Internacional, Investimento

Fábrica chinesa investe R$ 6,2 bilhões no Paraná

XBRI Pneus deverá produzir até 14,6 milhões de pneus por ano

Vem aí uma megafábrica de pneus com DNA chinês e escala global no Brasil. A marca XBRI Pneus, ligada à gigante Sunset Tires Corporation, confirmou a construção de uma unidade em Ponta Grossa, no Paraná, com investimento de R$ 6,2 bilhões.

Com início das obras previsto para o último trimestre deste ano, a planta nasce como um dos maiores projetos industriais da década no país, e já carrega um reforço de peso: uma parceria oficial com a Linglong Tires, uma das maiores fabricantes de pneus do mundo.

🚛 Produção gigante, impacto imediato

O novo complexo vai ocupar 1,25 milhão de m² e terá capacidade para fabricar 12 milhões de pneus para carros, 2,4 milhões para caminhões e ônibus, e 200 mil para uso agrícola e industrial por ano.

🚛 Produção gigante, impacto imediato

O novo complexo vai ocupar 1,25 milhão de m² e terá capacidade para fabricar 12 milhões de pneus para carros, 2,4 milhões para caminhões e ônibus, e 200 mil para uso agrícola e industrial por ano.

Fonte: Diarinho

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Internacional, Mercado Internacional

Tarifas de Trump: Qual é a Atual Situação da Guerra Comercial?

Na sexta-feira, o presidente Trump ameaçou, e depois suspendeu, tarifas mais altas sobre produtos da União Europeia. Ele também mirou na Apple.

Desde que reassumiu o cargo, o presidente Trump anunciou uma série de tarifas com o objetivo de reestruturar a economia global. As medidas comerciais foram implementadas de forma irregular, causando grandes oscilações nos mercados e novas tensões com alguns dos parceiros comerciais mais próximos dos Estados Unidos. Economistas alertaram que essas ações podem levar a uma recessão econômica que prejudicaria os consumidores.

Qual é a novidade?
Em abril, Trump anunciou suas tarifas mais severas até agora contra dezenas de parceiros comerciais dos EUA, mas as reverteu abruptamente por 90 dias para todos os países, exceto a China, a fim de dar tempo para negociações. Em 12 de maio, ele pausou temporariamente as tarifas contra a China. Na sexta-feira, ele pareceu retomar sua guerra comercial global ao ameaçar tarifas mais altas contra a União Europeia; no domingo, voltou atrás.

União Europeia:
No domingo, Trump afirmou que adiaria uma tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia até 9 de julho. Poucos dias antes, ele havia dito que as discussões com a UE estavam “sem progresso” e que tarifas pesadas entrariam em vigor em uma semana. A mudança de postura ocorreu após uma ligação com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, que disse que as negociações comerciais avançariam “de forma rápida e decisiva”.

Apple:
Trump também mirou no CEO da Apple, Tim Cook, na sexta-feira. Ele afirmou ter dito a Cook que esperava que os iPhones vendidos nos EUA fossem “fabricados e montados nos Estados Unidos, não na Índia ou em qualquer outro lugar”, ou então enfrentariam uma tarifa de 25%.

China:
Em 12 de maio, os Estados Unidos e a China anunciaram que haviam chegado a um acordo para reduzir as tarifas impostas entre si por 90 dias enquanto tentam negociar um acordo comercial.
O anúncio foi feito após um fim de semana de negociações de alto nível entre autoridades dos dois países na Suíça.

Muitas importações chinesas que entravam nos Estados Unidos estavam sujeitas a uma tarifa de pelo menos 145% — essencialmente um imposto equivalente a uma vez e meia o valor do próprio produto. Agora, essa tarifa será de 30%. Por sua vez, a China concordou em reduzir as tarifas que havia imposto sobre importações dos Estados Unidos para 10%, ante os 125% anteriores.

Separadamente, Trump eliminou uma exceção antiga que permitia que muitos produtos relativamente baratos da China entrassem no país sem tarifas. Essas importações agora enfrentam uma tarifa de 54% ou uma taxa fixa de 100 dólares.

Reino Unido:
No mês passado, Trump impôs ao Reino Unido a mesma tarifa de 10% que aplicou a outros países. Carros enviados do Reino Unido para os Estados Unidos enfrentam uma tarifa de 27,5%, e o aço britânico está sujeito a uma tarifa de importação de 25%.

No início de maio, Trump revelou um acordo preliminar com o Reino Unido que reduziria essas tarifas. Pelos termos do acordo, o Reino Unido poderia enviar até 100.000 veículos aos Estados Unidos com uma tarifa de 10%, e as tarifas americanas sobre o aço britânico seriam eliminadas.

A tarifa de 10% aplicada a todas as exportações britânicas permaneceria em vigor, embora o governo britânico tenha afirmado que continua pressionando para reduzi-la.

Embora o Reino Unido não seja um dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, Trump declarou que esse acordo seria o primeiro de muitos. Autoridades americanas também estão negociando com Índia, Israel, Japão, Coreia do Sul e Vietnã, entre outros parceiros comerciais.

Por que Trump está usando tarifas?
Do ponto de vista de Trump, qualquer déficit comercial — a diferença entre o valor dos bens que os Estados Unidos importam de um país e o que exportam para ele — é prejudicial. Ele há muito tempo descreve os déficits bilaterais como exemplos de os Estados Unidos estarem sendo “explorados” ou “subsidiando” outros países.

O presidente e seus assessores afirmam que o objetivo das tarifas é torná-las tão dolorosas que forcem as empresas a produzir seus produtos nos Estados Unidos. Eles argumentam que isso criaria mais empregos no país e aumentaria os salários.

Mas Trump também tem descrito as tarifas como uma ferramenta de múltiplos usos, alegando que elas forçarão Canadá, México e China a combater o fluxo de drogas e imigrantes para os EUA. O presidente ainda afirma que as tarifas vão gerar enormes receitas para o governo, que poderiam ser usadas para financiar cortes de impostos internos.

Economistas, no entanto, dizem que as tarifas não podem alcançar todos esses objetivos ao mesmo tempo. Na verdade, muitas dessas metas se contradizem. As mesmas tarifas que supostamente devem aumentar a produção industrial americana também estão prejudicando os próprios fabricantes dos EUA, ao desorganizar cadeias de suprimentos e elevar o custo das matérias-primas.

“Todas essas tarifas são internamente inconsistentes entre si”, disse Chad Bown, pesquisador sênior do Peterson Institute for International Economics, um centro de estudos em Washington. “Qual é a prioridade real? Porque não dá para alcançar todas essas coisas ao mesmo tempo.”

Quem paga pelas tarifas e para onde vai esse dinheiro?

Uma tarifa é um encargo do governo sobre produtos importados de outros países.
As tarifas são pagas pelas empresas que importam os produtos. A receita gerada vai para o Departamento do Tesouro dos EUA.

Exemplo:
Se o Walmart importa um par de sapatos de 100 dólares do Vietnã — que está sujeito a uma tarifa de 46% — o Walmart deve pagar 46 dólares em tarifas ao governo americano.

O que pode acontecer a seguir?

O Walmart pode tentar forçar o fabricante vietnamita a reduzir o preço.
Pode absorver o custo da tarifa, reduzindo seus próprios lucros.
Pode repassar o custo ao consumidor, aumentando o preço do produto nas lojas.
Ou adotar uma combinação dessas estratégias.

Neste mês, o CEO do Walmart alertou que as tarifas forçariam a empresa a aumentar os preços em breve, e evitou fazer previsões de lucro para o trimestre atual. Em resposta, Trump criticou o varejista nas redes sociais, dizendo que o Walmart deveria “ENGOLIR AS TARIFAS” e manter os preços baixos.

Como as tarifas podem afetar os preços ao consumidor?

É difícil imaginar uma casa americana sem produtos chineses. Muitos itens essenciais são quase totalmente importados da China — e, com as novas tarifas, tendem a ficar mais caros.

O New York Times analisou dados de importação para mostrar onde os americanos podem enfrentar escassez de produtos, menos opções e aumento de preços.

O que acontece se as prateleiras ficarem mais vazias?
Sacrifício pelo seu país, diz o presidente.
“Você sabe, alguém disse: ‘Ah, as prateleiras vão ficar vazias’”, disse Trump recentemente. “Bom, talvez as crianças tenham duas bonecas em vez de 30 bonecas, sabe? E talvez essas duas bonecas custem alguns dólares a mais do que normalmente custariam.”

As tarifas de Trump miram países que fornecem uma ampla variedade de produtos aos Estados Unidos. Em alguns casos, os preços já começaram a subir. Mas, para as famílias americanas, os efeitos completos dessas novas políticas ainda estão por vir — e provavelmente resultarão em preços mais altos em supermercados, concessionárias de carros, lojas de eletrônicos e de roupas.

O Wirecutter (guia de produtos do New York Times) dá conselhos sobre como os consumidores podem lidar com isso.

Como as empresas têm reagido?

Uma forma de entender como as empresas estão respondendo às tarifas é pensar no Natal.
A produção de brinquedos, árvores de Natal e decorações já costuma estar em pleno vapor nessa época do ano. Leva de quatro a cinco meses para fabricar, embalar e enviar produtos aos EUA. E as fábricas da China produzem cerca de 80% de todos os brinquedos e 90% dos artigos natalinos vendidos no país.

Fabricantes de brinquedos, lojas infantis e varejistas especializados começaram recentemente a suspender pedidos para as festas de fim de ano, à medida que os impostos de importação se espalham pelas cadeias de suprimento.

“Se não começarmos a produção logo, há uma grande probabilidade de escassez de brinquedos neste fim de ano”, disse Greg Ahearn, diretor executivo da Toy Association, grupo que representa 850 fabricantes de brinquedos nos EUA.

A Mattel, empresa americana fabricante da Barbie, afirmou recentemente que aumentará os preços dos brinquedos nos EUA por causa das tarifas impostas por Trump às importações da China.

Qual é a história das tarifas nos EUA?

  • 1789: Na sua fundação, os EUA dependiam fortemente das tarifas para financiar o governo federal e proteger a indústria doméstica, como proposto por Alexander Hamilton, o primeiro secretário do Tesouro.
  • 1828: O governo federal aprovou tarifas médias de 38% para proteger o setor manufatureiro contra concorrência estrangeira. Esses impostos ficaram conhecidos como a “Tarifa das Abominações” nos estados do Sul, cuja economia era baseada na exportação de matérias-primas e importação de bens manufaturados — o que gerou um impasse constitucional.
  • 1930: A Lei Tarifária Smoot-Hawley foi promulgada após o crash da bolsa de 1929, numa tentativa de proteger empresas americanas. No entanto, como descrito no filme Curtindo a Vida Adoidado, “não funcionou, e os Estados Unidos afundaram ainda mais na Grande Depressão.”
  • 1934: Franklin D. Roosevelt assinou a Lei de Acordos Comerciais Recíprocos, que deu ao presidente o poder de negociar acordos bilaterais. Isso abriu caminho para mais de 90 anos de políticas de livre comércio.

Fonte: The New York Times

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Inovação, Internacional, Tecnologia

INOVADOR: China revela laser ‘espião’ capaz de ler texto menor que grão de arroz

Cientistas chineses desenvolveram uma tecnologia inovadora que permite ler textos minúsculos, menores que um grão de arroz, a uma distância de 1,36 km. O sistema, baseado em laser e interferometria de intensidade, foi descrito em um estudo publicado no periódico Physical Review Letters no início deste mês.

Diferentemente de telescópios e binóculos convencionais, que a 1,36 km só conseguem identificar formas com cerca de 42 mm, o novo sistema é capaz de detectar detalhes milimétricos, como letras de apenas 3 mm. Isso corresponde a uma resolução 14 vezes superior ao limite de um telescópio comum, segundo os pesquisadores.

Como funciona a tecnologia?

A técnica utilizada, chamada interferometria de intensidade, é inspirada em métodos da astronomia. Em vez de focar diretamente na imagem do objeto, o sistema analisa como a luz de múltiplos feixes de laser infravermelho reflete na superfície do alvo.

Dois pequenos telescópios coletam a luz refletida, e as flutuações de intensidade são comparadas para reconstruir a imagem com alta precisão.

Para superar desafios como a turbulência atmosférica, que distorce a luz em longas distâncias, os cientistas dividiram o laser de 100 miliwatts em oito feixes. Cada feixe percorre um caminho ligeiramente diferente, criando uma iluminação incoerente que facilita a observação de detalhes finos.

Nos testes, alvos de 8 mm com letras impressas foram posicionados a 1,36 km, em outro prédio, e as imagens reconstruídas mostraram resolução suficiente para identificar as letras.

Mas a tecnologia tem limitações. É necessário ter uma linha de visão clara para o objeto, e o alvo deve ser iluminado pelo laser, o que a torna inadequada para vigilância furtiva.

Apesar disso, os pesquisadores argumentam que o sistema tem grande potencial em áreas como arqueologia, para estudar esculturas em penhascos sem a necessidade de escalada, e no monitoramento ambiental, para observar habitats de vida selvagem à distância.

A equipe, liderada por Qiang Zhang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, planeja aprimorar o controle do laser para facilitar seu direcionamento e incorporar inteligência artificial para reconstruir imagens com maior precisão. Outra aplicação sugerida é a detecção de detritos espaciais, com o laser iluminando objetos em órbita.

Fonte: R7

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Internacional, Negócios

Alckmin diz esperar assinatura de acordo Mercosul-UE até final do ano

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento também defendeu que o Brasil deve buscar abrir novos mercados para suas exportações

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (26) que espera que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o final deste ano.

Em evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, Alckmin também defendeu que o Brasil deve buscar abrir novos mercados para suas exportações.

“Nós temos que ganhar mercado. Primeiro ampliando o Mercosul, já além dos quatro (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) está entrando o quinto, está entrando a Bolívia”, disse Alckmin.

“Depois fazendo acordos. O Mercosul tinha acordo com Egito, Israel e Palestina. Foi feito já Mercosul e Cingapura e agora Mercosul e União Europeia, 27 países dos mais ricos do mundo. Esperamos até o final do ano poder avançar e já estar assinado o acordo Mercosul e União Europeia”.

Depois de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre os blocos sul-americano e europeu foi finalmente anunciado em 2024, mas ainda precisa ser ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul, assim como pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu.

O acordo enfrenta resistências na Europa, especialmente de ambientalistas que temem um aumento do desmatamento para a produção e posterior exportação de commodities agrícolas, além de uma oposição veemente da França, segunda maior economia da UE, cujo setor agrícola tem grande força política no país.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Notícias

Navio cargueiro que transportava “mercadorias perigosas” afunda na costa da Índia

De acordo com autoridades locais, toda a tripulação da embarcação foi resgatada

Um navio porta-contêineres, que navegava com uma bandeira da Libéria, transportando “mercadorias perigosas”, naufragou na costa da Índia. Neste domingo, 25, as autoridades locais confirmaram o resgate dos 24 tripulantes.

O “MSC ELSA 3”, um cargueiro de 184 metros de comprimento, viajava entre Vizhinjam e Kochi, no estado de Kerala, sul da Índia. O comandante emitiu um pedido de emergência no sábado, 24, quando estava a quase 70 quilômetros de Kochi. 

Os tripulantes resgatados eram da Geórgia, Rússia, Ucrânia e Filipinas. O navio naufragou com 640 contêineres, incluindo 13 que continham mercadorias perigosas e 12 com carbureto de cálcio. O Ministério da Defesa indiano, entretanto, não especificou quais eram as mercadorias perigosas.

O carbureto de cálcio é utilizado na indústria química, em particular para a produção de fertilizantes e para fabricar aço.

O navio também transportava quase 370 toneladas de combustível e óleo, mas segundo as autoridades não foi relatado nenhum vazamento. 

Fonte: Terra

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Exportação, Internacional

Argentina acena com redução no preço de exportação de gás natural ao Brasil

Bolivianos, por sua vez, acena para uma possível redução da tarifa de trânsito internacional do gás argentino

O subsecretário de Combustíveis Líquidos e Gasosos da Argentina, Federico Veller, anunciou nesta quinta-feira (22/5), em Brasília (DF), que o governo de Javier Milei vai flexibilizar as regras de fixação do preço mínimo de exportação de gás natural, para dar mais competitividade à molécula no mercado brasileiro. 

  • A expectativa é que a mudança reduza em cerca de 20% esse piso, no verão, na Bacia de Neuquén, onde estão as reservas de gás não-convencional de Vaca Muerta.

As intervenções no preço mínimo são uma herança do governo de Alberto Fernández. Estão previstas nos contratos assinados no Plano Argentino de Fomento à Produção de Gás Natural (Plan Gas.Ar) e que vencem em 2028.

Veller explicou que o preço mínimo é fixado, hoje, ou com base no preço médio da bacia ou com base num percentual do Brent — o que for maior. O governo, segundo ele, decidiu que, a partir de 2026, passará a definir o preço mínimo apenas com base no preço médio, o que tende a baixar os valores atuais.

“Acreditamos que temos que dar um sinal [ao mercado] e estamos dando”, afirmou o subsecretário, no seminário de integração gasífera regional promovido pelo MME com autoridades e executivos sul-americanos do setor.

Mais cedo, o ministro Alexandre Silveira (PSD) havia pedido uma “solução antecipada” para a liberalização dos preços na Argentina — além de um esforço conjunto para redução dos custos de transporte da molécula pela rota Argentina-Bolívia-Brasil.

Os bolivianos, aliás, também acenaram para uma possível redução da tarifa de trânsito internacional do gás argentino ao Brasil.

“Estamos convencidos de que não há nada escrito em pedra”, afirmou o gerente comercial da YPFB, Óscar Claros, no seminário.

Silveira também afirmou que o Rio Grande do Sul é a “principal porta de entrada” do gás argentino. Acenou ao governador Eduardo Leite, que se filiou ao PSD de Silveira e Kassab de olho nas eleições presidenciais de 2026.

O uso da infraestrutura existente e ociosa na Bolívia faz do Gasbol a única solução logística viável, hoje, para a chegada das primeiras importações.

Mas, à medida que a integração se consolide, ressurge a oportunidade para conclusão do gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre — projeto iniciado há mais de duas décadas, sem ter sido, de fato, concluído.

Fonte: Eixos

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Economia, Internacional

Um touro brasileiro chega a Wall Street: JBS aprova em assembleia dupla listagem na Bolsa de Nova York

Companhia da família Batista obtém aval de seus acionistas para seguir adiante com plano e deve começar a ser negociada na maior bolsa de valores do mundo a partir de junho

A dupla listagem da JBS na Bolsa de Nova York (NYSE) foi finalmente aprovada pelos acionistas da companhia de alimentos da família Batista. Em assembleia geral, eles deram seu aval para que a empresa chegue à maior bolsa de valores do mundo.

A assembleia se iniciou por volta das 10h e, em menos de meia hora, a empresa divulgou o resultado por meio de um fato relevante na manhã desta sexta-feira, dia 23 de maio, publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“O resultado da assembleia demonstra que os acionistas estão confiantes nos benefícios gerados a partir da dupla listagem e na adequação da estrutura societária ao perfil global e diversificado da companhia”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, em nota divulgada após a aprovação.

Em uma carta enviada por Wesley Batista, acionista e membro do conselho de administração da companhia, aos funcionários da empresa logo depois da notícia, obtida pelo NeoFeed, fica mais claro o que a JBS almeja com a dupla listagem.

“Tendo acesso a um leque maior de investidores, estou certo de que vamos viver um novo ciclo de oportunidades”, escreveu Batista. “Este marco nos permitirá ampliar ainda mais a capacidade de crescimento da empresa a um custo mais acessível, acelerar nossa estratégia de diversificação e agregar ainda mais valor ao nosso negócio, aos nossos fornecedores, consumidores e comunidades onde operamos”, emendou.

A JBS ainda não divulgou mais detalhes sobre o placar da votação da assembleia, o que deverá ser divulgado na ata da mesma reunião.

A aprovação já era esperada pelo mercado, mesmo com os contornos de emoção que o fato ganhou nesta semana. Até ontem, dia 22 de maio, ainda estava incerto se a companhia dos Batista iria conseguir de fato a dupla listagem pela diferença entre a quantidade de votos a favor e contra a operação.

Em documento publicado na CVM na manhã de quinta-feira, os votos parciais apontavam para uma aprovação de pouco mais de 246 milhões de ações e uma rejeição de pouco mais de 271 milhões de papeis, o que significava que havia uma diferença pequena dentro do universo que ainda pode votar.

Nas contas do site NeoFeed, naquele momento, cerca de 70% dos acionistas minoritários da JBS exerceram seu direito de voto à distância. Dos 30% restantes que podem ter se inscrito, informação que não era pública, para participar presencialmente da assembleia geral, a empresa precisava de menos de 12% de aprovação das cerca de 210 milhões de ações que ainda podem manifestar seu voto, igual a 25 milhões de papéis.

A JBS almejava a dupla listagem desde 2023 e, em março passado, fechou um acordo importante recentemente com a BNDESPar para que o braço de participações do banco estatal se abstivesse da votação na assembleia.

E o que acontece agora? A JBS divulgou, no fato relevante, um cronograma dos próximos passos. Dentro de uma semana, no dia 30 de maio, a companhia espera obter a aprovação do registro da nova empresa. Na prática, os órgãos reguladores, como a americana SEC e as brasileiras CVM e B3, irão autorizar a JBS a listar suas ações no novo formato.

A data prevista para as ações da JBS saírem da B3, deixando apenas os BDRs, que espelham as ações listadas na Bolsa de Nova York, é o dia 6 de junho. No dia 9 do mesmo mês, os BDRs começam a ser negociados e quem tiver ações da JBS irá receber automaticamente os BDRs, numa proporção de um BDR para duas ações da JBS que possuía.

A expectativa é que esses novos papeis apareçam na carteira dos acionistas no dia 11 de junho. A partir daí, os investidores poderão trocar esses BDRs por ações diretamente nos EUA, caso tenham uma conta em uma corretora americana.

Finalmente, no dia 12 de junho de 2025, a JBS começará oficialmente a ser negociada na bolsa de Nova York. A empresa ainda informou que pagará R$ 2,21 bilhões em dividendos aos acionistas, ou R$ 1 por ação.

Para viabilizar a mudança, a JBS ainda criou duas novas empresas no exterior, a LuxCo e a JBS N.V. A sigla N.V. vem do holandês “Naamloze Vennootschap”, que significa, literalmente, “sociedade anónima”. O movimento é burocrático, e comum nesse tipo de caso.

Agora, ao invés da JBS S.A. ser a empresa mãe, ela é incorporada por essa empresa internacional (JBS N.V.). Nesse modelo, a JBS S.A. responde à JBS Participações, que por sua vez, é controlada pela JBS N.V.

A JBS S.A. continua como a empresa que controla marcas como Friboi, Seara e Pilgrim’s. Já a JBS N.V. é a empresa que terá seu CNPJ listado na NYSE e que replicará BDRs na B3.

As ações da companhia na B3 entraram em leilão no pregão desta sexta-feira, dia 23 de maio, e estavam sendo negociadas por cerca de R$ 43 às 10h55. Na quinta-feira, haviam encerrado o dia em R$ 42,25.

Fonte: AG Feed

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Internacional, Mercado Internacional

Trump prorroga negociações com UE e pausa em tarifas vai até 9 de julho

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse neste domingo, 25, que aceitou dar à União Europeia uma extensão no prazo de negociação para um acordo sobre tarifas. Segundo Trump, ele teve uma conversa telefônica com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e que ela foi “simpática”.

“Ela disse que quer começar uma negociação séria”, disse Trump a repórteres em Nova Jersey, segundo a CNN. O prazo acertado com Leyen é 9 de julho. “9 de julho seria o dia, foi a data que ela pediu. ‘Poderíamos adiar de 1º de junho para 9 de julho?’ Eu concordei. Ela disse que nos reuniremos rapidamente e veremos se podemos resolver algo”, afirmou.

Também neste domingo, Von der Leyen afirmou que teve uma “boa conversa” com Trump e confirmou a extensão no prazo de negociação para 9 de julho. “A Europa está disposta a avançar nas negociações de maneira rápida e decisva. Para chegar a um bom acordo, precisaremos de um tempo extra até o dia 9 de julho”, escreveu ela em sua rede social.

Após essa data, encerraria a “pausa” na imposição de tarifas estabelecidas pelos EUA. Na semana passada, Trump ameaçou impor taxação de 50% sobre produtos da União Européia.

Na última sexta-feira, Trump havia ameaçado, em publicação na Truth Social, impor uma tarifa fixa de 50% sobre a União Europeia, já que o bloco “tem sido difícil de lidar”. Segundo o republicano, a UE foi formada com o objetivo principal de tirar vantagem dos americanos no comércio.

“Nossas discussões com eles (União Europeia) não estão levando a lugar nenhum”, escreveu Trump na ocasião, ao mencionar que as barreiras comerciais europeias, manipulações monetárias e “processos injustos” contra empresas americanas, entre outros, levaram a um déficit comercial com os EUA de mais de US$ 250 milhões por ano.

No início de abril, Trump anunciou um forte aumento de tarifas, o que classificou como “Dia da Libertação” para os americanos. O Brasil, no entanto, ficou entre os países com a menor tarifa, de 10%.

De lá para cá, o presidente americano pausou por 90 dias a implementação do tarifaço contra inúmeros países, e também chegou a um acordo com a China, para suspender as alíquotas mais altas por três meses.

Fonte: MSN

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Economia, Internacional, Mercado Internacional

UE reage à ameaça de Trump de impor tarifas de 50%

Bolsas europeias fecham no vermelho após anúncio de novas tarifas por Trump contra a UE

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, retomou sua ofensiva comercial ao ameaçar impor tarifas de até 50% sobre produtos da União Europeia (UE), cujos ministros responderam com críticas fortes.

Se aplicadas, essas tarifas representariam um aumento drástico sobre as atuais, que estão em média em 12,5% (2,5% anteriores a Trump e 10% desde abril). As medidas ameaçam renovar tensões entre a maior economia global e seus parceiros europeus.

Lamentando que as negociações comerciais “não estejam levando a lugar nenhum”, Trump anunciou em sua rede Truth Social a recomendação de “impor tarifas de 50% à União Europeia a partir de 1º de junho”.

“Tem sido muito difícil lidar com a União Europeia, que foi criada com o objetivo principal de tirar vantagem dos Estados Unidos no comércio”, afirmou.

Líderes europeus reagiram pedindo desescalada, mas prontos para responder. Laurent Saint-Martin, ministro delegado de Comércio Exterior da França, escreveu no X: “Continuamos no mesmo caminho: desescalada, mas estamos prontos para responder”.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou que as tarifas “não ajudam ninguém e só servem para minar o desenvolvimento econômico de ambos os mercados”.

Impacto nos mercados financeiros

As bolsas europeias fecharam no vermelho após a ameaça de Trump: Paris caiu 1,65%, Frankfurt 1,54%, Milão 1,94% e Madri 1,18%. Londres perdeu 0,24%, influenciada pelo recente acordo comercial entre EUA e Reino Unido.

Em Wall Street, as ações caíram após o anúncio, mas algumas perdas foram recuperadas.

Contexto da ofensiva comercial de Trump

Trump ameaçou tarifas de ao menos 10% sobre a maioria dos produtos importados, incluindo setores como automóveis, aço e alumínio. Tarifas alfandegárias sobre a China chegaram a 145%, com resposta chinesa de 125%.

Após uma trégua de 90 dias para suspender tarifas, Trump anunciou um acordo com o Reino Unido e negociações com outros países, mas sem avanços significativos com a Europa.

Ele criticou o déficit comercial dos EUA com a UE, estimado por ele entre US$ 300 e US$ 350 bilhões, embora o Representante Comercial dos EUA (USTR) preveja US$ 235 bilhões para 2024. A Comissão Europeia contesta os dados, sugerindo US$ 160 bilhões e US$ 56 bilhões ao incluir serviços.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Bloomberg que a taxa mínima de 10% depende da negociação e adesão dos blocos, afirmando que Trump estava “frustrado com a UE”.

Ameaças específicas à Apple

Trump também ameaçou a Apple com tarifas: “Informei Tim Cook que esperava que seus iPhones vendidos nos EUA fossem fabricados nos EUA, não na Índia ou em outro lugar. Caso contrário, terão que pagar tarifa de pelo menos 25%”.

A maioria dos iPhones é montada na China, mas parte da produção tem migrado para Índia. A Apple não comentou.

O analista Dan Ives, da Wedbush Securities, afirmou que transferir a produção para os EUA é um “conto de fadas inviável”, com custo estimado de US$ 3.500 por iPhone e prazo de até 10 anos para completa transferência.

Fonte: Exame

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Internacional, Mercado Internacional

Trump anuncia tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia a partir de junho

O presidente norte-americano disse que as negociações com a União Europeia não estão avançando, e que o bloco ‘foi formado com o principal propósito de tirar vantagem dos EUA no comércio, e que tem sido muito difícil de lidar’.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (23) uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados da União Europeia (UE), com início previsto para 1º de junho.

A medida, segundo ele, é uma resposta às barreiras comerciais e práticas consideradas desleais adotadas pelo bloco europeu.

Por meio do Truth Social, o presidente norte-americano disse que as negociações com a União Europeia não estão avançando.

Trump criticou a UE, afirmando que o bloco “foi formado com o principal propósito de tirar vantagem dos EUA no comércio, e que tem sido muito difícil de lidar”.

O presidente citou como exemplos as “poderosas barreiras comerciais”, os impostos sobre valor agregado, as “penalidades corporativas ridículas”, além de manipulações monetárias e processos judiciais “injustos e injustificados” contra empresas norte-americanas.

De acordo com Trump, essas práticas “resultaram em um déficit comercial com os EUA de mais de US$ 250 bilhões por ano, um número totalmente inaceitável”.

“Nossas negociações com eles não estão indo a lugar algum! Portanto, estou recomendando uma tarifa direta de 50% sobre a União Europeia, a partir de 1º de junho de 2025. Não haverá tarifa se o produto for construído ou fabricado nos Estados Unidos”, completou Trump.

A decisão promete acirrar ainda mais as tensões comerciais entre Washington e Bruxelas, elevando a preocupação de setores da indústria e do comércio global quanto aos potenciais impactos econômicos e diplomáticos.

Até o momento, a União Europeia não se pronunciou sobre o anúncio. Segundo a Reuters, a Comissão Europeia se recusou a comentar a recomendação do presidente dos Estados Unidos.

O bloco informou que aguardará a realização de um telefonema entre o chefe de comércio da UE, Maros Sefcovic, e seu homólogo norte-americano, Jamieson Greer, agendado para as 15h (horário de Brasília), antes de se pronunciar oficialmente.

As ações das montadoras e empresas de luxo da Alemanha, que são as mais expostas a tarifas, caíram com a notícia.

Porsche, Mercedes (MBGn.DE) e BMW (BMWG.DE) registraram queda superior a 4%. A fabricante de óculos de sol EssilorLuxottica (ESLX.PA) também sofreu impacto, com desvalorização de 5,5%.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, disse que a ameaça do presidente dos Estados Unidos, de aumentar as tarifas sobre o comércio da União Europeia não ajudou ninguém, e que Berlim continuará a apoiar a UE para negociar com Washington.

Falando ao lado de seu homólogo indiano, em Berlim, Wadephul também disse que a Alemanha espera que a União Europeia consiga firmar um acordo de livre comércio com a Índia até o final do ano.

Nesta sexta (23), Trump também ameaçou impor uma tarifa de importação de 25% sobre os produtos da Apple, a menos que os iPhones sejam fabricados nos Estados Unidos.

No mês passado, os países da UE aprovaram o primeiro pacote de retaliação contra as tarifas do presidente dos EUA.

O bloco de 27 países enfrentam também as tarifas de importação de 25% sobre aço, alumínio e carros, além de taxas de 20% para quase todos os outros produtos, que entraram em vigor no início de abril.

As importações dos EUA incluem milho, trigo, cevada, arroz, motocicletas, aves, frutas, madeira, roupas e fio dental, de acordo com um documento visto pela Reuters. Elas totalizaram cerca de 21 bilhões de euros (US$ 23 bilhões) no ano passado.

Fonte: G1




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