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Acordo entre Trump e China inclui tarifas, exportação de terras-raras e visto para estudantes chineses

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu mais detalhes sobre o acordo fechado com a China na terça-feira, em Londres, após dois dias de negociações. Houve consenso em tarifas, terras-raras e liberação de visto para estudantes chineses.

Trump escreveu um post em sua rede social Truth Social. Segundo ele, a tarifa sobre produtos americanos comprados pela China será de 55%, e os produtos chineses importados pelos EUA terão taxados em 10%.

No auge da guerra tarifária, em abril, os EUA chegaram a aplicar 145% de taxa sobre importações chinesas, e a China, 125% sobre itens americanos.

No mês seguinte, os dois países concordaram em suspender as tarifas retaliatórias por 90 dias, enquanto negociavam uma solução. O consenso, alcançado em Genebra, previa que as tarifas seriam de 30% (sobre produtos americanos) e 10% (sobre itens chineses).

O acordo fechado na capital britânica, portanto, eleva a alíquota que vai incidir sobre as importações de produtos chineses pelos EUA

Pequim vai suprir o mercado americano com todas as terras-raras necessárias à indústria do país. Setores como carros elétricos e eletrônicos dependem desses minerais, e a China é a maior exportadora dessa matéria-prima.

No caso dos estudantes chineses, Trump mencionou que o acordo inclui estudantes nas escolas e universidades, sem dar mais detalhes.

Nos últimos meses, a guerra comercial foi além da guerra tarifária, com medidas tomadas por ambos os países para atingir o outro. Foi o caso do controle das exportações de terras-raras pela China e a ameaça de retirar o visto dos 270.000 estudantes chineses que moram nos EUA.

“A relação está excelente”, disse Trump.

Fonte: O Globo

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