Transporte

Monitoramento dos rios garante segurança da navegação nas hidrovias brasileiras

O acompanhamento constante das condições dos rios é fundamental para manter a navegação nas hidrovias brasileiras e assegurar o transporte de passageiros, cargas e insumos essenciais. A atividade é estratégica, principalmente na Região Norte, onde o transporte hidroviário desempenha papel importante no abastecimento de comunidades com combustíveis, alimentos, medicamentos e outros produtos.

Para acompanhar as mudanças nos cursos d’água, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) utiliza um sistema de monitoramento que auxilia no planejamento das operações e na manutenção da infraestrutura hidroviária.

Plano reúne dados para orientar a navegação

O Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) concentra informações sobre o nível dos rios, vazão, profundidade dos canais e outros indicadores hidrológicos. Esses dados permitem avaliar as condições de navegabilidade e orientar decisões relacionadas à circulação segura de embarcações.

As informações também servem de base para definir quando e onde serão necessárias intervenções para manter as hidrovias em operação durante todo o ano.

Variações climáticas influenciam a navegabilidade

As condições dos rios brasileiros sofrem alterações ao longo das estações devido ao regime de chuvas, aos fenômenos climáticos e ao comportamento natural dos cursos d’água.

Nos períodos de estiagem, a redução do volume de água pode dificultar ou restringir a passagem de embarcações em determinados trechos. Já durante as cheias, o aumento da correnteza e as mudanças no leito dos rios também exigem atenção para garantir a segurança da navegação.

Sistema acompanha rios em tempo real

Na Região Norte, o monitoramento ocorre em tempo real, reunindo dados hidrológicos e operacionais que permitem identificar rapidamente áreas com risco de restrições ao tráfego fluvial.

O sistema também considera a influência de eventos climáticos, como o El Niño, que alteram o regime de chuvas e impactam diretamente a dinâmica dos rios da Amazônia.

Com essas informações, os órgãos responsáveis conseguem antecipar ações e reduzir os impactos sobre o transporte hidroviário.

Dados orientam dragagem e sinalização das hidrovias

As informações coletadas pelo monitoramento são utilizadas para planejar serviços de manutenção que preservam as condições de navegabilidade.

Entre as principais medidas estão a dragagem de manutenção, executada por meio do Plano de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma), e a implantação, conservação e ampliação da sinalização náutica, previstas no Plano de Sinalização Náutica (ProSinaqua).

O planejamento baseado em dados contribui para aumentar a segurança da navegação, garantir a continuidade do transporte de passageiros e mercadorias e elevar a confiabilidade das hidrovias brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Hidrovia do Paraguai impulsiona logística e integra cinco países da América do Sul

A Hidrovia do Paraguai é um dos mais importantes corredores de transporte hidroviário da América do Sul, desempenhando papel estratégico na movimentação de cargas entre Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Com 3.442 quilômetros de extensão navegável, a via conecta regiões produtoras aos mercados da Bacia do Prata e ao comércio internacional, fortalecendo a integração logística do continente.

Corredor reduz custos e fortalece exportações brasileiras

No Brasil, a hidrovia é administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e tem importância significativa para o escoamento de grãos, minérios, combustíveis e outras mercadorias produzidas principalmente na região Centro-Oeste.

O transporte aquaviário é apontado como uma alternativa mais eficiente do ponto de vista logístico, pois reduz os custos de frete, aumenta a competitividade das exportações e diminui o fluxo de caminhões nas rodovias. Um único comboio de barcaças, por exemplo, consegue transportar uma carga equivalente à de centenas de veículos de transporte rodoviário.

Trecho brasileiro atende Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

A parte brasileira da Hidrovia do Rio Paraguai (HN-950) possui 1.272 quilômetros de extensão, ligando o município de Cáceres (MT) à confluência com o rio Apa, em Mato Grosso do Sul.

Nesse percurso, o corredor faz divisa com o Paraguai por aproximadamente 330 quilômetros e com a Bolívia por cerca de 48 quilômetros. Sua área de influência abrange 20 municípios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, reunindo uma população estimada em 1,17 milhão de habitantes.

Entre os principais municípios beneficiados estão Cuiabá, Cáceres e Poconé, em Mato Grosso, além de Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul.

Capacidade de transporte varia conforme o trecho

As condições de navegação mudam ao longo da hidrovia. No chamado Tramo Sul, entre a foz do rio Apa e Corumbá (MS), circulam grandes comboios comerciais com capacidade para transportar até 24 mil toneladas de carga em uma única viagem.

Já no Tramo Norte, entre Corumbá e Cáceres, a navegação ocorre com embarcações de menor porte devido às características do rio, como trechos assoreados, maior quantidade de ilhas fluviais e curvas acentuadas.

Atualmente, a hidrovia movimenta aproximadamente 10 milhões de toneladas de cargas por ano, tendo como principais produtos transportados minério de ferro, manganês, soja, combustíveis e outros insumos essenciais para a economia regional.

Via é estratégica para países sem saída para o mar

Além da importância para o Brasil, a Hidrovia do Paraguai representa uma rota fundamental para Paraguai e Bolívia, países que não possuem acesso direto ao oceano. O corredor garante uma alternativa eficiente para operações de exportação e importação, ampliando a conexão desses mercados com o comércio internacional.

No território brasileiro, a hidrovia também está integrada a projetos de infraestrutura, como a futura Rota Bioceânica, que deverá ampliar as opções de transporte e fortalecer a competitividade da região Centro-Oeste.

Brasil, Paraguai e Bolívia discutem modelo de gestão conjunta

Por se tratar de uma hidrovia internacional, sua operação depende da cooperação entre os países que compartilham suas águas. Nesse contexto, Brasil, Paraguai e Bolívia negociam um acordo para implantar um modelo de governança compartilhada no trecho compreendido entre Corumbá (MS) e a foz do rio Apa.

A proposta prevê a padronização de serviços essenciais para a navegação, incluindo balizamento, sinalização náutica, monitoramento hidrológico, comunicação operacional e manutenção das condições de navegabilidade.

O plano também contempla a adoção de tecnologias para acompanhar o tráfego de embarcações e monitorar aspectos ambientais, com o objetivo de aumentar a segurança, a eficiência das operações e a previsibilidade logística no corredor hidroviário.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: AESCOM/MPor

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Transporte

CNT apresenta agenda para impulsionar hidrovias e ampliar uso do transporte hidroviário no Brasil

Mesmo dispondo de uma das maiores malhas hidrográficas do mundo, o Brasil ainda explora apenas uma fração do potencial das hidrovias para o transporte de cargas e passageiros. Com o objetivo de mudar esse cenário, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentou uma agenda estratégica que reúne propostas para fortalecer a governança do setor, aperfeiçoar a regulação e ampliar os investimentos em infraestrutura hidroviária.

O levantamento, intitulado Propostas para o Desenvolvimento da Navegação Interior Brasileira, foi desenvolvido pela consultoria Pezco em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O estudo traz um diagnóstico da estrutura institucional da navegação interior e estabelece recomendações de curto, médio e longo prazos, com planejamento até 2046.

A apresentação ocorreu durante o workshop Governança e Regulação da Navegação Interior, realizado pela CNT, em Brasília. O material deverá servir como base para a elaboração de políticas públicas voltadas à ampliação da participação do modal hidroviário na matriz de transportes do país.

Potencial das hidrovias ainda é pouco aproveitado

O debate acontece em um momento considerado decisivo para a logística nacional. Atualmente, mais de 60% das cargas brasileiras são transportadas por rodovias, enquanto o transporte hidroviário permanece subutilizado, apesar de oferecer custos operacionais menores para grandes volumes e longas distâncias.

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos mostram que o Brasil possui aproximadamente 63 mil quilômetros de rios com potencial para navegação. No entanto, apenas cerca de 20 mil quilômetros são explorados de forma econômica e regular.

Além da redução dos custos logísticos, especialistas destacam que as hidrovias proporcionam menor consumo de combustível por tonelada transportada e reduzem as emissões de gases de efeito estufa, tornando o modal um importante aliado das estratégias de descarbonização do setor logístico.

Estudo aponta entraves para expansão da navegação interior

Entre os principais desafios identificados pelo estudo estão a fragmentação da governança, a insegurança regulatória, a falta de planejamento integrado da infraestrutura e a baixa prioridade dada ao transporte hidroviário nas políticas públicas.

O levantamento também cita dificuldades relacionadas à escassez de mão de obra especializada, limitações no acesso ao financiamento e problemas envolvendo a segurança patrimonial.

No segmento de transporte de passageiros, o diagnóstico revela ainda altos índices de informalidade, deficiência na infraestrutura de terminais e atracadouros, escassez de dados estatísticos e obstáculos para obtenção de crédito destinado à renovação das embarcações.

CNT defende matriz logística mais equilibrada

Durante a abertura do evento, o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, ressaltou que o fortalecimento das hidrovias é fundamental para diversificar a matriz de transportes brasileira.

Segundo ele, o país não pode continuar dependente do transporte rodoviário, responsável por movimentar cerca de dois terços das cargas e atender mais de 90% dos passageiros. O executivo também afirmou que a logística precisa ser tratada como uma política de Estado, com planejamento de longo prazo e continuidade das ações, independentemente das mudanças de governo.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Hidrovia do Rio Paraguai avança com nova reunião entre Brasil e Paraguai para discutir concessão

O governo brasileiro dará continuidade às negociações sobre a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai. O Ministério de Portos e Aeroportos informou que equipes técnicas do Brasil e do Paraguai voltarão a se reunir no fim de julho para avançar na estruturação do projeto, considerado estratégico para a logística hidroviária da América do Sul.

Como a hidrovia atravessa territórios do Brasil, Paraguai e Bolívia, a concessão depende do alinhamento entre os três países antes da publicação do edital.

Encontro técnico busca alinhar detalhes do projeto

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os dois governos reafirmaram o interesse em dar sequência ao processo de concessão e definiram uma nova rodada de negociações técnicas para este mês.

A decisão foi tomada após uma reunião bilateral realizada na semana passada durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em Assunção.

A expectativa é concluir os ajustes necessários no projeto para que o governo brasileiro possa avançar nas etapas regulatórias e administrativas que antecedem o lançamento do edital.

Primeiro leilão de hidrovias do Brasil

A concessão da Hidrovia do Rio Paraguai deverá marcar o primeiro leilão desse tipo realizado pelo governo federal, abrindo caminho para um novo modelo de gestão da infraestrutura de navegação interior no país.

O projeto é considerado uma das principais iniciativas da agenda nacional de hidrovias e tem como objetivo ampliar a eficiência do transporte de cargas pelo modal hidroviário.

Cronograma depende das negociações internacionais

De acordo com o planejamento apresentado pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, a previsão inicial era publicar o edital da concessão no segundo semestre de 2026, com a realização do leilão no primeiro semestre de 2027.

No entanto, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou no fim de junho que o cronograma poderá ser antecipado. Segundo ele, a intenção do governo é lançar o edital entre o segundo semestre deste ano e o início de 2027, desde que haja consenso nas tratativas com Paraguai e Bolívia.

Projeto é estratégico para a logística nacional

A concessão da Hidrovia do Rio Paraguai é vista como uma iniciativa capaz de fortalecer o transporte hidroviário, reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

Além de modernizar a infraestrutura de navegação interior, o projeto poderá servir de referência para futuras concessões de hidrovias em outras regiões do país, ampliando a participação da iniciativa privada na gestão desse modal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência FPA

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Logística

Hidrovia Paraná-Tietê fortalece integração regional e impulsiona a logística brasileira

Com aproximadamente 2.400 quilômetros de extensão navegável, a Hidrovia Paraná-Tietê desempenha papel estratégico no transporte de cargas e na integração econômica do país. Ligando importantes áreas produtoras do Centro-Oeste aos polos industriais do Sudeste e às conexões logísticas do Sul, a rota se consolidou como um dos principais corredores de desenvolvimento do Brasil.

Além de facilitar o deslocamento de mercadorias, a hidrovia contribui para a redução dos custos operacionais, amplia a competitividade dos produtos brasileiros e fortalece o comércio entre diferentes regiões e países vizinhos.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a expansão da navegação interior está alinhada a uma visão de integração regional, eficiência logística e sustentabilidade como pilares do crescimento econômico.

Estrutura conecta três regiões estratégicas

Localizada entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a hidrovia é composta principalmente pelos trechos HN-900, no Rio Paraná, e HN-913, no Rio Tietê. Sua área de influência alcança cerca de 76 milhões de hectares, abrangendo uma das regiões mais produtivas do território nacional.

Ao longo desse corredor logístico estão distribuídos 12 terminais portuários, além de diversos centros industriais, turísticos e de distribuição que se desenvolveram graças ao potencial da navegação interior.

Escoamento da produção nacional ganha eficiência

A relevância da logística hidroviária está diretamente ligada ao transporte de produtos essenciais para a economia brasileira. Entre as principais cargas movimentadas estão soja, milho, cana-de-açúcar, combustíveis e minério de ferro.

A hidrovia atende especialmente áreas produtoras dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, conectando essas regiões ao Porto de Santos e a outros mercados estratégicos. No sentido contrário, a estrutura facilita o abastecimento do interior do país e fortalece as relações comerciais com países do Mercosul.

Atualmente, o sistema atende 286 municípios localizados nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, reforçando sua importância para a movimentação econômica nacional.

Sistema integrado amplia a capacidade de transporte

Dos 2.400 quilômetros navegáveis, cerca de 1.600 quilômetros estão distribuídos pelos rios Paraná, Paranaíba e Grande, sob gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Outros 800 quilômetros percorrem os rios Tietê, Piracicaba e São José dos Dourados, administrados pelo Governo de São Paulo.

Ao longo do trajeto, um conjunto de eclusas permite superar os desníveis provocados pelas barragens existentes na bacia hidrográfica. Essa infraestrutura garante a continuidade da navegação e favorece a integração com outros modais de transporte, fortalecendo o Corredor Sudeste de Logística, um dos mais importantes do país.

Investimentos ampliam navegabilidade da hidrovia

A modernização da Hidrovia Paraná-Tietê também tem recebido investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional. Entre as principais intervenções está a obra de derrocamento do canal de Nova Avanhandava, no Rio Tietê, com conclusão prevista para agosto.

O projeto conta com investimento de R$ 293,8 milhões e prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de 16 quilômetros. A medida permitirá maior segurança operacional e a circulação de comboios maiores durante todo o ano, inclusive em períodos de seca.

De acordo com Tomé Franca, a obra representa um avanço estrutural para a logística nacional, contribuindo para a redução de custos e para o fortalecimento da competitividade brasileira por meio de um transporte mais eficiente e sustentável.

Já o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destaca que os benefícios ultrapassam o setor logístico. Segundo ele, melhorias na infraestrutura hidroviária também favorecem o abastecimento, ampliam a mobilidade e incentivam o desenvolvimento econômico em regiões que dependem dos rios como principal meio de acesso.

Papel estratégico para o crescimento econômico

Ao conectar áreas agrícolas, polos industriais, centros consumidores e estruturas portuárias, a Hidrovia Paraná-Tietê reafirma sua importância para o desenvolvimento do país. Mais do que uma rota de transporte, o corredor hidroviário se tornou um elemento fundamental para a integração regional, a expansão do comércio e o fortalecimento da economia brasileira nos mercados nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Hidrovia Verde fortalece logística sustentável e impulsiona desenvolvimento na Amazônia

A Hidrovia Verde vem se consolidando como um dos mais importantes projetos de infraestrutura hidroviária em andamento no Brasil. Com 1.602 quilômetros de extensão entre Manaus e a Barra Norte, na foz do Rio Amazonas, a iniciativa busca ampliar a eficiência logística, fortalecer o transporte aquaviário e promover o desenvolvimento sustentável em uma das regiões mais estratégicas do país.

Coordenado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto reúne ações voltadas à modernização da infraestrutura, segurança da navegação e gestão operacional, com foco no aumento da competitividade logística nacional.

Barra Norte é peça-chave para o escoamento da produção

Dividida em quatro trechos, a Hidrovia Verde tem na região da Barra Norte, localizada entre os estados do Amapá e Pará, um ponto fundamental para o transporte de cargas e a conexão com mercados nacionais e internacionais.

Integrante do chamado Arco Norte, corredor estratégico para exportações brasileiras, a hidrovia desempenha papel relevante no escoamento de produtos como grãos, minérios e combustíveis. O objetivo do projeto é ampliar a capacidade operacional da rota, garantindo mais segurança, previsibilidade e eficiência para a navegação.

Com aproximadamente 150 quilômetros navegáveis, a Barra Norte já se destaca como uma das áreas mais movimentadas do transporte hidroviário brasileiro. Estudos da Antaq apontam que o volume de cargas na região poderá superar 170 milhões de toneladas até 2035.

Brasil possui grande potencial para expansão das hidrovias

O país conta com mais de 40 mil quilômetros de rios com potencial para navegação, o que coloca o Brasil entre as maiores redes hidroviárias do mundo. O fortalecimento desse modal é visto como uma alternativa estratégica para ampliar a integração regional, reduzir custos logísticos e incentivar o crescimento econômico.

Nos últimos anos, os investimentos destinados ao setor ganharam força. Entre 2023 e 2025, os aportes chegaram a aproximadamente R$ 1,29 bilhão, valor significativamente superior aos R$ 716 milhões aplicados entre 2019 e 2022.

Os recursos têm sido direcionados para obras e serviços como dragagem de manutenção, sinalização náutica, melhorias na navegabilidade e modernização da infraestrutura hidroviária.

Novo modelo de gestão busca mais eficiência

Além das obras estruturais, o governo federal avança na implementação de um modelo de concessões para serviços hidroviários. A proposta prevê planejamento contínuo e gestão permanente das rotas navegáveis, aumentando a segurança das operações e a previsibilidade para transportadores e operadores logísticos.

Entre as medidas previstas estão o monitoramento constante dos canais de navegação, manutenção das condições operacionais dos rios, aprimoramento da sinalização e ações voltadas à segurança das embarcações.

A expectativa é criar um ambiente mais eficiente para o transporte aquaviário e estimular novos investimentos no setor.

Hidrovias contribuem para reduzir desigualdades regionais

Além dos benefícios logísticos, a expansão da infraestrutura hidroviária tem impacto direto sobre o desenvolvimento social e econômico das comunidades que dependem dos rios para transporte, abastecimento e mobilidade.

Ao melhorar a conectividade entre diferentes regiões, as hidrovias ampliam oportunidades de negócios, facilitam o acesso a serviços e fortalecem cadeias produtivas locais. Nesse contexto, a Hidrovia Verde é vista como um projeto capaz de combinar crescimento econômico, integração territorial e sustentabilidade ambiental.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Hidrovias do Mercosul ganham destaque em debate sobre integração logística e sustentabilidade

O potencial das hidrovias do Mercosul para impulsionar o comércio regional, ampliar a eficiência logística e promover a sustentabilidade esteve no centro das discussões do evento internacional realizado em Buenos Aires, na Argentina. O encontro reuniu representantes governamentais e empresários para debater investimentos, desafios estruturais e estratégias para fortalecer o transporte hidroviário na América do Sul.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou da abertura do “Diálogos Hidroviáveis Internacional”, realizado nos dias 17 e 18 de junho, reforçando a importância da integração regional por meio das vias navegáveis.

Hidrovias estratégicas para o escoamento da produção

Entre os principais temas do encontro estiveram as hidrovias Paraguai-Paraná e Tietê-Paraná, consideradas fundamentais para o transporte de produtos agrícolas, minerais e combustíveis.

Esses corredores logísticos desempenham papel essencial no escoamento de commodities como soja, milho, minério de ferro, cana-de-açúcar e derivados energéticos, fortalecendo a competitividade dos países do bloco econômico.

Durante sua participação, o ministro destacou a visão do governo brasileiro para o setor.

“Nossa visão para as hidrovias é de um futuro onde a integração regional seja a norma, onde a eficiência logística otimize o desenvolvimento econômico e onde a sustentabilidade seja uma diretriz permanente”, afirmou.

Investimentos e inovação no transporte hidroviário

A programação do evento contempla discussões sobre a ampliação dos investimentos privados em concessões de canais navegáveis, além da criação de mecanismos de financiamento voltados à modernização da infraestrutura hidroviária.

Também estão na pauta iniciativas para a formação de um fundo regional destinado ao desenvolvimento de embarcações sustentáveis, bem como ações de planejamento de longo prazo para aumentar a eficiência operacional das hidrovias.

Outro destaque são as rodadas de negócios e os debates sobre inovação tecnológica, que buscam aproximar investidores, operadores e fornecedores de soluções para o setor.

Modal hidroviário se destaca pela eficiência ambiental

A sustentabilidade aparece como um dos principais argumentos para a expansão do transporte hidroviário no Mercosul. De acordo com especialistas presentes no evento, o modal pode consumir até 80% menos combustível por tonelada transportada em comparação ao transporte rodoviário.

Essa característica contribui diretamente para a redução das emissões de carbono e para o fortalecimento de uma logística mais sustentável.

Para Tomé Franca, as hidrovias vão além da função de transporte.

“Além de uma rota de transporte, a hidrovia é um vetor estratégico para o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade ambiental e a coesão social”, destacou.

Brasil e Argentina fortalecem cooperação logística

Ainda durante a agenda oficial em Buenos Aires, o ministro participou de reunião com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glinternick Bitelli.

O encontro abordou iniciativas de cooperação bilateral nas áreas de portos, aeroportos e hidrovias, com foco na integração logística entre os dois países, troca de experiências e fortalecimento do diálogo institucional.

Porto de Buenos Aires recebe visita técnica

A comitiva brasileira também realizou uma visita técnica ao Porto de Buenos Aires, considerado o principal terminal portuário da Argentina e responsável por cerca de 60% da movimentação nacional de contêineres.

A estrutura movimenta aproximadamente 11 milhões de toneladas de cargas por ano e cerca de um milhão de contêineres, consolidando-se como uma das principais portas de saída das exportações argentinas. Entre os produtos escoados estão soja, milho, carne bovina, insumos industriais e bens de consumo.

Perspectivas para o futuro da logística sul-americana

A participação brasileira no encontro reforça a estratégia de modernização e expansão da infraestrutura portuária e hidroviária, considerada fundamental para ampliar o comércio exterior e fortalecer a integração entre os países do Mercosul.

A expectativa é que os debates e acordos construídos durante o evento contribuam para avanços concretos no setor, gerando novas oportunidades de negócios, empregos e desenvolvimento sustentável em toda a região.

Segundo o ministro, a meta é consolidar parcerias capazes de impulsionar uma logística mais eficiente e conectada entre os países sul-americanos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Fagundes/MPor

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Logística

Hidrovias do Norte fortalecem logística, abastecimento e integração de comunidades ribeirinhas

As hidrovias da região Norte desempenham papel estratégico na logística brasileira, garantindo o transporte de cargas, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e o escoamento da produção agrícola e mineral. Em muitos municípios da Amazônia, os rios seguem como principal — e, em alguns casos, único — meio de deslocamento de pessoas e mercadorias.

Além da importância econômica, o sistema hidroviário também é essencial para conectar populações isoladas a serviços públicos, assistência social e oportunidades de desenvolvimento regional.

Região Norte conta com quatro hidrovias estratégicas

Atualmente, a região possui quatro grandes hidrovias administradas pela Diretoria de Infraestrutura Aquaviária (DAQ), vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit):

  • HN-100 Rio Amazonas;
  • HN-117 Rio Madeira;
  • HN-132 Rio Solimões;
  • Hidrovia Tapajós/Teles Pires.

Esses corredores aquaviários ligam municípios, impulsionam o comércio e garantem maior eficiência no transporte de cargas pelo Norte do país.

Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a navegação interior ocupa posição central nas estratégias logística e ambiental do Brasil, ao reduzir impactos ambientais e ampliar oportunidades para populações ribeirinhas.

Rio Amazonas lidera movimentação de cargas na região

A Hidrovia do Rio Amazonas é considerada a principal rota de transporte hidroviário do Norte brasileiro. Com 1.646 quilômetros de extensão, ela responde por cerca de 65% da carga movimentada na região.

A via transporta aproximadamente 50 milhões de toneladas por ano e permanece navegável durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem. O trajeto conecta cerca de 70 terminais e atende aproximadamente 9,2 milhões de pessoas nos estados do Amazonas, Amapá e Pará.

Pela hidrovia circulam combustíveis, grãos, minérios, celulose, bauxita, caulim e diversos produtos regionais voltados tanto ao mercado interno quanto à exportação.

Rio Madeira impulsiona agronegócio brasileiro

Outra rota estratégica é a Hidrovia do Rio Madeira, fundamental para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste.

Com 1.060 quilômetros navegáveis entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), a via é utilizada principalmente para o transporte de soja, milho e açúcar. Além disso, garante o abastecimento de combustíveis e mercadorias essenciais para cidades ribeirinhas.

A hidrovia atende cerca de 781 mil pessoas e mantém operação regular ao longo de todo o ano.

Solimões e Tapajós ampliam integração regional

A Hidrovia do Rio Solimões também exerce papel relevante na mobilidade regional. Com extensão de 1.630 quilômetros, o corredor atravessa 87 municípios e conecta áreas dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima.

Além do transporte de passageiros, a rota facilita o acesso da população a produtos, serviços e atividades comerciais.

Já a Hidrovia Tapajós/Teles Pires conecta polos produtores do Centro-Oeste ao Rio Amazonas e ao Oceano Atlântico. Com 843 quilômetros de extensão, o corredor fortalece a competitividade logística nacional e reduz a pressão sobre outros modais de transporte.

Hidrovias garantem inclusão social e acesso a serviços públicos

Além da movimentação de cargas, as hidrovias também desempenham importante função social na Amazônia.

O trabalho do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e do Dnit permite a circulação de embarcações que levam serviços bancários, previdenciários e assistência social a comunidades isoladas.

Barcos da Caixa Econômica Federal e do INSS percorrem trajetos que podem durar até 28 dias, oferecendo abertura de contas, pagamento de benefícios, perícias médicas e orientações sociais.

Entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, mais de 645 mil pessoas foram atendidas por essas embarcações nos estados do Amazonas e Pará.

Transporte fluvial também apoia ações emergenciais

As hidrovias brasileiras ainda são fundamentais em ações de assistência e abastecimento durante períodos de seca extrema ou cheia severa.

Por meio dos rios chegam alimentos, medicamentos, combustíveis e iniciativas de segurança alimentar destinadas às populações ribeirinhas. O transporte fluvial também possibilita ações do CadÚnico, atendimento móvel do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e acompanhamento de comunidades tradicionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Marinha amplia calado na foz do Amazonas e fortalece logística dos portos do Arco Norte

A Marinha do Brasil autorizou o aumento do calado operacional no chamado “Arco Lamoso”, trecho estratégico localizado na foz do Rio Amazonas. A medida amplia a capacidade de navegação na região, melhora a segurança do transporte aquaviário e fortalece a competitividade dos portos do Arco Norte no comércio exterior brasileiro.

A mudança permite a circulação de embarcações maiores e com mais carga, aumentando a eficiência logística e reduzindo restrições operacionais em uma das principais rotas hidroviárias do país.

Novo calado amplia capacidade de carga dos navios

Com a atualização das condições de navegabilidade, o novo limite de calado passou para 11,85 metros em navios mercantes com cargas comuns e 11,65 metros para navios-tanque e embarcações que transportam cargas perigosas.

Os índices valem entre 1º de fevereiro e 15 de agosto de cada ano. Nos demais meses, os limites serão de 11,70 metros para navios mercantes e 11,50 metros para embarcações-tanque.

O “Arco Lamoso” é considerado o trecho mais crítico e raso da Barra Norte, localizada entre os estados do Pará e Amapá, com extensão aproximada de 45 quilômetros.

Região enfrenta desafios naturais para navegação

Segundo o diretor do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte (CHN-4), capitão de fragata Anselmo Vinicius de Souza, a navegação na foz amazônica exige monitoramento constante devido à intensa dinâmica hidrológica da região.

Entre os fatores que dificultam a navegação estão o encontro de diferentes massas de água, as mudanças sazonais provocadas pelos períodos de cheia e seca dos rios e a movimentação sedimentar do estuário amazônico.

Por isso, a realização contínua de levantamentos hidrográficos e atualizações cartográficas é considerada essencial para garantir rotas seguras.

Medida beneficia exportações brasileiras

A ampliação do calado deve gerar impactos diretos no escoamento de commodities produzidas nas regiões Norte e Centro-Oeste, aumentando a eficiência do transporte marítimo e reduzindo custos logísticos.

O corredor hidroviário do Arco Norte é estratégico para as exportações brasileiras, especialmente de grãos e minérios.

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os portos da região Norte registraram crescimento de 10,4% na movimentação de cargas em 2025, atingindo 163,3 milhões de toneladas — índice acima da média nacional.

Navios Panamax poderão transportar mais carga

Segundo a Marinha, o aumento do calado poderá representar um ganho significativo de capacidade para navios do tipo Panamax, embarcações projetadas para operar no limite das eclusas do Canal do Panamá.

A estimativa é que cada navio consiga transportar até 10 mil toneladas adicionais de carga, o que pode representar incremento de aproximadamente US$ 1 milhão por embarcação.

Marinha reforça segurança da navegação na Amazônia

Para viabilizar a mudança, a Marinha realizou levantamentos hidrográficos, monitoramento do leito do rio e análise da dinâmica sedimentar da região.

Ao todo, cerca de 110 quilômetros quadrados da Barra Norte passaram por sondagens para garantir a atualização segura dos parâmetros de navegação.

A atuação faz parte das atividades permanentes da Força Naval voltadas à segurança da navegação em águas brasileiras, incluindo produção de cartas náuticas e sinalização marítima.

Hidrovias ganham importância na logística brasileira

O fortalecimento do transporte hidroviário também é visto como alternativa para reduzir a dependência das rodovias no país.

Além de ser mais eficiente energeticamente, o modal aquaviário apresenta menor custo operacional e menor emissão de poluentes, especialmente no transporte de cargas de grande volume.

Na Amazônia, onde a infraestrutura rodoviária ainda é limitada, as hidrovias desempenham papel fundamental na integração regional e no desenvolvimento econômico.

Especialistas apontam que medidas como a ampliação do calado ajudam a tornar a matriz logística brasileira mais equilibrada, sustentável e competitiva.

FONTE: Agência Marinha de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Marinha de Notícias

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Logística

Rio Tapajós bate recordes e fortalece logística sustentável na Amazônia

O Rio Tapajós vem consolidando sua importância estratégica para a economia brasileira ao registrar recordes na movimentação de cargas e ampliar seu papel como corredor logístico da região Norte. Mesmo diante de períodos de seca moderada, a hidrovia manteve crescimento nas operações e reforçou a eficiência do transporte hidroviário como alternativa ao modal rodoviário.

O avanço da navegação no Tapajós fortalece o escoamento da produção agrícola nacional, especialmente de grãos oriundos do Centro-Oeste, além de garantir o abastecimento de cidades do oeste paraense.

Hidrovia do Tapajós registra crescimento de 14,3%

Dados do setor apontam que a Hidrovia do Rio Tapajós movimentou 16,8 milhões de toneladas em 2025, volume 14,3% superior ao registrado no ano anterior.

Um dos destaques foi a operação de comboios formados por até 36 barcaças, com capacidade para transportar aproximadamente 110 mil toneladas de carga. O modelo amplia a escala logística e reforça as vantagens ambientais da navegação fluvial.

Além da maior capacidade operacional, o transporte hidroviário apresenta menor índice de acidentes, redução no custo do frete e emissão significativamente menor de gases poluentes em comparação ao transporte rodoviário.

Soja e milho lideram movimentação de cargas

A movimentação de cargas no Tapajós é puxada principalmente pelos granéis sólidos, com destaque para soja e milho produzidos no estado do Mato Grosso.

A produção segue pela BR-163 até os terminais portuários de Miritituba, de onde é transportada por barcaças até os portos de Santarém e Barcarena para exportação ao mercado internacional.

Em 2025, soja e milho responderam por 88,4% da movimentação total da hidrovia. O período também registrou crescimento de 40% no transporte de petróleo e derivados, além de alta de 46,8% na movimentação de fertilizantes.

Primeiro bimestre de 2026 mantém ritmo acelerado

Nos dois primeiros meses de 2026, a hidrovia já transportou 2,38 milhões de toneladas de cargas.

Os grãos continuam liderando o fluxo logístico, representando 86% da movimentação total. Fertilizantes tiveram participação de 6,3%, enquanto os granéis líquidos responderam por 7,4% do volume transportado.

O avanço da atividade impulsiona investimentos na região. Atualmente, o Tapajós concentra 41 empreendimentos entre projetos, obras e operações em municípios como Itaituba, Santarém e Rurópolis.

Concessão deve ampliar segurança e eficiência da navegação

A concessão da hidrovia prevê melhorias estruturais para ampliar a confiabilidade da navegação. Entre os serviços previstos estão dragagem, derrocamento, balizamento e sinalização náutica.

O projeto também inclui investimentos privados em monitoramento tecnológico e inteligência fluvial, com foco em garantir maior segurança operacional e regularidade no transporte de cargas.

Segundo o governo, a gestão de longo prazo permitirá modernizar a infraestrutura aquaviária e fortalecer o diálogo com comunidades e setores envolvidos na atividade logística da região.

Transporte hidroviário reduz emissão de CO₂

O transporte por vias navegáveis emite cerca de 80% menos dióxido de carbono em comparação ao modal rodoviário, consolidando-se como uma solução mais sustentável para a logística nacional.

Além dos benefícios ambientais, a ampliação das concessões tende a reduzir custos de frete e melhorar a competitividade do transporte de cargas, fator que pode impactar diretamente no preço final de produtos transportados pela região.

A expectativa é que os investimentos transformem o Rio Tapajós em um eixo permanente de desenvolvimento econômico e social para o estado do Pará e toda a Amazônia.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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