Comércio Exterior

Novo corredor hidroviário da Amaggi em Roraima impulsiona escoamento de grãos e reduz custos logísticos.

Iniciativa estratégica fortalece logística agrícola em Roraima

Roraima inaugurou um importante corredor hidroviário para dinamizar o escoamento de grãos, marcando um avanço logístico para o agronegócio local. A nova Estação de Transbordo de Cargas (ETC) da Amaggi, instalada na Vila Vista Alegre, em Caracaraí, às margens do Rio Branco, iniciou suas operações com o primeiro embarque de soja produzido no estado.

Redução drástica na dependência do transporte rodoviário

A nova rota encurta significativamente o percurso que antes exigia o transporte rodoviário de 763 quilômetros até Manaus. Com a ETC, essa distância cai para apenas 155 quilômetros até Caracaraí, de onde a carga segue via hidrovia até o porto da Amaggi, em Itacoatiara (AM). No trajeto de retorno, a rota também será usada para trazer fertilizantes e calcário ao estado, promovendo ganhos logísticos e redução de custos para os produtores locais.

Economia de até R$ 80 por tonelada para produtores

Com um investimento de R$ 100 milhões e autorização especial da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a operação piloto da ETC deve movimentar entre 60 mil e 70 mil toneladas de soja. A estimativa é de uma economia de cerca de R$ 80 por tonelada, além de uma redução de até 74% no tráfego rodoviário de grãos, aliviando a infraestrutura viária e tornando o transporte mais eficiente e sustentável.

FONTE: Com informações da Amaggi.
TEXTO: Redação

Ler Mais
Comércio Exterior

Cabotagem no Brasil: BR do Mar impulsiona transporte hidroviário e reduz custos logísticos

Modal hidroviário ganha força com nova regulamentação.

O transporte por cabotagem, ainda subutilizado pelas empresas brasileiras, pode se tornar uma alternativa estratégica com a regulamentação do programa BR do Mar, oficializada em julho de 2025. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 29% das indústrias utilizam esse modal atualmente. Entre as que ainda não aderiram, 20% demonstram interesse, desde que haja melhorias na infraestrutura e redução de custos operacionais.

Potencial logístico ainda pouco explorado

Apesar da extensa costa e rede fluvial do país, a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transportes nacional, com forte concentração no setor de petróleo e derivados, que responde por 75% da movimentação. O estudo da CNI revela que 76% dos empresários que já utilizam o modal desconhecem o programa BR do Mar. Por outro lado, entre os que conhecem, 90% acreditam que a iniciativa pode trazer benefícios, principalmente na diminuição dos gastos logísticos.

O que é o BR do Mar?

Lançado em 2022, o BR do Mar tem como objetivo ampliar a oferta de embarcações e reduzir os custos logísticos no país. Com o Decreto nº 12.555/25, foram estabelecidas regras para que as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) possam afretar embarcações estrangeiras, conforme os critérios definidos pelo programa.

A cabotagem consiste no transporte de cargas entre portos do mesmo país, sem atravessar fronteiras internacionais. É uma alternativa ao transporte rodoviário, com vantagens como maior capacidade de carga, menor custo, segurança contra roubos e redução de impactos ambientais.

“O Brasil possui uma costa extensa, mas ainda explora pouco a navegação de cabotagem. Para a indústria, que movimenta grandes volumes, esse modal pode ser decisivo para aumentar a competitividade”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Desafios e oportunidades

A redução de custos é apontada como principal vantagem por 85% das empresas que já utilizam a cabotagem e por 70% das que ainda não aderiram. No entanto, infraestrutura portuária deficiente é vista como o maior obstáculo por quase 70% dos entrevistados.

Outros entraves incluem:

  • Incompatibilidade geográfica (45%)
  • Falta de rotas disponíveis (39%)
  • Tempo de trânsito elevado (15%)
  • Distância até os portos (15%)
  • Segurança do modal como diferencial (21%)

Os estados com maior interesse em ampliar o uso da cabotagem são Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%).

Cabotagem como vetor de competitividade e sustentabilidade

De acordo com Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI, o uso mais amplo da cabotagem poderia reduzir em até 13% os custos logísticos do Brasil. “O país ainda depende excessivamente do transporte rodoviário para longas distâncias. Equilibrar a matriz de transportes é essencial para a competitividade”, afirma.

O estudo mostra que empresas que utilizam o modal percorrem em média 1.213 km, enquanto as que não o utilizam cobrem 862 km. O uso da cabotagem cresce conforme o porte da empresa: 7% das pequenas, 22% das médias e 44% das grandes já adotam o modal.

Apesar da regulamentação, ainda faltam definições sobre contratos de afretamento de longo prazo e critérios para o conceito de embarcação sustentável. A CNI defende que a agenda ambiental seja integrada ao crescimento da cabotagem.

“O modal já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário. Precisamos de parâmetros equilibrados, que não inviabilizem o crescimento da indústria naval brasileira”, reforça Muniz.

A pesquisa da CNI ouviu 195 empresas de 29 setores industriais, abrangendo todas as regiões do país.

FONTE: Com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
IMAGEM: Foto Divulgação

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook