Informação

Cabo Verde Airlines terá novo voo direto entre Recife e Ilha do Sal

A Cabo Verde Airlines confirmou uma nova rota direta entre Recife e a Ilha do Sal, em Cabo Verde. O primeiro voo está previsto para 12 de dezembro de 2026, ampliando a conexão aérea entre Pernambuco e o arquipélago africano.

A operação terá uma frequência semanal e será a segunda ligação direta da companhia entre Recife e Cabo Verde. A nova rota complementará o serviço entre Recife e Praia, retomado em maio deste ano após seis anos sem voos diretos entre os dois países.

Voo Recife–Ilha do Sal começa em dezembro

A nova rota Recife–Ilha do Sal terá início em 12 de dezembro. Os voos partirão do Sal aos sábados, enquanto o retorno para Recife ocorrerá na madrugada de domingo.

As passagens começaram a ser disponibilizadas para reserva no dia 16, por meio dos canais oficiais da Cabo Verde Airlines e de agências parceiras.

Inicialmente, a empresa havia anunciado que a operação começaria em 31 de outubro. A data, porém, foi posteriormente alterada e agora está oficialmente prevista para dezembro, cerca de seis semanas depois do cronograma original.

O novo calendário foi confirmado em parceria com o Governo de Pernambuco.

Companhia amplia presença no mercado brasileiro

A Cabo Verde Airlines apresentou a nova ligação como parte da estratégia de expansão de sua atuação no Brasil.

Para Armindo Sousa, presidente do Conselho de Administração da companhia, o voo direto entre Sal e Recife amplia a conectividade entre os dois países e reforça a posição da Ilha do Sal como hub internacional da empresa.

A expectativa é que a nova operação estimule viagens de turismo e negócios e facilite conexões entre África, Europa e Américas.

Pernambuco amplia malha aérea internacional

O Governo de Pernambuco relaciona a nova rota ao programa REConecta, iniciativa voltada à ampliação da conectividade aérea internacional do Estado.

Segundo Eduardo Loyo, presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), a segunda rota da Cabo Verde Airlines é resultado da parceria mantida entre o governo estadual e a companhia.

Com a nova operação, Pernambuco passa a contar com 14 rotas internacionais e mais de 50 frequências semanais, conectando o Estado diretamente a mercados da América do Sul, Europa e África.

Nova rota deve oferecer 9,6 mil assentos por ano

A Embratur também participou do anúncio da ligação entre Recife e Sal. De acordo com a entidade, a expectativa é de aproximadamente 9,6 mil assentos por ano na nova rota.

O presidente da Embratur, Bruno Reis, destacou o potencial da conexão para ampliar o intercâmbio comercial, cultural e educacional entre Cabo Verde e o Nordeste brasileiro.

A expectativa inclui o atendimento a empresários cabo-verdianos que viajam ao Brasil para negócios e o aumento do fluxo de estudantes de Cabo Verde para universidades pernambucanas.

O anúncio, no entanto, não detalhou os valores nem os critérios para eventuais tarifas especiais destinadas a esses públicos.

Recife ganha nova conexão com África e Europa

A nova operação amplia o papel de Recife na conectividade aérea entre Brasil e África.

Com as rotas Recife–Praia e Recife–Sal, a Cabo Verde Airlines passa a oferecer duas opções de ligação direta entre Pernambuco e Cabo Verde, sem necessidade de conexão na Europa.

A retomada dos voos em maio já havia reduzido a dependência de conexões, especialmente por Lisboa, para brasileiros interessados em viajar ao arquipélago.

Além disso, a Ilha do Sal funciona como um dos hubs da companhia e oferece conexões para destinos africanos e europeus, incluindo Lisboa e Paris. Dessa forma, o novo voo também amplia as possibilidades de conexão indireta entre Pernambuco e cidades europeias.

Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 30 dias

Para viagens de turismo a Cabo Verde, brasileiros podem permanecer no país por até 30 dias sem necessidade de visto.

Antes do embarque, porém, é necessário realizar o pré-registro no sistema EASE, além do pagamento da taxa de segurança aeroportuária.

Também é exigida a apresentação do certificado de vacinação contra a febre amarela.

Até o momento, a Cabo Verde Airlines e a Empetur não divulgaram os valores das tarifas para a nova operação entre Recife e Ilha do Sal.

FONTE: Pontos pra Voar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução | Facebook Cabo Verde Airlines

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Aeroportos

Aviação brasileira chega a 88,6 milhões de passageiros em 2026

A aviação brasileira segue em expansão em 2026. Entre janeiro e agosto, 88,6 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo em voos domésticos e internacionais no país. O volume representa crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Somente em agosto, foram transportados 11,5 milhões de passageiros, maior movimentação para o mês, segundo os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado representa avanço de 2,5% na comparação com agosto do ano anterior.

Mercado doméstico concentra maior número de passageiros

Os voos dentro do Brasil responderam pela maior parcela da movimentação acumulada no ano. O mercado doméstico registrou 68 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, alta de 3,8% frente ao mesmo período de 2025.

Já o mercado internacional contabilizou 20,6 milhões de passageiros, crescimento de 7,6% no acumulado do ano.

Em agosto, a movimentação também avançou nos dois segmentos. Os voos domésticos transportaram 8,9 milhões de passageiros, aumento de 2,3%. Nas rotas internacionais, foram 2,5 milhões de passageiros, alta de 3,4%.

Demanda e oferta de voos avançam

Os indicadores de demanda aérea e oferta de voos também apresentaram crescimento em agosto.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, a demanda aumentou 3,3% no mercado doméstico e 4% no mercado internacional.

A oferta, por sua vez, cresceu 6,8% nos voos domésticos e 4,3% nas operações internacionais.

Transporte de cargas mantém ritmo de crescimento

O desempenho positivo também foi registrado no transporte aéreo de cargas. Em agosto, o setor movimentou 121,5 mil toneladas de mercadorias, volume 8,6% maior que o registrado no mesmo mês de 2025.

O segmento internacional respondeu por 82 mil toneladas, com crescimento de 10,9%. No mercado doméstico, foram transportadas 39,5 mil toneladas, alta de 4%.

Considerando os oito primeiros meses do ano, o transporte aéreo já movimentou 922,5 mil toneladas de cargas, avanço de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Dados acompanham desempenho da aviação nacional

Os números fazem parte do relatório de demanda e oferta da aviação civil elaborado pela Anac. O levantamento acompanha indicadores como passageiros transportados, movimentação de cargas, demanda e oferta nos mercados doméstico e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Floripa-Airport

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Turismo

Turismo internacional: Brasil supera 4 milhões de chegadas em voos até julho

O Brasil registrou mais de 4 milhões de chegadas de turistas internacionais por via aérea entre janeiro e julho de 2026. O volume representa aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas cerca de 3,5 milhões de chegadas.

Os números fazem parte do Painel da Embratur, elaborado a partir de informações da Polícia Federal e do Ministério do Turismo. O levantamento considera exclusivamente visitantes que residem fora do Brasil.

O desempenho reforça a importância da aviação internacional para a conexão do país com diferentes mercados. O avanço foi mais expressivo no início do ano, período marcado pelo verão brasileiro e por uma maior demanda de turistas estrangeiros.

Chegadas aéreas crescem principalmente no início do ano

Janeiro apresentou o maior ritmo de crescimento entre os primeiros meses de 2026. As chegadas internacionais por avião aumentaram 22,1% na comparação com janeiro de 2025.

Em fevereiro, a alta chegou a 15,4%, enquanto março registrou crescimento de 21,3%. O movimento permaneceu elevado durante o período do Carnaval.

A partir de abril, o avanço perdeu intensidade, mas continuou positivo. As variações foram de 2,13% em abril, 6,51% em maio, 1,01% em junho e 2,72% em julho.

Argentina lidera origem dos turistas que chegam de avião

A Argentina foi o principal mercado de origem dos turistas que chegaram ao Brasil por via aérea nos sete primeiros meses do ano. Foram aproximadamente 1,12 milhão de chegadas.

O número argentino ficou próximo do dobro do registrado pelo segundo colocado, o Chile, responsável por cerca de 506 mil chegadas.

Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 430 mil visitantes, Portugal, com 177 mil, e França, com 140 mil.

A presença de outros países da América do Sul entre os principais mercados evidencia a relevância das conexões aéreas internacionais para a integração regional. Mesmo com a proximidade geográfica, o transporte aéreo continua desempenhando papel importante na ligação do Brasil com seus vizinhos.

São Paulo e Rio concentram chegadas internacionais

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentraram a maior parcela dos turistas estrangeiros que desembarcaram no país em voos internacionais.

São Paulo recebeu cerca de 1,64 milhão de chegadas, enquanto o Rio de Janeiro contabilizou 1,47 milhão no período.

A concentração está diretamente relacionada à presença dos dois principais hubs aeroportuários internacionais do Brasil: o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Os terminais concentram grande parte das conexões entre o país e o exterior.

Santa Catarina aparece na sequência, com 384,5 mil chegadas, seguida pela Bahia, com 122,1 mil, e Pernambuco, com 90,6 mil.

Aviação cresce enquanto fluxo internacional total recua

O resultado do transporte aéreo ganha destaque quando comparado ao fluxo total de turistas internacionais que chegaram ao Brasil.

Somando os acessos por avião, estrada, mar e rios, o país contabilizou 5,87 milhões de chegadas internacionais entre janeiro e julho de 2026. O resultado representa uma queda de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na aviação, entretanto, o cenário foi diferente. Considerando apenas as chegadas por via aérea, houve crescimento de 12% nos sete primeiros meses de 2026.

Os dados indicam que o transporte aéreo foi um dos principais vetores de sustentação do fluxo de visitantes estrangeiros no período.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Notícias

Fechamento do espaço aéreo prolonga voos e aumenta emissões da aviação

O avanço dos conflitos geopolíticos está criando um efeito colateral que vai além da segurança e dos custos das companhias aéreas: o impacto ambiental. Com áreas inteiras do espaço aéreo fechadas ou restritas, aeronaves precisam adotar trajetos mais longos para chegar aos mesmos destinos.

A mudança aumenta o tempo de viagem, eleva o consumo de combustível e, consequentemente, amplia as emissões de CO₂ da aviação. O cenário coloca em xeque parte dos ganhos de eficiência obtidos pelo setor nos últimos anos.

Mas, afinal, como as restrições ao espaço aéreo internacional estão alterando as rotas, encarecendo as operações e agravando a pegada climática dos voos de longa distância?

Por que um espaço aéreo pode ser fechado?

O fechamento ou a restrição de uma região do espaço aéreo pode ocorrer por diferentes motivos. Entre eles estão ameaças à segurança, exercícios militares, lançamento ou atividade de mísseis e drones, conflitos políticos, greves de controladores de tráfego aéreo, desastres naturais e condições meteorológicas extremas.

Além disso, uma restrição não necessariamente impede todas as aeronaves de utilizarem determinada área. Na Ucrânia, por exemplo, todo o espaço aéreo permanece fechado à aviação civil. Na Rússia, por outro lado, as restrições atingem especificamente companhias aéreas da União Europeia.

Órgãos reguladores também podem determinar ou recomendar que empresas evitem determinadas regiões. É o caso da Federal Aviation Administration (FAA), nos Estados Unidos, e da European Union Aviation Safety Agency (EASA), na Europa.

As próprias companhias aéreas também podem optar por não utilizar determinadas rotas, levando em conta suas avaliações internas de risco operacional e segurança.

Na Europa, o sistema Flexible Use of Airspace, administrado pela Eurocontrol, busca liberar para a aviação civil áreas reservadas às atividades militares quando elas deixam de ser necessárias. Para os voos de longa distância, entretanto, conflitos prolongados em pontos estratégicos podem alterar a malha internacional durante meses ou até anos.

Conflitos aumentam o tempo dos voos

Um dos exemplos mais claros envolve a rota entre Helsinque e Tóquio operada pela Finnair. Segundo dados apresentados pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) em 2023, a viagem passou de aproximadamente nove para 13 horas depois que a companhia perdeu o acesso ao espaço aéreo russo — um aumento de 44%.

Em comunicado divulgado em abril de 2026, a Finnair informou que os voos para Japão e Coreia do Sul passaram a exigir de duas a quatro horas adicionais em determinadas circunstâncias.

A situação também se agravou após a escalada das hostilidades no Oriente Médio, em 28 de fevereiro de 2026. O fechamento de áreas do espaço aéreo e de aeroportos obrigou diversas empresas a redesenhar suas rotas.

Segundo a Finnair, viagens com destino à Índia, Tailândia e Singapura passaram a levar cerca de uma a duas horas a mais devido aos desvios provocados pela situação na região.

Rotas entre Ásia e América do Norte também foram afetadas

Os impactos chegaram ainda aos voos que conectam diretamente a Ásia e a América do Norte.

Em março de 2026, a Air India passou a direcionar para oeste algumas operações com destino à Europa e à América do Norte, utilizando corredores disponíveis sobre Omã, Arábia Saudita e Egito.

Os desvios fizeram com que determinados voos entre a Índia e a América do Norte ficassem longos o suficiente para exigir escalas técnicas em cidades como Roma ou Viena antes da continuação da viagem pelo Atlântico.

A companhia informou que as novas rotas elevaram o tempo de voo e acrescentaram complexidade às operações.

Mesmo após uma trégua temporária no conflito do Oriente Médio, algumas áreas permanecem sob alerta. A EASA continua recomendando que as empresas aéreas evitem o sobrevoo de países e regiões como Irã, Iraque e Líbano.

Combustível mais caro chega ao bolso do passageiro

Os desvios não afetam apenas o planejamento operacional das companhias. O aumento do consumo de combustível também pode ser repassado aos viajantes por meio de sobretaxas de combustível.

A Air India começou a cobrar valores adicionais em 10 de março de 2026, poucos dias após a escalada das tensões no Oriente Médio. A empresa justificou a medida pelo aumento dos preços do combustível de aviação associado à situação geopolítica no Golfo.

Para voos com destino à América do Norte, a sobretaxa por trecho passou de US$ 150 para US$ 200 e, posteriormente, chegou a US$ 280 em abril.

A All Nippon Airways (ANA) também adotou uma cobrança adicional. Em abril, a empresa anunciou uma sobretaxa de 56 mil ienes por trecho em determinados voos entre o Japão e a América do Norte ou Europa, considerando itinerários com origem fora do Japão.

O valor subiu para 65 mil ienes em julho e agosto. Em 1º de setembro, porém, a cobrança foi reduzida para 55 mil ienes, após medidas adotadas pelo governo japonês ajudarem a aliviar parte da pressão sobre os custos de combustível.

Na mesma data, a Emirates manteve suas sobretaxas. As viagens entre Japão e Dubai tinham cobrança adicional de 48 mil ienes por trecho, enquanto os voos do Japão para Europa ou Américas apresentavam sobretaxa de 49 mil ienes.

Voos mais longos significam mais emissões

O aumento das distâncias percorridas também tem consequências ambientais. Durante a interrupção do espaço aéreo no Oriente Médio, a Eurocontrol calculou o impacto dos desvios em relatório publicado em 31 de março de 2026.

A estimativa apontou que cerca de 1.150 voos por dia estavam sendo desviados para evitar áreas de conflito. Quando considerados também os voos que atravessavam a Europa com origem ou destino na América do Norte, o número chegava a aproximadamente 1.360 operações diárias.

Somadas, essas aeronaves percorriam cerca de 206 mil quilômetros adicionais todos os dias.

Esse aumento representava um consumo extra de aproximadamente 602 toneladas métricas de combustível diariamente. As operações também acrescentavam mais de 1.900 toneladas métricas de CO₂ e 3,3 toneladas métricas de NOx, os chamados óxidos de nitrogênio, por dia.

Impacto climático desafia metas da aviação

Os números ajudam a dimensionar o efeito dos desvios sobre o impacto ambiental da aviação. De acordo com estimativa da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), um automóvel convencional movido a gasolina emite cerca de 4,6 toneladas métricas de CO₂ por ano.

Nesse parâmetro, as 1.900 toneladas métricas de CO₂ adicionais geradas diariamente pelos desvios equivalem aproximadamente às emissões anuais de mais de 400 carros médios nos Estados Unidos.

O problema ganha importância caso as rotas mais longas deixem de ser uma situação excepcional e se tornem permanentes. Nesse cenário, parte dos ganhos obtidos pelas companhias com novas aeronaves, tecnologias e medidas de eficiência energética pode ser anulada pela necessidade de voar distâncias maiores.

Tráfego aéreo europeu também entra no debate

A discussão sobre rotas mais longas não se limita aos conflitos militares. A Ryanair também aponta problemas relacionados à gestão do tráfego aéreo europeu.

A companhia argumenta que aeronaves obrigadas a contornar áreas de espaço aéreo indisponíveis acabam percorrendo distâncias maiores, aumentando as emissões sem acrescentar qualquer benefício ao transporte.

Em comunicado, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, citou as greves do controle de tráfego aéreo francês e afirmou que cerca de 20% dos voos da União Europeia passam pelo espaço aéreo da França.

Segundo a empresa, dois dias de paralisações provocaram o cancelamento de 1.500 voos e afetaram os planos de viagem de aproximadamente 270 mil passageiros da União Europeia.

A companhia defende, em uma petição, que uma administração mais eficiente do tráfego aéreo europeu poderia diminuir cancelamentos e desvios e, ao mesmo tempo, reduzir em cerca de 10% as emissões de carbono da aviação.

O cenário mostra como decisões geopolíticas, restrições operacionais e gestão do espaço aéreo passaram a ter impacto direto não apenas sobre o preço e a duração das viagens, mas também sobre os objetivos climáticos da aviação mundial.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: NurPhoto/Getty

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Aeroportos

LATAM amplia voos no Paraguai em 42% e reforça aposta no mercado internacional

A LATAM anunciou uma expansão de 42% na oferta de voos para o Paraguai, reforçando a presença da companhia aérea no país. A operação, que atualmente conta com 26 frequências semanais, passará a ter 37 voos por semana.

A ampliação ocorre em um momento de crescimento na movimentação dos aeroportos paraguaios e acompanha o aumento da demanda por conexões internacionais.

Mais voos entre Paraguai e América do Sul

A expansão será distribuída entre diferentes mercados estratégicos. A rota entre São Paulo e Paraguai terá um aumento de 14 para 18 frequências semanais.

Já os voos entre Lima e Paraguai passarão de sete para nove frequências por semana. Além disso, Montevidéu será incorporada à operação, com cinco voos semanais previstos a partir de 2027.

A decisão da companhia ocorre em meio ao avanço da demanda pelo transporte aéreo no país.

Movimento de passageiros cresce no Paraguai

Entre janeiro e julho, os aeroportos do Paraguai registraram 839 mil passageiros, número 12% superior ao observado no mesmo período do ano anterior.

O crescimento ajuda a explicar a estratégia da LATAM de ampliar a oferta e apostar em um mercado que vem ganhando relevância dentro da aviação internacional na América do Sul.

Mais frequências significam maior disponibilidade de assentos, novas possibilidades de conexão e potencial para fortalecer o Paraguai como um hub regional de passageiros.

Contraste com o cenário da aviação no Brasil

A expansão no Paraguai chama atenção quando comparada ao cenário discutido pela própria LATAM no Brasil.

O CEO da companhia afirmou que a reforma tributária poderá elevar de aproximadamente R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões por ano o volume de impostos pagos pela empresa no país.

Segundo o executivo, o impacto da mudança sobre o setor aéreo seria equivalente a uma “bomba atômica”, com possibilidade de aumento superior a 20% no preço das passagens aéreas.

Enquanto o mercado brasileiro enfrenta a perspectiva de custos tributários mais elevados, a LATAM amplia sua capacidade no Paraguai e aumenta em 42% o número de voos semanais.

Paraguai busca ampliar sua conectividade

A movimentação da LATAM mostra como o crescimento do fluxo de passageiros pode estimular as companhias aéreas a aumentar a oferta em determinados mercados.

Com mais voos internacionais, novas rotas e maior capacidade, o Paraguai amplia sua conexão com importantes cidades da América do Sul.

O movimento ainda está em uma fase inicial, mas indica uma estratégia de expansão da conectividade aérea do Paraguai, com potencial para atrair mais passageiros e fortalecer a integração do país com a região.

FONTE: Meu País Paraguai
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Meu País Paraguai

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Aeroportos

Nordeste supera 12,5 milhões de passageiros em aeroportos entre janeiro e julho de 2026

Os aeroportos do Nordeste movimentaram mais de 12,5 milhões de passageiros embarcados entre janeiro e julho de 2026. O resultado representa crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando 11,67 milhões de pessoas partiram de terminais da região.

Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e mostram avanço tanto no mercado doméstico quanto nas viagens internacionais.

Voos internacionais puxam crescimento

O maior destaque ficou com o mercado internacional. Nos sete primeiros meses de 2026, 611,2 mil passageiros embarcaram no Nordeste com destino ao exterior.

No mesmo intervalo do ano passado, foram 482,4 mil passageiros. O resultado representa uma alta de 26,7%, equivalente a aproximadamente 129 mil embarques internacionais adicionais.

O desempenho reforça a expansão da conectividade aérea internacional da região e contribui para o crescimento geral da movimentação nos aeroportos nordestinos.

Mercado doméstico também avança

A movimentação de voos nacionais apresentou crescimento no período. Entre janeiro e julho, foram registrados 11,95 milhões de passageiros embarcados em rotas domésticas, contra 11,19 milhões nos primeiros sete meses de 2025.

A alta foi de 6,8% na comparação anual.

Janeiro concentrou o maior número de embarques do período, com 2,13 milhões de passageiros. Depois vieram fevereiro, com 1,71 milhão; março, com 1,65 milhão; abril, com 1,53 milhão; maio, com 1,50 milhão; junho, com 1,51 milhão; e julho, com 1,89 milhão.

O resultado de julho foi o segundo maior volume mensal registrado no acumulado dos sete primeiros meses de 2026.

Embarques internacionais crescem no início do ano

A expansão do turismo internacional no Nordeste foi especialmente forte nos primeiros meses de 2026.

Em janeiro, 112,4 mil passageiros embarcaram em voos internacionais nos aeroportos da região. No mesmo mês de 2025, o número havia sido de 82,1 mil, indicando crescimento de 36,9%.

Em fevereiro, o movimento passou de 72,6 mil para 100,4 mil passageiros, avanço de 38,2% em um ano.

Julho mantém trajetória de alta

O crescimento das viagens internacionais também permaneceu em julho. No mês, 78,3 mil passageiros embarcaram em voos com destino ao exterior a partir do Nordeste.

Em julho de 2025, foram 68,5 mil embarques internacionais. Com isso, o setor registrou aumento de 14,4% na comparação anual.

Os dados indicam que a movimentação de passageiros nos aeroportos do Nordeste segue em trajetória de expansão em 2026, com destaque para o ritmo de crescimento das conexões internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aena Brasil

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Aeroportos

Aviação doméstica brasileira bate recorde histórico e movimenta 59 milhões de passageiros em 2026

A aviação doméstica brasileira registrou, entre janeiro e julho de 2026, a maior movimentação de passageiros para o período desde o início da série histórica, em 2000. Ao todo, foram 59 milhões de passageiros em voos nacionais, segundo dados da Agência Nacional de Aviação.

O resultado representa uma alta de 4,04% em comparação com os 57 milhões de passageiros contabilizados nos sete primeiros meses de 2025.

Julho também registra recorde nos voos domésticos

O desempenho positivo se manteve em julho. Durante o mês, 9,1 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos no país, o maior volume já registrado para julho.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento foi de 1,85%, reforçando o avanço da movimentação no transporte aéreo nacional.

Aviação internacional também cresce

O aumento no fluxo de passageiros não ficou restrito aos voos nacionais. Entre janeiro e julho de 2026, a movimentação internacional chegou a 17,7 milhões de passageiros, alta de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em julho, o setor também alcançou um recorde histórico para o mês. Foram 2,7 milhões de passageiros em voos internacionais, número 4,2% maior do que o registrado em julho de 2025.

Turismo de negócios movimenta R$ 8,4 bilhões

O turismo de negócios também apresentou crescimento nos primeiros sete meses de 2026. O segmento alcançou R$ 8,4 bilhões em faturamento, resultado 8% superior aos R$ 7,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Os dados apontam para um cenário de expansão tanto no mercado aéreo doméstico quanto nas viagens internacionais e no turismo corporativo brasileiro.

FONTE: Agência Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Rafa Neddermeyer

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Aeroportos

Região Norte registra recorde de passageiros em voos internacionais no primeiro semestre de 2026

A Região Norte alcançou um resultado histórico na aviação internacional durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os aeroportos da região embarcaram 103.868 passageiros em voos internacionais, número 30,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. É a primeira vez que a marca de 100 mil embarques internacionais é superada em um semestre, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Movimentação aérea atinge melhor desempenho em dez anos

Ao considerar os voos domésticos e internacionais, os aeroportos da Região Norte movimentaram 2.773.145 passageiros no primeiro semestre deste ano. O volume representa crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado e configura o melhor desempenho da última década para a região.

Ligações internacionais impulsionam crescimento

O avanço da demanda por voos internacionais foi puxado principalmente pelas conexões com Colômbia, Panamá, Portugal, Estados Unidos e Suriname, destinos que concentraram a maior parte dos embarques internacionais.

O cenário reforça a importância estratégica da Região Norte como porta de entrada e saída do Brasil para países da América do Sul e da América Central, fortalecendo a integração regional e o fluxo de passageiros.

Mercado doméstico mantém estabilidade

Nos voos domésticos, foram registrados 2.669.277 passageiros entre janeiro e junho, mantendo um volume praticamente estável em comparação ao primeiro semestre de 2025.

Já no mês de junho, a movimentação total dos aeroportos da região, somando voos nacionais e internacionais, chegou a 476.026 passageiros, resultado 5,6% inferior ao observado no mesmo mês do ano anterior.

Belém lidera ranking dos aeroportos mais movimentados

O aeroporto de Belém foi o mais movimentado da Região Norte no primeiro semestre, com 960.854 passageiros embarcados. Na sequência aparecem Manaus, com 756.146 passageiros, e Palmas, com 179 mil.

Também figuram entre os principais terminais da região os aeroportos de Macapá (155.359 passageiros), Porto Velho (139.285), Santarém (116.657), Boa Vista (96.730), Rio Branco (89.979) e Marabá (86.183).

Os números evidenciam a relevância da malha aérea da Amazônia, que desempenha papel fundamental na conexão entre capitais e municípios do interior, além de ampliar a integração da região com mercados nacionais e internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Transporte

Liberdades do Ar: entenda como as regras ampliam a conectividade aérea do Brasil com o mundo

O governo brasileiro atualizou recentemente as regras que orientam a negociação dos direitos de tráfego aéreo com outros países, ampliando as possibilidades de novos acordos para operações de voos internacionais. A mudança fortalece a integração do Brasil ao mercado global de transporte aéreo e pode favorecer a expansão de rotas para passageiros e cargas.

Essas negociações são baseadas nas chamadas Liberdades do Ar, um conjunto de normas internacionais que estabelece quais direitos as companhias aéreas possuem para operar em territórios estrangeiros. As regras servem de fundamento para os Acordos Bilaterais de Serviços Aéreos, responsáveis por definir as condições para a oferta de voos entre diferentes países.

Convenção de Chicago deu origem às Liberdades do Ar

As Liberdades do Ar foram criadas em 1944 durante a Convenção de Chicago, encontro internacional que definiu os principais princípios da aviação civil após a Segunda Guerra Mundial.

O evento também resultou na criação da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por estabelecer padrões técnicos e regulatórios para a aviação internacional.

Atualmente, a OACI reconhece nove Liberdades do Ar, cada uma com um nível específico de autorização para que empresas aéreas operem entre diferentes países.

Conheça as nove Liberdades do Ar

As regras são organizadas em nove categorias, que ampliam gradualmente os direitos concedidos às companhias aéreas.

  • 1ª Liberdade: autoriza apenas o sobrevoo do território de outro país, sem necessidade de pouso.
  • 2ª Liberdade: permite pousos exclusivamente para fins técnicos, como abastecimento ou manutenção, sem embarque ou desembarque de passageiros e cargas.
  • 3ª Liberdade: garante o transporte de passageiros e cargas do país de origem da companhia para outro país.
  • 4ª Liberdade: assegura o direito de realizar o percurso inverso, trazendo passageiros e mercadorias de volta ao país da empresa.
  • 5ª Liberdade: permite transportar passageiros e cargas entre dois países estrangeiros, desde que o voo tenha origem ou destino no país da companhia aérea.
  • 6ª Liberdade: autoriza conexões internacionais por meio do país de origem da empresa aérea, ligando dois mercados estrangeiros.
  • 7ª Liberdade: possibilita que uma companhia opere voos entre dois países estrangeiros sem que a aeronave passe pelo país onde está sediada.
  • 8ª Liberdade: conhecida como cabotagem consecutiva, permite que uma empresa estrangeira transporte passageiros entre cidades de outro país como parte de um voo internacional.
  • 9ª Liberdade: chamada de cabotagem plena, autoriza companhias estrangeiras a operar voos totalmente domésticos em outro país, sem qualquer ligação com seu território de origem.

Brasil avança nas negociações para a 9ª Liberdade do Ar

O Brasil deu um passo importante para ampliar a integração regional ao aderir, ao lado de Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia, ao Memorando de Entendimento do Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (ALAS).

O objetivo da iniciativa é criar as condições necessárias para a implementação da 9ª Liberdade do Ar entre os países participantes, permitindo uma maior abertura do mercado de aviação na América do Sul.

Grupo de Trabalho vai preparar proposta de integração

Como primeira etapa do processo, será instituído um Grupo de Trabalho responsável por elaborar estudos e propostas para harmonizar a regulamentação da aviação civil entre os países.

Entre os temas que serão analisados estão o reconhecimento mútuo de certificados e licenças de tripulantes, padrões de segurança operacional e manutenção, facilitação do transporte aéreo, direitos dos passageiros, sustentabilidade ambiental, além de normas relacionadas à infraestrutura aeroportuária e aos serviços de navegação aérea.

O grupo terá prazo de 12 meses para apresentar uma proposta que servirá de base para os próximos passos da implementação da 9ª Liberdade do Ar na América do Sul, iniciativa que poderá ampliar a conectividade regional e fortalecer a integração do setor aéreo entre os países participantes.

FONTE: Ministério de Porto e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

TAP inaugura voo direto entre Lisboa e Curitiba com três frequências semanais

O Paraná passou a contar com uma ligação aérea inédita entre Lisboa e Curitiba. A TAP Air Portugal realizou, na quinta-feira (2), o primeiro voo da nova rota internacional, que desembarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

A operação será realizada três vezes por semana — às terças, quintas e sábados — com aeronaves Airbus A330-200, que têm capacidade para transportar até 257 passageiros.

Nova rota amplia conexão do Paraná com a Europa

A nova ligação integra o trajeto Lisboa (LIS) – Curitiba (CWB) – Rio de Janeiro (GIG) – Lisboa, permitindo que passageiros embarquem diretamente na capital paranaense com destino a Portugal e façam conexões para mais de 50 cidades europeias por meio do hub da companhia em Lisboa.

Segundo o presidente da Embratur, Bruno Reis, a criação da rota acompanha o crescimento da demanda de turistas portugueses pelo Brasil e fortalece a conectividade da Região Sul com o mercado europeu.

Ele destacou que a ampliação das portas de entrada internacionais reduz o tempo de deslocamento dos viajantes e aumenta a competitividade do Paraná como destino turístico.

Turismo e negócios devem ser beneficiados

Para o CEO da TAP Air Portugal, Luís Rodrigues, a nova operação representa um passo estratégico para ampliar a presença da companhia no Brasil.

De acordo com ele, além de facilitar as viagens dos moradores do Paraná para Portugal, a rota amplia o acesso dos passageiros do Sul do país à extensa malha aérea da empresa na Europa, criando oportunidades para o turismo, os negócios e o intercâmbio cultural.

O governador Ratinho Junior também ressaltou que a nova conexão internacional deve impulsionar a chegada de turistas estrangeiros e favorecer a atração de novos investimentos para o estado, além de oferecer mais opções de viagens aos paranaenses.

Confira os horários dos voos

As partidas de Lisboa acontecem às terças-feiras, às 13h; às quintas-feiras, às 15h; e aos sábados, às 11h45.

Após a escala em Curitiba, a aeronave segue para o Rio de Janeiro. No retorno, os voos partem da capital fluminense com destino a Lisboa.

Número de turistas portugueses cresce no Brasil

A nova rota também acompanha o avanço da presença de visitantes portugueses no país.

Dados da Embratur mostram que o número de turistas vindos de Portugal passou de 218.354 em 2024 para 273.483 em 2025, crescimento superior a 25%.

Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil recebeu 149.655 turistas portugueses, alta de 29,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, reforçando a expansão da demanda por voos diretos entre os dois países.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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