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Orçamento 2026: Veja os principais pontos do projeto do governo

Governo divulgou nesta sexta-feira (29) proposta para contas públicas do ano que vem

A equipe econômica enviou ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira (29), o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para 2026.

A proposta para o último ano de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê superávit primário e detalha despesas e receitas públicas para o próximo ano, além de projetar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), o patamar da taxa Selic, hoje em 15%, e o salário mínimo.

CNN reuniu os principais destaques do documento com as projeções do governo para o exercício do ano de 2026:

Superávit primário

O governo prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões no próximo ano, o equivalente a 0,25% do PIB.

Para isso, o Orçamento também limita as despesas primárias em R$ 2,428 trilhões.

Entretanto, os pisos constitucionais de saúde (R$ 245,5 bilhões), educação (R$ 133,7 bilhões) e investimentos (R$ 83 bilhões) foram assegurados.

Selic e PIB

A equipe econômica projeta um crescimento de 2,44% do PIB para 2026. Na última estimativa do Ministério da Fazenda, a expectativa é de que o crescimento econômico de 2025 será de 2,5%, o que indicaria uma desaceleração econômica no próximo período.

Já para a taxa Selic, atualmente em 15%, a projeção é de baixa, atingindo um acumulado de 13,11% em 2026. No relatório Focus desta semana, analistas de mercado ouvidos pela autarquia apontam uma perspectiva para a taxa básica de juros em 12,50% no fim de 2026.

Outras estimativas também foram realizadas, como a da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é estimada em 3,6%. Já a taxa de câmbio média projetada é de R$ 5,76, e o preço médio do barril de petróleo deve atingir os US$ 64,93.

Ministérios

Dentre os gastos com ministérios, o maior da União em 2026 será novamente com a Previdência Social, que receberá mais de R$ 1,11 trilhão.

O segundo maior valor será para o Ministério da Saúde, com R$ 245,5 bilhões, com despesas que incluem o custeio do SUS, incluindo programas como o Mais Médicos e a implantação do primeiro hospital inteligente do país.

Já a Educação contará com orçamento de R$ 133,7 bilhões, dos quais R$ 87,3 bilhões serão destinados ao ensino básico e R$ 12 bilhões ao programa Pé-de-Meia, voltado à permanência dos estudantes no ensino médio.

Salário mínimo

A peça projeta que o salário mínimo para o ano será de R$ 1.631, com correção pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e ganho real de 2,5%. Atualmente, o valor do salário mínimo é de R$ 1.518.

O mínimo proposto é R$ 1 maior que o apresentado pelo governo no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias), divulgado em abril.

O valor, porém, ainda pode ser alterado pelo Congresso Nacional.

A definição do salário mínimo é feita por meio de uma fórmula que soma a inflação medida pelo INPC dos últimos 12 meses, mais a taxa de crescimento do PIB do segundo ano anterior ao ano vigente, limitado a 2,5%.

Emendas parlamentares

O projeto propõe R$ 40,8 bilhões para emendas parlamentares no próximo ano, recursos que são previstos dentro das despesas discricionárias (livres) do governo, que são limitadas.

As emendas representam parcela significativa do orçamento e tem aumentado ao longo dos anos. A verba é destinada por deputados e senadores para seus redutos eleitorais para a realização de obras e projetos.

Gastos com servidores

As despesas do governo federal com pessoal, incluindo servidores civis e militares, devem subir 11% em 2026.

O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026, enviado nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional, prevê a expansão das despesas primárias com pessoal de R$ 315 bilhões para R$ 350,4 bilhões.

Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), o crescimento da folha reflete os reajustes e reestruturações acordados com as categorias do funcionalismo público e os concursos e contratações projetados para o ano de 2026.

Bolsa Família

O Orçamento prevê R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família, mas a peça não inclui reajuste no valor médio do benefício.

A equipe econômica deve manter o pagamento médio de R$ 671 por família, sem acréscimo real para o próximo ano.

Durante a apresentação do PLOA, o secretário do Orçamento Federal, Clayton Montes, afirmou que a peça garante a execução plena do programa, mas sem previsão de expansão.

Despesas em alta

A projeção do marco orçamentário de médio prazo reforça a tendência de crescimento dos gastos obrigatórios da União, sobretudo em Previdência e Assistência Social.

O PLOA indica que as despesas primárias passarão de R$ 3,195 trilhões em 2026 para R$ 3,839 trilhões em 2029.

A maior pressão segue por conta da Previdência Básica, que deve aumentar de R$ 1,08 trilhão para R$ 1,31 trilhão no período.

Já na Assistência, a alta nas despesas deve ser de 58% com pessoas com deficiência, atingindo os R$ 107,2 bilhões; já com pessoas idosas, deve saltar de R$ 54,6 bilhões para R$ 63,9 bilhões.

*com informações de Cristiane Noberto e Gabriel Garcia, da CNN, em Brasília.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Notícias, Portos

Mergulhadores localizam grande quantidade de cocaína em navio atracado em porto de SC

Quase 300 quilos de entorpecentes foram apreendidos durante o exercício da PF e da PM; droga seria levada para Portugal.

O que começou como um mergulho de treinamento policial de vistoria em cascos de navios terminou em uma grande apreensão de cocaína no Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Durante o exercício realizado na tarde de domingo (31), policiais militares e federais encontraram 277 quilos da droga em um navio de carga de bandeira maltesa.

De acordo com a Polícia Militar, o entorpecente estava em um compartimento no casco do navio Allegra e seria enviado para Portugal. Nenhum suspeito foi localizado nas imediações do porto durante a ação, e o valor estimado da carga não foi divulgado.

Cocaína no Porto de Imbituba: operação envolveu núcleos especiais da PF e PM

A varredura foi conduzida por mergulhadores do Nepom (Núcleo Especial de Polícia Marítima) da Polícia Federal de Florianópolis e Itajaí, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e do 34º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina.

Droga foi encontrada no casco de um navio de bandeira maltesa. Veja o vídeo:

Fonte vídeo: Misturebas

Conforme nota da Polícia Militar, a grande quantidade de cocaína apreendida no Porto de Imbituba estava distribuída em sete pacotes. O material foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Florianópolis e deverá ser incinerado.

“As equipes de mergulhadores do Nepom/PF/SC e Bope/PMSC vêm realizando mergulhos de treinamento e alinhamentos rotineiros nos portos de Santa Catarina. A droga será encaminhada para destruição”.

Fontes: ND+

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PL tenta proibir transporte de animais vivos e evitar tortura em mercado de R$ 2 bilhões

Projeto propõe fim da exportação de bois vivos em 5 anos e regula transporte e bem-estar animal antes de data-limite

Carcaças de bois tomaram rios do estado do Pará e impregnam comunidades pesqueiras da região com um forte odor podre. Cerca de 5 mil bovinos foram parar na água após um navio afundar no porto de Vila do Conde (PA), deixando, além do rastro de morte, manchas por aproximadamente 4 km no mar Atlântico após o derramamento de 700 toneladas de óleo diesel. O ano era 2015 e o episódio ainda é um dos exemplos mais concretos dos impactos pouco discutidos oferecidos pela exportação de animais vivos, um mercado de mais de R$ 2 bilhões anuais.

Amontoados em baias metálicas, milhares de bois viajam por até 30 dias pelos Oceanos Atlântico e o Índico, confinados, apertados entre fezes e urina. Não é incomum que alguns não resistam: morrem cozidos por dentro, vítimas de estresse térmico; outros, afetados pela concentração de amônia nos espaços, chegam ao destino sem enxergar. Parte dos corpos é jogada ao mar ou triturada na própria embarcação. Essa é a realidade de pelo menos 400 mil animais transportados por ano do Brasil para países no Oriente Médio e norte da África — em 2024 cerca de 1 milhão de animais foram exportados, um recorde.

Um destino que pode ser proibido recorrente, caso o projeto de lei 2.627/2025, proposto pela deputada Duda Salabert (PDT-MG) seja aprovado pelo Congresso Nacional. A proposta quer proibir a exportação de animais vivos dentro de cinco anos após a aprovação da lei, estabelecendo cotas anuais de redução até que a meta seja batida, além de normas que garantam o mínimo de bem-estar animal durante o período de adaptação. Além disso, estabelece limite de tempo de funcionamento das embarcações de transporte e que ele seja feito com o acompanhamento de equipes veterinárias a bordo, bem como fiscalização contínua pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Salabert argumenta que a transição para um modelo baseado na exportação de carnes, ao invés do animal vivo, pode agregar maior valor ao setor, gerar mais empregos e fortalecer os setores sem comprometer a balança comercial. “Experiências internacionais indicam que a restrição da exportação de animais vivos não prejudicou a economia dos países exportadores, mas impulsionou o crescimento da exportação de carne refrigerada e congelada”, justifica a deputada no texto do projeto de sua autoria.

“As denúncias se repetem: navios velhos e adaptados, transporte insalubre, alimentação insuficiente e risco elevado de transmissão de zoonoses. […] A exportação de animais vivos representa menos de 5% do valor da carne exportada, mas o argumento de prejuízo econômico é usado para travar avanços, quando, na verdade, o prejuízo é deixar que parte da cadeia econômica de processamento de carne seja feita fora do Brasil”, afirmou a deputada à Agência Pública. 

De acordo com o Beef Report 2024 da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), a exportação de gado vivo somou R$ 2,4 bilhões em 2023, menos da metade da exportação de couro (R$ 5,6 bilhões) ou de carne, mercado vezes maior, que representou R$ 49,9 bilhões na balança comercial há dois anos. 

A carne está entre os produtos sujeitos ao tarifaço de 50% imposto pelo governo Trump às vendas feitas aos Estados Unidos desde o início de agosto. A exportação do animal vivo, no entanto, representa um lucro que varia entre 20% e 25% em relação ao comercializado em território nacional, motivo pelo qual o mercado encontra espaço para se manter.

Propostas enfrentam resistência da bancada ruralista

O Brasil segue os requisitos mínimos previstos na Convenção Internacional de Segurança Marítima no que diz respeito à exportação de animais vivos. Países como Austrália e Irlanda restringem tempo de funcionamento, histórico e bandeira das embarcações que fazem esse tipo de transporte e servem de inspiração para propostas legislativas brasileiras. Além do PL 2.627/25, outros sete já foram propostos no Congresso Nacional para proibir ou desestimular esse tipo de exportação, sem no entanto, encontrar condições de tramitação para que ganhem força de lei. 

“É um problema intrínseco da exportação de animais vivos, porque o sucesso, o êxito econômico dessa operação depende de colocar muitos animais dentro de um navio e levar para outro lado do mundo”, afirma o diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da ONG Mercy For Animal (MFA, do inglês “Piedade para os animais”), George Sturaro, que afirma que o projeto em questão encontra mais chances de receber atenção por propor a redução gradual da atividade, em vez de apenas proibi-la. “Se reduz o número de animais [por embarcação], se melhora as condições [para o gado], a atividade não é mais economicamente rentável”.

O confinamento contínuo favorece infecções respiratórias e oculares, provocadas pela alta concentração de amônia no ar em espaços sem ventilação adequada. “São raros os navios que possuem um veterinário. Às vezes, [quando há] é um veterinário para 20 mil animais, então se o animal desenvolve uma doença, se lesiona, dependendo da gravidade, esse animal vai morrer. E esses animais que morrem são jogados ao mar”, diz Sturaro. 

Em 2018, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia manifestado e reconhecido a necessidade da presença de um médico veterinário como responsável técnico em empresas que comercializam animais vivos sempre que houver necessidade de intervenção ou tratamento médico nos animais.

Sturaro explica que projetos semelhantes enfrentam barreiras porque precisam passar pelas Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, dominadas pela bancada ruralista, que costuma votar contra iniciativas vistas como “restritivas ao agronegócio”: “Os parlamentares vinculados aos interesses do agronegócio não vão aceitar como argumento a questão do bem-estar animal, porque não tem atividade pecuária que não envolva algum nível de sofrimento”. 

Além disso, a exportação confere poder de barganha aos pecuaristas e pode ajudar a não diminuir o preço da carne. “Mesmo que ele não vá exportar, ele tem mais poder de barganha para negociar com o frigorífico porque ele pode dizer: ‘olha, se você não comprar meu boi, eu exporto’”, complementa Sturaro.

“A exportação de animais vivos representa menos de 5% do valor da carne exportada, mas o argumento de prejuízo econômico é usado para travar avanços, quando, na verdade, o prejuízo é deixar que parte da cadeia econômica de processamento de carne seja feita fora do Brasil”, complementou Salabert.

Procurado, o Ministério da Agricultura e Pecuária não respondeu sobre como são feitas as fiscalizações sobre as condições das exportações e transporte de animais vivos nem sobre a diferença entre critérios adotados e cenários encontrados quanto ao bem-estar animal. Caso haja manifestação, este espaço será atualizado. 

Senado vai debater assunto em audiência

Uma audiência pública foi convocada na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado para o próximo dia 19 de agosto para discutir os impactos socioeconômicos, sanitários e ambientais do transporte de animais vivos para fins de exportação. O encontro, convocado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), também deve abordar projetos de lei que estão travados nas duas Casas. 

“Não há espaço para nenhuma forma de crueldade nos tempos de hoje. Sou defensor da dignidade animal e acredito que práticas brutais, desnecessárias e economicamente questionáveis, como a exportação de animais vivos para abate no exterior, não podem ser toleradas em um país que se pretende moderno e humanitário”, afirmou em entrevista à Pública. 

Fonte: Diarinho

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MP identificou importação irregular de metanol pelo PCC para adulterar combustíveis; setor vê impacto em mais de 2.500 postos

Segundo investigação consumidores estariam pagando por volumes inferiores ao informado pelas bombas. Combustíveis adulterados estavam fora das especificações técnicas exigidas pela ANP.

Investigação realizada pelo Ministério Público de São Paulo identificou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) agia na importação irregular de produtos químicos para adulterar os combustíveis vendidos para consumidores. O setor estima impacto em cerca de 30% dos postos de combustíveis em todo o estado, em torno de 2.500 estabelecimentos.

Nesta quinta-feira (28), o MP realiza uma megaoperação com 1.400 agentes para cumprir mandados de busca, apreensão e prisão ligados a um esquema bilionário da facção criminosa no setor de combustíveis.

Segundo os investigadores, um dos principais eixos da fraude passa pela importação irregular de metanol. O produto, que chega ao país pelo Porto de Paranaguá (PR), não era entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais.

O MP identificou que, em vez disso, o metanol era desviado e transportado clandestinamente, com documentação fraudulenta e em desacordo com normas de segurança, o que coloca em risco motoristas, pedestres e o meio ambiente.

Produto altamente inflamável e tóxico, o metanol era direcionado a postos e distribuidoras, nos quais acabava utilizado para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários à organização criminosa.

Várias redes de postos de gasolina foram investigadas e foram detectadas, pelo MP, fraudes em mais 300 postos de combustíveis, tanto qualitativas quanto quantitativas. O setor estima impacto maior, com pelo cerca de 30% do setor (2.500 mil postos) impactados pelo esquema.

Consumidores estariam pagando por volumes inferiores ao informado pelas bombas (fraude quantitativa) ou por combustíveis adulterados fora das especificações técnicas exigidas pela ANP (fraude qualitativa).

Empresários e comerciantes do setor de combustíveis avaliam que hoje, só no estado de São Paulo, 30% dos postos são abastecidos com álcool adulterado com metanol. O total envolveria mais de 2.500 postos em um universo de 8.500 no estado.

As distribuidoras e associações de postos têm setores de inteligência que ajudam a fazer levantamentos e denúncias para as autoridades do setor de combustíveis.

Compra de usinas

Parcela considerável do dinheiro obtido por meio desse esquema criminoso fomentou a compra de usinas sucroalcooleiras e potencializou a atuação do grupo, que absorveu em sua estrutura criminosa distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis.

Os integrantes, inclusive, obrigavam fazendeiros, donos de usinas e de postos de gasolina a venderem suas propriedades com valores subfaturados. Eles eram ameaçados de morte caso desistissem do negócio ou fizessem denúncias.

As investigações descobriram uma complexa rede de laranjas e empresas de fachada para ocultar os verdadeiros beneficiários em camadas societárias e financeiras, especialmente em Shell Companies, fundos de investimento e instituições de pagamento.

Fonte: G1

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BYD inaugura parque temático na China

A BYD inaugurou um centro de experiências automotivas em Zhengzhou, na China, que combina pistas de alta performance, áreas off-road e atrações exclusivas para os amantes automobilísticos. O espaço oferece testes com diversos modelos da marca, incluindo o superesportivo elétrico Yangwang U9 e o SUV Yangwang U8.

Fonte: Autopapo

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Leilão inédito vai decidir o futuro do porto de Itajaí

Concessão do canal portuário será licitada separadamente do arrendamento do porto

A concessão do canal de acesso portuário de Itajaí, em modelo inédito no país, avançou na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na semana passada, a agência aprovou as minutas do edital e do contrato de concessão. Agora, o processo seguiu para o Ministério de Portos e Aeroportos, responsável por encaminhar o projeto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que fará a análise antes do lançamento do edital.

A etapa atual foi concluída após a avaliação das contribuições recebidas na audiência pública 03/2024, que discutiu melhorias nos documentos técnicos e jurídicos. No novo modelo adotado pelo governo federal, a concessão do canal de acesso foi separada do arrendamento do porto. A licitação do acesso portuário deve ser lançada ainda neste ano, enquanto o edital de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí está previsto para 2026, com estudos em andamento pela Infra S.A.

O edital seguirá o formato já aprovado para o Porto de Paranaguá, cujo leilão acontece em 22 de outubro e prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. Essa será a primeira vez no Brasil em que a operação portuária será desvinculada da concessão do canal de acesso.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os critérios usados em Paranaguá servirão como modelo para outros portos estratégicos, como Santos (SP), Itajaí (SC), Bahia e Rio Grande (RS). “Este será o primeiro leilão de canal de acesso de um porto público no Brasil, que vai ampliar a capacidade das operações e a movimentação portuária”, destacou o ministro Silvio Costa Filho.

A expectativa é que os próximos processos tenham maior agilidade por seguirem o mesmo padrão de Paranaguá. Sobre o prazo para a publicação do edital referente a Itajaí, a Antaq informou que a definição é feita pelo Ministério dos Portos, responsável pelo cronograma de leilões.

Navios gigantes

O canal de acesso de Itajaí e Navegantes terá investimentos de R$ 311,1 milhões ao longo dos 25 anos do contrato do canal de acesso ao porto, segundo a Antaq. A principal obra é a dragagem do rio Itajaí-açu, que vai aprofundar o calado operacional de 14 para 16 metros, permitindo a entrada de navios maiores. Hoje, o porto recebe embarcações de até 350 metros. Com as melhorias, poderá receber cargueiros de até 400 metros.

Em Paranaguá, a profundidade vai passar de 13,1 para 15,5 metros. A cada dois metros a mais de calado, um navio pode transportar em média mil contêineres ou 14 mil toneladas adicionais.

Em Itajaí, a dragagem deve custar R$ 90 milhões. A concessão também inclui a retirada do casco do navio Pallas (R$ 23 milhões), a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões) e a segunda etapa da nova bacia de evolução (R$ 68 milhões).

A futura concessionária será responsável ainda por estudos hidrográficos, dragagem, sinalização, balizamento náutico e monitoramento do tráfego de embarcações, atividades hoje sob a responsabilidade da autoridade portuária.

Fonte: Diarinho

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Brasil tem mais de 10 mil roubos de carga em 2024

Problemas com a malha rodoviária e o elevado índice de roubo nas estradas são os maiores desafios enfrentados pelo transporte de cargas no País. Em 2024, dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que o País registrou, em média, 27 roubos de cargas por dia.

O roubo de cargas no Brasil vem sendo grande fonte de receita para as quadrilhas especializadas. Conforme o relatório de Análise de Roubo de Cargas, os ataques cresceram 24,8% no primeiro semestre de 2025. Dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística indicam que, em 2024, foram contabilizados 10.478 roubos de carga no País, com prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão. As informações são da Agência Brasil.

Investimentos adicionais em segurança e tecnologia, atrasos nas entregas e necessidade de rotas mais longas para evitar áreas de risco comprometem toda a cadeia logística. Essas medidas elevam os custos repassados ao consumidor final e reduzem a competitividade dos produtos brasileiros no mercado. Desde 2023, com a promulgação da Lei 14.599/23, a contratação dos seguros de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C), o de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga (RC-DC) e o de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V) é obrigatória, o que tem impactado a procura pelos produtos de seguros.

Nos primeiros cinco meses deste ano, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a arrecadação do RC-DC cresceu 8,1%, alcançando R$ 570 milhões, enquanto as indenizações subiram 12,4%, totalizando R$ 239 milhões. Já o RCTR-C avançou 1,5%, somando R$ 721 milhões em prêmios, com pagamentos de quase R$ 520 milhões, alta de 5,2%.

O cenário deve ganhar novo impulso com a Portaria Suroc n.º 27/2025, publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 11 de agosto. A norma prevê a suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) para empresas que não comprovarem a contratação dos seguros exigidos.

Para o diretor de Relações Institucionais CNseg, Esteves Colnago, a portaria trará mais eficiência e controle para o exercício do transporte de cargas nas estradas brasileiras. “É de suma importância essa nova normativa da ANTT. Ela traz uma evolução no método de fiscalização, saindo de uma abordagem baseada em documentos físicos para um modelo digital e integrado, o que promete maior eficiência e controle sobre a obrigatoriedade da cobertura de seguros no transporte de cargas, aumentando a segurança para todos os envolvidos na cadeia logística”, afirmou.

A comprovação poderá ser feita de duas formas: pela apresentação do frontispício (folha de rosto) da apólice ou do certificado de seguro à fiscalização da ANTT; ou pela verificação automática, por meio de intercâmbio de dados em tempo real entre a agência e as seguradoras (ou entidade que as represente).

O sistema digital deverá estar plenamente implementado até 10 de março de 2026, prazo definido pelo Artigo 3º da portaria. Até lá, a ANTT disponibilizará às seguradoras um manual técnico para integração via webservice, garantindo o envio automático das informações relativas à contratação dos seguros.

No primeiro semestre de 2025, as cargas fracionadas continuaram sendo as mais visadas por criminosos, representando 43,8% do total de prejuízos com roubo de cargas no país. Apesar da liderança, o segmento registrou uma queda de 14,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. Esses tipos de carga são especialmente vulneráveis durante a noite, quando ocorrem 54,2% dos roubos, e às sextas-feiras, que concentram 32,8% dos casos.

Outro estudo, chamado relatório de “Análise de Roubo de Cargas” da nstech, mostra que a região Sudeste segue como epicentro das perdas nesse tipo de carga, com 71,9% do total de prejuízos, sendo São Paulo responsável por 51,3% e o Rio de Janeiro, por 14,6%. Na segunda posição do ranking de produtos mais visados, os alimentos registraram 33,3% dos prejuízos no semestre — um aumento expressivo em relação aos 22,6% no mesmo período de 2024.

Já os eletrônicos responderam por 10,8%, frente a 9% no ano anterior. O relatório da nstech também detalha os períodos mais perigosos para o transporte de cargas no Brasil. A sexta-feira se destacou como o dia com maior concentração de prejuízos no primeiro semestre de 2025, respondendo por 23,2% do total registrado. 

A maioria das ocorrências ocorreu no período noturno, que concentrou 68,6% dos valores sinistrados apenas nas sextas. Nesse cenário, São Paulo foi o estado mais afetado, responsável por 42,1% dos prejuízos registrados nesse dia da semana. As cargas mais visadas foram as fracionadas, que representaram 62,1% das perdas, seguidas pelos alimentos (35,6%), bebidas (1,8%) e medicamentos (0,5%).

Fonte: Jornal do Comércio

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Aviação na região Nordeste tem melhor mês de julho da história

O resultado de 3,79 milhões de passageiros no mês, reflete crescimento do turismo e de eventos regionais

A aviação civil do Nordeste registrou em julho de 2025 o melhor resultado de sua história, com 3,79 milhões de passageiros. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o volume supera em mais de 117 mil viajantes o movimento do mesmo mês de 2024 e reflete a força da região no turismo, nos negócios e na integração nacional.

No acumulado do ano, de janeiro a julho, já passaram pelos aeroportos nordestinos mais de 23,1 milhões de pessoas, também acima do registrado no mesmo período de 2024 (22 milhões). O resultado, o melhor desde janeiro de 2000, início da série histórica reafirma a importância da região como um dos destinos mais procurados do Brasil e um elo logístico essencial para a economia.

Turismo e negócios

Com destinos que figuram entre os mais visitados do país, o Nordeste lidera a preferência de turistas nacionais e estrangeiros. As praias de Maceió (AL), Natal (RN) e Porto Seguro (BA), os polos culturais de Salvador (BA), Recife (PE) e São Luís (MA), e até destinos de natureza singular, como Fernando de Noronha e Lençóis Maranhenses, movimentam visitantes em alta escala. Em julho, mês de férias escolares no Brasil e no exterior, essa vocação turística foi decisiva para o recorde de movimentação aérea.

Além do lazer, a malha aérea nordestina também é estratégica para os negócios. Cidades como Fortaleza (CE), Recife e Salvador funcionam como hubs de conexão para o Brasil e para voos internacionais. Já aeroportos de médio porte, como Petrolina, Juazeiro do Norte e Vitória da Conquista, fortalecem a integração regional e o transporte ligado à produção agrícola, à indústria e ao comércio.

Desempenho dos aeroportos

Os terminais de maior movimento em julho foram Recife, com 858,9 mil passageiros, seguido por Fortaleza (580,9 mil), Salvador (709,6 mil), Porto Seguro (279,8 mil) e Maceió (257,7 mil). Também se destacaram Natal, com 210,9 mil passageiros, e destinos emergentes como Jericoacoara, que movimentou 32 mil pessoas no mês, considerando tanto partidas quanto chegadas.

O desempenho positivo da aviação no Nordeste é resultado dos investimentos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em infraestrutura aeroportuária e nas concessões. As obras e modernizações em curso incluem ampliação de terminais, melhorias em pistas, novos equipamentos de segurança e acessibilidade. Essas intervenções ampliam a capacidade operacional dos aeroportos, reduzem gargalos e garantem mais conforto e eficiência para passageiros e companhias aéreas.

Fonte: Modais em Foco

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VÍDEO: veja momento em que ponte desaba na China; 12 morrem

Construção, no noroeste da China, desabou após cabos de sustentação romperem.

Uma ponte no noroeste da China desabou parcialmente na madrugada desta sexta-feira (22), em um acidente que deixou 12 mortos, segundo a mídia estatal chinesa.

Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do colapso. O vídeo (veja acima) mostra que a queda ocorreu quando uma parte dos cabos de sustentação se romperam.

O caso aconteceu em um trecho de uma ferrovia que liga Sichuan a Qinghai, na região central da China, e que ainda está em construção. Apesar de a ponte ainda não estar inaugurada, 16 trabalhadores estavam no local no momento da queda, segundo o jornal estatal “Diário do Povo”.

Ainda de acordo com o jornal, a ponte se tornaria a maior do mundo construída em arco de treliça de aço de via dupla. A construção passa sobre o rio Amarelo, o segundo mais longo da China.

Além das vítimas fatais, outras cinco pessoas estavam desaparecidas, ainda de acordo com a imprensa estatal da China.

A agência de notícias estatal chinesa Xinhua disse que a causa da queda foi uma falha nos cabos.

Ponte no noroeste da China sobre o rio Amarelo durante fase de construção. — Foto: Reprodução/ Redes sociais

Fonte: G1

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Casos de gripe aviária disparam entre aves de quintal no Brasil

Mudança nas rotas migratórias impulsiona a disseminação; áreas urbanas registram infecções.

O Brasil registrou um aumento acentuado nos surtos de gripe aviária entre aves de subsistência e de quintal em julho, levantando alertas em todo o setor avícola do país. Especialistas alertam que reforçar as medidas de biosseguridade é essencial para evitar que o vírus atinja as granjas comerciais, como ocorreu em maio no Rio Grande do Sul — incidente que ainda impõe restrições às exportações de frango brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, oito surtos de influenza aviária altamente patogênica (H5N1) foram confirmados em julho, sendo sete deles envolvendo aves de quintal e um uma ave silvestre. Este é o maior número de casos em criações domésticas desde o início do monitoramento em junho de 2023. Ao todo, 185 surtos foram confirmados no país desde então.

Luizinho Caron, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, atribui o aumento a mudanças nas rotas migratórias e nas espécies de aves que vêm ao Brasil.

“Nas duas últimas temporadas, a maioria das aves migrando do Hemisfério Norte para o Sul seguiu a rota atlântica e pertencia principalmente à espécie de trinta-réis, que voa ao longo das zonas costeiras. Este ano, no entanto, estamos vendo mais aves costeiras que preferem lagos e rios utilizando a rota migratória do Mississippi, indo para o interior”, explicou Caron.

Aves costeiras têm maior probabilidade de carregar o vírus da gripe aviária, segundo Caron. Entre elas, o quero-quero é particularmente comum.

“É impossível separar o vírus trazido por aves migratórias das infecções em criações de quintal. Evitar o contato entre espécies é extremamente difícil em um país tão grande quanto o Brasil”, afirmou Raphael Lucio Andreatti Filho, professor de ornitopatologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Pela primeira vez, o H5N1 foi detectado nos principais centros urbanos do Brasil. Aves infectadas foram confirmadas no Parque Ibirapuera, em São Paulo, no BioParque do Rio de Janeiro e no Zoológico de Brasília.

“As aves migratórias tratam esses locais como resorts, com muita água e alimento disponível, o que aumenta o risco para as espécies locais”, disse Andreatti Filho.

Caron acredita que foram as aves costeiras que provavelmente levaram o vírus aos zoológicos de Brasília e do Rio.

Embora a atual onda de surtos esteja concentrada em criações de subsistência, especialistas alertam que as granjas comerciais estão mais expostas à medida que a circulação ambiental do vírus se amplia.

“Com mais vírus circulando, aumenta a chance de contato indireto”, disse Caron.

Andreatti Filho observou que a atividade humana pode, inadvertidamente, espalhar a doença: “Às vezes o vírus viaja no pneu de um carro ou na sola da bota de um produtor rural.”

Em março, o Ministério da Agricultura emitiu uma suspensão de 180 dias para exposições, feiras e competições de aves, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão do vírus.

Mesmo assim, o monitoramento eficaz continua sendo um grande desafio. “O Brasil é um país enorme com inúmeras criações de quintal. É praticamente impossível inspecionar todas elas”, ressaltou Andreatti Filho.

Pesquisadores concordam que a vigilância é essencial: detecção rápida, isolamento imediato das aves infectadas e cumprimento dos protocolos do governo são fundamentais. Um surto comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, em maio, serve como lembrete dos riscos.

Desde que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) declarou esse surto como contido, em junho, o Brasil tem trabalhado para recuperar o acesso a mercados de exportação importantes. No entanto, grandes compradores como China e União Europeia continuam impondo proibições totais ao frango brasileiro.

O Ministério da Agricultura não respondeu aos pedidos de comentário sobre o aumento dos surtos antes da publicação.

Fonte: Valor International

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