Exportação

África do Sul restringe importação de frango brasileiro de áreas com focos de Newcastle

A África do Sul decidiu limitar a entrada de carne de frango e outros produtos avícolas brasileiros provenientes de estabelecimentos onde foram identificados focos da doença de Newcastle. A medida não representa um embargo nacional e permite a continuidade das importações de outras regiões do Brasil, desde que sejam cumpridas as exigências sanitárias estabelecidas entre os dois países.

A decisão foi comunicada pelo Ministério da Agricultura brasileiro nesta quarta-feira, em meio ao avanço das medidas de controle da enfermidade em Santa Catarina.

Restrições atingem estabelecimentos com registros da doença

A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta aves, mas não representa risco à saúde humana, conforme as informações divulgadas.

As autoridades sul-africanas foram notificadas sobre o primeiro surto em Santa Catarina em 20 de outubro, por meio da comunicação oficial das autoridades brasileiras.

Na véspera do anúncio da restrição, o governo brasileiro informou a identificação de um terceiro foco da enfermidade em uma granja avícola localizada em Nova Erechim, no Oeste catarinense.

Apesar das ocorrências, a África do Sul optou por não suspender as compras de produtos avícolas de todo o território brasileiro, limitando as restrições às áreas e aos estabelecimentos afetados.

Brasil tem participação relevante no mercado sul-africano de frango

O Brasil é um fornecedor estratégico para o mercado sul-africano de carne de frango. A África do Sul importa aproximadamente 20% do volume de aves que consome anualmente, e os produtos brasileiros correspondem a pelo menos 70% dessas importações.

A manutenção parcial do comércio é relevante para preservar o fluxo de exportações brasileiras e evitar que os efeitos dos focos sanitários se estendam a regiões sem registros da doença.

Os certificados sanitários veterinários acordados entre os dois países permitem que as operações comerciais continuem, incluindo embarques de carne de frango in natura, ovos férteis para incubação e pintinhos de um dia, desde que os produtos atendam aos requisitos de importação.

Outros países adotam restrições à carne de frango brasileira

As medidas adotadas pelos parceiros comerciais do Brasil variam conforme o país e o alcance das restrições sanitárias.

Segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, importantes compradores, como China, Arábia Saudita e Chile, estabeleceram restrições limitadas a Santa Catarina.

Por outro lado, Malásia e México adotaram proibições que abrangem produtos avícolas de todo o território brasileiro.

As diferentes decisões refletem os critérios sanitários adotados por cada mercado diante dos casos registrados no país.

Exportações dependem do cumprimento das exigências sanitárias

A decisão sul-africana permite preservar parte do comércio bilateral enquanto as autoridades brasileiras conduzem as ações de vigilância e controle da doença de Newcastle.

A continuidade dos embarques dependerá do cumprimento das condições previstas nos certificados veterinários e das regras de importação aplicáveis a cada categoria de produto.

O cenário reforça a importância da sanidade avícola para o comércio internacional e para a manutenção do acesso da produção brasileira aos principais mercados importadores.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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