Logística

Latam Cargo expande operação doméstica no Brasil para atender alta do e-commerce

A Latam Cargo Brasil, divisão de cargas do Grupo Latam Airlines, ampliou significativamente sua operação doméstica para acompanhar o aumento da demanda do varejo no fim do ano. Impulsionada pela Black Friday e pelo Natal, a empresa adicionou mais de 2,4 mil partidas em novembro, um avanço equivalente a 12,3% de crescimento de capacidade, o que representa cerca de 3,8 milhões de quilos adicionais transportados.

A expansão envolve novas rotas, aumento de frequências, reforço de equipes e ampliação da frota de entregas domiciliares, consolidando a Latam Cargo como um dos principais operadores logísticos do e-commerce brasileiro.

Crescimento estratégico para garantir agilidade nas entregas
Segundo o diretor da unidade, Otávio Meneguette, a companhia está preparada para atender o pico do varejo com rapidez e segurança. Ele destaca que o investimento em tecnologia, aliado à ampliação da malha doméstica, reforça o compromisso da empresa em oferecer soluções logísticas integradas e eficientes.

A Latam também destaca que a integração entre voos de passageiros e cargueiros é fundamental para garantir eficiência operacional e ampliar a capacidade de atendimento ao comércio eletrônico.

Novas rotas domésticas e aumento de frequências
Para atender a alta demanda, a empresa incluiu novos voos na malha nacional, entre eles:

  • São Paulo/Guarulhos–Boa Vista (2 voos semanais)
  • São Paulo/Guarulhos–Ribeirão Preto (4 semanais)
  • Brasília–Foz do Iguaçu (4 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–Natal (7 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–São Luís (4 semanais)
  • Rio de Janeiro/Galeão–Belém (2 semanais)
  • Rio de Janeiro/Galeão–Curitiba (6 semanais)

Rotas já operadas também ganharam reforço, como:

  • São Paulo/Guarulhos–Teresina (+5 semanais)
  • São Paulo/Guarulhos–Natal (+5 semanais)
  • Brasília–Natal (+3 semanais)
  • Brasília–Rio/Santos Dumont (+10 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–Recife (+11 semanais)
  • Fortaleza–Belém (+4 semanais)
  • Rio/Santos Dumont–Brasília (+8 semanais)

Mais profissionais, mais cidades e frota ampliada
Para sustentar o aumento das operações, a Latam Cargo contratou mais de 100 novos profissionais, além de mobilizar equipes terceirizadas e reforçar bases regionais. A frota dedicada à entrega domiciliar também cresceu 25%, permitindo a inclusão de 70 novas cidades, totalizando 9 milhões de habitantes adicionais atendidos.

Investimentos em tecnologia e modernização da operação
No principal hub da empresa, no Aeroporto de Guarulhos, a Latam instalou seu primeiro sistema de sorterização automatizada, capaz de processar até 72 mil pacotes por dia, com leitura automática de códigos, medição a laser e integração completa aos sistemas da companhia. O equipamento faz parte de um plano de R$ 10 milhões investidos ao longo dos últimos três anos na modernização da operação doméstica.

Entre as melhorias realizadas no período, destacam-se:

  • Aumento de 50% da capacidade do hub de Guarulhos, hoje com mais de 2,9 mil m² dedicados ao e-commerce;
  • Lançamento do serviço éFácil, voltado a entregas rápidas de pequenos pacotes;
  • Parceria estratégica com a Amazon, cobrindo 19 estados;
  • Expansão integrada da malha entre aviões de carga e passageiros.

Resultado: entregas mais rápidas e clientes mais satisfeitos
Graças às melhorias operacionais, 70% das encomendas originadas em Congonhas e Guarulhos foram entregues em até 48 horas no primeiro semestre de 2025 — mais que o dobro do desempenho registrado em 2024.

A evolução refletiu também no índice de satisfação dos clientes: o NPS da Latam Cargo cresceu 25 pontos percentuais, impulsionado por avanços em atendimento, rastreamento e cumprimento de prazos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Ponte Bioceânica alcança 84% de conclusão e aproxima Brasil, Paraguai, Argentina e Chile

A Ponte Bioceânica, que cruza o Rio Paraguai e será um dos principais marcos da integração logística entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, chegou a 84% de execução. A informação foi confirmada durante uma vistoria técnica que evidenciou a dimensão da estrutura que conectará os países pela futura rota internacional.

O acesso de 13,1 km, ligando a BR-267 à cabeceira da ponte em Porto Murtinho, conta com investimento de R$ 574 milhões. O trecho é executado pelo Consórcio PDC Fronteira, formado pelas empresas Caiapó, DP Barros e Paulitec.

Estrutura em ritmo acelerado

Do lado brasileiro, as equipes trabalham simultaneamente em pilares de concreto, instalação de vigas verticais e horizontais e no lançamento das pré-lajes dos viadutos de acesso.
O chamado “trem de avanço” já atingiu 188 dos 350 metros do vão central sobre o Rio Paraguai.

A passarela terá 21 metros de largura, ficará 35 metros acima da calha do rio e contará com 1.300 metros de extensão.

Divisão da obra e previsão de entrega

Com 1.294 metros, a ponte é composta por três segmentos: dois viadutos de acesso, um em cada margem, e um trecho estaiado de 632 metros, onde está o vão central de 350 metros.

A previsão atual é que a ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, seja concluída em fevereiro de 2026 — três meses além do prazo inicial.

Investimento multibilionário paraguaio

A construção integra um megaprojeto de US$ 1,1 bilhão financiado pelo Paraguai para desenvolver os 580 km entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse total, US$ 440 milhões já foram aplicados na conclusão do trecho Carmelo–Loma Plata; US$ 100 milhões financiam a ponte internacional; US$ 354 milhões destinam-se à pavimentação da PY-15 (Picada 500); e US$ 200 milhões atenderão o segmento entre Centinela e Mariscal.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Logística

Fábrica de celulose da Arauco terá logística com 60 mil caminhões

A construção da nova fábrica da Arauco em Inocência (MS) deve movimentar uma logística inédita no país, com o transporte de materiais e equipamentos em cerca de 60 mil caminhões. A operação cruza diversos países e integra equipamentos fornecidos pela empresa finlandesa Valmet, responsável pela tecnologia e pelo maquinário da unidade.

O empreendimento, apontado como a maior fábrica de celulose do mundo, soma investimentos estimados em R$ 25 bilhões e tem início de operação previsto para o final de 2027.

Equipamentos chegam de 18 países

Segundo o coordenador de logística da Valmet na América Latina, Cesar Augusto Hein, o contrato firmado para o projeto é o maior da história da companhia. A entrega inclui digestores, caldeiras de recuperação, evaporadores, forno de cal, sistemas de automação e outros equipamentos vindos de 18 países, como China, Alemanha, Estados Unidos, Taiwan e nações europeias.

Na região leste de Mato Grosso do Sul, a movimentação já é perceptível com a passagem de cargas de grandes dimensões. Algumas delas exigem autorizações especiais e escolta. O trajeto marítimo até o Brasil leva, em média, 50 dias.

Cargas ultrapassam 500 toneladas

Os materiais chegam pelos portos de Santos e Paranaguá. Entre os itens mais pesados está o balão da caldeira, cujo conjunto atinge 507 toneladas. Por causa do peso e das dimensões, o deslocamento terrestre ocorre a velocidade reduzida, em torno de 20 km/h.

A obra também envolve 20 mil toneladas de estruturas metálicas – 25% já entregues –, além de 6 mil toneladas de tanques (metade já recebida) e 6 mil toneladas de tubulações, das quais mil toneladas já estão no canteiro de obras.

O forno de cal reúne 22 peças produzidas no Brasil e oito importadas. A logística inclui ainda cerca de 3 mil contêineres e 1.100 cargas break-bulk.

Pico da logística será em 2026

A fase mais intensa do transporte deve ocorrer entre janeiro e maio de 2026, quando a expectativa é de aproximadamente 400 entregas por mês. Hein explica que a Valmet mobilizou 100 profissionais para coordenar toda a operação, batizada de Projeto Sucuriu, em referência ao rio que corta a região.

Capacidade produtiva e geração de empregos

A nova unidade será a quinta fábrica de celulose de Mato Grosso do Sul e terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano. No auge da obra, cerca de 14 mil trabalhadores devem estar envolvidos na construção. Após a inauguração, aproximadamente 6 mil empregos devem ser mantidos entre a planta industrial, a logística e a produção de eucalipto.

O projeto começou com a terraplanagem em meados do ano passado, e a construção foi oficialmente lançada em abril deste ano.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Perfilnews

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Logística, Transporte

Crise de caminhoneiros no Brasil: especialista alerta para novo risco de paralisação do transporte

A escassez de caminhoneiros no Brasil já pressiona o setor de transporte e preocupa especialistas que veem risco real de um apagão logístico nos próximos anos. A avaliação é do pesquisador De Leon Petta, que relaciona o problema ao avanço da crise demográfica brasileira. O tema foi detalhado em vídeo publicado no canal Geopolítica Mundial, no YouTube.

O transporte rodoviário, responsável por cerca de 60% das cargas movimentadas no país, depende de profissionais cuja média de idade cresce rapidamente. De acordo com Petta, a categoria perde trabalhadores todos os anos enquanto setores como agronegócio, indústria e comércio eletrônico ampliam a demanda.

Uma profissão que envelhece e perde força de trabalho

Dados citados pelo pesquisador mostram que a idade média dos motoristas gira em torno de 45 anos. Em 2013, aproximadamente 15% tinham mais de 60 anos. Em 2023, esse grupo já representava 29%.

O número de jovens é mínimo: apenas 4% têm até 30 anos, enquanto mais de 11% já ultrapassam os 70. Petta estima que 60% dos caminhoneiros ativos devem se aposentar até a próxima década, o que pode gerar um desequilíbrio estrutural na oferta de motoristas habilitados.

Barreiras financeiras afastam novos profissionais

Entrar na profissão também ficou caro. O custo para obter habilitação nas categorias C, D ou E pode chegar a vários milhares de reais, dependendo do estado. Para atuar como autônomo, o investimento é ainda maior, já que um caminhão novo ou seminovo pesado pode ultrapassar centenas de milhares de reais.

Além disso, a rotina de longas viagens, prazos rígidos e desgaste físico torna a carreira menos atrativa para jovens.

Estradas ruins e insegurança agravam o cenário

A precariedade das rodovias brasileiras se soma ao problema. Motoristas relatam falta de pontos de parada adequados, banheiros limpos, áreas seguras e locais apropriados para descanso.

A criminalidade também pesa: mais de 17 mil roubos de carga foram registrados em 2023, gerando perdas que superaram R$ 1,2 bilhão. Em 2024, o índice continuou acima das 10 mil ocorrências. Assaltos e sequestros-relâmpago afastam ainda mais possíveis novos motoristas da categoria.

Menos motoristas, mais cargas: a conta não fecha

Entre 2014 e 2024, o Brasil perdeu cerca de 20% dos motoristas profissionais, caindo de 5,5 milhões para cerca de 4,4 milhões. Em estados como São Paulo, a redução superou 30% em determinados períodos.

Enquanto isso, o agronegócio cresce, o e-commerce se expande e cadeias industriais continuam altamente dependentes das estradas. Empresas relatam aumento do frete, dificuldade de contratação e atrasos frequentes na distribuição.

Efeitos econômicos já começam a aparecer

Petta destaca que o transporte é um componente central do custo logístico brasileiro, que historicamente pesa no PIB. Com menos motoristas disponíveis, empresas elevam salários e benefícios para atrair profissionais — custos que acabam repassados aos produtos finais, dos alimentos aos combustíveis.

Especialistas afirmam que o problema adiciona mais pressão a um sistema já marcado por infraestrutura limitada e ineficiências estruturais.

O problema é global, mas o Brasil está mais vulnerável

Relatório da International Road Transport Union (IRU) mostra que 36 países — que juntos representam 70% do PIB mundial — somam 3,6 milhões de vagas abertas para motoristas. A entidade classifica o cenário como crise global de mão de obra.

A média de idade internacional é semelhante à brasileira, mas países desenvolvidos têm conseguido implementar medidas mais rápidas, como redução da idade mínima para condução, bônus de contratação, áreas de descanso padronizadas e testes com veículos autônomos.

Por que o Brasil está em posição mais frágil

Segundo Petta, o Brasil combina fatores que tornam a situação mais crítica: envelhecimento acelerado, rodovias deficientes, criminalidade alta e dificuldade para adotar tecnologias de automação devido à falta de infraestrutura adequada.

O pesquisador afirma que soluções como caminhões autônomos devem demorar a gerar impacto real.

Risco ao abastecimento já é uma preocupação concreta

Para Petta, a crise está em curso. Empresas relatam dificuldade crescente de contratação e sobrecarga dos profissionais ativos. Sem ação coordenada entre governo, transportadoras e entidades de formação, o país pode enfrentar atrasos recorrentes, custos mais elevados e até falta localizada de produtos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Logística

Estatais chinesas ampliam presença em infraestrutura e logística no Brasil

A rede de infraestrutura construída por estatais chinesas no Brasil cresce em ritmo acelerado, fortalecendo o papel do país asiático em setores estratégicos como agronegócio, logística portuária, energia e transporte ferroviário.

No comércio de grãos, a influência da China já é expressiva. Embora as exportações brasileiras sejam tradicionalmente intermediadas por grandes traders como Cargill, Bunge e Louis Dreyfus, a Cofco, estatal chinesa, tornou-se a segunda maior trader de grãos do mundo, atrás apenas da Cargill. Em 2024, a empresa foi responsável por transportar 6,65 milhões de toneladas da soja brasileira destinada ao mercado chinês — cerca de 9% dos embarques do ano.

Além da soja, a Cofco lidera a exportação de milho, açúcar e outros produtos agrícolas, somando 17 milhões de toneladas enviadas a dezenas de países em 2023.

Cofco amplia operações no Porto de Santos

A expansão da estatal inclui investimentos robustos em infraestrutura portuária. Depois de operar dois terminais no Porto de Santos, a Cofco inaugurou parcialmente, em março, o TEC (Terminal Exportador Cofco), conhecido tecnicamente como STS11. A operação plena está prevista para 2025.

Com o novo terminal, a capacidade da empresa no porto deve saltar de 4,5 milhões para 14 milhões de toneladas por ano, tornando o STS11 o maior terminal da Cofco fora da China. Parte desse volume será transferida de instalações terceirizadas, reduzindo custos logísticos.

A estratégia de verticalização inclui ainda a compra de 23 locomotivas e 979 vagões, numa operação de R$ 1,2 bilhão. Os trens, operados pela Rumo, devem transportar 4 milhões de toneladas de grãos e açúcar até Santos a partir de 2026.

Os investimentos recentes da China na infraestrutura brasileira

Fonte: Alvarez & Marsal

Portos e contêineres: atuação da China Merchants

A presença chinesa no sistema portuário brasileiro vai além dos granéis. No segmento de contêineres, 11% de toda movimentação nacional passa pelo TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá), controlado desde 2018 pela estatal China Merchants Port Holdings (CMPorts), maior operadora de contêineres da China e terceira maior do Brasil, com 1,6 milhão de TEUs por ano.

A empresa formalizou recentemente um acordo para investir R$ 1,5 bilhão na ampliação do terminal, ampliando sua competitividade no país.

CMPorts também avança no setor de petróleo

Outro movimento estratégico é a entrada da CMPorts no Porto do Açu (RJ) — empreendimento originalmente idealizado por Eike Batista, hoje desenvolvido pela Prumo Logística, do fundo americano EIG. Em fevereiro de 2025, a estatal chinesa assinou acordo para adquirir 70% do terminal de petróleo, responsável por 30% das exportações brasileiras da commodity. A operação ainda depende de aprovação regulatória.

Se confirmada, a CMPorts passará a gerir a logística de 21% das exportações de petróleo do Brasil, reforçando seu papel no escoamento de commodities energéticas.

China investe também em transporte de passageiros

Um dos investimentos mais simbólicos da China no Brasil envolve o transporte de pessoas. O Trem Intercidades São Paulo–Campinas, leiloado em 2024, será desenvolvido por um consórcio formado pelo Grupo Comporte (60%) e pela estatal chinesa CRRC (40%), maior fabricante de trens do mundo.

O projeto deve consumir R$ 14 bilhões, sendo R$ 2 bilhões de responsabilidade da CRRC. A inauguração está prevista para 2031.

A empresa também venceu a licitação para fabricar 44 novos trens do Metrô de São Paulo, num contrato de R$ 3,1 bilhões, utilizando a fábrica que assumiu em Araraquara (SP).

Ecossistema chinês conecta energia, logística e tecnologia

Os investimentos chineses no Brasil seguem uma lógica integrada: um ecossistema no qual diferentes estatais se complementam. No setor elétrico, a State Grid controla a CPFL, responsável por 15% da distribuição no país, enquanto a China Three Gorges (CTG) detém 3,5% da geração nacional. Ambas utilizam painéis solares chineses, que dominam 80% da produção global.

No petróleo, parte do óleo que chega ao Porto do Açu vem de petroleiras como CNOOC, CNPC e Sinopec, todas estatais chinesas que atuam no Brasil.

A estratégia reproduz um modelo já buscado por grandes conglomerados, mas em escala monumental, consolidando a China como uma força central na infraestrutura brasileira.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGENS: Wirestock/John Lamb/Getty Images

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Logística

Ministro Silvio Costa Filho reforça parcerias em logística integrada durante agenda nos Emirados Árabes

Em seu segundo dia de compromissos oficiais em Dubai, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reuniu-se nesta quarta-feira com o secretário de Infraestrutura e Transportes dos Emirados Árabes Unidos, xeique Mohammed Al Mansouri. O encontro faz parte da missão brasileira voltada ao fortalecimento da logística integrada, à ampliação da conectividade aérea e à diversificação de rotas entre os dois países, além de buscar novos investimentos para projetos de portos, aeroportos e hidrovias.

O ministro destacou que a conversa reforçou o interesse mútuo em avançar em áreas como descarbonização, inovação e modernização portuária.
“Foi uma reunião muito produtiva. Essa troca é essencial para aproximar o Brasil de tecnologias avançadas e ampliar a atração de investimentos, fortalecendo nosso trabalho para modernizar portos e corredores logísticos”, afirmou Costa Filho.

Foco em tecnologia, sustentabilidade e inovação

A agenda inclui reuniões com representantes públicos e privados dos Emirados para ampliar a cooperação técnica e aprofundar parcerias tecnológicas. A pauta também aborda temas ligados à sustentabilidade, como a descarbonização do transporte marítimo e a expansão dos biocombustíveis.

Na terça-feira (18), o ministro visitou a Dubai Airshow — uma das maiores feiras aeroespaciais do mundo, com mais de 1.500 expositores e cerca de 148 mil participantes — reforçando o diálogo sobre tendências da aviação global.

Parcerias para fortalecer a aviação brasileira

Ainda esta manhã, Costa Filho se encontrou com o CEO da Dnata, Steve Allen. A empresa, que opera em vários aeroportos brasileiros, discutiu novas possibilidades de cooperação.
“A Dnata tem um papel institucional importante no país e simboliza a confiança crescente do mercado internacional na aviação brasileira. Por determinação do presidente Lula, queremos ampliar nossa agenda internacional, que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, destacou o ministro.

Expansão da malha aérea e novos voos para o Nordeste

Em busca de ampliar a presença de voos internacionais no Brasil, o ministro também se reuniu com Tim Clark, presidente da Emirates Airlines. A companhia estuda aumentar, nos próximos anos, o número de operações no país, com atenção especial ao Nordeste.

“Tivemos uma reunião muito produtiva e estou confiante de que teremos novas operações da Emirates no Brasil. Trabalho intensamente para viabilizar um voo direto de Dubai para o Nordeste”, afirmou Costa Filho.

Com frota de cerca de 260 aeronaves da Airbus e Boeing, a Emirates opera em 148 destinos ao redor do mundo. No Brasil, mantém voos regulares para os aeroportos de São Paulo/Guarulhos e Rio de Janeiro/Galeão, além de parcerias de codeshare com Azul, Gol e Latam.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Logística

Transformação da aviação latino-americana fortalece o alinhamento estratégico da PLEX no setor

A aviação civil latino-americana deu um passo estratégico rumo a mais conectividade e segurança com a assinatura de dois novos instrumentos de cooperação internacional durante a 26ª Assembleia da Comissão Latino-Americana de Aviação Civil (CLAC), realizada no início de novembro em Punta Cana, na República Dominicana. Representado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Brasil assumiu papel de destaque no encontro, que reuniu lideranças do setor e reforçou a importância da cooperação multilateral para o desenvolvimento da aviação no continente.

Entre os avanços firmados, estão um Memorando de Entendimento entre Brasil e Colômbia com foco em cibersegurança — prevendo intercâmbio técnico, capacitação e boas práticas para proteção digital na aviação — e um Memorando multilateral voltado à liberalização dos serviços de transporte aéreo entre os países signatários. A iniciativa fortalece as políticas de Céus Abertos na região, ampliando competitividade e conectividade aérea.

A pauta da aviação mais integrada, segura e eficiente ressoa diretamente com a atuação da PLEX International Logistics, empresa americana com forte presença entre os Estados Unidos e a América Latina e referência em logística aeronáutica e soluções AOG (Aircraft on Ground). Para a companhia, a expansão da cooperação entre os países é um movimento que acompanha a transformação já em curso no setor. “Os novos acordos assinados entre os países mostram que o setor aéreo da região avança rumo a um cenário de maior conectividade, segurança e competitividade. Esses são também os pilares que movem a PLEX,” afirma Luciano Zucki, co-founder e director da empresa.

Com bases estratégicas em Miami e uma rede de parceiros em toda a América Latina, a PLEX vem consolidando sua atuação ao conectar operadores, MROs e fabricantes por meio de uma cadeia logística estruturada para atender às urgências do setor, reduzindo o tempo em solo e garantindo maior disponibilidade das aeronaves. “Na prática, nossa missão é garantir que aeronaves voltem a operar o mais rápido possível, com uma logística confiável, ágil e inteligente,” destaca Zucki.

Luciano Zucki também reforça que o novo momento da aviação regional encontra a PLEX preparada para desempenhar papel ainda mais relevante na operação entre os países latino-americanos: “A PLEX está pronta para apoiar o crescimento dessa nova aviação latino-americana — mais integrada, mais segura e mais eficiente.”

À medida que a região fortalece sua infraestrutura de governança e cooperação técnica, empresas com expertise global no setor aeronáutico passam a desempenhar função decisiva para a eficiência operacional dos parceiros e para a maturidade da aviação latino-americana — e a PLEX se posiciona no centro desse movimento.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Logística

Ferrovia de Mato Grosso avança e instala 1 km de trilhos por dia

A Ferrovia de Mato Grosso (FMT), considerada hoje a maior obra ferroviária em andamento no Brasil, segue em ritmo acelerado e já atingiu 73% de execução física. Com investimento estimado em R$ 5 bilhões e a mobilização de cerca de cinco mil trabalhadores, o projeto deve ser concluído até meados de 2026.

Executada pela Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, a obra corre contra o tempo antes da temporada de chuvas, avançando pelo interior mato-grossense com a instalação de dormentes e trilhos que já atinge a marca de até 1 km por dia.

O que muda com a nova ferrovia

A FMT funciona como um prolongamento de 743 km da Malha Norte, que atualmente recebe a produção agrícola de Mato Grosso no terminal de Rondonópolis. Hoje, caminhões percorrem até 500 km para alcançar a ferrovia, que leva as cargas até o Porto de Santos em 76 horas.

O novo traçado promete encurtar deslocamentos rodoviários, reduzir custos de frete e criar um corredor mais eficiente para o escoamento de soja, milho e farelo, fortalecendo o agronegócio brasileiro.

Segundo o secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, a economia pode chegar a 50% em trechos de mil quilômetros em comparação com o frete rodoviário.

Fase 1 deve operar em 2026

A construção, iniciada em 2022 sob modelo de autorização estadual, foi dividida em três fases.

A primeira, entre Rondonópolis e um terminal em desenvolvimento entre Dom Aquino e Campo Verde, soma 162 km e deve começar a operar no início do segundo semestre de 2026, a tempo de atender a safrinha de milho.

O novo Terminal BR-070 terá capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas por ano e atenderá uma das regiões mais promissoras para a expansão de grãos no país, o Vale do Araguaia.

As fases 2 e 3 levarão os trilhos até Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, enquanto um ramal para Cuiabá segue em estudo de engenharia.

Decisões financeiras e ritmo da obra

A Rumo ainda avalia o investimento total das próximas etapas, antes estimado entre R$ 14 bilhões e R$ 15 bilhões. O conselho da empresa deve deliberar sobre a continuidade entre dezembro e janeiro, considerando custo de capital, potencial de receitas e taxas de juros.

Mesmo com definições pendentes, a fase 1 segue avançando. Dois carregamentos com 89 mil toneladas de trilhos vindos da China chegaram recentemente ao estado, e uma fábrica de dormentes foi inaugurada em Rondonópolis para atender à ferrovia e à rede de 14 mil km da empresa.

A ponte de 460 metros sobre o Rio Vermelho, maior estrutura da etapa inicial, já recebeu seu primeiro trem.

Impacto no custo do frete

Estudos do Plano Nacional de Logística (PNL) projetam que a participação das ferrovias na matriz de transportes deve subir de 17% para 35% até 2035. Países onde o modal ferroviário é mais desenvolvido registram economia entre 30% e 40% no frete.

Mesmo assim, especialistas afirmam que a redução de custos no Brasil ainda é limitada pela falta de concorrência entre ferrovias.
“Hoje, a comparação do preço ainda é com o caminhão”, explica Edeon Vaz, diretor do Movimento Pró-Logística.

Outras ferrovias no radar

O setor aguarda avanços em dois outros grandes projetos:

  • Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste), entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), já em obras.
  • Ferrogrão, que conectará Sinop (MT) a Miritituba (PA), apoiando o escoamento pelo Arco Norte.

Para a Rumo, entretanto, a rota via Porto de Santos continuará sendo a mais competitiva para atender o mercado asiático, já que navios graneleiros não podem atravessar o Canal do Panamá.

Crescimento da demanda até 2050

Mesmo com a futura competição entre ferrovias, o governo não vê risco de demanda insuficiente. Projeções apontam que Mato Grosso deve alcançar 180 milhões de toneladas de produção por ano em 2050, garantindo carga para todos os modais em desenvolvimento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Logística

Guiana investe R$ 5 bilhões em superestrada de 500 km para ligar Brasil ao Atlântico em 48 horas

A Guiana colocou em marcha um dos maiores projetos de infraestrutura de sua história: uma superestrada de aproximadamente 500 km, com cerca de 50 pontes e investimento estimado em R$ 5 bilhões, que conectará Georgetown à fronteira com Roraima. A obra deve reduzir de 21 dias para até 48 horas o trajeto entre a Amazônia brasileira e o Oceano Atlântico, oferecendo ao Norte do Brasil uma nova alternativa logística.

Estrada e porto formam corredor estratégico
O megaprojeto avança de forma integrada à construção de um porto de águas profundas em Palmyra, previsto para atender operações industriais, transporte de gás natural e logística de exportação. Avaliado em US$ 285 milhões, o terminal deve gerar cerca de mil empregos na fase de obras.
Juntas, estrada e porto fazem parte de um pacote de investimentos apoiado pelo recente crescimento econômico guianense, impulsionado principalmente pela exploração de petróleo.

Ligação rodoviária Guiana–Brasil ganha forma
A nova rodovia ligará Georgetown a Lethem, passando por Linden, Mabura Hill e Kurupukari — rota atualmente percorrida em cerca de 15 horas, em grande parte sobre vias não pavimentadas.
No lado brasileiro, a travessia será feita pela ponte sobre o rio Tacutu, que conecta Lethem a Bonfim (RR) e à malha rodoviária de Roraima. Especialistas avaliam que a pavimentação contínua no território guianense trará maior previsibilidade ao fluxo de caminhões entre Boa Vista e Georgetown, reduzindo interrupções durante o período de chuvas.

Porto de Palmyra reduz dependência de rotas longas
Atualmente, cargas do Norte do Brasil dependem de trajetos fluviais ou precisam percorrer longas distâncias até portos do Sul e Sudeste. Com o corredor totalmente pavimentado, autoridades projetam que mercadorias possam alcançar o Atlântico em cerca de dois dias.

Quatro trechos, 50 pontes e obras complexas
O projeto foi dividido em quatro segmentos, que incluem substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto, proteção contra alagamentos e reforços estruturais.
Um dos pontos críticos é a travessia do rio Essequibo, ainda feita por balsa. O governo planeja substituí-la por uma ponte de pista dupla, considerada fundamental para assegurar o fluxo durante todo o ano.

As autoridades trabalhavam com cenários que apontam para conclusão significativa do corredor ao longo da próxima década, dependendo de licenciamento ambiental e avanços de engenharia.

Trecho Linden–Mabura Hill é o mais adiantado
A etapa de 121 km entre Linden e Mabura Hill foi contratada em 2022 com a Construtora Queiroz Galvão por cerca de US$ 190 milhões, com financiamento do Banco de Desenvolvimento do Caribe, Reino Unido e governo guianense.
O prazo mais recente indica conclusão até outubro de 2025. Paralelamente, o Ministério de Obras Públicas segue substituindo pontes entre Kurupukari e Lethem para preparar o terreno para a pavimentação final.

Integração com o Norte do Brasil e impacto comercial
A rodovia facilitará o acesso da Guiana a um mercado estimado em 20 milhões de consumidores no Norte do Brasil. Técnicos projetam que o corredor deverá beneficiar cadeias como agronegócio, alimentos processados, combustíveis e materiais de construção.
Para o Brasil, a nova rota fortalecerá a logística de estados do Arco Norte, oferecendo uma alternativa terrestre rápida ao mar.

Crescimento explosivo impulsiona investimentos
A Guiana vive um dos ciclos econômicos mais acelerados do mundo. Desde 2020, o PIB avança em ritmo recorde graças à exploração petrolífera no bloco Stabroek.
Em 2024, o país registrou crescimento de 43,6%, segundo dados oficiais. Estimativas apontam entre 11 bilhões e 18,7 bilhões de barris equivalentes em reservas na bacia offshore, estimulando investimentos robustos em infraestrutura e qualificação profissional.

Estratégia territorial e segurança no interior
Além dos ganhos logísticos, o corredor tem peso estratégico. A ligação mais rápida com o Essequibo — região administrada pela Guiana, mas reivindicada pela Venezuela — facilitará deslocamentos de equipes governamentais, fiscalização ambiental e presença do Estado em áreas remotas.

Desafios técnicos e gargalos ambientais
Com custo aproximado de US$ 1 bilhão, o projeto depende de estudos ambientais, análises de solo e soluções para áreas sujeitas a enchentes. A ponte que substituirá a balsa de Kurupukari é considerada um dos maiores desafios de engenharia.

Impacto esperado: Amazônia ao Atlântico em 48 horas
Para empresas de Roraima e estados vizinhos, a conclusão do corredor rodoviário e a operação do porto de Palmyra podem redefinir rotas de exportação.
Com estradas pavimentadas, novas pontes e porto de águas profundas, cargas poderão sair de Boa Vista, cruzar a Guiana e chegar ao Atlântico em cerca de 48 horas, abrindo espaço para uma reorganização completa da logística regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
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Logística, Transporte

Santa Catarina acelera modernização ferroviária após contratar consultoria especializada

O governo de Santa Catarina deu um novo passo para acelerar a virada ferroviária no estado ao contratar a Fundação Escola de Governo para atuar na elaboração e orientação técnica dos projetos que irão atualizar o sistema ferroviário catarinense. O contrato, publicado no Diário Oficial na terça-feira (11), tem valor de R$ 203.657,15 e será executado em apoio à Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).

Consultoria auxiliará decisões estratégicas
A instituição vai oferecer suporte técnico, participar de grupos de trabalho, colaborar na construção de planos estaduais e atuar em reuniões estratégicas. O objetivo é reforçar a capacidade da SPAF em um momento em que o estado discute temas complexos envolvendo os três modais de transporte.

Sistema Ferroviário do Estado redefine gestão e expansão
Os projetos integram o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE), criado por lei aprovada em julho pela Assembleia Legislativa. A normativa dá mais autonomia ao governo catarinense sobre os trechos existentes e abre caminho para ampliar a malha ferroviária.
A Lei 0474/2025 organiza diretrizes para o transporte ferroviário de cargas e passageiros, define o uso da infraestrutura e estabelece tipos de outorga para exploração dos serviços.

Prioridade na agenda de infraestrutura
Com o SFE, o governo estadual busca fortalecer o modal ferroviário e ampliar a integração entre o Sul, o Centro-Oeste e a malha nacional. Hoje, Santa Catarina conta com duas ferrovias em operação — ambas sob gestão federal — mas a expectativa é que o novo sistema estadual permita maior protagonismo local. As linhas atuais são:
Malha Sul, com 210 km entre Mafra e São Francisco do Sul, dedicada ao transporte de grãos;
Ferrovia Tereza Cristina, com 168 km entre Imbituba e Siderópolis, voltada ao transporte de carvão mineral e contêineres.

A SPAF afirma que o tema é tratado como prioritário, apesar do quadro reduzido de funcionários e da complexidade dos projetos em andamento. O estado segue em negociação com o governo federal sobre o futuro da Malha Sul.

Novas ferrovias em desenvolvimento
Dois grandes projetos estão em fase de elaboração em Santa Catarina:
• A ampliação da Malha Sul, com mais 62 km entre Chapecó e Correia Pinto;
• A linha que conectará os portos de Navegantes e Araquari, ligada à ferrovia federal já 70% concluída e considerada estratégica para elevar a competitividade econômica do estado.

Além desses, o governo pretende avançar em mais dois trechos previstos no planejamento do SFE:
Linha azul, conectando os portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco, com possibilidade de inclusão de Itapoá;
Linha amarela, ligando a Ferrovia Tereza Cristina ao município de Aurora, importante polo agrícola.

FONTE: ND+
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IMAGEM: Divulgação/Ferrovia Tereza Cristina

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