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Ibama autoriza projeto pioneiro de dragagem e recuperação ambiental em Santa Catarina

O Ibama concedeu autorização para um projeto inédito de dragagem e reaproveitamento de sedimentos em Santa Catarina, voltado à alimentação artificial das praias de São Francisco do Sul, no Norte do Estado. A licença, retificada em 10 de outubro (LI nº 1.495/2024), permite o aprofundamento e alargamento do canal de acesso à Baía de Babitonga, etapa que gerará os materiais que serão utilizados na recuperação costeira. Com isso, a empresa responsável já pode iniciar a instalação da tubulação que levará os sedimentos às praias.

Uso sustentável de sedimentos de dragagem

O aproveitamento de sedimentos de um canal de navegação para recomposição de praias representa uma estratégia inédita no Brasil. Segundo Itagyba Alvarenga Neto, coordenador-geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Marinhos e Costeiros do Ibama, a iniciativa alia eficiência técnica, redução de impactos ambientais e benefícios ecológicos e sociais para a região costeira. “O projeto busca otimizar os recursos ambientais de forma inovadora, como proposto durante o processo de licenciamento”, afirmou.

Escala do projeto e recuperação ecológica

Serão utilizados aproximadamente 6 milhões de metros cúbicos de sedimento arenoso, destinados à recomposição de mais de 7 quilômetros de praias em São Francisco do Sul. O empreendimento também inclui a formação de cerca de 5 quilômetros de dunas, que serão repovoadas com aproximadamente 268 mil mudas de vegetação nativa de restinga, contribuindo para a proteção contra erosão costeira e a recuperação do ecossistema litorâneo.

Dragagem e conservação ambiental

Em nota, o Ibama destacou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, garantindo que todas as fases do projeto respeitem a legislação ambiental e normas vigentes. A atuação do Instituto busca conciliar infraestrutura e preservação, incentivando soluções inovadoras que promovam a recuperação de ecossistemas degradados e fortaleçam a resiliência do litoral brasileiro.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Geely lança navio para 7.000 carros e mira portos brasileiros

A Geely, uma das principais montadoras da China, apresentou seu mais recente navio Ro-Ro, o Jisu Glory, projetado para exportação de veículos. Com capacidade para transportar até 7.000 carros por viagem, a embarcação já iniciou sua primeira rota internacional, reforçando a estratégia da empresa de assumir o controle total da sua cadeia logística global.

Estrutura e tecnologia avançada

O Jisu Glory é o segundo navio Ro-Ro construído pela própria Geely e também o maior já desenvolvido pela montadora. Com 12 conveses, a distribuição dos veículos é feita de forma estratégica, garantindo segurança e eficiência no transporte. A embarcação mede 200 metros de comprimento por 38 metros de largura e possui sistemas de ventilação e proteção especiais para carros elétricos e movidos a hidrogênio, refletindo a aposta da empresa em tecnologias sustentáveis.

Sustentabilidade: navio movido a GNL

No aspecto ambiental, o navio é alimentado por gás natural liquefeito (GNL), combustível que reduz significativamente as emissões de óxidos de nitrogênio e enxofre, tornando o transporte marítimo mais ecologicamente responsável.

Expansão das exportações e chegada ao Brasil

O lançamento do Jisu Glory ocorre em meio a um crescimento histórico nas exportações da Geely. Apenas no primeiro semestre de 2025, a empresa enviou mais de 184 mil veículos para destinos como Brasil, Austrália e Europa.

Não será surpresa ver o navio atracando em portos brasileiros nos próximos meses, já que a Geely comercializa no país o SUV EX5 e planeja trazer em breve o EX2, modelo mais vendido na China.

Rotas internacionais e submarcas

Antes de chegar ao Brasil, o Jisu Glory seguirá para a Europa, transportando veículos da Geely e de suas submarcas Lotus, Smart, Farizon e Zeekr — esta última com presença já confirmada no mercado brasileiro. O navio será utilizado em rotas globais, conectando diferentes bases da montadora ao redor do mundo.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Geely/Divulgação

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Mais de 1 tonelada de cocaína é apreendida no Porto de Paranaguá

Ação da Receita Federal frustra envio de droga para a Espanha; carga estava escondida em pallets de madeira

Apreensão de cocaína no Porto de Paranaguá

Agentes da Receita Federal interceptaram, na tarde desta quinta-feira (9), uma carga contendo 1.094,5 quilos de cocaína no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. A droga estava escondida em pallets de compensado de madeira, camuflada em um contêiner que teria como destino final o Porto de Barcelona, na Espanha.

A operação ocorreu no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e contou com o uso de escâneres e o apoio da cadelinha farejadora Daphine, especializada na detecção de entorpecentes. Apesar da grande apreensão, ninguém foi preso até o momento.

Exportação ilegal frustrada com ajuda de cão farejador

A droga estava preparada para ser enviada por via marítima, misturada à carga legal, o que é uma prática comum entre grupos que atuam no tráfico internacional de drogas. A atuação rápida dos agentes evitou que o entorpecente fosse exportado para a Europa.

Os tabletes de cocaína estavam escondidos em pallets de compensados de madeira que seriam enviados para o Porto de Barcelona, na Espanha

A apreensão é mais um reflexo da intensificação da fiscalização nos portos do sul do país, principalmente nos estados do Paraná e Santa Catarina, que têm sido usados como rota para o envio de drogas ao exterior.

Além dos escâneres, usados nas ações de fiscalização realizadas pelos servidores federais, as equipes contaram com o apoio da agente canina Daphine

Apreensões de drogas em alta nos portos do Sul em 2025

Com essa nova apreensão, o volume total de cocaína interceptada em 2025 pelos agentes da Receita Federal nos portos do Paraná e de Santa Catarina chega a 2.272,5 quilos. Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal, que dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis pelo envio da carga.

FONTE: Com informações da Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGENS: folha do litoral 

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Receita Federal apreende 112 kg de madeira sem licença no Aeroporto de Guarulhos

Material seria levado por viajantes chineses para Pequim e incluía também lixo eletrônico, Apreensão ocorreu durante fiscalização aduaneira

A Receita Federal apreendeu 112 quilos de madeira avaliados em cerca de US$ 5 mil durante uma operação de controle aduaneiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). O material estava distribuído em bagagens de três passageiros de nacionalidade chinesa, que embarcariam em um voo com destino a Pequim. O material foi encontrado durante fiscalização aduaneira no último domingo (05). 

Espécie exige licença internacional

Segundo a Receita Federal, a madeira pertence à espécie Dalbergia SP, conhecida popularmente como jacarandá, cuja exportação depende de licença Cites – documento obrigatório que regulamenta o comércio internacional de espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção, conforme a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).

Passageiros também levavam lixo eletrônico

Além da madeira, os viajantes transportavam 11,7 quilos de lixo eletrônico, material que representa risco ambiental por conter substâncias tóxicas e metais pesados que podem ser liberados durante processos de fundição.

Ibama foi acionado

Diante da natureza dos itens apreendidos, a Receita Federal acionou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), responsável por adotar as medidas legais cabíveis em casos de infração ambiental.

Fonte: Receita Federal

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: DIVULGAÇÃO / RECEITA FEDERAL

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Roubos de cargas: funcionários de rastreadoras cobravam propina de até R$ 50 mil para liberar caminhões localizados, diz PF

Operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em cinco estados nesta terça-feira (30). Justiça também determinou bloqueio de R$ 40 milhões ligados à organização criminosa.

A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (30), em cinco estados revelou que funcionários de empresas de rastreamento cobravam até R$ 50 mil para permitir que criminosos ficassem com caminhões roubados após a localização.

Ao todo, 35 mandados de prisão e 49 de busca e apreensão foram expedidos. A investigação foi conduzida pelo grupo especializado em repressão a crimes de roubo de cargas e caminhões da PF em Campinas (SP), em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

“Além disso, temos grandes empresas, com renome no mercado, utilizando-se do mercado ilícito ou intermediando peças para os seus clientes. Então, nós temos o próprio mercado de transporte, de logística, alimentando o crime de roubo de cargas e caminhões”, detalhou o delegado-chefe da PF em Campinas, Edson Geraldo de Souza.

Segundo o delegado-chefe, um dos presos na operação é o proprietário de uma empresa de rastreamento de veículos. “A recuperadora, a rastreadora, a empresa de monitoramento que deveria contribuir com a segurança pública em relação à redução era, na verdade, quem vendia as informações”, destacou.

Bloqueio de R$ 40 milhões

A operação é um desdobramento de uma ação feita em 2024. Na ocasião, a Polícia Federal mirou os roubadores, responsáveis por abordar motoristas. Agora, segundo Souza, o foco são os receptadores e as empresas que recolocavam caminhões e peças roubadas no mercado.

A Polícia Federal apontou que a organização atuava em todas as etapas do crime. Havia equipes que abordavam motoristas em rodovias, em falsos fretes ou em locais de descanso, além de grupos que desmontavam caminhões em galpões alugados em nome de terceiros.

A operação envolveu 220 policiais federais e 205 policiais militares rodoviários do estado de São Paulo. Além dos mandados, foi determinado o bloqueio de R$ 40 milhões ligados à organização criminosa.

Também foi determinada a suspensão das atividades de empresas que “comprovadamente negociaram peças de caminhões roubados ou auxiliaram na movimentação financeira da organização”. Veja, abaixo, as cidades onde os mandados foram cumpridos:

Medidas judiciais da operação

Investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Federal de Campinas (SP).

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EstadoCidadeMandado (s) de busca e apreensãoMandado (s) de prisão temporária
SPSão Paulo7*7
SPBarueri42
SPCaieiras11
SPCotia11
SPItaquaquecetuba33
SPGuarulhos11
SPJandira10
SPMogi das Cruzes11
SPOsasco54
SPSão Caetano do Sul10


SPCarapicuíba11
SPSuzano11
SPAtibaia11
SPCampinas42
SPJosé Bonifácio21
SPSalto1*1
SPSanta Cruz do Rio Pardo21
SPSão José dos Campos11
SPSorocaba01
SCBalneário Piçarras11
MGBelo Horizonte22
ESCariacica11
MGContagem20
MRondonópolis31
ESViana20

Negócio de pai e filho

Os criminosos estão relacionados a, pelo menos, 50 crimes entre agosto de 2024 e junho de 2025. Dois homens foram apontados como líderes da organização criminosa e, quando não participaram diretamente dos roubos, foram responsáveis por recrutar integrantes.

“O principal chefe dessa organização criminosa é filho de outro criminoso também do ramo e ele usava as redes do pai para poder se estabelecer com a sua organização criminosa. O outro foi preso na operação Cacaria e então ele assumiu as negociações”, explicou o delegado.

Segundo os investigadores, um caminhão avaliado entre R$ 700 mil e R$ 1,5 milhão era repassado aos receptadores por cerca de R$ 120 mil. As peças, vendidas separadamente, chegavam a triplicar de valor.

A Polícia Federal estima que o grupo movimentou ao menos R$ 40 milhões entre 2024 e 2025. A quadrilha tinha a meta de roubar dois caminhões por semana, o que podia render mais de R$ 1 milhão por mês.

“Eles acreditavam na impunidade, tal qual já era o tamanho do comércio e a ampliação para empresas privadas lícitas. O comércio já tava se consolidando de tal forma que eles já estavam crentes na sua impunidade”, afirmou Edson Geraldo de Souza.

Balanço parcial

Até o fim da manhã, 27 dos 35 alvos já tinham sido presos. Entre eles, o dono de uma oficina em Campinas, suspeito de receptar peças.

A maioria dos investigados já tinha passagem na polícia por roubo, receptação, formação de quadrilha, tráfico, ameaça, falsidade e estelionato.

Eles devem responder por exercer o comando e integrar organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, roubo e receptação. As penas podem passar de 40 anos de prisão.

FONTE: G1
IMAGEM: Polícia Federal/Divulgação

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Receita Federal apreende 38,5 kg de cocaína no Porto de Paranaguá

Droga estava escondida em contêiner com frango congelado destinado à exportação

A Receita Federal apreendeu 38,5 quilos de cocaína nesta segunda-feira (29), durante fiscalização no Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. O entorpecente foi encontrado dividido em 35 tabletes.

Cocaína estava camuflada em equipamento de refrigeração

A droga estava escondida na máquina evaporadora de um contêiner carregado com frango congelado. A carga seguiria para a Irlanda, com transbordo no porto de Rotterdam, na Holanda.

A inspeção ocorreu após a carga ser selecionada pelo sistema de gerenciamento de risco da Receita Federal. A operação contou ainda com o apoio da cadela de faro Daphine, especialista em detecção de drogas.

Histórico de apreensões em 2025

Com essa ocorrência, já somam 1.178 quilos de cocaína apreendidos em portos do Paraná e de Santa Catarina somente em 2025, reforçando o trabalho de combate ao tráfico internacional de drogas.

Após a apreensão, o material foi encaminhado à polícia judiciária, responsável pela continuidade das investigações.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Navio cargueiro pega fogo no Iêmen após ataque com explosivos

Incêndio deixa tripulantes feridos.

Um navio de carga foi atingido por explosivos nesta segunda-feira (29) próximo à costa do Iêmen, resultando em um incêndio a bordo. Pelo menos dois tripulantes ficaram feridos e receberam atendimento médico.

O Minervagracht, um cargueiro de porte médio com bandeira dos Países Baixos, está em chamas no Golfo de Áden, segundo comunicado da administradora Spliethoff. A tripulação está sendo evacuada para embarcações próximas enquanto os feridos são assistidos.

Contexto do ataque e ameaças à navegação

O incidente foi registrado pela UK Maritime Trade Operations, órgão que conecta a marinha mercante à marinha de guerra. O ataque se insere em uma série de ações do grupo rebelde Houthi no Iêmen, que vem ameaçando a navegação no Mar Vermelho desde 2023, em retaliação à guerra de Israel contra o Hamas.

Embora os ataques tenham diminuído nos últimos meses, os Houthis afundaram dois navios cargueiros durante o verão, forçando grande parte da frota mercante internacional a optar por rotas mais longas contornando a África para evitar a região.

Possível uso de míssil balístico

Na semana passada, autoridades navais francesas levantaram a possibilidade de o Minervagracht ter sido atingido por um míssil balístico, ressaltando que a embarcação não tinha ligação com Israel. O último registro do navio foi em 26 de setembro, em um porto de Djibuti.

Construído em 2011, o Minervagracht tem capacidade para aproximadamente 700 contêineres. O caso segue sob investigação.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tecnologias Maxar via AP

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Operação da Receita retém combustível avaliado em ao menos R$ 290 mi em dois navios

Ação faz parte da operação Cadeia de Carbono e a Marinha do Brasil colaborou com a Receita

A Receita Federal informou nesta sexta-feira ter retido cargas de dois navios que traziam óleo diesel do exterior com destino a São Paulo e Rio de Janeiro, avaliadas em mais de R$ 290 milhões, em etapa da operação Cadeia de Carbono, que também contou com apoio da Marinha do Brasil.

De acordo com o fisco, foram retidos 91 milhões de litros de diesel e cerca de 115 toneladas de compostos químicos usados como aditivos para combustíveis.

Em nota, a Receita informou que a fiscalização busca apurar se há simulação nas vendas dos produtos para ocultar os responsáveis pelas operações ou inconsistências na prestação de informações a órgãos reguladores.

“A Receita Federal do Brasil seguirá firme no propósito de coibir as importações irregulares de combustíveis e todos os malefícios delas decorrentes”, disse a pasta.

Na semana passada, a Receita já havia realizado operação contra irregularidades na importação e comercialização de combustíveis. Na ocasião, foram retidos dois navios com carga estimada em R$ 240 milhões.

Fonte: InfoMoney

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Operação Spare: Receita Federal e órgãos parceiros ampliam combate à organização criminosa que atua no setor de combustíveis

Novos alvos têm ligação com investigados da “Operação Carbono Oculto” e são suspeitos de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial por meio de postos de combustíveis, empreendimentos imobiliários, motéis e franquias.

A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram nesta quinta-feira, 25 de setembro, a “Operação Spare”, desdobramento da “Operação Carbono Oculto”, realizada em 28 de agosto. A ação mira um dos principais operadores de uma organização criminosa que atua há mais de duas décadas no mercado de combustíveis no estado de São Paulo, além de pessoas a ele associadas. Os investigados são suspeitos de utilizar postos, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquia como instrumentos para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

O sofisticado esquema revelado na “Carbono Oculto” também era operado pelos alvos da “Spare”. Recursos de origem ilícita eram inseridos no setor formal por meio de empresas operacionais. Esse movimento se dava em espécie e por maquininhas via fintechs, e posteriormente os recursos lavados eram reinvestidos em negócios, imóveis e outros ativos, por meio de Sociedades em Conta de Participação (SCP).

Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (19), Santo André (2), Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco. Participam da operação 64 servidores da Receita Federal e 28 do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaeco, além de representantes da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) e cerca de 100 policiais militares.

Entenda a infiltração no mercado formal

O principal alvo da operação está ligado a uma extensa rede de postos de combustíveis usada para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A estrutura foi identificada a partir da concentração de empresas sob responsabilidade de um único prestador de serviço, que formalmente controlava cerca de 400 postos – sendo 200 vinculados diretamente ao alvo e seus associados.

A Receita Federal identificou ao menos 267 postos ainda ativos, que movimentaram mais de R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas recolheram apenas R$ 4,5 milhões em tributos federais – o equivalente a 0,1% do total movimentado, percentual muito abaixo da média do setor. Também foram identificadas administradoras de postos que movimentaram R$ 540 milhões no mesmo período.

A atuação do grupo, no entanto, não se restringia ao setor de combustíveis. Por meio de pessoas relacionadas, o principal alvo também operava lojas de franquias, motéis e empreendimentos na construção civil.

Durante as fiscalizações, foram identificados 21 CNPJs ligados a 98 estabelecimentos relacionados a uma mesma franquia, todos em nome de alvos da operação. Embora operacionais, essas empresas apresentavam indícios de lavagem de dinheiro. Entre 2020 e 2024, movimentaram cerca de R$ 1 bilhão, mas emitiram apenas R$ 550 milhões em notas fiscais. No mesmo período, recolheram R$ 25 milhões em tributos federais (2,5% da sua movimentação financeira no mesmo período) e distribuíram R$ 88 milhões em lucros e dividendos.

Mais de 60 motéis também foram identificados, a maioria em nome de “laranjas”, com movimentação de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024. Esses estabelecimentos contribuíram para o aumento patrimonial dos sócios, com distribuição de R$ 45 milhões em lucros e dividendos. Um dos motéis chegou a distribuir 64% da receita bruta declarada. Restaurantes localizados nos motéis, com CNPJs próprios, também integravam o esquema – um deles distribuiu R$ 1,7 milhão em lucros após registrar receita de R$ 6,8 milhões entre 2022 e 2023.

Operações imobiliárias realizadas pelos CNPJs de motéis vinculados a integrantes da organização criminosa também chamaram atenção. Um dos CNPJs adquiriu um imóvel de R$ 1,8 milhão em 2021; outro comprou um imóvel de R$ 5 milhões em 2023.

As investigações revelaram ainda o uso de SCPs para construção de empreendimentos imobiliários, especialmente prédios residenciais em Santos, durante a década de 2010. Como os sócios ocultos dessas sociedades são mantidos em sigilo, não é possível determinar quantas ainda estão em poder dos alvos. Com base em uma sócia ostensiva comum, estima-se que ao menos 14 empreendimentos movimentaram R$ 260 milhões entre 2020 e 2024.

Aquisição de bens de luxo

Com os recursos obtidos por meio do esquema, os alvos adquiriram imóveis e bens de alto valor, diretamente ou por meio de empresas patrimoniais e de fachada. Entre os bens estão um iate de 23 metros, inicialmente comprado por um dos motéis e depois transferido a uma empresa de fachada, que também adquiriu um helicóptero; outro helicóptero (modelo Augusta A109E) foi comprado em nome de um dos investigados; um Lamborghini Urus adquirido por empresa patrimonial; além de terrenos onde estão localizados diversos motéis, avaliados em mais de R$ 20 milhões. Estima-se que os bens identificados representem apenas 10% do patrimônio real dos envolvidos.

A Receita Federal também detectou um padrão de retificação de declarações de Imposto de Renda: declarações antigas e recentes eram retificadas no mesmo dia, com inclusão de altos valores na ficha de bens e direitos da declaração mais antiga – próxima à decadência – sem a correspondente inclusão de rendimentos e pagamento de imposto, o que configura mais uma tentativa espúria de indicar origem para patrimônio adquirido com recursos sem origem e não tributados. Usando desse artifício, membros da família do principal alvo aumentaram seu patrimônio informado de forma irregular em cerca de R$ 120 milhões (valores atualizados).

Conexões com outras operações

Durante as investigações, foram identificadas conexões entre os alvos da “Operação Spare” e indivíduos envolvidos em outras ações de combate ao crime organizado, incluindo a própria “Operação Carbono Oculto” e a “Operação Rei do Crime”. Entre os indícios estão transações comerciais e imobiliárias entre os investigados, uso compartilhado de helicópteros e reservas conjuntas de passagens para viagens internacionais.

A Receita Federal também deflagrou outras ações com foco em combustíveis. Por meio de sua área aduaneira, realizou na última sexta-feira (19) a “Operação Cadeia de Carbono”, que resultou na apreensão de cargas de dois navios no Porto do Rio de Janeiro. As mercadorias, compostas por petróleo e seus derivados, foram avaliadas em aproximadamente R$ 240 milhões e são suspeitas de terem sido importadas por empresas que não comprovaram a origem dos recursos utilizados para aquisição de bens de valor tão elevado.

No dia 24, a Instituição publicou portaria que intensifica o combate a fraudes em operações de importação. A Receita Federal segue no seu compromisso de garantir a regularidade das importações de petróleo e derivados e a proteção da economia nacional, excluindo do mercado empresas e indivíduos que atuam de forma irregular – seja por meio de sonegação de tributos ou pela utilização de estruturas empresariais formais para introduzir na economia recursos de origem ilícita.

Nome da operação

O nome “Spare” foi retirado do boliche. Um spare ocorre quando o jogador derruba todos os pinos após os dois arremessos de uma mesma rodada. No contexto do combate à organização criminosa, a “Operação Carbono Oculto” representaria o primeiro arremesso, e a operação de hoje, o segundo, concluindo o objetivo inicial.

Coletiva de Imprensa

A Receita Federal participa da entrevista coletiva sobre a “Operação Spare” nesta quinta-feira, 25 de setembro, às 10h, no edifício sede do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Endereço: Rua Riachuelo, 115, São Paulo/SP

Não haverá transmissão em tempo real.

Fonte: Receita Federal

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Supertufão Ragasa atinge Hong Kong e sul da China com fortes chuvas

Com ventos que chegam a 200 km/h, Ragasa deve se aproximar ainda mais das cidades nas próximas horas

O supertufão Ragasa, o ciclone tropical mais poderoso do ano, atingiu Hong Kong e o sul da China nesta quarta-feira (24), no horário local, com ventos de força equivalente à de um furacão e chuvas intensas, forçando o fechamento da cidade e o cancelamento de mais de 700 voos.

Milhões de pessoas podem ser afetadas pela forte tempestade que deve passar ao sul das principais cidades de Hong Kong, Macau, Shenzhen e Guangzhou, antes de atingir o continente novamente no oeste da província de Guangdong, na China continental.

Pelo menos 14 pessoas morreram em Taiwan quando uma barreira de água se rompeu no condado oriental de Hualien, informou o corpo de bombeiros do condado na manhã de quarta-feira (22).

Nos dias que antecederam a chegada da tempestade, moradores correram aos supermercados em busca de mantimentos, esvaziando prateleiras e enfrentando longas filas, temendo que o comércio permanecesse fechado por até dois dias.

À medida que o tufão se aproximava, muitos residentes reforçaram janelas com fita adesiva, tentando evitar ferimentos causados por possíveis estilhaços de vidro.

Com ventos que chegam a 200 km/h, Ragasa deve se aproximar ainda mais da cidade nas próximas horas, passando a cerca de 100 km ao sul do território densamente povoado.

A expectativa é de que o sistema mantenha sua intensidade enquanto avança rumo à costa da província chinesa de Guangdong, lar de mais de 125 milhões de pessoas, onde deve tocar o solo por volta do meio-dia (0400 GMT).

Em resposta à ameaça, as autoridades de Hong Kong elevaram o alerta para o nível 10, o mais alto do sistema de sinais de tempestade, determinando o fechamento de empresas e a suspensão de serviços de transporte público.

Além disso, o governo emitiu um alerta de inundações, já que chuvas torrenciais continuam a atingir a cidade, com algumas vias já parcialmente alagadas, segundo o South China Morning Post.

O observatório meteorológico alertou para uma possível elevação do nível do mar, comparável à registrada durante os devastadores tufões Hato (2017) e Mangkhut (2018), que causaram bilhões de dólares em prejuízos.

Fonte: CNN Brasil

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