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China Suspende Importação de Soja dos EUA e Intensifica Guerra Comercial

A China suspendeu a importação de soja de três empresas dos EUA em 4 de março, alegando a presença de fungos e pragas, como uma retaliação às tarifas impostas pelo governo Trump, o que intensifica a guerra comercial entre os dois países.

A importação de soja dos EUA pela China foi suspensa, afetando três grandes exportadores. Essa ação, anunciada nesta terça-feira, é uma retaliação às tarifas impostas pelo governo Trump, intensificando a guerra comercial entre as duas potências. A medida também inclui a suspensão de importações de madeira devido à presença de pragas.

Motivos da Suspensão de Importações

A suspensão das importações de soja dos Estados Unidos pela China foi motivada pela detecção de ergot, um tipo de fungo, e agentes de revestimento de sementes nos carregamentos.

Além disso, o bloqueio das importações de madeira estadunidense ocorreu devido à presença de vermes e outros fungos, como o aspergillus, que foram encontrados nas cargas.

Essas medidas fazem parte de uma série de ações retaliatórias da China em resposta às tarifas impostas pelo governo dos EUA. As autoridades chinesas justificaram essas ações como necessárias para proteger a segurança alimentar e a saúde pública do país.

A suspensão das importações é vista como um movimento estratégico na crescente tensão comercial entre as duas nações.

FONTE: soluções industriais
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Risco de recessão nos EUA derruba mercados; entenda se há sinais de crise

No fim de semana, Donald Trump disse aceitar “dor no curto prazo” e não descartou possibilidade de recessão em virtude de ajustes

Os mercados globais recuaram nesta segunda-feira (10), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado no domingo (9) que não descarta a possibilidade de um cenário de recessão no país em virtude de suas políticas econômicas.

Economistas ouvidos pela CNN apontam que, no momento, o movimento se deve de fato mais a temores do que a sinais concretos em si — apesar de afirmarem que há sinais de desaceleração da maior economia do globo.

Indicadores que medem o temor do mercado deterioraram neste pregão. Por exemplo, o “Índice de Medo e Ganância” elaborado pela CNN Internacional recuou de 18 pontos no pregão de sexta-feira (7) para 15 neste.

O indicador aponta que os investidores dos EUA são pautados por “medo extremo” desde o final de fevereiro.

O temor também se refletiu em perdas nas principais bolsas de Wall Steet: Dow Jones perdeu 2,08%, enquanto S&P 500 caiu 2,69% e Nadasq recuou 4%.

No domingo (9), Trump minimizou a reviravolta no mercado de ações nas últimas semanas, decorrente de ajustes fiscais e tarifários, e defendeu a estratégia de seu gabinete.

O que chamou atenção, porém, foi a fala do republicano em não descartar risco de recessão nos EUA.

“Eu odeio prever coisas assim. Há um período de transição, porque o que estamos fazendo é muito grande. Estamos trazendo riqueza de volta para a América. Isso é uma grande coisa. […] Leva um pouco de tempo, mas acho que deve ser ótimo para nós”, disse ao programa “Sunday Morning Futures”, da Fox News.

Desaceleração no radar

Analistas ouvidos pela CNN afirmam que ainda é cedo apontar para riscos de recessão, apesar de que sinais apontam para a perda de fôlego da economia norte-americana.

Paula Zogbi, gerente de research da Nomad, observa que a atividade econômica norte-americana começa a dar alguns sinais de desaceleração, como recuo na confiança do consumidor e abertura de vagas de emprego abaixo do esperado.

Zogbi destaca, sobretudo, a incerteza que gira em torno dos caminhos escolhidos para a política econômica norte-americana.

“A bolsa [norte-americana], que passou por um período de euforia após a vitória de Trump, na expectativa de medidas de grande estímulo à economia americana, devolveu todo esse ganho desde a posse”, pontuou a analista da Nomad.

“As ameaças de tarifas de importação geram incerteza em relação ao ambiente inflacionário e ao crescimento da atividade americana. Mais significativo que isso: a administração Trump deixou bem claro que, desta vez, não tem como prioridade manter o mercado sob controle no curto prazo”.

Além do temor com as tarifas, Tony Volpon, ex-diretor para Assuntos Internacionais do Banco Central (BC) e colunista do CNN Money, chama atenção para receios no mercado norte-americano com:

  • A política de corte de gastos do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE);
  • O fenômeno “DeepSeek” que tirou o brilho do setor de inteligência artificial norte-americano;
  • A reação europeia de gastar mais em resposta à postura de Trump com a Ucrânia, aumentando a expectativa de crescimento europeu.

“Assim, dois mercados acionários bem mais baratos e com pouca alocação ficaram mais atrativos: agora os investidores globais têm razões para diversificar”, escreveu Volpon na rede social X.

Os juros altos nos EUA também podem ser uma pressão adicional para a atividade econômica. Porém, Volpon avaliou que todas essas questões podem ser mitigadas, destacando que a economia norte-americana é continental, voltada para serviços e relativamente fechada.

“O Fed tem muita bala na agulha para cortar juros. Powell pode segurar um pouco, mas se o risco recessivo realmente realizar, não duvidem que eles vão agir, e rápido”, afirmou.

“Sem saber a extensão da correção, ainda acredito que a probabilidade de uma recessão é pequena; que a volatilidade vai moderar a agressividade da agenda de Trump; e que fatores exógenos (Fed+crescimento global) vão ajudar”, concluiu.

Desse modo, por enquanto, a avaliação é de que a economia ainda segue indo bem nos EUA.

Destaca-se, sobretudo, o desemprego que segue baixo no país. Apesar de leve alta em fevereiro, a taxa de desemprego nos EUA está em 4,1%. As demais, medida pelo seu Produto Interno Bruto (PIB), a própria economia norte-americana avançou em 2024, fechando o ano em alta de 2,8%, segundo o Departamento de Análise Econômica dos EUA (BEA).

Desse modo, a conclusão de Andressa Durão, economista do ASA, é de que, até o momento, os principais indicadores macroeconômicos que geralmente antecedem recessão não mostram indícios claros de fraqueza, apenas uma desaceleração.

“O que se observa até agora é um cenário de alta incerteza, que tem impactado tanto os mercados quanto os indicadores macro qualitativos. Algumas pesquisas qualitativas podem ser bons indicadores dos ciclos econômicos, mas, desde a pandemia, essas pesquisas não anteciparam com precisão os movimentos da economia”, ponderou.

“Por isso, ficaremos atentos aos próximos dados quantitativos, como os de vendas no varejo e produção industrial, que serão divulgados na próxima semana, para avaliar se há reflexos dessa incerteza na economia real.”

 

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SC exporta US$ 1,76 bilhão nos dois primeiros meses de 2025

Vendas do estado para o exterior somaram US$ 918,9 milhões em fevereiro, aumento de 7,15% frente ao mesmo mês de 2024; embarques de proteína animal lideram exportações

O estado de Santa Catarina exportou US$ 1,76 bilhão no acumulado do ano até fevereiro. O desempenho representou um incremento de 2,2% frente a igual período de 2024 e foi impulsionado pelo aumento de vendas de proteína animal, como carnes de aves e suína.
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações de carnes de aves cresceram 16,3%, e as de carne suína, 17,6%.

“Apesar da incerteza sobre uma eventual escalada da guerra tarifária, Santa Catarina conseguiu ampliar suas exportações, o que demonstra a competitividade de nossa indústria”, avalia Mario Cezar de Aguiar, presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC).

As vendas de motores elétricos e de partes de motor – 3º e 4º na lista dos principais produtos exportados pelo estado nos dois primeiros meses do ano – apresentaram recuos. As exportações caíram 19% e 20,2% respectivamente no período, em relação ao somatório de janeiro e fevereiro de 2024.

Fevereiro

Considerando apenas os resultados de fevereiro, as exportações cresceram 7,15% frente ao mesmo mês de 2024, para US$ 918,9 milhões. De acordo com o Observatório FIESC, o resultado do segundo mês do ano também reflete o aumento dos embarques de carnes de aves, que somaram US$ 170,47 milhões (+19,7%), e carne suína, que totalizaram US$ 140,2 milhões (+24,1%), os dois principais produtos da pauta de exportações catarinenses. As exportações de carnes de aves processadas tiveram alta de 88,3% no período, trazendo esses produtos para o 6º lugar entre os principais itens vendidos por SC ao exterior.

Na terceira posição do ranking estão as exportações de motores elétricos, que somaram US$ 44,24 milhões, um recuo de 18,9%. Madeira serrada ocupou o quarto lugar na pauta de exportações de fevereiro, com alta de 22,1%, para US$ 36 milhões, enquanto que partes de motor, quinto item entre os mais vendidos, apresentou recuo de 25,3% em fevereiro, para US$ 34,8 milhões. A análise do Observatório mostra que tanto motores elétricos como parte de motor tiveram seus preços médios reduzidos, o que pode explicar, em parte, o recuo observado no valor das exportações.

Importações

As importações do estado somaram US$ 6 bilhões no ano, um aumento de 17,15% na comparação com os dois primeiros meses de 2024.

No mês de fevereiro, totalizaram US$ 2,7 bilhões, um incremento de 10,26% frente a fevereiro de 2025. O resultado foi puxado pelas compras de cobre refinado, que aumentaram 27,9%, para US$ 136,8 milhões no mês. Na segunda posição do ranking de importações, partes e acessórios para veículos cresceu 15,2%, para US$ 60,9 milhões, seguida de polímeros de etileno, que somou US$ 55,2 milhões, uma alta de 7,7%.

Origens e destinos

No acumulado do ano, os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações de Santa Catarina, com US$ 238,6 milhões. A China está em segundo lugar, com US$ 164,34 milhões, seguida da Argentina, com US$ 143,2 milhões. Dos três principais destinos, apenas a Argentina apresentou incremento de vendas, de 30,7%, reflexo da melhoria das condições econômicas do país e das mudanças nas regras de importação.

Do lado das importações, a China é a principal origem, com vendas para o estado de US$ 2,78 bilhões no ano, seguida do Chile, com US$ 367,55 milhões, e dos Estados Unidos, com US$ 363,35 milhões.

FONTE: FIESC
SC exporta US$ 1,76 bilhão nos dois primeiros meses de 2025 | FIESC

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‘O Brasil não é problema’, diz Alckmin sobre tarifas comerciais de Trump

Segundo o vice-presidente, os Estados Unidos ‘têm superávit comercial tanto na balança de bens quanto na de serviços’, mantendo uma relação excedente com o país

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira (10) que o Brasil não representa um “problema” para os Estados Unidos no que diz respeito às tarifas comerciais. Ele ressaltou que a balança comercial entre os dois países é favorável aos americanos, que realizam mais exportações para o Brasil do que o contrário. “Os Estados Unidos têm um grande déficit na balança comercial, importam mais do que exportam. Mas esse não é o caso do Brasil. Com o Brasil, os Estados Unidos têm superávit comercial tanto na balança de bens quanto na de serviços. O Brasil não é problema”.

Em resposta às novas tarifas impostas pelos EUA, que têm gerado tensões comerciais, Alckmin informou que o governo brasileiro já começou a trabalhar em negociações para reduzir os efeitos dessas medidas. As declarações ocorreram em um contexto de crescente preocupação com as tarifas que impactam diretamente o Brasil, além de Canadá e México. O professor Viterio Brustolin, especialista em relações internacionais, alertou sobre os possíveis desafios que a taxação pode trazer para a indústria siderúrgica brasileira.

Ele destacou que o Brasil possui um número limitado de mercados alternativos para a exportação de aço e alumínio, o que pode agravar a situação. Em 2023, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 2,8 bilhões em aço e US$ 900 milhões em alumínio. Brustolin acredita que, apesar das tarifas, os Estados Unidos ainda precisarão importar esses produtos do Brasil, uma vez que a indústria americana levaria de três a sete anos para atender toda a demanda internamente.

Fonte: Jovem Pan News
‘O Brasil não é problema’, diz Alckmin sobre tarifas comerciais de Trump | Jovem Pan

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    Greve: Auditores-Fiscais reiniciam caravanas às unidades aduaneiras

    Os Auditores-Fiscais da Receita Federal aumentam a pressão sobre o governo durante esta semana com uma nova agenda de caravanas às principais unidades aduaneiras do país.

    As visitações seguem até a próxima sexta-feira (14) e têm como objetivo, além de reforçar a operação-padrão nessas localidades, realizar reuniões com interlocutores políticos para tratar dos efeitos da greve da categoria, que completa 104 dias nesta segunda-feira (10).

    O coordenador do Comando Nacional de Mobilização, Auditor-Fiscal Marcus Dantas, está em Pacaraima, município brasileiro localizado ao norte do estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela, com os Auditores-Fiscais Pérsio Romel Ferreira, presidente da DS/Poços de Caldas, e Roberto Bueno, representante da Mesa do Conselho de Delegados Sindicais (CDS).

    Em Pacaraima, por conta da operação-padrão, as cargas estão sendo retidas por até dez dias para inspeção. “Os Auditores-Fiscais estão fortemente engajados na mobilização e isso tem causado muitos impactos na fronteira com a Venezuela”, relatou Marcus Dantas. Nesta terça-feira (11), o Sindifisco Nacional terá uma reunião com o governador de Roraima, Antônio Denarium, e membros da bancada do estado para tratar da greve dos Auditores-Fiscais.

    Acompanhe a agenda da caravana:

    11 e 12 – Santos

    11 e 12 – Pacaraima e Boa Vista

    11, 12, 13 – Uruguaiana e São Borja

    12 e 13 – Rio Branco e Epitaciolândia

    12 e 13 – Ponta Porã

    12 e 13 – Mundo Novo e Guaíra

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    Mais de 33 mil pessoas se afastaram do trabalho por conta da saúde mental em SC

    Conforme os dados, maioria dos afastamentos foi por causas como depressão e ansiedade

    Só no último ano, mais de 33 mil pessoas se afastaram do trabalho devido a problemas de saúde mental em Santa Catarina. Os dados são do Ministério da Previdência Social, obtidos com exclusividade pelo g1. Em todo o país, foram quase meio de milhão de casos, o maior número dos últimos dez anos, o que mostra que o Brasil vive uma crise de saúde mental. As informações são do g1.

    De acordo com os dados, 33.461 pessoas se afastaram do trabalho devido a saúde mental no estado catarinense. Dessas, 8.087 pessoas foram por ansiedade e outras 8.541 por conta de depressão.

    Santa Catarina é o quarto estado do país com mais afastamentos do trabalho devido a saúde mental, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A unidade federativa com o menor número de afastamentos é o Tocantins, na região Norte do Brasil.

    Conforme os psiquiatras e psicólogos, o afastamento é reflexo da situação do mercado de trabalho e das cicatrizes da pandemia, por exemplo.

    Perfil das pessoas afetadas

    Em nível Brasil, foram 472.328 licenças médicas concedidas no país, um aumento de 68% na comparação com o ano anterior (283.471). Segundo os dados do Ministério da Previdência Social, os principais motivos são ansiedade e depressão, seguido por depressão recorrente, vício em drogas, reações ao stress grave e transtornos de adaptação.

    Ainda conforme os dados, a maioria das pessoas afastadas é mulher (64%), com idade média de 41 anos e com quadros de ansiedade e depressão. Elas passam até três meses afastadas do trabalho. Especialistas explicam que entre os motivos estão a sobrecarga de trabalho, a menor remuneração, a responsabilidade do cuidado familiar e a violência.

    Procurado pelo g1, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não informou quanto da verba foi revertida em assistência à saúde mental. Apesar disso, esclareceu que as pessoas passaram, em média, três meses afastadas, recebendo cerca de R$ 1,9 mil por mês. Não foi possível fazer recortes por raça, faixa salarial ou escolaridade, pois os dados não foram informados pelo INSS.

    Diretrizes de saúde no ambiente de trabalho

    Para não depender apenas de iniciativas e também cobrar mais responsabilidade dos gestores, o governo anunciou a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que apresenta as diretrizes de saúde no ambiente do trabalho.

    O Ministério do Trabalho vai passar a fiscalizar os riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), o que pode, inclusive, acarretar em multa para as empresas caso sejam identificadas questões como:

    • Metas excessivas
    • Jornadas extensas
    • Ausência de suporte
    • Assédio moral
    • Conflitos interpessoais
    • Falta de autonomia no trabalho
    • Condições precárias de trabalho

    Segundo a coordenadora geral de fiscalização em segurança e saúde no trabalho do MTE, Viviane Forte, a ideia da atualização é trazer mais clareza sobre o tema saúde mental dos empregados e os critérios vão ser exigidos independentemente do tamanho da empresa.

    A fiscalização será realizada de forma planejada, através de denúncias que são encaminhadas ao ministério. Empresas de teleatendimento, bancos e estabelecimentos de saúde são prioridades.

    Caso sejam encontrados episódios que justifiquem o adoecimento mental dos trabalhadores, pode ser aplicada uma multa que varia entre R$ 500 a R$ 6 mil por cada situação. Além disso, o empregador vai ter um prazo para ajustar o formato de trabalho e evitar mais afastamentos.

    No entanto, o ministério não informou como vai estabelecer uma rotina de fiscalização que possa incluir essa demanda, o que faz com que especialistas questionem se a medida pode mesmo ser uma iniciativa.

    — Isso não garantirá um quadro melhor na saúde dos trabalhadores. Existe uma série de normas técnicas reguladoras sobre a saúde ocupacional, mas continua tendo altos índices de afastamento por acidente de trabalho ou doença ocupacional — explica Thatiana Cappellano, mestre em Ciências Sociais e consultora sobre trabalho.

    Segundo a especialista, a atualização feita pelo Ministério do Trabalho é uma forma de colocar o assunto em alta. Porém, como todas as outras normas técnicas e regulamentares, isto não altera efetivamente o quadro caso não haja uma mudança por parte das empresas.

    FONTE: NSC Total

     

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    Com compra de plataforma de petróleo da China, balança comercial fica negativa em US$ 324 milhões em fevereiro

    Déficit se deveu à compra de uma plataforma de petróleo da China

    A balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 324 milhões, ante um superávit de US$ 5,1 bilhões no mesmo mês de 2024. O saldo negativo se deveu à importação de uma plataforma de petróleo de China.

    O último déficit mensal ocorreu em janeiro de 2022, quando houve déficit de US$ 59 milhões. Também é o pior resultado para meses de fevereiro desde 2015, quando foi contabilizado um saldo negativo de US$ 3,05 bilhões.

    O resultado mensal é a diferença entre US$ 22,929 bilhões em exportações e US$ 23,253 bilhões em importações. Enquanto as vendas ao exterior caíram 1,8% em relação a fevereiro de 2024, as compras externas subiram 27,6%.

    Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, um dos destaques foi o ingresso de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, com um aumento de 16.220,6% e valor de US$ 2,66 bilhões. As compras de automóveis se destacaram em fevereiro, com um acréscimo de 84%.

    O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, disse que a compra da plataforma é algo “esporádico”. Não fosse isso, a balança teria ficado positiva.

    — São investimentos de grande vulto e esporádicos — afirmou.

    Ele ressaltou não acreditar que a redução de tarifas de importações de alimentos, anunciada na quinta-feira pelo governo, fará com que o saldo comercial fique negativo. Disse, ainda, que só será possível saber se o aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos em meados deste ano.

    Já as exportações apresentaram redução de itens importantes da pauta, como minério de ferro (36,6%) e petróleo (21,6%). Houve alta de 1,8% de produtos agropecuários e um acréscimo de 8,1% em bens da indústria de transformação.

    Em fevereiro, as exportações para a Argentina cresceram 54% e das vendas para os EUA aumentaram 22,9%. Já os embarques para China, Hong Kong e Macau caíram 21,1%.

    FONTE: O Globo
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    Diante de milhares de mexicanos, Sheinbaum diz que diálogo derrubará tarifas de Trump

    Rodeada por centenas de milhares de simpatizantes, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse neste domingo (9) confiar que o diálogo com Donald Trump sepultará a ameaça do presidente americano de impor tarifas às importações provenientes do território mexicano.

    Durante um evento convocado para celebrar um acordo com o republicano para adiar a entrada em vigor da taxação até 2 de abril, Sheinbaum declarou-se otimista sobre um arranjo que proteja definitivamente o tratado de livre comércio entre Estados Unidos, Canadá e México. O T-MEC receberia um golpe devastador se Washington acabar taxando em 25% seus dois parceiros comerciais.“Somos otimistas porque nesse dia (…) o governo dos Estados Unidos anunciou que colocará tarifas recíprocas a todos os países do mundo” e, no caso do México, “não teriam que ser aplicadas” porque não existem em virtude do T-MEC, afirmou a presidente de esquerda no Zócalo da capital, principal praça pública do país, onde se reuniram cerca de 350 mil pessoas, segundo números do governo local.

    Os Estados Unidos são o destino de 80% das exportações mexicanas. Originalmente, Sheinbaum, cuja popularidade ronda 80%, organizou este ato para anunciar as “medidas tarifárias e não tarifárias” com as quais o México responderia caso as tarifas tivessem sido mantidas.

    No entanto, o magnata republicano pausou a aplicação da medida na quinta-feira após uma conversa por telefone com Sheinbaum, alegando que o fez em consideração a ela.

    “Nós nos reunimos para comemorar porque na relação com os Estados Unidos, com seu governo, prevaleceu o diálogo e o respeito, e foram suspensas as tarifas”, ressaltou a presidente.

    Em um palco instalado em frente ao Palácio Nacional, sede do governo, também advertiu: “Não podemos ceder em nossa soberania, nem pode nosso povo ser afetado por decisões tomadas por governos ou hegemonias estrangeiras”.

    Trump apresenta as tarifas como um castigo ao México e ao Canadá por tolerarem, segundo ele, a entrada de migrantes irregulares e de fentanil, associado a dezenas de milhares de mortes por overdose a cada ano nos Estados Unidos.

    – “Ela tem coragem” –

    “Você não está sozinha”, gritavam participantes do evento sob um sol intenso. Alguns destacaram a paciência de Sheinbaum diante de Trump, que chegou a acusar seu governo de estar infiltrado pelo narcotráfico e prometeu travar uma “guerra” contra os cartéis mexicanos.

    “Claudia lidou bem com Trump. Como ela diz, é preciso ter calma e paciência”, disse à AFP Perla Aquino, empregada de 45 anos, em meio às bandeiras do México e do partido governista Morena.

    “Ela tem coragem, veste as calças para enfrentar o magnata americano que está tentando nos pressionar (…). Espero que isso tenha consequências para os estadunidenses porque não temos que pagar pelos erros deles”, comentou, por sua vez, Claudia Cabrera, psicóloga de 29 anos.

    Apesar do tom ameaçador de Trump em relação ao México, Sheinbaum agradeceu a “vontade” de diálogo de seu contraparte, que recentemente a descreveu como uma mulher “maravilhosa” e prometeu replicar sua campanha nacional contra o fentanil.

    “Com informação e diálogo respeitoso sempre poderemos alcançar uma relação de respeito. Até agora tem sido assim”, afirmou a presidente, que, entretanto, apontou que os mexicanos nunca esquecerão a “mordida” dos Estados Unidos em metade de seu território durante as invasões de 1846 e 1914.

    – Risco de recessão –

    Citando números oficiais americanos, a presidente também destacou que, graças às apreensões realizadas no México, a entrada de fentanil nos Estados Unidos pela fronteira de 3.100 km foi reduzida em 50% entre outubro de 2024 e janeiro de 2025.

    Sheinbaum reiterou que o México continuará a cooperar para enfrentar esse tráfico por “razões humanitárias” e espera que os Estados Unidos cumpram seus compromissos para controlar o tráfico de armas para as organizações criminosas mexicanas.

    Embora o México seja um importante fornecedor de produtos como abacate e tequila para seu vizinho, o maior impacto seria nas cadeias de produção nas fábricas dos três parceiros do T-MEC.

    De acordo com um relatório da firma britânica Capital Economics, a aplicação das tarifas anunciadas por Trump levaria o México a uma recessão econômica.

    FONTE: Isto ´É Dinheiro
    Diante de milhares de mexicanos, Sheinbaum diz que diálogo derrubará tarifas de Trump – ISTOÉ DINHEIRO

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    Corrente de comércio atinge US$ 94,57 bi no primeiro bimestre de 2025, crescimento de 6,5% em relação a 2024

    As exportações brasileiras em janeiro e fevereiro somaram US$ 48,25 bilhões e as importações, US$ 46,32 bilhões, resultando em um saldo comercial positivo de US$ 1,93 bilhão.

    A corrente de comércio totalizou US$ 94,57 bilhões, um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados fazem parte da Balança Comercial de Fevereiro, apresentada nesta sexta-feira (7/3) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) em entrevista coletiva.

    No mês de fevereiro de 2025, as exportações somaram US$ 22,93 bilhões e as importações, US$ 23,25 bilhões, resultando em um saldo comercial negativo de US$ 0,32 bilhão. A corrente de comércio totalizou US$ 46,18 bilhões, representando um crescimento de 11,1% na comparação com fevereiro de 2024.

    O valor exportado de US$ 22,93 bilhões representa uma queda de 1,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 23,35 bilhões). Enquanto isso, as importações cresceram 27,6% em relação a fevereiro de 2024 (US$ 18,22 bilhões). Na importação, o resultado foi impulsionado pela compra de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,7 bilhões. A plataforma de exploração de petróleo teve a China como país de origem.

    A indústria de transformação se destacou nas exportações, com crescimento de 8,1% no mês. Entre os principais produtos industriais exportados, celulose e carnes apresentaram aumento. No acumulado do ano, a indústria de transformação teve crescimento de 3,7%.

    Exportações e importações por Setor e Produtos

    No mês de fevereiro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores na exportação foi o seguinte: crescimentos de US$ 1,02 bilhão (8,1%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 0,06 bilhão (1,3%) em produtos da Agropecuária; e queda de US$ 1,53 bilhão (-26,4%) na Indústria Extrativa.

    Nas importações, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimentos de US$ 5,12 bilhões (31,0%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 0,12 bilhão (30,4%) na Agropecuária; e queda de US$ 0,22 bilhão (-18,9%) na Indústria Extrativa.

    Já no acumulado de janeiro e fevereiro de 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,99 bilhão (3,7%) em produtos da Indústria de Transformação; e quedas de US$ 0,37 bilhão (-4,1%) em produtos da Agropecuária; e de US$ 2,45 bilhões (-17,6%) na Indústria Extrativa;

    Nas importações, o desempenho dos setores no acumulado do ano foi o seguinte: crescimentos de US$ 7,65 bilhões (21,8%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 0,23 bilhão (24,8%) na Agropecuária; e queda de US$ 0,33 bilhão (-13,7%) na Indústria Extrativa.

    Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados

    As exportações para os Estados Unidos cresceram 22,9%, para a Argentina 54,0% e para o Canadá 44,2%. Em contrapartida, houve quedas nas exportações para a China (-21,6%), Emirados Árabes Unidos (-49,6%) e Coreia do Sul (-56,5%).

    Acesse a íntegra da Balança Comercial

    FONTE: MDIC.gov
    Corrente de comércio atinge US$ 94,57 bi no primeiro bimestre de 2025, crescimento de 6,5% em relação a 2024 — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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    Lula deve vir à SC assinar contrato de R$ 5 bilhões para o porto de Itajaí

    A presença do governador Jorginho na agenda de Lula em Itajaí não é esperada

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve vir à Santa Catarina no dia 20 de março. Sua visita deve selar um contrato de financiamento com o estaleiro itajaiense Detroit para a construção de quatro navios do tipo PSV, de apoio marítimo a plataformas de petróleo da Petrobras.

    De acordo com informações prévias, os recursos sairão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e o valor é de R$ 1,4 bilhão. O financiamento faz parte de um pacote de R$ 10,5 bilhões aprovados pelo FMM para o setor naval.

    Lula deve vir à SC assinar contrato de R$ 5 bilhões para o porto de Itajaí
    Foto: Reprodução

    Na visita de Lula ao estado ainda há a expectativa de que outros investimentos federais no estado e no Porto de Itajaí também sejam anunciados. Porém a data da visita ainda não está fechada, a secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não confirmou a vinda.

    Contudo, na semana passado, o presidente informou que deve vir ao Estado “Eu vou também no Porto de Itajaí fazer aquilo que tem que ser feito, porque o porto ficou parado quase dois anos. Nós vamos colocar aquele porto, que é o segundo de contêiner do Brasil, para funcionar”, disse o presidente, em um evento em São Paulo.

    Jorginho Mello não deve comparecer

    Entretanto, a presença do governador Jorginho na agenda de Lula em Itajaí não é esperada. Na semana passada, ele rebateu a alfinetada de Lula sobre ser “o governador que mais fala mal de mim” criticando o presidente pela federalização do Porto de Itajaí.

    “Disseram que eu falo mal, mas a verdade é que nunca houve entrega de nada para Santa Catarina. O dia que isso acontecer, estarei lá na inauguração, reconhecendo e apoiando. Mas, até agora, não há nada para bater palma”, afirmou Jorginho.

    Além dos navios contratados pro estaleiro Detroit, outras oito embarcações deverão ser fabricadas pelo estaleiro Navship, de Navegantes, com orçamento de R$ 3,1 bilhões.

    FONTE: Guararema News
    Lula deve vir à SC assinar contrato de R$ 5 bilhões para o porto de Itajaí – Guararema News

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