Importação

Receita Federal retém carga de 2 navios em operação contra fraudes na importação de combustíveis

Segundo o órgão, empresas com pouca estrutura e capacidade financeira estão aparecendo como responsáveis por cargas milionárias.

A Receita Federal realizou na última sexta-feira (19) a Operação Cadeia de Carbono, contra fraudes na importação e comercialização de combustíveis, petróleo e derivados. A ação aconteceu em 5 estados: Alagoas, Amapá, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo.

Fiscais realizaram diligências fiscais em 11 endereços nestes estados. Já foram retidas cargas de 2 navios no Rio de Janeiro, avaliadas em cerca de R$ 240 milhões, contendo petróleo, combustíveis e óleo condensado. Também estão na mira depósitos e terminais de armazenamento em São Paulo.

Segundo o órgão, empresas com pouca estrutura e capacidade financeira estão aparecendo como responsáveis por cargas milionárias. A suspeita é que essas companhias estejam sendo usadas como laranjas para esconder os verdadeiros donos das mercadorias e o caminho do dinheiro.

Essas práticas estão ligadas a crimes como lavagem de dinheiroevasão de divisas e sonegação fiscal. Em casos assim, a lei prevê que as mercadorias podem ser retidas ou perdidas.

A Receita também está investigando grandes grupos empresariais que usam contratos complexos para esconder os verdadeiros responsáveis pelas operações.

O órgão prepara uma nova norma para reforçar o controle sobre a importação de combustíveis e derivados. A medida foi discutida com o setor e busca evitar novas fraudes.

Fonte: G1

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Importação

Importação nº 094/2025

Uso obrigatório do PCCE no registro de Declaração ICMS na DI para alguns Estados

Comunicamos que, a partir de segunda-feira, 22/09/25, as Declarações de ICMS destinadas as Secretarias de Fazenda Estaduais da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Distrito Federal, Rondônia, Acre e Amapá só poderão ser declaradas via sistema de Pagamento Centralizado do Comercio Exterior (PCCE) via Portal Único de Comércio Exterior (https://portalunico.siscomex.gov.br).

As declarações de ICMS desses estados serão desabilitadas via menu do Siscomex Importação Web (DI), ou seja, caso a UF selecionada no preenchimento da Declaração de ICMS no Siscomex Importação corresponda a uma das UF com indicação de desabilitada (BA, MG, MT, DF, RO, AC e AP), será disponibilizada a mensagem de erro: “Pagamento de ICMS desabilitado, proceder no sistema PCCE do Pucomex”.

Para os demais estados as Declarações de ICMS poderão ser realizadas via Siscomex Importação Web (DI), sendo que só serão permitidas o registro da declaração para os estados de interesse da Declaração de Importação (DI), ou seja, caso a UF selecionada no preenchimento da Declaração de ICMS não corresponda a uma das UF de interesse (UF do Importador, UF do Adquirente e UF de Despacho), será disponibilizada a mensagem de erro: “UF inválida para declaração de ICMS”.

Fonte: Coordenação-Geral de Administração Aduaneira

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Importação

Importações em contêineres cresceram 1,6%.

As importações norte-americanas em contêineres aumentaram 1,6% em agosto em relação ao mesmo mês de 2024, apesar da queda dos envios da China, segundo dados da Descartes.

Fluxo portuário e números-chave
Os portos marítimos dos Estados Unidos movimentaram 2,5 milhões de TEU em agosto, abaixo do quase recorde de 2,6 milhões registrado em julho. No acumulado de 2025, o volume importado soma um crescimento de 3,3% em comparação anual.

A China, ainda o maior fornecedor, respondeu por 869.523 TEU, o equivalente a 35% do total. No entanto, as cargas vindas do país asiático recuaram 10,8% em relação ao ano passado, com quedas em alumínio, roupas e calçados.

Tensões tarifárias e diversificação de fornecedores
As políticas comerciais do presidente Donald Trump continuam gerando incertezas. As tarifas mais altas aplicadas a uma ampla gama de produtos impulsionaram mudanças nas rotas de suprimento. Países como Vietnã, Índia, Tailândia e Indonésia ganharam participação frente à China.

Paralelamente, Estados Unidos e China prorrogaram até novembro uma trégua sobre possíveis tarifas punitivas, oferecendo um alívio aos importadores. No entanto, Trump impôs uma tarifa de 50% sobre produtos da Índia, medida que busca desestimular a compra de petróleo russo e que pode afetar grandes varejistas como o Walmart, principal cliente do transporte marítimo em contêineres.

Perspectivas incertas
O diretor do Porto de Los Angeles, o mais movimentado do país, alertou que o volume de importações pode ter atingido seu pico em julho. O setor prevê um fechamento de ano difícil, condicionado pela contração manufatureira e pela cautela dos consumidores impactados pela inflação, especialmente na temporada de fim de ano.

A esse cenário soma-se uma recente decisão judicial nos Estados Unidos que declarou ilegais a maioria das tarifas de Trump, embora elas sigam em vigor até meados de outubro, à espera de um recurso na Suprema Corte.

Fonte: Todo Logistica News

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Exclusivo: Importadores brasileiros burlam sanções dos EUA e importam ureia do Irã

A demanda cada vez maior do agronegócio por fertilizantes tem levado traders brasileiros a se lançarem em operações arriscadas envolvendo a importação de ureia diretamente do Irã, hoje o terceiro maior fornecedor do insumo ao Brasil. Este site registrou, meses atrás, o descarregamento no porto de Paranaguá de uma carga de ureia iraniana pelo navio The Strong, de bandeira panamenha. O graneleiro cumpriu um roteiro conhecido, a partir do porto de Assaluyeh (Irã), com escala no Cabo (África do Sul).

O produto foi fornecido pela Pardis Petrochemical Company (PPC), subsidiária da National Petrochemical Company (NPC), ligada ao Ministério do Petróleo e alvo de sanções dos Estados Unidos. Segundo o OFAC (escritório responsável pela administração das sanções), a estatal foi usada para financiar a Guarda Revolucionária Iraniana, designada pela Casa Branca como uma organização terrorista.

Em junho, Israel e EUA bombardearam instalações militares e nucleares para por fim ao programa militar atômico do regime do aiatolá Ali Khamenei. Toda a cúpula da Guarda Revolucionária foi eliminada, incluindo Behnam Shahriyar, chefe das forças Quds, seu batalhão especial. O governo Lula criticou a ação.

TRANSAÇÕES COMERCIAIS PROIBIDAS

De acordo com o Ofac, qualquer agente estatal ou privado que se relacione com a estatal iraniana corre o risco de ser punido com sanções secundárias. Isso vale, por exemplo, para as empresas Link Comercial Importadora e Exportadora e MMS Participações, envolvidas na importação da ureia.

As sanções também podem ser estendidas a bancos usados para as transações comerciais, aos compradores da carga no Brasil e ao próprio governo brasileiro. O caso fica ainda mais complicado devido a indícios de fraude documental por parte das empresas, a fim de ocultar a origem real da carga.

Em denúncia à Receita Federal, à Polícia Federal e a autoridades portuárias, uma operadora portuária acusou os importadores de trocarem a documentação de transporte da carga, na parada para reabastecimento na África. Se no BL original da carga trazida pelo The Strong, o exportador era a Pardis, no BL entregue em Paranaguá virou a East Oil Petroleum de Dubai, inclusive com troca do registro do porto de origem, para Khor Fakkan, em Omã. 

Outras ocorrências sugerem que não se trata de um caso isolado. Neste momento, desembarca em Paranaguá outra carga de ureia importada novamente pela Link, desta vez pelo graneleiro supermax LB ENERGE, de bandeira panamenha. Mais uma vez, há indícios de troca da documentação. O navio partiu do Irã, mas a papelada indica Omã como origem.

Também neste momento, outra carga de ureia iraniana da Pardis está a caminho de Paranaguá, no graneleiro Megeve, de bandeira da Libéria. O navio se encontra parado há alguns dias na África do Sul, aguardando autorização para zarpar para o Brasil. O produto está sendo importado pela Blacklake Ltda, subsidiária da companhia canadense de mesmo nome.

Este site obteve email enviado por uma operadora portuária ao comandante do Megeve, alertando sobre eventual troca de documentação da carga para ludibriar as autoridades nacionais. Em contato com a reportagem, a agência confirmou a autenticidade das comunicações e denúncias já realizadas.

“Nós monitoramos de perto sua embarcação no porto de carregamento de Asaluyeh, Irã, e agora entendemos que a embarcação reportou o Brasil com próximo porto de escala. O porto de carga do Irã deve ser mantido com os documentos originais a serem apresentados aos destinatários, caso contrário, a falsificação e a manipulação de documentos para fins fraudulentos serão consideradas um crime grave.”

E ainda:

“Ações ou omissões deliberadas que resultarem na alteração de documentos constituem crime previsto na legislação penal brasileira, nos termos dos artigos 29, 298 e 299 do Código Penal. Na sua qualidade de comandante da embarcação, você deve garantir a integridade das operações e também se tornou diretamente responsável por violações legais que não serão toleradas. Ressaltamos que a legislação brasileira, nos termos do artigo 29 do Código Penal, não distingue entre autores e cúmplices quando comprovada a intenção ou cumplicidade, responsabilizando igualmente todas as partes. Qualquer tentativa de ocultar, minimizar ou obstruir a investigação será considerada agravante.”

Trata-se da primeira importação de ureia iraniana por parte da Blacklake, que normalmente opera minério de ferro e outros metais ferrosos. A origem do insumo, que ultrapassa as 62 mil toneladas, também é a Pardis Petrochemical Company (PPC). Este site tentou sem sucesso contato com as importadoras citadas e permanece à disposição para incluir suas manifestações.

BOOM DE IMPORTAÇÕES

O Irã é um dos maiores exportadores regionais de ureia, com clientes na Turquia, na África e em alguns destinos na Ásia e na América. Registros do COMTRADE mostram um salto nas importações da ureia iraniana por parte do Brasil a partir de 2023, no governo Lula, representando hoje cerca de 17% do marketshare.

Neste ano, porém, o fornecimento tem sofrido oscilações, especialmente depois das operações militares contra o país, apontado como financiador de grupos terroristas como Hezbollah, Houthis e Hamas. A aplicação das sanções também se tornou mais rígida devido ao cenário geopolítico.

Fonte: Portal Claudio Dantas

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Importação

Importação russa de carne do Brasil atinge em agosto maior nível dos últimos 8 anos

Em agosto, a Rússia aumentou em 1,6 vezes as importações de carne do Brasil em comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando US$ 67,6 milhões (R$ 365,2 milhões) — o maior valor desde 2017, segundo análise da Sputnik baseada em dados do governo brasileiro.

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne para a Rússia de janeiro a julho de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne para a Rússia | Jan 2022 a Jun 2025 | TEUs

A última vez que o volume havia sido maior foi em novembro de 2017, quando as importações atingiram US$ 105,9 milhões (R$ 572 milhões).

O salto ocorreu principalmente devido à duplicação das compras de carne bovina, que passaram de US$ 30 milhões (R$ 162 milhões) para US$ 60,7 milhões (R$ 327,9 milhões). Também houve um aumento de 28% na importação de miúdos bovinos.

Por outro lado, as compras de carne de frango caíram quase quatro vezes, chegando a US$ 2,5 milhões (R$ 13,5 milhões).

Em agosto, o maior importador de carne brasileira foi a China, seguida por México, Filipinas, Chile e Japão. A Rússia ficou em oitavo lugar.

Produção de carne em alta no Brasil

No segundo trimestre de 2025, o Brasil registrou 10,46 milhões de cabeças de bovinos abatidas, alta de 3,9% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,5% frente ao trimestre anterior. Por outro lado, o abate de suínos somou 15,01 milhões de cabeças, crescimento de 2,6% em comparação com o segundo trimestre de 2024 e de 4,1% em relação aos três primeiros meses deste ano.

Já o abate de frangos chegou a 1,64 bilhão de cabeças, o que representa aumento de 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano passado, mas uma leve queda de 0,4% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

Fonte: Tribuna do Sertão

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Comércio Exterior, Exportação, Finanças, Importação, Informação

Receita Federal transmitirá ao vivo a 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Confac

A reunião será nesta sexta-feira, 12 de setembro, às 14h30, no canal da Receita Federal no Youtube.

Receita Federal transmitirá ao vivo, no dia 12 de setembro, sexta-feira, às 14h30, a 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Conselho Nacional de Facilitação do Comércio (Confac).

O encontro será realizado pelo canal oficial da Receita Federal no YouTube, neste link

A participação é aberta ao público, especialmente a profissionais, empresas e órgãos envolvidos nas operações de comércio exterior, que terão a oportunidade de acompanhar de perto as iniciativas voltadas à integração e ao aprimoramento dos processos aduaneiros.

📌 Informações sobre a live:

Evento: 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Confac
Data: 12/09 (sexta-feira)
Horário: 14h30
Local: Canal da Receita Federal no YouTube

Fonte: Receita Federal gov.br

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Economia, Exportação, Importação, Informação, Tributação

Reforma Tributária e os impactos em no Comércio Exterior de Santa Catarina: hora de se reinventar 


Com o fim dos incentivos fiscais tradicionais, trading companies, despachantes e importadores em Santa Catarina precisam apostar em inovação, tecnologia e estratégia para manter a competitividade. 

A Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, já está em fase de implementação gradual e prevê mudanças significativas no sistema fiscal brasileiro. As novas regras, que introduzem o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), a CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços) e o Imposto Seletivo (IS) em substituição a tributos como ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI, entram em vigor a partir de 2026

Até lá, as empresas precisam se preparar para um cenário de maior simplificação e transparência, mas que também exige adaptações estratégicas e operacionais. Estimativas do governo apontam que a alíquota total deve girar em torno de 28%, com possibilidade de ajustes caso ultrapasse 26,5%. Além disso, a arrecadação passará a ser feita no destino do consumo, reduzindo a guerra fiscal entre estados e municípios e reforçando a necessidade de planejamento antecipado por parte dos setores mais impactados, como o comércio exterior. 

Santa Catarina em foco 

A Reforma Tributária trará mudanças profundas na dinâmica fiscal e operacional de trading companies, despachantes aduaneiros e importadores, especialmente em estados como Santa Catarina, que historicamente se beneficiaram de incentivos fiscais como o TTD (Tratamento Tributário Diferenciado)

Nesse novo cenário, a adaptação será palavra de ordem. Mais do que acompanhar a legislação, será preciso adotar estratégias inteligentes e inovadoras para se manter competitivo. 

Reinvenção das Trading Companies 

Com o fim gradual dos incentivos de ICMS, o diferencial competitivo das tradings deverá migrar para novos campos de atuação. Entre os caminhos estratégicos estão: 

  • Reposicionamento de valor: foco em inteligência logística, negociação internacional e gestão de riscos. 
  • Consultoria tributária especializada: apoio na transição para o novo modelo de IBS e CBS, auxiliando clientes no planejamento de custos. 
  • Tecnologia e automação: investimento em plataformas digitais que integrem importação, simulação de custos e compliance fiscal. 
  • Parcerias estratégicas: fortalecimento de alianças com operadores logísticos, despachantes e fintechs para entregar soluções completas. 

Reinvenção dos Despachantes Aduaneiros 

Para os despachantes, a reforma abre espaço para uma atuação ainda mais consultiva e tecnológica. As principais ações incluem: 

  • Atualização técnica constante: domínio dos novos regimes aduaneiros e entendimento do impacto da CBS e do IBS em cada operação. 
  • Atuação como consultores: papel ampliado, orientando empresas sobre riscos, oportunidades e planejamento tributário. 
  • Digitalização de processos: sistemas que automatizem o despacho, reduzam erros e agilizem a liberação de cargas. 
  • Educação corporativa: oferta de treinamentos e workshops para clientes sobre os impactos práticos da reforma. 

Reinvenção dos Importadores 

No caso dos importadores, a simplificação tributária traz novos horizontes para o planejamento e a eficiência. Entre os pontos de atenção estão: 

  • Revisão de cadeias de suprimentos: avaliação sobre manter a importação direta ou terceirizar via trading. 
  • Planejamento financeiro mais preciso: maior clareza para simular custos e evitar surpresas. 
  • Adoção de IA e analytics: uso de ferramentas inteligentes para prever demanda, simular cenários tributários e otimizar estoques. 
  • Fortalecimento da governança fiscal: criação de rotinas de compliance que assegurem o aproveitamento correto de créditos e evitem autuações. 

O futuro exige visão estratégica 

A chave para todos os agentes será a adaptabilidade. A Reforma Tributária não elimina oportunidades — ela apenas exige que sejam redefinidas. 

Santa Catarina, com sua tradição no comércio exterior e no uso de incentivos fiscais, terá um desafio especial pela frente. Mas, ao mesmo tempo, a mudança abre espaço para um novo posicionamento baseado em inovação, eficiência e inteligência estratégica. 

TEXTO: REDAÇÃO/DAISE SANTOS 

IMAGEM: Ilustrativa/Freepik 

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística

Brasil tem 13 vezes mais empresas que importam do que exportam para a China

Embora a China seja o país que mais compra produtos do Brasil no exterior, há mais empresas brasileiras que importam do que exportam nas trocas comerciais com o gigante asiático. Esta é uma das descobertas de um estudo sobre o perfil socioeconômico do comércio entre os dois países, feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

São mais de 40 mil empresas que importam da China, entre lojas do varejo, atacadistas, tradings e indústrias, contra menos de 3 mil que exportam ao país. Enquanto há uma grande diversidade de produtos manufaturados e insumos industriais importados pelo Brasil da China, as vendas ao gigante asiático são concentradas em um número bem menor de fornecedores de produtos primários. Somente três produtos — soja, minério de ferro e petróleo — representaram três quartos do total vendido à China no ano passado.

É bem maior o número de empresas brasileiras que exportam para o Mercosul (11,7 mil), os Estados Unidos (9,6 mil) e a União Europeia (8,6 mil), ainda que, no montante em dólares, estes mercados comprem menos do Brasil. As vendas para a China são mais concentradas em commodities do que para qualquer outro parceiro comercial .

Já quando se olha para as importações, o total de empresas que trazem produtos da China — 40.059, em número preciso de 2024 — é quase dez vezes superior ao número de importadores de produtos do Mercosul, o triplo dos Estados Unidos e o dobro da União Europeia. Desde 2000, o número de importadores de produtos chineses no Brasil foi ampliado em 11 vezes.

O estudo mostra que, embora em menor ritmo, também houve um avanço no número de empresas que vendem à China: quadruplicou de 2000 para cá, incluindo microempresas que passaram a fornecer ao país.

A urbanização acelerada, a ascensão da classe média e o crescimento da indústria puxaram nas últimas décadas a demanda chinesa por produtos que o Brasil tem condições de fornecer. Nos últimos dez anos, a China respondeu por mais da metade do superávit da balança comercial brasileira, sendo, em 2024, o destino de 28% das exportações do Brasil.

Fonte: Estadão

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Importação

Importação n° 088/2025 – Alterações nos atributos do Novo Processo de Importação

Comunicamos a realização de ajustes nos atributos do Catálogo de Produtos, os quais têm efeito no ambiente de Produção do Portal Único Siscomex nas datas indicadas na planilha disponível neste link (coluna “Data de implementação”).

 As alterações nos atributos são decorrentes do processo contínuo de revisão e harmonização das informações, bem como da necessidade de informação para os órgãos anuentes e demais intervenientes no comércio exterior.

Coordenação-Geral de Administração Aduaneira – COANA/RFB
Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX/SECEX

Fonte: Siscomex

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Agricultura, Comércio Exterior, Importação

Importação de banana do Equador gera preocupação para produção catarinense

Produtores de SC alegam preocupação com o preço, além de questões sanitárias

A decisão do governo federal, divulgada em agosto deste ano, de autorizar a importação de bananas do Equador gerou preocupação entre os produtores catarinenses. Os bananicultores temem queda nos preços, além de riscos em questões fitossanitárias. Em Santa Catarina, pequenos produtores, que movem majoritariamente este setor, já se mobilizam contra este cenário.

Em 18 de agosto deste ano, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) recebeu uma visita oficial de  Daniel Noboa, presidente do Equador. No encontro, Lula afirmou que o Brasil está comprometido em promover um comércio mais equilibrado e reduzir as barreiras aos produtos equatorianos. 

Cultivo da fruta é familiar em Santa Catarina (Foto: Divulgação)

— Começaremos implementando a decisão judicial que abriu o mercado brasileiro para bananas equatorianas. O processo começará com bananas desidratadas e, até o final do ano, concluiremos a análise e a avaliação de risco para bananas frescas —  afirmou Lula.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou 43,8 mil toneladas de banana, com receita de aproximadamente R$ 85 milhões. Santa Catarina foi responsável por praticamente 50% do volume exportado, com 21,8 mil toneladas, o que representa um crescimento de 103% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são do painel temático de Comércio Exterior do Observatório Agro Catarinense.

Além disso, o Estado gerou aproximadamente R$ 39,2 milhões de receita, equivalente a 45,9% do total nacional com exportações de banana no primeiro semestre de 2025.

Para os produtores do Norte catarinense, o cenário é de preocupação. Jorge Marangoni é um dos bananicultores em São João do Itaperiú, pequena cidade do Norte catarinense que possui cerca de 200 famílias produtoras. Como presidente da associação do município e da federação catarinense, ele explica que, desde o anúncio sobre a retomada da importação, várias reuniões já aconteceram sobre o tema na região.

A importação da fruta equatoriana havia sido restringida em 1997 devido a questões fitossanitárias, mas foi liberada em 2017 e posteriormente suspensa novamente. Uma das preocupações com a retomada, inclui a possível introdução do vírus BBrMV (Banana Bract Mosaic Virus) no Brasil.

— Lá no Equador eles têm muitas mais pragas e doenças que nós não temos aqui e isso é um risco muito grande, não só para a economia, mas no geral para a produção e até mesmo para uma segurança alimentar — afirma.

Outro fator que pode desestimular a produção catarinense é a característica familiar. São pequenas propriedades rurais que têm a banana como principal fonte de renda para a subsistência.

— A nossa a banana (brasileira) em si é formada da agricultura familiar, principalmente Santa Catarina. É a característica do pai, da mãe, dos filhos, do avô, todos na mesma propriedade trabalhando. Porque as propriedades são muito pequenas, comparado em outras regiões e comparado com outras culturas — fala.

O impacto no Estado pode ser principalmente em relação a questão de oferta e procura, defende Jorge. O produtor explica que com mais competitividade no setor, a produção catarinense pode perder força e trazer reflexos no preço. Ainda, ele afirma que, apesar da boa produtividade na safra deste ano, o preço foi baixo. Com mais este obstáculo, o cenário preocupa cada vez mais.

— A banana equatoriana, por ela estar no clima da linha do Equador, o clima que ela se desenvolveu é melhor para a questão de qualidade de casca, apenas de aparência, não de sabor e menos ainda de segurança alimentar. Não se compara com a nossa. Então, isso muito nos preocupa — afirma.

A mobilização na região busca uma reunião com Carlos Fávaro, ministro da pasta de Agricultura e Pecuária. A intenção é derrubar a retomada da importação da banana equatoriana.

— Nós estamos bem otimistas que vamos conseguir — explica Jorge.

Repercussão do cenário

Na última terça-feira (2), a Câmara de Vereadores de Guaramirim, cidade do Norte do Estado,  aprovou uma moção contra a decisão do governo federal de importar a fruta do Equador. Para o autor da iniciativa, vereador Marcelo Deretti (PP), a importação preocupa os bananicultores da cidade.

— A entrada da banana do Equador no mercado interno pode gerar uma concorrência desleal, desvalorizando o preço do produto. Vale lembrar que o Brasil é autossuficiente na produção de banana — argumenta.

Antes disso, em 26 de agosto deste ano, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), também aprovou uma moção em manifestação de repúdio à decisão do governo federal de autorizar a retomada da importação de banana do Equador.

O autor da moção, deputado Antídio Lunelli (MDB), afirmou não haver justificativa econômica para importar banana. Ainda, citou sobre os riscos sanitários devido ao consumo do produto equatoriano pelo Brasil.

— O que essa decisão traz é risco fitossanitário e ameaça concreta de pragas que podem destruir plantações inteiras, como o Fusarium TR4, conhecido como Mal do Panamá — afirmou.

As moções serão enviadas ao presidente da República, ao ministro da Agricultura e Pecuária, aos presidentes da Câmara e do Senado e ao Fórum Parlamentar Catarinense, cobrando a revogação imediata da autorização de importação.

O NSC Total questionou o Ministério da Agricultura e Pecuária sobre as preocupações dos produtores quanto a questão sanitária e também preços de comercialização, mas não obteve retorno até a publicação deste matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: NSC Total
Com informações de Agencia Brasil

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