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China diz estar pronta para ‘qualquer tipo de guerra’ com os EUA

Comentários vêm em resposta às novas tarifas anunciadas pelo governo de Donald Trump – e enquanto Pequim aumenta seus gastos com defesa em 7,2%.

A China alertou os Estados Unidos nesta quarta-feira (5/3) que está pronta para lutar em “qualquer tipo” de guerra após responder às crescentes tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente americano, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo ficaram à beira de uma guerra comercial depois que Trump impôs mais tarifas sobre todos os produtos chineses que desembarcarem em território americano. A China rapidamente retaliou, impondo tarifas de 10% a 15% sobre produtos agrícolas dos EUA.

“Se é guerra o que os EUA querem, seja uma guerra tarifária, uma guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra, estamos prontos para lutar até o fim”, disse a Embaixada da China em Washington no X (antigo Twitter), republicando uma declaração do governo feita na terça-feira (4/3).

Esta é uma das manifestações mais contundentes da China até o momento desde que Trump se tornou presidente — e ocorre enquanto líderes se reúnem em Pequim para o encontro anual do Congresso Nacional do Povo.

Na terça-feira, o primeiro-ministro da China, Li Qiang, anunciou que o país elevaria novamente seus gastos com defesa em 7,2% neste ano e alertou que “mudanças nunca vistas em um século estavam se desenrolando pelo mundo a um ritmo mais rápido”.

Esse aumento era esperado e corresponde ao valor anunciado no ano passado. Canadá e China anunciam tarifas contra produtos dos EUA em resposta à taxação de Trump Os líderes chineses estão tentando sinalizar à população que estão confiantes de que a economia do país pode crescer, mesmo com a ameaça de uma guerra comercial.

A China tem se esforçado para retratar uma imagem de país estável e pacífico, em contraste com os EUA, que Pequim acusa de estarem envolvidos em guerras no Oriente Médio e na Ucrânia.

A China também pode esperar tirar proveito das ações de Trump em relação aos aliados dos EUA, como o Canadá e o México, que também foram atingidos por tarifas.

O país também não quer endurecer a retórica de forma excessiva a ponto de afastar possíveis novos parceiros globais.

Pequim aumentará os gastos militares em mais de 7% este ano — Foto: Reuters via BBC
Pequim aumentará os gastos militares em mais de 7% este ano — Foto: Reuters via BBC

A postagem da Embaixada da China em Washington citou uma declaração do Ministério das Relações Exteriores em inglês do dia anterior, que acusava os EUA de culparem a China pela entrada da droga fentanil no país.

“A questão do fentanil é uma desculpa frágil para aumentar as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas”, disse no post o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

“A intimidação não nos assusta. O bullying não funciona conosco. Pressionar, coagir ou fazer ameaças não são a maneira correta de lidar com a China”, acrescentou.

A relação entre os EUA e a China é há algum tempo uma das mais contenciosas do mundo.

A postagem no X foi amplamente compartilhada e pode ser usada pelos membros do gabinete de Trump que defendem o uso de uma retórica mais agressiva contra o país asiático como evidência de que Pequim é a maior ameaça econômica e de política externa de Washington.

Líderes em Pequim estavam esperançosos de que as relações entre os EUA e a China sob Trump pudessem se dar de maneira mais cordial depois que ele convidou Xi para sua posse.

Trump também disse que os dois líderes tiveram “uma ótima ligação telefônica” poucos dias antes de ele entrar na Casa Branca. Havia relatos de que os dois líderes deveriam participar de outra ligação em fevereiro. Isso não aconteceu. Xi já estava enfrentando uma persistente baixa no consumo, uma crise imobiliária e desemprego.

A China prometeu injetar bilhões de dólares em sua economia em dificuldades, e seus líderes apresentaram o plano enquanto milhares de delegados participam do Congresso Nacional do Povo, um parlamento que basicamente endossa decisões já tomadas nos bastidores.

A China tem o segundo maior orçamento militar do mundo, com US$ 245 bilhões, mas é muito menor do que o dos EUA. Pequim gasta 1,6% do PIB com seu exército, muito menos do que os EUA ou a Rússia, de acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, na Suécia. Analistas acreditam, no entanto, que a China minimiza o quanto gasta com defesa.

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Tarifas de Trump ao Brasil podem reduzir preços internos, dizem analistas

Cenário depende da variação do dólar e do processo de readequação do mercado exportador brasileiro, segundo especialistas

As tarifas americanas de 25% sobre o aço e o alumínio brasileiro devem entrar em vigor em 21 de março, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump pretende introduzir “taxas recíprocas” ao país no próximo mês. A depender do ambiente externo, o cenário pode levar à queda dos preços de itens de alguns setores no mercado interno, segundo especialistas ouvidos pela CNN.

Com os produtos tarifados perdendo espaço nos Estados Unidos, os produtores brasileiros devem querer desovar parte da mercadoria no curto prazo e, assim, aumentar a oferta no mercado interno. Este cenário, considerado otimista, está sujeito às oscilações do dólar e às novas medidas tarifárias de Donald Trump.

Em todos os casos, os analistas dizem que o Brasil será muito menos impactado que México e Canadá, cujas taxas gerais de 25% sobre todos os produtos exportados devem trazer uma readequação mais profunda do comércio exterior desses países, em razão do impacto severo nas respectivas balanças comerciais.

“O impacto tende a ser relativamente pequeno no Brasil, pois ainda somos um país fechado, que depende muito das commodities e pouco da indústria exportadora. Pode haver uma dificuldade maior em alguns setores industriais, como aço e alumínio, e aí existe a possibilidade de ter desconto nos mercados dessas mercadorias até que seja definida uma adequação da produção à nova realidade”, afirmou Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

O economista ressaltou que a expectativa é de que a parte da indústria mais afetada procure outros mercados, de olho no aumento de exportações para a Europa e China como forma de suprir a demanda reduzida nos Estados Unidos.

“Apesar do discurso sobre ‘taxas injustas do Brasil’, quem vai sofrer impacto mesmo são México e Canadá. Temos sorte de não sermos tão visados e de os Estados Unidos serem historicamente superavitários em relação ao Brasil”, acrescentou Vale.

A procura de novos destinos para as mercadorias tarifadas pelos americanos será o foco da indústria, segundo Julio Netto, economista-chefe da Mirae Asset.

“Quando ocorre essa guerra comercial tarifária, os mercados têm que se adaptar. Vai haver um período de transição, mas não podemos achar que agora vão só olhar para o mercado interno. Para os interesses deles, é muito melhor receber em dólar e é isso que vão continuar a buscar”, pontuou.

Netto destacou as incertezas em relação às próprias políticas tarifárias de Trump, com revisionismos do presidente americano que podem alterar os cenários econômicos a todo o tempo.

“Trump adota uma estratégia de broker nova-iorquino de chegar arrombando a porta para depois negociar. Ele quer agradar o eleitorado dele no curto prazo, mas deve rever muitas medidas a longo prazo, pois sabe que acaba isolando os Estados Unidos dessa forma”, declarou.

O economista-chefe do Banco Master e professor da FGV, Paulo Gala, sinalizou que a movimentação do dólar neste período é preponderante para haver alguma variação nos preços a partir das tarifas americanas.

Segundo o especialista, a valorização do dólar diante dos pares faria ruir a possibilidade de queda dos preços no âmbito nacional. Isso porque a alta da moeda americana reforçaria as exportações e reduziria a oferta interna, o que leva à alta dos preços por aqui.

“Mas não está claro se o dólar vai continuar se valorizando, porque há um forte medo de recessão nos Estados Unidos, então aquele ‘Trump trade’ que a gente viu no ano passado em que a moeda americana se valorizava com a vitória do Trump não está acontecendo mais. Agora tem uma reversão, especialmente pela política fiscal que impacta a atividade econômica do país”, explicou.

O dólar mantém um viés de desvalorização no exterior desde janeiro deste ano, com o início de declarações mais agressivas do presidente americano em relação às tarifas impostas a outros países.

O índice DXY, que compara o dólar a outras seis moedas, caía 1,15% por volta das 13h15 desta quarta-feira (5), aos 104.529 pontos, no menor nível em 4 meses, desde que chegou aos 103.42 pontos em 5 de novembro.

FONTE: CNN Brasil
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Chefe da diplomacia dos EUA conversa com 58 países, mas deixa Brasil de fora

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, teve conversas telefônicas ou encontros pessoais com representantes de pelo menos 58 países em um mês e meio de governo Donald Trump nos Estados Unidos, mas deixou o Brasil fora de sua lista de contatos.

O levantamento foi feito pela CNN com base em registros do Departamento de Estado. A lista contempla, por exemplo, chanceleres ou primeiros-ministros de todos os integrantes do G20 (o grupo das 20 maiores economias do planeta) — à exceção apenas do Brasil e da África do Sul.

Desde a volta de Trump à Casa Branca, o secretário de Estado conversou com autoridades de dez países do continente americano: Canadá, México, Argentina, Costa Rica, El Salvador, Guiana, Jamaica, Panamá, República Dominicana e Venezuela — no último caso, houve diálogo com o líder oposicionista Edmundo González, que os Estados Unidos reconhecem como presidente legítimo.

Em janeiro, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma carta a Rubio cumprimentando-o por sua nomeação. Os dois, porém, não se falaram nenhuma vez.

Desde então, o Brasil tem sido citado frequentemente por Trump como um parceiro comercial com tarifas elevadas sobre produtos americanos, como o etanol.

Fora das questões meramente comerciais, que são tocadas por outras áreas de governo, o Departamento de Estado esteve no centro de uma polêmica com o Brasil.

Na semana passada, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental — uma divisão do Departamento de Estado — postou uma mensagem nas redes sociais com críticas ao Brasil.

“Bloquear o acesso à informação e impor multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar indivíduos que lá vivem é incompatível com os valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão”, disse o escritório no X (antigo Twitter). Em resposta, uma nota publicada pelo Itamaraty acusou o escritório de distorcer decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a exigência de representantes legais das big techs que operam no país.

“O governo brasileiro rejeita, com firmeza, qualquer tentativa de politizar decisões judiciais e ressalta a importância do respeito ao princípio republicano da independência dos poderes, contemplado na Constituição Federal brasileiro de 1988”, afirmou o Itamaraty, na nota.

Contatos de Rubio
Em 45 dias, Marco Rubio conversou com os presidentes, primeiros-ministros ou chanceleres dos seguintes países (por ordem cronológica do contato):

  • Europa (21): Polônia, Dinamarca, Lituânia, Letônia, Estônia, França, Reino Unido, Hungria, Itália, Alemanha, Comissão Europeia, Finlândia, Bélgica, Ucrânia, Suécia, Rússia, Polônia, Grécia, República Tcheca, Irlanda, Chipre.
  • Américas (10): Venezuela, Canadá, Costa Rica, República Dominicana, Guiana, Panamá, El Salvador, Argentina, México, Jamaica.
  • Ásia (19): Filipinas, Índia, Japão, Indonésia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Turquia, Israel, China, Vietnã, Iêmen, Jordânia, Catar, Bahrein, Uzbequistão, Iraque, Omã, Cingapura
  • África (6): Egito, Congo, Marrocos, Argélia, Quênia, Angola.
  • Oceania (2): Austrália, Nova Zelândia.

Segundo fontes da diplomacia brasileira, uma aproximação com o Departamento de Estado está sendo conduzida pela embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti.

A avaliação no Ministério das Relações Exteriores, entretanto, é que questões como a deportação de brasileiros em voos precários puderam ser resolvidas pelos canais diplomáticos existentes — sem a necessidade de “subir de nível hierárquico”.

Uma oportunidade de contato entre Mauro Vieira e Marco Rubio, esperada pelo Itamaraty, era a reunião de chanceleres em Joanesburgo (África do Sul), em fevereiro.

No entanto, o secretário de Estado não compareceu e o governo Trump foi representado no encontro apenas pela encarregada de negócios (chefe temporária) da embaixada americana no país.

De acordo com a avaliação de uma fonte diplomática ouvida pela CNN, há vantagens no “esquecimento” do Brasil pela Casa Branca e pelo Departamento de Estado.

Essa fonte argumenta que mesmo aliados históricos dos Estados Unidos, como o Canadá e países europeus, têm sido tratados com “agressividade” pelo governo Trump.

Nesse cenário, acrescenta o interlocutor, é mais benéfico para um país como o Brasil não chamar (ou chamar pouco) a atenção dos americanos do que ter uma suposta “linha direta” de diálogo com Rubio.

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A Europa acaba de testar a primeira ligação direta por satélite 5G

A Agência Espacial Europeia (ESA) alcançou a primeira conexão direta mundial de 5G com um satélite em órbita baixa da Terra. Em breve, “ficar sem sinal” poderá se tornar um conceito obsoleto.

Pela primeira vez na história, a ESA e a operadora de satélites Telesat conectaram um satélite à Terra usando tecnologia de rede 5G NTN na faixa de frequência Ka-band.

O Centro Europeu de Pesquisa e Tecnologia Espacial (ESTEC) classificou esse marco como “um passo crucial para tornar as conexões espaciais tão simples quanto usar um celular”. O laboratório de 5G/6G da ESA, localizado no ESTEC, conseguiu conectar-se ao satélite LEO 3 da Telesat utilizando o padrão 5G. Para isso, foi usada tecnologia da empresa francesa Amarisoft.

A equipe estabeleceu e manteve uma conexão estável com o satélite enquanto ele se movia pelo céu. A conexão durou desde o momento em que o satélite surgiu no horizonte até atingir uma elevação máxima de 38 graus e retornar para o horizonte.

Por que isso é importante?
Embora a empresa espanhola Sateliot já ofereça um serviço de conexão 5G NB-IoT a partir da órbita baixa da Terra, o teste realizado pela ESA, Telesat e Amarisoft marca a primeira implementação da tecnologia 5G NTN diretamente com um satélite em órbita baixa.

O serviço da Sateliot é voltado para dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e aplicações de baixo consumo, como boias meteorológicas e máquinas agrícolas.

Fonte: Redação Terra
Em breve o conceito de “sem cobertura” deixará de existir: a Europa acaba de testar a primeira ligação direta por satélite 5G

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Ibovespa avança na volta do Carnaval com Embraer em destaque, mas Petrobras pesa

O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado do Carnaval, com as ações da Embraer renovando máxima histórica com alta de cerca de 8%, enquanto os papéis da Petrobras eram destaque negativo em meio ao tombo do petróleo no exterior.

Às 14h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,25%, a 123.107,9 pontos. Com o pregão abrindo apenas às 13h, após ficar fechado nos últimos dois dias, o volume financeiro somava R$1,4 bilhão.

Analistas do BB Investimentos afirmaram, em sua carteira de ações recomendadas para o mês corrente, esperar “um quadro de acentuada volatilidade” em março.

“O sentimento misto dos investidores encontra respaldo no nível de incertezas advindas do mercado externo, bem como do quadro interno que tem imposto pressão adicional às companhias, especialmente pela perda de dinamismo da atividade no contexto de juros mais elevados”, citaram Victor Penna e Wesley Bernabé.

– EMBRAER ON disparava 7,57%, tendo renovado máxima histórica intradia a R$75,09 no melhor momento, conforme permanece a visão de que a fabricante de aviões deve continuar mostrando desempenho operacional benigno em 2025. No ano, o papel já sobe cerca de 33%, mesmo após salto de 150% em 2024.

– MARFRIG ON avançava 8,29%, recuperando-se do tombo de mais de 10% no último pregão, na sexta-feira, em sessão positiva para o setor de proteínas na bolsa. BRF ON subia 5,74%, MINERVA ON mostrava acréscimo de 4,07% e JBS ON tinha elevação de 0,71%.

– PETROBRAS PN caía 3,01%, contaminada pelo forte declínio dos preços do petróleo no exterior. O barril do Brent, usado como referência pela estatal, recuava 3,27%, no terceiro dia seguido de queda, em meio a receios com planos da Opep+ de prosseguir com os aumentos de produção em abril.

– BRASKEM PNA recuava 3,1%, engatando o décimo pregão seguido de queda, dada a perspectiva ainda desafiadora para a indústria petroquímica. Na véspera, também entraram em vigor as novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre as importações do México, onde a empresa tem operações.

– VALE ON subia 1,07%, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China. A próxima sexta-feira, dia 7, é a data de corte para pagamento de dividendos anunciados no mês passado, no valor total bruto de R$2,14 por ação. O pagamento está previsto para 14 de março.

– ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 1,55%, em dia positivo para bancos, com BANCO DO BRASIL ON avançando 1,1%, BRADESCO PN registrando alta de 1,51% e SANTANDER BRASIL UNIT apurando elevação de 1,07%.

– RD SAÚDE ON valorizava-se 3,68%, também se recuperando da queda de quase 6% no fechamento da sexta-feira. Na semana passada, após a divulgação do balanço, executivos da rede de varejo farmacêutico afirmaram que esperam um primeiro semestre mais difícil com recuperação na segunda metade do ano.

FONTE: Terra
Ibovespa avança na volta do Carnaval com Embraer em destaque, mas Petrobras pesa

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Em resposta ao teste de mísseis da Coreia do Norte, os Estados Unidos enviam porta-aviões à Coreia do Sul

Chegada do USS Carl Vinson ao porto sul-coreano de Busan tem como objetivo exibir uma aliança militar sólida frente às ameaças norte-coreanas

Um porta-aviões dos Estados Unidos chegou à Coreia do Sul neste domingo, 2, em uma demonstração de força, dias depois de a Coreia do Norte testar mísseis de cruzeiro. A chegada do USS Carl Vinson ao porto sul-coreano de Busan tem como objetivo exibir uma aliança militar sólida frente às ameaças norte-coreanas, além de aumentar a operabilidade dos ativos combinados dos aliados, disse a Marinha sul-coreana em comunicado.

Segundo a nota, foi o primeiro porta-aviões dos EUA a viajar para a Coreia do Sul desde junho. Espera-se que a implantação do porta-aviões enfureça a Coreia do Norte, que vê as implantações temporárias de ativos militares dos EUA como ameaças à sua segurança.

Anteriormente, os norte-coreanos responderam a algumas das implantações de porta-aviões dos EUA, bombardeiros de longo alcance e submarinos nucleares com testes de mísseis. Desde sua posse em 20 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que entraria em contato novamente com o líder norte-coreano Kim Jong Un para ‘reavivar’ a diplomacia.

A Coreia do Norte não respondeu diretamente, mas alegou que as hostilidades lideradas pelos EUA contra eles aumentaram desde a posse do norte-americano. Kim e Trump se encontraram três vezes entre 2018 e 2019, durante o primeiro mandato do líder dos EUA, para discutir o futuro do programa nuclear da Coreia do Norte. A diplomacia acabou entrando em colapso devido a disputas sobre as sanções econômicas lideradas pelos EUA contra os coreanos.

A Coreia do Norte informou na sexta-feira (28) que testou mísseis de cruzeiro estratégicos na semana anterior para alertar seus adversários sobre a capacidade de contra-ataque de suas forças armadas e a prontidão de suas operações nucleares. Após observar os lançamentos, o quarto evento de testes de mísseis neste ano, Kim disse que o exército deve estar totalmente pronto para usar suas armas nucleares.

FONTE: Correio do povo
Estados Unidos enviam porta-aviões à Coreia do Sul após Coreia do Norte testar mísseis

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Força Aérea dos EUA integra míssil antinavio Harpoon ao caça F-16

Nellis Air Force Base, Nevada – Em uma demonstração inédita, a Força Aérea dos Estados Unidos confirmou sua capacidade de modernização e adaptação, integrando de forma rápida e eficiente um míssil Harpoon, originalmente desenvolvido para a Marinha, ao caça F-16 Fighting Falcon.

O teste, conduzido pelo Destacamento 3 do 53º Grupo de Teste e Avaliação, realizado na renomada Base Aérea de Nellis, em Nevada, evidenciou a viabilidade de um novo processo que promete reduzir significativamente os prazos tradicionais para a incorporação de sistemas de armas avançados nas plataformas aéreas existentes. Por meio de um sistema de gateway – que funcionou como um “tradutor” entre o míssil e a aeronave – o F-16 foi habilitado a reconhecer e comandar o míssil sem a necessidade de modificações extensas.

Segundo fontes da própria Força Aérea, essa integração rápida pode transformar o modo como novas tecnologias são implementadas, permitindo uma resposta mais ágil às demandas operacionais e de segurança. A iniciativa demonstra o comprometimento dos Estados Unidos com a modernização de suas capacidades de defesa, alinhando as inovações tecnológicas às exigências do campo de batalha contemporâneo.

A manobra também ressalta a importância da cooperação interserviços, ao aproveitar as capacidades já testadas e aprovadas da Marinha dos EUA para fortalecer a aviação de combate. O sucesso deste procedimento pode servir de modelo para futuras atualizações e integrações de sistemas, reforçando a superioridade operacional das forças armadas americanas.

Em um cenário global cada vez mais desafiador, a iniciativa destaca a busca contínua por soluções inovadoras que permitam não apenas a manutenção, mas o aprimoramento das capacidades de resposta rápida e efetiva dos EUA.

FONTE: Poder Aero
Força Aérea dos EUA integra míssil antinavio Harpoon ao caça F-16 – Poder Aéreo – Aviação, Forças Aéreas, Indústria Aeroespacial e de Defesa

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Trump diz que considerará tratado de livre comércio com Argentina

Em fala na Casa Branca, o republicano ainda elogiou o presidente argentino, Javier Milei, afirmando que ele é um “grande líder” e que “está fazendo um grande trabalho”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (3) que vai considerar um tratado de livre comércio com a Argentina. Em fala na Casa Branca, o republicano ainda elogiou o presidente argentino, Javier Milei, afirmando que ele é um “grande líder” e que “está fazendo um grande trabalho”.

“Não há espaço para o México ou o Canadá”, disse Trump, quando questionado sobre se os países poderiam evitar tarifas chegando a um acordo para conter os fluxos de fentanil para os Estados Unidos.

Trump disse que estava usando tarifas para “punir” países que — como ele disse — estavam tirando da economia dos EUA sem dar o suficiente em troca.

O secretário de Comércio Howard Lutnick disse que empresas globais podem evitar tarifas se investirem na produção nos Estados Unidos, como a TSMC. A fabricante de chips taiwanesa anunciou um investimento de US$ 100 bilhões nos EUA.

Trump prometeu impor tarifas de 25% sobre todas as importações do Canadá e do México, com 10% para energia canadense.

O presidente também confirmou a adição de 10% em tarifas para produtos chineses.

CEOs e economistas dizem que a ação, cobrindo mais de US$ 900 bilhões em importações anuais dos EUA de seus vizinhos do sul e do norte, representaria um sério revés para a economia norte-americana altamente integrada.

As tarifas estão programadas para entrar em vigor às 12h01 (2h01 no horário de Brasília) na terça-feira.

O secretário de Comércio, Howard Lutnick, sinalizou no domingo (2) que Trump pode não impor o valor total das tarifas, dizendo que o presidente determinaria seus níveis exatos.

FONTE: CNN Brasil
Trump diz que considerará tratado de livre comércio com Argentina | CNN Brasil

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Dólar cai pelo mundo no Carnaval, mas política pode frear queda no Brasil

Enquanto mercados globais repercutiam efeitos das taxas à maior economia do mundo, indicadores no Brasil estavam fechados pelo feriado estendido

O dólar caiu ante as principais moedas do mundo neste início de semana, refletindo o temor dos mercados com os efeitos das tarifas impostas por Donald Trump aos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.

O DXY — índice que mede a força da divisa norte-americana ante uma cesta de moedas fortes — caiu cerca de 1,7% entre o fim da semana passada e esta terça-feira (4), indo para ao redor de 105.6 pontos, o menor patamar desde dezembro do ano passado.

Enquanto os mercados globais repercutiam os efeitos das taxas à maior economia do mundo, indicadores no Brasil estavam fechados pelo feriado estendido de Carnaval.

As operações financeiras retornam no início da tarde desta quarta-feira (5) e, apesar do mau humor internacional, o cenário doméstico deve frear o recuo da divisa norte-americana ante o real.

Alexandre Espírito Santo, economista e coordenador do curso de Economia e Finanças da ESPM, aponta o noticiário político como principal fator para que o Brasil não participe desta onda de enfraquecimento do dólar.

“A gente tem que entender que o dólar aqui dentro é, sim, influenciado pelo dólar no mercado internacional. Mas a gente tem nossos próprios problemas”, afirmou em entrevista ao CNN Money nesta terça-feira.

Como exemplo, o especialista apontou o efeito negativo no câmbio pela nomeação de Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (28).

“Precisa entender se dólar, aqui dentro, não será contaminado pela questão política”, ponderou o economista.

Espírito Santo também citou os recentes anúncios do governo petista em meio à queda da popularidade de Lula, como o programa Pé-de-Meia e a medida provisória (MP) que muda regras do saque-aniversário para destravar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“Isso não ajuda o Banco Central a trazer em inflação para a meta, que é o trabalho que ele vem fazendo subindo juro”, pontuou o economista.

“Não adianta vir com um vetor para trazer a inflação para a meta, e o governo gastar”.

Ibovespa em NY recua

Bolsas ao redor do mundo recuaram nesta terça-feira, após os Estados Unidos iniciarem tarifas de 25% para importações do México e Canadá, além de taxas extras de 10% para produtos chineses, totalizando 20%.

Em Wall Street, o Dow Jones perdeu 1,55%, enquanto S&P 500 caiu 1,22% e Nasdaq recuou 0,35%.

Praças na Europa seguiram a mesma direção, com o Stoxx 600 — que concentra as principais companhias do continente — fechando com perda de 2,14%.

EWZ — principais fundo de índice (ETF) do Ibovesva em Wall Street — também encerrou no vermelho, com perda de 0,95%. Durante a sessão, o tombo chegou ao redor de 2%.

Para Celson Plácido, partner e CEO na AMW – Asset Management by Warren, as bolsas devem se manter pressionadas com a escalada das guerras comerciais entre os EUA e seus principais parceiros.

“Taxas de juros mais elevadas, lucros das empresas menores, maior despesa financeira, e, óbvio, a inflação corroendo a renda da população como um todo”, detalha sobre os impactos que as tarifas deverão ter no cenário global.

FONTE: CNN Brasil
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Zelensky chama confronto com Trump de ‘lamentável’: ‘É hora de consertar as coisas’

 O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta terça-feira que seu confronto com Donald Trump na semana passada foi “lamentável”, que ele estava pronto para trabalhar sob a liderança do presidente dos EUA para trazer paz duradoura e que era “hora de consertar as coisas”.

“Nossa reunião em Washington, na Casa Branca, na sexta-feira, não foi como deveria ter sido. É lamentável que tenha acontecido dessa forma. É hora de consertar as coisas. Gostaríamos que a cooperação e a comunicação futuras fossem construtivas”, postou o líder ucraniano no X.

FONTE: ISTOÉ
Zelensky chama confronto com Trump de ‘lamentável’: ‘É hora de consertar as coisas’

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