Agricultura, Exportação, Notícias

Pluma: Mato Grosso registra em junho o 2º maior volume exportado para o mês

Volume de pluma enviado pelo estado representou 69,77% das exportações nacionais no período

As exportações de pluma em junho somaram 92,67 mil toneladas em Mato Grosso. O volume é considerado o segundo maior para o mês em toda a série histórica, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Compilado das exportações, trazido pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal, destaca que a quantidade embarcada pelo estado representou 69,77% do total enviado pelo Brasil no mês.

Bangladesh e Turquia lideraram os embarques mato-grossenses de pluma, com 21,60 e 19,21 mil toneladas, respectivamente.

A China, que foi a maior importadora das últimas seis safras, adquiriu apenas 667 toneladas de pluma mato-grossense em junho, volume, conforme os dados, abaixo do habitual e o menor desde julho de 2022.

Ainda segundo o levantamento, o total observado até o momento, inclusive, é 2,31% acima das exportações totais da safra 2022/23.

A expectativa, frisa o Imea, é que o estado exporte 1,81 milhão de toneladas de pluma no fechamento do ciclo 2023/24. Dessa forma, para fechar a estimativa, o estado necessita exportar 75,05 mil toneladas em julho.

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Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: Peru, Jordânia e Hong Kong retiram restrições de exportação à carne de aves brasileira

Nesta terça-feira (15), Peru, Jordânia e Hong Kong retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS). 

Além disso, o Kuwait reduziu as restrições do estado do Rio Grande do Sul ao município de Montenegro (RS).  

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte: 

Sem restrição de exportação: África do Sul, Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Jordânia, Hong Kong, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã. 

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia. 

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia. 

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar e Kuwait 

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão 

Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC). 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio, Exportação

Exportações de veículos impulsionam balança comercial positiva do Paraná em junho

Boletim do Comércio Exterior da Fecomércio PR destaca avanço da indústria automotiva e novos mercados para produtos paranaenses

A balança comercial do Paraná fechou o mês de junho com superávit de US$ 36,70 milhões, resultado de exportações que somaram US$ 1,83 bilhão e importações de US$ 1,80 bilhão. A corrente de comércio atingiu US$ 3,63 bilhões no período. Os dados constam no Boletim do Comércio Exterior da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Apesar da queda nas exportações de dois dos principais produtos da pauta estadual, a soja (-37,28%) e carne de aves (-30,00%), o mês de junho registrou avanço expressivo em outras áreas, com destaque para o setor automotivo.

As exportações de veículos de passageiros cresceram 196,44% em relação a junho de 2024, totalizando US$ 80,84 milhões. Veículos rodoviários somaram US$ 43,46 milhões, com crescimento de 250,61%, e os veículos para transporte de mercadorias e usos especiais atingiram US$ 41,51 milhões, com alta de 91,77%.

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o desempenho da indústria automotiva reforça o protagonismo do Paraná nesse setor. “Mesmo em um cenário global de desaceleração nas commodities, os números mostram que a indústria automotiva paranaense tem ampliado sua competitividade e consolidado sua posição como um dos motores da economia estadual”, afirma.

Nas importações, os produtos mais adquiridos pelo Paraná foram adubos ou fertilizantes químicos (US$ 307,90 milhões), com elevação de 18,73%, e partes e acessórios de veículos (US$ 112,77 milhões), que cresceram 14,52% no comparativo anual.

Parceiros comerciais 

Entre os principais destinos das exportações paranaenses, a China manteve a liderança com participação de 23,59%, apesar da queda de 36,48% em relação a junho do ano passado. A Argentina, porém, figura como o segundo principal parceiro comercial paranaense, com aumento expressivo de 166,55% nas exportações, alcançando 9,10% do volume comercializado pelo estado. A nova política tarifária dos Estados Unidos impactou as exportações, que caíram 7,1% na variação anual, posicionando o mercado americano na terceira posição do ranking, com uma participação de 6,9%.  Historicamente, o Paraná apresenta déficits na balança comercial com os Estados Unidos, em 2017 e 2019, por exemplo, o saldo negativo ultrapassou US$ 1,3 bilhão. Contudo, essa tendência se inverteu em 2024, quando o estado registrou um superávit de US$ 108 milhões, resultado que se manteve positivo também em 2025.

“Quando determinados mercados passam a impor restrições ou reduzem a demanda, o empresariado busca alternativas. O avanço da Argentina como segundo maior destino das exportações é um sinal positivo de diversificação e abertura de novas oportunidades comerciais para o Paraná”, analisa Dezordi.

Além da Argentina, outros países ampliaram significativamente suas importações do Paraná, entre eles a Argélia (540,00%), Omã (243,03%), Índia (160,57%) e Singapura (92,72%).

Nas importações, a China também é o principal parceiro comercial, com 23,29% de participação e crescimento de 13,13% no período. Já os Estados Unidos, embora tenham reduzido suas compras de produtos paranaenses, aumentaram em 27,60% o volume exportado ao estado. As importações da Argentina também cresceram, com elevação de 10,93%.

O Boletim do Comércio Exterior da Fecomércio PR está disponível para consulta AQUI.

Fonte: Fecomércio PR

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Comércio Exterior, Exportação

Brasil deve liderar as exportações globais de tabaco pelo 32º ano consecutivo

O Brasil deve manter sua liderança global nas exportações de tabaco pelo 32º ano consecutivo. De janeiro a junho de 2025, o país embarcou 206.518 toneladas do produto. O volume gerou uma receita de US$ 1,36 bilhão. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento (MDIC/ComexStat).

Esse desempenho representa um aumento de 5,77% no volume exportado em comparação com o primeiro semestre de 2024. Em termos de receita, o crescimento foi de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado (quando o setor alcançou US$ 1,24 bilhão).

Os principais compradores do tabaco brasileiro foram China, Bélgica, Estados Unidos, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes Unidos. O setor espera encerrar o ano com exportações superiores a US$ 3 bilhões. A projeção leva em conta estimativas da consultoria Deloitte, que prevê um crescimento entre 10,1% e 15% nas vendas externas em 2025.

Segundo Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o setor mantém uma média de mais de 500 mil toneladas exportadas por ano.

“Nossa produção é vendida para mais de 100 países”, afirma. Ele destaca a preferência internacional pelo produto brasileiro e conta com o Sistema Integrado de Produção de Tabaco para garantir o fornecimento.

O Rio Grande do Sul é responsável pela maior parte das exportações de tabaco do Brasil. No primeiro semestre de 2025, o estado embarcou 188,3 mil toneladas. O valor total chegou a US$ 1,2 bilhão. A safra representou 12,55% do total das exportações gaúchas em 2024. Neste ano, lidera o ranking das vendas externas do Rio Grande do Sul.

Fonte: Revista Cultivar

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Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Exportações da China avançam em junho antes do prazo de Trump para tarifas

Embarques do país aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, superando a previsão da Reuters e o crescimento em maio

As exportações da China recuperaram o ímpeto em junho, uma vez que as empresas se apressaram em enviar pedidos para capitalizar uma frágil trégua tarifária com os Estados Unidos antes do prazo do próximo mês, com remessas para os centros de trânsito do Sudeste Asiático particularmente fortes.

Empresas de ambos os lados do Pacífico estão aguardando para ver se as duas maiores economias do mundo conseguirão chegar a um acordo mais duradouro ou se as cadeias globais de oferta serão novamente prejudicadas pela reimposição de tarifas superiores a 100%.

Os produtores chineses, que enfrentam uma demanda fraca no país e condições mais severas nos Estados Unidos, onde vendem mais de US$ 400 bilhões em mercadorias por ano, também estão protegendo suas apostas e correndo para conquistar participação de mercado em economias mais próximas.

Dados da alfândega divulgados nesta segunda-feira (14) mostraram que os embarques da China aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 5% em uma pesquisa da Reuters e o crescimento de 4,8% em maio.

“Há alguns sinais de que a demanda antecipada está começando a diminuir gradualmente”, disse Chim Lee, analista sênior da Economist Intelligence Unit.

“O desvio e o redirecionamento do comércio parecem continuar, o que atrairá a atenção das autoridades nos EUA e em outros mercados”, acrescentou.

As importações avançaram 1,1% após um declínio de 3,4% em maio. Os economistas previam aumento de 1,3%.

Analistas e exportadores estão atentos para ver se um acordo firmado em junho entre os negociadores dos EUA e da China será mantido, depois que um acordo anterior, de maio, foi prejudicado por uma série de controles de exportação que interromperam as cadeias globais de oferta dos principais setores.

As exportações para os EUA cresceram 32,4% em relação ao mês anterior, sendo junho o primeiro mês completo em que os produtos chineses se beneficiaram da redução das tarifas dos EUA.

Enquanto isso, os embarques para a Associação das Nações do Sudeste Asiático, composta por 10 membros, aumentaram 16,8%.

O superávit comercial da China em junho foi de US$ 114,7 bilhões, acima dos US$ 103,22 bilhões registrados em maio.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Tributação

Brasil vai recorrer à OMC para reverter tarifa de 50% dos EUA sobre exportações 

Governo estuda Lei de Reciprocidade Econômica e anuncia diálogo com setor privado para enfrentar barreira comercial imposta por Donald Trump 

O governo brasileiro anunciou que vai atuar firmemente para reverter a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações do Brasil. A decisão foi comunicada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, no domingo (13), após a inauguração do Novo Viaduto de Francisco Morato, em São Paulo. 

Segundo Alckmin, o Brasil vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a medida anunciada na última quarta-feira (9) pelo presidente norte-americano Donald Trump, que justificou a taxação com críticas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Vamos trabalhar para reverter isso, porque essa tarifa não faz sentido. Ela prejudica também o consumidor norte-americano. Vamos recorrer à OMC, porque entendemos que é uma medida inadequada e injustificável”, declarou Alckmin. 

Governo convocará setor privado e avalia resposta via Lei de Reciprocidade Econômica 

O vice-presidente informou que, nos próximos dias, o governo federal se reunirá com representantes do setor privado para alinhar estratégias. Também está em análise a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada em abril de 2025, que permite suspender concessões comerciais e de investimentos quando países adotarem medidas que afetem negativamente a competitividade brasileira no mercado internacional. “Os Estados Unidos têm superávit comercial conosco, tanto em serviços quanto em bens. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Temos uma integração produtiva e mais de 200 anos de amizade. O mundo econômico precisa de estabilidade e previsibilidade”, reforçou Alckmin. 

Entenda a nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros 

A nova política tarifária de Trump prevê taxação de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, com vigência a partir de 1º de agosto de 2025. A medida foi comunicada em carta enviada diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual o líder americano cita ações do STF contra apoiadores de Bolsonaro que vivem nos EUA e critica a condução do processo judicial contra o ex-presidente. 

Trump chamou o julgamento de uma “caça às bruxas” e afirmou que ele “não deveria estar ocorrendo”. Segundo o republicano, Bolsonaro foi um “líder altamente respeitado em todo o mundo”, inclusive pelos Estados Unidos. 

IPI zero para carros sustentáveis é destaque em meio à tensão comercial 

Em meio ao impasse com os Estados Unidos, o governo brasileiro também anunciou medidas de incentivo à indústria nacional, como a redução a zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros sustentáveis de entrada. O decreto, assinado por Lula na quinta-feira (10), integra o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e tem como objetivo estimular a produção e o consumo de veículos com menor impacto ambiental. 

“Essa medida pode reduzir o preço dos carros de entrada em até R$ 12 mil. É um avanço para a população e para a sustentabilidade”, afirmou Alckmin. 

Para que o veículo seja enquadrado na isenção do IPI, ele precisa cumprir quatro requisitos: 

  • Emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro
  • Ter mais de 80% de materiais recicláveis
  • Ser produzido no Brasil (incluindo motor, pintura, montagem e soldagem); 
  • Se enquadrar na categoria de carro compacto, voltado ao público de entrada. 

FONTE: AGENCIA BRASIL 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGEM: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM / AGÊNCIA BRASIL 

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Comércio Exterior, Exportação

Ministro Fávaro trata com comissário da UE medidas para retomada das exportações de carne de frango

Em videoconferência, ministro reforça a eficácia do sistema sanitário brasileiro, para União Europeia reconhecer Brasil como país livre da gripe aviária

Nesta quinta-feira (10), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de uma reunião de alto nível por videoconferência com o comissário de Saúde e Bem-Estar Animal da União Europeia (UE), Olivér Várhelyi. O encontro teve como objetivo discutir os próximos passos para a retirada das restrições impostas pelo bloco europeu às exportações de carne de frango brasileira, após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), em maio deste ano.

Ao destacar a importância da reunião, o ministro Fávaro reforçou a eficiência do sistema sanitário brasileiro e afirmou que o país já concluiu todas as medidas exigidas, tendo inclusive recuperado o status de livre da doença junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). “Não se trata de comemorar a crise, mas sim de reconhecer a oportunidade que tivemos de demonstrar a robustez do nosso sistema sanitário. Cumprimos todos os protocolos, controlamos o foco e, conhecendo os regulamentos sanitários brasileiros e europeus e sua equivalência – com as devidas particularidades -, venho solicitar formalmente o reconhecimento, também por parte da União Europeia, do Brasil como país livre da gripe aviária. Essa é a principal solicitação desta reunião”, afirmou Fávaro.

O comissário Olivér Várhelyi agradeceu a transparência do governo brasileiro em relação ao surto e reconheceu a agilidade das autoridades na contenção da doença. “Como você sabe, nossas regras vão além dos parâmetros definidos pela OMSA. Ainda precisamos de informações adicionais sobre seu programa de vigilância. Trata-se de um procedimento técnico e rotineiro, aplicado de forma uniforme tanto a países terceiros quanto aos próprios Estados-membros da União Europeia”, explicou Várhelyi.

Ao final da videoconferência, o ministro Fávaro afirmou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está mobilizado para atender às exigências adicionais da UE com a maior celeridade possível. “Saio satisfeito com os encaminhamentos da reunião e confiante de que, com o envio das informações complementares solicitadas, o Brasil terá seu status sanitário devidamente reconhecido pela União Europeia, permitindo a retomada plena das exportações de carne de frango”, disse o ministro.

Também participaram da reunião o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga; o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira; o diretor do Departamento de Saúde Animal da SDA, Marcelo Mota; a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Mapa, Carla Madeira e o adido agrícola do Brasil em Bruxelas/UE, Glauco Bertoldo.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Mapa vai buscar novos mercados para substituir exportações aos EUA

Oriente Médio, Sul Asiático e Sul Global podem ser alternativas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) vai buscar novos mercados para serem alternativa às exportações brasileiras que poderão ser afetadas com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 50% os produtos importados do Brasil. O ministro Carlos Fávaro disse nesta quinta-feira (10) que o governo busca minimizar os impactos da decisão dos Estados Unidos. 

“Vou reforçar essas ações, buscando os mercados mais importantes do Oriente Médio, do Sul Asiático e do Sul Global, que têm grande potencial consumidor e podem ser uma alternativa para as exportações brasileiras. As ações diplomáticas do Brasil estão sendo tomadas em reciprocidade. As ações proativas vão acontecer aqui no Ministério da Agricultura e Pecuária para minimizar os impactos”, disse Fávaro, em pronunciamento nas redes sociais. 

Em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as sanções passam a valer a partir do dia 1º de agosto.

Fávaro classificou a ação do governo norte-americano como “indecente” e disse que o governo brasileiro está agindo de forma proativa. Ele relatou que já conversou com as principais entidades representativas dos setores mais afetados, como de suco de laranja, de carne bovina e de café para encontrar alternativas. 

“Para que possamos, juntos, ampliar as ações que já estamos realizando nos dois anos e meio do governo do presidente Lula em ampliar mercados, reduzir barreiras comerciais e dar oportunidade de crescimento para a agropecuária brasileira”. 

No setor de agronegócio, açúcar, café, suco de laranja e carne representam os principais itens da pauta brasileira aos norte-americanos. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, um dos efeitos colaterais de curto prazo deve ser a queda de preços no mercado interno, especialmente das commodities agrícolas que deixarão de ser exportadas.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) já calcula que a medida de Trump tornará o custo da carne brasileira tão alto que inviabilizará a venda do produto para os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Balança comercial: Brasil importa mais do que exporta na relação com os EUA desde 2009

No somatório da série histórica desde 1997, Brasil registra déficit comercial de US$ 49,9 bilhões. Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

O relacionamento comercial do Brasil com os Estados Unidos é marcado por predominância da economia norte-americana, segundo números da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Os números revelam que o Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os Estados Unidos desde 2009, ou seja, nos últimos 16 anos. Nesse período, as vendas americanas ao Brasil superaram suas importações em US$ 90,28 bilhões – considerando os números até junho de 2025.

Um déficit comercial significa que o Brasil importou mais produtos americanos do que exportou para os Estados Unidos. O que, para a economia brasileira, representa um cenário desfavorável.

  • Nesta quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
  • Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o americano afirmou que a balança comercial dos países é “injusta”. “Entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil”, escreveu Trump.
  • O republicano disse também que determinou a abertura de uma investigação do Brasil por práticas comerciais desleais ou injustas.
  • O anúncio foi recebido com espanto por especialistas no Brasil e no mundo, que classificaram a decisão como político-ideológica. Entidades da indústria e da agropecuária brasileira manifestaram preocupação com o anúncio e disseram que as taxas ameaçam empregos.

A compilação de dados, que tem início em 1997, mostra também um saldo superavitário (mais exportações do que importações) de US$ 49,88 bilhões em favor dos EUA. Foram considerados 28 anos de comércio exterior, além dos primeiros seis meses de 2025.

Balança comercial do Brasil com os Estados Unidos
Exportações menos importações em US$ bilhões

No ano passado, os números manifestam equilíbrio na relação comercial com os Estados Unidos. Foram exportados US$ 40,33 bilhões em produtos, e importados US$ 40,58 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 253 milhões para o Brasil.

Porém, o primeiro semestre de 2025 voltou a registrar um desequilíbrio. O Brasil comprou US$ 1,67 bilhão a mais do que vendeu aos Estados Unidos.

📊 A investigação aberta pelo governo norte-americano sobre as práticas comerciais do Brasil se baseia na Seção 301, um dispositivo da Lei de Comércio de 1974 dos Estados Unidos. A norma prevê a apuração de práticas estrangeiras desleais que afetam o comércio norte-americano.

Na prática, a medida funciona como um mecanismo de pressão internacional para defender os interesses dos EUA e prevê que o país possa adotar medidas para tentar corrigir tais práticas.

Carta com teor político

Na carta enviada a Lula, Trump também:

  • Citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF);
  • Sem apresentar provas, afirmou que a decisão foi tomada “devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

O presidente Lula afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

“O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça brasileira e não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, acrescentou o presidente brasileiro.

Fonte: G1


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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

Brasil e Emirados Árabes abrem caminho para cooperação em seguro de crédito às exportações

Países poderão trocar experiências, compartilhar boas práticas e apoiar projetos de interesse comum

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), através da Secretaria-Executiva da Camex, assinou, nesta quarta-feira (9/7), Memorando de Entendimento (MoU) com a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF) e a Etihad Credit Insurance (ECI), dos Emirados Árabes Unidos – documento que estabelece as bases para cooperação técnica entre as partes em temas relacionados ao seguro de crédito oficial às exportações.

A Etihad é a agência de crédito à exportação dos Emirados. O MoU cria um marco institucional que abre espaço para a troca de informações, experiências e boas práticas sobre seguro, finanças e apoio a projetos de interesse comum.

“A iniciativa reforça o esforço do governo brasileiro e, em especial, do ministro Geraldo Alckmin, de ampliar parcerias internacionais e aproximar a política brasileira de seguro de crédito à exportação de suas congêneres estrangeiras, contribuindo para fortalecer a capacidade produtiva brasileira e a integração da indústria nacional às cadeias globais de valor”, afirmou Rodrigo Zerbone, secretário-executivo da Camex.

O MoU não prevê obrigações operacionais imediatas, mas prepara o caminho para futuras iniciativas de compartilhamento de riscos ou operações conjuntas.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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