Agronegócio, Comércio

Santa Catarina proíbe entrada de aves vivas e ovos férteis de cidades do RS

Restrição dos produtos vindos do estado vizinho foi confirmada por uma nota técnica do governo estadual. Estado catarinense tem um caso suspeito de gripe aviária em investigação.

Santa Catarina proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul após a confirmação de um foco de gripe aviária no estado vizinho. A medida foi confirmada em uma nota técnica divulgada pelo governo de Santa Catarina no domingo (18). Na segunda-feira (19), foi confirmada a suspeita de um caso da doença em uma granja comercial em Ipumirim, no Oeste.

A informação consta no mapa do Ministério da Agricultura e Pecuária, atualizado diariamente, e também foi confirmada pelo município. Em todo o país, são dois casos confirmados, quatro sob investigação e outros três foram descartados no início da noite. Veja abaixo:

2 casos confirmados

  • Montenegro (RS) granja comercial
  • Sapucaia do Sul (RS) zoológico, cisnes morreram

4 casos suspeitos (em investigação, amostras coletadas em análise)

  • Ipumirim (SC) – granja comercial
  • Aguiarnópolis (TO) – granja comercial
  • Salitre (CE) – produção familiar para subsistência
  • Estância Velha (RS) – produção familiar para subsistência

3 casos descartados nesta segunda-feira

  • Triunfo (RS) – produção familiar para subsistência
  • Graccho Cardoso (SE) – produção familiar para subsistência
  • Nova Brasilândia (MT) – produção familiar para subsistência

A proibição cita ainda a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença.

Santa Catarina é o único estado do Brasil que faz divisa com o Rio Grande do Sul. Veja as cidades onde há veto para a entrada dos ovos e aves, conforme a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc):

  • Cachoeirinha
  • Canoas
  • Capela Santana
  • Esteio
  • Gravataí
  • Montenegro
  • Nova Santa Rita
  • Novo Hamburgo
  • Portão
  • São Leopoldo
  • Sapucaia do Sul
  • Triunfo

“Está autorizado o ingresso em Santa Catarina de produtos de origem animal de aves, oriundos do Rio Grande do Sul, exceto ovos comerciais provenientes dos municípios citados anteriormente, que compõem a zona de contenção do foco”, cita o governo catarinense em nota.

Desde que a H5N1 chegou ao Brasil, em 15 de maio de 2023, o país investigou 2.883 casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves. Desses, 166 foram confirmados como sendo casos de gripe aviária, o que representa cerca de 5% das suspeitas.

Das 166 confirmações, o Brasil tem 1 foco de gripe aviária em granja comercial, 3 que atingiram aves de subsistência (criação doméstica) e 164 em aves silvestres.

O que disse o governo de SC

Em um comunicado nesta segunda-feira (19), a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, afirmou que o órgão foi até o local da suspeita no sábado (17), fez exames e encaminhou as amostras ao governo do estado.

A entidade afirmou ainda que aguarda o resultado, previsto para terça-feira (20).

“No momento em que falamos de gripe aviária, houve esse chamado no município de Ipumirim, a Cidasc foi lá, avaliou os sintomas das aves e cumpriu o protocolo que é coletar as amostras e enviar para o laboratório do Ministério da Agricultura. Estamos ainda aguardando os laudos”, disse.

Sem transmissão pelo consumo de carne e ovos

O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz comunicado da pasta.

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

As autoridades sanitárias sustentam que já começaram a adotar as medidas previstas no plano nacional de contingência. O objetivo é conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.

Outras orientações em SC

A Cidasc deve ser comunicada em caso de aves de qualquer espécie apresentando sinais clínicos de Influenza Aviária (dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo ou girando em seu próprio eixo, ou mortalidade alta e súbita).

Os produtores devem reforçar as medidas de biosseguridade e proibir visitas de pessoas alheias ao sistema de produção;

Aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas;

A Cidasc deve ser comunicada em caso de aves de qualquer espécie apresentando sinais clínicos de Influenza Aviária (dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo ou girando em seu próprio eixo, ou mortalidade alta e súbita).

Fonte: G1

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Comércio, Logística

Movimentação de contêineres cresce 22,3% no primeiro trimestre em SC

Portos catarinenses movimentaram o equivalente a 718,4 mil unidades de 20 pés no ano; Itapoá é 3º no país

Os portos de Santa Catarina foram responsáveis pela movimentação do equivalente a 718,4 mil contêineres de 20 pés (TEUs) de janeiro a março deste ano, um incremento de 22,3% em relação a igual período do ano anterior. Os embarques foram responsáveis por 51,4% da movimentação de contêineres e os produtos desembarcados por 48,6%. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O Porto Itapoá foi o terminal catarinense com a maior movimentação no período, e a terceira no país, alcançando 366,6 mil de contêineres no primeiro trimestre do ano, um incremento de 38,1%.

Na Portonave, a movimentação de contêineres de janeiro a março atingiu 263,7 mil unidades de 20 pés, o que representou um recuo de 13,6% frente ao mesmo período de 2024. Mesmo com a queda, a Portonave foi responsável pela 4ª maior movimentação do país. O terminal portuário de Navegantes está em obras, com um dos berços de atracação fechado para movimentação.

O Porto de Itajaí segue em sua retomada, com a movimentação de 58,6  mil contêineres. Já o Porto de Imbituba vem ganhando espaço, e no acumulado do ano até março registrou aumento de 76,4% na movimentação, ao alcançar 29,5 mil TEUs.

Considerando apenas o mês de março, os portos catarinenses movimentaram 247,16 mil contêineres, um incremento de 23,3% em relação ao mesmo mês de 2024.

Fonte: FIESC

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Agronegócio, Comércio

Cidasc investiga suspeita de gripe aviária em granja no Oeste de SC

Até o momento, os casos só foram confirmados nas cidades gaúchas de Montenegro e Sapucaia do Sul

A gripe aviária que o Ministério da Agricultura identificou no Rio Grande do Sul na semana passada pode ter contaminado criações também em Santa Catarina. O Governo do Estado confirmou na manhã desta segunda-feira (19) o surgimento de um caso suspeito que já está sob investigação na cidade de Ipumirim, no Oeste de Santa Catarina.

Até o momento, os casos só foram confirmados nas cidades gaúchas de Montenegro e Sapucaia do Sul, respectivamente numa granja comercial e num zoológico. Além de Ipumirim, outros cinco casos estão sendo investigados em Triunfo (RS), Aguiarnópolis (TO), Gracho Cardoso (SE), Salitre (CE) e Nova Brasilândia (MT).

Santa Catarina também proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul após a confirmação de um foco de gripe aviária no estado vizinho. A medida foi confirmada em uma nota técnica divulgada pelo governo catarinense no domingo (18).

Comunicado sobre a gripe aviária

A proibição cita a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença.

Em um comunicado nesta segunda-feira (19), a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, afirmou que o órgão foi até o local da suspeita no sábado (17), fez exames e encaminhou as amostras ao governo do estado.

A entidade afirmou ainda que aguarda o resultado, previsto para terça-feira (20).

“No momento em que falamos de gripe aviária, houve esse chamado no município de Ipumirim, a Cidasc foi lá, avaliou os sintomas das aves e cumpriu o protocolo que é coletar as amostras e enviar para o laboratório do Ministério da Agricultura. Estamos ainda aguardando os laudos”, disse.

Medidas previstas

O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz comunicado da pasta.

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

As autoridades sanitárias sustentam que já começaram a adotar as medidas previstas no plano nacional de contingência. O objetivo é conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.

Fonte: Guararema News

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Agronegócio, Comércio

Brasil investiga mais duas suspeitas de gripe aviária em granjas comerciais

Casos em análise são de Tocantins e Santa Catarina; há ainda quatro possíveis ocorrências em criações de subsistência

As autoridades sanitárias investigam mais dois casos suspeitos de gripe aviária, identificados em Tocantins e Santa Catarina. O informe sobre as investigações ocorreu após a confirmação de um foco da doença em Montenegro (RS), o primeiro em uma criação comercial registrado até hoje no Brasil.

Um dos casos suspeitos é o de uma granja comercial de Aguiarnópolis, em Tocantins, que está sob investigação do Serviço Veterinário Oficial do Estado. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adapec) informou, em nota, que identificou aves com sinais de enfermidade em um frigorífico de frango de corte do município durante inspeção que ocorreu na manhã de sexta-feira (16/5).

O abatedouro é fiscalizado pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE). O órgão disse que essa é uma investigação de rotina, conduzida de acordo com os protocolos sanitários vigentes. O resultado do exame laboratorial deve ser divulgado na segunda-feira (19/5).

O caso sob suspeita aparece na lista de investigações em andamento do Ministério da Agricultura.

“As amostras foram coletadas no mesmo dia e enviadas em 16 de maio ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP), unidade oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para análise específica de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves”, informou a Adapec, em nota.

Após a identificação dos sinais clínicos suspeitos nas aves, o órgão interditou a propriedade imediatamente. A ficha sanitária do frigorífico foi bloqueada, o que a impede de fazer abates e comercialização até a fim da investigação.

Suspeita de gripe aviária em Santa Catarina

Há outro caso suspeito em criação comercial sob investigação, segundo revelou na noite deste domingo (18/5) o painel do Ministério da Agricultura de acompanhamento dos casos de síndromes respiratórias em aves. A suspeita em análise é de uma criação de Ipumirim (SC).

O painel do Ministério da Agricultura mostrava na noite deste domingo (18/5) quatro outros focos em investigação, em aves de subsistência. Um deles é em Triunfo (RS), município vizinho a Montenegro, em galinha de criação de subsistência.

Os outros casos deaves de subsistência com investigação em andamento são em Brasilândia (MT), Graciosa Cardoso (SE) e Salitre (CE). Se confirmados, esses casos não geram impactos comerciais ao Brasil.

O foco de Montenegro é o único de influenza aviária de alta patogenicidade que já se confirmou em ave de criação comercial no país. O Brasil já identificou 164 focos em animais silvestres e três em aves de subsistência.

Fonte: Globo Rural


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Comércio, Comércio Exterior

Tarifas turvam cenário, mas aposta no Brasil é estratégica, diz CEO da Electrolux

Em momento de guerra tarifária, incertezas sobre a demanda e aumento de custos no mundo, Yannick Fierling diz a jornalistas que o mercado brasileiro é uma das prioridades do grupo sueco, que trabalha na nacionalização de novos produtos no país

O cenário nunca esteve tão imprevisível quanto nos últimos cinco anos. Essa é a avaliação do CEO global da Electrolux, Yannick Fierling.

Executivos buscam deixar claro que o Brasil – segundo maior mercado em receita para o grupo global de eletrodomésticos, com sede em Estocolmo, na Suécia – segue como prioridade, apesar da guerra tarifária e das incertezas econômicas, em parte desencadeadas pelas políticas adotadas pelos Estados Unidos.

O país liderado por Donald Trump responde pelo maior faturamento da Electrolux.

“O ambiente é muito incerto e volátil, tanto da perspectiva de moeda quanto de tarifas e demanda. O cenário é hostil, mas mantivemos o nível de investimentos e até aumentamos se comparado aos anos anteriores. Não há dúvidas de que o Brasil é um mercado estratégico para nós”, disse o executivo a jornalistas.

A Electrolux atua em 120 mercados e faturou, globalmente, 136 bilhões de coroas suecas (US$ 13,8 bilhões) em 2024.

Atualmente, a companhia tem um programa de investimentos da ordem de R$ 700 milhões para uma nova planta industrial no Brasil, em estratégia que inclui a nacionalização de algumas linhas de produção de produtos.

Localmente, o grupo detém a operação tanto da Electrolux quanto da Continental, comprada em meados de 2017.

Segundo Fierling, há dois fenômenos que atualmente impactam a demanda no Brasil. O primeiro é a depreciação do real; o segundo, a taxa de juro elevada. “Não vemos um nível de crescimento para 2025 como no ano passado”, disse.

Apesar disso, ele destacou que o mercado na América Latina responde por cerca de 25% da receita global do grupo.

“LatAm é um dos mercados mais lucrativos que temos e é muito importante para nós. Em termos de market share, temos uma operação muito sólida, com liderança em diversos produtos.”

Diante desse contexto, o executivo afirmou que o grupo manterá os investimentos em produção local. “Estamos confiantes de que continuaremos a entregar bons resultados na região.”

Fierling classificou o desempenho da companhia sueca no Brasil, em 2024, como “excepcional”, com um verão quente, o que impulsionou a venda de aparelhos de ar condicionado, por exemplo.

O executivo disse acreditar que a funcionalidade e design dos produtos são diferenciais que garantem um desempenho positivo no mercado local. “Estamos expandindo as linhas de produtos no Brasil.”

Em maio, a companhia anunciou a nacionalização da linha de purificadores de água com compressor ecológico na fábrica do Paraná.

Na frente de funcionalidades, por exemplo, ele destacou que o produto economiza até cinco vezes mais energia em comparação com purificadores eletrônicos. “Na área de filtros de água, estamos com desempenho muito bom no país”, disse.

Competição acirrada

Diante do avanço de entrantes – principalmente marcas asiáticas – no mercado brasileiro de eletrodomésticos nos últimos anos, o que inclui grandes grupos como a Samsung, da Coreia do Sul, e a Midea, da China, Fierling disse que a Electrolux busca manter a confiança do consumidor nas categorias em que atua.

No caso do selo homônimo, o posicionamento se concentra no segmento premium, enquanto a Continental opera mais como “marca de combate”.

“Não subestimamos nenhum competidor, mas nós temos uma longa história na América Latina. O consumidor confia em nós”, afirmou.

Ele ressaltou que, além da posição nas categorias premium, as iniciativas do grupo incluem equipes locais que analisam constantemente o mercado regional.

“Nossos funcionários conhecem os consumidores, é uma situação difícil para nossos concorrentes. Eletrodomésticos e produtos voltados para bem-estar são categorias em que temos o maior market share na região”, afirmou.

Com a pandemia e a valorização do tempo passado dentro de casa, a demanda por eletrodomésticos cresceu de forma significativa.

Por outro lado, após o início da guerra na Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, e outros conflitos no Oriente Médio, o mercado recuou, contou Fierling, em paralelo com o aumento mais acentuado dos custos de insumos.

Nesse contexto, o executivo afirmou que a companhia busca ser cada vez mais adaptável e ágil para lidar com as mudanças constantes.

“Nossas equipes locais ao redor do mundo estão reagindo rapidamente a problemas como a desvalorização da moeda e as tarifas.”

Mercado nos Estados Unidos

Em balanço financeiro divulgado no final de abril, a Electrolux afirmou que a confiança do consumidor diminuiu ao longo do primeiro trimestre devido à incerteza econômica e às preocupações em torno da política comercial dos EUA.

Na América Latina, a demanda aumentou “marginalmente”, impulsionada principalmente pelo Brasil, em um mercado caracterizado por crescente pressão competitiva.

De acordo com o documento, os efeitos das mudanças nas políticas comerciais dos EUA tiveram um impacto reduzido no primeiro trimestre – Trump anunciou as tarifas recíprocas apenas no começo de abril, já no segundo trimestre.

Uma das prioridades do grupo é justamente crescer no mercado norte-americano, em que a maior parte das vendas acontece com a marca Frigidaire.

Segundo ele, haverá impactos das tarifas nos produtos vendidos no país, embora a maior parte do que é comercializado no país é fabricado localmente. “Aumentamos os preços nos Estados Unidos por causa das tarifas e da inflação.”

A estratégia global da Electrolux tem como um dos pilares a redução de custos, com a meta de cortar entre 3,5 bilhões e 4 bilhões de coroas suecas em 2025. Outro objetivo é buscar e estabelecer os melhores fornecedores em cada região.

“Isso não quer dizer os mais baratos, mas aqueles que possam nos atender da maneira mais eficiente.”

Outro pilar é crescer novamente de maneira lucrativa. “Perdemos market share nos últimos anos e em 2024 e 2025 voltamos a ganhar participação em todas as regiões”, disse Fierling.

Fonte: Bloomberg Línea

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Comércio, Evento, Mercado Internacional

“Não estamos no olho do furacão”, diz Tatiana Prazeres em evento na FIESC

Secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços participou de encontro nesta sexta (16), em Florianópolis

A secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Prazeres, disse nesta sexta (16) que o Brasil está relativamente protegido no mercado global atual, marcado por incertezas e tensões desde a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

“Não estamos no olho do furacão”, afirmou durante evento promovido em Florianópolis pela Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), presidida por Maria Teresa Bustamante.

Segundo Tatiana, o comércio global vive uma “nova ordem”, com revisão profunda na forma como os países se relacionam. Neste “cenário desafiador”, disse, a “resiliência das cadeias de produção ganha muita importância”.

A secretária destacou que o ambiente internacional atravessa uma fase de rupturas e transformações, impulsionada por seis vetores interligados:

1. Aumento do protecionismo (sozinho, não explica tudo);
2. Tensões geopolíticas crescentes (reconfiguram as cadeiras produtivas);
3. Crise do multilateralismo, da governança do comércio internacional (movimentos globais afetam inclusive os mercados mais conservadores);
4. Retorno das políticas industriais (é um reconhecimento da importância da indústria e dos empregos);
5. Aceleração da transformação digital (muda a competitividade dos países e amplia o comércio de serviços);
6. Interseção entre comércio e sustentabilidade (gera pressão por práticas empresariais mais sustentáveis; é algo que veio para ficar);

NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS

Em relação aos acordos com outros países e blocos econômicos, Tatiana destacou que o Brasil tem ampliado sua agenda de negociações em 2025. Entre os avanços, citou tratativas com os Emirados Árabes Unidos e com a EFTA — bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Na América Latina, afirmou, há negociações em andamento com Panamá e El Salvador, além de discussões com o México. Também estão em curso iniciativas para aprofundar acordos com Colômbia, Chile e Bolívia, e modernizar o Mercosul. “Nossa proposta é priorizar e concluir, em vez de manter muitas agendas abertas”, disse.

EXPORTAÇÕES

Em relação às exportações, afirmou que ampliar a base exportadora é uma das prioridades para o Brasil. Hoje, apenas 1% das empresas brasileiras exporta, e a chance de uma companhia começar a exportar nos seus primeiros 10 anos de atividade também é de apenas 1%.

De acordo com o MDIC, Santa Catarina é o décimo estado que mais exporta. Os principais destinos são Estados Unidos, China, México, Argentina e Japão. Entre os produtos mais exportados estão carnes, motores elétricos, partes de máquinas e produtos de madeira.

A secretária elogiou a indústria catarinense, classificando-a como “sofisticada e diversificada”. “Quando vejo o perfil exportador de Santa Catarina em relação a outros estados, é diferenciado. Há diversidade setorial e valor agregado. Acima da média, claramente.”

RELEMBRE A ORIGEM DA CRISE

Em seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump tem reconfigurado o comércio global e causado incertezas mundo afora com um novo pacote de tarifas. Ele retomou uma política protecionalista, com aumento de tarifas de importação, especialmente contra produtos chineses. Segundo o governo dos EUA, o objetivo é proteger a indústria americana de concorrência desleal e reduzir a dependência da China em setores considerados estratégicos.

Fonte: FIESC

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Agronegócio, Comércio, Exportação

Suspensão das exportações por gripe aviária poderá custar US$ 1 bi ao setor

A estimativa é do economista Fábio Silveira para um período de 12 meses

A suspensão temporária de exportações brasileiras de carne de frango por importantes parceiros comerciais do Brasil, em meio à identificação de um foco de gripe aviária no país, poderá custar caro ao setor. A estimativa é de uma perda entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão no prazo de até 12 meses, segundo o economista Fábio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector. No ano passado, o Brasil exportou US$ 9,9 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“É um cenário bastante desagradável. O presidente tinha acabado de voltar da China, e a notícia veio como uma coincidência infeliz. Era algo que poderia ter sido tratado com mais transparência e, quem sabe, até abordado diplomaticamente”, diz Silveira.

Segundo ele, embora o episódio não envolva risco sanitário direto aos países importadores — a contaminação está restrita e não afeta a carne — a repercussão internacional é negativa. “Isso acaba afetando a imagem do maior exportador mundial. Denuncia uma suposta falta de controle. O setor é altamente privatizado, e a contaminação ocorreu sob os olhos da iniciativa privada. Foi um tiro no pé”, afirma.

Falha na comunicação

Para Silveira, o setor falhou na percepção de risco e na comunicação. “Morreram 17 mil aves. O presidente estava na China, e o episódio precisava ter sido informado de forma mais ágil. Se isso tivesse ocorrido, não pareceria uma tentativa de esconder o problema”, diz. A demora, segundo ele, amplia os danos reputacionais e abre espaço para os concorrentes pressionarem os compradores internacionais.

A tendência, agora, é de uma queda nas exportações, o que deve provocar uma forte pressão baixista nos preços do frango no mercado doméstico. “A exportação vai ser redirecionada para dentro. Com isso, o preço vai cair, o que reduz a rentabilidade do produtor justamente num ano em que o milho — principal insumo — deve subir 22% ou 23%, diante da escassez global”, afirma.

Apesar de uma leve queda nas cotações recentes, o preço médio anual do milho será mais alto, e a nova safra só deve aliviar os custos no fim do ano. “A pressão sobre a rentabilidade vai ser intensa. O produtor vai ter que continuar produzindo para honrar compromissos assumidos — com fornecedores de milho, soja, com a mão-de-obra. Mas vai vender mais barato e com custo mais alto.”

Além disso, o ambiente macroeconômico pesa. “O capital de giro está caro. Os juros seguem altos, com taxa básica perto de 15%. Vai ser um ano para esquecer”, resume.

Na avaliação do economista, 2025 será um ano perdido para o setor. “O ciclo da avicultura é curto, mas será necessário ajustar a oferta. Ainda assim, será preciso investir na reconstrução da imagem do setor, enquanto o governo e a indústria precisam agir rapidamente para reverter os embargos e retomar os mercados”, diz.

Fonte: Globo Rural

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Agronegócio, Comércio, Sustentabilidade

Mapa participa do 3º Congresso da Abramilho e discute cenário internacional e a sustentabilidade no setor do milho

Abertura do mercado chinês para DDG marca semana de debates sobre comércio, inovação e sustentabilidade no setor de milho

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve presente, na última quarta-feira (14), no 3º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), realizado em Brasília. Cerca de 400 pessoas participaram do evento, entre autoridades, especialistas e produtores.

Durante o congresso, o Mapa integrou o painel “Sustentabilidade e os desafios da geopolítica atual”, com a participação dos adidos agrícolas Glauco Bertoldo (União Europeia), Ana Lucia Viana (Estados Unidos) e Luis Claudio Caruso (Singapura). O debate abordou os efeitos das questões geopolíticas sobre a segurança alimentar, as cadeias globais de suprimento e as exigências internacionais de sustentabilidade.

Representaram o Ministério o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Junior; o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira Pinto; e o coordenador de Ações no Mercado Externo, Péricles Mendes da Silva.

Entre os temas debatidos estiveram a adoção de novas tecnologias, a sustentabilidade da produção e o papel do Brasil no mercado global de milho. As discussões ocorreram na mesma semana em que o governo anunciou a abertura do mercado chinês para o DDG – farelo oriundo da produção de etanol de milho – no contexto da missão presidencial à China.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Comércio, Saúde

Após caso de gripe aviária no RS, SC intensifica ações de fiscalização e inspeção sanitária

Caso produtores identifiquem aves com sinais da doença, devem comunicar a Cidasc de forma imediata

Por conta da confirmação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente chamada de gripe aviária, no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina irá adotar medidas sanitárias de proteção contra a doença.

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiram a Nota Técnica n.º 001/2025, que traz as ações que deverão ser tomadas para proteger o Estado e promover segurança aos países importadores.

O município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, declarou estado de emergência zoossanitária através da Portaria Mapa n.º 795 desta quinta-feira (15). A medida é válida por 60 dias e ocorre depois da detecção da infecção pelo vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em estabelecimento de aves comerciais.

Dessa forma, Santa Catarina emitiu alerta máximo para a avicultura comercial, que deve reforçar as medidas de biossegurança. Entre as ações de defesa sanitária animal intensificadas estão:

  • Análise da movimentação e produtos de origem animal vindos da região do foco;
  • Direcionamento da atividade de vigilância ativa em propriedades que receberam animais daquela região nos últimos 30 dias;
  • Orientação aos Postos de Fiscalização Agropecuária (PFFs) da divisa sul para intensificar a inspeção documental e física de todas as cargas de aves e ovos férteis provenientes do Rio Grande do Sul.

Vigilâncias e avalição de casos de gripe aviária

Os médicos veterinários da Cidasc foram orientados a seguir com a avaliação criteriosa em atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) em que a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) é enquadrada.

Outra ação prevista é a intensificação das orientações durante vigilâncias e certificações de rotina, tanto em plantéis de aves comerciais, quanto em aves de subsistência, reforçando a importância da biossegurança na prevenção das doenças das aves.

— Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, e isso se deve à implementação das normas de biosseguridade na avicultura e pelo trabalho da defesa sanitária, por meio da Cidasc. Estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte — afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

A Secretaria e a Cidasc consideram o momento de atenção máxima, por conta da relevância econômica e social da avicultura para Santa Catarina. Novas medidas podem ser anunciadas pela Cidasc conforme a evolução do cenário, com o intuito de proteger a avicultura catarinense.

A adoção dessas medidas é de extrema relevância e elas precisam ser reforçadas pelos produtores, que não podem permitir visitas de pessoas alheias ao sistema de produção.

— Cabe à Cidasc, a todo o setor produtivo e à sociedade vigiar. Importante também avisar a Cidasc em caso de suspeita de doença nas aves ou de alta mortalidade, além de cuidar muito da biosseguridade de sua produção. Cuidados com a água, com a ração, com telas, calçados e roupas, não ter visitas para entrar no aviário. Fechar as aves de subsistência em um local telado, pois sabemos que o vírus está circulando e temos que manter as aves silvestres afastadas desses ambientes. Importante saber que a carne de aves e ovos não transmitem a doença ao ser humano, podem e devem ser consumidos normalmente — destaca a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Recomendações

Aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas. Caso os animais apresentem sinais clínicos de Influenza Aviária, o caso deve ser comunicado imediatamente à Cidasc. Os sintomas incluem:

  • Sinais respiratórios;
  • Sinais neurológicos;
  • Dificuldade respiratória;
  • Decreção ocular;
  • Andar cambaleante;
  • Torcicolo;
  • Girar em seu próprio eixo;
  • Mortalidade alta e súbita.

A comunicação pode ser feita utilizando o sistema e-Sisbravet no link bit.ly/notificarcidasc ou bit.ly/SISBRAVET, ou ainda, diretamente em um escritório local da Cidasc.

Esse é o primeiro foco de gripe aviária detectado em sistema de avicultura comercial no Brasil. O vírus circula desde 2006, principalmente na Ásia, África e no norte da Europa.

A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), é uma doença das aves causada por vírus. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, o consumo da carne de aves e ovos é seguro e não representa qualquer risco ao consumidor final.

Fonte: NSC

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Agricultura, Comércio

Ministério da Agricultura confirma primeiro caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quinta-feira, 15, a presença do vírus da gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma unidade de matrizes de aves comerciais. A pasta divulgou nota oficial nesta sexta-feira, 16.

O caso foi identificado no município de Montenegro, no Estado do Rio Grande do Sul. Esse é o primeiro registro da doença em um plantel da avicultura comercial brasileira.

Desde 2006, o vírus circula em regiões como Ásia, África e norte da Europa. No Brasil, até então, o patógeno não havia atingido o sistema de produção comercial. A confirmação acende um alerta, mas não altera a segurança dos alimentos de origem avícola.

A transmissão da gripe aviária
Segundo o Mapa, a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos. Produtos que passam por inspeção seguem seguros para a população. Não há necessidade de restrição ao consumo, garante o ministério. Casos de infecção em humanos continuam raros e, em geral, ocorrem entre pessoas que mantêm contato direto com aves doentes, como tratadores e profissionais da área.

Diante da confirmação, o governo colocou em prática o Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária. As ações buscam eliminar o foco da doença e preservar a capacidade produtiva da avicultura. Com isso, o país mantém o abastecimento interno e protege a segurança alimentar da população.

O Mapa também enviou comunicado oficial aos integrantes das cadeias produtivas, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, além dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Estrutura para enfrentar surtos da doença
Desde o início dos anos 2000, o Serviço Veterinário brasileiro passou a investir no preparo técnico e na estrutura necessária para enfrentar surtos como o da gripe aviária, afirmou o Ministério da Agricultura.

“Ao longo desses anos, para prevenir a entrada dessa doença no sistema de avicultura comercial brasileiro, várias ações vêm sendo adotadas”, afirmou. O Mapa cita o monitoramento de aves silvestres, a vigilância epidemiológica na avicultura comercial e de subsistência, o treinamento constante de técnicos dos serviços veterinários oficiais e privados, ações de educação sanitária e a implementação de atividades de vigilância nos pontos de entrada de animais e seus produtos no Brasil.

Fonte: Revista Oeste

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