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Dólar cai e fecha a R$ 5,78, mesmo após nova ameaça tarifária de Trump; Ibovespa sobe

A moeda norte-americana recuou 0,13%, cotada a R$ 5,7854. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,76%, aos 125.572 pontos.

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (10), cotado a R$ 5,78. Esse movimento foi impulsionado pela valorização das commodities no mercado internacional, apesar da nova ameaça tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No último domingo (9), o republicano afirmou que anunciaria novas taxas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio no país. Atualmente, cerca de 25% do aço e 50% do alumínio usados nos EUA são importados. Entre os principais fornecedores está o Brasil.

Especialistas acreditam que essa tarifação pode impactar a economia de todos os principais exportadores, incluindo Brasil, Canadá, México, China, Rússia e União Europeia.

A medida também traz preocupações com a inflação nos EUA. Isso porque, se os produtos que chegam à maior economia do mundo ficam mais caros com as taxações, todo o custo de produção também aumenta, elevando os preços para os consumidores e impactando a inflação.

Preços mais altos podem pressionar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a manter suas taxas de juros altas por mais tempo, ou até promover novos aumentos.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou o dia em alta. Dólar acumula alta de quase 28% em 2024.

Dólar

O dólar fechou em queda de 0,13%, cotado a R$ 5,7854. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,7632.
Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,13% na semana;
  • recuo de 0,89% no mês; e
  • perdas de 6,38% no ano.

Na última sexta-feira (7), a moeda americana teve alta de 0,51%, cotada a R$ 5,7930.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,76%, aos 125.572 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,76% na semana;
  • queda 0,45% no mês;
  • ganho de 4,40% no ano.

Na sexta, o índice teve baixa de 1,27%, aos 124.619 pontos.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

A alta nos preços do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional amenizaram a força do dólar nesta segunda-feira (10), mesmo que ainda restem dúvidas sobre a nova ameaça tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump.

No domingo (9), em entrevista a jornalistas antes de assistir ao Super Bowl 2025, Trump afirmou que “qualquer aço que entrar nos EUA terá uma tarifa de 25%”. Segundo o presidente norte-americano, o anúncio oficial será realizado ainda nesta segunda-feira.

Trump também não deu mais detalhes sobre quais países sofreriam o aumento tarifário. Diante das incertezas, autoridades de vários países que exportam esses produtos para os EUA começaram a reagir.

Na Coreia do Sul, o Ministério da Indústria convocou siderúrgicas para discutir como minimizar os impactos das tarifas para as empresas. Já na Europa, a Comissão Europeia afirmou “não ver justificativa” para a tarifação e assegurou que vai reagir.

O ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, afirmou que a Europa “pode e deve reagir unida e decisivamente contra as restrições tarifárias unilaterais” e destacou que a região “está preparada para isso”.

No Brasil, a postura do governo foi mais cautelosa diante das ameaças do presidente dos EUA. Tanto o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestaram a necessidade de diálogo em relação às possíveis tarifas.

Segundo o blog da Ana Flor, o anúncio não pegou o governo de surpresa e, por enquanto, a orientação é não responder imediatamente com a regra da reciprocidade, mas primeiro analisar o impacto.

Além de afetar as empresas exportadoras de aço e alumínio, que podem ter uma queda nas vendas, há preocupação no mercado sobre a pressão inflacionária que a implementação dessas tarifas causaria na maior economia do mundo, o que pode atrasar a redução dos juros no país.

Dirigentes do Fed afirmaram que a instituição não tem pressa em reduzir os juros e que observará atentamente os desdobramentos do cenário político e econômico. Atualmente, os juros americanos estão entre 4,25% e 4,50% ao ano, com o objetivo de reduzir a inflação anual, que está em 2,9%, para a meta de 2%.

Juros elevados também aumentam o rendimento dos títulos públicos dos EUA, considerados os mais seguros do mundo, o que tende a provocar uma migração de capital estrangeiro para o país e pode fortalecer o dólar em relação a outras moedas.

Agenda de indicadores

Na agenda de indicadores, o Departamento do Comércio dos EUA deve divulgar os novos dados de inflação referentes a janeiro na próxima quarta-feira (12). Ao longo da semana, o presidente do Fed, Jerome Powell, deve discursar e fornecer novas pistas sobre a condução dos juros no país.

No cenário doméstico, o destaque da semana também será a inflação oficial, que será divulgada na terça-feira (11).

Nesta segunda-feira, o Banco Central do Brasil (BC) divulgou mais uma edição do boletim Focus, relatório que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país.

As projeções para a inflação brasileira subiram pela 17ª consecutiva. Agora, os economistas preveem que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano a 5,58% em 2025, bastante acima da meta.

A meta de inflação é de 3% e será considerada formalmente cumprida se ficar em um intervalo entre 1,50% e 4,50%.

FONTE: G1
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Mercado prevê inflação ainda mais alta em 2025 e 2026

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central, indica uma deterioração da economia neste ano e no próximo, os dois últimos do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Os analistas de mercado que participam do boletim estimam, pela 17ª semana seguida, uma alta da inflação.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2025 em 5,58%, ante a projeção e 5,51% na semana passada. Para o ano que vem, a projeção é de inflação a 4,3%, ante 4,28% na semana anterior.

Já para o crescimento da economia, a projeção é de queda, o que corrobora as análises do mercado de que o Brasil, no governo Lula, pode passar por uma recessão técnica.

O Boletim Focus estima que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 2,03% em 2025, resultado inferior ao da semana passada, de 2,06%. Para 2026, a projeção agora é de 1,7%, ante 1,72% na semana anterior.

Câmbio e Selic permanecem estáveis, diz mercado
O Boletim Focus não traz alterações na projeção da taxa oficial de juros, a Selic, e na cotação do dólar.Para 2025 e 2026, a projeção é de que o dólar termine os períodos cotado a R$ 6. Já a Selic, deve terminar 2025 em 15% e 2026 em 12,5%.

Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.

O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Fonte: Exame
https://exame.com/economia/boletim-focus-ipca-alta-hoje-10-02/

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Tarifas da China em resposta a Trump começam a valer, diz jornal

Medida é resposta ao americano, que impôs taxação de 10% sobre os produtos chineses importados para os EUA.

A China impôs neste domingo (9) tarifas de 10% e 15% sobre importações dos Estados Unidos , como continuação de sua resposta às taxações norte-americanas determinadas pelo presidente Donald Trump sobre produtos chineses, de acordo com o jornal “Financial Times”.

A medida pode afetar cerca de U$ 14 bilhões em produtos. O país determinou taxas de 15% para carvão e Gás Natural Liquefeito (GNL) dos EUA e 10% para petróleo bruto, equipamentos agrícolas e alguns automóveis.

As tarifas são uma resposta à iniciativa americana, que na terça-feira (4) começou a aplicar taxas de 10% em todas as importações chinesas para os EUA, depois que Trump afirmou que a China não fazia o suficiente para interromper o fluxo de drogas ilícitas para os Estados Unidos.

Ainda neste domingo, o presidente americano afirmou que vai anunciar nesta segunda (10) tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio, segundo a agência de notícias Reuters.

Mais cedo, o chanceler alemão Olaf Scholz afirmou em um debate eleitoral que a União Europeia conseguiria retaliar “em uma hora” caso taxas americanas afetassem o bloco.

Além das medidas tarifárias, a China já avisou que pretende iniciar uma investigação antitruste contra a Alphabet Inc, dona do Google, enquanto incluía tanto a PVH Corp, holding de marcas como Calvin Klein, quanto a empresa de biotecnologia americana Illumina em sua “lista de entidades não confiáveis”.

As tarifas de Trump

Na segunda-feira (3), Trump suspendeu sua ameaça de tarifas de 25% sobre o México e o Canadá no último minuto, concordando com uma pausa de 30 dias em troca de concessões sobre o controle de fronteiras e a aplicação de leis contra o crime com os dois países vizinhos.

Porém, não houve o mesmo alívio para a China. Um porta-voz da Casa Branca disse que Trump não conversaria com o presidente chinês Xi Jinping no começo desta semana.

https://g1.globo.com/jornal-nacional/video/a-guerra-das-tarifas-trump-mostra-que-vai-usar-taticas-de-intimidacao-ate-contra-aliados-13312605.ghtml

Durante seu primeiro mandato, em 2018, Trump iniciou uma guerra comercial de dois anos com a China devido ao enorme superávit comercial dos EUA, com tarifas recíprocas sobre centenas de bilhões de dólares em bens, desestruturando cadeias globais de suprimento e prejudicando a economia mundial.

“A guerra comercial está em estágios iniciais, então a probabilidade de novas tarifas é alta”, disse a Oxford Economics em uma nota, ao reduzir sua previsão de crescimento econômico da China.

Trump advertiu que poderia aumentar as tarifas sobre a China ainda mais, a menos que Pequim interrompesse o fluxo de fentanil, um opioide mortal, para os Estados Unidos.

“Espero que a China pare de nos enviar fentanil e, se não o fizerem, as tarifas vão subir substancialmente”, disse ele na segunda-feira.

A China chamou o fentanil de problema dos EUA e afirmou que desafiaria as tarifas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e tomaria outras contramedidas, mas também deixou a porta aberta para negociações.

Os EUA são uma fonte relativamente pequena de petróleo bruto para a China, representando 1,7% das suas importações no ano passado, no valor de cerca de US$ 6 bilhões.

“Diferentemente do Canadá e do México, é claramente mais difícil para os EUA e a China chegarem a um acordo sobre as demandas econômicas e políticas de Trump. O otimismo anterior do mercado sobre um acordo rápido ainda parece incerto”, disse Gary Ng, economista sênior do Natixis em Hong Kong, ouvido pela Reuters.

“Mesmo que os dois países possam chegar a um acordo sobre alguns pontos, é possível que as tarifas continuem sendo usadas como uma ferramenta recorrente, o que pode ser uma fonte de volatilidade no mercado este ano.”

Fonte G1
https://g1.globo.com/google/amp/economia/noticia/2025/02/09/china-impoe-tarifas-de-10percent-e-15percent-em-importacoes-de-produtos-dos-eua-em-retaliacao-a-trump.ghtml

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Brasil é 2º fornecedor de aço e ferro aos EUA; fatia nunca foi tão grande

Aumento do imposto anunciado por Donald Trump ocorrerá no melhor momento da história para a indústria siderúrgica brasileira no mercado americano

O Brasil nunca teve uma participação de mercado tão grande no disputado mercado de aço e ferro nos Estados Unidos. Em 2024, americanos compraram US$ 4,677 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões) em produtos brasileiros do conjunto de “Aço e Ferro”. Com o valor, o Brasil foi o segundo maior fornecedor aos EUA.

Dados da Administração de Comércio Internacional do governo americano mostram que o aumento do imposto anunciado por Donald Trump ocorrerá no melhor momento da história para a indústria siderúrgica brasileira nos EUA.

Em 2024, o Brasil foi o vendedor de 14,9% de todo o grupo que inclui aço e ferro como matéria-prima. Nunca o Brasil teve uma participação tão grande naquele mercado.

No chamado “código 72” do sistema harmonizado de mercadorias estão os produtos semimanufaturados de ferro ou aço, além do ferro fundido bruto. Esses itens respondem por boa parte das exportações siderúrgicas aos EUA.
O Brasil ficou atrás apenas do Canadá, que respondeu por 24,2% daquele mercado. Depois do Brasil, estão México (10,1%), Coreia do Sul (5,9%) e Alemanha (4,6%).

O Brasil é relevante para os EUA como fornecedor de aço e ferro – com cerca de um quinto do mercado, mas os americanos são ainda mais importantes para os brasileiros.

Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, mostram que os EUA foram destino de 47,9% das exportações do grupo de aço e ferro em 2024. Nenhum outro cliente é tão essencial para as siderúrgicas brasileiras como os americanos.

O segundo maior comprador do Brasil é a China, mas a fatia é bem menor: 10,7% dos embarques de aço e ferro.

Mercado de mais de US$ 100 bilhões

As medidas anunciadas por Trump em pleno fim de semana afetam importações anuais que superam os US$ 100 bilhões.

Em 2024, foram US$ 31,3 bilhões em importações de aço e ferro – segmento em que o Brasil é mais afetado, com US$ 4,677 bilhões.

Também foram registrados US$ 49,7 bilhões na compra de partes de aço e ferro. Nesse segmento, a participação do Brasil é mais tímida: 0,6% do total importado pelos EUA com US$ 306 milhões no ano passado.

As tarifas afetam ainda outros US$ 27,4 bilhões em partes de alumínio. Nesse segmento, o Brasil também tem posição mais modesta, com 1% das importações dos EUA ou US$ 272 milhões em 2024.

Fonte: CNN Brasil

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Guerra comercial entre China e EUA pode piorar? Entenda

Logo após entrar em vigor uma nova tarifa de 10% sobre todos os produtos chineses enviados aos EUA, a China respondeu com uma tarifa de 15% sobre alguns produtos americanos

Os primeiros golpes foram trocados entre os Estados Unidos e a China, no que pode equivaler a uma disputa comercial de curta duração, com consequências econômicas limitadas, ou ao início de mais uma longa e dolorosa guerra comercial que lembra o primeiro mandato do presidente Donald Trump.

Imediatamente após uma nova tarifa de 10% sobre todos os produtos chineses enviados para os EUA entrar em vigor na terça-feira (4), a China respondeu anunciando uma tarifa de 15% sobre alguns produtos que importa dos EUA: certos tipos de carvão e gás natural liquefeito e uma tarifa de 10% sobre petróleo bruto, máquinas agrícolas, carros de grande cilindrada e caminhonetes.

Essas tarifas devem entrar em vigor na segunda-feira (10).

O Ministério do Comércio da China também adicionou duas empresas americanas — a empresa de biotecnologia Illumina e a varejista de moda PVH Group, dona da Calvin Klein e da Tommy Hilfiger — à sua lista de entidades não confiáveis, dizendo que elas “violaram os princípios normais de negociação do mercado”.

A medida prejudica significativamente a capacidade das empresas de fazer negócios na China.

É possível que Trump e o presidente chinês Xi Jinping pelo menos concordem em adiar essas ações para se engajarem em mais diálogos, assim como os líderes do México e do Canadá fizeram antes que as tarifas dos EUA sobre os produtos de seus países fossem colocadas em prática.

“Se um acordo semelhante não for alcançado, então acredito que ele tem potencial para ser bastante intenso”, disse Clark Packard, pesquisador do Centro Herbert A. Stiefel de Estudos de Política Comercial do Cato Institute.

Esse resultado não parece provável, já que Trump e Xi não conversaram na terça-feira. “Não estou com pressa”, disse Trump aos repórteres naquele dia.

O próximo melhor resultado seria que ambas as nações evitassem novas medidas de escalada, como impor tarifas mais altas. O júri está longe de decidir sobre isso.

Um impacto limitado na economia dos EUA — por enquanto

A tarifa que Trump colocou sobre todos os produtos chineses, que ele vinculou em parte ao suposto papel do país de fornecer fentanil e outras drogas ilegais para os EUA, pode fazer com que os consumidores americanos paguem mais por uma ampla gama de produtos.

Isso inclui eletrônicos de consumo, brinquedos e vestuário, todos os quais estão entre alguns dos principais produtos que os EUA importaram da China no ano passado, de acordo com dados comerciais federais.

Mas não são apenas os bens que os consumidores compram que podem ficar mais caros. Muitos bens que os EUA importam são matérias-primas, como borracha, plástico e produtos químicos, que as empresas americanas precisam para fazer produtos acabados vendidos em lojas e online.

“Aumentar os custos dessas importações seria difícil para essas empresas”, disse Packard.

Ao mesmo tempo, os preços podem não subir tanto se as empresas dos EUA puderem importar produtos que receberam da China de outras nações que enfrentam tarifas mais baixas. A perda de clientes pode prejudicar as empresas chinesas e levar à perda de empregos.

Da mesma forma, empresas norte-americanas que exportam produtos para a China e que estão prestes a enfrentar as novas tarifas podem sofrer e ser forçadas a demitir funcionários.

No total, os produtos que a China importa dos EUA cobertos pelas novas taxas valiam US$ 23,6 bilhões em 2024, de acordo com dados da S&P Global Market Intelligence.

Esse total teria sido muito maior se a China tivesse escolhido aplicar uma tarifa igual de 10% sobre todos os produtos dos EUA exportados para lá, o que, em comparação, totalizou mais de US$ 130 bilhões no ano passado.

De mal a pior

Economistas do Morgan Stanley não esperam que Trump pare nas tarifas adicionais de 10% sobre produtos chineses, já que durante a campanha ele prometeu chegar a 60%.

“Ainda esperamos que os EUA imponham mais tarifas à China no final deste ano como parte de suas metas maiores de política comercial”, disseram eles em nota aos clientes na terça-feira. Isso provavelmente convidará mais retaliações da China.

Há também uma preocupação persistente de que os EUA não enfrentarão apenas uma guerra comercial unilateral com a China, mas sim uma guerra tripla.

Isso pode acontecer se Trump acabar seguindo adiante com tarifas de 25% sobre o México e o Canadá após o novo prazo de 1º de março que ele estabeleceu, e os dois países, assim como a China, retaliarem com tarifas mais altas sobre produtos dos EUA.

A situação pode ficar feia para a economia dos EUA muito em breve.

Supondo que o Canadá e o México respondam implementando uma tarifa de 10% sobre todos os produtos dos EUA e que a China aplique uma tarifa geral de 5%, os economistas do Citibank preveem que a economia dos EUA se contrairá a uma taxa anual de 0,8% este ano e -1,1% no próximo ano, supondo que as tarifas permaneçam em vigor.

A economia da China, no entanto, se contrairia em uma quantidade menor em comparação com a dos EUA neste ano e no próximo. As economias do Canadá e do México, no entanto, sofreriam golpes muito maiores em comparação com a dos EUA, preveem economistas do Citi.

Dito isso, os riscos por si só das tensões entre os EUA e a China são “consequentes”, disse Nathan Sheets, economista-chefe global do Citi, à CNN.

“Aumentos consideráveis ​​adicionais nas tarifas podem interromper as cadeias de suprimentos e a produção, com implicações adversas para o emprego e o crescimento dos EUA.”

“É realmente difícil quantificar esses efeitos — mas eles seriam apreciáveis ​​por qualquer medida”, disse ele.

FONTE: CNN Brasil
Guerra comercial entre China e EUA pode piorar? Entenda | CNN Brasil

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O ESPECIALISTA: Sucesso que CONECTA oportunidades

Novo quadro do RêConectaNews traz a jornada dedicada a compartilhar o conhecimento técnico e a visão prática de profissionais que transformam desafios em soluções no Comércio Exterior e na Logística. 

 O ESPECIALISTA: Aprenda com quem faz a Logística e o Comércio Exterior acontecer

A cada episódio, especialistas renomados de diferentes segmentos da cadeia de Logística e Comércio Exterior trazem insights valiosos sobre suas áreas de atuação, abordando o que é realmente necessário para fazer o setor funcionar.

O RêConectaNews apresenta com entusiasmo seu novo quadro, O ESPECIALISTA, um espaço dedicado a compartilhar o conhecimento técnico e a visão prática de profissionais que transformam desafios em soluções no Comércio Exterior e na Logística.

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Aqui, você encontrará explicações claras, estratégias aplicadas e o passo a passo de práticas que impulsionam negócios e carreiras. Não se trata apenas de ouvir trajetórias, mas de entender os aspectos técnicos que fazem a diferença no dia a dia do mercado.

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7 bilhões de dólares: Embraer recebe encomenda recorde de jatos executivos

Empresa brasileira vai fabricar 200 jatos executivos para empresa dos EUA

Uma empresa norte-americana fez nesta semana a maior encomenda de aeronaves da história da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronaves). Trata-se da Flexjet, que fez um pedido de cerca de 200 jatos executivos, num total de 7 bilhões de dólares.

Criada em 1965, a Embraer tornou-se a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo e líder absoluta no segmento de até 130 assentos. A companhia brasileira anunciou na quarta-feira que a encomenda envolve 182 jatos executivos e 30 opções, incluindo os modelos Praetor 600, Praetor 500 e Phenom 300E, além de pacote de serviços e suporte.

7 bilhões de dólares: Embraer recebe encomenda recorde de jatos executivos
Fábrica da Embraer, em São José dos Campos. Foto: divulgação

“Este é o maior pedido feito pela norte-americana Flexjet em seus 30 anos de história, e também é o maior pedido firme para jatos executivos da Embraer”, afirmou a fabricante de aviões em comunicado à imprensa.

Cronograma de entregas da Embraer

O modelo de negócio da Flexjet envolve o compartilhamento de uso de aviões, a chamada propriedade fracionária. A companhia é cliente de longa data da Embraer, tendo recebido mais de 150 aviões da fabricante brasileira.

A Embraer não mencionou no anúncio do pedido quando a encomenda será incorporada à carteira e ou cronograma das entregas, embora tenha mencionado que “com essa encomenda…a frota da Flexjet quase dobrará de tamanho nos próximos cinco anos”.

A empresa tem sede no município de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo, e possui diversas unidades no Brasil e no exterior. Para atender demandas globais, estabeleceu unidades industriais, escritórios e centros de distribuição de peças e serviços nas Américas, África, Ásia e Europa. Sua receita líquida em 2016, foi de 21,4 bilhões de reais (6,1 bilhões de dólares).

FONTE: Guararema News
7 bilhões de dólares: Embraer recebe encomenda recorde de jatos executivos – Guararema News

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NAC Bank. Tendências de Importação no Brasil

Você sabia que, em 2024, o Brasil teve um aumento de USD 14 bi nas importações, em relação ao ano anterior? Vamos ver as tendências, setores em alta e parceiros comerciais que estão moldando o futuro do comex!

Tendências de Importação no Brasil

A demanda por produtos aumentou de 2023 para 2024, impulsionando o mercado. Produtos como eletrônicos, maquinários e produtos químicos estiveram em alta no ano que passou, evidenciando um delta positivo.

Destaque por Setores

Os setores que mostraram crescimento nas importações são importantes para mostrar a demanda do país e mudanças globais que possuem tendência a afetar nosso mercado e economia.

Óleos de Petróleo

O setor de óleos de petróleo cresceu muito, com um aumento de USD 1.4 bi. Isso aconteceu porque ouve uma alta demanda por energia e insumos industriais. Os óleos de petróleo têm um grande impacto nas políticas energéticas do Brasil.

Turborreatores e Componentes

As importações de turborreatores e seus componentes também cresceram, totalizando USD 1.2 bi. Isso mostra que que o Brasil está investindo mais em tecnologia e infraestrutura. A busca por inovações é muito importante para setores que precisam de alta performance.

Automóveis

No setor automotivo, as importações também cresceram muito, com um total de USD 977 milhões. Isso mostra a recuperação do setor automotivo. As importações de carros não só atendem à demanda do consumidor, mas também mostram que a indústria de veículos está crescendo exponencialmente.

Principais Parceiros Comerciais do Brasil em 2024

Em 2024, o comércio exterior do Brasil mostrou um panorama interessante. A China e os Estados Unidos foram os principais parceiros comerciais. Eles tiveram um papel crucial no crescimento das importações e exportações do país.

China

O valor das importações da China cresceu 20,4%, atingindo USD 9.9 bi. Esse aumento mostra a importância das relações comerciais e das redes de suprimento entre os dois países de 2023 para 2024.

Estados Unidos

O valor FOB de importações dos EUA foi de USD 2.4 bi em 2024, um aumento de 6,88%. Essa força nas transações mostra o crescimento das relações comerciais entre os países, que se baseiam na troca diversificada de produtos e serviços.

Conclusão

A análise das importações de 2023 para 2024 mostra aumentos acima da média no volume importado.

Essa mudança no comportamento do mercado mostra como o comércio exterior está evoluindo. Também mostra a importância de se adaptar às novas demandas do cenário global.

Quando pensamos no futuro do comex, é crucial ficar de olho nas mudanças econômicas, pois perceber essas tendências pode ajudar a criar estratégias logísticas, financeiras e comerciais fortes.

Em resumo, este estudo mostra a importância de conhecer o cenário. Ter a ciência dos dados e a vivência do importador e exportador pode ajudar a escolher as melhores soluções do momento, ajudando empresas importadoras e exportadoras a tomar melhores decisões e a alcançar posições cada vez mais competitivas no mercado.

Uma Empresa de Comex para o Comex

Por Tiago Quaresma | Tiago Quaresma

“Com todo esse volume de importações e o papel estratégico do Comex para a economia, percebemos que faltava algo essencial: um atendimento especializado e feito por quem entende do setor. Por isso, nasceu o NAC Bank, o primeiro banco pensado para o importador e exportador brasileiro.”

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Integração de dados deve elevar segurança e eficiência logística

A complexidade das cadeias de suprimentos globais demanda soluções tecnológicas que promovam segurança, rastreabilidade e eficiência logística.

A complexidade das cadeias de suprimentos globais demanda soluções tecnológicas que promovam segurança, rastreabilidade e eficiência logística. Nesse cenário, a Fractal oferece ferramentas de integração de dados e interoperabilidade, que visam atender às necessidades de segurança e eficiência em operações logísticas.

“A interoperabilidade é fundamental para conectar diferentes sistemas e agentes na cadeia logística. Isso não apenas melhora a comunicação, mas também aumenta a transparência e a rastreabilidade dos processos”, afirma Mary Anne Amorim, cofundadora e CCO da Fractal.

As soluções da Fractal incluem lacres eletrônicos passivos e ativos, dispositivos que monitoram em tempo real o estado e a localização das cargas. Esses lacres estão integrados a um sistema central de gestão de dados, permitindo que os usuários acompanhem cada etapa da operação de forma centralizada e segura. A plataforma oferece alertas proativos sobre possíveis violações ou inconsistências, otimizando a tomada de decisões e reduzindo os riscos de perdas ou atrasos.

Além disso, a interoperabilidade das soluções Fractal permite a integração com sistemas preexistentes de gestão logística e compliance. Isso facilita a adoção das ferramentas, eliminando a necessidade de substituir tecnologias já implementadas pelas empresas. “Nosso objetivo é simplificar processos e proporcionar aos nossos clientes maior controle e segurança em suas operações”, destaca Mary Anne.

Outro diferencial apresentado pela empresa é o suporte à gestão de cadeias de custódia, que assegura que os dados sejam capturados e registrados de forma precisa em cada ponto de contato.

FONTE: Folha Vitória
Integração de dados deve elevar segurança e eficiência logística – Folha Vitória

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Trump anuncia que EUA vão assumir controle da Faixa de Gaza

O magnata se reuniu na Casa Branca com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 4, que os Estados Unidos vão assumir o controle da Faixa de Gaza. A declaração foi dada pelo republicano durante uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

“Os EUA vão tomar conta da Faixa de Gaza, e nós faremos um trabalho nela também”, disse Trump. “Nós a teremos e seremos responsáveis ​​por desmantelar todas as bombas perigosas e inexploradas e outras armas no local.”

“Nivele o local e livre-se dos prédios destruídos, nivele-o, crie um desenvolvimento econômico que fornecerá um número ilimitado de empregos e moradias para as pessoas da área”, disse o republicano. “Faça um trabalho de verdade. Faça algo diferente. Simplesmente não dá para voltar atrás. Se você voltar, vai acabar do mesmo jeito que tem sido por 100 anos.”

Netanyahu é o primeiro líder mundial a se reunir com Trump na Casa Branca desde que o presidente americano assumiu o mandato.

Durante a coletiva, o republicano disse que via os Estados Unidos em uma “posição de propriedade de longo prazo” da área, o que provavelmente traria estabilidade ao Oriente Médio.

“Vejo isso trazendo grande estabilidade para aquela parte do Oriente Médio e talvez para todo o Oriente Médio”, disse Trump. “E todos com quem falei — esta não foi uma decisão tomada levianamente — amam a ideia dos Estados Unidos possuírem aquele pedaço de terra, desenvolvendo e criando milhares de empregos. Ninguém pode imaginar isso, porque tudo o que eles veem é morte, destruição e escombros.”

Netanyahu, por sua vez, afirmou aos jornalistas que a medida tem como objetivo “garantir que Gaza nunca mais represente uma ameaça a Israel”.

“O presidente Trump está levando isso a um nível muito mais alto”, disse o primeiro-ministro israelense. “Ele vê um diferente – ele vê um futuro diferente para aquele pedaço de terra que tem sido o foco de tanto terrorismo, tantos, tantos ataques contra nós, tantos, tantos julgamentos e tantas tribulações. Ele tem uma ideia diferente, e acho que vale a pena prestar atenção nisso.”

Trump e Netanyahu debateram sobre cessar-fogo
A reunião dos líderes na Casa Branca incluiu discussões sobre o atual acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o domínio do Irã no Oriente Médio e o reassentamento de moradores de Gaza em outros países.

“Em nossas reuniões de hoje, o primeiro-ministro e eu focamos no futuro, discutindo como podemos trabalhar juntos para garantir que o Hamas seja eliminado e, finalmente, restaurar a paz em uma região muito problemática”, disse Trump. “Tem sido problemático, mas o que aconteceu nos últimos quatro anos não foi bom.”

Trump afirmou ainda que a Faixa de Gaza se tornou “um símbolo de morte e destruição por muitas décadas e muito ruim para as pessoas em qualquer lugar próximo dela”.

“Não deveria passar por um processo de reconstrução e ocupação pelas mesmas pessoas que realmente estiveram lá, lutaram por ela, viveram lá, morreram lá e viveram uma existência miserável lá”, acrescentou.

Durante a coletiva de imprensa, Netanyahu elogiou a capacidade de Trump de “pensar fora da caixa”.

“Sua disposição de furar o pensamento convencional, o pensamento que falhou uma e outra e outra vez, sua disposição de pensar fora da caixa com novas ideias, nos ajudará a atingir todos esses objetivos”, disse o líder israelense.

“E eu já vi você fazer isso muitas vezes”, acrescentou. “Você vai direto ao ponto. Você vê coisas que os outros se recusam a ver. Você diz coisas que os outros se recusam a dizer, sabe. E depois que os queixos caem, as pessoas coçam a cabeça e dizem: ‘Sabe, ele está certo.’”

Netanyahu afirmou ainda que uma possível vitória de Israel no conflito também seria uma vitória para os Estados Unidos.

“A vitória de Israel será a vitória da América”, disse Netanyahu. “Não venceremos apenas a guerra trabalhando juntos, venceremos a paz. Com sua liderança, senhor presidente, e nossa parceria, acredito que forjaremos um futuro brilhante para nossa região e levaremos nossa grande aliança a patamares ainda maiores.”

Fonte: Revista Oeste
Trump anuncia que EUA vão assumir controle da Faixa de Gaza

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