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Indústria de soja prevê margem menor no Brasil com guerra comercial

A guerra comercial entre Estados Unidos e China já eleva a demanda do país asiático por soja do Brasil, e deve comprimir as margens da indústria processadora ao longo deste ano, estima André Nassar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Após a eleição do presidente americano, Donald Trump, as processadoras anteciparam compras de soja e fixaram o que foi possível de preços, mas não conseguiram adquirir toda a necessidade anual. Assim, uma parcela entre 30% e 40% da safra, ainda não comprada, deve gerar margens menores, já que tem preços mais elevados.

“O que está acontecendo agora é um pouco parecido com o que aconteceu em 2018, quando a China fechou a importação de soja americana e comprou mais do Brasil. Isso gera uma valorização da soja brasileira”, disse Nassar, ontem, durante o seminário “A Lei Combustível do Futuro e as Perspectivas para os Biocombustíveis”.

“Olhando o preço no porto, já vemos há uma semana ou dez dias o prêmio subindo. Ele sinaliza que a soja está sendo valorizada. Essa soja que ainda não foi comprada vai ficar mais cara para a indústria, não acho que vá ter impacto grande (no volume) de esmagamento, mas isso reduz a margem da indústria”, acrescentou.

Segundo dados da Sin Consult, os prêmios da soja, base porto de Santos (SP) estão entre US$ 0,52 e US$ 0,55 o bushel para maio e US$ 0,60 a US$ 0,65 o bushel para junho, fruto de uma demanda acelerada da China pela soja brasileira. “A China está comprando tudo o que pode do Brasil. Nos últimos dez dias, foram 75 navios enviados para lá. Temos o produto para entregar, e nessa disputa comercial a procura cresceu ainda mais”, disse João Birkhan, CEO da Sin Consult.

A perspectiva do presidente da Abiove de que o custo de processamento será maior, mas os volumes vão se manter tem como base os cenários positivos para os mercados de óleo de farelo de soja no país. No caso do óleo, ele disse que há demanda oriunda dos mandatos de mistura do biodiesel ao diesel. O óleo de soja é a principal matéria-prima do biodiesel no Brasil.

Já para o farelo de soja, a expectativa é promissora porque o insumo é utilizado como ração animal e a produção de carnes é crescente no país, com recordes de exportação e consumo interno aquecido.

A projeção mais recente da Abiove, divulgada no mês passado, indicava o esmagamento de 57,5 milhões de toneladas neste ano. A perspectiva para a produção de farelo e óleo de soja permaneceu estável, na projeção mensal, em 44,1 milhões de toneladas e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

Para a produção do grão, a Abiove estimou um volume de 170,9 milhões de toneladas, levemente abaixo dos 171,7 milhões de toneladas projetados em fevereiro, mas ainda uma safra cheia.

“Essa foi uma safra com muita compra antecipada, a maior em compras antecipadas comparada há duas ou três safras anteriores, mas a indústria não consegue adquirir uma safra de 170 milhões de toneladas”, ressaltou Nassar.

Ele acredita que, na ponta da demanda, a China pode estar tentando antecipar o máximo que consegue as compras de soja na América do Sul, com Brasil e Argentina como fornecedores, mas no segundo semestre “haverá um incentivo muito grande para EUA e China conversarem, por preocupação de abastecimento da China”, disse.

Assim, a retração nas margens da indústria nacional deve ser um fenômeno de curto prazo, enquanto não houver nenhuma mudança na conjuntura envolvendo Washington e Pequim. Outro efeito de curto prazo que contribui para a compressão das margens das processadoras é a queda dos preços domésticos do óleo de soja, acrescentou.

Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, vê um cenário negativo para as esmagadoras este ano em decorrência do recuo de até 30% nos valores do biodiesel no mercado brasileiro e do congelamento da mistura em 14%. Tudo isso num momento em que a demanda chinesa fortalece os preços domésticos da soja.

O analista ressaltou que sazonalmente os preços do biodiesel são mais baixos no primeiro trimestre do ano, marcado por um período de demanda menor. No entanto, “para o segundo e terceiro trimestres era esperado uma reação nos valores [do biodiesel] que compensaria o recuo no início no ano, mas que foi neutralizada com a decisão de manter a mistura em 14%”.

Fonte: Datamar News

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Ministro anuncia consulta pública para dobrar área do Porto de Santos para mais de 20 milhões de m²

O Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta segunda-feira (14) o início da consulta pública para o Projeto de Expansão da Poligonal do Porto Organizado de Santos, no litoral de São Paulo. Trata-se de uma iniciativa que pode fazer a área do cais saltar de 7,8 milhões de m² para mais de 20 milhões de m².

Segundo Costa Filho, a medida pode fazer com que agentes econômicos e municípios da Baixada Santista realizem um “planejamento a longo prazo”. A declaração foi dada durante a 1ª edição do encontro ‘Porto & Mar’ deste ano, organizado pelo Grupo Tribuna, em Santos.

O evento realizado na Câmara Municipal contou com a presença de autoridades, como deputados e prefeitos.

Expansão da área
De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), o projeto de expansão prevê um aumento de até 164% da área portuária nas próximas décadas, passando a incluir áreas em Cubatão, São Vicente e Bertioga, além de Santos e Guarujá.

“A iniciativa tem o objetivo de preparar o crescimento do Porto de Santos para as próximas décadas, de forma a atender o crescente aumento do gráfico de movimentação de cargas e ao próprio desenvolvimento do Brasil”, afirmou o presidente da APS, Anderson Pomini, em conteúdo divulgado à imprensa.

Pomini acrescentou ter a expectativa de que o decreto com a nova Poligonal do Porto de Santos seja publicado ainda neste semestre. “Uma ação que mostra a preocupação desta gestão com o futuro do Porto de Santos e do Brasil. Temos que pensar grande. O ritmo da economia do país exige coragem e uma boa dose de ousadia”, disse.

Confira abaixo um histórico da movimentação de cargas de longo curso via Porto de Santos. Os dados são do DataLiner:

Movimentação de Cargas de longo curso no Porto de Santos | JAN 2022 – FEV 2025 TEUs

Ainda segundo a APS, a proposta de expansão trará mais investimentos, empregos e competitividade para o Brasil. O prazo para contribuir é até o próximo dia 13 de maio.

Mais cedo, Sílvio Costa Filho participou da entrega das obras da primeira fase do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá ao lado do prefeito Farid Madi (Podemos).

Segundo a Prefeitura de Guarujá, o destaque é a nova pista de pousos e decolagens, que tem 1.390 metros de comprimento por 45 metros de largura, ou seja, maior do que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

O ministro e o prefeito também oficializaram o lançamento da ordem de serviço para início das obras da segunda fase do aeroporto. De acordo com o município, trata-se da implantação do terminal de passageiros, que deve ser concluída ainda neste ano.

“É uma antiga reivindicação não só de Guarujá, mas de toda a Baixada Santista. O nosso aeroporto será um divisor de águas para o desenvolvimento de toda a região. Somando com o advento do túnel imerso Santos-Guarujá, mais o retroporto, vamos criar condições bastante propícias para Guarujá alcançar desenvolvimento social de forma sustentável”, disse Madi, em conteúdo do município.

Fonte: Datamar News

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O ESPECIALISTA – PATRÍCIA SOARES

Panorama estratégico do setor reefer: desafios, tendências e oportunidades 

Bem-vindo ao espaço dedicado ao setor Reefer no RêConecta News. 

É com renovado entusiasmo que dou continuidade a este encontro mensal, destinado a refletir e aprofundar as discussões em torno de um dos segmentos mais estratégicos – e, simultaneamente, mais complexos – da logística contemporânea: o setor reefer. Trata-se de uma área vital, que atua na interseção entre a segurança alimentar, a inovação tecnológica e o comércio internacional, exigindo constante adaptação diante de um cenário em permanente transformação. 

Para além das dinâmicas domésticas, torna-se imperativo reconhecer que o desempenho do setor reefer brasileiro está intrinsecamente vinculado ao contexto da economia global. O avanço da interdependência entre mercados, somado à intensificação das tensões geopolíticas, às flutuações cambiais, às renegociações de acordos multilaterais e à ocorrência de eventos climáticos extremos, tem gerado impactos diretos nas cadeias logísticas globais, alterando rotas, cronogramas e estruturas de custo em escala transnacional. 

A dinâmica cambial e seus efeitos na cadeia de frio 

Nesse ambiente de crescente complexidade, um dos fatores de maior relevância para o planejamento estratégico logístico é a dinâmica cambial, em especial no que tange à cotação do dólar americano. Em 2024, o câmbio variou entre R$ 4,75 e R$ 5,30, afetando diretamente o custo de aquisição de tecnologias, equipamentos especializados e a negociação de fretes internacionais – majoritariamente dolarizados. Já em 2025, o mercado cambial mantém-se em níveis elevados, oscilando entre R$ 4,95 e R$ 5,40, em resposta a um quadro de incertezas fiscais internas combinadas à política monetária restritiva do Federal Reserve (Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos). 

Essas flutuações cambiais geram uma série de repercussões em cadeia. Agravam o custo de insumos essenciais à cadeia de frio – como componentes para câmaras frigoríficas e sistemas de sensoriamento remoto –, aumentam significativamente os preços dos fretes internacionais e pressionam as margens de exportadores que operam com contratos de longo prazo. Por outro lado, a valorização do dólar também reforça a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, ampliando a demanda por proteínas animais, frutas tropicais e outros gêneros perecíveis. Tal cenário consolida o papel do Brasil como fornecedor estratégico no sistema agroalimentar global, ainda que acarrete pressões adicionais sobre a infraestrutura logística nacional. 

Paralelamente, a conjuntura econômica internacional impõe desafios operacionais crescentes, como o aumento dos custos energéticos, a escassez de equipamentos e os gargalos persistentes em corredores logísticos cruciais. A crise logística desencadeada pela pandemia de COVID-19, embora em processo de normalização, deixou lições valiosas sobre a importância de cadeias logísticas resilientes, tecnologicamente integradas e orientadas por dados. Hoje, atributos como planejamento preditivo, agilidade operacional e capacidade de adaptação tornaram-se indispensáveis para a sustentabilidade das operações logísticas em ambientes de alta incerteza. 

Outro vetor de transformação é o avanço das exigências regulatórias internacionais, sobretudo no que diz respeito a sustentabilidade e conformidade ambiental. Mercados de alto valor agregado, como União Europeia e Estados Unidos, vêm impondo critérios cada vez mais rigorosos em termos de pegada de carbono, eficiência energética e rastreabilidade da cadeia de suprimentos. Nesse contexto, práticas de governança ESG deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos para a manutenção e expansão dos mercados de exportação. 

Ao mesmo tempo, a diversificação dos destinos das exportações brasileiras abre novas frentes de atuação. Mercados da Ásia, do Oriente Médio e da África têm ampliado substancialmente sua demanda por alimentos perecíveis, oferecendo oportunidades valiosas para o setor brasileiro, mas exigindo um alto grau de sofisticação logística, adaptabilidade normativa e abrangência geográfica. 

É nesse cenário desafiador e repleto de possibilidades que empresas de armazenagem frigorificadas, assumem protagonismo. Por meio de soluções integradas, tecnologicamente avançadas e estrategicamente distribuídas ao longo do território nacional, capazes de conectar a produção brasileira às mais exigentes cadeias de suprimento globais, garantindo eficiência operacional, controle rigoroso de temperatura e alto desempenho logístico. 

Visão de futuro: investimento e acompanhamento estratégico 

Acompanhar os desdobramentos da economia internacional não é mais uma vantagem competitiva, mas uma condição indispensável para a sobrevivência e prosperidade no setor reefer. O Brasil, com sua vocação agroexportadora e capacidade produtiva reconhecida globalmente, tem diante de si um enorme potencial a ser explorado. Para tanto, será necessário investir de forma contínua em infraestrutura, tecnologia e capital humano qualificado. 

Seguiremos, aqui no Rêconecta News, aprofundando essas questões com uma visão estratégica e orientada para o futuro. Até o próximo encontro! 

Patrícia Soares é uma profissional reconhecida no segmento Reefer, com uma sólida trajetória de mais de 19 anos no setor logístico. Atualmente ocupa o cargo de Key Account Manager, onde lidera o relacionamento com clientes estratégicos, contribuindo para soluções logísticas personalizadas e de alto valor agregado.

Por: Patrícia Soares

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Ações da Embraer disparam com veto da China contra jatos da Boeing

A proibição da compra de jatos faz parte de medidas de Pequim contra o tarifaço de Trump.

Nessa terça-feira (15) as ações da Embraer dispararam na Bolsa brasileira (B3), depois da decisão do governo da China de proibir a compra de jatos e peças da Boeing por parte de empresas aéreas chinesas.

A proibição da compra de jatos feita pelo governo chinês faz parte de medidas adotadas por Pequim contra o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na guerra comercial entre as duas potências econômicas.

Reflexo das medidas adotadas pelo governo chinês, por volta das 12 horas, os papéis da Embraer registravam valorização de 3,75%, cotados a R$ 65.07. A tendência de alta desenhou-se desde o início do pregão, às 10 horas.

Pela manhã, as ações ordinárias (ON), que dão direito a voto em assembleias da Embraer chegaram a subir mais de 4%. Com isso, os papéis da empresa tornaram-se o principal propulsor da alta da Bolsa brasileira (B3) naquele período.

Com represália contra a Boeing, mas cujo alvo é o governo americano, os investidores passaram a acreditar que a companhia brasileira possa suprir parte da demanda chinesa com a venda de aeronaves.

Fonte: Guararema News

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Rumo ao fim do SWIFT? A Rússia anuncia uma expansão global do BRICS Pay

Enquanto as tensões geopolíticas redesenham os equilíbrios globais, os BRICS aceleram a implementação de sua própria rede de pagamento. Liderada pela Rússia, essa infraestrutura visa emancipar-se do SWIFT e abrir um caminho financeiro fora do controle ocidental. O anúncio de sua acessibilidade a países não-membros marca uma ruptura estratégica. Além de uma ferramenta regional, o BRICS Pay torna-se uma alavanca de influência global e um sinal forte a favor de uma ordem monetária multipolar.

A rede BRICS Pay se abre para o mundo

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, confirmou que a futura rede de pagamento dos BRICS, ainda em fase de finalização, será acessível a países terceiros.

De fato, em uma declaração oficial, ele afirmou que “países que não são membros dos BRICS terão a possibilidade de usar esse sistema de pagamento assim que ele for lançado“.

Essa abertura representa uma expansão estratégica significativa para uma infraestrutura inicialmente pensada como uma ferramenta de integração regional.

Um sistema como esse visa fortalecer a autonomia das economias emergentes diante da hegemonia do sistema SWIFT, frequentemente percebido como uma alavanca de influência ocidental. Várias características conferem ao sistema BRICS Pay um potencial de atratividade :

  • A interoperabilidade regional: a rede visa conectar os sistemas de pagamento nacionais dos membros dos BRICS, como MIR (Rússia), RuPay (Índia) ou ainda o CIPS (China);
  • Uma abertura a países não-membros: a arquitetura do sistema é pensada para integrar estados terceiros assim que for implementado;
  • O contorno das sanções: ao se desvincular dos canais dominados pelos Estados Unidos e pela Europa, as trocas comerciais podem prosseguir sem obstáculos;
  • Uma promoção das moedas nacionais: o pagamento das transações seria feito sem o uso do dólar, utilizando diretamente as moedas dos países participantes.

Essa iniciativa poderia deste modo atrair nações que desejam garantir seus fluxos financeiros internacionais fora da influência ocidental. Resta validar sua robustez técnica e sua capacidade de se integrar aos padrões internacionais existentes.

Uma estratégia de dedolarização com contornos ainda nebulosos

Além da parte tecnológica, a questão do BRICS Pay também é monetária. A extensão do sistema a países terceiros se insere em um movimento global para reduzir a dependência do dólar americano.

Nesse sentido, as discussões em torno da criação de um mecanismo unificado de pagamento baseado em uma cesta de moedas nacionais refletem a ambição de construir uma forma de soberania financeira. Durante sua intervenção, Serguei Lavrov mencionou a necessidade de “desenvolver um sistema de pagamento independente, baseado no uso de moedas nacionais e fora do controle das estruturas ocidentais“.

No entanto, se a vontade política é evidente, a implementação se mostra mais complexa. As divergências internas entre os membros da aliança dos BRICS, especialmente entre a China e a Índia, complicam a perspectiva de uma moeda comum.

No estado atual, as soluções consideradas dependem mais da interconexão dos sistemas de pagamento nacionais existentes do que da criação de um único instrumento monetário. Paralelamente, a supremacia atual do dólar, que ainda representa a maior parte das reservas de câmbio globais, constitui um obstáculo estrutural difícil de contornar a curto prazo.

Essa estratégia de dedolarização progressiva, embora coerente com as dinâmicas multipolares atuais, pode, no entanto, gerar fricções, tanto dentro do bloco quanto com parceiros externos.

A credibilidade do sistema BRICS Pay internacionalmente dependerá de sua capacidade de demonstrar sua confiabilidade, segurança e compatibilidade com as necessidades das economias que considerariam adotá-lo. A médio prazo, essa iniciativa promovida pela Rússia poderia acelerar a fragmentação do sistema financeiro mundial em blocos regionais ou políticos, cada um com suas próprias infraestruturas de liquidação. Resta saber se essa tendência se traduzirá em uma real mudança de equilíbrio ou se apenas reforçará a diversificação sem desafiar a ordem monetária atual.

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Fonte: Revista O Contribuinte

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Em meio a tarifaço, comércio entre Brasil e EUA bate recorde no 1º tri

A balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos bateu recorde e chegou, pela primeira vez, à marca de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de um ano.

Entre janeiro e março de 2025, o Brasil exportou US$ 9,7 bilhões para os EUA e importou US$ 10,3 bilhões, segundo relatório da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil).

O volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, a balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária.

As exportações da indústria brasileira atingiram US$ 7,8 bilhões – novo recorde para um primeiro trimestre -, elevando a participação dos EUA como destino das exportações industriais nacionais para 18,1%.

Seis dos dez principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA registraram crescimento, com destaque para:

  • Sucos (+74,4%)
  • Óleos combustíveis (+42,1%)
  • Café não torrado (+34%)
  • Aeronaves (+14,9%)
  • Semiacabados de ferro ou aço (+14,5%)

Pelo lado das importações, houve alta em oito dos dez principais produtos americanos comprados pelo Brasil. Entre os aumentos, estão:

  • Óleos brutos de petróleo (+78,3%)
  • Medicamentos (+42,4%)
  • Motores e máquinas não elétricos (+42,3%)
  • Outros produtos farmacêuticos (+29,1%)
  • Óleos combustíveis (+9,4%)
  • Aeronaves (+8,1%)

Apesar do fortalecimento da relação comercial, a Amcham alerta para um cenário de incerteza provocado pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

“Apesar do desempenho positivo no início do ano, as tarifas anunciadas pelos EUA – como a sobretaxa de 10% sobre exportações brasileiras em geral e as tarifas de 25% sobre aço, alumínio e autopeças – criam um ambiente de incerteza para o comércio bilateral ao longo de 2025”, afirma o relatório.

A relação superavitária dos EUA com o Brasil é justamente o ponto utilizado pelo governo brasileiro nas negociações sobre as tarifas.

O principal objetivo dos técnicos, neste momento, é deixar claro que o Brasil não representa risco nem ameaça comercial aos Estados Unidos.

A reversão das tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio é considerada a medida mais viável pelo governo – por isso, tem sido o principal foco das negociações neste momento. A abertura de cotas seria uma alternativa.

Fonte: CNN Brasil
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/em-meio-a-tarifaco-comercio-entre-brasil-e-eua-bate-recorde-no-1o-tri/

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Internacional, Negócios, Oportunidade de Mercado

Da descrença nos EUA à recessão mundial: 5 prejuízos do tarifaço de Trump

A guerra tarifária desencadeada pelo presidente americano, Donald Trump, já causou estragos na indústria automobilística e prejuízos bilionários às empresas de alta tecnologia, as big techs. A disputa comercial com a China arranhou a imagem da economia americana, deve render prejuízo de R$ 28 bilhões ao Brasil e mergulhar o mundo em uma recessão.

O que aconteceu?

Trump iniciou uma guerra tarifária sob a justificativa de criar empregos. A instalação de indústrias americanas em outros países criou empregos no exterior, mas um aumento nas tarifas reduziria a competitividade dessas nações, abrindo a possibilidade de que novos empregos nos EUA. “É isso que eu chamo de visão romântica, um ideário de reindustrialização que não vai acontecer com os Estados Unidos, que virou a sociedade de serviços”, afirmou Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior.

Outra justificativa é a redução do déficit comercial. Em 2024, os Estados Unidos compraram US$ 918,4 bilhões a mais do que venderam para o mundo. Só para os chineses, o rombo foi de US$ 255 bilhões.

Assim, Trump elevou a 145% as tarifas para as importações da China e 10% aos demais países. A tarifação de 10% foi congelada por 90 dias, enquanto a China subiu para 125% as tarifas para importações de produtos americanos.

Conheça cinco consequências dessa guerra tarifária:

1 – Recessão mundial
O mundo pode entrar em estagflação e até recessão em 2025. “O impacto global da guerra tarifária representaria queda de -0,25% no PIB global, equivalente a uma perda de US$ 205 bilhões”, indica estudo publicado ontem (14) pela Universidade Federal de Minas Gerais (Nemea-Cedeplar-UFMG).”A modificação das tarifas de importação teria impactos relevantes mundialmente.”

As economias da China e Estados Unidos também seriam afetadas. O PIB americano reduziria -0,7% e o chinês -0,6%. O comércio diminuiria -2,38% no mundo, “perdas na ordem de US$ 500 bilhões”, diz o estudo.

A estagnação econômica deve se somar à alta da inflação. “A gente está num cenário de disputa política, geopolítica, uma disputa pesada. Não tem nenhuma consideração econômica nessas decisões, e isso deve conduzir o mundo a um quadro de estagflação, menos crescimento com mais inflação”, diz o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani.

Como a cadeia global de produção está muito mais integrada, quando você impõe barreiras, gera um choque de oferta, mesmo com a economia desacelerando, o que gera inflação.
Roberto Padovani, economista

2 – Big Techs perdem bilhões

Desde o início da guerra tarifária, as ações das big techs desvalorizaram. As “Sete Magníficas” —Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla— perderam US$ 973 bilhões entre 2 e 10 de abril. Só a Apple derreteu US$ 502 bilhões naqueles dias, já que 80% dos iPhones comercializados nos EUA são produzidos na China.

Diante dos prejuízos, os EUA isentaram das tarifas recíprocas uma lista de produtos de alta tecnologia. A isenção, no entanto, deve ser temporária, segundo a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
Mesmo que a Apple seja isenta das tarifas atuais, precisará acelerar seus esforços de diversificação da cadeia de suprimentos e pagar melhor seus fornecedores.
Consultoria americana Jefferies, em nota.

3 – Tarifas abalam setor automotivo
As tarifas de 25% sobre a importação de carros prejudicam montadoras. A Stellantis paralisou a fabricação de veículos Chrysler e Jeep no Canadá e no México e demitiu 900 trabalhadores americanos que, dos Estados Unidos, forneciam motores e peças para essas fábricas.
Montadoras europeias reduziram exportações para o mercado americano. A Audi, na Alemanha, e a Jaguar Land Rover, na Grã-Bretanha, reduziram suas exportações. A decisão deve mexer com a indústria americana, que importa quase metade de seus veículos e 60% das peças usadas no carros montados no país.

Os veículos devem ficar 13,5% mais caros, em média, naquele mercado. O reajuste deixaria o carro US$ 6.400 mais caro, em média, na comparação com o preço de 2024, segundo estimativa da Yale Budget Lab.

Após o anúncio das tarifas de 15% sobre carros importados, em março, as ações de gigantes do setor despencaram. As da Porsche e da Mercedes caíram até 5,7%, a BMW recuou 4,9%, as da Volkswagen (dona Audi e Lamborghini) caíram 4,3%.

Ontem (14), Trump anunciou que avalia isenção tarifária temporária. “Estou buscando algo para ajudar algumas montadoras que estão migrando para peças fabricadas no Canadá, México e outros lugares e precisam de um pouco mais de tempo”, disse.

4 – Confiança nos EUA é abalada
Pela primeira vez, mercado perdeu a confiança nos títulos do Tesouro americano (tresuries). Graças à pujança da economia americana, investidores, bancos e países inteiros compram esses papéis como porto seguro para vendê-los facilmente em emergências. Muitos investidores, porém, liquidaram seus títulos recentemente. “O mercado perdeu a fé nos ativos dos EUA”, escreveram analistas do Deutsche Bank em nota na semana passada.

Dona de muitos tresuries, a China pode retaliar o rival liquidando esses títulos. “Os mercados estão preocupados que a China e outros países possam se desfazer desses títulos como forma de retaliação”, disse na semana passada Grace Tam, consultora-chefe de investimentos do BNP Paribas Wealth Management, em Hong Kong.

Diante da perda de confiança, Trump adiou em 90 dias a cobrança das tarifas recíprocas. “Nesse cenário, o investidor costuma comprar treasuries, e a taxa cai. Mas [nos últimos dias] tinha gente se desfazendo de treasuries em Wall Street, o que fez as taxas dispararem. Isso é falta de confiança do americano no próprio país”, disse em palestra na quinta-feira (10) Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do banco Pine e ex-economista-chefe do banco Safra.

Tarifaço pode levar os EUA à recessão. “A inflação já está perigosa nos EUA, perto de 3%. Com as tarifas, há expectativa de chegar a 6% e aí as pessoas param de comprar, o que vai levar a um quadro de recessão”, diz Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM.

O banco JPMorgan reafirmou uma previsão pessimista. Para o grupo, os EUA têm 60% de chance de entrarem em recessão.

Para o bilionário americano Ray Dalio, os EUA estão “muito próximos de uma recessão”. “Estamos tendo mudanças profundas na ordem mundial. Se você considerar tarifas, dívidas, [e] uma potência emergente desafiando o poder existente… A maneira como isso for tratado pode produzir algo muito pior do que uma recessão”, afirmou à rede de televisão NBC.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) fez alerta semelhante. Jerome Powell disse que as tarifas podem aumentar a inflação e desacelerar o crescimento da economia americana no longo prazo.

5 – Brasil terá prejuízos de R$ 28 bilhões

A pesquisa da UFMG também estima o prejuízo do tarifaço para o Brasil em 2025: US$ 4,9 bilhões, ou R$ 28,6 bilhões em valores atualizados. Beneficiado pelo aumento das exportações para a China, o setor agrícola teria ganhos de US$ 5,5 bilhões, mas a indústria perderia US$ 8,8 bilhões, enquanto serviços pode encolher US$ 1,6 bilhão.

A região Sudeste será a mais prejudicada. “Em São Paulo o impacto corresponderia a uma perda de cerca de R$ 4 bilhões, e em Minas Gerais de R$ 1,16 bilhão”, diz o estudo.

A possível recessão global, no entanto, pode frear o aumento dos juros no Brasil. O risco de recessão deve levar o Banco Central a esperar os efeitos da crise antes de continuar a subir os juros para conter a inflação. A JPMorgan agora projeta só mais uma alta da Taxa Selic este ano —de 0,5 ponto para 14,75% na reunião de maio. A redução da taxa começaria em novembro, fechado o ano a 13,75%, contra 15,25% de sua projeção anterior.

Fonte: UOL Economia
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2025/04/15/tarifaco-china-estados-unidos-recessao-big-techs-automoveis-brasil.htm


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Economia, Negócios, Notícias

EMASFI Group e RêConecta News: impulsionando a inovação e eficiência no setor logístico na Intermodal 2025

É com grande entusiasmo que o RêConecta News anuncia mais uma parceria de peso para a Intermodal South America 2025! O EMASFI Group, referência em soluções estratégicas para o setor logístico, se une a nós nesta jornada para levar inovação, eficiência e inteligência de negócios ao maior evento de logística, transporte de cargas e comércio exterior das Américas.

Com uma trajetória consolidada no setor contábil, o EMASFI Group se destaca como líder de mercado no atendimento a mais de 400 transportadoras, oferecendo soluções para contabilidade, gestão fiscal/tributária, financeira e auditoria. Com uma abordagem estratégica e tecnologia de ponta, a EMASFI auxilia transportadoras a otimizar processos, reduzir custos e garantir total conformidade com as exigências regulatórias, proporcionando maior segurança e eficiência operacional. Essa expertise faz da empresa uma referência no setor, contribuindo diretamente para a sustentabilidade e crescimento do segmento logístico.

Uma história de sucesso

Ao longo de 25 anos de trajetória, o EMASFI Group evoluiu de uma empresa familiar, fundada por José Eduardo Ferreira Camargo, para uma multinacional de referência no setor contábil. Hoje, com mais de 1.000 clientes atendidos e uma equipe de 120 funcionários, a empresa se destaca por oferecer soluções integradas e personalizadas. Em 2020, passou por uma grande transformação ao se associar a uma empresa holandesa de contabilidade e, em seguida, ao realizar uma fusão com uma empresa chilena do mesmo segmento, ampliando sua presença para mais de 50 países. No Brasil os escritórios estão localizados em Vinhedo (SP), São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. 

Segundo o CEO Eduardo Camargo, esse crescimento foi impulsionado pela necessidade de unificar serviços e atender a uma demanda crescente de clientes que buscavam uma gestão mais eficiente e menos fragmentada. “Eu via muitas empresas insatisfeitas com a fragmentação do serviço contábil em países diferentes e foi quando percebemos que poderíamos oferecer essa solução”, explica. 

Diferenciais e cultura empresarial

O EMASFI Group se diferencia pela abordagem consultiva e pelo uso de tecnologia de ponta para otimizar processos, reduzir riscos e maximizar a eficiência das operações de seus clientes. Com um time altamente qualificado e um portfólio de serviços completos, a empresa se posiciona como parceira estratégica para organizações que buscam crescimento sustentável e compliance com as melhores práticas do mercado. “Nosso compromisso é com a gestão fiscal e tributária dos clientes, atuando de forma personalizada para otimizar a carga tributária e melhorar o fluxo de caixa. O nosso time veste a camisa do cliente para garantir soluções estratégicas e eficazes”, ressalta Eduardo Camargo, CEO do EMASFI Group. 

Expectativas para a Intermodal 2025

A união entre o ReConecta News e o EMASFI Group reforça o compromisso de ambas as empresas em impulsionar o desenvolvimento do setor logístico, promovendo conhecimento, networking e soluções inovadoras para o mercado. Durante a Intermodal 2025, essa parceria se traduzirá em conteúdos exclusivos, insights estratégicos e oportunidades de conexão para profissionais e empresas que buscam evolução no segmento. “Nossa participação na Intermodal busca ampliar a visibilidade da marca, promover networking e acompanhar tendências de mercado, agregando diferentes tipos de serviços ao setor”, finaliza Eduardo. 

Venha conhecer ser um conectado: nos dias 22 a 24 de abril, te esperamos no Estande G100. 

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Oportunidade de Mercado

A Amcham Brasil reforçou a importância de preservar um ambiente comercial previsível, transparente e construtivo, pautado pelo diálogo entre os setores público e privado.

O comércio entre o Brasil e os Estados Unidos bateu recorde no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (14) pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).

O resultado positivo acontece em meio às tensões comerciais resultantes do “tarifaço” imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump à maior parte do planeta, que atingiu também o Brasil – sobretudo, em produtos como aço e alumínio.

De acordo com o “Monitor do Comércio Brasil-EUA”, publicado a cada três meses pela Amcham, a corrente de comércio atingiu US$ 20 bilhões entre janeiro e março de 2025.

É o maior valor já registrado para o período desde o início da série histórica. O crescimento foi de 6,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

“O resultado reforça a solidez da relação bilateral e o dinamismo do comércio entre os países. Destaques incluem o forte desempenho das exportações da indústria brasileira e o crescimento das importações de bens de alto valor agregado, com ênfase em tecnologia e energia, informou a Amcham Brasil.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 9,65 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ao mesmo tempo em que as importações totalizaram US$ 10,3 bilhões.

Com isso, houve um déficit comercial de US$ 654 milhões para o Brasil no período.

Confira no gráfico a seguir os principais produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos no primeiro mês de 2025.

“Os resultados do primeiro trimestre de 2025 reforçam a qualidade e o caráter mutuamente benéfico da relação comercial entre o Brasil e os Estados Unidos. As empresas que participam dessa relação desejam ampliar ainda mais comércio e investimentos bilaterais”,afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

A Amcham Brasil reforçou a importância de preservar um ambiente comercial previsível, transparente e construtivo, pautado pelo diálogo entre os setores público e privado.

“É fundamental preservar as condições para que o comércio entre Brasil e Estados Unidos continue gerando inovação, empregos e desenvolvimento para ambos os países”, concluiu Abrão Neto.

Tarifaço dos EUA
O governo dos EUA anunciou, em março, aumento das tarifas sobre aço e alumínio, impactando as vendas externas brasileiras destes produtos aos EUA, que ficaram mais caras.

No começo deste mês, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, afirmou que é possível que o resultado da balança comercial de março tenha sido influenciado pela decisão dos EUA de subir as tarifas de aço e alumínio, englobando produtos brasileiros.

“Pode ser que sim (que tenha impacto), mas a gente ainda não consegue perceber esse efeito direto do aumento da tarifa [de aço e alumínio]”, declarou Brandão, do MDIC, na ocasião.

Donald Trump anunciou, na semana passada, a imposição de tarifas a países do mundo que, no entendimento da Casa Branca, “roubam” os EUA na relação comercial. Os produtos brasileiros foram taxados com o menor índice, de 10%

Desde o anúncio, países como a China e blocos como a União Europeia passaram a articular uma reação ao “tarifaço”. Além disso, México e Canadá já vinham anunciando medidas ao longo das últimas semanas.

Nessa quinta-feira (10), Trump recuou e afirmou que irá pausar por 90 dias o programa de tarifas recíprocas, e reduzirá para 10% as tarifas de importação contra países, exceto a China.

No caso dos produtos chineses, as taxas impostas pelos Estados Unidos aumentarão para 145%, o que causou retaliações de Pequim. Nesta sexta (11), a China anunciou mais uma medida reciproca, e as tarifas impostas pelo país aos EUA chegaram a 125%.

Exportações e importações no trimestre
Segundo números da Amcham Brasil, as exportações industriais brasileiras para os EUA somaram US$ 7,8 bilhões entre janeiro e março — o maior valor já registrado para um primeiro trimestre.

Com isso, os EUA ampliaram sua liderança como principal destino da indústria brasileira, passando a representar 18,1% do total exportado pelo setor (ante 17,7% no mesmo período de 2024), acrescentou a entidade.

Destaques das exportações

Sucos (+74,4%)
Óleos combustíveis (+42,1%)
Café não torrado (+34%)
Aeronaves (+14,9%)
Semiacabados de ferro ou aço (+14,5%)

A carne bovina passou a figurar entre os dez produtos mais exportados para os EUA, com alta expressiva de 111,8%, ocupando a 9ª posição.

Importações

A pauta de compras nos EUA, segundo a Amcham Brasil, foi dominada por bens manufaturados (89,2%), com destaque para máquinas, medicamentos, petróleo e equipamentos de processamento de dados.

As compras de petróleo bruto aumentaram 78,3%, revertendo a tendência de queda anterior e impulsionando o setor energético. Já as importações de gás natural recuaram, refletindo a menor demanda no início do ano.

Fonte: G1

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Investimento, Negócios, Notícias, Oportunidade de Mercado, Portos, Tecnologia, Tributação

Portonave eleva plano de investimento em R$ 440 mi em Navegantes

A Portonave, terminal privado da Terminal Investment Limited (TIL) em Navegantes(SC), acaba de fechar um novo investimento de R$ 439 milhões, para a compra de equipamentos que deverão ampliar sua capacidade do atual patamar de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs, a partir de 2026.

Os recursos se somam ao plano de investimento de R$ 1 bilhão, já em curso desde o ano passado. A companhia, que tem como controladora um dos maiores grupos de navegação globais, a MSC, vem trabalhando para reforçar seu cais, para receber os maiores navios do mercado, de até 400 metros de comprimento.

A primeira etapa desse investimento deverá ser concluída em julho, quando se inicia a obra de reforço dos outros 50% do terminal, segundo Osmari Castilho, diretor superintendente administrativo da Portonave. A construção completa deverá se encerrar em meados de 2026.

Também nesse prazo deverão chegar os equipamentos recém-adquiridos pela companhia. Foram comprados dois guindastes “Ship-to-Shore” (STS), com capacidade para carregar e descarregar os contêineres dos maiores navios do mercado. As unidades deverão se somar aos quatro guindastes STS já em operação.

O Portonave também adquiriu 14 guindastes “Rubber Tyred Gantry” (RTG), para fazer a movimentação de contêineres no pátio do terminal, que se somam a outros 18 equipamentos já existentes. Com isso, a empresa conseguirá ampliar a capacidade dinâmica do terminal.

Em 2024, quando todos os terminais de contêineres do país passaram por forte congestionamento, o Portonave chegou a uma ocupação na casa dos 90% em alguns momentos. Neste ano, o fluxo já se normalizou, mas a taxa média está em cerca de 70%.

Além de ampliar a capacidade, o plano de investimentos busca preparar o terminal para a chegada das grandes embarcações que circulam no mundo, que tendem a dar mais eficiência à operação logística. Porém, a entrada desses navios ainda depende de um investimento adicional, para o aprofundamento do canal de acesso do Porto de Itajaí – obra que depende de uma iniciativa do poder público. O plano do governo é fazer uma concessão do canal, que incluiria o aumento do calado. Porém, ainda não há previsão de data para o projeto.

“O ideal é que o cronograma da concessão andasse junto da obra do terminal, para que possamos operar os navios maiores. Esperamos que isso tenha celeridade, estamos acompanhando”, disse Castilho. “[O aprofundamento] vai ter que acontecerem algum momento, o que pode haver é um descasamento, e estarmos preparados antes do canal”, afirmou.

Outra preocupação da empresa para os próximos anos são os possíveis impactos da reforma tributária sobre a movimentação em Santa Catarina, que atraiu carga por meio de incentivos fiscais. Porém, Castilho diz que não prevê um esvaziamento do porto. Para ele, o investimento em infraestrutura na região garante competitividade.“Outra vantagem é a potência da indústria catarinense.”

Fonte: Valor Econômico

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