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Taxação da UE retira aço brasileiro da lista de mais sustentáveis do mundo

O Brasil exporta para a União Europa o aço não europeu mais sustentável do mundo, de acordo com um estudo do Banco Mundial entregue à Folha.

Mas o país não terá vantagens na exportação do produto quando os europeus colocarem em efetivação o Cbam, a taxação de produtos importados com base nas emissões de CO2.

De acordo com o estudo, que considera dados de 18 países, o aço brasileiro exportado para a União Europeia emite 0,14 quilo de CO2 equivalente por dólar. O cálculo considera a matriz elétrica utilizada pela indústria, o chamado escopo 2 de emissões. O país só está atrás da Áustria, país da UE que emite 0,12 kg CO2/US$.

O Cbam, porém, considera apenas as emissões de CO2 oriundas de operações de dentro da fábrica, eliminando, portanto, a origem da eletricidade usada na indústria.

Nesse caso, o aço brasileiro, segundo o Banco Mundial, emite 0,37 kg CO2/US$, atrás de dez países, o que impacta a exposição do produto brasileiro à taxação europeia.

A base de dados utilizada para a comparação é de 2019.

“A maior parte das emissões [da produção de aço] vem do escopo 1. A a UE diz que até 50% das emissões seriam cobertas com as regulações atuais. Além disso, pouquíssimas empresas são hoje capazes de prover essa informação, até mesmo na UE, então ir para o escopo 2 seria ainda mais complicado, porque você teria que descobrir de onde vem a eletricidade que está sendo usada”, diz Maryla Maliszewska, uma das autoras do estudo do Banco Mundial, ao tentar explicar a decisão dos europeus.

O Cbam visa cobrar do aço estrangeiro o mesmo que é exigido do aço europeu no mercado de carbono da UE. A medida, porém, é carimbada como medida protecionista por parte da comunidade global.

“Tem algumas incertezas em relação à regra, mas o fato é que qualquer empresa que exporta para a Europa produtos de aço vai ser impactada”, diz Bruna Dias, gerente da Strategy&, do grupo PwC.

Na plataforma criada pelo Banco Mundial para apresentar o nível de exposição de produtos ao Cbam, o Brasil aparece pintado de uma mistura de vermelho com verde, enquanto Canadá, Estados Unidos, México, Colômbia e Argentina estão pintados de verde.

O Brasil só não será mais prejudicado porque a quantidade de aço brasileiro que entra em solo europeu é pequena, apesar de significativa. De acordo com o Instituto Aço Brasil, 48,7% dos produtos siderúrgicos exportados pelo país em 2022 foram para os Estados Unidos, enquanto cerca de 9,5% foram para países da União Europeia e 9,4% para a Argentina.

Entre as grandes siderúrgicas brasileiras, a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) é a que mais deve ser atingida. No ano passado, a empresa vendeu R$ 4,4 bilhões de produtos do setor de siderurgia para a Europa –o principal destino de exportação, segundo seu balanço de resultados.

A empresa considera o Cbam um “risco latente e de alta relevância” e o tamanho de uma eventual perda ainda está em estudo.

“As medidas do Cbam irão impactar todo o aço que a companhia exporta para a Europa, em particular o volume enviado para uma das nossas unidades em Portugal. Adicionalmente, existem impactos indiretos relacionados à entrada de um volume adicional de aço no Brasil produzido por países como China e Índia, por exemplo, e que teria como destino originariamente a Europa”, diz Helena Brennand Guerra, diretora de sustentabilidade e meio ambiente da CSN.

Guerra analisa que o torna o Cbam prejudicial para o aço brasileiro não é apenas o descarte do escopo 2, mas o financiamento público de siderúrgicas europeias em paralelo à taxação do produto feito em economias emergentes.

“A União Europeia tem disponibilizado recursos bilionários para que empresas de aço façam a sua transição para rotas de descarbonização. Muitos desses projetos entrarão em operação em 2026, justamente no ano em que o Cbam passará a taxar os produtos importados”, afirma Helena.

“Ou seja, taxam o aço produzido nos países em desenvolvimento, que historicamente menos contribuíram para a emissão de gases de efeito estufa, para financiar não apenas a transição energética mas principalmente a modernização do parque industrial europeu.”

O estudo do Banco Mundial mede as emissões por quilo de gás carbônico por dólares de aço vendido, mas, quando a métrica é tonelada de CO2 por tonelada de aço vendido, a referência padrão, o Brasil também aparece como um dos produtores mais sustentáveis de aço.

Entre 2020 e 2022, o setor siderúrgico brasileiro reduziu suas emissões de 1,9 t CO2/t de aço bruto para 1,7, ante a média global de 1,89, de acordo com o Instituto Aço Brasil.

Segundo a Global Efficiency Intelligence, consultoria americana de energia, o Brasil está em sexto no quesito sustentabilidade na lista de 16 países produtores de aço. Quando o carvão vegetal utilizado pelas siderúrgicas brasileiras não é considerado neutro devido a origens ligadas ao desmatamento, o Brasil vai para 12º lugar.

Em 2022, 84% do aço brasileiro foi feito via rota integrada, quando se utiliza altos fornos a carvão –maior fonte de CO2 nessa indústria. Desses, em 11% foram usados carvão vegetal em alguma medida, o que reduz as emissões.

Os outros 16% foram produzidos por meio de forno elétrico e sucata, hoje a forma mais sustentável mundialmente de produzir aço. Em comparação, no mundo a média é de 70% e 30%, respectivamente.

A Gerdau, uma das siderúrgicas com maior grau de sustentabilidade do país, tem a produção inversa ao mundo: 70% via forno elétrico e sucata e 30% via carvão mineral. Esse número, porém, deve trazer pouca vantagem à empresa em um contexto de Cbam concentrado em escopo 1.

“O que nos traz as oportunidades no aço brasileiro é a energia elétrica renovável. Se eu comparar a produção da Gerdau, à base de sucata, considerando o escopo 1 e 2, na unidade no Brasil, com uma unidade nos Estados Unidos, a primeira emite metade da outra. Mas, se eu olhar só o escopo 1, é praticamente igual”, diz Cenira Nunes, gerente-geral de meio ambiente da Gerdau.

O setor teme ainda que, com o mercado europeu concentrando o aço mais sustentável, aqueles países que não tenham regulações semelhantes, como o Brasil, sejam inundados de aço com maior pegada de carbono.

“Nós deveríamos ter um Cbam brasileiro. A China é 60% do mercado mundial; o mês de produção da China é a produção anual do Brasil. Ela está melhorando seu parque industrial, reduzindo a pegada de carbono daquela quantidade de aço que ela põe na Europa, para que não seja sujeita ao Cbam, em detrimento de colocar os demais no resto do planeta”, diz Guilherme Abreu, gerente-geral de sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil.

Recentemente a empresa vendeu seu primeiro aço zero carbono para a Águia Sistemas, empresa de intralogística.

Stefania Relva, consultora sênior do Instituto E +, pensa de maneira semelhante: “[Com o Cbam], a gente vai ter que competir com muitos produtos não certificados no mercado internacional, então a gente perde o mercado do Cbam, perde espaço na competição internacional e provavelmente perde o mercado nacional. Porque esses produtos não certificados que flutuam no mercado internacional vão acabar no mercado doméstico também.”

Sob o mesmo receio, o Reino Unido, por exemplo, está se articulando para criar sua própria taxação. Já o Brasil discute a introdução de um mercado de carbono para a indústria local.

Taxação da UE retira aço brasileiro da lista de mais sustentáveis do mundo (msn.com)

EUA revogam medida contra exportação brasileira de aço (poder360.com.br)

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Fiscais agropecuários aceitam proposta de carreira e encerram operação padrão

Movimento dos auditores pedia melhores condições de trabalho

Os auditores fiscais federais agropecuários aceitaram, com 68,5% dos votos na assembleia geral desta quarta-feira (22/5), a proposta de reestruturação da carreira feita pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

O movimento dos auditores pedia melhores condições de trabalho a partir de uma reestruturação e da inclusão da carreira no ciclo de auditorias do Executivo federal.

A partir da decisão em assembleia, a operação padrão, iniciada em janeiro, será suspensa em todo o país a partir de amanhã. No entanto, grande parte dos auditores segue demonstrando insatisfação com o governo e, em especial, com a condução do Ministério nas negociações.

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) reforça que seguirá acompanhando os desdobramentos de denúncias de assédio moral dentro de repartições do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e exonerações em massa de cargos de chefia.

Além disso, os profissionais têm relatado a precarização das condições de trabalho, especialmente para aqueles que atuam em jornadas exaustivas em regiões de fronteira e em frigoríficos. O sindicato afirma que irá observar as medidas adotadas pelo Mapa quanto à estrutura de trabalho na área de defesa agropecuária.

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Fiscais agropecuários aceitam proposta de carreira e encerram operação padrão (globo.com)

 

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Movimentação De Cargas No Complexo Portuário Do Rio Itajaí Açu em abril

No mês de abril, o Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu alcançou um volume total de movimentação de carga de 1.075.979 toneladas. Deste total, 535.242 toneladas foram direcionadas para exportação e 540.737 toneladas foram destinadas à importação. No acumulado até o quarto mês de 2024, o Complexo Portuário movimentou um total de 4.352.772 toneladas.
Em relação às operações de contêineres/TEU’s (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), foram movimentados 96.781 TEU’s em abril e um total de 409.130 TEU’s.

No que diz respeito às operações com navios, o mês de abril registrou o movimento de 61 atracações, sendo 43 no Terminal de Uso Privado (TUP) na Portonave, 05 no Porto de Itajaí, nenhuma movimentação no TUP TEPORTI, 09 no TUP Barra do Rio, 03 no TUP Braskarne e 01 no TUP POLY TERMINAIS.

No Porto de Itajaí, a movimentação total de cargas atingiu 1.507 toneladas em abril, sendo 74.693 toneladas no acumulado do ano. No Terminal Portonave (Porto de Navegantes), a movimentação em abril totalizou 1.056.125 toneladas e 96.731 TEU’s. No acumulado de janeiro a abril, o complexo movimentou 4.209.125 toneladas e 409.039 TEU’s.

As manobras nas áreas das Bacias de Evolução 01 e 02 totalizaram 61 giros em abril, sendo 21 giros na Bacia da Evolução 01 (em frente aos berços do Porto de Itajaí e Portonave — devido às obras nos berços 01 e 02 da Portonave), 27 na Bacia 02 (Baia Afonso Wippel) e, outras 13 manobras nos terminais a montante. No acumulado do ano, de janeiro a abril, foram registrados 286 giros nas áreas de bacia.

Em relação aos demais Terminais de Uso Privado (TUP), a Braskarne contabilizou um movimento total de 14.827 toneladas, enquanto o terminal Teporti não movimentou nenhuma tonelada no mesmo período.

No mês de abril, o Porto de Itajaí recebeu ainda, a última atração de cruzeiros da temporada de 2023/2024, com o navio MSC Música. Recebeu também, diretamente da Libéria, o navio Lord Mountbatten com 26.330,38 toneladas de vergalhões e fio máquina e, vindo do Panamá, o navio da modalidade Roll On Roll Off, Florida Highway que desembarcou 673 veículos da montadora alemã BMW. Ainda em abril, tivemos pela segunda vez a chegada da Draga Utrecht, que veio diretamente do Porto de Santos, para dar continuidade nos trabalhos de dragagem de manutenção.

Até o fechamento do mês de abril foram registrados mais de 1.600 giros na nova Bacia De Evolução.

Obs.: O relatório completo de estatísticas referente ao mês de abril de 2024 pode ser conferido no link abaixo:
https://www.portoitajai.com.br/estatistica-de-abril-de-2024

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Governo taxa pneu importado e gera preocupação no setor de transporte

Na última terça-feira (23), o Grupo Executivo de Integração da Política de Comércio Exterior (GECEX) anunciou a imposição de medidas antidumping sobre pneus de carga montados em rodas de aros 20”, 22” e 22,5”, utilizados em caminhões e ônibus. A decisão tem gerado reações de descontentamento do setor, especialmente dos caminhoneiros, dos fabricantes de caminhões e carretas e dos produtores de implementos agrícolas.

“Recebi com muita tristeza a notícia de que o governo brasileiro ampliou as medidas antidumping sobre os pneus importados. Isso aumenta muito o custo dos caminhoneiros e de todo o setor de transporte, já que impacta também os fabricantes de caminhões e implementos rodoviários”, declarou Janderson Maçanero, o Patrola, uma das principais lideranças dos transportadores autônomos, durante a primeira Reunião das Frentes Parlamentares do Caminhoneiro Autônomo e das Cooperativas de Transporte Rodoviário de Cargas. O encontro também ocorreu na terça-feira, na Câmara dos Deputados.

Patrola expressou preocupação com relação à capacidade dos fabricantes instalados no Brasil em fornecer pneus ao mercado nacional. “As fábricas locais não têm capacidade de infraestrutura para suprir todas as necessidades do mercado. Neste caso, os pneus importados são grandes aliados, pois hoje rodamos com segurança e eficiência com produtos de qualidade, testados e aprovados pelo Inmetro”, acrescentou.

Impactos da medida no setor

A imposição dessas medidas antidumping pode resultar em um aumento substancial no custo dos transportes, prejudicando diversos setores da economia que dependem do serviço. Outra preocupação levantada por Patrola é o impacto direto no bolso dos caminhoneiros e na economia doméstica. “Se o pneu que hoje pagamos entre R$1,2 mil e R$1,6 mil passar a custar R$3 mil, lá na nossa casa, o bife vai ser menor ou então nem vai ter”, alertou.
Diante desse cenário, o líder da categoria considera imprescindível que o governo leve em consideração as

preocupações e argumentos apresentados pelos caminhoneiros e outros setores afetados. “É fundamental buscar soluções que garantam a competitividade do mercado, sem comprometer a sustentabilidade econômica e a segurança dos trabalhadores”, disse.

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Governo taxa pneu importado e gera preocupação no setor de transporte – Comex do Brasil

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Governo adia leilão de arroz importado em meio à especulação de preços do Mercosul

Em comunicado, a Conab diz que a “data de realização será publicada oportunamente”

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) oficializou o adiamento do leilão de 104 mil toneladas de arroz, inicialmente marcado para esta terça-feira (21).

O governo pretende realizar o leilão para aumentar a oferta do grão no país, em meio às enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável pela produção de 70% do arroz consumido internamente.

Em comunicado, a Conab diz que a “data de realização será publicada oportunamente”.

À CNN, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse que o adiamento foi feito em decorrência da portaria assinada ontem. Nesta segunda-feira, o governo anunciou a redução a zero do imposto de importação de três tipos de arroz para evitar problemas de oferta do produto.

O ministro confirmou ainda que o adiamento tem relação à especulação do Mercosul em relação ao valor das sacas. O bloco elevou em até 30% o preço do cereal.

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Governo adia leilão de arroz importado em meio à especulação de preços do Mercosul | CNN Brasil

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Shein, Shopee e mais: indústrias de SP defendem fim de isenção de até US$ 50 para importações

Medida foi inserida como “jabuti” no relatório do PL que institui o Programa Mover

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) defenderam o fim da isenção de compras em sites de lojas virtuais até US$ 50 (R$ 255,37 na cotação atual).

A medida foi inserida como “jabuti” no relatório do deputado Átila Lira (PP/PI) sobre o Projeto de Lei 914/24, que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Programa Mover).

Segundo as entidades, a vantagem tributária do produto importado tem potencial de promover prejuízos às empresas e aos trabalhadores de segmentos importantes da indústria e do varejo, faz com que o Brasil “importe desemprego” e contribui para gerar produção, postos de trabalho, renda e arrecadação em outras nações.

A medida impacta gigantes do e-commerce, como Shein, Shopee e AliExpress.

“A proposta corrige a grave desigualdade tributária enfrentada pelo setor produtivo brasileiro desde agosto de 2023, quando portaria do Ministério da Fazenda concedeu o benefício aos bens importados vendidos pelas plataformas certificadas no Programa Remessa Conforme, ao passo que itens fabricados no Brasil não gozam do incentivo, mesmo sendo vendidos dentro dessas condições”, defendem as entidades em nota.

Mesmo assim, a Fiesp e a Ciesp reconhecem o mérito do Programa Remessa Conforme, que foi instituído visando adequar as plataformas digitais de compras com as normas brasileiras.

Contudo, apontam que as empresas nacionais são impactadas pela “concorrência desigual”, já que “não precisam de benefícios tributários para cumprir leis”.

Para eles, as companhias brasileiras não são “rigorosamente fiscalizadas pelos órgãos competentes”, mas “carecem de isonomia no pagamento de impostos para concorrer em igualdade de condições com o produto importado no mercado nacional”.

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Ouro renova máxima histórica com tensão geopolítica e apetite da China

Metal bate recorde pela segunda sessão seguida em cenário de fraqueza do dólar
Nas últimas semanas, dólar tem registrado comportamento modesto e não oferece resistência ao preço dos metaisPexels

O ouro voltou a subir nesta segunda-feira (20) e renovou a máxima histórica pelo segundo fechamento consecutivo, com pressão da atividade de compra elevada de bancos centrais e de investidores chineses.

A morte do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, neste fim de semana, também contribuiu para que a procura por um ativo de segurança aumentasse.

O ouro para junho fechou em alta de 0,88%, em US$ 2.438,50 (cerca de R$ 12,5 mil) a onça-troy (31 gramas), na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Fawad Razaqzada, do City index, diz que o momento é favorável ao ouro e à prata, por diversos fatores.

Nas últimas semanas, o dólar tem registrado comportamento modesto e não oferece resistência ao preço dos metais. Além disso, ele pontua que as medidas de estímulo da China reforçaram a procura ou a percepção da procura de matérias-primas, e os dados da zona do euro e do Reino Unido têm indicado uma demanda mais aquecida.

A SP Angel destaca que a morte do presidente do Irã neste fim de semana injeta algum nível de dúvida sobre os próximos passos na região.

Também neste fim de semana, um petroleiro chinês foi atingido por um míssil dos rebeldes Houthi no Mar Vermelho, aumentando as tensões na região e impulsionando os ganhos de ativos de segurança.

Com isso, a instituição diz que a realização de lucros foi adiada, mas os preços devem dar um breve alívio nos próximos dias.

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Como é a impressionante hidrelétrica das Três Gargantas na China

Três Gargantas: entenda a engenharia e o impacto da maior usina hidrelétrica do mundo

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Hidrelétrica das Três Gargantas está localizada no rio Yang Tsé, na China 

No coração do rio Yang Tsé, na China, está uma construção monumental: a Hidrelétrica das Três Gargantas. Com sua construção iniciada em 1994 e concluída em 2012, essa imponente estrutura é a maior usina hidrelétrica do mundo em termos de capacidade de geração de energia.

Com uma altura de aproximadamente 185 metros e uma extensão de mais de 2,3 quilômetros, a Hidrelétrica das Três Gargantas é uma peça importante para a economia da China. Seu reservatório, que se estende por mais de 600 quilômetros ao longo do rio Yang Tsé, é capaz de armazenar uma quantidade impressionante de água, equivalente a cerca de 40 quilômetros cúbicos.


*Fotos: Banco de imagens

Com uma capacidade instalada de mais de 22.500 megawatts, a hidrelétrica é capaz de fornecer eletricidade para milhões de lares e indústrias em todo o país. Essa produção energética também contribui significativamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa, já que a energia hidrelétrica é uma fonte de energia limpa e renovável.

Impactos sociais e ambientais

Porém, a construção da Hidrelétrica das Três Gargantas não esteve isenta de controvérsias e desafios. O projeto envolveu o deslocamento de mais de um milhão de pessoas, o que gerou preocupações sobre os impactos sociais e ambientais da obra. Além disso, a inundação de áreas em volta da construção resultou na perda de importantes sítios arqueológicos e no desaparecimento de ecossistemas naturais únicos.

Inspiração para o futuro

Apesar das críticas e desafios enfrentados, a Hidrelétrica das Três Gargantas permanece como um exemplo impressionante do poder da engenharia e da determinação humana. Seu papel na geração de energia limpa e na redução das emissões de carbono é inegavelmente importante em um mundo cada vez mais preocupado com a sustentabilidade e as mudanças climáticas.

Como é a impressionante hidrelétrica das Três Gargantas na China – NSC Total

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Notícias

Anvisa edita medida excepcional na importação de doações internacionais para o enfrentamento das enchentes no Rio Grande do Sul

Essa é mais uma ação para auxiliar no enfrentamento das enchentes no Estado.

 

Anvisa publicou a RDC n° 866, DE 10 DE MAIO DE 2024, que simplifica e agiliza o procedimento de doação internacional de alimentos dispensados de registro, cosméticos, produtos de higiene e saneantes sujeitos à fiscalização sanitária, para o enfrentamento do estado de calamidade pública derivada de eventos climáticos no Estado do Rio Grande do Sul. 

Com a nova medida, as doações internacionais desses produtos poderão ocorrer por meio de Declaração Simplificada de Importação Formulário (DSI), emitida em nome do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Coordenadoria de Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul ou Prefeituras que foram impactadas pela calamidade. 

É importante destacar que os importadores são responsáveis por avaliar a necessidade de receber a doação dos produtos não regularizados, se os produtos se encontram sob condições de serem utilizados e dentro da data de validade. 

Essa é mais uma ação excepcional para auxiliar no enfrentamento das enchentes no Estado do Rio Grande do Sul. A medida, temporária e emergencial, tem como objetivo mitigar os desafios de saúde decorrentes desses eventos climáticos. A norma entrou em vigor na data de sua publicação e terá validade de 90 (noventa) dias. 

Categoria

Saúde e Vigilância Sanitária
Anvisa edita medida excepcional na importação de doações internacionais para o enfrentamento das enchentes no Rio Grande do Sul — Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa (www.gov.br)

 

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Empreendedorismo feminino: os obstáculos e as vantagens do networking

“Ninguém entende melhor as dores de uma empreendedora do que outra “, avalia Cintia Almeida, fundadora da Somos, maior rede de empreendedoras qualificadas do país

Desde 1688, quando capitães de navios se reuniam na taberna de Edward Lloyd, em Londres, para contratar seguros marítimos, negócios e relacionamentos andam de mãos dadas. As reuniões no estabelecimento de Lloyd deram origem ao Lloyd’s de Londres, embrião do mercado segurador moderno. E o conceito de fazer negócios com quem você conhece só prosperou desde então, agora com o nome técnico de networking.

Para além dos encontros entre executivos de empresas diferentes, essas redes de relacionamento envolvem cada vez mais empresários e empreendedores. No entanto, ainda é um universo predominantemente masculino.

Segundo um levantamento do LinkedIn realizado em diversos países, a probabilidade de uma mulher construir um network poderoso por meio da rede social é menor que a de um homem. A diferença oscila dos 14% entre as indianas até os 38% entre as mulheres de Singapura. No Brasil, a probabilidade contra as mulheres é de 27%, mais ou menos na média.

A comparação é precisa, pois todos os usuários e usuárias do LinkedIn têm pelo menos alguns pontos em comum. Usam a rede social com intenções profissionais ou empresariais, e têm uma afinidade mínima com a tecnologia. Apesar disso, a diferença é grande mesmo no caso menos pior, o da Índia.

Teto de vidro

Há boas razões para isso. A dinâmica de um executivo ou empreendedor é semelhante à de uma executiva ou empreendedora. Semelhante, mas não igual. Para além do teto de vidro – um limite que as mulheres atingem quando chegam a um determinado nível da carreira, sem a possibilidade de avançar –, a mulher empreendedora tem de enfrentar a tristemente famosa dupla ou tripla jornada, o que não facilita as possibilidades de networking.

Há comprovação acadêmica disso. Uma pesquisa do professor americano Brian Uzzi, da universidade americana Kellogg, publicada em 2019 na Harvard Business Review, comprova que as necessidades de networking das mulheres são diferentes dos requisitos masculinos. “As mulheres em busca de oportunidades frequentemente enfrentam obstáculos que os homens não enfrentam”, escreveu ele. “Assim, elas se beneficiam proporcionalmente mais de um círculo próximo de contatos femininos que podem compartilhar informações.”

O trabalho de Uzzi analisou a busca por posições executivas entre estudantes de MBA americanas no fim da década passada. No entanto, os princípios também valem para as donas dos próprios negócios. Daí a importância do networking para as empreendedoras.

Donas do próprio negócio
O empreendedorismo feminino no Brasil é tão relevante quanto a participação das brasileiras na população. Segundo dados do Sebrae, o número de empreendedoras é semelhante ao de empreendedores homens, mas o caminho delas é mais tortuoso. Um estudo do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) do fim de 2023 inferiu que as empresárias brasileiras faturam pouco.

Elas pagam juros mais elevados (mesmo sendo menos inadimplentes) e suas empresas têm menos probabilidade estatística de crescimento. Cerca de 82% são afrobrasileiras, 98% pertencem às classes de renda mais baixa e 83% empreendem por necessidade. “Daí a dificuldade de montar um network eficaz”, diz a publicitária Cíntia Almeida, fundadora da confraria Somos. “Não adianta colocar a empreendedora por necessidade ao lado da empreendedora que possui um negócio estruturado e pensa na expansão e até na internacionalização.”

Saiba mais em FORBES MULHER:
https://forbes.com.br/forbes-mulher/2024/05/empreendedorismo-feminino-os-obstaculos-e-as-vantagens-do-networking/

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