Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Eventos, Premiação

BWIN TECH Seguros vence o prêmio de Melhor Corretora de Seguros no Bytes & Cargas Awards 2025.

A noite do dia 12 de novembro, em São Paulo, foi marcada por reconhecimento, celebração e grandes encontros do setor de segurança, tecnologia e logística. O Bytes & Cargas Awards 2025, realizado no Hakka Eventos, premiou as empresas mais votadas em 15 categorias, destacando aquelas que vêm transformando o mercado com inovação e excelência. Entre os grandes vencedores da noite, a BWIN TECH Seguros conquistou o prêmio de Melhor Corretora de Seguros, consolidando sua posição como referência em soluções inteligentes e tecnológicas para o setor logístico. 

 “Uma conquista de toda a equipe” 

Emocionado, o diretor da BWIN TECH Seguros, Ronaldo Vinagre, celebrou o prêmio e dedicou a conquista à equipe e aos parceiros que caminham junto com a empresa. 
“Essa é uma conquista de toda a equipe da BWin. Desde o primeiro colaborador que está com a gente — são 10 anos de história. É um prêmio muito valorizado no mercado, concorrendo com as principais corretoras globais que atuam no Brasil, e a gente conseguiu. Dedicamos à nossa equipe, aos nossos clientes e às nossas famílias. Muito obrigado a todo mundo que participou e que votou.” 

Com mais de 14 anos de atuação e 25 anos de experiência no setor, a BWIN TECH se destaca por unir tecnologia, inteligência de dados e atendimento personalizado para oferecer soluções sob medida a transportadores, embarcadores e empresas de comércio exterior. Sua plataforma 100% digital otimiza processos, reduz custos e garante eficiência operacional — pilares que sustentam o reconhecimento alcançado nesta premiação. 

A vitória no Bytes & Cargas Awards 2025 reforça o propósito da BWIN TECH: inovar o mercado de seguros corporativos, transformando desafios em proteção, confiança e crescimento sustentável

Sobre o evento 

Organizado pelo podcast Bytes & Cargas, o evento nasceu da iniciativa de Fábio Barbosa, profissional com mais de 15 anos de experiência na área de tecnologia e segurança. Com palestras de nomes como Caio Coppolla (CNN), Diógenes Lucca (TV Record), Senador Luiz Carlos Heinze, Osvaldo Nico Gonçalves e Edson Geraldo Souza, o evento reuniu representantes de destaque do mercado e contou com o apoio de entidades como GRISTEC, ABINEE, ABSEG, SEMEESP, Fórum de GR, FenSeg, CIST e DIVISÃO, reforçando o compromisso com o fortalecimento e a profissionalização do setor. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: DIVULGAÇÃO BWIN TECH – Na foto estão os diretores Anderson Lemos, Carla Kuhn e Ronaldo Vinagre. 

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Transporte

Túnel subaquático entre Itajaí e Navegantes deve reduzir trajeto de 40 para 2 minutos em Santa Catarina

A travessia entre Itajaí e Navegantes deverá ser reduzida de cerca de 40 minutos para apenas dois minutos com a construção do novo túnel subaquático que ligará as duas cidades do Litoral Norte de Santa Catarina. O sistema de cobrança de pedágio será feito por free flow, tecnologia que permite o pagamento automático, sem necessidade de parada, agilizando ainda mais o trajeto.

Atualmente, o deslocamento entre os municípios é feito pelo ferry boat ou pela BR-101, com grande lentidão nos horários de pico, segundo estimativas do Google Maps.

Túnel submerso integra o programa Promobis

O túnel submerso entre Itajaí e Navegantes é uma das principais obras previstas pelo Promobis, programa de mobilidade urbana da região. O projeto adotará uma tecnologia de ponta, semelhante à usada no túnel Santos-Guarujá, no Brasil, e em estruturas internacionais como a que liga a Dinamarca à Alemanha.

De acordo com Rafael Albuquerque, coordenador do UCP/Promobis, a escolha pelo túnel submerso foi estratégica. Alternativas como pontes foram descartadas, pois exigiriam estruturas muito altas e interfeririam nas operações do Aeroporto Internacional de Navegantes.

A construção será feita sobre o leito do rio Itajaí-Açu, com a instalação de peças pré-moldadas de concreto que serão unidas e vedadas de forma submersa — uma técnica moderna que reduz impactos ambientais e agiliza o processo de execução.

Estrutura abrigará veículos, BRT, pedestres e ciclistas

Internamente, o túnel será dividido em três células: uma exclusiva para o sistema de transporte coletivo BRT (Bus Rapid Transit) e duas destinadas ao tráfego de veículos leves. O projeto também prevê uma passagem inferior voltada a pedestres e ciclistas, garantindo mobilidade sustentável e integração urbana entre as cidades.

Investimento e cronograma da obra

O empreendimento contará com US$ 90 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida dos municípios de Itajaí. Segundo o governo, este é o primeiro empréstimo do Banco Mundial destinado a um consórcio municipal no mundo, o que reforça a importância internacional da iniciativa.

A construção e operação do túnel ocorrerão por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). As obras estão previstas para começar em 2028, com entrega estimada até 2032, transformando o transporte entre Itajaí e Navegantes e impulsionando o desenvolvimento regional.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Logística

Rumo é a 1ª ferroviária do Brasil a usar Starlink nas locomotivas

Tecnologia acoplada às locomotivas garante comunicação ininterrupta e maior segurança operacional

A Rumo, operadora de ferrovias do Brasil, acaba de alcançar um feito inédito no transporte ferroviário ao se tornar a primeira do país a adotar a tecnologia Starlink, da SpaceX, em suas locomotivas. A inovação, neste modelo, garante comunicação estável entre os trens e o Centro de Controle, mesmo em áreas com cobertura limitada ou sem sinal, garantindo operações mais seguras, ágeis e totalmente conectadas em tempo real.

A Starlink complementa os sistemas de comunicação já usados pela Rumo, como rede móvel e satélite tradicional, funcionando como uma “terceira via” de conexão. Antenas especiais instaladas nas locomotivas se conectam a satélites em órbita baixa, permitindo que as informações circulem quase em tempo real, o que, no mundo da tecnologia, significa baixa latência, ou seja, um atraso mínimo no envio dos dados. Testes de campo mostraram estabilidade de sinal superior a 97%, permitindo a transmissão de dados operacionais, suporte técnico remoto e atualizações de software sem impactar a circulação dos trens.

O investimento amplia a segurança, permitindo atendimento ágil e eficiente às composições, em caso de ocorrências durante o percurso. O recurso já foi aplicado com sucesso em áreas de difícil acesso em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins.

Para o diretor de Tecnologia da Rumo, Marco Andriola, a iniciativa reforça a vocação da empresa para inovar e liderar a implementação de novas tecnologias, garantindo mais eficiência operacional. “Essa solução não apenas garante a continuidade das nossas operações em qualquer cenário, como também abre caminho para um futuro com trens cada vez mais conectados, inteligentes e seguros”, afirma.

A instalação da Starlink começou em fevereiro deste ano e a meta é ter cerca de 400 locomotivas equipadas até o fim de setembro. O projeto coloca a Rumo na vanguarda da modernização da comunicação ferroviária, mostrando como tecnologias de ponta podem ser aplicadas de forma prática e segura para transformar o transporte sobre trilhos no Brasil e no mundo.

FONTE: Modais em Foco
IMAGEM: Reprodução/Rumo

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Comércio, Logística

Rota expressa China-Europa pelo Ártico conclui sua primeira viagem

Um navio de carga cheio de 4.890 contêineres padrão partiu do porto de Zhoushan, em Ningbo, leste da China, atravessou o Círculo Polar Ártico em 20 dias de viagem e chegou no dia 13 ao Porto de Felixstowe, maior porto de contêineres do Reino Unido, marcando com sucesso a abertura da primeira rota de navegação rápida de contêineres entre a China e a Europa através do Ártico no mundo.

A rota atravessa o canal de navegação noroeste do Ártico para chegar à Europa. Assim, o tempo de trânsito de ida desde o Porto de Zhoushan até o de Felixstowe pode diminuir 22 dias em comparação com as rotas tradicionais, diminuindo em cerca de 50% de emissão de carbono por ida.

FONTE: CMG
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Brasil amplia em 279 km sua hidrovia navegável

Com R$ 30 bilhões previstos até 2026, MPor aposta no transporte hidroviário como alternativa eficiente para o escoamento de cargas

Em dois anos, o Brasil ampliou em 279 quilômetros a extensão total de suas vias hidroviárias economicamente navegáveis. O número passou de 20,1 mil quilômetros, em 2022, para 20,4 mil quilômetros, em 2024, um crescimento de 1,39%. Os dados fazem parte do Estudo de Vias Aquaviárias Interiores Economicamente Navegáveis (VEN), produzido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a cada dois anos, e aprovado na última Reunião Ordinária de Diretoria (ROD).

Entre 2023 e 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) prevê R$ 30 bilhões em investimentos em concessões no setor portuário e hidroviário, fortalecendo a infraestrutura logística nacional e ampliando a participação do transporte aquaviário na economia brasileira. “Os investimentos em infraestrutura hidroviária são fundamentais para tornar o transporte mais eficiente, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade, fortalecendo toda a cadeia econômica e produtiva do país”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O levantamento da Antaq sobre a matriz de transporte hidroviário de cargas e passageiros, com base em dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), traz um panorama detalhado por região hidrográfica, confirmando o protagonismo do Norte, que apresentou o maior crescimento da malha, com 3,56% de acréscimo.

Com a atualização a proporção entre a malha hidroviária economicamente navegável (20,4 mil km) e a prevista no Plano Nacional de Viação (PNV), de 41,7 mil km, passou para quase 49%, revelando o grande potencial ainda a ser explorado. Estudos apontam que o Brasil possui mais de 42 mil quilômetros de rios navegáveis, enquanto apenas cerca de 20 mil quilômetros estão em uso.

O modal é considerado um dos mais sustentáveis, pois emite até cinco vezes menos poluentes que o transporte rodoviário e 1,5 vez menos carbono que o ferroviário. Além de reduzir custos de operação e implementação, as hidrovias também aumentam a segurança logística, com menor índice de acidentes e roubos de carga.

A expectativa é de que, com a expansão das concessões, a movimentação de cargas alcance entre 25 e 30 milhões de toneladas por ano até 2030. O transporte hidroviário tem se mostrado uma alternativa competitiva e ambientalmente vantajosa para o escoamento de grãos, minérios e outros produtos destinados à exportação.

Hidrovia do Paraguai

O Plano Geral de Outorgas (PGO 2023), elaborado pela Antaq e aprovado pelo MPor, definiu seis hidrovias como prioritárias para concessão: rios Madeira, Tapajós, Tocantins e Paraguai, além de Barra Norte (Hidrovia Verde) e Lagoa Mirim (RS).

A Hidrovia do Paraguai será a primeira a ter edital publicado, previsto para o primeiro semestre de 2026. Com cerca de 600 quilômetros de extensão em território brasileiro, a hidrovia é estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste. A concessão compreende o Tramo Sul, o Canal do Tamengo e as infraestruturas associadas, abrangendo o trecho entre Corumbá (MS) e a foz do Rio Apa.

Com a futura concessão, o espaço contará com calado operacional de 3 metros em períodos de cheia e de 2 metros na estiagem, garantindo trafegabilidade durante a maior parte do ano. A próxima etapa será a consolidação dos estudos finais, que serão submetidos ao Tribunal de Contas da União (TCU). Após a aprovação do órgão de controle, o edital será publicado e o leilão poderá ser realizado.

FONTE: Modais em Foco
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agronegócio

Plano Nacional de Logística 2050 reforça urgência do agronegócio por infraestrutura no Brasil

Com a produção agrícola batendo recordes, o agronegócio brasileiro pressiona por melhorias em infraestrutura e transporte. O desafio vai além da porteira: garantir escoamento rápido e eficiente até os portos é essencial para manter a competitividade. Em Cuiabá, especialistas, autoridades e representantes do setor se reuniram nesta segunda-feira (29) para discutir o Plano Nacional de Logística 2050 e lançar um painel sobre a realidade do Centro-Oeste, região que concentra quase metade da produção agropecuária do país.

Protagonismo do agro no Centro-Oeste

O Mato Grosso liderou exportações de soja, milho, algodão e carne bovina em 2024. Já Goiás consolidou-se como o segundo maior produtor nacional de soja, com destaque também para milho e proteína animal. Mato Grosso do Sul, por sua vez, fortaleceu sua presença na indústria de celulose, especialmente no polo de Três Lagoas.

O crescimento da produção exige rodovias e ferrovias integradas, lembrou Pedro Sales, presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Ele defendeu maior participação do governo federal em investimentos estratégicos.

Estradas e trilhos: gargalo do escoamento

De acordo com o Plano, 80% das exportações agrícolas dependem de rotas como BR-163, BR-364, BR-158 e da Malha Norte Ferroviária. Só pelo Porto de Santos, em 2024, passaram mais de 27 milhões de toneladas de grãos vindos do Centro-Oeste.

Cleiton Gauer, superintendente do Imea, destacou que no Mato Grosso a produção agrícola sempre avançou antes da infraestrutura, forçando a abertura de estradas e a chegada de ferrovias e hidrovias. Já um levantamento da CNT mostrou que 31% das rodovias mato-grossenses estavam em estado ruim ou péssimo em 2024; em Goiás, o índice chegou a 68%.

Nos trilhos, a lentidão preocupa: a Malha Norte transportou mais de 40 milhões de toneladas no ano passado, mas com velocidade média de apenas 22 km/h, muito abaixo de padrões internacionais. Projetos como a Fico, a Ferrovia Estadual de Mato Grosso e a Bioceânica aparecem como alternativas para reduzir o frete e diversificar rotas.

Licenciamento ambiental trava obras

A burocracia ambiental foi outro ponto de debate. Pedro Sales, da Goinfra, criticou a demora em processos de licenciamento federal, que chegam a levar décadas. Para Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja-MT, o excesso de normas — mais de 105 mil atualmente — prejudica a segurança jurídica e atrasa investimentos.

O secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo Oliveira, reforçou que o “gargalo ambiental eleva o custo Brasil”. Já Lilian de Alencar Pinto Campos, da INFRA S.A., defendeu que as novas regras de licenciamento conciliem preservação ambiental e avanço logístico.

Perspectivas até 2050

Apesar das dificuldades, o Plano Nacional de Logística projeta investimentos em corredores estratégicos, ferrovias, duplicações de rodovias e a rota Bioceânica. Para Lilian Campos, os próximos quatro anos já devem entregar avanços que facilitarão o escoamento de cargas e passageiros na região.

Para o presidente da Fenatc, Paulo Lustosa, se o país superar os gargalos logísticos, terá um futuro promissor no comércio internacional.
“Se resolvermos o problema da logística, o Brasil é imbatível no mundo”, afirmou.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Portal brasileiro destaca a Rota Bioceânica: economizará 17 dias de transporte e 30% do frete

No Brasil, destacaram o potencial da Rota Bioceânica por meio de uma reportagem que mostra o percurso ao longo de seus mais de 3.000 quilômetros, unindo as costas dos oceanos Atlântico e Pacífico. A CNN Brasil aponta que, quando estiver em operação, economizará 17 dias de transporte e 30% do que atualmente se gasta em frete de produtos que chegam ao porto atlântico de Santos.

Caio Junqueira, jornalista da CNN Brasil, registrou em uma série documental sua viagem pelos 3.000 quilômetros do Corredor Bioceânico para mostrar as vantagens que o comércio brasileiro terá quando as obras estiverem concluídas.

Sua jornada começou em Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, e terminou nos portos do norte do Chile. Nesse percurso, destacou que Porto Murtinho e outras localidades “isoladas” do Brasil vivem com grandes expectativas em relação ao desenvolvimento dessa obra internacional.

De acordo com o jornalista brasileiro, os cálculos do Itamaraty sugerem que essa rota representará uma vantagem para o comércio exterior do Brasil, com uma economia de 17 dias de transporte e uma redução de 30% no custo em relação à rota tradicional seguida pelos produtos exportados para a Ásia a partir do porto de Santos, passando pelo Canal do Panamá.

Essa redução de tempo e custos na saída para o Pacífico é de interesse econômico de estados brasileiros como Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que estão geograficamente afastados do Atlântico e cuja produção tem importantes mercados na Ásia.

Da mesma forma, o Brasil considera essa obra de infraestrutura cada vez mais estratégica, levando em conta a situação das tarifas com os Estados Unidos, o que impulsiona o país a buscar mercados alternativos no continente asiático.

“A natureza se impõe entre o Brasil e o Pacífico. São quilômetros de rios, a mais extensa cadeia de montanhas do mundo (Cordilheira dos Andes) e um deserto conhecido pela aridez extrema. Esses obstáculos não vão impedir que agora o Brasil chegue ao maior e mais profundo oceano da Terra por meio de uma rodovia”, narrou Junqueira.

Interesse para o comércio exterior paraguaio
Para os exportadores, o comércio já existente com países asiáticos como China (nas importações), Índia, Taiwan e Japão pode ser beneficiado com uma rota mais curta até os portos de Antofagasta.

O Paraguai também está voltado para a conquista de mercados no sudeste asiático, com marcos já alcançados, como a abertura de Singapura e Filipinas, o que também exigirá opções de transporte competitivas para chegar a esses destinos.

O Corredor Bioceânico em território nacional é a obra de infraestrutura mais importante em desenvolvimento, segundo o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), e, após sua conclusão, o Paraguai poderá acessar diretamente as infraestruturas rodoviárias do Brasil e da Argentina.

Esse trecho da Rota PY15 vai de Carmelo Peralta, no departamento de Alto Paraguai, até a cidade central de Loma Plata, no departamento de Boquerón, com uma distância de 277 quilômetros. O custo desse trecho é de USD 443.000.000. O segundo trecho, ainda em processo de financiamento com recursos externos, terá 103 quilômetros e ligará Cruce Centinela a Mariscal Estigarribia.

O terceiro trecho está em execução. Serão pavimentados 225 quilômetros da Rota PY-15 para conectar a cidade de Mariscal Estigarribia a Pozo Hondo, cidade na fronteira com a Argentina, com um investimento estimado em USD 354.000.000 e inauguração prevista para agosto de 2026.

Fonte: La Nación

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Logística

Brasil deve realizar 1ª concessão de hidrovia no começo de 2026

O projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União

O Brasil tem potencial para explorar mais 20 mil quilômetros de hidrovias e deve realizar no começo de 2026 a primeira concessão de uma delas ao setor privado, informou o diretor do Ministério de Portos e Aeroportos Otto Burlier.

“Temos um potencial de crescimento muito grande nos próximos anos”, avaliou.

Burlier afirmou que o projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), última etapa antes da publicação do edital para o leilão.

A Hidrovia do Paraguai, que vai de Corumbá (MS) a Porto Murtinho, na foz do rio Apa, fronteira com Paraguai, tem 600 quilômetros de extensão e fica numa área estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste, importante região produtora de grãos do Brasil.

“Haverá uma cobrança módica, mas o custo do frete vai cair e vai ser bom para todos”, disse o diretor do ministério de Portos e Aeroportos. “O Brasil precisa explorar mais esse potencial”, adicionou citando que o leilão poderia ocorrer em 2026, ante expectativas anteriores do governo do certame ocorrer no final deste ano.

Dentro desse potencial a ser concessionado pelo governo nos próximos anos, seis hidrovias são apontadas como as mais promissoras: Paraguai, Madeira, Tapajós, Tocantins, Amazonas (Manaus a Barra Norte) e Lagoa Mirim.

Atualmente, apenas 5% das cargas do país são movimentadas através de hidrovias, segundo dados do ministério. A maior parte é movimentada via rodoviária.

Fonte: Modais em Foco

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Investimento

Leilão do túnel Santos-Guarujá atrai investimentos de R$ 6,8 bilhões

Vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a união de esforços entre governos e a importância estratégica da obra para a economia

Sonhada há mais de 100 anos, a obra do túnel que liga Santos a Guarujá, em São Paulo, vai sair do papel. Nesta sexta-feira (05/09), na sede da B3, a empresa portuguesa Mota-Engil arrematou a concessão da maior obra de infraestrutura do Novo PAC e o primeiro túnel submerso da América Latina.

No evento, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, ressaltou o trabalho integrado entre governos federal e estadual junto com a iniciativa privada para a realização da obra, que atraiu R$ 6,8 bilhões de investimentos.

“Estamos unidos para viabilizar essa grande causa. Os opostos, quando convergem, é possível fazer, não apenas um túnel, mas fortalecer o nosso país. Vamos à obra”, ressaltou o ministro ao celebrar a viabilização do túnel Santos-Guarujá.

Alckmin relembrou que, em 2011, quando era governador de São Paulo, mudou o projeto de ponte para o túnel, após ouvir especialistas. “Nós fomos ouvir a engenharia, ouvir especialistas, ouvir os portuários, e a conclusão foi que a ponte poderia ser um grande limitador ao porto crescendo e com navios cada vez maiores”, detalhou. Com base nesses pareceres, o governo estadual avançou com o projeto executivo e o licenciamento ambiental para o túnel submerso, que agora se torna realidade.

Alckmin destacou, ainda, que a construção do túnel só será possível porque a Autoridade Portuária se manteve pública, viabilizando a parceria público-privada (PPP) para construir e operar o túnel.

“Só estamos aqui porque o porto não foi privatizado, porque estava no programa de privatização. E o que está viabilizando é a autoridade portuária, por parceria público-privada, de PPP, para construir e operar, por 30 anos. Um túnel que vai passar pedestre, bicicleta, moto, carro, ônibus, caminhão, VLT, que nós fizemos, vai chegar no Guarujá. Então, estratégico”, avaliou.

O túnel Santos-Guarujá promete transformar a mobilidade da Baixada Santista. A ligação fixa entre as duas cidades reduzirá o tempo de travessia para apenas dois minutos. Hoje, a travessia de balsa leva em média 18 minutos – sem contar filas e atrasos –, enquanto pela estrada o percurso pode chegar a uma hora para completar os 40 quilômetros.

Janela de Oportunidades

 “O sucesso desse leilão mostra a confiança dos investidores no Brasil, que se apresenta como uma importante janela de oportunidades, pela segurança jurídica, pela robusta carteira de projetos e pelas opções de crédito existentes no País”, ressaltou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, lembrando que ainda neste ano a pasta realizará outros leilões, que vão somar investimentos de cerca de R$ 20 bilhões.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a assinatura do contrato para o túnel Santos-Guarujá como um marco do “espírito republicano”, reunindo a cooperação entre os governos federal e estadual. Ele ressaltou que a viabilização da obra foi possível graças ao resgate do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“É um esforço conjunto que começou no governo do atual vice-presidente, Alckmin, aqui no governo do Estado, que licenciou a obra. E ao longo desses anos nós fomos elaborando os trabalhos para viabilizá-la. E agora eu vejo mais um antigo sonho ser realizado. E o presidente Lula tem o bom hábito de tentar realizar velhos sonhos que pareciam irrealizáveis”, ressaltou.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, contou que a construção do túnel foi sugerida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a principal obra do Ministério de Portos e Aeroportos – pasta chefiada por França na época.

“Eu ainda lembrei que havia recursos disponíveis dentro da Autoridade Portuária que poderiam servir. É uma obra que vai ser feita sem orçamento da União, com orçamento do próprio da Autoridade Portuária. Portanto, o Porto está devolvendo para a Baixada um pouco de tudo o que a Baixada fez pelo Porto de Santos”, salientou.

A estrutura de seis faixas de tráfego (três por sentido) – incluindo ciclovia, passagens para pedestres e espaço reservado para Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) – trará fim à espera nas filas das balsas e à dependência de deslocamentos longos por veículos, o que tornará o cotidiano menos estressante para quem precisa transitar entre as duas cidades. Além de transformar a mobilidade urbana, o túnel vai estimular a economia local e melhorar diretamente a qualidade de vida das mais de 720 mil pessoas que vivem nas cidades de Santos e Guarujá e impactar toda a região.

Fotos: Eduardo Oliveira/MPOR
Fonte: MDIC

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