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ANTAQ inicia Pesquisa de Satisfação de Usuários dos Portos e da Navegação de Cabotagem

As informações, que vão subsidiar a pesquisa, serão coletadas durante o mês de março

 A ANTAQ vai começar a elaboração da Pesquisa de Satisfação dos Usuários dos Portos e da Pesquisa de Satisfação dos Usuários da Navegação de Cabotagem voltado para quem movimenta ou transporta contêineres.

A coleta de dados, que vai subsidiar os dois estudos, será realizada remotamente, por telefone ou formulário eletrônico ao longo do mês de março. A Agência vai encaminhar, por e-mail, o token que deverá ser informado durante o preenchimento do questionário eletrônico ou durante a entrevista por telefone.

No entanto, como a ANTAQ contratou o Instituto Matriz Ltda. para executar a pesquisa, algumas das comunicações podem ser enviadas pela empresa.

Adequação de serviço

O objetivo principal das pesquisas é criar indicadores para avaliar a satisfação e a adequação dos serviços prestados nas instalações portuárias especializadas na movimentação de contêineres, bem como dos usuários dos serviços de transportes aquaviários de navegação de cabotagem de contêineres. 

O foco nas cargas conteinerizadas acontece devido ao crescimento expressivo de 20% na movimentação desse tipo de carga no último ano, atingindo um recorde; e porque quase todos os tipos de cargas são transportados por contêineres, especialmente aquelas de maior valor agregado.

Os resultados encontrados vão servir de base para o desenvolvimento de projetos, estudos, planos e políticas, além de estabelecer estratégias de ações fiscalizatórias e normativas que promovam o aprimoramento do ambiente de negócios e a melhoria dos serviços prestados pelos portos nacionais e pela navegação de cabotagem regulados pela Agência.

Para o êxito das pesquisas, é de suma importância que as respostas fornecidas pelo usuário estejam rigorosamente relacionadas às operações da empresa no que tange ao uso dos serviços de transportes aquaviários em questão.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Gerência Especial de Estudos (GEE) da ANTAQ pelo telefone (61) 2029-6764 ou pelo e-mail .

FONTE: ANTAQ.gov
ANTAQ inicia Pesquisa de Satisfação de Usuários dos Portos e da Navegação de Cabotagem — Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)

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Economia, Informação, Internacional, Notícias

Entenda os ataques dos EUA contra os Houthis no Iêmen

Sob comando de Trump, Estados Unidos intensificam bombardeios contra rebeldes no sábado (15) mirando influência do Irã na região.

 

Os Estados Unidos iniciaram no sábado (15) uma nova onda de ataques aéreos contra os rebeldes Houthis no Iêmen. Ao menos 53 pessoas morreram, incluindo crianças, e várias outras ficaram feridas, segundo a agência de notícias AP.

A ofensiva envolve navios de guerra e jatos americanos e tem atingido alvos como radares, defesas aéreas e pontos de lançamento de drones, de acordo com o jornal Washington Post. Vídeos divulgados pelo governo dos EUA mostram explosões e caças decolando de porta-aviões em direção ao território iemenita (assista no link abaixo).

https://noticias.r7.com/internacional/video/eua-lancam-operacao-militar-contra-houthis-apoiados-pelo-ira-no-iemen-17032025/

A campanha militar, descrita por Trump como “decisiva e contundente”, busca conter os Houthis, grupo aliado do Irã que, entre novembro de 2023 e janeiro deste ano, atacou mais de 100 navios mercantes no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, afundando dois, apreendendo outro e matando quatro marinheiros.

Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump justificou os ataques dizendo que os Houthis conduziram uma “campanha implacável de pirataria, violência e terrorismo” que ameaça rotas cruciais de navegação global, como o Canal de Suez. “Usaremos força letal esmagadora até atingirmos nosso objetivo”, declarou o presidente.

Por que os ataques agora?

Os Houthis, que pertencem ao chamado “Eixo da Resistência” liderado pelo Irã, intensificaram suas ações no final de 2023, afirmando agir em solidariedade aos palestinos na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

Recentemente, eles anunciaram planos de retomar os ataques a navios israelenses nos mares Vermelho e Arábico, encerrando uma trégua relativa iniciada em janeiro, depois do cessar-fogo em Gaza. Esses ataques afetaram o comércio global, obrigando empresas a redirecionarem rotas pelo sul da África, mais longas e custosas.

Em uma entrevista à emissora CBS News no domingo (16), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os EUA estão “fazendo um favor ao mundo” ao eliminar a capacidade dos Houthis de atacar o transporte marítimo. “Algumas instalações que eles usavam não existem mais, e isso continuará”, disse.

Histórico de confrontos

Não é a primeira vez que os EUA enfrentam os Houthis. Durante o governo de Joe Biden, os Estados Unidos e o Reino Unido lançaram mais de 260 ataques aéreos contra o grupo a partir de janeiro de 2024, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

Na época, autoridades americanas evitaram alvos amplos para reduzir baixas civis e não reacender a guerra civil no Iêmen, que opõe os Houthis ao governo exilado, apoiado por Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O papel do Irã

O Irã, principal apoiador dos Houthis, está no centro da escalada. Há anos, Teerã fornece armas ao grupo xiita, apesar de negar oficialmente, violando um embargo da ONU, segundo a AP.

Os Houthis emergiram como o braço mais forte do “Eixo da Resistência” iraniano, especialmente após o enfraquecimento de aliados como o Hezbollah, do Líbano, e o Hamas.

Por causa disso, Trump ameaçou o Irã de maneira direta, exigindo que o apoio aos rebeldes “acabe imediatamente” e alertando que, caso contrário, o país será responsabilizado. “Não seremos gentis sobre isso”, disse.

Enquanto isso, o Irã avalia como responder a uma carta de Trump sobre seu programa nuclear. No domingo (16), o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi a Omã, um mediador tradicional entre Teerã e o Ocidente.

Reação dos Houthis e perspectivas

O gabinete político dos Houthis classificou os ataques americanos como “crime de guerra” e prometeu retaliação. “Nossas forças estão preparadas para responder à escalada com escalada”, afirmou o grupo. Uma autoridade dos EUA, em anonimato, disse à Reuters que a operação pode durar dias ou até semanas.

Quem são os Houthis?

Originados nos anos 1990 no norte do Iêmen, os Houthis, liderados inicialmente por Houssein al Houthi, pertencem à minoria xiita zaidita. Eles ganharam força após a invasão do Iraque em 2003, adotando slogans anti-EUA e anti-Israel.

Em 2014, tomaram a capital Sanaa, iniciando a guerra civil que devastou o país e foi classificada pela ONU como a pior crise humanitária atual, com milhões de deslocados e 80% da população na pobreza.

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Recusa do governo em negociar com a categoria causa prejuízos ao país

A greve dos Auditores-Fiscais completa 108 dias nesta sexta-feira (14) com impactos em todas as áreas da Receita Federal.

Em vídeo gravado nesta tarde, o presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, fala sobre a atuação da Direção Nacional em todas as instâncias do Executivo e do Legislativo e afirma que é inaceitável que o Ministério da Fazenda não esteja decisivamente à frente deste processo, defendendo o pleito dos Auditores-Fiscais junto ao governo federal. Igualmente, é inconcebível que o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) se mantenha intransigente e inadimplente com a categoria, que está desde 2016 sem recomposição inflacionária do vencimento básico.

O presidente do sindicato afirma que os Auditores-Fiscais são uma categoria imprescindível à estrutura do Estado, à implementação das políticas públicas e ao atingimento das metas fiscais e que a recusa do governo em atender às reivindicações da categoria está causando prejuízos ao país. Por isso, os efeitos da greve dos Auditores são evidentes e não é possível minimizá-los. “Todo mundo sabe, o governo, a imprensa, a sociedade. A Receita não está funcionando.”

FONTE: Sindifisco Nacional
Recusa do governo em negociar com a categoria causa prejuízos ao país – Sindifisco Nacional

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Greve dos auditores fiscais ganha escala com estratégia de ‘Desembaraço Zero

A paralisação suspende um procedimento essencial para a liberação de produtos que entram e saem do país

A greve dos auditores-fiscais da Receita Federal, que já se estende por mais de 100 dias, atingiu uma nova escalada com a implementação da operação “Desembaraço Zero”, anunciada pelo Comando Nacional de Mobilização (CNM). A paralisação suspendeu temporariamente o desembaraço aduaneiro de mercadorias, um procedimento essencial para a liberação de produtos que entram e saem do país. Essa medida, que afeta diretamente a economia nacional, está prevista para durar 15 dias, com exceções apenas para cargas prioritárias, como medicamentos, alimentos perecíveis e animais vivos.

A medida é uma intensificação da operação-padrão, que está em vigor desde o início da paralisação.

“A operação Desembaraço Zero tornará ainda mais insustentável e oneroso o processo de importação, prejudicando os consumidores brasileiros, que enfrentarão ainda mais atrasos e dificuldades no acesso a produtos essenciais, prejudicando diretamente sua qualidade de vida e bem-estar”, destacaram o Instituto Livre Mercado (ILM) e a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), em carta enviada ao ministro  da Fazenda, Fernando Haddad.

O tempo de desembaraço de cargas também aumentou significativamente: exportações passaram de quatro para oito dias e importações de sete para 14 dias. O processo completo pode levar até 21 dias, incluindo recebimento, inspeção, pagamento de tributos e liberação final.

A FPLM estima que mais de 75 mil encomendas e documentos já foram diretamente afetados pelas restrições operacionais impostas pelo órgão de controle aduaneiro nesta greve que já ultrapassa os 70 dias. Enquanto isso, os prejuízos da paralisação seguem crescendo e somam R$ 3,5 bilhões.

Os auditores, representados pelo Sindifisco Nacional, reivindicam um reajuste salarial que cubra as perdas inflacionárias acumuladas, argumentando que o atraso na reposição salarial compromete a capacidade dos auditores de executar suas funções de maneira adequada. O sindicato destaca, no entanto, que os auditores reconhecem a importância de suas atividades para o funcionamento do Estado e estão dispostos a encerrar a greve assim que o governo federal apresente uma proposta concreta.

FONTE: Veja Negócios
Greve dos auditores fiscais ganha escala com estra… | VEJA

 

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MDIC descarta antidumping preliminar sobre aço laminado a frio importado; CSN lamenta

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou na noite desta quarta-feira que reconheceu preliminarmente o dano causado à indústria nacional por importações de aços laminados a frio da China, mas recomendou que o caso prossiga sem aplicação de direitos antidumping provisórios.

“A Secex concluirá a investigação, ouvindo todas as partes e colhendo os elementos necessários para seu julgamento, antes da recomendação ou não de direitos antidumping definitivos”, afirmou o MDIC por meio de nota.

A medida antidumping vinha sendo pleiteada há meses por siderúrgicas nacionais, afirmou mais cedo o diretor comercial da CSN (BVMF:CSNA3), Luís Fernando Martinez.

“É uma notícia muito ruim porque é uma sinalização para os outros produtos”, disse o executivo, durante conferência com analistas da CSN para comentar o resultado da empresa no quarto trimestre do ano passado, divulgado na noite da véspera.

“Apesar de todo o cenário de defesa comercial, com nexo causal e dano comprovado… não consigo entender qual a razão de não implementar nem um antiduming temporário”, disse o executivo, que chegou a citar eventuais interesses de outros setores da economia contra uma medida que pode desagradar a China, maior origem do aço importado que chega ao Brasil.

Segundo Martinez, há ainda na pauta de antidumpings pretendidos pelo setor siderúrgico junto ao governo processos envolvendo aços pré-pintados, galvalumes e laminados a quente, algo que deve ser alvo de decisões nos próximos três meses.

No caso do antidumping provisório obtido pela CSN sobre folha metálica no ano passado, Martinez afirmou que a vigência acaba neste mês, mas a medida pode ser estendida nos próximos meses. O produto é usado na fabricação de itens como latas de alimentos e a CSN é a única produtora nacional.

Já em relação ao caos tarifário criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o executivo manifestou esperança de que nos próximos dois meses uma discussão entre Brasil e Estados Unidos para a revisão da taxação de 25% sobre aço, imposta por Washington e que passou a valer nesta semana, seja aberta.

“Pelo que estamos vendo, acredito que nos próximos dois meses é possível uma negociação como que tivemos em 2018… Talvez o sistema de cotas”, comentou Martinez.

O executivo citou que a carteira de encomendas da CSN na área de siderurgia tem um viés positivo e que após reajustes de 3% a 5% nos preços dos aços da companhia no mercado a empresa deve manter margem Ebitda de dois dígitos no primeiro trimestre. A empresa encerrou o quarto trimestre com margem de siderurgia 10,6%, a primeira vez nos últimos sete períodos em que o indicador ultrapassou os dois dígitos.

“Estamos começando o ano com carteira boa, bem colocada…. Pelo menos o primeiro semestre está dado, o mercado ainda continua comprador”, disse o executivo.

Nesse sentido, o diretor executivo Marcelo Cunha Ribeiro comentou que a CSN deve apresentar este ano um Ebitda “razoavelmente superior ao de 2024”, citando que o resultado do quarto trimestre, em que o indicador cresceu 46% sobre os três meses imediatamente anteriores “demonstra este tom”.

Questionado sobre a segurança da companhia em atingir o objetivo de encerrar o ano com uma alavancagem financeira abaixo de três vezes, depois que a CSN abandonou no final do ano passado a meta de encerrar 2024 com uma relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,5 vezes, Ribeiro comentou que o Ebitda da empresa já está em nível suficiente para “os principais itens de saída de caixa e também para continuar a desalavancar a companhia”.

A CSN, que há anos cita intenção de reduzir endividamento por meio de operações que incluem venda de participações em seus principais negócios, como energia elétrica e IPO de cimentos, mantém esses planos. Mas Ribeiro disse que a oferta pública de ações da operação de cimentos, a segunda maior do país, precisa de uma janela de mercado para ocorrer diante do atual cenário de juros altos.

Já sobre energia, Ribeiro afirmou que a venda de participação “não é a mais impactante do ponto de vista a alavancagem”, mas que a empresa está “com caminho pavimentado” para ter uma decisão sobre ter sócio financeiro ou estratégico na área ainda este ano.

Depois que a Justiça de Minas Gerais determinou em fevereiro uma forte elevação da penalidade relacionada à não redução de participação da CSN na Usiminas (BVMF:USIM5), Ribeiro disse que a CSN “vai continuar recorrendo” na questão que se arrasta desde o início da década de 2010. A penalidade imposta pela justiça mineira pode chegar a mais de R$1 bilhão se a companhia não reduzir sua participação na rival em cerca de 180 dias.

Sobre as prioridades para 2025, além da redução da alavancagem, Ribeiro citou que a CSN foca em investimentos de modernização da usina siderúrgica de Volta Redonda (RJ) e na ampliação da produção de minério de ferro em Minas Gerais, o chamado projeto P15 que tem como meta elevar a produção em 15 milhões de toneladas anuais. A expectativa da empresa é entrada do projeto em operação em 2027.

Segundo analistas do Citi, o Ebitda de R$3,3 bilhões da empresa no quarto trimestre superou as expectativas do mercado apoiado em preços e margens melhores na siderurgia e preços realizados mais altos e fretes menores em mineração.

FONTE: Investing.com
Israel – Ações fecharam o pregão em alta e o Índice TA 35 avançou 0,75% Por Investing.com

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Brasil eleva previsão recorde de safra apesar da seca no Rio Grande do Sul

Com forte produtividade da soja, CONAB eleva estimativa de safra de grãos para 328 milhões de toneladas

Com uma safra de verão mais forte do que o esperado, principalmente para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) elevou sua previsão de produção para a safra 2024/25. A agência, que há vários meses previa safras recordes, agora espera que o Brasil produza 328,3 milhões de toneladas de grãos e fibras nesta temporada. Este número é 2,6 milhões de toneladas maior do que a estimativa anterior de fevereiro.

A previsão divulgada pela Conab nesta quinta-feira (13) é 10,3% maior, ou 30,6 milhões de toneladas a mais, do que o total colhido na safra 2023/24. O aumento reflete tanto a expansão da área plantada, que chegará a 81,6 milhões de hectares, quanto a melhora da produtividade média, estimada pela estatal em 4.023 quilos por hectare.

A produção de soja, cultura mais expressiva na safra de verão, deve crescer 13,3% em relação ao ciclo 2023/24, atingindo 167,4 milhões de toneladas. Os rendimentos da oleaginosa superaram as expectativas iniciais nos principais estados produtores, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

A colheita inicialmente progrediu lentamente devido a atrasos no plantio e chuvas acima da média em janeiro, observou a Conab. No entanto, as chuvas diminuíram em fevereiro, permitindo que o trabalho de campo acelerasse. Até esta semana, 60,9% da safra de soja já havia sido colhida, taxa superior à do mesmo período da temporada passada e acima da média de cinco anos.

O aumento significativo na projeção geral de safra do Brasil ocorre apesar da piora das condições nos campos de soja no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, onde a seca afetou a produtividade. Os baixos níveis de umidade restringiram a produtividade da soja, conforme relatado pelo Valor no início desta semana.

No Rio Grande do Sul, além da falta de chuvas, os campos de soja enfrentaram ondas de calor nas últimas duas semanas, exacerbando as perdas de safra. A Conab reduziu sua estimativa de colheita de soja para o estado de 18,5 milhões de toneladas para 17 milhões de toneladas, um corte de quase 10% entre os relatórios de fevereiro e março. A produtividade estimada também foi reduzida em 7,5%, para 2.495 quilos por hectare. A nova previsão é 16,2% menor do que a projeção inicial da agência.

Para a safra nacional de milho, a Conab projeta agora 124,9 milhões de toneladas, um aumento de 8,3% em relação ao ciclo 2023/24.

A colheita da soja dita o ritmo de plantio do milho segunda safra, que já cobre 83,1% da área projetada. Embora esse número seja menor do que no mesmo período da temporada passada, ele permanece acima da média de cinco anos.

Em relação à segunda safra de milho, a CONAB espera um aumento de 1,9% na área plantada, chegando a 16,75 milhões de hectares. Com condições climáticas favoráveis, a produção deve chegar a 95,5 milhões de toneladas, um aumento de 5,8% em relação a 2023/24.

Esse forte desempenho levou a uma estimativa geral mais alta para a produção total de milho do Brasil, que também inclui uma terceira safra de 2,4 milhões de toneladas. Com isso, a produção total deve chegar a 122,8 milhões de toneladas, representando um aumento de 6,1% em relação à safra passada.

A Conab também elevou sua estimativa de produção de arroz em 14,3%, para 12,1 milhões de toneladas. Esse aumento é atribuído a uma expansão de 6,5% na área plantada, que hoje totaliza 1,7 milhão de hectares. Além disso, as condições climáticas favoráveis apoiaram a cultura, aumentando a produtividade média esperada em 7,3%, para 7.063 quilos por hectare.

“O progresso da colheita está à frente da safra passada em quase todos os principais estados produtores, com exceção do Tocantins, onde o ritmo é um pouco mais lento do que no ciclo anterior”, afirmou a CONAB em seu relatório.

Outra cultura básica, o feijão, deve ter um modesto aumento de 1,5% na produção total para a temporada 2024/25, atingindo 3,29 milhões de toneladas. Este resultado é influenciado principalmente por uma ligeira melhora na produtividade média, já que a área total destinada ao cultivo de feijão permanece quase inalterada, disse a empresa.

Para o algodão, a expansão da área plantada – estimada em cerca de 2 milhões de hectares – deve gerar um aumento de 3,3% na produção. A Conab prevê fortes rendimentos médios, potencialmente marcando a terceira maior produtividade da série histórica, atrás apenas dos dois últimos ciclos. Nesse cenário, o Brasil deve produzir 3,82 milhões de toneladas de algodão em pluma, segundo a empresa.

Quanto às safras de inverno, a Conab manteve sua estimativa de produção de trigo em 9,12 milhões de toneladas, com base apenas nas intenções de plantio dos agricultores nesta fase.

FONTE: Valor Internacional
Brasil eleva previsão recorde de safra apesar da seca no Rio Grande do Sul | Agronegócio | valorinternational

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Encontro de Amigos do Comex&Log: conexões que movem negócios

O comércio exterior e a logística são setores que funcionam a partir de uma rede de contatos bem estruturada. Empresas importadoras e exportadoras, operadores logísticos, agentes de carga, despachantes aduaneiros, consultores e demais profissionais do setor sabem que, além de conhecimento técnico, é essencial criar e manter boas conexões. E é exatamente isso que o ReConecta News promove com o Encontro dos Amigos do Comex & Log em Itajaí – um evento que fortalece relacionamentos, impulsiona negócios e proporciona trocas valiosas em um ambiente descontraído. 

Edição especial com homenagem às mulheres 

A edição mais recente aconteceu no último dia 12 de março, na Balbúrdia Cervejaria, e trouxe um diferencial especial: uma homenagem às mulheres que fazem a diferença no setor. Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, e Everson Ramires Rodrigues – o Tocha – parceiro e coorganizador do evento, entregar rosas azuis foi uma forma de valorizar a presença feminina, que hoje é maioria no setor; além disso, todas as mulheres inscritas ganharam um drink.   

O reconhecimento da atuação feminina no comércio exterior e na logística reflete a evolução do setor, que tem se tornado cada vez mais diverso e inovador. Criar espaços que promovam essa inclusão é essencial para fomentar um ambiente mais equilibrado e produtivo. 

Networking além do cartão de visita 

Em setores dinâmicos como o comércio exterior e a logística, construir uma rede de contatos vai muito além da troca de cartões de visita. O verdadeiro networking acontece quando as interações são genuínas e estratégicas, criando laços de confiança que geram novas oportunidades. No Encontro dos Amigos do Comex&Log, os participantes têm a chance de conversar de maneira mais próxima, sem as formalidades dos eventos corporativos tradicionais, tornando o ambiente ideal para novas parcerias e colaborações.
Foi o que aconteceu com Luciano Zucki, CEO da Plex Internacional Logistics, que recentemente participou do encontro. “Foi uma experiência incrível! Foi um happy hour descontraído, num local super agradável, que criou o clima perfeito para conexões leves e genuínas”, fala.  

A PLEX International Logistics é uma empresa de logística internacional que oferece serviços de transporte aéreo e marítimo, com sede nos Estados Unidos. A empresa é especializada em soluções de carga personalizadas, com foco em eficiência e competitividade. Na ocasião, Luciano veio dos EUA para participar do encontro. “Saí de lá com contatos valiosos, que já estão se transformando em bons negócios e parcerias promissoras. O ambiente informal realmente fez a diferença – foi uma chance única de fortalecer minha rede e abrir portas no universo do comércio exterior”, finaliza Luciano.  

 

Por que participar? 

Além de proporcionar um espaço para interações mais naturais e produtivas, o Encontro dos Amigos do Comex&Log é uma excelente oportunidade para: 

  • Acompanhar tendências do setor a partir de conversas com profissionais experientes. 
  • Ampliar a rede de contatos com tomadores de decisão e especialistas. 
  • Gerar novos negócios, identificando oportunidades estratégicas. 
  • Fortalecer parcerias de longo prazo em um ambiente de confiança. 

Se você está em busca de um evento que une networking de qualidade, ambiente agradável e oportunidades reais, não pode ficar de fora! A próxima edição será no dia 09 de abril em homenagem ao dia do Despachante Aduaneiro.   

Confira aqui mais clicks do evento nas fotos de Giovana Santos 

https://photos.app.goo.gl/zxaFGzLNwc79qTas9  

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Porto do Açu e Sempen assinam contrato de reserva de área para planta de amônia verde

O Porto do Açu e a empresa Sempen, especializada na produção de combustíveis renováveis, assinaram nesta semana um contrato de reserva de área no hub de hidrogênio de baixo carbono e derivados do complexo porto-indústria, localizado no Norte do estado do Rio de Janeiro, para a construção de uma fábrica de amônia verde.

A nova planta terá capacidade de produção de 1 milhão de toneladas de amônia verde por ano. A decisão final de investimento (FID) está prevista para 2027-2028, com o início da produção das primeiras moléculas verdes em 2030. Com esse novo acordo, o Porto do Açu fortalece ainda mais seu papel na transição energética do Brasil, consolidando-se como um hub estratégico na cadeia de baixo carbono.

“O Porto do Açu avança no tema da transição energética ao desenvolver sua plataforma integrada para a economia de baixo carbono. A chegada da Sempen nos coloca como líder em projetos para a produção de hidrogênio e amônia verde no país”, disse Mauro Andrade, Diretor Executivo de Desenvolvimento de Negócios da Prumo Logística.

O Açu oferece uma das melhores infraestruturas do país para apoiar de forma sustentável a descarbonização da indústria, com calado profundo, terrenos disponíveis com acesso direto ao cais e um cluster de serviços que reúne múltiplos fornecedores de suporte portuário e marítimo.

“Somos o primeiro porto no país a licenciar um hub de hidrogênio e derivados de baixo carbono de 1 milhão de m² e, no momento, estamos licenciando uma nova área de 2 milhões de m² para ampliar nossas operações. A Sempen será alocada a esse novo hub, e sua parceria conosco é mais um passo para estabelecer o Açu como um hub para soluções de energia sustentável, refletindo nosso compromisso com projetos inovadores que contribuem para a transição energética global’’, completou o CEO do Porto do Açu, Eugenio Figueiredo.

“A parceria com o Porto do Açu representa um marco importante em nossa jornada para impulsionar a produção de amônia verde e combustíveis sustentáveis no Brasil. Estamos entusiasmados com o potencial de contribuir para a transição energética global e de fazer parte de um hub estratégico de baixo carbono que apoiará o desenvolvimento sustentável da indústria de energia renovável e hidrogênio verde no país.” — Juan Pablo Freijo, CEO da Sempen.

O complexo porto-indústria tem um ecossistema preparado e vantagens competitivas com calado profundo, área disponível com acesso direto ao cais e um cluster de serviços que reúne múltiplos fornecedores de suporte portuário e marítimo, consolidando-se como um hub de soluções de energia sustentável.

FONTE: Portos Navios
Porto do Açu e Sempen firmam acordo para fábrica de amônia verde

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Yang Ming registra lucro líquido anual de US$ 2 bilhões

A principal transportadora marítima de Taiwan, Yang Ming, reportou receitas consolidadas de US$ 6,94 bilhões e um lucro líquido após impostos de US$ 2 bilhões, resultando em um lucro por ação (EPS) após impostos de NT$ 18,38.

A empresa apresentou um forte desempenho operacional e de rentabilidade ao longo do ano, com o conselho também aprovando a distribuição de um dividendo em dinheiro de NT$ 7,5 por ação.

Em 2024, a indústria de transporte marítimo de contêineres registrou um aumento líquido de capacidade de aproximadamente 3 milhões de TEUs, levando a um crescimento da oferta superior à demanda. Nesse cenário, fatores como o desvio de rotas de navios devido à crise no Mar Vermelho e a congestão em portos-chave ajudaram a absorver o excesso de capacidade.

Além disso, o sólido desempenho econômico dos mercados asiáticos emergentes contribuiu positivamente para o crescimento econômico global.

A Yang Ming destacou que os três primeiros trimestres de 2024 foram marcados por condições de mercado favoráveis, com aumento nos volumes de carga e nas tarifas de frete. Em resposta a essas dinâmicas, a transportadora taiwanesa otimizou sua rede de serviços e a alocação de sua frota, garantindo a confiabilidade dos serviços e aproveitando as oportunidades de mercado para melhorar o desempenho operacional.

Fonte: Container News
Yang Ming records US$2 billion in annual net profit – Container News

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Brasil abre mercado para mudas de morango do Egito

A Secretaria de Defesa Agropecuária, subordinada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, publicou nesta quinta-feira (13) no Diário Oficial da União uma portaria que determina os requisitos fitossanitários para que o Brasil possa importar mudas de morango do Egito. As normas já estão em vigor e com a definição delas fica aberto ao país árabe o mercado brasileiro na área.

Segundo o documento, para entrar no Brasil as plantas precisam estar livres de solo e podem estar com ou sem folhas, em raiz nua ou em substrato, e devem estar acompanhadas de Certificado Fitossanitário emitido pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) do Egito.

Este certificado precisa conter declarações de que as mudas estão livres das seguintes pragas: naphothrips obscurus, Eutetranychus orientalis, Gryllotalpa gryllotalpa, Limothrips cerealium, Otiorhynchus sulcatus, Scirtothrips aurantii, Spodoptera exigua, Spodoptera littoralis, Thrips angusticeps e Thrips hawaiiensis, Erwinia amylovora, Monilinia fructigena, Nepovirus arabis, Nepovirus lycopersici, Phytophthora fragariae e Stralarivirus fragariae, sempre conforme resultados de laboratório.

A portaria determina, ainda, que os produtos estão sujeitos à inspeção no seu ponto de ingresso, além de coleta de amostras para análise fitossanitária em laboratórios credenciados, e que o custo do envio das amostras e da análise fitossanitária serão do interessado na venda do produto.

“No caso de interceptação de praga quarentenária ou de praga que apresente potencial quarentenário para o Brasil, o envio será destruído ou rechaçado e a Organização Nacional de Proteção Fitossanitária – ONPF do Egito será notificada, podendo a Organização Nacional de Proteção Fitossanitária – ONPF do Brasil suspender as importações de plantas de morango até a revisão da Análise de Risco de Pragas correspondente”, afirma o documento.

A importação de plantas de morango está inserida no capítulo de árvores, arbustos e silvados de frutas enxertados ou não na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Tem imposto de importação de 2% segundo as regras do acordo de livre-comércio entre Egito e Mercosul.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), no ano passado o Brasil importou US$ 1.045 do produto, procedentes de Espanha e Chile. Já em morangos congelados do Egito foram importados US$ 25,07 milhões, mais do que o dobro dos US$ 12,2 milhões comprados em 2023.

Fonte: ANBA
Egito: nova regra para importar muda de morango

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