Investimento

WEG investe R$ 840 milhões em geradores para atender demanda de data centers nos EUA

A WEG anunciou na segunda-feira (28) um investimento de US$ 165 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 840 milhões, para ampliar a capacidade de produção de geradores de energia na América do Norte. A expansão busca acompanhar o avanço da demanda por equipamentos destinados a aplicações críticas, especialmente nos data centers dos Estados Unidos.

Com o novo plano, a empresa estima elevar em cinco vezes sua capacidade global de fabricação de geradores, passando de aproximadamente 10 para 50 unidades por dia. O cálculo considera as fábricas da companhia no México, Estados Unidos, Brasil e China.

WEG amplia produção de geradores no México

A primeira fase do projeto terá investimento de US$ 24 milhões. Os recursos serão destinados à compra e adaptação de um imóvel industrial vizinho ao atual complexo da WEG em Atotonilco de Tula, no México.

A nova instalação será voltada à montagem de geradores e deve iniciar as operações no segundo trimestre de 2027.

A WEG já possui outras unidades industriais no país. Em Atotonilco de Tula, a companhia também mantém operações ligadas a fundição e revestimentos. Já a fábrica de Huehuetoca produz motores de baixa e média tensão, geradores, painéis, transformadores e subestações.

Em Monterrey, a empresa opera a estrutura incorporada após a aquisição da Marathon, que fabrica motores e geradores e mantém atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Na segunda etapa do plano, serão aplicados os US$ 141 milhões restantes na construção de duas novas instalações industriais em uma localização ainda não divulgada na América do Norte.

A estrutura deverá contar com produção verticalizada, reunindo etapas como fabricação de lâminas, bobinas de baixa e média tensão, eixos e carcaças. A previsão da WEG é concluir essa fase até 2030.

Demanda por data centers impulsiona infraestrutura elétrica

A expansão acontece em meio ao crescimento da necessidade de infraestrutura de energia nos Estados Unidos, impulsionada, entre outros fatores, pela construção e ampliação de data centers.

A exposição da WEG ao setor vai além dos geradores. De acordo com relatório do BTG Pactual, cerca de 20% da receita de transmissão e distribuição (T&D) da empresa nos Estados Unidos já está associada a clientes de data centers, segundo informações fornecidas pela própria companhia.

Os sistemas de geração de energia de emergência são fundamentais para esses empreendimentos, que precisam manter suas operações mesmo diante de interrupções no fornecimento da rede elétrica.

A WEG atende esse mercado por meio de suas próprias operações e da Marathon Electric. Segundo o BTG, as duas marcas, juntas, representam cerca de 10% do mercado mundial de alternadores e grupos geradores.

A empresa também fornece outros equipamentos empregados na infraestrutura dos data centers, incluindo sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), motores industriais e inversores de frequência utilizados em sistemas de refrigeração.

Expansão inclui produção de transformadores

O movimento ocorre paralelamente ao aumento da capacidade de fabricação de transformadores, equipamentos essenciais para a infraestrutura elétrica dos data centers.

A WEG mantém projetos de expansão nos Estados Unidos, México, Colômbia e Brasil. No mercado americano, a companhia destinou US$ 77 milhões para uma nova unidade de transformadores especiais, com conclusão estimada entre 2027 e 2028.

No México, outra fábrica deve entrar em operação no fim de 2026 ou no começo de 2027. Considerados em conjunto, os projetos devem aproximadamente dobrar a capacidade de produção de transformadores da WEG em relação ao nível registrado no fim de 2023.

Segundo o BTG Pactual, o impacto dessa capacidade adicional sobre os resultados deve ocorrer de maneira gradual, conforme as novas instalações entrarem em funcionamento. A utilização integral da estrutura ampliada é esperada somente no fim de 2027.

WEG adapta produção às tarifas dos EUA

A estratégia de expansão também está relacionada às mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos.

Segundo o BTG, aproximadamente 41% do fornecimento associado às vendas da WEG no mercado americano tem origem no México. Outros 33% são provenientes da produção doméstica nos Estados Unidos, enquanto o Brasil responde por uma fatia entre 20% e 21%.

A companhia vem ajustando sua cadeia produtiva para o mercado americano, utilizando mudanças na origem da fabricação e reajustes de preços para compensar parte dos impactos provocados pelas tarifas.

O tema deve ser abordado no WEG Day, evento anual da companhia programado para sexta-feira (2), em Jaraguá do Sul (SC). Entre os assuntos esperados estão a expansão da produção de transformadores, a participação no mercado de data centers, os efeitos das tarifas americanas e os próximos passos da estratégia de crescimento.

O que acompanhar nos investimentos da WEG

Apesar do avanço da demanda por equipamentos elétricos, a expansão da capacidade produtiva também cria pontos de atenção para a companhia.

Um deles é o possível aumento da oferta nos próximos anos. A WEG e outros fabricantes estão investindo em novas fábricas para acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade, transformadores e equipamentos destinados aos data centers.

Na avaliação do BTG Pactual, a entrada simultânea de novas unidades em 2027 e 2028 pode ampliar a oferta e provocar pressão sobre os preços em determinados segmentos. O risco tende a ser maior em produtos nos quais novos concorrentes conseguem aumentar a capacidade produtiva com maior facilidade.

As tarifas americanas também permanecem entre os fatores a serem monitorados. Embora a WEG esteja compensando parte dos custos com reajustes e alterações na origem da produção, eventuais mudanças na política tarifária ou na capacidade de repassar custos aos clientes podem afetar as margens da empresa.

Outro fator é o intervalo entre os investimentos e a geração de receita. Uma parcela significativa da nova capacidade de produção de geradores e transformadores só estará disponível nos próximos anos, enquanto os desembolsos começam antes da entrada completa das novas estruturas em operação.

Por fim, o ritmo de expansão dos data centers será importante para determinar a velocidade de absorção da capacidade adicional da WEG. A companhia possui diferentes linhas de produtos ligadas ao setor, mas o crescimento desses projetos nos Estados Unidos deverá influenciar diretamente a demanda por parte dessa nova estrutura produtiva.

A WEG encerrou 2025 com receita líquida de R$ 40,8 bilhões. A empresa possui unidades industriais em 18 países, presença comercial em mais de 135 mercados e mais de 49 mil funcionários. No ano passado, aproximadamente 59% da receita veio de vendas realizadas fora do Brasil.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Exportação

Tarifaço dos EUA gera reembolsos milionários para exportadores brasileiros

O reembolso do tarifaço dos Estados Unidos já começou a impactar os resultados financeiros de empresas brasileiras com operações no país. No segundo trimestre, companhias como Embraer e Taurus reconheceram valores recuperados após a revisão de tributos de importação.

A próxima etapa dos ressarcimentos, porém, foi adiada pelo U.S. Customs and Border Protection (CBP), a alfândega americana. O novo cronograma prevê o início do processo em 6 de outubro. A medida envolve bilhões de dólares em possíveis devoluções e, para exportadores brasileiros, os valores podem alcançar centenas de milhões de reais.

Embraer registra R$ 358,6 milhões em recuperação

A Embraer contabilizou R$ 358,6 milhões no segundo trimestre relacionados à recuperação de tributos de importação nos Estados Unidos.

Segundo avaliação da XP, o valor recebido, somado à isenção concedida a aviões e peças na versão mais recente do tarifaço americano, contribuiu para que a companhia elevasse sua projeção de margem de lucro para este ano.

Procurada pelo Valor, a Embraer não comentou o assunto.

Taurus recupera R$ 91,1 milhões

Outra empresa brasileira beneficiada foi a Taurus, que reconheceu R$ 91,1 milhões em reembolsos no período. O montante corresponde a quase todo o valor solicitado pela fabricante.

O diretor-presidente da companhia, Salesio Nuhs, afirmou que a empresa se preparou para solicitar os valores diante da possibilidade de reversão das tarifas na Justiça americana.

O processo também foi facilitado pelo modelo de operação da Taurus. A companhia exporta seus produtos para uma subsidiária nos Estados Unidos, que foi responsável por solicitar o ressarcimento.

O mercado americano representa mais de 80% das vendas de armas da fabricante e, por isso, tem peso significativo nos negócios da empresa.

WEG pode receber até R$ 230 milhões

A WEG também aparece entre as empresas brasileiras com potencial de recuperação de valores pagos durante o tarifaço.

Em relatório recente, o J.P. Morgan estimou que a fabricante catarinense poderá receber entre R$ 170 milhões e R$ 230 milhões em reembolsos. Segundo os cálculos do banco, o valor poderia representar até 9% do Ebitda projetado para a companhia no terceiro trimestre.

A WEG foi inicialmente submetida à tarifa de 10% e posteriormente à sobretaxa de 40%. Parte de seus produtos foi retirada da lista de itens taxados, enquanto outros permaneceram sujeitos à alíquota máxima.

A empresa não informou publicamente se solicitou o ressarcimento ao governo americano.

Empresas americanas também recebem bilhões

O impacto dos reembolsos do tarifaço também foi significativo entre grandes empresas dos Estados Unidos.

O Walmart, um dos principais importadores americanos, recebeu US$ 2,9 bilhões de volta no segundo trimestre. O valor ajudou a reforçar tanto o lucro quanto a margem bruta da varejista.

No caso da Apple, o valor não foi divulgado oficialmente, mas analistas estimaram o ressarcimento em aproximadamente US$ 2,2 bilhões.

Suzano recorre à Justiça americana

A Suzano também entrou na disputa judicial envolvendo a devolução dos valores pagos com as tarifas.

Um documento protocolado pela companhia e por duas subsidiárias na Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos, ao qual o Valor teve acesso, mostra que as empresas solicitaram que o tribunal determinasse ao CBP a chamada reliquidação das importações atingidas pelo tarifaço.

Na prática, a reliquidação permite reabrir um processo de importação que já havia sido encerrado para recalcular os tributos aplicados e, posteriormente, efetuar eventual restituição.

A Corte de Comércio Internacional determinou que o CBP realize o procedimento para as importações submetidas ao tarifaço. Essa é justamente a base da próxima etapa de reembolsos.

Governo Trump questiona autoridade do CBP

A administração de Donald Trump recorreu da decisão judicial. O governo argumenta que o CBP não teria autoridade legal para reabrir, por iniciativa própria, processos de importação já liquidados.

Segundo a posição apresentada pelo governo, seria necessária uma determinação judicial específica para autorizar a medida. O recurso continua sob análise da Corte de Apelações dos Estados Unidos.

Um representante do CBP informou à Corte de Comércio Internacional que a próxima etapa do programa de ressarcimento será destinada às importações cuja reliquidação tenha sido determinada judicialmente.

Inicialmente prevista para agosto, essa fase foi postergada para permitir ajustes no sistema responsável pelo processamento dos pagamentos. A nova previsão é de início em 6 de outubro.

Reembolsos podem alcançar outros setores no Brasil

O advogado Matthew McConkey, sócio do escritório americano Mayer Brown, associado ao brasileiro Tauil & Chequer, afirmou que existem preocupações em Washington sobre possíveis mudanças na condução dessa etapa pelo CBP.

Na avaliação do advogado, contudo, o órgão estaria conduzindo o processo de forma adequada, já que a questão está sendo tratada por meio da Corte de Comércio Internacional.

No Brasil, especialistas relatam que outras companhias também podem estar buscando a devolução de valores pagos durante o tarifaço dos EUA.

William Roberto Crestani, sócio da área tributária do Pinheiro Neto Advogados, afirma que há relatos de empresas brasileiras que já obtiveram ressarcimentos e de outras que ainda estão fazendo os pedidos. Entre os segmentos citados estão máquinas, siderurgia e papel e celulose.

Segundo o advogado, além do adiamento determinado pelo CBP, algumas empresas enfrentam dificuldades práticas para receber os valores, incluindo problemas relacionados ao fornecimento de informações bancárias.

Empresas brasileiras mantêm silêncio sobre pedidos

A expectativa é de que mais companhias brasileiras estejam recorrendo ao mecanismo de ressarcimento, embora poucas tenham confirmado publicamente os pedidos.

O presidente da Abimaq, José Velloso, afirmou acreditar que diversas empresas associadas estejam buscando recuperar os valores pagos nos Estados Unidos.

Empresas dos setores mencionados foram procuradas, mas não quiseram comentar. O Instituto Aço Brasil também não se manifestou.

A Confederação Nacional da Indústria informou não ter dados suficientes para contribuir com informações sobre o tema. Já a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) declarou que não reúne dados sobre operações individuais de suas associadas no exterior.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços não respondeu aos questionamentos.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Denis Balibouse

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Inovação

WEG inaugura Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na China para impulsionar inovação global

A gigante brasileira WEG deu um novo passo em sua trajetória de expansão tecnológica. No dia de seu aniversário de 65 anos, celebrado em uma quarta-feira (16), a companhia inaugurou oficialmente um Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na cidade de Wuxi, localizada na província de Jiangsu, na China. O espaço chega para fortalecer o polo fabril que a multinacional já mantém no território chinês.

O principal propósito da nova estrutura é acelerar o desenvolvimento e a chegada de tecnologias de ponta ao portfólio global da marca. Para isso, o local conta inicialmente com um moderno laboratório de testes com 900 metros quadrados, totalmente equipado para projetos, pesquisas e validação rigorosa de componentes.

Estrutura e foco em alta tecnologia

Projetado para atender aos mais exigentes padrões globais, o laboratório dará suporte direto a áreas cruciais como engenharia de confiabilidade, homologação de parceiros, conformidade com normas internacionais e ensaios validados por clientes.

De acordo com o Vice-Presidente de Tecnologia da WEG, Carlos Grillo, a unidade consolida um investimento estratégico voltado para a criação de soluções de próxima geração. O foco abrange frentes vitais da indústria 4.0, incluindo:

  • Motores elétricos de alta velocidade e modelos de ímãs permanentes de baixa e média tensão;
  • Eletrônica de potência, automação industrial e robótica avançada;
  • Sistemas de acionamento com arquiteturas integradas e soluções digitais inovadoras.

Segundo o executivo, o polo tecnológico funcionará como uma ponte para integrar fornecedores locais e conectar a companhia ao acelerado ecossistema de inovação chinês, alinhando-se à meta global de internacionalização tecnológica da empresa.

Integração com o ecossistema tecnológico asiático

Concebido como um ambiente multidisciplinar, o Centro de P&D em Wuxi nasce integrado às principais demandas do mercado asiático. A estrutura funcionará como um elo de proximidade entre a WEG, universidades locais, startups, fornecedores e clientes, fortalecendo a presença da marca em um dos mercados mais dinâmicos do mundo.

A história da WEG na China começou a ser escrita em 2004, com a aquisição de sua primeira fábrica em Nantong. Duas décadas depois, a operação no país asiático expandiu-se expressivamente, contando hoje com seis parques fabris e uma força de trabalho de aproximadamente três mil colaboradores.

FONTE: Noticenter
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Noticenter

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Indústria

Executivo de SC está entre os 100 maiores líderes da manufatura no mundo

O catarinense Rodrigo Fumo, vice-presidente de motores industriais da WEG, foi reconhecido entre os 100 maiores líderes da manufatura mundial. O nome do executivo aparece na lista elaborada pela Manufacturing Digital, publicação especializada do Reino Unido.

Em entrevista à publicação, Fumo destacou o papel das pessoas no desempenho e na competitividade das empresas. “As pessoas são a verdadeira fonte de vantagem competitiva sustentável”, afirmou.

Rodrigo Fumo destaca combinação entre pessoas e tecnologia

À frente da área de motores industriais da WEG, Fumo ressaltou os desafios envolvidos na produção em larga escala. A companhia fabrica milhares de motores diariamente e mantém operações de manufatura em 14 países.

Segundo o executivo, embora escala, tecnologia e excelência operacional sejam fundamentais para esse processo, o crescimento sustentável depende da integração dessas capacidades com profissionais qualificados, relacionamento próximo com os clientes e inovação contínua.

“Mas o crescimento sustentável vem de como combinamos essas capacidades com pessoas talentosas, proximidade com clientes e a capacidade de inovar continuamente”, afirmou.

Engenharia digital e IA transformam a manufatura

Durante a entrevista, o executivo também abordou a evolução da WEG e o impacto de novas ferramentas nas operações industriais. Entre os recursos citados estão a engenharia digital, a inteligência artificial (IA) industrial, a automação e as iniciativas de melhoria contínua.

Na avaliação de Fumo, essas tecnologias vêm contribuindo para aperfeiçoar os processos de manufatura e permitir que a empresa tome decisões de maneira mais rápida e eficiente.

Tecnologia deve acelerar mudanças na indústria

Para o vice-presidente da WEG, o avanço tecnológico continuará modificando profundamente o setor industrial nos próximos anos.

“A tecnologia continuará a transformar a manufatura em um ritmo sem precedentes”, declarou.

Apesar do avanço da automação industrial e da inteligência artificial, Fumo acredita que os líderes da indústria serão aqueles capazes de equilibrar inovação tecnológica, desenvolvimento de pessoas e planejamento estratégico.

“Mas acredito que as empresas que vão liderar essa transformação serão aquelas que melhor vão combinar pessoas, tecnologia e visão de longo prazo”, completou.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Investimento

WEG investe R$ 280 milhões em nova fábrica de baterias em Itajaí

A WEG está ampliando sua atuação no setor de armazenamento de energia com a construção de uma nova fábrica em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina. A unidade será voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System).

O projeto prevê investimento de R$ 280 milhões e faz parte da estratégia da companhia para acompanhar o avanço da transição energética no Brasil.

Nova fábrica da WEG começa a operar em 2027

A previsão é que a fábrica entre em operação no segundo semestre de 2027. Quando estiver em plena atividade, a unidade terá capacidade para produzir até 2 gigawatt-hora (GWh) por ano.

Os sistemas BESS armazenam a eletricidade gerada em períodos de maior oferta para que ela possa ser utilizada posteriormente, especialmente nos momentos de maior consumo. A tecnologia contribui para aumentar a estabilidade, flexibilidade e eficiência do sistema elétrico.

Investimento tem financiamento do BNDES

Os R$ 280 milhões destinados ao projeto serão viabilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do programa Mais Inovação.

O empreendimento foi o primeiro projeto contratado em uma chamada pública direcionada à transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a WEG amplia, dessa forma, sua presença em um segmento considerado estratégico para o futuro da matriz energética.

Mercado de baterias pode movimentar bilhões

O investimento ocorre em meio às expectativas de crescimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia.

Um estudo divulgado pela consultoria Greener aponta que o segmento pode movimentar R$ 22,5 bilhões até 2030. Já uma estimativa da Associação Brasileira de Soluções em Armazenamento de Energia (Absae) indica um potencial de até R$ 44 bilhões, caso o setor avance com a criação de um marco legal específico.

A demanda por sistemas de baterias também pode crescer entre grandes consumidores de eletricidade, incluindo data centers e unidades industriais.

Fábrica terá 90 empregos diretos

Além da produção, o projeto prevê a criação de 90 empregos diretos em Itajaí. A estrutura também contará com um laboratório para testes e desenvolvimento e uma subestação destinada à simulação de condições reais de funcionamento dos sistemas.

A iniciativa coloca Santa Catarina em uma posição de destaque no desenvolvimento da cadeia de tecnologia para armazenamento de energia.

WEG já produz baterias para diferentes mercados

A WEG já fabrica, em outras unidades, células, módulos e packs de baterias que somam aproximadamente 1 GWh de capacidade produtiva. Esses equipamentos são comercializados no Brasil e também em mercados internacionais, como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, México e Finlândia.

No país, a tecnologia já é utilizada em ônibus elétricos de São Paulo. Cada módulo de energia produzido pela empresa pode atender à recarga de até 120 veículos.

Outro projeto está em desenvolvimento em Fernando de Noronha, onde uma usina equipada com cerca de 30 mil painéis solares será integrada a um sistema BESS.

Sistema deve ampliar uso de energia solar em Fernando de Noronha

A expectativa é que o sistema de armazenamento permita o fornecimento de energia renovável durante a noite e em períodos de baixa geração solar, como dias nublados.

A previsão é que a estrutura esteja apta a operar até o fim de 2026. Com isso, poderá substituir a geração atualmente realizada por uma termelétrica movida a biodiesel, ampliando a participação da energia solar no abastecimento da ilha.

Palavras-chave: WEG, fábrica de baterias, armazenamento de energia, Itajaí, Santa Catarina, BESS, transição energética, energia solar, baterias, agronegócio

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: WEG/Divulgação/ND Mais

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Negócios

WEG firma contrato com a Engie para expansão da Hidrelétrica Jaguara em projeto de R$ 1,2 bilhão

A WEG anunciou a assinatura de um contrato com a Engie Brasil para fornecer duas unidades geradoras destinadas à ampliação da capacidade da Usina Hidrelétrica Jaguara, empreendimento localizado no Rio Grande, entre os municípios de Rifaina (SP) e Sacramento (MG).

O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão e permitirá o acréscimo de 232 megawatts (MW) à capacidade instalada da usina. A expansão será realizada com a instalação de duas unidades geradoras de 116 MW cada, aproveitando estruturas já existentes, sem necessidade de construção de um novo reservatório.

Equipamentos devem entrar em operação em 2030

Segundo a WEG, a previsão é de que as novas turbinas iniciem operação em 2030. A empresa destaca que a modernização da hidrelétrica fortalece o papel da energia hidrelétrica na transição energética, contribuindo para atender aos momentos de maior demanda por eletricidade e ampliar a segurança do sistema elétrico brasileiro.

A utilização da infraestrutura existente também favorece a expansão da geração de energia com menor impacto ambiental, tornando o projeto mais eficiente do ponto de vista operacional e sustentável.

Projeto reforça atuação da WEG no setor elétrico

Em comunicado ao mercado, a fabricante informou que sua participação no empreendimento demonstra a capacidade da companhia em desenvolver e fornecer soluções completas para projetos de grande porte no setor elétrico, incluindo tecnologias voltadas à geração de energia.

A empresa é uma das principais fornecedoras de equipamentos para usinas no Brasil e amplia sua presença em iniciativas estratégicas voltadas ao fortalecimento da matriz energética nacional.

Engie aposta na modernização da Usina Jaguara

A Usina Hidrelétrica Jaguara integra o parque gerador da Engie Brasil, uma das maiores companhias privadas de geração de energia elétrica do país. A ampliação da capacidade faz parte da estratégia da empresa de elevar a oferta de energia utilizando ativos já implantados, reduzindo a necessidade de novas intervenções ambientais e aumentando a eficiência operacional.

Com o investimento, a expectativa é fortalecer a contribuição da usina para o abastecimento do Sistema Interligado Nacional e acompanhar o crescimento da demanda por energia nos próximos anos.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Invest

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Comércio Internacional

Tarifas dos EUA impactam vendas de fabricantes brasileiros e exigem ajustes estratégicos

A fabricante de armas Taurus espera recuperar os US$ 18 milhões pagos em tarifas de exportação para os Estados Unidos, valores que foram cancelados em fevereiro pela Suprema Corte americana. Assim como a Taurus, outras grandes empresas brasileiras com exportações para os EUA ou produção na América do Norte passaram a segunda metade de 2025 buscando estratégias para minimizar os efeitos das tarifas impostas por Washington.

Com os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025 já divulgados, fabricantes como Tupy, Iochpe-Maxion, WEG e a própria Taurus avaliam os prejuízos provocados pelas tarifas norte-americanas.

“O nosso conflito acabou”, disse Salesio Nuhs durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre da Taurus, referindo-se ao fim da tarifa de 50% aplicada às exportações para os EUA.

Impactos indiretos na indústria brasileira

A multinacional brasileira Iochpe-Maxion, presente em 14 países e produtora de rodas e componentes para veículos, registrou queda de R$ 700 milhões na receita devido ao choque tarifário. Como possui fábricas no México e nos EUA, a empresa não sofreu efeitos diretos, já que produtos fabricados no México são isentos de tarifas quando exportados aos EUA dentro de acordos regionais.

Entretanto, a produção foi afetada pela redução na demanda por rodas de aço e chassis para caminhões pesados. Segundo Renato Salum, diretor financeiro e de relações com investidores, “a queda nos volumes está mais relacionada à fraqueza da demanda final do que a um efeito direto das tarifas”.

O impacto financeiro se traduz em uma redução de aproximadamente R$ 700 milhões na receita, cerca de 35% do faturamento da divisão de componentes estruturais na América do Norte. A empresa espera que a demanda se normalize na segunda metade de 2026, apoiada no aumento de pedidos de veículos pesados desde o final de 2025.

Ajustes da Taurus para mitigar tarifas

Para a Taurus, a nova tarifa de 10% anunciada por Trump no mesmo dia da decisão da corte foi parcialmente compensada pelo aumento de 7% no preço de seus produtos nos EUA. Além disso, a empresa ativou linhas de montagem na unidade da Taurus USA, priorizando exportações de peças, com menor valor agregado, e concentrou a produção das pistolas da linha G nos EUA.

“Também adotamos medidas radicais de produtividade, reduzindo pessoal e ajustando processos produtivos”, afirmou Nuhs. Mesmo assim, a empresa estima ter pago US$ 18 milhões em tarifas em 2025 e início de 2026, buscando agora reembolso por meio de escritórios de advocacia nos EUA.

Cenário misto para outros fabricantes

O grupo de fundição Tupy apontou o choque tarifário como fator que pressionou vendas de blocos de motor e cabeçotes de cilindro, registrando queda de 5,1% na receita líquida do segmento no quarto trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão.

Para 2026, a Tupy prevê melhora nas encomendas de montadoras com a redução da incerteza tarifária, o que deve impulsionar a produção a partir da segunda metade do ano.

Já a fabricante de equipamentos elétricos WEG terá competitividade reforçada com a eliminação da tarifa de 50%, podendo retomar exportações diretas do Brasil aos EUA. Apesar da manutenção de tarifas de aço e alumínio sob a Seção 232 do Trade Expansion Act, analistas destacam que a WEG conseguiu ajustar sua estratégia rapidamente, mantendo margem bruta de 34% no quarto trimestre de 2025.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Tecnologia

WEG anuncia nova fábrica automatizada de armazenamento de energia em Itajaí

A WEG vai expandir seu parque industrial em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, com a implantação de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Bess). O empreendimento será o mais moderno do Brasil nesse segmento e reforça a estratégia da multinacional catarinense voltada à transição energética e à descarbonização.

Investimento conta com apoio do BNDES e da Finep

Para tirar o projeto do papel, a companhia obteve R$ 280 milhões em financiamento por meio do programa BNDES Mais Inovação, aprovado em chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética. A operação foi estruturada em parceria com a Finep, agência pública de fomento à inovação no país.

Obras começam em breve e devem gerar novos empregos

As obras da nova planta industrial devem começar nos próximos meses, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. A entrada em operação da fábrica vai resultar na criação de cerca de 90 empregos diretos.

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas Bess poderá chegar a 2 GWh por ano, volume equivalente à fabricação de aproximadamente 400 sistemas de 5 MWh.

Fábrica terá robôs e alto nível de automação

O projeto prevê um elevado grau de automação industrial, com linhas de montagem automáticas e semiautomáticas, além da utilização de robôs móveis autônomos para a logística interna. O complexo também contará com um laboratório de testes, desenvolvimento e qualificação, voltado à melhoria contínua de processos, controle de qualidade e aceleração de novas soluções tecnológicas.

Outro destaque da infraestrutura será a instalação de uma subestação de energia, que permitirá simular condições reais de operação dos sistemas.

Projeto fortalece segurança energética e posicionamento global

Segundo o presidente da WEG, Alberto Kuba, o investimento amplia o portfólio de soluções de alto valor agregado desenvolvidas no Brasil. “Com esse passo, a WEG contribui diretamente para o avanço da segurança energética e para a maior resiliência do sistema elétrico nacional”, afirma.

O executivo também ressalta que a iniciativa fortalece a presença da empresa no cenário internacional. “É um projeto alinhado à estratégia de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no contexto global da transição energética, reduzindo riscos e consolidando a atuação nacional em um mercado em expansão”, explica.

Sistemas Bess são essenciais para fontes renováveis

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias têm papel fundamental na estabilidade das redes elétricas, especialmente diante do crescimento das fontes renováveis, como energia solar e energia eólica. Eles permitem armazenar eletricidade em períodos de menor consumo e liberá-la nos momentos de maior demanda, aumentando a confiabilidade do sistema e reduzindo o risco de falhas no fornecimento.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Negócios

WEG anuncia nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia em Itajaí (SC)

A WEG (WEGE3) confirmou que irá construir uma nova fábrica em Itajaí, Santa Catarina, dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O anúncio foi feito nesta quarta-feira e reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação em soluções ligadas à transição energética.

Capacidade produtiva chegará a 2 GWh por ano

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS poderá alcançar até 2 gigawatts-hora (GWh) anuais. A ampliação ocorre em um cenário de crescimento das oportunidades no mercado brasileiro de armazenamento de energia, impulsionado pela expectativa de um leilão inédito do governo federal para contratação desses sistemas no setor elétrico.

Investimento conta com apoio do BNDES

As obras da nova fábrica devem começar em breve, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. O projeto será financiado em parte com R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, voltado ao estímulo de iniciativas tecnológicas e industriais no país.

Unidade será referência tecnológica no Brasil

Em comunicado, a empresa destacou que a planta será a mais moderna do Brasil no segmento de armazenamento de energia. Segundo a WEG, o investimento representa um avanço estratégico na oferta de soluções voltadas à eficiência energética e à descarbonização da matriz elétrica.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Indústria

Empresas como Weg, Tupy e Schulz investem em terras raras para criar cadeia nacional de ímãs no Brasil

Um grupo estratégico de indústrias do Norte de Santa Catarina está na linha de frente de um projeto inédito no país voltado à exploração de terras raras no Brasil. Empresas como Weg, Tupy e Schulz, com operações em Jaraguá do Sul e Joinville, integram o MagBras, iniciativa que reúne 38 organizações com o objetivo de viabilizar a produção nacional de ímãs permanentes.

Coordenado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), o projeto busca estruturar, pela primeira vez, uma cadeia produtiva completa, indo da extração mineral à fabricação de ímãs de alto desempenho, fundamentais para setores estratégicos da indústria.

O que são terras raras e por que são estratégicas

As terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, geralmente associados a outros minérios, o que torna sua extração e separação processos caros e tecnologicamente complexos. Apesar do nome, esses elementos não são escassos, mas difíceis de isolar em alta pureza.

Entre os principais usos está o neodímio-ferro-boro, material essencial para a produção de ímãs permanentes, componentes críticos em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, dispositivos médicos, além de aplicações na indústria de defesa e energia.

Brasil tem grandes reservas, mas ainda depende da China

Atualmente, a China concentra cerca de 40% das reservas globais de terras raras, liderando também o processamento e fornecimento desses materiais. O Brasil aparece na sequência, com aproximadamente 23% das reservas mundiais, o equivalente a 21 milhões de toneladas, mas ainda não explora esse potencial de forma industrial, dependendo de importações.

Segundo Luís Gonzaga Trabasso, pesquisador-chefe do Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser de Santa Catarina, a demanda por ímãs segue elevada no mercado global, impulsionada pela transição energética e pela eletrificação da economia.

Indústrias participam do desenvolvimento dos ímãs

Durante a execução do MagBras, empresas como Weg, Tupy e Schulz contribuem diretamente com dados técnicos para a pesquisa, especialmente relacionados à composição metálica dos ímãs. As proporções dos elementos influenciam diretamente a intensidade do campo magnético e a adequação do produto a diferentes aplicações industriais.

De acordo com Trabasso, cada uso exige uma configuração específica. Ímãs destinados a motores elétricos, por exemplo, possuem características distintas daqueles aplicados em geradores eólicos. A definição dessas “receitas” permitirá, no futuro, que as empresas fabriquem seus próprios componentes com maior eficiência e competitividade.

Aliança industrial reúne empresas, centros de pesquisa e universidades

O projeto MagBras é sustentado por uma aliança industrial que envolve empresas, startups, centros de inovação, instituições de pesquisa, universidades e fundações de apoio, cobrindo diferentes etapas da cadeia produtiva.

No lançamento oficial do projeto, realizado em julho, o superintendente de Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, Roberto de Medeiros Júnior, destacou o caráter estratégico da iniciativa. Segundo ele, o projeto nasceu de uma necessidade concreta do país e só se tornou viável graças à cooperação entre os diversos atores envolvidos.

Joinville tem papel-chave na manufatura dos ímãs

A cidade de Joinville, maior polo industrial de Santa Catarina, exerce papel central no MagBras por sua expertise em manufatura aditiva metálica, tecnologia que permite a produção de peças tridimensionais a partir de modelos digitais, semelhante à impressão 3D de metais.

Esse conhecimento é fundamental para a fabricação experimental de ímãs com geometrias específicas, adaptadas a diferentes tipos de motores e equipamentos. O objetivo não é a produção em escala comercial, mas o desenvolvimento de processos que possam ser replicados futuramente por outras indústrias interessadas.

Após a transformação dos minérios em metais, o projeto avança para a moldagem e fabricação dos ímãs, que posteriormente poderão ser aplicados em diversas soluções industriais, fortalecendo a indústria nacional de alta tecnologia.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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