Internacional, Mercado Internacional, Tributação

AGORA: Tribunal dos EUA aceita recurso de Trump e restabelece tarifaço

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos suspendeu uma liminar e restabeleceu nesta quinta-feira, 29, o tarifaço do presidente Donald Trump, que havia sido bloqueado pela Justiça na quarta-feira.

Trump impôs tarifas duras a boa parte dos países do mundo, gerando uma turbulência nos mercados globais. As taxações mais altas foram impostas inicialmente a China, México e Canadá. Entre recuos e negociações, o presidente americano reduziu alíquotas. As tarifas dos EUA à China, que eram de 145%, por exemplo, foram reduzidas a 30%. Já as da China aos EUA, que eram de 125%, foram a 10%.

A decisão de bloqueio foi emitida na quarta-feira por três juízes do Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York, e atendia a uma série de processos que acusam Trump de ferir os limites constitucionais da presidência.

Pelo menos sete processos questionam a legalidade das tarifas. Normalmente, para imposição de tarifas, é preciso que o Congresso americano aprove, o que não vem ocorrendo neste caso. O presidente tem usado a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, para impor as tarifas.

Os processos argumentam que a lei não autoriza o uso de tarifas como medida emergencial e que o déficit comercial que os Estados Unidos têm com os países não é uma “ameaça” que justifique a aplicação da legislação.

Fonte: Veja

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Exportação, Internacional, Negócios

Argentina está prestes a fechar acordo para exportação de miúdos bovinos à China

Autoridades chinesas têm visita marcada ao país sul-americano em 8 de junho de 2025 para novas rodadas de diálogo, segundo informações da Reuters

A Argentina está cada vez mais próxima de fechar um acordo com a China que permitirá a exportação de subprodutos de carne bovina ao país asiático, conforme revelou uma reportagem da agência Reuters, enviada de Pequim.

Fontes com conhecimento direto das negociações relataram que os dois países estão em fase final de acertos técnicos, com o governo chinês mostrando pressa em diversificar suas fontes de importação alimentar em meio a um cenário global incerto.

Segundo Georges Breitschmitt, presidente do Instituto de Promoção da Carne Bovina da Argentina (IPCVA), a conclusão das negociações parece iminente. “Estamos nos aproximando do encerramento das conversas entre os dois governos. Restam apenas ajustes técnicos específicos”, afirmou ele em entrevista concedida à Reuters durante visita à capital chinesa.

Breitschmitt destacou ainda que o ritmo das conversas se intensificou, embora não haja uma data oficial definida para a assinatura do acordo. Uma segunda fonte consultada pela agência também indicou que a conclusão deve ocorrer “muito em breve”.

Conforme apurou a Reuters, autoridades chinesas têm visita marcada à Argentina no próximo dia 8 de junho para dar continuidade às discussões técnicas e avançar rumo à formalização do pacto.

Esse movimento acontece em um momento estratégico, com a China ampliando seus canais de fornecimento agrícola diante das tensões comerciais persistentes com os Estados Unidos. Buenos Aires e Brasília despontam como parceiros relevantes nesse novo arranjo comercial impulsionado por Pequim.

Atualmente, a China já representa o principal destino da carne bovina argentina, absorvendo cerca de dois terços das exportações do setor, que somam aproximadamente 30% da produção total do país. No entanto, quando se trata de subprodutos — como miúdos, peles e ossos — o fluxo comercial segue outra lógica, com maior presença em mercados diversos e consumo doméstico reduzido.

A reportagem da Reuters observou que nem as autoridades chinesas nem a embaixada argentina em Pequim responderam aos pedidos de comentário sobre o tema. A agência também informou que tentativas de contato por telefone não foram atendidas.

Fonte: Compre Rural

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Internacional, Logística

China planeja levar o mar para suas cidades do interior com mega construções

China tem estado na vanguarda das mega construções nos últimos anos, destacando-se por projetos que buscam conectar vastas regiões do país. Um dos mais recentes e ambiciosos é o Canal de Pinglu, uma obra que promete transformar o transporte de mercadorias no sul da China. Este canal, localizado na região de Guangxi, conectará o rio Yu com o Golfo de Tonkin, reduzindo significativamente a distância de transporte por estrada.

O Canal de Pinglu é um componente chave na estratégia da China para fortalecer sua posição no mercado global. Espera-se que este canal, cuja construção começou em 2023, esteja operacional em dezembro de 2026. Com um custo estimado de 9,3 bilhões de euros, o projeto é uma demonstração do compromisso da China com a infraestrutura de transporte e seu desejo de melhorar a eficiência logística.

O que faz do canal de Pinglu uma obra colossal?

O Canal de Pinglu é o primeiro grande canal construído na China desde a fundação da República Popular. Com uma extensão de 134 quilômetros, seu design permite a passagem de navios de até 5.000 toneladas de porte bruto. As eclusas, que medem 300 metros de comprimento e 34 de largura, estão projetadas para superar desníveis de até 65 metros, permitindo um trânsito rápido e eficiente.

A construção do canal implica a adequação de rios existentes e a escavação de novos trechos, o que exigiu o movimento de mais de 50 milhões de metros cúbicos de material. Prevê-se que a escavação total alcance os 339 milhões de metros cúbicos, um volume que supera o da barragem das Três Gargantas.

Impacto ambiental e controvérsias: quais são os desafios?

O desenvolvimento do Canal de Pinglu não está isento de controvérsias, especialmente em termos ambientais. A construção próxima a manguezais e outras áreas sensíveis gerou preocupações sobre o impacto nos ecossistemas locais. As autoridades chinesas prometeram medidas para mitigar esses efeitos, mas as críticas persistem.

A despeito desses desafios, o canal é visto como uma peça fundamental na estratégia da China para expandir sua influência comercial. Ao facilitar o transporte de mercadorias do interior para os portos marítimos, o canal faz parte da Nova Rota da Seda, um projeto ambicioso que busca conectar ÁsiaÁfrica e Europa.

Quais são os benefícios econômicos e o futuro do canal de Pinglu?

Além de melhorar a conectividade comercial, o Canal de Pinglu promete reduzir os custos de transporte na China. Estima-se que o uso de barcos, em vez de caminhões ou trens, possa economizar até 725 milhões de dólares anuais. Também se espera que o canal ajude a descongestionar o tráfego nas áreas industriais do país.

Para além do transporte, o canal pode melhorar a gestão da água para irrigação e servir como medida preventiva contra inundações. Esses benefícios adicionais reforçam a importância do projeto no contexto do desenvolvimento sustentável e da urbanização na China.

Como o canal de Pinglu se situa no contexto geopolítico?

O Canal de Pinglu é apenas uma parte da estratégia mais ampla da China para aumentar sua influência global. O país está desenvolvendo outros corredores internacionais, como o de Kra na Tailândia, e canais interiores que facilitam o comércio e reduzem a poluição causada pelo transporte rodoviário.

Esses projetos refletem a ambição da China de se consolidar como um ator chave no comércio internacional, utilizando a infraestrutura como ferramenta para fortalecer sua posição no mercado global e na política internacional.

Fonte: Terra Brasil

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Comércio, Internacional, Tributação

A tarifa antidumping do PVC oriundo dos EUA passa para 43,7%

O Brasil aprovou ontem planos para aumentar as taxas antidumping sobre importações de cloreto de polivinila (PVC) dos EUA de 8,2% para 43,7%.

É uma das maiores tarifas do Brasil. O forte aumento nos impostos foi adotado após uma proposta apresentada em 2024 pela Braskem e pela Unipar, as principais produtoras de PVC do Brasil.

O governo brasileiro também está investigando o potencial de dumping de polietileno (PE) dos EUA, uma proposta apresentada pela Braskem.

Também está avaliando o potencial dumping de tereftalato de polietileno (PET) da Malásia e do Vietnã, seguindo propostas da Indorama e da Alpek.

Fonte: MDIC – Governo Federal

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Internacional, Mercado Internacional, Notícias

Justiça dos Estados Unidos bloqueia tarifaço de Trump

Decisão foi proferida por um colegiado de três juízes do Tribunal de Comércio Internacional, sediado em Nova York. Para os magistrados, presidente excedeu sua autoridade. A Casa Branca recorreu da decisão.

Um tribunal de comércio dos Estados Unidos bloqueou nesta quarta-feira (28) as tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente Donald Trump. A medida tem efeito sobre o chamado “Dia da Libertação”, anunciado no início de abril. A Casa Branca informou que recorreu da decisão.

O bloqueio foi determinado por um colegiado de três juízes do Tribunal de Comércio Internacional, com sede em Nova York. Diversas ações judiciais argumentam que Trump sujeitou a política comercial dos EUA “aos seus caprichos” e, assim, “desencadeou um caos econômico”.

Na decisão, os magistrados afirmam que o presidente excedeu sua autoridade ao impor, com base em uma lei de poderes emergenciais, taxas generalizadas sobre produtos importados de diversos países.

“As Ordens Tarifárias Mundiais e Retaliatórias excedem qualquer autoridade concedida ao Presidente pela IEEPA para regular importações por meio de tarifas”, escreveu o tribunal, referindo-se à Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência de 1977 (IEEPA, na sigla em inglês).

O caso abre caminho para uma disputa judicial que pode chegar à Suprema Corte do país.

O presidente norte-americano revelou seu tarifaço no dia 2 de abril. A medida, de alcance global, estabeleceu taxas de 10% a 50% sobre a importação de itens de mais de 180 países.

A Ásia foi o continente que recebeu as maiores tarifas. A alíquota anunciada por Trump para a China, por exemplo, foi de 34% — somando-se a taxas já em vigor contra o país. A decisão desencadeou uma forte escalada da comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O “Dia da Libertação” também atingiu o Brasil. O republicano anunciou a cobrança de 10% sobre a importação de produtos brasileiros, enquadrando o país na faixa mínima de seu tarifaço.

Ainda no início de abril, Trump anunciou uma “pausa” de 90 dias nas tarifas recíprocas. Na prática, ele manteve em 10% as taxas de importação contra todos os países — exceto a China, que permaneceu com alíquota elevada. A previsão é que o tarifaço seja retomado integralmente em 8 de julho.

Contestações na Justiça

Pelo menos sete ações judiciais contestam o tarifaço de Trump — medida considerada o principal pilar de sua política comercial.

Uma delas foi movida por um grupo de pequenas empresas, incluindo a importadora de vinhos V.O.S. Selections. O proprietário da empresa alega, por exemplo, que as tarifas podem levar seus negócios à falência. Além disso, 12 estados americanos moveram ações, liderados por Oregon.

“A decisão [desta quarta] reafirma que nossas leis importam e que decisões comerciais não podem ser tomadas ao sabor dos caprichos do presidente”, disse o procurador-geral do estado, Dan Rayfield.

Apesar de as tarifas precisarem de aprovação pelo Congresso, Trump alega ter poder para agir sozinho.

O presidente argumenta que o déficit da balança comercial dos EUA — ou seja, gastos maiores com importações do que ganhos com exportações — representa uma emergência nacional. A justificativa é questionada nos tribunais.

Os autores das ações afirmam que a lei de poderes emergenciais não autoriza o uso de tarifas e, mesmo que autorizasse, o déficit comercial não atende aos requisitos legais.

Segundo as peças, uma emergência só pode ser declarada diante de uma “ameaça incomum e extraordinária”.

Por outro lado, o governo argumenta que a Justiça aprovou o uso emergencial de tarifas pelo ex-presidente Richard Nixon, em 1971. Diz também que apenas o Congresso — e não o Judiciário — pode determinar se a justificativa do presidente para declarar uma emergência está de acordo com a lei.

Medidas anteriores e impacto nos mercados

A imposição de tarifas a mais de 180 países faz parte da estratégia de Trump para barganhar acordos políticos e reverter os grandes e persistentes déficits comerciais dos EUA. Há 49 anos consecutivos o país acumula um déficit comercial com o resto do mundo.

No início deste mandato, Trump já havia imposto tarifas sobre importações do Canadá, China e México. A estratégia foi usada, entre outros motivos, para conter o fluxo ilegal de imigrantes e de opioides sintéticos na fronteira americana.

Nos últimos meses, Trump também aplicou tarifas sobre setores específicos, como o de automóveis, aço e alumínio. Sobrou inclusive para a indústria cinematográfica: neste mês, o republicano anunciou uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora dos EUA e enviados ao país.

Os primeiros sinais da guerra tarifária do presidente norte-americano foram o suficiente para impactar os mercados financeiros. Foi o “Dia da Libertação”, no entanto, o responsável pelo maior abalo aos mercados globais.

Após o tarifaço, bolsas de valores derreteram ao redor do mundo. Muitos economistas passaram a temer um cenário de recessão na economia americana, especialmente diante da escalada de tarifas entre EUA e China — que chegaram a 145% e 125%, respectivamente.

Em 12 de maio, porém, os temores diminuíram, após os dois países chegarem a um acordo com redução das taxas recíprocas por 90 dias.

Fonte: G1

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Inovação, Internacional

Ciser apresenta inovações em evento na China

Indústria de Joinville montou estande na Shanghai Fastener Show 2025, que recebeu 42 mil visitantes

Buscando ampliação no mercado internacional, a Ciser, de Joinville, montou estande na Shanghai Fastener Show 2025, na China. A empresa apresentou suas principais linhas para os segmentos de agroindústria, construção civil, construção a seco, automotivo, eletrônicos e aplicações diversas.

O grande diferencial da participação deste ano esteve na linha de produtos com revestimento exclusivo NANO, que oferecem maior durabilidade, resistência à corrosão e desempenho técnico superior — ideais para condições operacionais desafiadoras.

“A Shanghai Fastener Show é uma vitrine global para a indústria de fixadores. Esta ação reforça a estratégia da Ciser de ampliar sua presença nos mercados asiático e internacional, levando a nossa qualidade para um público global”, afirma Regis Barcellos Jacobsen, gerente de Negócios Internacionais da Ciser.

Com mais de 40 mil metros quadrados de exposição, a edição de 2025 da feira reuniu aproximadamente 42 mil visitantes profissionais e grandes atores da cadeia de fixadores entre 22 e 24 de maio, oferecendo oportunidades de networking, negócios e atualização tecnológica.

Sobre a Ciser

Fundada em 1959, a Ciser conta hoje com mais de 2 mil colaboradores em suas unidades localizadas em Joinville e Araquari (SC), Sarzedo (MG), no Peru e na China. A empresa exporta para 25 países, e seus produtos são utilizados nos setores de agronegócio, automotivo, energia, indústria moveleira, metalomecânico, construção civil, linhas branca e marrom, linha amarela, eletrônica e varejo da construção civil.

Fonte: FIESC

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Fazer negócios na China está ficando mais difícil, mas suas exportações são difíceis de resistir

Empresas europeias que operam na China dizem que o mercado se tornou cada vez mais desafiador devido à fraca demanda econômica e às regras governamentais pouco transparentes para os negócios.

Empresas europeias, muitas das quais operam na China há décadas, estão achando cada vez mais difícil fazer negócios no país — mais um sinal de como a economia doméstica enfraquecida da China e suas regulamentações opacas estão pondo à prova até mesmo os laços empresariais multinacionais de longa data.

Montadoras europeias têm perdido rapidamente participação de mercado e enfrentam diversas dificuldades políticas. Em dezembro do ano passado, a Volkswagen concordou em vender sua fábrica na região de Xinjiang, no noroeste da China, onde Pequim tem reprimido grupos étnicos muçulmanos. Empresas europeias dos setores farmacêutico e de equipamentos de imagem médica têm sido excluídas de grande parte do sistema de saúde estatal.

Uma ampla pesquisa anual divulgada nesta quarta-feira pela Câmara de Comércio Europeia na China revelou que quase três quartos das empresas afirmaram estar mais difícil operar no país. Este foi o quarto ano consecutivo em que a pesquisa apontou um aumento no pessimismo corporativo.

A proporção de empresas europeias que planejam expandir suas operações na China também caiu para um nível recorde, com apenas 38% afirmando que pretendem fazê-lo este ano. O investimento europeu tem sido fundamental para levar tecnologia ocidental à China e para levar produtos chineses aos mercados globais.

A câmara, que há 25 anos avalia os desafios enfrentados por empresas na China, representa os interesses de cerca de 1.700 companhias — desde gigantes industriais como a VW até pequenos negócios com poucos funcionários que integram cadeias de suprimentos globais.

A pesquisa da câmara também revelou uma tendência um tanto contraditória que pode representar um problema para a tentativa do presidente Trump de proteger a indústria americana das exportações chinesas por meio de tarifas. Mesmo enquanto reduzem seus próprios investimentos na China, algumas empresas europeias estão comprando cada vez mais componentes de empresas chinesas. Isso torna suas cadeias de suprimento ainda mais dependentes da China.

A China retaliou às tarifas de Trump impondo suas próprias tarifas sobre produtos americanos. Isso levou empresas europeias que atuam na China a buscarem substitutos chineses para os poucos componentes que ainda compravam dos Estados Unidos, segundo Jens Eskelund, presidente da câmara.

A ampla queda nos preços na China fez com que os componentes chineses se tornassem um negócio bom demais para muitas empresas europeias deixarem passar. O recente enfraquecimento da moeda chinesa em relação ao euro tornou esses componentes ainda mais atrativos.

“O único lugar onde elas realmente conseguem componentes melhores por um preço mais baixo do que em qualquer outro lugar do mundo é aqui na China,” disse Eskelund.

Não apenas os Estados Unidos, mas também a União Europeia e outros países impuseram tarifas recentemente em resposta ao aumento vertiginoso das exportações de produtos manufaturados da China e à fraca demanda por importações. Empresas europeias que exportam da China para outros mercados há muito temiam possíveis barreiras comerciais, mas algumas ainda foram pegas de surpresa.

“O medo virou pesadelo para muitos neste momento”, disse Klaus Zenkel, empresário em Shenzhen e membro da filial sul da Câmara Europeia.

Segundo Zenkel, algumas empresas estabeleceram operações temporárias de montagem em outros países para driblar as tarifas americanas. Elas alugam armazéns em locais como Taiwan, realizam a montagem final dos componentes chineses nesses espaços e, em seguida, enviam os produtos acabados para os Estados Unidos com declarações alfandegárias que não indicam mais que as mercadorias vêm da China.

A administração Trump está tentando reduzir essas remessas indiretas da China. Trump ameaçou impor tarifas elevadas contra países que mantêm grandes superávits comerciais com os Estados Unidos.

Segundo a pesquisa da Câmara Europeia, uma categoria de condições de negócios melhorou consideravelmente na China no último ano.

A parcela de empresas europeias preocupadas com o aumento dos salários caiu drasticamente nos últimos anos, e os custos trabalhistas agora estão entre as menores preocupações. Os salários vinham subindo junto com os preços dos imóveis na China. Mas essa bolha estourou em 2021, provocando uma queda na construção civil que eliminou muitos empregos.

Consequentemente, os salários estagnaram ou até caíram, o que contribuiu para uma demanda fraca na China por produtos que vão desde cosméticos importados até diárias de hotel — resultando em preços amplamente baixos, um fenômeno potencialmente perigoso conhecido como deflação.

“Com ampla margem, é a desaceleração econômica da China que é vista como tendo o maior impacto”, afirmou Eskelund.

Fonte: The New York Times



















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Comércio Exterior, Economia, Importação, Internacional, Mercado Internacional, Navegação, Notícias, Oportunidade de Mercado, Trânsito

Itajaí terá alterações no trânsito com a chegada de navio da BYD com 6 mil veículos

Montadora chinesa desembarca carros antes da mudança da alíquota

O Porto de Itajaí recebe, nesta quarta-feira (28), a escala inédita do BYD Shenzhen, maior navio automotivo do mundo. A embarcação chinesa chega ao litoral catarinense carregada com mais de seis mil veículos elétricos da montadora BYD, movimentando uma operação logística especial para o desembarque dos automóveis.

A chegada do cargueiro reforça a importância estratégica de Itajaí na rota de importação de veículos e acontece em um momento decisivo para o setor. A partir de julho, novas alíquotas do Imposto de Importação para veículos eletrificados entram em vigor no Brasil. A taxa para modelos 100% elétricos (BEV) subirá para 25% e alcançará 35% em 2026, igualando-se aos modelos a combustão.

Operação de desembarque altera trânsito em Itajaí

Para viabilizar o transporte dos veículos do porto até os pátios de armazenamento, a Coordenadoria de Trânsito de Itajaí  (Codetran) montou uma operação especial. O objetivo é garantir a segurança e minimizar os impactos no tráfego durante o intenso fluxo de caminhões que circulará pela cidade.

A operação começa às 12h desta quarta-feira (28) com o bloqueio da Rua Benjamin Franklin Pereira, entre a Rua Caninana e a Rua Blumenau, trajeto por onde os veículos serão transportados. A previsão é que a movimentação se estenda, portanto, até o próximo sábado (31).

A rota dos caminhões foi planejada em parceria com o Porto de Itajaí para otimizar o tráfego e reduzir transtornos. Além disso, agentes de trânsito atuarão em pontos estratégicos para orientar motoristas e manter a fluidez no trânsito.

Confira os pontos de atuação da Codetran:

  • Portão do Porto de Itajaí (Rua Hélio Douat): Controle da saída dos caminhões, que seguirão à esquerda pela Rua Blumenau.
  • Final da Rua Caninana: Agentes coordenarão o acesso dos caminhões à Rua Izabel Fabeni e, posteriormente, à Rua Benjamin Franklin Pereira.
  • Cruzamento da Rua Blumenau com a Rua Benjamin Franklin Pereira: Equipes orientarão o fluxo de veículos e caminhões no local de maior movimentação.

A população deve buscar rotas alternativas e respeitar as sinalizações e orientações dos agentes, especialmente nos horários de pico.

Navio BYD Shenzhen encerra viagem inaugural no Brasil

O BYD Shenzhen partiu no fim de abril do porto de Taicang, na província chinesa de Jiangsu, e encerra sua primeira viagem internacional com a escala em Itajaí. Com 219,9 metros de comprimento, 37,7 metros de largura e capacidade para transportar até 9.200 veículos distribuídos em 16 conveses. O cargueiro, dessa forma, impressiona pelo porte.

Equipado com um sistema de propulsão dual – que utiliza gás natural liquefeito (GNL) e combustível convencional –, o navio atinge velocidade de até 18,5 nós (aproximadamente 34 km/h). Entregue oficialmente à montadora chinesa em 22 de abril de 2025, o Shenzhen integra a frota RoRo (roll-on/roll-off) da BYD, que já opera, ainda assim, com as embarcações Explorer No.1, Changzhou e Hefei.

Em breve o RêConectaNews estará apresentando material COMPLETO sobra a chegada desta operação logística em Santa Catarina.

Fonte: Diário da Cidade

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Agronegócio, Comércio Exterior, Internacional

Exporta Mais Brasil traz compradores internacionais do setor de máquinas e equipamentos agrícolas para o Rio Grande do Sul

Programa da ApexBrasil promove a participação de empresas brasileiras em rodadas de negócios presenciais com compradores internacionais qualificados 

Estão abertas, até o dia 10/6, as inscrições para o Programa Exporta Mais Brasil – Edição Máquinas Agrícolas, previsto para acontecer entre os dias 2 e 4/9 de 2025, em Esteio, no Rio Grande do Sul, no âmbito da feira Expointer. A iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), é voltada para empresas brasileiras produtoras e/ou exportadoras do setor de máquinas e equipamentos agrícolas e visa facilitar negócios entre o mercado brasileiro e compradores internacionais. As inscrições são gratuitas, totalizando 20 vagas, com seleção baseada em critérios objetivos. 

Inscreva-se

Por meio de parceria com o Sebrae, 10 micro e pequenas empresas do segmento poderão ser  beneficiadas com ajuda de custo com passagens nacionais para estar no evento, quando não forem do estado em que acontece a rodada. Além do Sebrae, essa edição do Exporta Mais Brasil também contará com a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e do Material Elétrico de Rio do Sul (Simmers) também oferecerão apoio ao evento.

Quanto aos serviços oferecidos, todas as empresas selecionadas terão acesso gratuito a  serviços como: matchmaking (agendamento de reuniões de negócios presenciais com compradores internacionais, de acordo com a compatibilidade de perfil/ interesses dos compradores); atividades de preparação para a participação, com trilha de aprendizagem sobre exportação, na forma de webinars e/ou outros treinamentos; acesso à plataforma Buy Brazil, site que conecta as empresas brasileiras aos compradores internacionais e é exclusivo para empresas participantes das ações de promoção comercial da ApexBrasil; apoio de tradutores durante as rodadas de negócios, conforme disponibilidade local; e acompanhamento de equipe da ApexBrasil durante o evento. Para saber mais sobre os serviços oferecidos e mais informações sobre a ação, acesse o regulamento completo aqui.

Durante o processo de seleção das empresas, serão priorizadas aquelas que concluíram o atendimento no Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), ainda não são exportadoras ou estão no início do processo de internacionalização, possuem mulheres e/ou pessoas pretas ou pardas em posições de liderança estratégica ou são localizadas no Norte, Nordeste ou no Distrito Federal.

Esta edição integra o escopo do Programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), da ApexBrasil, que adota mecanismos adicionais de inclusão, como pontuação extra ou reserva de vagas, com o objetivo de ampliar a participação de empresas lideradas por mulheres na base exportadora brasileira.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Liderado pela ApexBrasil, o programa Exporta Mais Brasil tem o objetivo de conectar o comércio exterior a empreendedores de todo o país, buscando uma aproximação ativa com todas as regiões brasileiras para potencializar suas exportações. Por meio do programa, empresas de diferentes setores produtivos realizam reuniões com compradores internacionais, que vêm ao Brasil em busca de produtos e serviços ligados a setores específicos. Desde o lançamento, em 2023, o Exporta Mais Brasil completou 28 rodadas pelo país dedicadas a diferentes setores produtivos. Foram cerca de seis mil reuniões de negócios entre mais de 878 empresas brasileiras e mais de 305 compradores internacionais de 65 países com uma expectativa de geração de negócios que ultrapassou  a marca de meio milhão de reais – totalizando R$ 553 milhões em negócios gerados entre 2023 e 2024.

SERVIÇO

Data: 02 a 04 de setembro de 2025

Local: Esteio – no Rio Grande do Sul

Inscrições: até 10 de junho de 2025 – acesse aqui.

Regulamento completo: Acesse aqui

Fonte: ApexBrasil

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Internacional, Mercado Internacional

Nova regra da UE abre caminho mais fácil para brasileiros mudarem de país dentro do bloco

A União Europeia aprovou a Diretiva 2024/1233, que cria um processo único para imigrantes solicitarem permissão de residência e trabalho, decisão sai em até 90 dias, a regra entra em vigor em 2026 e vale para todos os países do bloco, menos Irlanda e Dinamarca.

A nova regra aprovada pela União Europeia pode ser uma virada para brasileiros: a partir de 2026, quem já tem residência em um país europeu poderá pedir mais facilmente autorização para trabalhar em outro, com decisão mais rápida, de até 90 dias.

Hoje, brasileiros que vivem legalmente em um país da UE precisam enfrentar um novo processo ao mudar de país, mas essa diretiva promete agilizar o caminho.

Mesmo com autonomia local para alguns critérios, todos os países (menos Irlanda e Dinamarca) terão que seguir as novas diretrizes.

O objetivo é facilitar a circulação de imigrantes já regularizados, criando mais oportunidades no mercado europeu.

Você acha que essa mudança vai mesmo abrir mais portas para brasileiros que já vivem na Europa? 

Fonte: Diário do Brasil

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