Logística

DF Group amplia atuação em logística internacional com nova sede em Itajaí

Com mais de uma década de atuação no mercado, a DF Group vem ampliando sua presença no setor de logística e comércio exterior a partir de um modelo que integra diferentes etapas da cadeia logística. Em meio a um ciclo de crescimento e profissionalização, o grupo prepara a inauguração de um novo escritório em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A nova unidade será inaugurada no dia 1º de outubro e terá 115 metros quadrados. Segundo Daniel Malta, diretor da DF Group, a nova sede é consequência direta do crescimento da operação em Itajaí. “Em pouco tempo, a operação cresceu e passou a exigir uma estrutura maior. O novo escritório oferece mais conforto e capacidade para receber nossa equipe, clientes e parceiros, além de estar preparado para os próximos passos da empresa”, destaca.

De uma pequena sala a um grupo de soluções logísticas

A história da DF Group começou há mais de dez anos, a partir da iniciativa do fundador Tarcísio Olivier Defanti. Tempos depois, seus dois irmãos se juntaram ao projeto. Hoje, Luiz Eduardo Defanti integra a sociedade e a diretoria do grupo ao lado de Tarcísio Olivier Defanti e Daniel Malta. O negócio teve início em uma sala de menos de 9 metros quadrados e, ao longo dos anos, evoluiu para uma estrutura formada por diferentes empresas e soluções voltadas à cadeia logística.

Hoje, o grupo se apresenta como um ecossistema de soluções que integra estratégia, operação e inteligência logística, com atuação em diferentes etapas dos processos nacionais e internacionais.

Para Daniel Malta, essa trajetória foi marcada pela ampliação gradual da atuação e pela criação de novas soluções dentro do próprio grupo. “Fomos crescendo, ampliando nossa atuação e desenvolvendo novas empresas e soluções dentro do próprio grupo, chegando à estrutura que temos hoje”, explica.

Entre as empresas e frentes de atuação estão a DF Soluções Logísticas, voltada à gestão integrada da cadeia logística; a DF Cargo, especializada em frete internacional; e a TEXVIA, com foco em inteligência e gestão do transporte rodoviário.

Soluções integradas para logística e comércio exterior

O conceito que orienta a atuação da DF Group é o de “One Stop Shop Logistics Solutions”, ou seja, oferecer diferentes soluções logísticas em um único ecossistema. O portfólio inclui transporte rodoviário e multimodal, despacho aduaneiro, armazenagem, frete internacional, operações portuárias para cargas especiais, cross docking, estruturas de Redex/Clia, gerenciamento operacional e consultoria em comércio exterior.

A proposta é integrar planejamento e execução, considerando aspectos como custos, prazos, riscos e particularidades de cada operação.

De acordo com Malta, um dos diferenciais está justamente na proximidade com o cliente e na capacidade de adaptar as soluções às necessidades específicas de cada operação. “Nosso diferencial é unir essas soluções com proximidade, agilidade e flexibilidade, buscando entender a necessidade de cada cliente”, afirma.

A expansão em Itajaí faz parte de uma estratégia mais ampla para os próximos anos. “O objetivo é continuar crescendo de forma sustentável, ampliar nossa presença em novos mercados e fortalecer o conceito de One Stop Shop Logistics Solutions”, afirma Daniel Malta.

A perspectiva é que o grupo siga investindo na integração entre estratégia, tecnologia, operação e conhecimento de mercado para oferecer soluções cada vez mais completas aos clientes.

Ler Mais
Comércio Internacional

Ferrovias da China transportam 2,35 bilhões de toneladas de carga até julho de 2026

As ferrovias da China movimentaram 2,35 bilhões de toneladas de mercadorias entre janeiro e julho de 2026, um crescimento de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reforça o papel do transporte ferroviário na redução dos custos logísticos e na manutenção do fluxo de atividades da economia chinesa.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela China State Railway Group Co., Ltd., responsável pela operação da rede ferroviária estatal.

Durante os sete primeiros meses do ano, a movimentação média chegou a 187 mil vagões de carga por dia, volume 2,1% superior ao registrado em 2025.

Transporte de carvão concentra maior volume

O setor ferroviário manteve como prioridade o transporte de produtos considerados essenciais para a economia e para o abastecimento da população.

Entre janeiro e julho, foram transportadas 1,22 bilhão de toneladas de carvão, das quais 813 milhões de toneladas correspondem ao carvão térmico.

O desempenho evidencia a importância da malha ferroviária para o abastecimento energético do país, especialmente no transporte de grandes volumes de cargas por longas distâncias.

Grãos, produtos químicos e têxteis registram alta

A operadora ferroviária também ampliou soluções específicas de logística para grandes empresas dos setores de grãos, produtos químicos e têxteis.

Os três segmentos apresentaram crescimento acima da média do transporte geral de cargas:

  • Grãos: alta de 7,4%;
  • Produtos químicos: crescimento de 5,4%;
  • Produtos têxteis: avanço de 21,4%.

A expansão mostra a tentativa das ferrovias chinesas de atender de maneira mais direcionada às necessidades de diferentes cadeias produtivas.

Transporte multimodal ganha espaço

Além do transporte ferroviário tradicional, a China ampliou investimentos em logística multimodal, integrando ferrovias a outros meios de transporte.

No segmento ferroviário-aquaviário, foram criados 165 produtos de transporte intermodal com sistema de “documento único”. As reservas chegaram a 71.600 TEUs, contribuindo para uma alta de 9,2% no volume de contêineres movimentados nesse modelo.

O transporte ferroviário-rodoviário apresentou crescimento ainda mais expressivo. O volume alcançou 294 milhões de toneladas, aumento de 80,9% na comparação anual.

Segundo a operadora, o avanço foi impulsionado principalmente pela expansão de rotas consideradas prioritárias para a integração entre ferrovias e rodovias.

Transporte de algodão de Xinjiang dispara

Outra frente de expansão foi o transporte de algodão produzido em Xinjiang.

Em parceria com a Federação Nacional de Cooperativas de Fornecimento e Comercialização, a empresa ferroviária desenvolveu um modelo integrado para consolidar o transporte da commodity.

Entre janeiro e julho, foram operados 96 trens especiais de carga destinados ao transporte de algodão de Xinjiang. A iniciativa contribuiu para um aumento de 157,3% no volume ferroviário de algodão em relação ao mesmo período do ano anterior.

Trens internacionais ampliam operações

O crescimento também foi observado nas conexões ferroviárias internacionais da China.

Entre janeiro e julho, os trens de carga China-Europa realizaram 12.988 viagens, alta de 17,6% sobre o ano anterior.

Já os serviços ferroviários entre China e Ásia Central registraram 8.582 viagens no período, crescimento de 0,7%.

Os números reforçam a importância da rede ferroviária para o comércio exterior chinês e para a integração logística com mercados europeus e da Ásia Central.

A expansão das rotas internacionais, combinada ao crescimento do transporte multimodal e ao aumento da movimentação de cargas domésticas, consolida as ferrovias como um dos principais pilares da infraestrutura logística da China.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Tang Yi

Ler Mais
Informação

O que significam os códigos e siglas nos contêineres?

Os códigos e siglas estampados nos contêineres são fundamentais para a logística global. Padronizados internacionalmente, eles permitem a identificação, o rastreamento e a segurança das cargas que circulam diariamente entre portos, terminais e modais de transporte em todo o mundo.

Mas, afinal, o que significam esses códigos nos contêineres e por que eles são tão importantes para o comércio exterior?

O que é o código de identificação do contêiner?

O principal código presente nos contêineres segue a norma ISO 6346, padrão internacional criado para garantir a identificação única de cada unidade de carga.

Esse código funciona como um registro global do contêiner e é composto por 11 caracteres alfanuméricos, divididos em partes específicas.

Estrutura do código ISO 6346

  • Código do proprietário (3 letras)
    Identifica a empresa proprietária do contêiner. Exemplo: MSK (Maersk), CMA (CMA CGM).
  • Identificador da categoria (1 letra)
    Normalmente a letra U, que indica contêiner de carga.
  • Número de série (6 números)
    Sequência exclusiva que individualiza cada contêiner.
  • Dígito verificador (1 número)
    Gerado por cálculo matemático para evitar erros de leitura ou digitação.

Esse sistema permite que o contêiner seja reconhecido em qualquer país, porto ou terminal.

O que indicam os códigos de tamanho e tipo do contêiner?

Além do código principal, os contêineres exibem um código de tamanho e tipo, geralmente com quatro caracteres, que informa as características físicas e operacionais da unidade.

Esses códigos indicam:

  • Comprimento (20 pés, 40 pés)
  • Altura padrão ou High Cube
  • Tipo de contêiner

Principais tipos de contêineres identificados

  • Dry Container – carga seca
  • Reefer Container – carga refrigerada
  • Open Top – carga com excesso de altura
  • Flat Rack – cargas superdimensionadas
  • Tank Container – líquidos e gases

Essas informações são essenciais para o planejamento do transporte e da estufagem da carga.

Siglas e símbolos de segurança nos contêineres

Os contêineres também exibem informações obrigatórias relacionadas à segurança e à capacidade de carga.

CSC Plate: o que é?

A CSC Plate (Container Safety Convention) é uma placa metálica fixada no contêiner que comprova que a unidade atende às normas internacionais de segurança estrutural, conforme exigido pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Informações de peso e capacidade

Nos contêineres, também aparecem dados como:

  • Tare – peso do contêiner vazio
  • Payload – carga máxima permitida
  • Gross Weight – peso bruto máximo autorizado

Esses dados evitam sobrecargas, acidentes e penalidades operacionais.

Símbolos de cargas perigosas

Quando o contêiner transporta carga perigosa, são aplicadas etiquetas padronizadas conforme normas da ONU, indicando riscos como inflamabilidade, toxicidade ou corrosão.

Por que os códigos dos contêineres são tão importantes?

A padronização dos códigos e siglas nos contêineres garante:

  • Rastreabilidade internacional da carga
  • Segurança no transporte multimodal
  • Conformidade com normas aduaneiras e marítimas
  • Integração entre portos, navios, caminhões e ferrovias
  • Redução de erros logísticos e operacionais

Sem esses códigos, o comércio exterior em larga escala seria inviável.

Códigos de contêiner: muito além da identificação

Embora pareçam apenas números e letras, os códigos dos contêineres são peças-chave da engrenagem logística global. Eles conectam exportadores, importadores, transportadoras, operadores portuários e autoridades aduaneiras, garantindo eficiência, segurança e controle no transporte internacional de mercadorias.

Fontes

  • ISO – International Organization for Standardization
    Norma ISO 6346 – Freight containers – Coding, identification and marking
  • BIC – Bureau International des Containers
    Registro internacional de códigos de proprietários de contêineres
  • IMO – International Maritime Organization
    Convenção Internacional para Contêineres Seguros (CSC)
  • World Shipping Council (WSC)
    Publicações técnicas sobre transporte marítimo e contêineres

TEXTO E IMAGEM: Este conteúdo foi produzido com o apoio de inteligência artificial, sob curadoria, revisão e validação editorial da equipe do ReConecta News, com base em fontes públicas, dados oficiais e práticas jornalísticas.

Ler Mais
Transporte

ANTT discute transporte multimodal e o futuro da logística de cargas no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará, em 12 de dezembro, das 10h às 12h, o webinar “Perspectiva do Transporte Multimodal no Brasil”, voltado a discutir desafios e oportunidades do transporte de cargas no país. O encontro busca ampliar o diálogo entre transportadores, embarcadores, operadores logísticos, órgãos públicos e demais agentes do setor.

Palestrantes vão abordar temas estratégicos
A programação reúne especialistas de áreas essenciais para a logística brasileira. Entre os convidados, haverá um representante do Fisco, que explicará os impactos tributários sobre a cadeia logística; um porta-voz da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), trazendo análises práticas sobre a operação multimodal; e um representante da Superintendência de Infraestrutura Ferroviária (SUFER/ANTT), que tratará da evolução do transporte ferroviário e de sua função na integração entre modais.

Integração de modais como motor da competitividade
Ao aproximar diversos agentes da cadeia logística, o webinar cria um ambiente de discussão qualificada sobre pontos fundamentais para o avanço da multimodalidade no Brasil. Entre os temas em destaque estão questões regulatórias, operacionais, tributárias e de integração entre os diferentes modais de transporte — elementos considerados chave para aumentar a eficiência e a competitividade do setor.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial da ANTT. O link de acesso ao webinar será enviado aos inscritos antes do início do evento.

Garanta sua participação e esteja na linha de frente da transformação do transporte de cargas no Brasil.

>>> Acesse aqui para se inscrever! <<< 

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Divulgação / Comunicação ANTT

Ler Mais
Sustentabilidade

ANTT e ANTAQ fecham acordo para implementar corredor logístico sustentável no Brasil

A ANTT e a ANTAQ firmaram uma cooperação inédita para desenvolver o primeiro corredor logístico sustentável intermodal do país. O termo foi assinado nesta segunda-feira (1/12), na sede da ANTAQ, e contou com a participação da diretoria da ANTT, reforçando o compromisso das agências em integrar rodovias, ferrovias e portos de forma mais eficiente e ambientalmente responsável.

Projeto-piloto vai testar soluções inovadoras no transporte
Inserida no Programa ANTT Coopera, a parceria também envolve a EPR e o Porto de Paranaguá e cria um ambiente conjunto para testar tecnologias e modelos regulatórios em um sandbox regulatório. A iniciativa pretende aprimorar a segurança viária, reduzir impactos ambientais e promover inclusão socioeconômica nas regiões atendidas.

O objetivo central é conectar diferentes modais em um único corredor inteligente, permitindo maior fluidez no escoamento de cargas, menor emissão de poluentes e benefícios diretos para caminhoneiros, operadores logísticos e comunidades próximas às rotas.

Sustentabilidade e tecnologia como bases do novo corredor
O acordo prevê a implementação de infraestrutura para eletromobilidade, estímulo à adesão de embarcadores e operadores multimodais, ações coordenadas de segurança, gestão ambiental qualificada, incentivo à inovação tecnológica e apoio ao desenvolvimento territorial sustentável. A expectativa é que o projeto sirva de modelo para futuras expansões reguladas pela ANTT.

Transformação logística com foco no futuro
Segundo a agência, o corredor será estruturado sob práticas avançadas de eficiência energética e adaptação às mudanças climáticas, garantindo um transporte mais acessível, seguro e sustentável. “Essa cooperação representa um compromisso concreto com um futuro mais sustentável e integrado”, afirmou o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, destacando os ganhos ambientais e operacionais esperados.

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM: Donavan Sampaio / Comunicação ANTT

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook