Comércio, Comércio Exterior, Greve, Logística

Transportadoras paralisam atividades e ameaçam protestos contra calote dos Correios

São Paulo sofreu nesta terça-feira (16) com operações logísticas praticamente paralisadas. Imagens divulgadas (como a em destaque na matéria) mostram unidades dos Correios com veículos estacionados em frente às garagens e centros de distribuição, como o CDD Vila Maria, na Marginal Tietê, totalmente travado.

Segundo fontes, cerca de 80% dos serviços de entrega foram interrompidos na cidade.

O motivo da paralisação seria o não pagamento por parte dos Correios a transportadoras contratadas para serviços terceirizados de entrega.

Empresas afirmam que enfrentam atrasos de até 60 dias para receber pelos serviços prestados, o que tem levado a sérias dificuldades financeiras e à interrupção das atividades.

“Se não pagarem hoje amanhã tem manifestações”, relata uma fonte ao Diário do Poder.

Crise à vista

Como mostrou a Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, a situação vem se agravando nas últimas semanas e já chegou à Justiça. Empresários do setor acionaram a 17ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal cobrando débitos da estatal.

Uma das ações — que corre sob segredo de Justiça — cobra R$ 395,9 mil em valores atrasados. A Justiça deu prazo de 15 dias para que os Correios efetuem o pagamento, sob pena de paralisação autorizada dos serviços.

No Acre, outra transportadora também comunicou oficialmente a suspensão das atividades. A empresa relata que há uma fatura de R$ 200 mil em aberto, sem qualquer previsão de pagamento pelos Correios.

Silêncio da estatal

Até o momento, os Correios não se pronunciaram oficialmente sobre os atrasos nos pagamentos ou a paralisação em curso. A reportagem entrou em contato com a estatal e aguarda posicionamento.

Internamente, os Correios enfrenta um cenário delicado, com queda na receita e dificuldade para honrar compromissos financeiros, o que tem comprometido parcerias com empresas terceirizadas fundamentais para a operação.

Fonte: Diário do Brasil

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EUA confirmam novas restrições à exportação de chips Nvidia e AMD

Governo acrescentou estar “comprometido em agir de acordo com a diretriz do presidente Trump para salvaguardar nossa segurança nacional e econômica”

governo dos Estados Unidos afirmou que exigirá licenças de exportação para alguns chips de inteligência artificial (IA) fabricados pela Nvidia e pela AMD.

“O Departamento de Comércio está emitindo novos requisitos de licenciamento de exportação para o NVIDIA H20AMD MI308 e seus equivalentes”, afirmou o departamento em um comunicado.

O governo acrescentou estar “comprometido em agir de acordo com a diretriz do presidente Trump para salvaguardar nossa segurança nacional e econômica”.

Fonte: CNN Brasil

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Comunidade TC: guerra comercial entre EUA e China segue pautando mercado

Decisões de Trump sobre tarifas e resposta chinesa geram volatilidade nas bolsas; setores de tecnologia e automobilístico são mais afetados

A guerra comercial entre Estados Unidos e China continua a influenciar significativamente os mercados financeiros globais, com recentes desenvolvimentos gerando tanto otimismo quanto preocupação entre investidores.

No início da semana, os Estados Unidos anunciaram uma isenção temporária de taxas para produtos de tecnologia importados da China, incluindo smartphones e chips.

Esta medida foi vista como um sinal positivo, potencialmente reduzindo as tarifas médias americanas, aliviando assim pressões inflacionárias sobre empresas e consumidores.

Setor automobilístico em foco

O setor automobilístico também entrou no radar dos investidores após Trump sinalizar possíveis isenções temporárias. Ações de montadoras como General Motors, Ford e Stellantis (controladora da Chrysler) registraram altas significativas.

Entretanto, a China não demorou a retaliar. Notícias de que o país asiático estaria vetando a compra de novos aviões da Boeing por empresas chinesas causaram queda nas ações da fabricante americana. Por outro lado, a concorrente Embraer se beneficiou.

Negociações e expectativas

A China indicou estar aberta a negociações com os Estados Unidos, desde que a administração Trump adote uma postura mais “respeitosa e coerente”. Jamie Dimon, presidente do JP Morgan, sugeriu que o secretário do Tesouro, Scott Bassett, poderia ser o “adulto na sala” para resolver a situação.

Para os investidores, a volatilidade resultante dessa disputa comercial apresenta tanto riscos quanto oportunidades. A atenção do mercado permanece focada em cada declaração de Trump e nas respostas da China, na esperança de que um acordo possa ser alcançado para reduzir as tensões globais.

*O TradersClub (TC), maior rede social de investidores e traders da América Latina, é parceiro do CNN Money

Fonte: CNN Brasil

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Heineken supera expectativas de receita em meio a preocupações com tarifas

Desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento nos mercados da África, Oriente Médio e Ásia-Pacífico

Heineken divulgou um crescimento de receita acima das expectativas do mercado e manteve sua previsão para o ano, mas alertou sobre um cenário volátil entre consumidores e os riscos geopolíticos decorrentes da incerteza em torno das tarifas.

empresa reportou um aumento de 0,9% na receita líquida orgânica no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Analistas previam uma queda de 0,6%, segundo o consenso compilado pela companhia.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento nos mercados da África, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, que compensou as quedas nas Américas e na Europa.

A Heineken manteve sua previsão de crescimento orgânico de 4% a 8% no lucro operacional ajustado em 2025, indicador que exclui itens excepcionais e pontuais.

A meta está alinhada à estimativa média dos analistas, de 5,8%, segundo o consenso da própria empresa.

receita total da Heineken no primeiro trimestre foi de 7,78 bilhões de euros, abaixo dos 8,18 bilhões de euros registrados no mesmo período do ano passado. O volume de cerveja caiu 2,1% em relação ao ano anterior, desempenho melhor que a expectativa de queda de 2,9%.

A retração foi atribuída a uma base de comparação elevada e a fatores técnicos, como menos dias úteis e o calendário da Páscoa e do feriado do Tet no Vietnã, que a empresa já havia mencionado.

A cervejaria holandesa, que é dona de marcas como Amstel, Birra Moretti e Heineken, afirmou que os recentes ajustes nas tarifas e os possíveis aumentos criam mais incerteza e podem impactar o consumo.

No primeiro trimestre, antes do anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o plano tarifário, o aumento no volume de vendas das marcas premium da Heineken.

E os reajustes de preços ajudaram a empresa a registrar um crescimento orgânico de receita, contrariando a expectativa de queda.

Assim como outras cervejarias, a Heineken produz mais de 95% de seus produtos localmente, o que a torna menos exposta aos efeitos diretos de uma guerra comercial.

No entanto, o setor pode sentir impactos indiretos, como queda na confiança do consumidor e aumento nos custos de insumos.

Fonte: CNN Brasil

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Powell alerta sobre riscos das tarifas de Trump para objetivos do Fed

Presidente do Fed indica que guerra comercial pode criar cenário desafiador semelhante à estagflação dos anos 1970, com tensões entre controle da inflação e manutenção do emprego

O conflito comercial do presidente Donald Trump pode colocar o Federal Reserve em uma situação difícil que não se via há cerca de meio século, disse o presidente Jerome Powell na quarta-feira (16).

“O nível dos aumentos tarifários anunciados até agora é significativamente maior do que o previsto“, disse o chefe do banco central em comentários preparados para um evento organizado pelo Clube Econômico de Chicago.

“Podemos nos encontrar no cenário desafiador em que nossos objetivos de duplo mandato estão em tensão”.

O Fed é responsável por promover o pleno emprego e manter a inflação sob controle, mas as tarifas de Trump ameaçam ambos os objetivos.

Por enquanto, no entanto, a economia dos EUA permanece em boa forma, de acordo com os dados mais recentes, permitindo que o Fed seja paciente.

Powell disse que a melhor ação do Fed no momento é manter-se estável até que os dados mostrem claramente como a economia dos EUA está respondendo às políticas de Trump.

Outros funcionários do Fed disseram o mesmo em discursos recentes, afirmando que podem alterar as taxas em qualquer direção, dependendo do que a economia necessitar.

Mas é apenas uma questão de tempo até que as tarifas de Trump estimulem a inflação, aumentem o desemprego e enfraqueçam o crescimento econômico, segundo a maioria dos economistas.

Especialmente se as enormes tarifas “recíprocas” que entraram em vigor brevemente em 9 de abril forem reestabelecidas. Trump adiou esse aumento histórico nos impostos de importação até julho.

Até agora, Trump impôs tarifas de 25% sobre alumínio e aço, tarifas de 25% sobre produtos do México e Canadá que não estão em conformidade com um acordo de livre comércio, uma taxa massiva de 145% sobre importações chinesas.

Uma tarifa de 25% sobre carros, com tarifas separadas sobre autopeças previstas para uma data posterior e tarifas base de 10% sobre todas as importações dos EUA.

A administração também introduziu isenções temporárias para alguns produtos eletrônicos, e Trump disse que tarifas separadas provavelmente virão para semicondutores, produtos farmacêuticos, cobre e madeira.

Nas décadas de 1970 e início de 1980, a economia dos EUA sofreu períodos de alto desemprego e inflação de dois dígitos, uma combinação problemática conhecida como “estagflação”.

Na época, sob a liderança do presidente do Fed Paul Volcker, o Fed priorizou o combate à inflação, mesmo que isso significasse infligir alguma dor econômica.

A economia dos EUA parece estar caminhando nessa direção, de acordo com a maioria das previsões, mas não está claro se chegará totalmente a esse ponto.

O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, disse na semana passada em um evento em Nova York que as tarifas de Trump estão colocando o banco central na mesma situação difícil.

“Uma tarifa é como um choque negativo de oferta. Isso é um choque estagflacionário, o que significa que piora ambos os lados do mandato duplo do Fed ao mesmo tempo”, disse ele.

“Os preços estão subindo enquanto empregos estão sendo perdidos e o crescimento está diminuindo, e não há um manual genérico sobre como o banco central deve responder a um choque estagflacionário”.

Powell disse que se a estagflação se tornar realidade, “consideraríamos o quão distante a economia está de cada objetivo e os horizontes temporais potencialmente diferentes sobre os quais essas respectivas lacunas seriam antecipadas para fechar”.

“Entendemos que níveis elevados de desemprego ou inflação podem ser prejudiciais e dolorosos para comunidades, famílias e empresas”, disse ele.

Vários funcionários do Fed disseram que o banco central deve manter um olho atento na percepção das pessoas sobre os preços, que se deteriorou com base na pesquisa de consumidores da Universidade de Michigan, que é acompanhada de perto.

Não está claro em que ponto as expectativas crescentes de inflação provocariam qualquer ação do Fed e quais seriam essas ações.

E a inflação, embora substancialmente abaixo do pico de quatro décadas atingido em junho de 2022, ainda está ligeiramente acima da meta de 2% do Fed, o que significa que o Fed tem menos motivos para retomar os cortes nas taxas de juros.

Mas por enquanto, a maioria dos funcionários parece concordar que é melhor esperar que qualquer evidência apareça nos dados.

“Este é um conjunto difícil de riscos para a política monetária navegar”, disse a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, na quarta-feira em um evento em Columbus, Ohio.

“Dado o ponto de partida da economia, e com ambos os lados de nosso mandato sob pressão, há um forte argumento para manter a política monetária estável a fim de equilibrar os riscos provenientes de uma inflação ainda elevada e um mercado de trabalho em desaceleração”.

“Quando a clareza é difícil de obter, esperar por dados adicionais ajudará a informar o caminho à frente”, acrescentou ela.

Fonte: CNN Brasil

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Técnicos dos EUA vêm ao Brasil inspecionar frigoríficos em maio

Auditoria será uma missão técnica de rotina, afirma Abiec

Alguns frigoríficos do Brasil vão receber vistoria dos EUA em maio e, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), trata-se de uma missão técnica de rotina.

A entidade esclarece que a auditoria anunciada pelo FSIS, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é prevista no processo de equivalência entre os sistemas de inspeção dos dois países.

Desde a reabertura do mercado em 2017, o Brasil já foi auditado em 2017, 2019, 2020 e 2022 — sem qualquer relação com medidas punitivas ou episódios de não conformidade.

A ação ocorre, em média, a cada dois anos, com foco na verificação de procedimentos técnicos e laboratoriais, como parte do protocolo de manutenção do comércio entre os países.

“O setor recebe com total transparência e naturalidade mais essa etapa e reforça sua confiança na solidez do sistema brasileiro de inspeção e no compromisso com padrões internacionais de qualidade e segurança alimentar”, disse a Abiec, em nota.

Fonte: Globo Rural

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Porto de Itajaí: 100 dias de federalização

Entre os resultados obtidos entre janeiro e abril estão o aumento do faturamento, da arrecadação e estabilidade para trabalhadores

O Porto de Itajaí completou nesta semana os primeiros 100 dias sob gestão do Governo Federal, após o processo de federalização. De acordo com o superintendente João Paulo Tavares Bastos, os resultados iniciais superaram as expectativas, com destaque para o crescimento expressivo no faturamento, o retorno da arrecadação de impostos ao município e a valorização dos trabalhadores portuários.

Vinculado atualmente à Autoridade Portuária de Santos, que é ligada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, o Porto de Itajaí registrou um faturamento de R$ 50 milhões no período, com um aumento de 125% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

“Hoje o Porto de Itajaí está forte e ‘bombando’ com navios de carga chegando a todo momento. Isso significa melhora na economia da cidade. Além disso, tivemos a melhor temporada de cruzeiros da história. Está claro que a federalização foi positiva, diferente do que diziam as fake news”, afirmou o superintendente.

Outro impacto direto foi o retorno da arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços) ao município, totalizando R$ 900 mil pagos em 100 dias. O valor representa um reforço importante ao orçamento da prefeitura, que pode investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Estabilidade e valorização dos trabalhadores

A federalização também garantiu a manutenção dos empregos e salários de 74 servidores efetivos, que antes estavam sob responsabilidade da prefeitura. Agora, a folha mensal de R$ 2 milhões é custeada pela União, por meio da Autoridade Portuária de Santos.

Além disso, após 29 anos, foi anunciado um novo processo seletivo para contratação de 122 trabalhadores portuários avulsos, em parceria com o Órgão de Gestão de Mão de Obra (OGMO). O edital deve ser lançado em maio.

“Retomamos a relação com os trabalhadores, com reuniões semanais para ouvir suas demandas. Essa escuta ativa é essencial para uma gestão mais humana e eficiente”, destaca João Paulo.

A nova gestão também se responsabilizou pela quitação da dívida de R$ 48 milhões da dragagem, bem como pela manutenção do calado, fundamental para a operação do complexo portuário. A obra da dragagem de manutenção do canal de acesso também está em andamento, com previsão de publicação do edital de concessão ainda este ano.

Entre os projetos futuros está a construção de um píer turístico ao lado da Marejada, com recursos garantidos do Governo Federal. A proposta é melhorar a estrutura de recepção aos cruzeiros e ampliar o fluxo de turistas.

Outro avanço foi a criação de uma comissão nacional para acelerar a tramitação do projeto de lei que cria a Docas de Itajaí, além de uma portaria específica para acompanhar o processo de remoção do casco do navio Pallas, que está soçobrado no pontal da barra há mais de 120 anos. O projeto, avaliado em R$ 400 mil, é considerado essencial para a chegada de navios de maior porte, tornando o porto mais competitivo.

Com o pagamento de impostos ao município retomado, parte do valor poderá ser revertida para projetos culturais através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), organizada pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais.

Fonte: SC Todo Dia

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Exportações da China disparam antes das tarifas

As duas maiores economias do mundo se dirigem a um divórcio que deverá se desenrolar ao longo de 2025 e mais além, depois de um mês em que as exportações da China deram um salto enorme e seu superávit comercial total chegou a quase US$ 103 bilhões.

Esse fluxo comercial cada vez mais desequilibrado é um dos problemas que o presidente dos EUA, Donald Trump, diz estar tentando resolver com suas tarifas sobre a China, que provocaram as medidas de retaliação cada vez maiores agora se transformando em uma guerra comercial.

Embora Trump tenha isentado – pelo menos por agora – muitos bens eletrônicos de consumo populares de suas tarifas de 125% sobre produtos fabricados na China, Pequim descreveu isso como um “pequeno passo” e conclamou os EUA a darem um“grande passo” para aliviar as tensões comerciais. O impasse entre ambos já vem remodelando o comércio mundial. As remessas da China para o Sudeste Asiático, por exemplo, alcançaram em março patamares próximos aos maiores da história.

A antecipação de envios antes dos grandes aumentos de tarifas impostos por Trump contra a China em abril também contribuiu para o que provavelmente foi o último boom no comércio com os EUA. Em março, o superávit comercial da China com os EUA representou mais 25% de seu total.

As exportações totais em março, em dólar, superaram as previsões e cresceram 12,4% na comparação anual, informou a agência alfandegária da China ontem, revertendo uma queda de 3% em fevereiro.

China e EUA passaram as últimas semanas presos em uma guerra comercial cad avez maior, com ambos os lados adicionando mais tarifas e barreiras ao comércio.Cada país aguarda que o outro tome a iniciativa: Trump disse estar “esperando” por uma ligação de Pequim, enquanto autoridades chinesas dizem repetidamente estar abertas a negociar, mas que não serão intimidadas a conversar.

“Para que se rompa o impasse, podem ser necessários alguns contatos intermediários privados”, disse Song Hong, vice-diretor do Institute of Economics at the Chinese Academy of Social Sciences, um importante centro de estudos governamental. “É impossível que a China venha a se submeter à intimidação dos EUA como alguns parceiros comerciais menores. Práticas irracionais, como as tarifas adicionais impostas, precisam ser eliminadas ou reduzidas para que se volte ao caminho do diálogo racional.”

As consequências do rompimento econômico dos EUA com a China provavelmente começarão a se materializar a partir de abril, com poucos sinais de que qualquer um dos lados esteja disposto a recuar e reduzir suas tarifas. Na semana passada, o Ministério do Comércio da China considerou o uso pelo governo Trump das altas tarifas – em níveis economicamente sem sentido – como uma “piada”.

Embora a perspectiva de um degelo pareça distante, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse no domingo no programa “This Week” da rede de TV americana ABC que já houve “abordagens amenas” dos dois lados, por meio de intermediários. “Todos esperamos que o presidente dos EUA e o presidente Xi da China resolvam isso”, disse.

O comentário de Lutnick estava entre os assuntos mais comentados na plataforma de relacionamento social on-line Weibo, que é parecida ao X, ontem à tarde, tendo atraído mais de 40 milhões de visualizações. Enquanto alguns usuários diziam que os EUA estão procurando uma saída, outros caçoavam das constantes mudanças deTrump em relação à China.

Mas para as empresas o tempo é curto demais para correr riscos.

Em março, muitas empresas provavelmente anteciparam pedidos para se adiantar às tarifas. Além disso, os dados mais recentes indicam que as empresas reorientaram as remessas para países do Sudeste Asiático. As exportações da China para a região atingiram o segundo maior nível já registrado.

Confira abaixo os principais produtos importados da China pelo Brasil em 2025. Os dados são do DataLiner:

Principais produtos importados da China | 2025 |  TEUs

Nesta semana, o presidente Xi Jinping faz sua primeira viagem internacional do ano, visitando países do Sudeste Asiático, como o Vietnã. Em março, as exportações para o Vietnã e a Tailândia atingiram quantias recorde e as para os EUA superaram os US$ 40 bilhões, um aumento de 9% na comparação anual, depois de terem caído em fevereiro.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios, Portos

Megaterminal em Santos avança para sair do papel e deve gerar mais de mil empregos

Mais um passo foi dado no sentido de ver instalado, na Área Continental de Santos, um mega terminal multipropósito, em um complexo porto-ferroviário que pretende criar 1.500 empregos e movimentar até 20 milhões de toneladas por ano. Na semana passada, a Justiça confirmou a validade da Licença Prévia nº 399/2011 concedida ao Terminal Portuário Brites (TPB), consolidando a regularidade ambiental  do empreendimento, um projeto da  Triunfo Participações e Investimentos.

O terminal contará com integração ferroviária e rodoviária, visando eficiência logística e redução do tráfego de caminhões nas estradas. O TPB está localizado na área conhecida como Largo de Santa Rita, entre as ilhas Barnabé e Bagres, na margem esquerda do estuário do Porto de Santos.

A infraestrutura do terminal incluirá quatro berços de atracação, sendo um para cada perfil de carga (celulose, fertilizantes, líquidos e grãos), com um dos berços projetado para receber navios com até 18 metros de calado.

Dorival Pagani Júnior, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Triunfo, pontua que a localização atende à demanda futura de carga, sendo afastada dos centros urbanos, mitigando gargalos logísticos. Além disso, diz, com operação ferroviária, o impacto nas estradas fica minimizado.

Cronograma
Os acessos rodoviários ao novo terminal serão pela Ilha de Barnabé, pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni e Rio-Santos. Já o aquaviário será pelo canal de navegação do Porto, área nas bacias de evolução e giro e área de manobra e atracação.

O acesso ferroviário é via ramal operado pela MRS, contando ainda com ramais internos e um túnel. Além disso, será construída uma pera ferroviária, cruzando oito linhas ferroviárias que receberá trens com até 80 vagões.

Carlo Bottarelli estima que agora, com a manutenção da licença prévia (LP) e já com a ação tendo tramitado em definitivo, a empresa poderá avançar no detalhamento das providências para obtenção da licença de instalação (LI), etapa que antecede a licença de operação. “Tudo caminhando conforme previmos, devemos dar início às obras no final de 2026 e, como são ao menos três anos de obras, a previsão é de entrar em operação em 2029”.

Fonte: A Tribuna

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Inovação, Logística, Tecnologia

INTERMODAL 2025: Fractal apresenta solução inovadora em lacres eletrônicos passivos 

A Fractal Intelligent Security, referência em segurança e monitoramento logístico, marcará presença na Intermodal 2025 como uma das grandes parceiras do RêConecta News, no estande G100. A empresa levará para o evento suas soluções inovadoras em lacres eletrônicos, reforçando seu compromisso com a integridade e rastreabilidade de cargas. A Intermodal South América está marcada para os dias 22 a 24 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP). 

Segurança máxima e eficiência operacional 

Diferente de rastreadores tradicionais, os lacres da Fractal não apenas monitoram, mas garantem a inviolabilidade das cargas, sendo uma solução revolucionária. Com tecnologia de ponta, seus lacres eletrônicos são projetados para aumentar a segurança da cadeia de custódia, permitindo um controle eficaz durante todo o processo logístico.

A Fractal é pioneira no desenvolvimento de lacres passivos de uso único e descartáveis. Essa abordagem elimina custos com logística reversa e garante rastreamento avançado sem a necessidade de bateria. O grande diferencial está na combinação de dupla tecnologia: 

  • NFC (Near Field Communication): para identificação de curta distância, semelhante à tecnologia usada em celulares. 
  • RFID (Radio-Frequency Identification): para monitoramento de longa distância, similar ao sistema “Sem Parar”. 

Essa integração permite um controle preciso e seguro, evitando violações e garantindo maior eficiência logística. Segundo o CEO da Fractal, José Roberto Mesquita, com esses dispositivos é possível fazer o acompanhamento do contêiner de ponta a ponta. “É um dispositivo que não tem bateria, com o objetivo de auxiliar no acompanhamento da cadeia de custódia. É possível saber tudo o que acontece desde o momento da lacração do contêiner, monitorando cada troca de responsabilidade dentro dessa cadeia. Os nossos aplicativos capturam os eventos, e verificam a identidade e o estado do lacre, que são únicos”, explica. 

Gestão ativa da cadeia de custódia 

Um dos grandes diferenciais da Fractal é a gestão da cadeia de custódia. Com seus lacres ativos, é possível garantir que cada etapa do transporte seja registrada e monitorada, aumentando a transparência e a confiabilidade do processo logístico. 

Além dos lacres eletrônicos, a Fractal também se destaca pela gestão inteligente de imagens por meio do sistema VIDEO I/O, que integra câmeras e sensores. Essa tecnologia atende às exigências da Receita Federal e proporciona um controle ainda mais rigoroso das operações logísticas. 

Fractal na Intermodal 2025 

Com sua participação na Intermodal 2025 ao lado do RêConecta, a Fractal reafirma sua missão de transformar a segurança no setor logístico. Conectando tecnologia e inteligência, a empresa busca tornar o mercado mais eficiente, seguro e confiável. A Intermodal será uma grande oportunidade para empresas do setor conhecerem de perto as soluções que estão revolucionando a proteção e o monitoramento de cargas. “Intermodal é o momento mais importante do comércio exterior, a maior e melhor feira da América Latina. É uma oportunidade que temos em trazer a inovação, algo diferente para algo que tem muita necessidade no mercado hoje, que é a integridade da carga. Nós geramos muito interesse ano passado, mas estar expondo junto com o RêConecta será um passo muito grande esse ano”, revela Mary Anne Amorim, Co-founder e CCOA da Fractal. 

Venha conhecer tudo o que a Fractal tem a oferecer na Intermodal 2025! Te esperamos no estande G100. 

Saiba mais sobre a Fractal: https://fractal-security.com/pt/

Faça sua inscrição: https://www.intermodal.com.br/pt/credenciamento.html?utm_source=&utm_medium=&utm_campaign=&utm_content=&utm_term=&gad_source=1&gad_campaignid=22045275094&gclid=Cj0KCQjwqv2_BhC0ARIsAFb5Ac8-KfUi1sZ2OjStl62k61rwvD2iMyAay5AmW4QO8ougbu-QSLv73RMaAsZQEALw_wcB

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