Especialista, O ESPECIALISTA

Gestão de frota: onde estão os custos que podem comprometer uma operação?

Em 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi que gerir uma frota vai muito além de controlar caminhões, rotas e manutenção.

É preciso entender onde estão os custos e como cada decisão interfere no resultado da operação.

Muitas vezes, o problema não está em um grande gasto, mas na soma de pequenas ineficiências que se repetem todos os dias.

O custo vai além do combustível

Combustível é um dos principais itens, mas está longe de ser o único.

Manutenção, pneus, disponibilidade dos veículos, tempo parado, quilometragem improdutiva e produtividade também precisam entrar na análise.

Uma frota pode estar rodando muito e, ainda assim, não ser eficiente.

Por isso, não basta saber quanto cada veículo custa. É preciso entender quanto ele produz e qual resultado entrega.

Manutenção também é gestão

Esperar um problema aparecer para agir pode sair muito mais caro.

A manutenção preventiva ajuda a reduzir paradas inesperadas e permite planejar melhor os custos e a disponibilidade dos veículos.

Um caminhão parado não representa apenas uma despesa de oficina. Pode significar atraso, perda de produtividade e impacto no atendimento ao cliente.

Produtividade precisa estar no radar

Também considero fundamental acompanhar a produtividade da frota.

Quantos quilômetros o veículo percorre? Quanto tempo fica parado? A capacidade está sendo bem aproveitada? Existe possibilidade de carga na volta?

Essas perguntas ajudam a encontrar custos que nem sempre aparecem claramente na planilha.

Eficiência não significa simplesmente gastar menos. Significa utilizar melhor os recursos disponíveis.

Olhar o todo faz diferença

Ao longo da minha trajetória, aprendi que uma decisão sobre um custo pode gerar impactos em várias outras áreas da operação.

Por isso, o gestor precisa conhecer os números, mas também entender a realidade por trás deles.

Foi vivendo a estrada e acompanhando a operação que aprendi a enxergar a frota não apenas como um conjunto de veículos, mas como parte estratégica do negócio.

Gestão de frota é acompanhar custos, indicadores, manutenção e produtividade para tomar decisões melhores.

Porque, na logística, cada quilômetro, cada parada e cada decisão impactam o resultado.

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

Imagem Ilustrativa: Magnific.com

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Especialista, O ESPECIALISTA

Por que conhecer a operação é um diferencial no comercial de logística

Ao longo de 30 anos trabalhando com transporte e logística, aprendi uma coisa que carrego comigo até hoje: não dá para vender bem aquilo que você não conhece.

Minha história começou na operação. Vivi a estrada, acompanhei de perto a rotina dos motoristas, conheci os desafios do transporte e, ao longo do caminho, passei por diferentes áreas até chegar à gestão.

Essa experiência mudou completamente a minha forma de enxergar o comercial.

Quando um cliente apresenta uma necessidade, eu não consigo olhar apenas para o preço ou para o serviço que está sendo solicitado. Penso no que existe por trás daquela demanda: é viável? Qual será o custo? Qual prazo podemos realmente cumprir? Existe uma alternativa melhor?

É aí que, para mim, o conhecimento operacional se transforma em um diferencial comercial.

Conhecer a operação é entender o custo

Quem está no comercial precisa saber que uma operação envolve muito mais do que o valor apresentado em uma proposta. Frota, combustível, manutenção, tempo, armazenagem, disponibilidade e produtividade são fatores que interferem diretamente no resultado.

Depois de tantos anos vivendo essa realidade, aprendi que o menor preço nem sempre representa a melhor solução. Às vezes, uma decisão aparentemente econômica pode gerar custos maiores lá na frente.

Prometer menos e entregar melhor

Também aprendi a respeitar os prazos.

Quem conhece a operação sabe que existem variáveis que não aparecem em uma planilha ou em uma negociação. Por isso, prefiro entender primeiro o cenário e apresentar ao cliente aquilo que realmente podemos entregar.

Para mim, confiança começa quando existe coerência entre o que foi vendido e o que a operação consegue executar.

Vender é entender para solucionar

Acredito que o comercial de logística precisa ir além da venda. Precisa fazer perguntas, ouvir o cliente e entender o problema antes de apresentar uma resposta.

Minha experiência na operação me ajuda justamente nisso: enxergar possibilidades, antecipar dificuldades e buscar soluções que façam sentido na prática.

Hoje, quando olho para minha trajetória, vejo que cada quilômetro percorrido, cada desafio operacional e cada etapa profissional contribuíram para formar a visão que tenho atualmente.

Eu não vendo aquilo que não conheço. Eu vivi a operação, conheço a estrada e entendo os desafios.

E é essa experiência que levo para o comercial: transformar conhecimento em soluções mais eficientes, realistas e adequadas para cada cliente.

Fábio Lins é profissional do setor de transporte e logística, com 30 anos de experiência e uma trajetória construída da operação à gestão. Formado em Gestão Comercial, atualmente, integra a Sigatrans Logística, aliando conhecimento prático, experiência em gestão e visão estratégica para o desenvolvimento de soluções logísticas eficientes.

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Logística

Summit Connect Infra debate futuro da infraestrutura no Brasil e destaca papel da logística no crescimento econômico

O avanço da infraestrutura no Brasil foi o foco central do 3º Summit Connect Infra, realizado na última segunda-feira (13), em São Paulo. O evento reuniu representantes do setor público, iniciativa privada e especialistas para discutir caminhos que permitam alinhar o desenvolvimento estrutural ao crescimento da economia.

Promovido pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) e pela Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), o encontro se consolida como um dos principais fóruns nacionais sobre logística, setor portuário e investimentos em infraestrutura.

Infraestrutura como base do desenvolvimento

Na abertura, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância estratégica da infraestrutura para impulsionar o comércio exterior e o desenvolvimento econômico. Segundo ele, o país precisa avançar com planejamento, segurança jurídica e parcerias para fortalecer o setor.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que o Brasil vive um momento favorável, marcado por um ciclo de investimentos em infraestrutura com forte presença da iniciativa privada. Ele reforçou que o papel do governo é garantir estabilidade regulatória e projetos consistentes.

Integração entre setores impulsiona soluções

O evento reuniu diferentes atores com o objetivo de destravar projetos e aumentar a eficiência da logística brasileira. Para o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa, presidente da FPPA, o diálogo entre os setores é essencial para avançar em temas como licenciamento ambiental e simplificação de investimentos.

O parlamentar também destacou a relevância do setor portuário, que já movimenta cerca de 1,4 bilhão de toneladas por ano, sendo peça-chave para a economia nacional.

Porto de Santos ganha protagonismo

Entre os temas debatidos, os acessos portuários e a competitividade no comércio exterior ganharam destaque. O Porto de Santos, maior da América Latina, foi apontado como estratégico para ampliar a presença do Brasil no mercado global.

Especialistas reforçaram que investimentos estruturantes são fundamentais para aumentar a eficiência operacional. Além disso, iniciativas voltadas à sustentabilidade e à descarbonização do transporte marítimo, como o uso de etanol, também foram discutidas como tendências para o setor.

Gargalos ainda desafiam crescimento

Apesar dos avanços, a falta de integração entre projetos de infraestrutura ainda é vista como um obstáculo. Representantes do setor privado alertaram que investimentos em acessos rodoviários e aquaviários precisam ocorrer de forma coordenada com os terminais.

Outro ponto crítico envolve limitações logísticas que podem restringir o crescimento, exigindo soluções rápidas para evitar impactos na competitividade.

Planejamento de longo prazo é essencial

O alinhamento entre poder público e iniciativa privada foi apontado como fator decisivo para o avanço da infraestrutura logística no país. Para lideranças do setor, o planejamento de longo prazo é indispensável para garantir continuidade aos projetos.

Além disso, a infraestrutura segue como um dos principais gargalos do Brasil, exigindo debates amplos e integração entre diferentes áreas para viabilizar soluções eficazes.

Diálogo como caminho para avanços

Ao longo do evento, foram debatidos temas como acessos aquaviários, o Plano Nacional de Logística e grandes obras de transporte. O consenso entre os participantes é que o Brasil precisa avançar com planejamento, segurança jurídica e integração de investimentos.

Nesse contexto, o Summit Connect Infra se consolida como um espaço estratégico para conectar governo, mercado e especialistas, transformando discussões em propostas concretas para o desenvolvimento do país.

FONTE: VTV News
TEXTO: Redação
IMAGEM: VTV News

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