Agricultura, Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Notícias

Frigorífico de Itajaí é um dos 14 de SC suspensos pela China

A unidade itajaiense está entre os frigoríficos que perderam habilitação para exportar frango

Itajaí entrou na lista dos municípios com frigoríficos suspensos pela China após a confirmação de um foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul. A planta itajaiense está entre as 14 unidades catarinenses que perderam a habilitação para exportar carne de frango e derivados ao país asiático.

A decisão foi registrada na plataforma oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) e é válida desde sábado passado, dia 17. A suspensão segue o protocolo sanitário firmado entre Brasil e China, que determina a paralisação imediata das exportações em casos de doenças de notificação obrigatória.

Cidades afetadas

Além de Itajaí, foram suspensas unidades em Concórdia, Nova Veneza, Quilombo, Forquilhinha, Maravilha, São José, Seara, Itapiranga, Xaxim, Videira, Guatambú e Chapecó.

A medida acompanha a suspensão temporária das exportações brasileiras de carne de frango para a China após a confirmação do vírus em uma granja de Montenegro, no RS, no dia 15. A planta de Itajaí, que até então estava habilitada, entrou na nova rodada de restrições.

Para tentar conter o avanço do vírus e diminuir os prejuízos, o governo de Santa Catarina adotou medidas emergenciais. Na sexta-feira, a Secretaria da Agricultura e a Cidasc publicaram a Nota Técnica n.º 002/2025, proibindo a entrada de aves vivas e ovos férteis vindos de 13 cidades da zona de contenção do RS, incluindo Montenegro, Canoas e Sapucaia do Sul.

Cargas de outras regiões do estado vizinho só podem entrar em SC após desinfecção obrigatória nos postos de fiscalização. Os postos da divisa sul estão sob inspeção reforçada, com controle físico e documental das cargas.

“Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, graças à implementação das normas de biosseguridade e ao trabalho da defesa sanitária por meio da Cidasc. Seguindo as orientações do governador Jorginho Mello, estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença no estado. Precisamos que cada um faça a sua parte”, afirmou o secretário da Agricultura, Carlos Chiodini.

Impacto bilionário 

A China é o principal destino do frango brasileiro, responsável por 13% de todo o volume exportado. Em 2024, o Brasil vendeu 561 mil toneladas para o mercado chinês, movimentando US$ 1,288 bilhão.

O governo federal notificou a China sobre a suspensão dos embarques no dia 15 de maio, como determina o protocolo sanitário. Agora, o Brasil tenta negociar uma flexibilização para restringir a suspensão apenas ao estado ou ao município afetado. A liberação pode acontecer 28 dias após a desinfecção do foco.

FONTE: Diarinho

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional, Tributação

Brasil cogita aumento de tarifas para conter possível aumento nas importações da China

Aumentar impostos de importação é visto como alternativa mais simples às cotas em meio a tensões comerciais globais.

O governo brasileiro acredita que tem margem suficiente para aumentar tarifas de importação em vez de adotar medidas mais agressivas, como a implementação de cotas, caso uma enxurrada de produtos industrializados da China comece a invadir o mercado nacional. O risco de uma redireção de exportações chinesas para o Brasil aumentou com a escalada tarifária global iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Desde o início dessas tensões comerciais, o Brasil vem monitorando de perto um possível aumento no fluxo de produtos chineses para o mercado interno, numa tentativa de “separar o joio do trigo”.

“É fundamental que nossas ações se baseiem em dados claros: precisamos saber se há de fato uma enxurrada de produtos ou não”, afirmou um representante do governo brasileiro, ressaltando que, até o momento, não foi observada nenhuma alta significativa.

De acordo com avaliações técnicas, os efeitos dos aumentos tarifários de Trump costumam levar cerca de três meses para se manifestar, dado que mudanças nas cadeias globais de suprimentos são complexas e não ocorrem de forma imediata. A imprevisibilidade da política dos EUA torna o cenário ainda mais incerto. Inicialmente, o governo Trump impôs tarifas generalizadas de até 145% sobre exportações chinesas. No entanto, os dois países chegaram a uma trégua temporária, reduzindo as tarifas para 30% por um período de 90 dias.

“Uma tarifa de 145% é proibitiva — equivale a um embargo. Mas 30% não é”, explicou o mesmo representante.

Caso os produtos chineses realmente comecem a ser redirecionados ao Brasil em grande volume, autoridades veem o aumento das tarifas de importação como uma ferramenta mais simples de aplicar. A fonte ressaltou que há margem legal, tanto nas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto nas do Mercosul, para implementar tais medidas.

“Ajustes tarifários, se considerados apropriados, podem ser feitos rapidamente, pois não exigem investigações, contestações legais ou compensações à parte afetada”, explicou.

Embora o uso de cotas seja tecnicamente possível, é um instrumento raramente utilizado no Brasil — ou mesmo globalmente — a menos que haja evidência clara de práticas comerciais desleais entre os países envolvidos.

Um exemplo de prática desleal é o dumping, quando uma empresa exporta produtos a preços inferiores aos praticados em seu mercado interno. Se o Brasil adotasse cotas apenas como reação a uma mudança comercial provocada pelas tarifas dos EUA, teria de oferecer medidas compensatórias a todos os parceiros afetados. “Seria como usar um canhão para matar um mosquito”, disse o representante.

Em relação ao comércio com os Estados Unidos, autoridades brasileiras receberam sinais de que empresas americanas, buscando diversificar fornecedores, já começaram a olhar para setores industriais do Brasil, diante de uma possível escalada da guerra tarifária com a China.

“O Brasil não está mal posicionado, relativamente falando”, observou a fonte, apontando que o país foi alvo de tarifas recíprocas de apenas 10% — uma das menores impostas por Trump.

Fonte: Valor International




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Comércio, Comércio Exterior, Logística

Log-In Logística Integrada registra Receita de R$ 683,8 milhões no primeiro trimestre de 2025

A Log-In Logística Integrada, Grupo de soluções logísticas integradas, divulgou, nesta quarta-feira (14), os resultados financeiros e operacionais referentes ao primeiro trimestre de 2025 (1T25). Entre os destaques estão o maior volume de contêineres transportados na Navegação Costeira para um primeiro trimestre, recorde histórico de receita com o serviço Feeder e crescimento significativo do Lucro Líquido da companhia.

A Receita Operacional Líquida (ROL) foi de R$ 683,8 milhões no trimestre, representando um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período de 2024. O bom desempenho foi puxado principalmente pela Navegação Costeira, que somou R$ 462 milhões, com alta de 20,6%, impulsionada pelo Feeder, que atingiu receita recorde de R$ 221,1 milhões, e pela retomada da atividade econômica na Argentina, que beneficiou as operações no Mercosul. O EBITDA ajustado totalizou R$ 153,1 milhões, crescimento de 6,8%. Já o Lucro Líquido da companhia foi de R$ 26,5 milhões, alta de 219,3% em comparação ao 1T24.

Segundo o Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Log-In, Pascoal Gomes, os resultados do primeiro trimestre refletem a consistência da nossa estratégia, mesmo em um cenário desafiador. “Apresentamos crescimento consolidado de Receita e EBITDA, impulsionado pela Navegação, que se destacou com aumento de volumes de feeder. A expansão dos serviços e a modernização da frota têm nos permitido capturar oportunidades e oferecer soluções cada vez mais completas e sustentáveis aos nossos clientes”, afirma Gomes.

Navegação Costeira

A Navegação Costeira apresentou crescimento expressivo no primeiro trimestre, com destaque para o volume total transportado, que somou 194,1 mil TEUs, alta de 24,6% sobre o 1T24. O Feeder liderou esse crescimento, com 140,9 mil TEUs, avanço de 48,8%, favorecido pelo serviço Shuttle Navegantes (SSN), criado em resposta à demanda pontual do mercado e integrado ao portfólio no 2T24.

No Mercosul, a receita cresceu 37% e o volume avançou 17%, beneficiados pela valorização do dólar e pela recuperação econômica da Argentina. Em contrapartida, na Cabotagem, houve redução de 17,6% no volume transportado, em razão de um cenário mais competitivo.

Terminal Portuário de Vila Velha (TVV)

A ROL do TVV foi de R$ 88,1 milhões, em linha com o ano anterior, e leve alta nas receitas de contêineres e serviços acessórios. Quanto aos volumes movimentados, o terminal enfrentou uma retração relativa, com 50,5 mil contêineres e 102,6 mil toneladas de carga geral, reduções de 10% e 20%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Na verdade, no 1T24, os volumes de container alcançaram o recorde histórico para o período. Essa queda observada no 1T25 está atrelada à sazonalidade da safra de café e menor importação de veículos elétricos, na movimentação de contêineres; baixa demanda dos principais centros consumidores (como os EUA), sazonalidade dos projetos e reflexos da obra de retrofit, finalizada em setembro de 2024, que resultou na perda de algumas cargas, ainda em processo de retomada, na movimentação de carga geral. Ainda assim, os volumes realizados no 1T25, principalmente em container, representam o 2º maior volume alcançado pelo TVV, no mesmo período, em sua história.

Por outro lado, a produtividade operacional do terminal aumentou 48% e o NPS atingiu o melhor nível desde 2022, refletindo a melhora após o fim do retrofit. Além disso, entre os avanços estratégicos está a assinatura de um contrato de exploração de uma nova área de 70 mil m² no Porto de Vitória, que amplia as capacidades do terminal.

Segundo Gustavo Paixão, Diretor de Terminais da Log-In, o terminal vive um momento de retomada e reestruturação comercial após a conclusão do retrofit. “Encerramos uma fase importante com a modernização dos portêineres, que já se reflete em ganhos de produtividade e confiabilidade nas operações. Agora, o foco está na reconquista de cargas impactadas pelas limitações temporárias durante as obras. Além disso, a nova área no porto de Vitória reforça nosso compromisso de ampliar a capacidade do TVV com infraestrutura adequada para atender às demandas futuras do mercado, tanto capixaba quanto nacional”, afirma Paixão.

Transporte Rodoviário de Cargas

O segmento rodoviário, operado pelas marcas Tecmar Transporte & Logística e Tecmar Norte, segue em processo de reestruturação. A Receita Operacional Líquida somou R$ 122,4 milhões, queda de 7,7% em relação ao 1T24, refletindo o reposicionamento da empresa na linha de carga fracionada, impactada por um mercado mais competitivo. Em contrapartida, o transporte de contêineres operou em plena capacidade nos três principais portos (Santos, Itajaí e Suape), e a armazenagem mostrou crescimento. Destaque ainda para a redução de 40% nas ocorrências rodoviárias, mesmo com o aumento do número de veículos nos portos de Santos, Navegantes e Suape.

ESG

A agenda ESG da Log-In avançou com importantes marcos no trimestre. No pilar ambiental, a frota tornou-se 17% mais eficiente em consumo de combustível (ton/navio), e a Companhia obteve nota B- no Carbon Disclosure Project (CDP). Foram promovidas ações como a campanha “Valorizar a água, é valorizar a vida”, no TVV, e o projeto Comunidade a Bordo, em parceria com o Instituto Social Esperança.

No aspecto social, destacam-se novas turmas do programa de estágio, iniciativas com foco em equidade de gênero como o programa ELLAS, e ações com a comunidade Mulheres da Ilha. Na governança, foi concluída a integração da Tecmar Norte ao sistema SAP da Tecmar, reforçando a padronização e eficiência nos controles internos.

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking, Transporte

GH Solucionador Logístico apresenta novo posicionamento na Intermodal e lança Complexo de Soluções Logísticas  

A Intermodal South America 2025, maior feira do setor na América Latina realizada em abril, reuniu quase 50 mil visitantes no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento foi palco para grandes lançamentos e conexões estratégicas nas áreas de logística, transporte e comércio exterior. Uma das empresas que se destacou foi a GH Solucionador Logístico, que participou ao lado do RêConecta apresentando ao mercado seu novo posicionamento e o lançamento oficial do CSL – Complexo de Soluções Logísticas. 

Segundo Brendon Ramon, Gerente de Marketing da GH, o principal objetivo da participação da empresa no evento foi reforçar o reposicionamento da GH como um operador logístico completo e sustentável, apresentando ao mercado um novo conceito de marca e, especialmente, o lançamento do CSL – Complexo de Soluções Logísticas. “A feira foi o ambiente ideal para ampliar a visibilidade da estrutura, tecnologia embarcada e soluções integradas, além de fortalecer o relacionamento com clientes e gerar novas conexões estratégicas”. 

Ainda segundo Brendon, a participação no estande coletivo do RêConecta News gerou visibilidade e atraiu um público qualificado, com destaque para tomadores de decisão das áreas de logística, supply chain e operações, além de representantes de empresas do setor industrial, importadores e operadores internacionais em busca de soluções customizadas e sustentáveis. “Apresentamos nosso portfólio completo com foco em armazenagem, transporte dedicado, soluções customizadas de supply chain e tecnologia integrada, como rastreamento satelital, WMS e frota com caminhões movidos a GNV. O grande destaque foi, sem dúvida, o lançamento oficial do CSL, um espaço com 70 mil m² que amplia nossa capacidade e posiciona a GH ainda mais próxima dos principais portos e rodovias do Sul do país”.  

A participação na Intermodal também foi positiva em termos de geração de negócios: “O evento nos proporcionou diversas conexões estratégicas com empresas de diferentes portes e segmentos, incluindo indústrias, operadores logísticos, distribuidores e embarcadores”, complementa Brendon.  

Maior Feira das Américas 

Na avaliação do gerente de marketing da GH Solucionador Logístico, o evento é essencial para o setor: “A Intermodal é o ponto de convergência mais importante da logística na América Latina. Ela reúne, em um único ambiente, as maiores tendências, os principais players e os desafios reais do setor, promovendo um ecossistema de inovação e colaboração que gera negócios, fortalece marcas e impulsiona novos movimentos no mercado”. 

Agora, a empresa segue com metas ambiciosas focada na expansão das operações, consolidação do CSL e ativação dos leads gerados no evento. “Além disso, vamos continuar investindo em tecnologia embarcada, ESG e ampliação de estrutura, sempre com foco na eficiência operacional e na entrega de soluções personalizadas ao cliente”, completa Brendon.  

Parceria estratégica 

Para Brendon um dos destaques dessa 29º edição da  Intermodal South America foi o valor da participação da GH ao lado do RêConecta, que reuniu dez empresas em um estande colaborativo. O espaço refletiu o espírito de inovação, conexões estratégicas e sustentabilidade. “Participar da Intermodal 2025, ao lado do RêConecta, foi uma experiência valiosa. Reforçamos nossa missão de conectar caminhos e fazer histórias, agora com ainda mais propósito e sustentabilidade. Agradecemos pela oportunidade de mostrar o que a GH tem de melhor: soluções reais para os desafios logísticos do presente e do futuro”, finalizou.  

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Comércio Exterior, Logística, Tecnologia

Navio com quase 700 carros da BMW chega ao Porto de Itajaí

Desembarque dos veículos da montadora alemã começou na noite desta terça

Começou na noite desta terça-feira e segue até as 2h de quarta o desembarque de 695 veículos da BMW que chegaram ao Porto de Itajaí. A operação acontece no berço 3 e reforça o papel estratégico do terminal no transporte de cargas diversificadas e de alto valor agregado.

As BMW chegaram a bordo do navio Dover Highway, uma embarcação do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), especializada no transporte de veículos. O modelo é conhecido pelas rampas que permitem a entrada e saída dos veículos.

A retirada de todos os carros da montadora alemã deve durar cerca de seis horas. Entre os modelos que estão sendo desembarcados estão Mini Cooper, BMW IX2, BMW 420I e BMW X2.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Exportação, Internacional, Mercado Internacional

“Corrida das exportações” toma conta da China e empresas aproveitam trégua

EUA e país asiático acordaram em uma pausa de 90 dias no início desta semana

Um avanço surpreendente nas tensões comerciais entre os EUA e a China desencadeou uma enxurrada de atividades nas fábricas e nos portos chineses, já que as empresas de ambos os países correm para aproveitar ao máximo a reversão de 90 dias das pesadas tarifas anunciadas no início desta semana.

Para Niki Ye, uma vendedora do sul da China que adquire brinquedos para venda na Amazon, um aumento de 30% nos pedidos desde o anúncio significou que sua empresa está se equipando para atender à demanda.

“E esta é apenas a primeira semana”, disse ela.

Liu Changhai, gerente de vendas de uma agência voltada para a exportação no leste da China, especializada em móveis para casa, disse que as vendas agora são iguais às de uma típica temporada de pico — mas haverá um atraso no envio das mercadorias.

“Os novos pedidos ainda não foram fabricados e não estão prontos para envio”, disse ele à CNN.

Enquanto isso, os portos estão prestes a começar a se movimentar, pois as empresas correm para enviar os estoques que foram retidos durante as semanas de tensão comercial.

As reservas de contêineres de transporte da China para os Estados Unidos aumentaram quase 300% nos sete dias que terminaram em 13 de maio, em comparação com a semana que terminou em 5 de maio, de acordo com o fornecedor de software de rastreamento de contêineres Vizion.

Essa é uma mudança radical em relação ao mês passado, quando uma rápida escalada de tarifas entre os EUA e a China, iniciada pelo presidente Donald Trump, elevou as tarifas a um nível tão alto que o comércio entre as duas economias, antes profundamente interligadas, foi praticamente interrompido.

O acordo, que entrou em vigor na quarta-feira (14), reduz as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas para o país para 30%, sem incluir as medidas pré-existentes impostas durante o primeiro mandato de Trump.

Enquanto isso, as tarifas da China sobre todas as importações dos EUA aumentadas no mês passado caíram de 125% sobre a maioria das importações dos EUA para 10% — embora as tarifas anteriores sobre produtos selecionados também permaneçam em vigor, disseram as autoridades. Espera-se que as negociações continuem nas próximas semanas.

“Independentemente do resultado das negociações futuras, as empresas devem aproveitar essa janela de 90 dias”, disse Ge Jizhong, presidente da principal empresa de declaração alfandegária Shanghai Xinhai Customs Brokerage, ao veículo financeiro estatal Securities Times no início desta semana.

“As empresas americanas correrão para reabastecer seus estoques dentro de 90 dias, e as empresas chinesas também correrão para enviar mercadorias e limpar seus estoques de armazém”.

De volta para a China

Entre as pessoas que estão ajudando as empresas a enfrentar essa corrida está Ben Schwall, cuja companhia de gerenciamento da cadeia de suprimentos STG Consultants, sediada na China, ajuda com o fornecimento de produtos e suas estratégias para a China e a Ásia.

Ele diz que passou esta semana respondendo a perguntas de clientes.

Alguns deles receberam a notícia quando estavam redirecionando as cadeias de suprimentos e a produção da China para outros países asiáticos a fim de evitar as tarifas, disse ele.

“Temos pedidos que foram feitos no Vietnã e na Indonésia e agora estamos perguntando: ‘Vocês podem transferir (os pedidos) de volta para a China?’” disse Schwall.

Em seguida, há uma corrida para reiniciar pedidos cancelados ou enviar mercadorias retidas da China, acrescentou ele, embora as tarifas continuem mais altas do que eram antes do segundo mandato de Trump.

“É uma situação do tipo ‘por favor, continuem os pedidos que foram cancelados’”, disse ele sobre as comunicações com os fabricantes chineses, alguns dos quais, segundo Schwall, já haviam dispensado trabalhadores, enquanto pelo menos duas fábricas com as quais eles trabalham fecharam as portas na esteira das tarifas.

Do outro lado dessa equação estão os fabricantes chineses, como Vivi Tong, na província de Zhejiang, no leste do país, que está se preparando para enviar mercadorias de seu depósito e para um aumento nos pedidos.

Sua fábrica produz carros com controle remoto vendidos por grandes varejistas nos EUA.

“Como fábrica, esperamos receber o maior número possível de pedidos nesses três meses e concluir a produção e o envio o mais rápido possível”, disse Tong, acrescentando que “não pode estimar” o que acontecerá após esse período.

De acordo com a mídia estatal chinesa, os fornecedores estão trabalhando horas extras e até mesmo durante a noite para atender a um aumento na demanda das empresas norte-americanas que clamam para que os pedidos paralisados sejam enviados dentro do prazo de 90 dias.

Greg Mazza, proprietário de uma empresa de iluminação com sede em Danbury, Connecticut, disse que estava entre os que “agiram rapidamente” para receber o estoque que havia sido produzido na China anteriormente, mas que não havia sido enviado, pois estava preocupado com o aumento dos custos de envio, já que muitas empresas fizeram o mesmo.

“Liberamos muitos contêineres agora, ou eles estão sendo liberados, e estamos fazendo pedidos”, disse Mazza, que observou que estava em uma posição melhor do que a de algumas empresas por ter se preparado para as tarifas ao aumentar seu estoque nos EUA no ano passado.

No entanto, Mazza disse que seus pedidos sob o novo acordo ainda enfrentariam tarifas significativamente mais altas do que no ano passado.

“Se eu tiver que sustentar as tarifas de 55%, posso fazer isso com um pequeno aumento de preço no momento em que (as mercadorias) desembarcarem e com algumas mudanças no programa interno”, disse ele, referindo-se ao total de tarifas que deverão ser impostas ao seu produto.

Ele teria como objetivo “manter a linha” o máximo possível em vez de aumentar os preços, acrescentou.

Mas não são apenas as tarifas que ameaçam aumentar os preços para os americanos.

Tong, em Zhejiang, disse que observou um aumento nos custos de remessa esta semana em meio à luta mais ampla para reiniciar o comércio.

O custo de envio de um contêiner, que antes era de US$ 4 mil para a viagem até os EUA, agora subiu cerca de 50%, um aumento que, segundo ela, foi suportado pelo comprador americano. Em última análise, é provável que o custo adicional seja pago pelos compradores americanos.

Enquanto isso, as empresas de transporte também estão relatando um aumento na demanda.

A transportadora dinamarquesa Maersk, que havia registrado uma queda de 30% a 40% no volume marítimo China-EUA no final de abril, agora está aumentando a capacidade de seus serviços transpacíficos depois de um aumento nas reservas após o acordo, disse um porta-voz à CNN.

Ben Tracy, vice-presidente de desenvolvimento de negócios estratégicos da Vizion, a empresa de rastreamento de contêineres que observou um aumento de 277% nas reservas nos sete dias que terminaram na terça-feira, disse que a “corrida de exportação de contêineres” poderia interferir no que normalmente seria uma temporada de pico de remessas no verão.

“A questão é: quanto tempo isso (a corrida) vai durar? Quanto de acúmulo está sendo aguardado para reservas e partidas — e isso vai durar três semanas, seis semanas?”, disse ele.

“De qualquer forma, não vejo como haverá tempo suficiente para que esses contêineres retornem à China para a próxima viagem na alta temporada”.

A incerteza se aproxima

A corrida desenfreada para reiniciar, aumentar ou enviar pedidos da China é ainda mais complexa para as empresas devido à incerteza generalizada, não apenas em relação ao destino final das tarifas entre os EUA e a China, mas também em relação às tarifas dos EUA sobre outros países da região.

No mês passado, Trump anunciou e, em seguida, suspendeu em grande parte uma série de tarifas recíprocas sobre a maioria dos países. Essas incluíam altas taxas sobre produtos de países do sudeste asiático, como Vietnã e Camboja, que se tornaram um destino para empresas que mudaram a produção da China durante a primeira guerra comercial de Trump.

Agora, as empresas que dependem das exportações da região estão olhando para dois relógios, um contando a pausa de 90 dias nas tarifas de países como o Vietnã e o outro nas da China, enquanto decidem se vão abandonar relações comerciais de anos na China.

Mazza, em Connecticut, disse que estava explorando a possibilidade de transferir parte da fabricação para o Vietnã, onde o processo de instalação provavelmente levará cerca de um ano e a produção acabará custando cerca de 10% a 15% a mais por unidade do que a fabricação na China.

Mas ele disse que não estava pronto para desistir totalmente da China.

“Farei tudo o que puder para não sair da China, porque minhas fábricas chinesas me apoiaram, eu as apoiei. Valorizo as parcerias e os relacionamentos e, veja bem, elas tornam meu produto muito bom”, disse ele. “Portanto, vou lutar até o fim”.

E para muitas fábricas na China que enfrentam a mesma incerteza, a questão de como sobreviver, aconteça o que acontecer, é a principal prioridade.

“Também estamos trabalhando duro para expandir outros novos mercados… especialmente a Europa, (onde nossos pedidos) aumentaram em quase 20%”, disse Tong. “Precisamos nos expandir”.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking

Blue Route fortalece marca e conexões estratégicas na Intermodal 2025 com o RêConecta News 

A Blue Route Tecnologia e Consultoria marcou presença na Intermodal South America 2025 com um propósito claro: ampliar sua rede de contatos, reforçar a visibilidade da marca e reencontrar clientes espalhados por diversos estados do Brasil. Durante os três dias de evento, a empresa integrou o estande colaborativo do RêConecta News, ao lado de outras nove marcas, em um dos espaços mais movimentados da feira. “Nosso principal objetivo foi ampliar nossa rede de contatos, visibilidade da marca e encontrar nossos clientes que se encontram espalhados em diversos estados do Brasil”, afirmou Beatriz Grance Rinn, CEO da Blue Route. 

Segundo Beatriz, a localização do RêConecta e a diversidade de empresas presentes no estande chamaram atenção do público e facilitaram as abordagens. “Por ser a RêConecta uma empresa de Santa Catarina, percebemos um grande fluxo de empresas e pessoas originárias daquele estado. No entanto, percebemos que o fato de ter várias empresas representadas no stand, isso chamava a atenção das pessoas, que acabavam nos abordando curiosos em saber qual o segmento que o stand estava representando e era uma oportunidade para iniciar um novo contato. O fato de ser um stand bastante visitado, notamos como favorável pois reduz o esforço de abordagem e de gerar novas oportunidades.” 

Destaque em tecnologia para Comex 

A Blue Route apresentou ao público sua plataforma para gestão de catálogo de produtos, líder de mercado no Brasil, demonstrando seu funcionamento e fluxo de trabalho. “Apresentamos principalmente nossa marca, nosso posicionamento como líder de mercado em plataforma para gestão do catálogo de produtos no Brasil e expomos o funcionamento e fluxo de trabalho da nossa plataforma. Além de recebermos diversas visitas de clientes e parceiros, no qual receberam um brinde exclusivo nosso,” explicou Beatriz. 

Embora não tenha havido fechamento de negócios durante o evento, as expectativas em relação aos contatos gerados são altas. Um dos principais resultados até agora foram os contatos feitos e os leads coletados, que poderão gerar novos contratos. Segundo Renata Palmeira, CEO do RêConecta News e organizadora do estande, mais de três mil leads foram coletados durante a Intermodal. “São pessoas que passaram pelo estande e se interessaram pelos nossos clientes e seus produtos e serviços. Mas o impacto dessa visibilidade deve alcançar bem mais pessoas e empresas”, reforça.  

Maior feira do setor das Américas 

A Intermodal South America 2025 reuniu quase 50 mil visitantes em três dias de intensas conexões, inovações e oportunidades de negócios. Realizada entre os dias 22 e 24 de abril, pela primeira vez no Distrito Anhembi, em São Paulo, a feira consolidou-se como o maior evento de logística, transporte de cargas e comércio exterior das Américas, reunindo empresas e profissionais de diversos estados e países em um ambiente estratégico para networking, lançamentos e fortalecimento de marcas no mercado. “Estamos falando da maior Feira do setor na América do Sul, com grande fluxo de empresas e profissionais. Portanto, é uma grande oportunidade para as empresas se conectarem com seus clientes, fazerem negócios e gerar networking,” reforçou Beatriz Grance Rinn, CEO da Blue Route. 

Entre os destaques da Intermodal está também a participação da CEO Beatriz Grance Rinn, em um podcast realizado durante o evento. O tema foi Transformação Digital, Inteligência Artificial e o Futuro da Logística Multimodal, como inteligência artificial, automação e dados estão deixando a burocracia pra trás e conectando a informação certa e personalizada gerando valor ao cliente e por que a mentalidade de aprendizado importa mais do que a tecnologia em si.  

 “Entendemos que a feira foi uma grande oportunidade para reforçarmos a nossa marca e o nosso produto. A curto prazo a possibilidade de fechar novos contratos. A longo prazo a possibilidade de deixar nossa marca cada vez mais conhecida no setor. Além de reforçar os laços com nossos parceiros e clientes. Atualmente a Blue Route possui mais de 450 projetos em todo o Brasil. Nossa participação na Intermodal foi um sucesso!” 

Encerrando sua participação na Intermodal 2025, Beatriz celebrou os resultados e a troca proporcionada pelo estande coletivo: “O Stand da RêConecta foi um dos mais visitado da Intermodal. Ficamos muito felizes com o resultado positivo e com a oportunidade de dividir o espaço com outros players do mercado, o que possibilitou troca de oportunidades,” finalizou Beatriz.  

A Blue Route segue agora com novos contatos, maior visibilidade e a certeza de que investir em conexões estratégicas é o caminho para crescer de forma sólida e sustentável no setor logístico e de comércio exterior. 

RêConecta na Intermodal 2025 

A 29ª edição da Intermodal South America, realizada em abril, foi marcada por conexões estratégicas, inovação e crescimento — e o RêConecta News esteve no centro desse movimento. Pela segunda vez com um estande próprio no evento, o RêConecta reuniu 10 empresas parceiras, promovendo uma experiência colaborativa que destacou a força do ecossistema logístico e empresarial voltado à inovação, tecnologia e sustentabilidade. 

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Comércio, Comércio Exterior

Tarifas turvam cenário, mas aposta no Brasil é estratégica, diz CEO da Electrolux

Em momento de guerra tarifária, incertezas sobre a demanda e aumento de custos no mundo, Yannick Fierling diz a jornalistas que o mercado brasileiro é uma das prioridades do grupo sueco, que trabalha na nacionalização de novos produtos no país

O cenário nunca esteve tão imprevisível quanto nos últimos cinco anos. Essa é a avaliação do CEO global da Electrolux, Yannick Fierling.

Executivos buscam deixar claro que o Brasil – segundo maior mercado em receita para o grupo global de eletrodomésticos, com sede em Estocolmo, na Suécia – segue como prioridade, apesar da guerra tarifária e das incertezas econômicas, em parte desencadeadas pelas políticas adotadas pelos Estados Unidos.

O país liderado por Donald Trump responde pelo maior faturamento da Electrolux.

“O ambiente é muito incerto e volátil, tanto da perspectiva de moeda quanto de tarifas e demanda. O cenário é hostil, mas mantivemos o nível de investimentos e até aumentamos se comparado aos anos anteriores. Não há dúvidas de que o Brasil é um mercado estratégico para nós”, disse o executivo a jornalistas.

A Electrolux atua em 120 mercados e faturou, globalmente, 136 bilhões de coroas suecas (US$ 13,8 bilhões) em 2024.

Atualmente, a companhia tem um programa de investimentos da ordem de R$ 700 milhões para uma nova planta industrial no Brasil, em estratégia que inclui a nacionalização de algumas linhas de produção de produtos.

Localmente, o grupo detém a operação tanto da Electrolux quanto da Continental, comprada em meados de 2017.

Segundo Fierling, há dois fenômenos que atualmente impactam a demanda no Brasil. O primeiro é a depreciação do real; o segundo, a taxa de juro elevada. “Não vemos um nível de crescimento para 2025 como no ano passado”, disse.

Apesar disso, ele destacou que o mercado na América Latina responde por cerca de 25% da receita global do grupo.

“LatAm é um dos mercados mais lucrativos que temos e é muito importante para nós. Em termos de market share, temos uma operação muito sólida, com liderança em diversos produtos.”

Diante desse contexto, o executivo afirmou que o grupo manterá os investimentos em produção local. “Estamos confiantes de que continuaremos a entregar bons resultados na região.”

Fierling classificou o desempenho da companhia sueca no Brasil, em 2024, como “excepcional”, com um verão quente, o que impulsionou a venda de aparelhos de ar condicionado, por exemplo.

O executivo disse acreditar que a funcionalidade e design dos produtos são diferenciais que garantem um desempenho positivo no mercado local. “Estamos expandindo as linhas de produtos no Brasil.”

Em maio, a companhia anunciou a nacionalização da linha de purificadores de água com compressor ecológico na fábrica do Paraná.

Na frente de funcionalidades, por exemplo, ele destacou que o produto economiza até cinco vezes mais energia em comparação com purificadores eletrônicos. “Na área de filtros de água, estamos com desempenho muito bom no país”, disse.

Competição acirrada

Diante do avanço de entrantes – principalmente marcas asiáticas – no mercado brasileiro de eletrodomésticos nos últimos anos, o que inclui grandes grupos como a Samsung, da Coreia do Sul, e a Midea, da China, Fierling disse que a Electrolux busca manter a confiança do consumidor nas categorias em que atua.

No caso do selo homônimo, o posicionamento se concentra no segmento premium, enquanto a Continental opera mais como “marca de combate”.

“Não subestimamos nenhum competidor, mas nós temos uma longa história na América Latina. O consumidor confia em nós”, afirmou.

Ele ressaltou que, além da posição nas categorias premium, as iniciativas do grupo incluem equipes locais que analisam constantemente o mercado regional.

“Nossos funcionários conhecem os consumidores, é uma situação difícil para nossos concorrentes. Eletrodomésticos e produtos voltados para bem-estar são categorias em que temos o maior market share na região”, afirmou.

Com a pandemia e a valorização do tempo passado dentro de casa, a demanda por eletrodomésticos cresceu de forma significativa.

Por outro lado, após o início da guerra na Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, e outros conflitos no Oriente Médio, o mercado recuou, contou Fierling, em paralelo com o aumento mais acentuado dos custos de insumos.

Nesse contexto, o executivo afirmou que a companhia busca ser cada vez mais adaptável e ágil para lidar com as mudanças constantes.

“Nossas equipes locais ao redor do mundo estão reagindo rapidamente a problemas como a desvalorização da moeda e as tarifas.”

Mercado nos Estados Unidos

Em balanço financeiro divulgado no final de abril, a Electrolux afirmou que a confiança do consumidor diminuiu ao longo do primeiro trimestre devido à incerteza econômica e às preocupações em torno da política comercial dos EUA.

Na América Latina, a demanda aumentou “marginalmente”, impulsionada principalmente pelo Brasil, em um mercado caracterizado por crescente pressão competitiva.

De acordo com o documento, os efeitos das mudanças nas políticas comerciais dos EUA tiveram um impacto reduzido no primeiro trimestre – Trump anunciou as tarifas recíprocas apenas no começo de abril, já no segundo trimestre.

Uma das prioridades do grupo é justamente crescer no mercado norte-americano, em que a maior parte das vendas acontece com a marca Frigidaire.

Segundo ele, haverá impactos das tarifas nos produtos vendidos no país, embora a maior parte do que é comercializado no país é fabricado localmente. “Aumentamos os preços nos Estados Unidos por causa das tarifas e da inflação.”

A estratégia global da Electrolux tem como um dos pilares a redução de custos, com a meta de cortar entre 3,5 bilhões e 4 bilhões de coroas suecas em 2025. Outro objetivo é buscar e estabelecer os melhores fornecedores em cada região.

“Isso não quer dizer os mais baratos, mas aqueles que possam nos atender da maneira mais eficiente.”

Outro pilar é crescer novamente de maneira lucrativa. “Perdemos market share nos últimos anos e em 2024 e 2025 voltamos a ganhar participação em todas as regiões”, disse Fierling.

Fonte: Bloomberg Línea

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Comércio Exterior, Importação

Investigação do MDIC interrompe importações que burlavam medidas antidumping

Objetos de louça de mesa produzidos na China e sujeitos a sobretaxa entravam no Brasil como se fossem feitos na Malásia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), identificou e interrompeu mais um caso de produtos que entram no Brasil burlando medidas antidumping adotadas pelo país.

O desvio desta vez envolvia a compra de objetos de louça de mesa supostamente produzidos na Malásia, mas que na verdade eram originários da China – e contra os quais o Brasil aplica direitos antidumping desde 2014.

Os objetos são conjuntos de mesa para almoço, jantar, café ou chá, pratos, canecas, assadeiras, formas, travessas e terrinas, entre outros, normalmente classificados nos códigos tarifários 6911.10.10, 6911.10.90, 6911.90.00 e 6912.00.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

Esses produtos, quando originários da China, estão sujeitos a sobretaxas de importação que variam de US$ 1,84 a US$ 5,14 por quilograma importado. Com o desvio, os importadores não pagavam a sobretaxa.

De 2105 a 2024, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC conduziu e concluiu outras 62 investigações contra burlas na importação de objetos de louça de mesa. As demais envolveram Bangladesh, Índia, Indonésia, Tailândia, Taiwan e, novamente, Malásia. Essas investigações resultaram na conclusão de que em 44 casos os produtos eram originários da China, com direito antidumping aplicado.

O histórico da investigação, com suas conclusões, consta da Portaria Secex no 398, de 13 de maio de 2025, publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (14/5).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Agricultura, Comércio Exterior, Internacional

Brasil e Senegal discutem cooperação agrícola para promoção da segurança alimentar

Comitiva senegalesa foi recebida no Mapa para ampliação da cooperação técnica entre os países

O secretário-Executivo Adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, reuniu-se nesta quinta-feira (15) com o ministro da Agricultura, Soberania Alimentar e Pecuária do Senegal, Mabouba Diagne, para tratar do fortalecimento da cooperação bilateral no setor agropecuário.

Durante o encontro, o secretário apresentou um panorama do desenvolvimento agropecuário brasileiro nas últimas cinco décadas. Destacou a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a tropicalização dos sistemas de produção, os avanços no melhoramento genético animal e vegetal, além da adaptação dos solos do Cerrado e da expansão dos sistemas irrigados no semiárido brasileiro como pilares da transformação do Brasil.

O ministro Mabouba Diagne reconheceu os avanços do Brasil como referência internacional e manifestou interesse em adaptar e aplicar parte dessas soluções ao contexto senegalês, com foco na transformação da agricultura local e na garantia da segurança alimentar no país.

Entre os temas discutidos, os representantes dos dois países destacaram a intenção de ampliar a cooperação técnica e estabelecer um memorando de entendimento com foco em ações conjuntas.

Apoio ao desenvolvimento do sistema de cooperativas no Senegal, acesso a material genético brasileiro, implementação de sistemas de produção integrados; além de soluções para mecanização agrícola, com acesso a máquinas e equipamentos, e melhorias na infraestrutura de armazenamento de alimentos são algumas das iniciativas em análise.

A proposta inclui ainda a possibilidade de o Brasil colaborar com o fornecimento de alimentos seguros, de qualidade e com preços competitivos ao Senegal.

“O Brasil está à disposição para cooperar com Senegal em temas estruturantes como o desenvolvimento de sistemas produtivos, políticas públicas agrícolas e o acesso a tecnologias que contribuam com a segurança alimentar e a inclusão produtiva”, afirmou o secretário Cléber Soares.

O ministro senegalês está em visita ao Brasil no contexto do II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, que será realizado na próxima semana e reunirá autoridades de diversos países africanos para discutir parcerias e soluções conjuntas para a segurança alimentar no continente.

A comitiva do Senegal foi composta pelo ministro Mabouba Diagne; pelo diretor da Agricultura, Moctar Ndiaye; pelo diretor da Modernização e do Equipamento Rural, Bounama Dieye; pelo diretor da Pecuária, Mamadou Diagne; pelo encarregado de negócios, Alioune Badara Ndiaye; e pelo primeiro-secretário, Robert Emmanuel Dioh.

Pelo lado brasileiro, participaram da reunião o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira; o diretor substituto de Promoção Comercial e Investimentos, André Okubo; e o assessor da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Jean Manfredini.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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