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Tufão Dolphin coloca China em alerta e mobiliza evacuações na costa leste

A aproximação do tufão Dolphin levou a China a reforçar as medidas de prevenção e manter o alerta amarelo, o terceiro nível mais alto da escala meteorológica do país. A tempestade deve atingir a costa leste chinesa entre o fim de domingo (9) e a manhã de segunda-feira (10), com potencial para provocar ventos intensos, chuvas volumosas e impactos em áreas costeiras.

Segundo o Centro Meteorológico Nacional da China, o Dolphin, 13º tufão nomeado da temporada, segue pelo Mar da China Oriental em direção às províncias de Zhejiang e Fujian.

Na atualização mais recente, o sistema apresentava ventos sustentados entre 42 e 45 metros por segundo e pressão atmosférica mínima de aproximadamente 950 hectopascais. A previsão indica deslocamento para oeste entre 15 e 20 km/h, com possibilidade de manter ou até ampliar sua intensidade antes de alcançar o continente. Após o impacto, a tendência é que o fenômeno siga para oeste-noroeste, perdendo força gradualmente.

Ventos fortes e chuvas intensas preocupam autoridades

Os serviços meteorológicos alertam para condições severas no Mar da China Oriental e em áreas costeiras da região. Próximo ao centro do tufão, as rajadas podem ultrapassar 46 metros por segundo, enquanto outras áreas marítimas devem registrar ventos superiores a 28 metros por segundo.

Além da ventania, a previsão aponta acumulados expressivos de chuva, especialmente no norte de Taiwan e no litoral do leste chinês. A expectativa é que as precipitações mais intensas atinjam a costa chinesa a partir de domingo, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.

Províncias reforçam ações preventivas

Diante da aproximação do ciclone, governos locais intensificaram os protocolos de emergência. Em Zhejiang, foram suspensas ligações marítimas de passageiros, obras em áreas costeiras foram interrompidas e embarcações receberam orientação para buscar abrigo.

Mais de 10 mil moradores de ilhas próximas ao litoral já foram retirados preventivamente das áreas de risco.

Na província vizinha de Fujian, as autoridades ativaram o nível quatro de resposta a emergências, enquanto Guangdong adotou restrições à navegação no Estreito de Taiwan para reduzir os riscos durante a passagem da tempestade.

A preocupação das autoridades chinesas vai além dos impactos sobre a população. A aproximação do tufão também coloca em alerta o setor de comércio exterior, já que a costa leste da China concentra alguns dos maiores portos do mundo, responsáveis por grande parte das exportações e importações do país. Ventos intensos e mar agitado podem provocar a suspensão de operações portuárias, atrasos na atracação e saída de navios, cancelamento de rotas marítimas e impactos na cadeia logística global, afetando o transporte de cargas e o abastecimento de mercados internacionais.

Japão também sofre impactos do Dolphin

Antes de seguir em direção à China, o Dolphin provocou medidas de emergência no Japão. Na província de Kagoshima, mais de cinco mil pessoas receberam ordens de evacuação e mais de 600 voos foram cancelados, afetando cerca de 86 mil passageiros.

El Niño pode intensificar temporada de tufões

Especialistas da Administração Meteorológica da China (CMA) avaliam que o fortalecimento do El Niño deve tornar os tufões mais intensos ao longo de agosto, mesmo que o número de sistemas permaneça próximo da média histórica.

A expectativa é que entre dois e três tufões provoquem impactos significativos no país neste mês. Além disso, o fenômeno climático tende a favorecer ondas de calor mais frequentes e volumes de chuva acima do normal em diversas regiões chinesas.

Ainda há incertezas sobre a trajetória definitiva do Dolphin. Dependendo do deslocamento, o sistema poderá concentrar seus efeitos sobre Zhejiang, Fujian, Xangai e parte das províncias de Jiangxi e Anhui ou avançar mais ao norte, levando chuva para a Planície do Norte da China e contribuindo para amenizar a intensa onda de calor registrada na região.

O tufão chega em um período de eventos climáticos extremos no país, marcado por enchentes, deslizamentos de terra e ciclones que já provocaram mortes, grandes evacuações e elevados prejuízos em diferentes províncias. Como resposta, o governo chinês anunciou recursos emergenciais para apoiar operações de resgate, assistência às famílias afetadas e recuperação das áreas atingidas.

Com informações de Diário do Povo Online, Administração Meteorológica da China (CMA), Xinhua, Bloomberg, Global Times, SIC Notícias e Lusa.

Texto: Redação

Imagem: ilustrativa gerada por IA.

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Supertufão atinge Filipinas e gera alertas na China e Taiwan.

Regiões chinesas preveem o deslocamento de cerca de 400 mil pessoas.

A tempestade mais forte do ano até agora atingiu o norte das Filipinas com ventos destrutivos e chuvas torrenciais, provocando a retirada de milhares de pessoas e os preparativos de prevenção nas proximidades de Hong Kong, Taiwan e China continental.


O supertufão Ragasa, conhecido nas Filipinas como Nando, atingiu a Ilha Panuitan, na província de Cagayan, no norte do país, nesta segunda-feira (22), segundo a PAGASA (Agência meteorológica do país) — após gerar ventos sustentados de mais de 267 km/h, o equivalente a um furacão de categoria 5.

Dezenas de milhares de pessoas podem ser afetadas pela tempestade, que deve passar por partes do país insular asiático antes de se dirigir às principais cidades de Hong Kong e Macau, e à província de Guangdong, na China continental.

Na manhã desta segunda-feira (22), a tempestade estava localizada a pouco mais de mil quilômetros a leste-sudeste de Hong Kong e se movia para oeste a aproximadamente 23 km/h.

Mesmo sem atingir diretamente as Filipinas, as faixas externas do Ragasa desencadearão chuvas torrenciais e rajadas de vento destrutivas de mais de 315 km/h.

Inundações e deslizamentos de terra são possíveis no norte de Luzon, onde os totais de chuva podem ultrapassar 400 mm em alguns pontos.

Ondas enormes de três metros ou mais ameaçam inundar áreas costeiras das Ilhas Batanes e Babuyan, nas Filipinas, no leste de Taiwan e, posteriormente, no sul da China e do Vietnã.

Milhares de pessoas fogem com a chegada do tufão

A agência meteorológica das Filipinas emitiu o sinal de vento de ciclone tropical mais alto, na manhã desta segunda-feira, para o norte das Ilhas Babuyan, alertando para condições “potencialmente muito destrutivas” e “um alto risco de tempestades fatais” nessas áreas.

Alertas de inundação também foram emitidos para áreas baixas de Luzon, nas Filipinas, já que os ventos de Ragasa intensificam as chuvas torrenciais de monções e a ameaça de inundações devastadoras.
O arquipélago sofre com múltiplos tufões anualmente, mas a crise climática causada pelo homem tornou as tempestades mais imprevisíveis e extremas, deixando os mais pobres do país mais vulneráveis.

Em 2024, as Filipinas foram atingidas por quatro tufões em menos de duas semanas, causando grandes danos com chuvas torrenciais, tempestades e deslizamentos de terra.

Hong Kong, Taiwan e Guangdong em alerta 

Em outras partes da região, as autoridades anunciaram diversas medidas de proteção para os civis antes que a tempestade chegue ao continente — incluindo o fechamento de escolas, a interrupção de importantes linhas de transporte e ordens de retirada.

Na China, as autoridades estavam se preparando para realocar 400 mil pessoas de áreas baixas e costeiras de Shenzhen — uma megacidade com cerca de 17,5 milhões de habitantes.
Mais ao norte, os trens serão gradualmente suspensos na terça-feira (23) em toda a província de Guangdong, informaram as autoridades ferroviárias.

Autoridades de Taiwan emitiram um alerta terrestre e marítimo, anunciaram a suspensão de alguns serviços de balsa e o fechamento de trilhas naturais nos condados do sul e do leste — em antecipação a fortes chuvas e inundações. No leste do Condado de Hualien, cerca de 300 moradores foram colocados em estado de alerta para retirada.

A companhia aérea Cathay Pacific Airways, com sede em Hong Kong, interromperá os voos de passageiros programados para partir e chegar à cidade na noite de terça-feira (23), segundo a agência de notícias Associated Press. Mais de 500 voos devem ser cancelados.
Todas as escolas em Hong Kong estarão suspensas de terça a quarta-feira (24), informou o governo nesta segunda-feira (22). Os escritórios distritais locais fornecerão abrigos temporários, enquanto a polícia de emergência, os bombeiros e as equipes médicas estão de prontidão total.

As condições do mar podem ser semelhantes às de tempestades mortais e destrutivas anteriores, incluindo o Tufão Hato, que trouxe ventos fortes e inundações às cidades de Macau e Hong Kong em 2017, e o Tufão Mangkhut, que atingiu Hong Kong e o sul da China após matar dezenas nas Filipinas em 2018, alertou o governo.

No mês passado, Hong Kong registrou o maior número de chuvas diárias durante o mês de agosto desde o início dos registros em 1884.

“Eventos extremos de precipitação tornaram-se mais frequentes. O recorde horário de precipitação na Sede do Observatório de Hong Kong costumava ser quebrado uma vez a cada poucas décadas no passado. No entanto, o recorde foi quebrado várias vezes nas últimas décadas”, informou o Observatório de Hong Kong.

Crise climática impulsiona tufões

O Pacífico Ocidental é a bacia tropical mais ativa da Terra, e setembro costuma ser seu trecho mais movimentado. O tufão é um lembrete de quão rapidamente as tempestades nesta região podem se intensificar e quão destrutivas elas podem ser à medida que se aproximam de litorais densamente povoados.

As temperaturas globais dos oceanos atingiram níveis recordes nos últimos oito anos. Oceanos mais quentes, turbinados pelo aquecimento global causado pelo homem, fornecem energia suficiente para o fortalecimento das tempestades.

A rápida intensificação do Supertufão Ragasa ocorreu por meio de um ciclo de substituição da parede do olho, em que um anel secundário de tempestades se forma fora do núcleo da tempestade e gradualmente substitui a parede do olho interna original.

Uma vez concluído, a tempestade emerge maior, com um campo de ventos mais amplo e um olho mais poderoso. Essas explosões de fortalecimento estão se tornando mais comuns à medida que o mundo aquece.

Fonte: CNN Brasil

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