Portos

APM Terminals Suape terá nova rota internacional com conexões para Estados Unidos, México e Caribe

O APM Terminals Suape, em Pernambuco, ampliará sua conectividade marítima internacional com a inclusão do terminal no serviço UCLA, operado pelas companhias de navegação Maersk e MSC. A nova rota conectará o porto pernambucano a importantes mercados das Américas do Norte e Central e do Caribe, além de ampliar as ligações com outras regiões brasileiras.

Com a novidade, Suape será o primeiro complexo portuário do Nordeste a receber uma escala desse serviço. A primeira atracação está prevista para 1º de novembro de 2026, com a chegada do navio MSC Yamuna VI. A linha terá frequência semanal.

A iniciativa busca fortalecer a posição de Pernambuco como centro logístico regional, ampliando as alternativas para o transporte de mercadorias e oferecendo novas oportunidades para empresas envolvidas no comércio exterior.

Nova rota marítima conecta Suape a mercados estratégicos

O serviço UCLA contará com escalas em portos do México, dos Estados Unidos e da Colômbia, além de terminais localizados nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Entre os principais destinos estão:

  • Veracruz, no México: trânsito estimado de 26 dias;
  • Altamira, no México: trânsito estimado de 24 dias;
  • Houston, nos Estados Unidos: trânsito estimado de 21 dias;
  • Cartagena, na Colômbia: trânsito estimado de 11 dias.

A frequência semanal e os tempos de trânsito previstos devem contribuir para ampliar a previsibilidade das operações logísticas e facilitar o planejamento das cadeias de abastecimento.

Terminal de Suape recebeu investimentos superiores a R$ 2 bilhões

A chegada da nova rota ocorre poucos meses após o início das operações da APM Terminals no complexo portuário pernambucano. Inaugurado em 2026, o terminal recebeu investimentos superiores a R$ 2 bilhões, equivalentes a aproximadamente US$ 373,43 milhões.

O empreendimento é apresentado como o primeiro terminal portuário 100% eletrificado da América Latina, característica que reforça sua proposta de combinar eficiência operacional e tecnologia na movimentação de contêineres.

Carolina Brown, diretora comercial da APM Terminals Pecém e Suape, destacou que a inclusão de Suape no serviço representa um avanço logístico para Pernambuco e para o Nordeste, ao criar conexões com importantes centros de produção e consumo do continente.

Pernambuco busca ampliar sua participação no comércio internacional

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, ressaltou a expansão das operações portuárias de Suape e afirmou que o complexo registrou crescimento de 21,6% nos últimos meses, com expectativa de encerrar 2026 com resultados recordes.

Segundo a governadora, os investimentos realizados pelo estado, em parceria com o governo federal e a iniciativa privada, têm contribuído para ampliar a capacidade logística e atrair novos empreendimentos, incluindo capital estrangeiro.

Lyra também destacou o papel de Pernambuco como centro de distribuição e conexão comercial do Nordeste, com o Porto de Suape atuando como uma das principais portas de acesso da região aos mercados internacionais.

Indústria automotiva e setor químico estão entre os beneficiados

A expectativa é que a nova rota marítima favoreça diferentes cadeias produtivas regionais, especialmente os segmentos ligados à indústria automotiva, aos produtos químicos e ao comércio exterior.

Entre as cargas com potencial de movimentação estão mercadorias classificadas nas posições 39 e 40 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), relacionadas principalmente a plásticos e borracha, além de produtos da posição 29, que abrange produtos químicos orgânicos.

Daniel Rose, diretor-superintendente da APM Terminals Pecém e Suape, afirmou que a expansão dos serviços integra a estratégia da empresa para consolidar o terminal como um hub logístico do Nordeste, com conexões mais amplas com mercados internacionais.

A ampliação das alternativas de transporte poderá criar novas oportunidades para a indústria, o agronegócio e as empresas que dependem de operações de importação e exportação.

Dragagem e modernização da infraestrutura reforçam competitividade

O diretor-executivo do Porto de Suape, Armando Monteiro Bisneto, atribuiu a chegada do novo serviço aos investimentos realizados nos últimos anos, especialmente nas obras de dragagem e na modernização da infraestrutura portuária.

Segundo ele, o aprofundamento dos canais e as novas condições operacionais permitem receber embarcações e ampliar a capacidade de atendimento do complexo, tornando-o mais competitivo na disputa por novas linhas marítimas.

Com a ampliação dos serviços oferecidos pela APM Terminals, a expectativa é atrair novos negócios, estimular investimentos e fortalecer a participação de Pernambuco nas cadeias globais de comércio.

A nova rota representa, assim, mais uma etapa na estratégia de expansão de Suape, que busca ampliar sua integração com mercados internacionais e consolidar o Nordeste como uma região relevante na logística marítima brasileira.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Porto de Itajaí ganha novas rotas internacionais da JBS Terminais e investimento milionário

O cenário do comércio exterior em Santa Catarina recebe um importante impulso com a expansão das operações da JBS Terminais no Porto de Itajaí. A partir de junho, o complexo portuário passa a contar com duas novas linhas regulares de longo curso, consolidando o terminal catarinense como um hub logístico estratégico para o escoamento de mercadorias brasileiras, com foco especial no setor de congelados e resfriados.

Conexões estratégicas com as Américas, Europa e África

As novas opções de transporte marítimo internacional ampliam o alcance das exportações a partir do Sul do país. O atendimento será dividido em duas rotas principais:

  • UCLA/Gulf to Saec String 1: Interligará o terminal de Itajaí à costa leste dos Estados Unidos, contando ainda com paradas estratégicas na região do Caribe e na porção norte do continente sul-americano.
  • Bossa Nova/Sirius 1: Focada no mercado europeu e africano, a linha estabelecerá conexões diretas por meio de grandes complexos portuários globais, como Algeciras, na Espanha, e Tânger, no Marrocos.

Com essas adições, a JBS Terminais eleva para 12 o número de serviços regulares ativos em Itajaí. Essa malha marítima conecta Santa Catarina aos principais mercados da Ásia, Américas, Europa, África e Oriente Médio, estruturada sob medida para atender a forte demanda de exportação de proteína animal e demais produtos que exigem controle de temperatura.

Investimento em frota própria otimiza a logística portuária

Além de abrir novas fronteiras comerciais, a companhia anunciou um aporte de cerca de R$ 9 milhões para a compra de 25 caminhões voltados exclusivamente ao ambiente portuário. Os novos veículos farão a movimentação interna de contêineres entre as zonas de pátio e o cais de atracação.

Com a chegada da frota própria — prevista para ser entregue ainda em maio e integrada à operação ao longo de junho —, a empresa assume a gestão total do fluxo terrestre interno. O objetivo central do investimento é otimizar a eficiência operacional, diminuir o tempo de permanência dos navios e garantir maior previsibilidade logística para os clientes.

Infraestrutura robusta para cargas refrigeradas

A expansão operacional é suportada por uma estrutura robusta projetada para a movimentação de contêineres em larga escala. O terminal conta atualmente com:

  • Área operacional: 180 mil metros quadrados.
  • Capacidade de atracação: 1.030 metros de cais divididos em quatro berços, com profundidade de até 14 metros.
  • Estrutura para refris: 1.705 tomadas dedicadas a contêineres refrigerados (reefers).
  • Acesso terrestre: Oito portões (gates) reversíveis para agilizar a entrada e saída de caminhões.

O avanço das atividades da JBS Terminais não apenas eleva os índices de movimentação do Porto de Itajaí, mas também injeta competitividade na balança comercial do Brasil perante mercados altamente exigentes da Europa e da América do Norte.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Porto Itapoá expande rotas marítimas com novos serviços para a Europa e Manaus

O Porto Itapoá consolidou ainda mais sua relevância no cenário do comércio marítimo global e doméstico ao anunciar a integração de duas novas linhas de navegação. A expansão estratégica promete impulsionar a competitividade do terminal catarinense, otimizando o fluxo de mercadorias tanto nas exportações e importações quanto no transporte cabotagem.

Conexão direta com o Norte da Europa via serviço Neosamba

No âmbito internacional, o grande destaque é a entrada do terminal na rotação do serviço Neosamba, uma linha operada pela Maersk. Essa adição cria um canal de tráfego direto entre o estado de Santa Catarina e os maiores hubs logísticos do Norte da Europa, beneficiando diretamente os players de comércio exterior da região.

O itinerário do serviço abrange pontos altamente estratégicos, passando por portos como Southampton (Reino Unido), Rotterdam (Holanda), Hamburgo e Bremerhaven (Alemanha), Antuérpia (Bélgica) e Tânger (Marrocos). Na América do Sul, a rota conecta os complexos de Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Montevidéu e, agora, Itapoá.

Essa nova opção de transporte marítimo internacional vem para respaldar uma relação comercial já consolidada. Dados recentes apontam o peso da União Europeia nas operações do porto:

  • Importações: O bloco europeu foi a origem de 19% das cargas desembarcadas no terminal, somando cerca de 285 mil TEUs. Os principais produtos importados são maquinários industriais, químicos, além de alimentos e bebidas.
  • Exportações: Cerca de 12% dos embarques (180 mil TEUs) tiveram o Velho Continente como destino, com destaque para produtos florestais, siderúrgicos, eletrodomésticos, eletrônicos e maquinários.

O CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, salienta que a indústria de Santa Catarina possui forte vínculo com o mercado europeu. De acordo com o executivo, a localização do terminal e a robustez dos novos serviços oferecem a eficiência logística exata que esses polos produtivos exigem.

Reforço na cabotagem nacional com nova rota para Manaus

No mercado interno, a novidade fica por conta do início do serviço ALCT1, capitaneado pela Aliança Navegação e Logística. Programada para começar a operar em junho, esta rota de cabotagem brasileira ligará o Porto Itapoá diretamente a Manaus (AM), apresentando um tempo de viagem estimado em 13 dias.

Com duas escalas programadas por semana, a linha atenderá demandas de bens de consumo, produtos refrigerados, eletrônicos e cargas industriais entre o Norte e o Sul do Brasil. O serviço atuará em sinergia com a linha BRACO (da Mercosul Line e CMA CGM), que já opera no local.

O investimento no modal doméstico acompanha um momento de forte expansão. O terminal movimentou cerca de 298 mil TEUs em cabotagem no último período anual, o que representou um salto de 32% em comparação ao ciclo anterior. Esse índice garantiu ao Porto Itapoá o posto de líder em movimentação de cabotagem na Região Sul.

Segundo Arten, o avanço desse modal sinaliza uma busca do mercado por soluções de logística portuária que equilibrem alta capacidade de carga, previsibilidade nas operações e custos competitivos para o transporte em território nacional.

Com essa dupla ampliação, o Porto Itapoá se posiciona de forma definitiva como um hub logístico de vanguarda, gerando valor para as cadeias produtivas brasileiras e elevando o potencial do comércio exterior do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Internacional

Estreito de Ormuz: navios enfrentam riscos e custos para deixar zona de conflito

Empresas do setor de energia e transporte marítimo intensificaram esforços para retirar embarcações presas no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo. Em meio à instabilidade, o petroleiro Akti A conseguiu atravessar a região durante uma breve janela de segurança, transportando cerca de 300 mil barris de diesel.

Operado pela Maersk Tankers e com carga destinada à trading Vitol, o navio deixou o Golfo Pérsico após semanas de espera próximo ao Bahrein, período marcado por ataques com drones e mísseis contra embarcações na área.

Riscos elevados e custos crescentes

A retirada de navios da região tornou-se um dos principais desafios para grandes tradings de petróleo e gás. O cenário de conflito elevou significativamente os custos com seguros, taxas portuárias e manutenção, além de aumentar os riscos operacionais.

Em um dos episódios mais graves, um tripulante morreu após embarcações que transportavam nafta serem atingidas por forças iranianas, evidenciando o nível de perigo enfrentado pelas tripulações.

Janelas de passagem são curtas e imprevisíveis

Durante as semanas de conflito, oportunidades de travessia surgiram de forma pontual, mas se fecharam rapidamente. A travessia completa do estreito pode levar até oito horas — tempo suficiente para mudanças no cenário político ou militar.

Em determinado momento, o Irã chegou a declarar a passagem “completamente aberta” após um cessar-fogo regional, levando armadores a mobilizarem navios. No entanto, a liberação durou pouco e o controle voltou a ser restrito, permitindo passagem apenas a embarcações autorizadas.

Ataques e apreensões aumentam tensão

A escalada do conflito incluiu ataques a navios porta-contêineres e a apreensão de embarcações, em resposta a sanções e bloqueios internacionais. Esse ambiente reforça a insegurança no transporte marítimo internacional e impacta diretamente as cadeias logísticas globais.

Navios de grandes armadores chegaram a iniciar travessias, mas recuaram após incidentes com projéteis e alertas de forças iranianas.

Estratégias alternativas para atravessar o estreito

Diante das restrições, empresas passaram a adotar estratégias variadas para garantir a saída de seus navios. Entre elas, destacam-se parcerias com países que mantêm relações mais próximas com o Irã, como China, Paquistão e Omã.

Em alguns casos, embarcações optaram por rotas próximas à costa omanense, considerada mais segura. Há ainda relatos de propostas envolvendo pagamentos para facilitar a passagem, embora empresas neguem qualquer prática que viole sanções internacionais.

Tráfego inclui cargueiros e navios de cruzeiro

Apesar dos riscos, o fluxo marítimo não foi totalmente interrompido. Além de petroleiros, navios de carga e até embarcações de turismo conseguiram cruzar o estreito em momentos específicos, sob coordenação e autorização de autoridades.

Algumas companhias adotaram medidas extremas, como desligar sistemas de rastreamento para reduzir exposição, embora isso também aumente os riscos operacionais.

Falta de coordenação internacional preocupa setor

Especialistas do setor apontam a ausência de um protocolo global para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Segundo executivos da indústria, navios com apoio governamental ou conexões diplomáticas têm mais chances de atravessar com segurança.

Para empresas privadas, no entanto, a travessia segue sendo uma operação de alto risco, sem garantias claras de proteção ou estabilidade.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

OMI pede respeito à liberdade de navegação após ataques a navios no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou preocupação diante dos recentes ataques a navios mercantes no Estreito de Ormuz, que resultaram na morte de pelo menos sete tripulantes e deixaram vários marinheiros feridos, alguns em estado grave.

O alerta foi feito pelo secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, que reforçou a necessidade de garantir a liberdade de navegação e a segurança das operações marítimas em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

Declaração foi feita durante reunião técnica da OMI

O posicionamento ocorreu durante a abertura da 12ª sessão do Subcomitê de Sistemas e Equipamentos Navais (SSE) da OMI, realizada na sede da organização, em Londres, com programação até o dia 13 de março.

Na ocasião, Domínguez classificou como inadmissíveis os ataques contra embarcações civis e profissionais do setor marítimo.

Segundo ele, “qualquer ataque contra tripulantes inocentes ou navios mercantes é inaceitável”, ressaltando que os marítimos desempenham papel essencial no transporte global de mercadorias e energia.

OMI reforça princípio da liberdade de navegação

Durante o pronunciamento, o secretário-geral destacou que o respeito à liberdade de navegação é um dos pilares do direito marítimo internacional e deve ser preservado por todas as partes envolvidas.

Diante do cenário de instabilidade na região, a organização recomendou que empresas de navegação e operadores marítimos redobrem os cuidados ao transitar pelo Estreito de Ormuz, avaliando inclusive a possibilidade de evitar a área quando necessário.

A região é considerada estratégica para o comércio internacional, especialmente no transporte de petróleo e energia, o que amplia o impacto potencial de incidentes de segurança.

Organização monitora situação e alerta para risco de desinformação

A OMI informou que segue acompanhando a evolução do cenário e reforçou que decisões operacionais no setor marítimo devem se basear em informações verificadas e confiáveis.

A entidade também alertou para o risco da desinformação, que pode comprometer avaliações de risco e estratégias de navegação em áreas sensíveis.

Como medida de apoio ao setor, a organização lançou um portal informativo dedicado, com atualizações sobre a situação na região. O objetivo é fornecer dados atualizados para marítimos, companhias de navegação e autoridades marítimas.

Solidariedade às vítimas e profissionais do setor

Ao final de sua manifestação, Domínguez expressou solidariedade aos marinheiros feridos, às famílias das vítimas fatais e aos profissionais que continuam operando em zonas marítimas consideradas de alto risco.

Ele também destacou a importância de proteger os trabalhadores do transporte marítimo, responsáveis por sustentar grande parte da logística e do comércio global.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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