Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking

Amalog fortalece presença no mercado logístico após destaque na Intermodal 2025 

Com a proposta de inovar no transporte multimodal, a Amalog encerrou sua participação na Intermodal South America 2025, realizada em abril, com saldo positivo e novas perspectivas de negócios. A maior feira de logística, transporte de cargas e comércio exterior das Américas foi palco do lançamento do novo serviço da empresa como Operador de Transporte Multimodal (OTM), com destaque para uma solução inédita no mercado brasileiro: a cabotagem para cargas fracionadas. 

Essa inovação logística permite que empresas de diferentes portes acessem uma modalidade mais eficiente, segura e sustentável, antes restrita a grandes embarcadores. A novidade chamou atenção do público e consolidou a presença da Amalog como referência em soluções multimodais integradas. 

A empresa participou do evento dentro do espaço RêConecta, um hub voltado à promoção de marcas inovadoras da cadeia logística. Idealizado pelo portal RêConecta News, especializado em comunicação e tendências do setor, o espaço promoveu conteúdo ao vivo, conexões estratégicas e visibilidade qualificada para os expositores durante os três dias de feira. 

Segundo Shandres Jordani, Diretor Executivo da Amalog, o principal objetivo da empresa ao participar da Intermodal foi “captar novas possibilidades de negócios”, o que foi plenamente atingido. “A receptividade foi incrível, conseguimos atingir diversos perfis ligados ao transporte de cargas OTM e rodoviário”, destacou. 

Além da visibilidade, a empresa saiu da feira com negociações em andamento e projeções promissoras. “Temos diversas novas oportunidades, captamos diversos contatos e estamos em negociação.” A edição 2025 da Intermodal, realizada em São Paulo, reuniu cerca de 50 mil visitantes e reafirmou seu papel como plataforma estratégica para o setor logístico na América Latina. 

Soluções integradas para um mercado em transformação 

Durante o evento, a Amalog apresentou suas soluções para transporte multimodal com foco em eficiência operacional, redução de custos e menor impacto ambiental. O estande atraiu visitantes interessados em logística integrada, transporte rodoviário e modelos OTM, validando o interesse crescente do mercado por soluções completas e tecnológicas. 

Jordani reforçou a importância do evento: “Com certeza a junção de diversos setores em um único local torna a feira muito estratégica, conseguimos realizar diversas reuniões e infinitas novas possibilidades de negócios.” Ele também destacou os impactos para a imagem institucional da empresa: “Passamos a ser mais vistos e conhecidos no mercado e o esperado é que os resultados comecem a aparecer em curto a médio prazo.” 

Próximos passos e visão de futuro 

Com o fim da feira, a Amalog direciona seus esforços para a consolidação dos contatos gerados e conversão das oportunidades em novos contratos. “Colocar o time comercial para entrar em contato com os novos possíveis clientes e captar o máximo possível”, pontuou Jordani. 

A experiência com o RêConecta também foi celebrada: “A Intermodal 2025 foi um marco para a Amalog. Saímos com a certeza de que estamos no caminho certo e mais preparados para os desafios do setor logístico”, finalizou. 

Sobre a Amalog 

Fundada com o propósito de transformar a logística por meio da tecnologia e automação, a Amalog vem expandindo sua atuação nos últimos sete anos. Com sede em Santos (SP) e unidades operacionais em pontos estratégicos como Itajaí (SC), Cachoeirinha (RS), São José dos Pinhais (PR), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM), a empresa se destaca pela integração entre modais e simplificação de processos. 

Um de seus principais diferenciais é a Plataforma Amalog de Serviços (PAS), que conecta todos os envolvidos no processo logístico e de comércio exterior, permitindo gestão em tempo real, redução de burocracias e maior controle operacional. 

Com os aprendizados e conexões geradas na Intermodal 2025, a Amalog reforça seu compromisso com a inovação e se posiciona como um dos nomes mais promissores da logística integrada no Brasil. 

Texto: Daiana Brocardo 

Imagens: Giovana Santos 

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Comércio Exterior, Economia, Logística, Notícias

Brasil acelera na eletromobilidade: mercado bate recordes e Porto de Itajaí se firma como novo hub logístico de veículos elétricos

O mercado de veículos eletrificados no Brasil vive um momento histórico. Em maio de 2025, o país registrou o maior volume de vendas do setor, com 21.397 unidades emplacadas, o que representa 10% de todos os veículos vendidos no mês. O crescimento foi de 59% em comparação ao mesmo período de 2024 — um marco na transição energética da mobilidade nacional. 

Enquanto os modelos elétricos ganham as ruas, os portos brasileiros assumem um papel estratégico nessa transformação. Um dos grandes protagonistas dessa nova fase é o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, que vem consolidando sua vocação para cargas de alto valor agregado. A operação histórica realizada no início de junho, que movimentou 7.292 veículos elétricos e híbridos da montadora chinesa BYD, não apenas marcou a maior descarga de veículos já registrada em uma única escala no Brasil, como também simbolizou o reposicionamento do porto no cenário do comércio exterior. 

Expansão dos elétricos e protagonismo chinês 

Com os veículos 100% elétricos superando os híbridos nas vendas (7.351 vs. 6.456 unidades), o Brasil aponta uma mudança concreta no perfil de consumo automotivo. A preferência por modelos que dispensam o uso de combustíveis fósseis é reflexo da busca por sustentabilidade e economia a longo prazo. A BYD, uma das maiores montadoras do mundo, vem liderando essa virada com modelos como o Dolphin Mini e o Song Pro, que têm conquistado o consumidor brasileiro com tecnologia embarcada, preços competitivos e autonomia energética. 

As marcas chinesas já representam 8,8% do mercado automotivo nacional, e seguem em trajetória ascendente. Além da BYD, empresas como a Great Wall Motors (GWM) têm ampliado suas operações e oferta de modelos adaptados ao perfil do consumidor latino-americano. 

Itajaí na rota dos elétricos: logística eficiente e valor agregado 

A operação realizada com o navio BYD Shenzhen reposiciona o Porto de Itajaí no mapa da logística internacional. Foram quatro dias de desembarque ininterrupto, com uso de guindastes móveis (MHC) e planejamento minucioso de stowage para garantir máxima eficiência no sequenciamento das cargas Ro-Ro. 

Com um modelo logístico plug-and-play, o terminal se destacou pelo alto índice de produtividade de píer, apoio de rebocadores, amarração contínua e escoamento rodoviário rápido dos veículos para centros de distribuição espalhados por todo o país. A operação seguiu rigorosos padrões de compliance e fortaleceu o elo entre operadores logísticos, autoridades portuárias e montadoras. “Essa foi a maior operação de veículos já realizada em uma única escala no Brasil. É a prova de que o Porto Federalizado de Itajaí voltou a ser referência em eficiência logística e geração de valor”, afirma o superintendente João Paulo Tavares Bastos. 

O impacto da operação se estende a despachantes aduaneiros, operadores portuários, empresas de seguro, transportadoras e concessionárias. Com o desembarque em Itajaí, a cadeia logística dos elétricos ganha um novo ponto de apoio estratégico na Região Sul. 

Vendas diretas e novo perfil de consumo 

Outro fator que impulsiona esse cenário é o crescimento das vendas diretas — voltadas a locadoras, frotistas e empresas — que já representam 50,1% dos emplacamentos no Brasil. Montadoras adaptam suas estratégias a esse novo modelo, oferecendo condições específicas para atender o setor corporativo, um dos maiores impulsionadores da eletromobilidade. 

Futuro elétrico: Brasil no caminho da transição energética 

A tendência é clara: com o avanço da infraestrutura de recarga, incentivos à produção local e maior oferta de modelos acessíveis, o Brasil se posiciona como um dos mercados mais promissores da América Latina para veículos elétricos. Portos como o de Itajaí, com capacidade técnica e localização estratégica, assumem papel central na cadeia global de fornecimento automotivo. 

A operação da BYD em Itajaí é mais do que um desembarque recorde — é o sinal de que a eletromobilidade chegou para ficar. E o Brasil, finalmente, começa a acelerar na direção certa. 

TEXTO: DA REDAÇÃO 

FONTES:  

terrabrasilnoticias.com 

portoitajai.com.br 

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Logística

Antecipação do GRI e desvio de navios elevam custos logísticos

Os fretes marítimos no Brasil registraram uma disparada nas últimas semanas, em meio à crescente escassez de navios e contêineres disponíveis para o país. O motivo é o redirecionamento de embarcações para a rota entre China e Estados Unidos, impulsionado por uma trégua tarifária de 90 dias entre as duas potências, segundo avaliação de Andrew Lorimer, diretor-executivo da Datamar.

“Estamos observando aumentos de mais de 100% no frete entre Ásia e Brasil em apenas uma semana, com valores já em torno de US$ 3.300 por contêiner. E a tendência é de novas altas”, afirma Lorimer. Ele explica que as companhias anteciparam a aplicação do GRI (General Rate Increase), geralmente esperado entre julho e setembro, período em que o varejo brasileiro costuma reforçar seus estoques para o Natal. “Desta vez, o ajuste veio antes, puxado pela pressão global por capacidade logística.”

Com o comércio norte-americano se preparando para a Black Friday e o Natal, embarcadores nos EUA têm puxado a realocação de navios que atuavam em outras rotas — incluindo América do Sul — para o corredor Ásia-EUA. Esse deslocamento tem reduzido a oferta de espaço para cargas com destino ou origem no Brasil.

Lorimer também chama atenção para a crescente dificuldade de acesso a contêineres no país, o que pode impactar negativamente não apenas as importações, mas também as exportações. “A falta de equipamentos logísticos poderá provocar gargalos, especialmente no caso de produtos que dependem do transporte refrigerado”, alerta.

De acordo com dados da Datamar, entre janeiro e abril de 2025, as importações brasileiras em contêineres somaram 1,136 milhão de TEUs, alta de 10,7% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar do crescimento, o executivo observa que ainda não é possível atribuí-lo exclusivamente ao cenário tarifário, embora os efeitos do realinhamento global já comecem a aparecer.

Outro fator que contribui para o desequilíbrio logístico, segundo Lorimer, é a ausência de um acordo tarifário entre Estados Unidos e União Europeia. Isso tem provocado congestionamentos nos portos europeus, agravados por questões como o baixo nível dos rios, falta de mão de obra e sobrecarga nos terminais. “Tudo isso adiciona incerteza ao mercado e pressiona ainda mais o custo do frete global”, afirma.

Embora a trégua tarifária tenha aberto uma janela para reorganização das rotas, o cenário permanece imprevisível. “É possível que novos acordos comerciais tragam estabilidade, mas também existe o risco de novas turbulências”, conclui Lorimer.

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Mercado Internacional

EMASFI Group leva suas soluções contábeis para o setor logístico na Intermodal 2025 

Com uma trajetória consolidada no setor contábil e reconhecida expertise em soluções para empresas de logística e transporte, o EMASFI Group foi um dos destaques entre os parceiros do RêConecta News durante a Intermodal South America 2025, realizada em abril, em São Paulo. A participação da empresa no estande colaborativo teve como principais objetivos ampliar a visibilidade da marca, fortalecer o relacionamento com o mercado e gerar novas conexões de negócios no setor de logística, comércio exterior e transporte de cargas. 

“A feira é muito rica para o nosso mercado alvo e o estande está ajudando a tirar o melhor proveito desse mercado alvo. Fora que outros colegas de outras empresas que estão participando do estande estão sendo um networking importante para chegar em muitos desses clientes. Estamos trocando contatos, trocando parcerias, um indicando negócios para os outros”, destacou o head comercial do EMASFI Group, Agno Vinicius Biliato, em entrevista gravada no evento.  

Durante os três dias da feira, o EMASFI Group apresentou seu portfólio de soluções contábeis, fiscais e de auditoria especializadas para transportadoras — segmento no qual já atende mais de 400 empresas em todo o Brasil. Apesar de não ter gerado resultados comerciais imediatos, a experiência foi considerada positiva pela equipe. 

Segundo Renata Palmeira, CEO do RêConecta News, cada empresa participante do estande colaborativo recebeu uma base de mais de 3 mil leads coletados durante a feira, o que amplia significativamente as oportunidades de relacionamento pós-evento. 

Quem é o EMASFI Group 

Com 25 anos de história, o EMASFI Group passou de uma empresa familiar, fundada por José Eduardo Ferreira Camargo, a uma multinacional de referência em contabilidade e gestão estratégica para o setor logístico. Atualmente, a empresa atende mais de 1.000 clientes com uma equipe de 120 profissionais altamente qualificados. 

A transformação da marca ganhou força em 2020, com a associação a uma empresa holandesa e, posteriormente, com a fusão a uma companhia chilena do mesmo setor. Com isso, a atuação internacional se expandiu para mais de 50 países. No Brasil, a empresa mantém escritórios em Vinhedo (SP), São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. 

Diferencia-se no mercado pela abordagem consultiva e pelo uso de tecnologia de ponta para otimização de processos, redução de riscos fiscais e eficiência operacional. “Nosso compromisso é com a gestão fiscal e tributária dos clientes, atuando de forma personalizada para otimizar a carga tributária e melhorar o fluxo de caixa. O nosso time veste a camisa do cliente para garantir soluções estratégicas e eficazes”, reforça o CEO Eduardo Camargo. 

Intermodal: o maior evento da logística nas Américas 

O estande G100, onde o EMASFI Group esteve presente, foi muito mais que um espaço expositivo — tornou-se um hub de inteligência coletiva, reunindo mais de 10 empresas dos segmentos de logística, comércio exterior e transporte. Além da movimentação intensa, apresentações e networking, o estande foi cenário de conexões estratégicas, trocas colaborativas e muita geração de valor para os visitantes. 

A Intermodal South America é reconhecida como a maior feira das Américas nos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior. Durante os dias 22 a 24 de abril de 2025, empresas, especialistas e profissionais do setor se reuniram em São Paulo para apresentar tendências, discutir inovações e consolidar parcerias que vão impulsionar os próximos passos do mercado. 

Sobre o RêConecta News 

O RêConecta News é um portal digital voltado ao fortalecimento do ecossistema de comércio exterior e logística no Brasil, promovendo informação estratégica, visibilidade e networking qualificado para profissionais, empresas e instituições. Com conteúdos sobre importação, exportação, tributos, operações logísticas e tendências globais, o portal atua como uma plataforma de conexões reais e desenvolvimento setorial. Entre suas iniciativas de destaque estão o projeto Divas do Comex & Log, que promove o protagonismo feminino no setor, e a participação estratégica na Intermodal South America ao lado de empresas parceiras. 

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Logística, Tecnologia

Terminal futurista em NY pode redefinir transporte urbano no mundo

A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey deu início à construção de um novo terminal de ônibus no centro de Manhattan, um projeto que visa modernizar um dos hubs de trânsito mais antigos e movimentados da cidade. Com um investimento estimado em US$ 10 bilhões, a nova instalação substituirá o terminal atual, que já tem 74 anos e enfrenta dificuldades para atender à demanda diária de 200.000 passageiros.

O novo terminal promete acomodar até 1.000 ônibus por hora, superando a capacidade atual de 600. Além disso, a infraestrutura será adaptada para suportar ônibus modernos, incluindo aqueles que necessitam de estações de carregamento elétrico. O projeto, que deve ser concluído em 2032, começa com a construção de um deck sobre a Avenida Dyer, que servirá como uma estrada temporária e levará a uma instalação provisória de ônibus.

Quais são os principais desafios da construção?

O diretor executivo da Autoridade Portuária, Rick Cotton, alertou que os moradores de Midtown devem se preparar para anos de interrupções devido à construção. Ele destacou que, embora o processo cause transtornos, o resultado final será benéfico para a cidade. A nova instalação é vista como uma solução para o terminal atual, que é frequentemente criticado por sua infraestrutura inadequada e condições precárias.

Como o novo terminal vai beneficiar Nova York?

O novo terminal de ônibus trará uma série de melhorias para a cidade de Nova York. Entre as principais mudanças estão:

  • Maior capacidade de acomodação de ônibus e passageiros.
  • Infraestrutura moderna com grandes janelas de vidro e um átrio para luz natural.
  • Espaço público de 3,5 acres sobre a Avenida Dyer.
  • Entrada principal localizada na West 41st Street, entre a oitava e nona avenidas.

A governadora Kathy Hochul enfatizou a importância do projeto para a imagem da cidade, afirmando que a nova estação será uma primeira impressão positiva para muitos visitantes.

Como será pago o novo terminal de ônibus?
O financiamento do projeto ainda não está totalmente garantido. Até o momento, a Autoridade Portuária assegurou um empréstimo federal de US$ 2 bilhões e comprometeu US$ 3 bilhões de seu próprio orçamento. No entanto, ainda há um déficit de US$ 2 bilhões, que as autoridades esperam cobrir com taxas de novos arranha-céus planejados para a área ao redor do terminal.

Com a construção em andamento, a expectativa é que o novo terminal de ônibus transforme significativamente a experiência de transporte em Nova York, oferecendo uma infraestrutura moderna e eficiente para os passageiros e contribuindo para a revitalização da área de Midtown.

Fonte: Terra Brasil

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Logística, Portos

Governo anuncia criação de Docas de Itajaí

Silvio Costa Filho e o presidente Lula fizeram a primeira visita ao porto catarinense desde a federalização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, realizaram visita oficial no Porto de Itajaí (SC), pela primeira vez desde a federalização do complexo portuário, que passou à gestão federal em janeiro deste ano. Na solenidade, o ministro confirmou que o Governo vai enviar uma Medida Provisória (MP) que crie a Companhia Docas de Itajaí no Congresso Nacional. Além disso, a Petrobras anunciou investimentos voltados para a recuperação da indústria naval em Santa Catarina.

Em seu discurso, Costa Filho confirmou que será enviado a MP que garante a criação da Companhia Docas. Além disso, confirmou que o complexo portuário deverá receber, entre dinheiro público e da iniciativa privada, investimentos de R$ 8 bilhões nos próximos anos.

“Estaremos encaminhando uma Medida Provisória que vai transformar o Porto de Itajaí em uma Docas Independente e Porto Federal. Importante registrar que o presidente nos determinou a apresentar um plano de investimentos e vamos fazer o maior volume de investimentos da história do Porto de Itajaí. Nesses próximos cinco anos, serão mais de R$ 8 bilhões”, afirmou.

A criação da Docas de Itajaí é considerada de grande importância, que vai permitir que a gestão do complexo portuário possua o seu próprio orçamento federal. Atualmente, o Porto de Itajaí tem seu orçamento junto à Autoridade Portuária de Santos.

O ministro comentou ainda do projeto de concessão do canal de acesso ao porto, que está incluído em um pacote de concessões de canais, junto do Canal de Paranaguá (PR), Santos (SP), Bahia e Rio Grande (RS).

“Vamos fazer o canal do Porto que vai elevar a profundidade de 13,5 metros para 16 metros, fazendo com que a gente possa receber ainda mais os navios maiores para que possamos aumentar a competitividade desse porto”.

O Porto de Itajaí esteve sob gestão municipal de 1995 até o final de 2024. Problemas na gestão do porto, que ocasionou na paralisação das atividades e movimentação de contêineres e carga geral, desencadearam no movimento do Governo Federal optar pela federalização do complexo portuário, passando a gestão para a Autoridade Portuária de Santos (APS).

Em seu discurso, Lula destacou os investimentos realizados pelo Governo Federal em Santa Catarina e prometeu que retornará com mais anúncios que visam o desenvolvimento do estado.

“Em dois anos de Governo nós trabalhamos muito. Agora, nós estamos colhendo tudo o que plantamos. Estamos aqui para colher o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes, colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina, e não será a última vez que virei aqui. Temos muita coisa a fazer e a entregar para esse país e para esse estado”, disse.

O presidente recebeu uma homenagem do superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares, que entregou um certificado pelas boas ações ao município e à comunidade portuária e uma medalha de honra ao mérito.

Investimentos

Conforme já anunciado pela APS, o Porto de Itajaí recebeu um pacote de R$ 844 milhões para obras relevantes de infraestrutura do complexo portuário.

Entre as obras de destaque estão: dragagem de manutenção do Rio Itajaí-Açu (R$ 90 milhões); a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões); a contenção da margem do canal (R$ 67 milhões); obras na bacia de evolução (R$ 68 milhões); retirada do casco do navio Pallas (R$ 23 milhões); entre outros.

O pacote inclui também melhorias e aquisição de novos equipamentos, entre eles o novo scanner de raio X (R$ 12 milhões), Sistema VTMIS, com capacidade de monitoramento ativo de tráfego aquaviário (R$65 milhões), e o Sistema de segurança e inteligência artificial denominado SmartPorto (R$ 30 milhões).

Indústria naval

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o estado de Santa Catarina foi contemplado no programa de renovação e ampliação de frotas da indústria naval brasileira.

“Nesse plano são 52 novas embarcações, e o Estado de Santa Catarina foi contemplado na contratação de 16 desses. São navios do po PSV, para transporte de bens para nossas plataformas de produção, e navios do po OSV, para prondão e migação de eventuais incidentes”, declarou.

Segundo a presidente da estatal, as fabricações, que já estão em andamento, ocorrem nos estaleiros Navship, em Navegantes, e Starnav, em Itajaí. “Trata-se de um investimento já iniciado, da ordem de R$ 7 bilhões, destinado a construção de navios que ocorrerão nos estaleiros de Itajaí e Navegantes. A construção dessas embarcações já é uma realidade em Santa Catarina”, pontuou.

Lula destacou o empenho do governo em recuperar as atividades da indústria naval.

“Desde 2016 a querida Petrobras não fazia um contrato para contratar um navio qualquer em algum lugar desse país. Nós estamos recuperando esses estaleiros e transformá-lo em um estaleiro altamente compensador do ponto de vista financeiro e econômico”, comentou o presidente.

Fonte: Portal BE News

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Comércio Exterior, Economia, Importação, Logística, Portos

Portos lotados e frete nas alturas: o novo desafio do comércio internacional 

Os principais portos da Europa enfrentam um cenário crítico de congestionamento, com atrasos significativos na atracação de navios porta-contêineres. Esse gargalo logístico está impactando diretamente o comércio internacional, elevando os custos de transporte e gerando incertezas nas cadeias de suprimentos globais. A situação ganhou destaque após a publicação de um relatório divulgado pela consultoria marítima Drewry, no último dia 23 de maio, e tem deixado o comércio global em alerta. 

Um “combinado” de fatores 

Entre os principais fatores que explicam o congestionamento nos portos da Europa está o aumento da demanda por transporte marítimo. A suspensão temporária das tarifas de 145% sobre as importações chinesas pelos Estados Unidos, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump, intensificou significativamente o volume de mercadorias em circulação entre as duas maiores economias do mundo. Essa mudança elevou a pressão sobre a capacidade logística dos portos europeus, que já operavam no limite. 

Outro obstáculo importante é a escassez de mão de obra. A falta de trabalhadores portuários tem dificultado o processo de descarga de navios, provocando acúmulo de contêineres nos terminais e atrasando as operações. Essa situação é agravada pelos baixos níveis do rio Reno, uma das principais vias de transporte fluvial do continente. A redução da navegabilidade do rio limita o escoamento de cargas para o interior da Europa, comprometendo ainda mais a fluidez logística. 

Além disso, os conflitos geopolíticos na região do Mar Vermelho têm provocado alterações nas rotas marítimas. Para evitar a passagem pelo Canal de Suez, muitas embarcações estão optando por rotas alternativas, mais longas e menos eficientes, o que tem levado a uma concentração maior de navios nos portos do norte europeu, como Antuérpia, Roterdã e Hamburgo. 

Por fim, greves trabalhistas também estão entre os fatores de pressão. Paralisações em importantes portos, como a que ocorreu em 20 de maio no Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica, agravaram os atrasos, aumentando o acúmulo de navios e mercadorias. Essas greves sobrecarregam ainda mais estruturas já fragilizadas pela alta demanda e falta de recursos logísticos. 

Os principais impactos 

  • Aumento das Tarifas de Frete Marítimo: O congestionamento e os atrasos têm levado ao aumento das tarifas de frete marítimo, pressionando os custos para importadores e exportadores.  
  • Interrupções na Cadeia de Suprimentos: A lentidão nos portos pode causar interrupções na cadeia de suprimentos e atrasos nas entregas de produtos, afetando o planejamento de estoques e forçando os transportadores a manter estoques extras.  
  • Aumento do Tempo de Espera para Atracação: Os navios estão enfrentando tempos de espera muito maiores para atracar nos portos, o que reduz a eficiência da frota global e pode afetar a disponibilidade de produtos.  
  • Impacto no Comércio Global: O congestionamento nos portos europeus pode ter um efeito cascata, afetando o comércio global e o acesso a mercados, especialmente na Ásia e nos Estados Unidos.  

Os portos mais afetados 

  • Bremerhaven (Alemanha): Aumento de 77% no tempo de espera por atracação entre março e meados de maio.  
  • Hamburgo (Alemanha): Atrasos aumentaram 49% no mesmo período.  
  • Antuérpia (Bélgica): Tempo de espera por atracação aumentou 37%.  
  • Roterdã (Holanda) e Felixstowe (Reino Unido): Também enfrentam atrasos crescentes.  

O que esperar?  

Especialistas do setor estimam que a normalização das operações portuárias na Europa pode levar de seis a oito semanas, dependendo da resolução dos fatores que contribuem para o congestionamento. Enquanto isso, empresas de logística e comércio internacional seguem monitorando a situação de perto e buscando alternativas para manter o fluxo de mercadorias.  

Fontes: 

Datamar News – Gargalos nos portos da Europa ameaçam fluxo do comércio global 

Valor Econômico – Gargalos no transporte marítimo da Europa devem persistir até julho e elevar as taxas de frete 

Metal.com – Congestionamento nos Portos Europeus Intensifica-se! Guerra Comercial Ameaça Transporte Marítimo Global 

Portal Tela – Congestionamento em portos europeus pressiona frete marítimo e gera incertezas comerciais 

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Logística, Portos

Estaleiros de Itajaí e Navegantes vão construir 30% dos novos navios da Petrobras

Serão 16 embarcações de projeto bilionário de 52 navios pra companhia

Itajaí e Navegantes vão responder por um terço das novas embarcações contratadas pela Petrobras até 2026. Do projeto de 52 navios de apoio às operações petrolíferas da companhia, 16 serão construídos pelos estaleiros Bram/Navship, de Navegantes e Starnav/Detroit, de Itajaí, vencedores da licitação. O investimento é de mais de R$ 7 bilhões, com geração de 15 mil empregos. 

O projeto foi anunciado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Itajaí, na quinta-feira. A construção das embarcações marca uma nova fase para a indústria naval brasileira, que não recebia pedidos da Petrobras desde 2016. O programa vai renovar e ampliar a frota da companhia, num pacote de R$ 29 bilhões e criação de 50 mil empregos.

A presidente da Petrobras destacou a retomada das contratações após quase 10 anos e a importância de Santa Catarina no projeto. “Desde o ano passado, estamos demandando embarcações para a indústria nacional. Nosso programa de renovação e ampliação de frota de embarcações é um marco para a retomada dessa indústria. E Santa Catarina tem muito a ver com isso, muito a contribuir com esse nosso plano”, disse.

A deputada federal Ana Paula Lima (PT), vice-líder do governo Lula na Câmara, comentou o anúncio feito em Itajaí. “Este anúncio é um marco para o Brasil e, especialmente, para Santa Catarina. Estamos falando da maior retomada da indústria naval em quase uma década. É desenvolvimento, é geração de empregos, é a indústria catarinense de volta ao centro das decisões nacionais“, afirmou.

Em Itajaí e Navegantes, o projeto contempla a construção de 12 navios do tipo Platform Supply Vessel (PSV), que presta apoio no transporte de suprimentos pra plataformas de petróleo e gás em alto mar, e outros quatro do tipo Oil Spill Response Vessel (OSRV), de combate a derramamento de óleo. As primeiras unidades já estão em construção e devem ser entregues em 2026.

Além das embarcações já contratadas, há possibilidade de novos pedidos para os estaleiros, conforme o lançamento de novos editais. O diretor-geral da Detroit, Maxwell de Souza Oliveira, falou dos investimentos para Itajaí e Navegantes. Ele informou que só a Detroit está construindo 10 embarcações com apoio da Petrobras Brasil e financiamento do BNDES.

Serão seis navios do tipo PSV e mais quatro OSRVs no estaleiro. O empresário agradeceu ao presidente Lula pela retomada das contratações para a construção naval que vão gerar riqueza e oportunidades pra cidade. “Isso a gente só consegue porque temos aqui esse povo maravilhoso de Itajaí, que trabalha com qualidade, com afinco pra conseguir os seus resultados, e por isso acreditam no nosso povo, acreditam na Detroit Brasil e acreditam na construção naval”, discursou.

Prefeito de Navegantes destaca projetos para a cidade

Na cerimônia, sem a presença do prefeito de Itajaí, Robison Coelho (PL), foi o prefeito de Navegantes, Liba Fronza (PSD), quem comemorou o anúncio de investimentos do governo federal que também vão beneficiar o município.

Liba destacou o projeto mais imediato anunciado pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que é a concessão da dragagem do acesso portuário, prevista para acontecer até o final do ano.

O projeto fará o aprofundamento do canal de 13,5 metros pra 16 metros, num investimento de R$ 90 milhões. “A dragagem do canal do Itajaí-açu vai nos possibilitar atracar navios maiores, tornando os portos de Navegantes e Itajaí mais competitivos”, comentou.

A obra está ligada a outros dois projetos de infraestrutura, a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões) e a segunda etapa da nova bacia de evolução (R$ 68 milhões).

“A expectativa é que a bacia de evolução e o molhe da cidade de Navegantes sejam realmente contemplados com tudo isso”, avaliou Liba. Ele também falou dos investimentos nos estaleiros.

“Navegantes já é o grande polo do sul do Brasil na construção naval e isso tudo vem nos animando, porque é dinheiro na economia do nosso estado, é dinheiro na economia de Navegantes e é melhor qualidade de vida pra toda nossa população”, disse.

Enquanto o prefeito acompanha o desenvolvimento dos projetos, ele adiantou que segue cobrando outros investimentos pro município que dependem do governo federal, como melhorias nas BRs 470 e 101 para resolver gargalos logísticos.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Evento, Eventos, Importação, Logística, Negócios, Networking

Do networking à legislação: relembre os temas e os momentos que marcaram o Global Trade Summit 2025 

Você sabia qual era o impacto real das novas rotas do comércio exterior para o Brasil? E como a integração entre setor público e privado poderia acelerar esse processo? Essas foram algumas das perguntas que movimentaram o Global Trade Summit 2025, realizado de 21 a 23 de maio, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC). Com o tema “Novas Rotas, Novas Conexões”, o evento se consolidou como um dos maiores congressos sobre comércio internacional, logística, compliance e tecnologia para importação e exportação do país. 

Organizado pelo Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), o congresso reuniu mais de 1.600 participantes, entre autoridades da Receita Federal, especialistas da SECEX, representantes do MAPA, Exército e Anvisa; além de empresários e prestadores de serviço. O evento foi estruturado para oferecer painéis técnicos, debates sobre legislação, tendências em comércio global e networking qualificado — um dos pilares do encontro, como destacou Renata Palmeira, CEO do RêConecta News. “Foi uma oportunidade única de conhecimento e networking qualificado, porque dentro do evento tínhamos grandes empresários que buscavam cada vez mais o crescimento e o conhecimento. Estávamos num momento de mercado em que somos ‘long life learning’ – eternos aprendizes, e esse foi uma oportunidade pra isso.” 

O poder do networking no centro das conexões 

A palestra de abertura do segundo dia ficou por conta de Renata Palmeira, que cativou o público com o tema “O Poder do Networking”. Durante a palestra, Renata trouxe dados, experiências e reflexões sobre como relacionamentos bem cultivados são a base do sucesso nos negócios internacionais. “Segundo uma pesquisa da Forbes, 85% dos empresários viam o networking como essencial para o desenvolvimento de novos negócios; 85% das vagas de trabalho, em geral, eram preenchidas por meio do networking e, mais ainda, 20% das empresas observavam crescimento financeiro gerado por meio dele”, destacou Renata. 

Renata ainda participou de dois podcasts durante o evento: o primeiro voltado à participação feminina no comércio exterior e o segundo como host do podcast da Trust Trade, empresa especializada em operações de importação com sede em Itajaí. 

O RêConecta News, plataforma que conecta profissionais e empresas do comércio exterior por meio de estratégias digitais, marcou presença com um estande exclusivo, fortalecendo parcerias e apresentando soluções integradas para o setor por meio de seus clientes que estiveram presentes. A participação da equipe gerou grande visibilidade e fomentou discussões sobre inovação, performance e presença digital no mercado internacional. 

Para Francine Macedo, Business Development da BWin Tech, o Global Trade Summit 2025 ocorreu em um momento especialmente sensível, marcado por tensões geopolíticas e transformações tecnológicas aceleradas. Para a profissional, que tem mais de 25 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional, o congresso reafirmou a importância de uma nova mentalidade na gestão de riscos.  
“Ficou claro que não se trata mais apenas de reagir ao que deu errado, mas de estruturar o comércio global para que os riscos fossem antecipados e, sempre que possível, neutralizados antes de acontecerem”, destacou. 

Na visão de Francine, o grande diferencial do evento foi o aprofundamento das discussões em temas como segurança, fragilidades da cadeia logística e a urgência de adotar estratégias cada vez mais preventivas, em vez de confiar em abordagens reativas e paliativas. 

Comércio exterior e legislação: o que mudou? 

Um dos momentos mais esperados foi o painel sobre o Projeto de Lei 4423/2024, conhecido como Lei Geral do Comércio Exterior, que busca modernizar a legislação do setor, substituindo normas que datam de 1966. Segundo Thalis Andrade, auditor da Receita Federal do Brasil com atuação na Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), essa foi a iniciativa mais importante dos últimos 60 anos. “Um dos principais pontos era que o PL adaptava acordos internacionais que ainda encontravam certa relutância em serem aplicados hoje no Brasil, principalmente o acordo de facilitação do comércio,” explicou. 

Apesar de não abordar tributos e penalidades neste primeiro momento, o projeto estabeleceu novas diretrizes para fiscalização, controle e regimes aduaneiros especiais, o que pode transformar radicalmente o ambiente de negócios no país. 

Tecnologia e simplificação de processos 

Entre os desafios discutidos pela Receita Federal, a simplificação dos processos e o uso de tecnologia foram apontados como urgências. “O principal desafio da Aduana era pegar todo esse fluxo de informação que existe hoje e conseguir devolvê-lo em uma análise rápida e confiável”, explicou Mário de Marco Rodrigues de Sousa, da Receita Federal. 

Essa visão refletiu o movimento de digitalização que o comércio exterior exigia, especialmente com a chegada do novo processo de importação e do Catálogo de Produtos, obrigatórios a partir de janeiro de 2026. A DUIMP – Declaração Única de Importação é o novo modelo digital que substitui a DI e DSI, trazendo mais eficiência e integração para o processo de importação no Brasil. Um dos grandes avanços é a conexão direta com órgãos anuentes como Anvisa, MAPA e Ibama, prevista para ocorrer até a segunda quinzena de julho, conforme cronograma divulgado pela Receita Federal. Com todos os órgãos conectados ao novo sistema, exigências legais devem ser atendidas de forma mais rápida e automatizada. 

Essa centralização de dados reduz etapas burocráticas, evita retrabalho e permite que o importador antecipe o envio da documentação e o pagamento de tributos como II, IPI, PIS, Cofins e ICMS. O resultado é uma liberação de mercadorias mais ágil — com expectativa de redução média de 40% no prazo total. Além disso, a DUIMP oferece mais visibilidade do processo em tempo real, o que facilita o planejamento logístico e financeiro. Empresas com certificação OEA ainda ganham prioridade nas análises e menor incidência de fiscalizações. 

Para Tiago Barbosa, coordenador de facilitação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e gerente do Portal Único de Comércio Exterior, o futuro já começou e as transformações devem ser constantes. “A gente tem um novo processo de importação que já deixa de ser novo, porque foi pensado em 2017, 2018. E é desse conceito que a Organização Mundial das Aduanas pede para que seja revisto de cinco em cinco anos. Então a gente já vai entrar num processo novo, que é melhor do que o atual, mas já é o momento de repensar o próximo passo e é isso que estamos trabalhando paralelamente entre Secex e Receita Federal para inovar mais ainda em controle aduaneiro”, explica. 

O conhecimento não para 

Durante o Global Trade Summit, além das palestras e painéis da programação oficial, uma série de podcasts exclusivos foi gravada ao longo do evento. Os episódios contaram com a participação de especialistas e apoiadores, trazendo debates relevantes sobre comércio exterior, inovação e logística internacional. Um dos destaques foi o episódio mediado por Renata Palmeira, com representantes do Trust Group, que apresentaram a plataforma Trinity, uma das inovações da empresa. 

Desenvolvida para fornecer informações em tempo real sobre o status das operações e centralizar o monitoramento das etapas do processo, a ferramenta oferece maior controle e transparência no gerenciamento da cadeia de suprimentos, trazendo comodidade e segurança para as empresas. “O comércio exterior envolve diversos agentes e etapas pouco integradas, o que pode gerar desafios. A Trinity é uma plataforma voltada à integração e visibilidade da cadeia de suprimentos, desenvolvida para resolver os problemas comuns desse cenário e agregar valor real aos nossos clientes”, afirmou Regis Paim Dias, gerente de TI da empresa. “Recentemente, o Trust Group investiu R$ 14 milhões em tecnologia e infraestrutura, reforçando seu compromisso com a inovação e a qualidade”, complementou. 

Os episódios gravados estarão disponíveis em breve nas plataformas de streaming e nos canais oficiais do evento. 

Um espaço de transformação e protagonismo 

O Global Trade Summit 2025 não foi apenas um evento — foi um hub de transformação para o comércio exterior brasileiro. Mais de 20 painéis, dezenas de especialistas e a forte presença de empresas e entidades públicas criaram um ambiente fértil para negócios, parcerias e atualização estratégica. 

“Tivemos importadores e exportadores, prestadores de serviço, setor público, todos muito engajados e abertos a conversarem com as pessoas. A expectativa foi que esse evento propiciasse a todos os participantes oportunidades de engrandecimento tanto na vida profissional quanto na vida pessoal”, reforçou Paula Machado, coordenadora do NCE da ACII. 

TEXTO: DAIANA BROCARDO 

FOTOS: GIOVANA SANTOS 

VEJA ABAIXO AS FOTOS DO EVENTO 

Dia 21 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1HHQQyKdeXAH9H1uEoElvhzS4dmoq-OwJ?usp=sharing

Dia 22 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1__hkJgkNE-u2y2S8ttDIZWyYX-hDR1xN?usp=sharing

Dia 23 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1vZs5GkircWMHrr0Y92p8G66WyOCbgZob?usp=sharing

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Comércio, Comércio Exterior, Logística

ONE e Hapag-Lloyd avançam com encomendas de novos navios porta-contêineres

A Alphaliner informou que a Ocean Network Express (ONE) e a Hapag-Lloyd estão prestes a finalizar grandes encomendas na Ásia, à medida que a carteira global de pedidos de contêineres se aproxima de 10 milhões de TEUs.

A ONE, com sede em Cingapura e controlada por empresas japonesas, está em negociações com a HD Hyundai, da Coreia do Sul, para a construção de até doze navios com capacidade de 16.000 TEUs, em um acordo estimado em US$ 2,6 bilhões. Já a Hapag-Lloyd está em tratativas com diversos estaleiros para a aquisição de até doze navios com capacidade entre 12.000 e 13.000 TEUs, além de oito embarcações de 16.000 TEUs.

Segundo a Alphaliner, a Hapag-Lloyd ficou surpresa com os preços “absurdos” cotados pelos três grandes estaleiros sul-coreanos, especialmente após a proposta dos EUA de aumentar as tarifas portuárias para navios com ligação à China que atracam em portos americanos.

Outras armadoras também estão no mercado em busca de navios megamax de 24.000 TEUs. Em seu relatório semanal mais recente, a Alphaliner destaca: “Apesar de uma carteira de pedidos recorde, que se aproxima de 10 milhões de TEUs, armadores independentes e companhias de navegação continuam ávidos por expandir sua linha de novas construções.”

Fonte: Splash 247

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