Economia, Finanças, Informação, Notícias, Tributação

Dólar hoje recua ante rivais em reação à guerra comercial global

Nesta manhã, o índice DXY do dólar tinha baixa de 0,27%, a 102,75 pontos

O dólar hoje opera em baixa ante o euro e o iene, devolvendo parte dos ganhos da última sessão, em meio a preocupações de que a guerra comercial deflagrada pelo tarifaço do governo Trump leve a economia global a uma recessão.

Nesta manhã, a produção industrial da Alemanha decepcionou com queda maior do que se previa, enquanto Hong Kong teve maior tombo desde 1997.

Às 7h33, o euro subia a US$ 1,0989 (de US$ 1,0962 ), a libra caía a US$ 1,2854 (de US$ 1,2891) e o dólar recuava a 146,35 ienes (de 146,74 ienes). Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – tinha baixa de 0,27%, a 102,75 pontos.

FONTE: EInvestidor
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Ex-funcionário do CAF critica alívio do Brasil sobre tarifa dos EUA

Jorge Arbache, ex-vice-presidente para o setor privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina, diz que a taxa de 10% ainda aprofunda o desequilíbrio comercial com os EUA.

Embora o Brasil tenha sido um dos menos afetados pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump aos parceiros comerciais, a taxa de 10% sobre as exportações brasileiras para os EUA deve aprofundar o desequilíbrio em uma relação em que os EUA já têm mais vantagens, segundo Jorge Arbache, professor de economia da Universidade de Brasília (UnB).

“Os EUA têm um superávit comercial de longa data em bens com o Brasil. O excedente em serviços é enorme. Quando se trata de repatriação de lucros, o superávit é ainda maior. As empresas de tecnologia pagam poucos impostos aqui, e os serviços que prestam não são devidamente registrados como importações de serviços – eles são amplamente subestimados. Com base na metodologia utilizada e nos déficits do Brasil, estaríamos justificados em aumentar as tarifas. Então, o Brasil sai pior. Não entendo por que o Brasil está comemorando ‘apenas’ uma tarifa de 10%”, disse Arbache, que já atuou como vice-presidente para o setor privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

O significativo déficit comercial do Brasil com os EUA foi citado por autoridades brasileiras em conversas com Washington. Na noite de quarta-feira (2), poucas horas após o anúncio tarifário de Trump, o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e o Itamaraty emitiram uma declaração conjunta destacando que, somente em 2023, os EUA registraram um superávit de US$ 7 bilhões no comércio de mercadorias com o Brasil, com base em dados do governo dos EUA. Incluindo bens e serviços, o superávit totalizou US$ 28,6 bilhões. “Este é o terceiro maior superávit comercial que os EUA têm em todo o mundo”, disse o comunicado.

“Em termos relativos, estamos em pior situação. Já tínhamos um déficit comercial com eles, e agora teremos isso mais uma tarifa extra. Então, você pode dizer que saímos bem? Claro que não. Mas em comparação com os outros, sim, nos saímos melhor”, disse Arbache ao Valor.

Ele também apontou para a subestimação das importações de serviços devido a acordos que efetivamente protegem as empresas de tecnologia da tributação no Brasil. O governo estuda maneiras de tributar as grandes empresas de tecnologia desde o ano passado, mas a questão ainda não avançou no Congresso. Em março, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, disse que o tema seria uma “agenda prioritária” este ano.

Arbache argumentou que o Brasil não tem influência para pressionar unilateralmente por uma revisão das regras internacionais que protegem a propriedade intelectual e beneficiam setores como o de tecnologia. No entanto, ele acredita que outros atores, como a China e a União Europeia, poderiam agir para mudar essas estruturas.

“Não acho que o Brasil tenha poder de barganha para enfrentar isso sozinho. Mas é possível que o TRIPS – o acordo que deu aos EUA tantas vantagens – possa ser revisado pela Europa, China e outros. Nesse contexto, o Brasil poderia reavaliar sua posição. Mas confrontar os EUA unilateralmente seria arriscado e possivelmente imprudente”, disse ele.

Parceiros asiáticos

Olhando para o futuro, Arbache espera novos desenvolvimentos na Ásia, o principal alvo da política tarifária do presidente Trump. Países como China (34%), Indonésia (32%) e Vietnã (46%) estavam entre os mais atingidos.

“Com essas penalidades na Ásia, o comércio intra e inter-regional – que já estava se expandindo – acelerará rapidamente. A mudança do centro de gravidade econômico do Atlântico para a Ásia provavelmente ganhará um grande impulso, o que poderia corroer ainda mais a economia dos EUA no médio e longo prazo”, disse ele.

Jorge Arbache — Foto: Vanessa Carvalho/Valor
Jorge Arbache — Photo: Vanessa Carvalho/Valor

Arbache acredita que essa mudança pode abrir oportunidades para o Brasil aprofundar sua integração nas cadeias de suprimentos globais, especialmente devido à crescente demanda por energia limpa. “Esses países [asiáticos] precisam se descarbonizar. E o Brasil, por exemplo, é altamente competitivo na produção de combustíveis de baixo carbono e aço verde – coisas em que eles estão interessados”, disse ele.

Ele expressou ceticismo sobre a estratégia de reindustrialização prometida por Trump como parte das medidas tarifárias. “Essa ideia de trazer a política industrial de volta aos EUA não se sustenta, devido ao alto custo da produção doméstica e às longas cadeias de valor globalmente dispersas. Você teria que realocar tudo de volta para os EUA – isso não vai acontecer.

“Há também a questão da saída dos imigrantes, que costumavam ajudar a conter a pressão salarial. Isso aumentará os salários dos EUA. Qualquer um que pense sistemicamente olha para essas medidas e simplesmente não entende”, disse ele.

Olhando para o futuro, Arbache espera mais negociações em torno de tarifas, mas com uma mudança no manual do comércio global. “O jogo mudou. Não adianta aplicar o pensamento antigo a um novo mundo. Esse mundo não existe mais. O conceito teórico de comércio que ensinamos é diferente agora. Entramos na era dos acordos regionais e bilaterais.”

FONTE: Valor Internacional
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Porto de Itajaí em parceria com o Órgão de Gestão da Mão de Obra (OGMO) de Itajaí deve abrir edital para 122 vagas de capatazia

Uma parceria do Porto de Itajaí com Órgão de Gestão da Mão de Obra (OGMO) de Itajaí possibilitará a publicação de um edital para contratação de mão de obra avulsa, após um intervalo de 20 anos sem novas admissões.

A última seleção ocorreu em 2004. A medida foi discutida em uma reunião realizada na tarde desta quarta-feira (2), entre o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, e o diretor executivo do Órgão de Gestão da Mão de Obra (OGMO) de Itajaí, Jhon W. da Rocha.

Segundo o superintendente, a abertura de novas vagas representa um avanço significativo para o setor. “O Porto de Itajaí se torna ainda mais competitivo, além de aumentar o faturamento, ampliar a mão de obra e gerar renda para os trabalhadores itajaienses”, destacou.

O diretor executivo do OGMO, afirmou que a abertura do edital é uma solicitação antiga e necessária para atender ao aumento da demanda portuária. “Há muitos anos aguardamos a abertura deste edital para inscrição de novos trabalhadores portuários avulsos no cadastro do OGMO de Itajaí. Agora, diante da necessidade de mão de obra avulsa para atender toda a movimentação portuária, estamos projetando 122 novas vagas”, explicou.

As oportunidades serão para o cargo de capatazia, e os requisitos serão divulgados no próprio edital, previsto para ser lançado no próximo mês. De acordo com Rocha, o salário dependerá do sistema de trabalho e da demanda. Além disso, o trabalhador precisará se habilitar nas convenções e seguir os acordos coletivos firmados entre operadores portuários e sindicatos da categoria.

FONTE: PORTO ITAJAÍ
Porto de Itajaí em parceria com o Órgão de Gestão da Mão de Obra (OGMO) de Itajaí deve abrir edital para 122 vagas de capatazia

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China Impõe Tarifa de 34% sobre Todos os Produtos Americanos a Partir de 10 de Abril e Busca Acordo com Trump

A China anunciou que irá impor uma tarifa adicional de 34% sobre todos os bens importados dos Estados Unidos a partir de 10 de abril de 2025, conforme comunicado pelo Ministério das Finanças do país.

A medida é uma resposta direta às recentes ações do governo americano, que elevou as tarifas sobre produtos chineses para 54%, intensificando a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Antes da implementação dessa nova tarifa, Pequim está buscando um diálogo com o presidente Donald Trump para tentar resolver as “diferenças comerciais” que alimentam esse conflito econômico.

A decisão chinesa vem em um momento de crescente tensão no comércio global, desencadeada pelas políticas protecionistas de Trump, que anunciou tarifas amplas e recíprocas contra diversos parceiros comerciais, incluindo a China. As tarifas americanas, que entraram em vigor recentemente, afetam mais de US$ 450 bilhões em importações chinesas, enquanto a resposta da China abrange cerca de US$ 20 bilhões em bens dos EUA, segundo estimativas de analistas. Apesar do desequilíbrio no volume de comércio afetado, Pequim sinaliza que está disposta a negociar antes que a nova tarifa entre em vigor.

Autoridades chinesas expressaram o desejo de evitar uma escalada ainda maior na guerra comercial, que já causou turbulência nos mercados financeiros globais, com quedas acentuadas nas bolsas de valores e preocupações sobre uma possível recessão. “A China está aberta a discussões com Trump para encontrar uma solução que beneficie ambos os lados”, declarou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês, destacando que o país prefere resolver as disputas por meio de negociações em vez de medidas retaliatórias contínuas.

A proposta de diálogo ocorre em um contexto em que Trump tem defendido suas tarifas como uma ferramenta para reduzir o déficit comercial dos EUA e proteger a indústria americana. No entanto, críticos apontam que as tarifas podem elevar os preços para os consumidores americanos e prejudicar cadeias de suprimentos globais, especialmente em setores como tecnologia e agricultura. A China, por sua vez, parece adotar uma abordagem dupla: enquanto prepara a tarifa de 34%, também aceno com a possibilidade de um acordo que possa aliviar as tensões.

Até o momento, a Casa Branca não respondeu oficialmente ao pedido de negociação da China. Analistas acreditam que Trump pode usar essa abertura como uma oportunidade para reivindicar uma vitória política, mas sua postura imprevisível em questões comerciais deixa o resultado incerto. Com a data de 10 de abril se aproximando, o mundo observa atentamente os próximos passos dessa disputa, que pode redefinir as relações econômicas entre os dois gigantes globais.

FONTE: Diário do Brasil Noticia
China Impõe Tarifa de 34% sobre Todos os Produtos Americanos a Partir de 10 de Abril e Busca Acordo com Trump

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Expansão da plataforma continental brasileira – Nota Conjunta MRE/Marinha do Brasil

O governo brasileiro celebra a decisão da Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) das Nações Unidas que confirma a extensão da plataforma continental brasileira em sua Margem Equatorial.

A decisão representa o aumento de aproximadamente 360.000 km2 de área marítima sobre a qual o Brasil passará a exercer direitos de soberania. A Comissão de Limites da Plataforma Continental é o órgão do Sistema ONU responsável pela análise das submissões dos Estados para definir o limite exterior de suas plataformas continentais além de 200 milhas. Os limites fixados pelo Estado costeiro com base nas recomendações da CLPC são definitivos e obrigatórios.

A decisão representa marco para a definição das fronteiras marítimas brasileiras. Fruto dos esforços no âmbito do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), as submissões para a Comissão de Limites da Plataforma Continental foram divididas em três áreas: Região Sul, Margem Equatorial e Margem Oriental – Meridional. A proposta da Região Sul foi apresentada em 2015 e aprovada integralmente pela Comissão de Limites da Plataforma Continental em 2019. Já a submissão da Margem Equatorial foi depositada em 2017 e aprovada na 63ª Sessão da CLPC, em fevereiro deste ano, e publicada em 26/03/2025, no site oficial da ONU. A proposta para a Margem Oriental-Meridional está em análise pela CLPC.

FONTE: MRE.gov
Expansão da plataforma continental brasileira – Nota Conjunta MRE/Marinha do Brasil — Ministério das Relações Exteriores

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Multilog cresce quase 10% na movimentação de cargas em portos secos de fronteira; Dionísio Cerqueira é destaque

Empresa contabilizou, em 2024, a entrada de mais de 400 mil caminhões em suas unidades instaladas em áreas de divisa em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, registrou um crescimento de 9% na movimentação de caminhões de carga em seus cinco portos secos de fronteira em 2024, totalizando mais de 400 mil veículos, frente aos 367 mil de 2023.

O Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC) teve alta de 47,4% no fluxo, alcançando 23.014 caminhões, impulsionado por novas infraestruturas e regras fiscais estaduais. Em Jaguarão (RS), o movimento cresceu 1,2%, somando 33.653 veículos, com aumento na importação de carne e laticínios.

O Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR), o maior da América Latina, recebeu 196.599 caminhões (+11,6%), reflexo da seca nos rios Paraguai e Paraná e das safras recordes no Paraguai e Argentina. A Multilog está construindo um novo Porto Seco na cidade para ampliar a capacidade.

No Rio Grande do Sul, Uruguaiana registrou 134.511 caminhões (+2,6%), impulsionado por importação de veículos novos, enquanto Santana do Livramento teve alta de 13,2%, com 12.823 caminhões. O crescimento nos três portos gaúchos e em Foz do Iguaçu também foi favorecido por importações de uma multinacional de bebidas afetada por enchentes.

A Multilog é líder na administração de recintos alfandegados no Brasil, com certificação OEA, 35 unidades e 2,2 milhões de m² de armazenagem, atendendo setores como alimentos, químico e automotivo. Com mais de duas décadas de experiência, faturou R$ 1 bilhão em 2022 e segue expandindo operações.

FONTE: Radio Fronteira
Multilog cresce quase 10% na movimentação de cargas em portos secos de fronteira; Dionísio Cerqueira é destaque | Rádio Fronteira FM 94,9 – FM 94,3 – Presente na Vida da Gente

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Amazon faz oferta bilionária para comprar o TikTok da China

A Amazon, gigante do comércio eletrônico, surpreendeu o mercado ao apresentar uma proposta para adquirir o TikTok, popular aplicativo de vídeos de propriedade chinesa.

A oferta foi enviada ao governo dos Estados Unidos, mais especificamente ao vice-presidente J.D. Vance e ao secretário de Comércio, Howard Lutnick. No entanto, o governo norte-americano não considera a proposta como uma opção viável, enfrentando resistência interna.

Mesmo sem perspectiva de avanço, a proposta da Amazon pode ter implicações significativas. Além de incentivar outros concorrentes a elevarem suas ofertas, o envolvimento da Amazon nas negociações pode proporcionar acesso a informações estratégicas sobre o desempenho financeiro do TikTok. A TikTok Shop, unidade de e-commerce da plataforma, já se tornou uma concorrente direta do marketplace da Amazon.

Como a proposta da Amazon impacta?

A entrada da Amazon na disputa pelo TikTok pode mudar o cenário competitivo entre as gigantes de tecnologia. O interesse da Amazon pode motivar outras empresas a reconsiderarem suas estratégias e ofertas. Entre as alternativas em discussão, está um consórcio que pode envolver a Oracle Corporation, a Blackstone Inc. e outros investidores de tecnologia.

Além disso, a aquisição do TikTok pela Amazon poderia fortalecer ainda mais sua presença no mercado de vídeos e redes sociais, ampliando seu alcance além do comércio eletrônico. Essa movimentação pode gerar uma reconfiguração do mercado, impactando diretamente outras plataformas de vídeo e redes sociais.

Amazon faz oferta bilionária para comprar o TikTok da China
  • Expansão da Amazon no setor de mídia social:
    • A aquisição do TikTok representaria uma grande expansão da Amazon no setor de mídia social, permitindo que a empresa alcance um público mais jovem e diversificado.
    • A Amazon poderia integrar o TikTok à sua plataforma de comércio eletrônico, criando novas oportunidades de vendas e marketing.
  • Competição acirrada no mercado de vídeos curtos:
    • A entrada da Amazon no mercado de vídeos curtos intensificaria a competição com outras empresas, como YouTube e Meta.
    • A Amazon poderia usar sua infraestrutura e recursos para impulsionar o crescimento do TikTok e desafiar a dominância dos concorrentes.
  • Implicações para a segurança nacional:
    • A aquisição do TikTok pela Amazon levanta questões sobre a segurança nacional, devido às preocupações com a coleta de dados de usuários e a influência do governo chinês.
    • O governo dos Estados Unidos poderia impor restrições à aquisição ou exigir que a Amazon tome medidas para proteger os dados dos usuários.
  • Mudanças no cenário do comércio eletrônico:
    • A integração do TikTok à plataforma de comércio eletrônico da Amazon poderia revolucionar o cenário do comércio eletrônico, com a ascensão do “social commerce”.
    • A Amazon poderia usar o TikTok para promover seus produtos e serviços, além de permitir que os usuários comprem produtos diretamente na plataforma.
  • Impacto na criação de conteúdo e influenciadores:
    • A aquisição do TikTok pela Amazon poderia ter um impacto significativo na criação de conteúdo e nos influenciadores digitais.
    • A Amazon poderia investir em ferramentas e recursos para criadores de conteúdo, além de oferecer novas oportunidades de monetização.

O prazo de Donald Trump

O presidente Donald Trump estabeleceu um prazo até 5 de abril para que a ByteDance, administradora chinesa do TikTok, transfira o controle do aplicativo nos Estados Unidos. Caso contrário, o aplicativo pode ser proibido no país. Este prazo pode ser ampliado, se necessário, mas a pressão para uma resolução rápida permanece.

O Congresso dos Estados Unidos já aprovou uma legislação para impedir que o governo chinês tenha acesso a dados sensíveis de cidadãos americanos, uma medida sancionada pelo ex-presidente Joe Biden. A conclusão de qualquer negociação depende não apenas da aprovação da ByteDance, mas também do governo chinês, que até o momento não confirmou sua participação nas discussões.

Quais outras empresas estão interessadas no TikTok?

Além da Amazon, o empresário Frank McCourt também manifestou interesse na aquisição do TikTok. Em entrevista à Bloomberg Television, McCourt afirmou que sua proposta está em avaliação e que espera ter mais clareza sobre o andamento das negociações até o dia 5 de abril.

O interesse de múltiplas empresas na aquisição do TikTok destaca a importância estratégica do aplicativo no cenário global de tecnologia e redes sociais. A competição por sua aquisição reflete o valor significativo que o TikTok representa em termos de alcance de público e potencial de receita.

Qual o futuro do TikTok nos Estados Unidos?

O futuro do TikTok nos Estados Unidos permanece incerto, com negociações em andamento e múltiplos interessados na aquisição. A decisão final dependerá de diversos fatores, incluindo a aprovação governamental e a disposição da ByteDance em negociar.

Independentemente do desfecho, a situação destaca a crescente tensão entre os Estados Unidos e a China no que diz respeito ao controle de dados e à segurança nacional. A resolução deste caso pode estabelecer precedentes importantes para futuras negociações e aquisições envolvendo empresas de tecnologia de ambos os países.

FONTE: Terra Brasil
Amazon faz oferta bilionária para comprar o TikTok da China – Terra Brasil Notícias

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Medidas Comerciais Adotadas pelo Governo dos Estados Unidos em 2 de abril de 2025

O governo brasileiro lamenta a decisão tomada pelo governo norte-americano no dia de hoje, 2 de abril, de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras para aquele país.

A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA.

Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo.

Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial” não reflete a realidade.

Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais.

Nesse sentido, o governo brasileiro destaca a aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, já em apreciação pela Câmara dos Deputados.

FONTE: MAPA.gov
Medidas Comerciais Adotadas pelo Governo dos Estados Unidos em 2 de abril de 2025 — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Atraso nos portos causou custos adicionais de US$ 2,3 bilhões ao Brasil em 2024

Em 2024, o Brasil incorreu em US$ 2,3 bilhões em custos de demurrage – despesas relacionadas ao atraso no desembaraço de cargas nos portos. Gargalos de infraestrutura, interrupções no transporte marítimo e fatores relacionados ao clima estavam por trás desses custos adicionais. Isso representa um aumento de 15% em relação a 2023, conforme analisado pela Bain & Company.

De acordo com o estudo, minério de ferro, grãos, fertilizantes e petróleo e seus derivados tiveram os maiores custos totais.

“As causas da demurrage são diversas e, geralmente, há mais de um motivo. Eles variam de condições climáticas, como variações de maré e chuva, a gargalos de infraestrutura, filas portuárias, questões burocráticas e atrasos na documentação de carga. Também há variações entre os portos”, disse Felipe Cammarata, sócio da Bain.

Segundo ele, o aumento do ano passado está intimamente ligado ao aumento dos preços do frete marítimo e ao aumento dos volumes de transporte marítimo dentro do país. “O tempo médio de operação vem diminuindo no Brasil. Há melhorias na infraestrutura, mas elas são insuficientes para compensar o crescimento da demanda de cargas e dos preços dos fretes”, disse Wagner Costa, outro sócio da consultoria.

Graves interrupções no transporte marítimo global em 2024 – causadas por eventos como ataques no Mar Vermelho e seca no Canal do Panamá – estão entre os fatores que pressionam os preços do frete marítimo e alimentam esses custos, disse Leandro Barreto, sócio da Solve Shipping. “Existe uma relação estreita entre demurrage e atrasos de navios. No ano passado, tivemos uma combinação explosiva de alta utilização do terminal, questões geopolíticas e condições climáticas, levando a atrasos, capotamentos de carga e demurrage”, disse ele.

Além disso, cada tipo de carga enfrenta desafios específicos. Para granéis líquidos, o principal problema nos terminais brasileiros é a falta de berços para navios nos portos, disse Antônio Carlos Sepúlveda, presidente da Santos Brasil, operadora de três terminais de combustíveis no Porto de Itaqui, em São Luís.

“Nos últimos anos, muito foi investido no aumento da capacidade do terminal, mas os investimentos do setor público em novos berços não acompanharam a expansão. Embora haja capacidade de armazenamento ociosa, vemos uma escassez de espaço para beliches”, destacou o executivo. “Isso é preocupante, pois a demanda do agronegócio está aumentando no Matopiba [Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia]. O porto fornece diesel para esta região, e o setor também está começando a expandir as exportações de biodiesel.”

De acordo com a consultora Jennyfer Tsai, ex-diretora de infraestrutura da Santos Port Authority, a falta de berços também é um gargalo no cais santista para granéis líquidos.

Para ela, gerenciar o acesso em Santos é uma preocupação para todas as cargas, principalmente com a perspectiva de aumento do fluxo portuário e embarcações cada vez maiores. “Isso tende a aumentar a fila de navios, criando demurrage”, disse ela. A Sra. Tsai sugeriu que uma solução potencial seria delegar essa operação aos operadores de terminais em um arranjo semelhante a um condomínio, semelhante ao sistema ferroviário doméstico. No entanto, ela observou que não há um plano claro para melhorar o sistema.

A situação é ainda mais complexa para o transporte de grãos, já que a demurrage decorre de uma questão estrutural no mercado, explicou Helcio Tokeshi, presidente da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura), stakeholder em terminais de grãos no Maranhão e em Santos.

Devido às flutuações globais dos preços das commodities, as tradings do agronegócio tendem a concentrar sua demanda por navios nos dias em que os preços são mais favoráveis, causando congestionamento portuário. “A dinâmica do mercado favorece essa concentração, com safra e período de safra”, observou.

Com o objetivo de reduzir os custos dos clientes, o terminal da empresa no Maranhão adotou horários flexíveis em 2024 para dar aos navios mais margem de manobra para atracação, explicou Marcos Pepe Bertoni, diretor de operações da CLI. “Estendemos essa janela, reduzindo os custos de demurrage dos clientes em cerca de 50%. Conseguimos reduzir as filas.”

Em contêineres, o setor viveu um cenário caótico em 2024 com altas taxas de frete e terminais e armazéns congestionados, o que também aumentou os custos de demurrage devido às devoluções tardias de contêineres. De acordo com Barreto, devido às interrupções, as empresas de navegação dispensaram as taxas dos proprietários de carga em muitos casos.

Este ano, o setor vê a situação mais controlada, disse Maiara Córdova, gerente do Grupo Allog. “O setor experimentou picos piores no ano passado; Hoje, a situação está mais controlada”, disse ela. De acordo com Barreto, com o início da baixa temporada e a adição de novos navios, que aumentaram a capacidade, as taxas de frete de contêineres tiveram uma queda significativa.

De acordo com os consultores da Bain, a redução dos custos de demurrage no longo prazo depende de investimentos em infraestrutura e da flexibilização dos gargalos do Brasil. No entanto, também existem soluções de curto prazo. “Reduções significativas podem ser alcançadas melhorando a gestão, identificando as causas dos atrasos e adotando planos de ação para mitigar os impactos. As ferramentas de monitoramento das condições climáticas também ajudam a antecipar problemas”, afirmou Cammarata.

FONTE: Valor Internacional
Atraso nos portos causou custos adicionais de US$ 2,3 bilhões para o Brasil em 2024 | Negócios | valorinternational

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Negócios

Berço do zebu, Índia torna-se grande compradora de genética bovina do Brasil

A raça zebuína que deu origem à base da pecuária brasileira está fazendo o caminho de volta para a Índia por meio da exportação crescente de material genético brasileiro.

No ano passado, só a Alta Genetics Brasil, que tem um terço de share no mercado brasileiro de material genético bovino, exportou 40 mil doses de sêmen para o melhoramento genético do gado leiteiro na Índia, maior produtor mundial de leite. Neste ano, a Geneal Genética e Biologia Animal vai fazer a primeira exportação de embriões para a Índia.

“Os indianos nos disseram ter reconhecido que o zebu teve um melhoramento genético incrível no Brasil e agora querem levar isso para lá visando aumentar a produtividade do seu rebanho leiteiro”, explica Raquel Dal Secco Borges, supervisora do departamento de relações internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Raquel trabalha no Brazilian Cattle, um dos projetos setoriais executados pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) desde 2003 em parceria com a ABCZ que visa abrir novos mercados e consolidar os atuais para elevar a exportação dos produtos das empresas da cadeia pecuária brasileira. O projeto tem 113 empresas de toda a cadeia pecuária como associadas, entre elas Alta e Geneal.

No ano passado, as exportações brasileiras de sêmen e embriões bovinos, segundo o Agrostat, sistema de estatísticas do agronegócio brasileiro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), renderam US$ 6,11 milhões ante os US$ 4,7 milhões de 2023, um crescimento de cerca de 30%. O maior aumento percentual de receita foi dos embriões, que passaram de US$ 818,9 mil para US$ 1,41 milhão, crescimento de 73,3%. Em volume, foram exportados 1.450 kg de material genético ante os 942 kg de 2023.

Os embarques de sêmen para a Índia tiveram o maior crescimento no período, passando de US$ 37,6 mil para US$ 618,9 mil, um aumento de 16 vezes e uma participação de 10% no total exportado.

No ranking das empresas associadas do Brazilian Cattle, responsáveis por 80% das exportações brasileiras de material genético bovino, a Índia passou de 16º maior importador em 2023 para a liderança, seguida por Colômbia, Paraguai, Equador e Costa Rica.

Os países da América Latina ainda lideram as importações do setor, mas a Índia, o Paquistão (que fazia parte da grande Índia quando o Brasil importou os primeiros animais do berço do zebu) e os países africanos vêm ganhando cada vez mais espaço. Segundo Raquel, nesses países o foco é na genética leiteira, que representa atualmente cerca de 40% do total de material genético exportado pelo Brasil.

“O Paquistão e países da África como Senegal e Nigéria estão até importando gado vivo do Brasil por avião para melhorar a genética do rebanho de pequenos produtores que focam na renda diária do leite, mas, obviamente, a importação de sêmen é mais barata e de melhor logística.”

Flávia Roseane Paschoal, coordenadora de comércio exterior da Alta Genetics, diz que, das 24 milhões de doses de sêmen comercializadas pelas centrais brasileiras no ano passado no mercado interno e externo, 970 mil doses foram exportadas graças ao reconhecimento da genética brasileira e a abertura de novos mercados.

Segundo ela, a exportação de 40 mil doses de sêmen de gir para Mumbai, na costa oeste da Índia, no ano passado, foi a maior do país e teve que ser aprovada por um comitê do governo indiano que cuida do desenvolvimento leiteiro. A negociação começou em 2020, as doses foram produzidas em 2023 e o primeiro lote foi embarcado em janeiro do ano passado. As doses vieram de quatro touros renomados de quatro fazendas.

A unidade da Alta no Brasil, que tem o segundo maior faturamento da multinacional atuante em 90 países, fez ainda mais três exportações menores de sêmen, com 4 a 5 mil doses, para pequenos produtores indianos e está negociando para exportar também embriões.

“Os indianos são mais exigentes que outros mercados, mas estão muito interessados em melhorar a produção do seu rebanho leiteiro com a genética brasileira”, disse Flávia.

O índex da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) aponta que o Brasil produziu no ano passado 20.539.086 doses de sêmen, um aumento de 6% em relação a 2023. Desse total, 833.276 doses foram exportadas para 31 países, uma queda de 5% em relação às 873.674 do ano anterior.

As importações de sêmen ainda superam com folga as exportações, com 5.741.702 doses no ano passado, um aumento de 14%. No total, foram comercializadas 26.280.788 doses, um crescimento de 7,4% nesse mercado.

“O mercado de sêmen caminha muito próximo da demanda do preço da arroba. O ciclo pecuário está agora retomando seu movimento de alta e, no segundo semestre, quando começa a estação de monta, geralmente já ocorre um aumento. Neste ano, as exportações devem crescer bem porque esperamos ter o Brasil declarado livre de aftosa sem vacinação”, diz Lilian Roberta Matimoto Makabashi, diretora-executiva da Asbia.

De acordo com ela, nesse contexto, o Japão, que acaba de receber a visita do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e a Coréia do Sul se destacam como mercados promissores a serem abertos para o material genético bovino do país.

A diretora-executiva ressalta que a tecnologia no setor tem avançado bastante no Brasil nos últimos anos, o que atrai a atenção de outros países com clima tropical que ainda compram material genético de países de clima temperado. Segundo ela, um indicador do avanço da tecnologia é que no ano passado foram produzidas 1,1 milhão de doses sexadas no país, um recorde.

“Os criadores estão cada vez mais entendendo que precisam investir no melhoramento genético para elevar sua renda e as centrais estão elevando a produção de sêmen para atender a demanda. Há 20 anos, tínhamos 5% de fêmeas inseminadas no Brasil e hoje o percentual já chega a 23% graças à pressão do mercado por um animal mais produtivo.”

Novos mercados
O Brazilian Cattle trabalha atualmente na abertura de 24 novos destinos para material genético e 21 para animais vivos. Raquel Borges aponta México e África do Sul como grandes desafios, além da Austrália, mas diz que as negociações podem ser aceleradas se Brasil for mesmo reconhecido internacionalmente como território livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). A votação na Omsa está prevista para ocorrer em maio em Paris.

Segundo Raquel, o Brasil já tem um protocolo sanitário muito eficiente e rigoroso, mas na hora de exportar tem que atender requisitos diferentes de cada país para um mesmo produto.

“Protocolos sanitários são afetados pela legislação adotada pelo país importador e interesses comerciais defendidos por eles. Isso influencia o ritmo e celeridade das negociações.”

Conheça a fazenda escolhida pelos indianos
Para fechar sua primeira compra de mil embriões bovinos brasileiros, os indianos visitaram várias propriedades no país e escolheram a genética da Fazenda Floresta, em Lins, no interior paulista, que trabalha com melhoramento de gado leiteiro desde 2007.

A produtora Roberta Bertin Barros diz que sua fazenda é a única do país que tem três laboratórios dentro de seus 192 hectares: de análises clínicas veterinárias, de produção em vitro e de genômica. Ela conta que, além de receber os indianos, foi até o país asiático mostrar com vídeos e palestras como é feito o melhoramento do gir na fazenda, que também produz 20 mil litros de leite por dia para a Nestlé com suas vacas no sistema compost barn.

“Nossos animais são 100% produzidos em laboratório. Fazemos aqui todos os exames e, na pesquisa genômica, identificamos os defeitos genéticos e a ancestralidade dos animais para provar que não houve mistura com outras raças zebuínas. A Índia é o único país para o qual exportamos que exigiu esses dados para fechar o embarque dos embriões.”

Um lote de 200 embriões deve seguir para o berço do zebu em maio e mais 800 serão enviados em 2026. A própria Roberta, que é veterinária, e parte de sua equipe vão para a Índia acompanhar a transferência dos embriões para vacas selecionadas lá que também estão sendo submetidas a exames sanitários de tuberculose, brucelose e outras doenças, além de exames reprodutivos para não abortar.

“Não basta vender. É preciso ensinar manejo, dar dicas de nutrição etc. Por isso, pedimos aos compradores para enviar seus técnicos para estágio em nossa fazenda.”

A Fazenda Floresta exporta embriões congelados de gir e de girolando para países da América Central e África, além de vender o material genético e animais no mercado interno. No ano passado, a vaca Britânia FIV do Basa, criada na fazenda, foi a campeã nacional do ranking de gir. Ela foi vendida em seguida para um condomínio de produtores pelo recorde de R$ 1,05 milhão.

Roberta conta que os indianos estão tão interessados na genética brasileira que foram os primeiros a lhe dar parabéns pela vitória da Britânia.

Neste ano, as exportações da fazenda devem representar 50% graças ao embarque de animais vivos para a Nigéria. “Enviamos 90 animais em voo fretado para um criador que estava tão interessado em melhorar seu rebanho leiteiro que trabalhou junto ao seu governo para abrir o mercado nigeriano para o Brasil.”

A produção dos embriões que serão exportados para a Índia acontece no laboratório da Geneal, em Uberaba (MG), que tem a licença junto ao Mapa para o quarentenário das doadoras e uma parceria de longos anos com a Fazenda Floresta. Antes e depois da quarentena, os animais selecionados seguindo protocolos indianos de sanidade, pureza e produtividade passam por rigorosos exames.

Paulo Cerântola, gerente comercial da Geneal, diz que a empresa produziu 5.000 embriões para exportação em 2024, um aumento de 15%, e deve dobrar o número neste ano. No mercado interno, a empresa de Uberaba que também faz clonagem de bovinos comercializa mais de 30 mil embriões por ano.

Fonte: Globo Rural
Berço do zebu, Índia torna-se grande compradora de genética bovina do Brasil

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