é fundamental para o planejamento estratégico. “O inventário é nossa bússola. Saber nossa pegada de carbono nos permite investir onde o impacto climático é maior”, destacou.

Os relatórios completos estão disponíveis no site oficial da APS.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Portos

TCP anuncia novos superintendentes e reforça liderança estratégica no Terminal de Paranaguá

A TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá) anunciou, em outubro, a nomeação de dois novos superintendentes que passam a integrar a alta gestão da companhia. Kayo Zaiats assume o cargo de Chief Safety Officer (CSO), enquanto Rafael Stein passa a atuar como General Counsel (GC). As mudanças reforçam o compromisso da empresa com segurança, sustentabilidade e governança corporativa.

Kayo Zaiats assume comando das áreas de SSMA, M&R e Engenharia

Responsável pelas áreas de Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente (SSMA), Manutenção & Reparos (M&R) e Engenharia, Kayo Zaiats traz uma trajetória sólida dentro da TCP. Formado em Engenharia Elétrica pela UFPR, o novo superintendente iniciou sua carreira na empresa como estagiário em 2014 e atuava, desde 2019, como gerente de SSMA.

Com mais de dez anos de experiência no terminal, Zaiats tem se destacado pela condução de projetos voltados à segurança operacional, sustentabilidade e eficiência energética.

“Assumir essa nova responsabilidade é motivo de grande orgulho e compromisso. Nosso foco é garantir operações cada vez mais seguras, sustentáveis e eficientes, alinhadas às melhores práticas globais do setor portuário”, afirmou.

Rafael Stein lidera áreas Jurídica, Institucional e Regulatória

Rafael Stein, nomeado General Counsel, passa a comandar as áreas Jurídica, Institucional e Regulatória. Formado em Direito pela UNIVALI, com especializações em Direito Constitucional (Faculdade Damásio) e Direito Tributário (FGV), o executivo possui mais de 15 anos de experiência no setor portuário e de infraestrutura.

Stein ingressou na TCP em 2021 como gerente jurídico e, após uma trajetória de crescimento interno, chega à superintendência consolidando sua liderança.

“Encaro essa nova fase com entusiasmo e responsabilidade. Nosso objetivo é fortalecer a posição da TCP no mercado e garantir a sustentabilidade do negócio com base em compliance e segurança jurídica”, destacou o executivo.

TCP valoriza talentos internos e visão integrada de gestão

As novas nomeações reforçam a valorização de talentos internos e o fortalecimento das áreas estratégicas da companhia. Com perfis técnicos e visão de longo prazo, Zaiats e Stein representam a busca da TCP por excelência operacional, inovação e crescimento sustentável, alinhados aos padrões globais da China Merchants Port (CMPort), controladora do terminal.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Transição do Porto de Itajaí para a CODEBA é oficializada pelo Ministério dos Portos e Aeroportos

O Ministério dos Portos e Aeroportos publicou o Despacho nº 19/2025, que formaliza a transição da gestão do Porto de Itajaí da Autoridade Portuária de Santos (APS) para a Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA). A medida confirma a continuidade da federalização do porto e reforça o compromisso do governo federal com estabilidade institucional, governança moderna e a preparação para a criação da nova estatal, a Docas de Santa Catarina (CDSC).

Experiência e governança da CODEBA

O despacho, assinado pelo secretário nacional de Portos substituto Bruno Neri da Silva, ressalta que a CODEBA possui histórico de boa governança, solidez financeira e experiência na administração de portos de médio porte, perfil considerado ideal para o modelo da futura empresa pública catarinense.

Segundo Neri da Silva, “a CODEBA é uma empresa pública federal com experiência comprovada na gestão portuária, capaz de garantir continuidade operacional e segurança jurídica durante o período de transição”.

Continuidade das operações e preservação de equipes

O novo convênio entre o Ministério e a CODEBA assegura que as operações do porto sigam sem interrupções, mantendo o corpo técnico local e fortalecendo a autonomia institucional da gestão catarinense.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, destacou: “A APS desempenhou papel fundamental durante a transição. Agora iniciamos uma nova etapa com ainda mais estabilidade. Em apenas oito meses, alcançamos recordes de movimentação de cargas e contêineres, e vamos encerrar o ano com faturamento superior a R$ 140 milhões, crescimento de mais de 431%”.

Federalização fortalece modelo nacional de portos

A medida consolida o alinhamento do Porto de Itajaí ao modelo nacional de governança portuária, garantindo que a operação local continue em ritmo de expansão, eficiência e geração de receita. O processo de federalização reforça a perspectiva de desenvolvimento sustentável e modernização da infraestrutura portuária catarinense.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí propõe ampliar atribuições da Guarda Portuária para fiscalizar trânsito

A Superintendência do Porto de Itajaí encaminhou ao prefeito Robison Coelho o Ofício nº 153/2025/SURIN, solicitando a elaboração de um projeto de lei para a Câmara de Vereadores de Itajaí. A proposta visa ampliar as atribuições da Guarda Portuária, permitindo que o efetivo atue também na fiscalização e aplicação da lei de trânsito na área de expansão portuária.

A medida busca enfrentar os transtornos causados pelo chamado “buzinaço” de caminhoneiros que aguardam acesso ao cais, provocando ruídos e congestionamentos frequentes.

Reclamações da comunidade motivam ação

A iniciativa surge após moradores e comerciantes da região relatarem incômodos recorrentes com o trânsito e o barulho gerado pelos veículos que circulam na zona portuária. O Porto de Itajaí destaca a necessidade de soluções que conciliem mobilidade, segurança e convivência urbana.

Em reunião realizada em 27 de outubro, representantes da Prefeitura de Itajaí e da Superintendência do Porto, incluindo o prefeito e o superintendente João Paulo Tavares Bastos, discutiram alternativas para melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os impactos na comunidade.

Limitações da legislação atual

O documento aponta que a legislação vigente — Lei Complementar nº 366/2019 — não inclui entre as competências da Guarda Portuária o poder de aplicar medidas administrativas de trânsito. Por isso, o ofício solicita a incorporação das prerrogativas previstas no artigo 2º da Lei Complementar nº 17/2002, que regula as atribuições do órgão de trânsito municipal.

Segundo Bastos, “nosso objetivo é oferecer uma solução prática e eficiente para um problema que afeta diretamente a população do entorno portuário. Com a atualização da lei, a Guarda Portuária poderá atuar de forma integrada, ajudando a ordenar o trânsito e reduzir os transtornos para a comunidade”.

Integração entre porto e cidade

A ação reforça o compromisso do Porto de Itajaí com a segurança, a mobilidade urbana e a harmonia entre a operação portuária e a vida cotidiana da cidade. A expectativa é que, com a atualização legal, o órgão possa fiscalizar, orientar e autuar veículos que geram congestionamentos, promovendo mais organização e bem-estar na região.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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