Informação

Receita Federal publica nova edição da Revista de Estudos Tributários e Aduaneiros

A Receita Federal anunciou no domingo (22) o lançamento de uma nova edição da Revista de Estudos Tributários e Aduaneiros, publicação voltada à produção e disseminação de conhecimento nas áreas fiscal e aduaneira. A iniciativa reforça o papel da revista como um espaço de debate técnico e acadêmico, reunindo contribuições de especialistas, pesquisadores e servidores públicos do Brasil e do exterior.

Publicação acompanha transformações no cenário tributário

A nova edição chega em meio a importantes mudanças no ambiente econômico e fiscal do país. Entre os temas que influenciam o debate atual estão a Reforma Tributária, a crescente transformação digital e as novas formas de organização da economia, fatores que vêm impactando a atuação das administrações tributárias.

De acordo com a Receita Federal, a revista busca aproximar a experiência prática da gestão tributária e aduaneira da produção acadêmica, promovendo a troca de conhecimentos e a análise de desafios contemporâneos do setor.

Artigos abordam temas estratégicos para o setor fiscal

Os trabalhos publicados nesta edição exploram assuntos considerados centrais para o futuro da administração pública fiscal. Entre os destaques estão gestão de riscos, modernização aduaneira, modelos de conformidade tributária, inovação tecnológica e os impactos das mudanças econômicas sobre a arrecadação e o controle aduaneiro.

A temática da conformidade tributária recebe atenção especial. O conceito está relacionado à evolução dos modelos de fiscalização, cada vez mais voltados para a cooperação entre contribuintes e administração pública, incentivando o cumprimento voluntário das obrigações fiscais por meio de processos mais transparentes e eficientes.

Espaço para diálogo entre governo, academia e sociedade

A diversidade de estudos apresentados reforça a proposta da publicação de estimular o diálogo entre a Receita Federal, instituições acadêmicas e a sociedade. A iniciativa também busca ampliar a visibilidade de discussões técnicas sobre tributação e comércio exterior, contribuindo para uma melhor compreensão do papel do órgão no financiamento de políticas públicas e na proteção da economia nacional.

Além de fomentar o debate especializado, a revista incentiva a colaboração entre profissionais e pesquisadores, promovendo a troca de experiências e o desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades do país.

Conhecimento como ferramenta de modernização

Com o lançamento da nova edição, a Receita Federal reafirma seu compromisso com uma atuação baseada em conhecimento técnico, transparência e inovação. A proposta é utilizar a produção científica como instrumento para aperfeiçoar processos, apoiar decisões estratégicas e acompanhar as transformações em curso no sistema tributário e aduaneiro brasileiro.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

ANTAQ e Banco do Brasil firmam parceria para modernizar licitações portuárias

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e o Banco do Brasil formalizaram, na terça-feira (9), um Acordo de Cooperação Técnica voltado à modernização dos processos de licitações portuárias e projetos de infraestrutura. A assinatura ocorreu na sede da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI), vinculada à Casa Civil da Presidência da República, em Brasília.

A iniciativa busca ampliar o uso de soluções tecnológicas nos procedimentos relacionados a concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e demais certames públicos ligados ao setor aquaviário.

Projeto pretende ampliar transparência e inovação nos leilões

Com a nova parceria, a expectativa é fortalecer a transformação digital dos processos conduzidos pela agência reguladora, promovendo mais agilidade, transparência e segurança na realização de leilões e contratos de infraestrutura.

Durante a cerimônia, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou que a cooperação está alinhada às ações de desburocratização desenvolvidas pela agência.

Segundo ele, a credibilidade do Banco do Brasil e a relevância do setor portuário, que lidera o número de leilões de infraestrutura realizados no país, tornam a iniciativa estratégica para o aperfeiçoamento dos mecanismos de contratação pública.

Autoridades acompanharam assinatura do acordo

Além de Frederico Dias, participaram do evento o diretor Wilson Lima Filho, a diretora substituta Cristina Castro e o secretário especial de Licitações e Concessões da ANTAQ, Ygor di Paula.

A cerimônia também contou com a presença do secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, Marcus Cavalcanti, da gerente-geral do Banco do Brasil, Michele Alencar, e de representantes das duas instituições.

PPI atua na ampliação das parcerias entre governo e iniciativa privada

A cooperação integra o ambiente de atuação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado para estimular a participação da iniciativa privada em projetos estratégicos por meio de concessões, privatizações e outras modalidades de parceria.

A Secretaria do PPI presta apoio técnico aos ministérios e agências reguladoras responsáveis pela estruturação e execução dos projetos, com foco na atração de investimentos e no desenvolvimento da infraestrutura nacional.

A expectativa é que a parceria entre ANTAQ e Banco do Brasil contribua para tornar os processos de contratação mais modernos, eficientes e alinhados às demandas do setor portuário brasileiro.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: PPI

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Portos

Porto de Santos inaugura hub de inovação para impulsionar tecnologia e logística portuária

O Porto de Santos deu mais um passo rumo à modernização da cadeia logística com a inauguração do Hub de Inovação Armazém 7. O espaço foi apresentado oficialmente na sexta-feira (22), com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Instalado próximo ao Centro Histórico de Santos, o antigo armazém portuário possui área de 1.822 metros quadrados e será revitalizado para receber iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, startups, laboratórios, auditórios e projetos de inovação. A proposta também preserva as características arquitetônicas originais do imóvel.

Segundo o ministro, o novo hub representa um avanço importante para o fortalecimento da logística portuária, da qualificação profissional e da transformação digital no maior porto da América Latina.

Espaço terá realidade aumentada e experiências imersivas

O Hub de Inovação Armazém 7 contará com ferramentas interativas e tecnologias voltadas à experiência do visitante. Entre os recursos previstos estão ambientes de realidade aumentada, experiências imersivas sobre o universo portuário e visitas virtuais ao complexo santista.

O local também terá um minicentro de convenções, áreas de coworking e espaços destinados a universidades, organizações não governamentais e observatórios especializados em sustentabilidade, meteorologia e oceanografia.

Outra novidade anunciada é a criação de um ponto de apoio para visitas embarcadas pelo canal do porto, permitindo acesso organizado e seguro aos visitantes interessados em conhecer as operações portuárias.

Projeto busca transformar Santos em referência em tecnologia portuária

De acordo com o diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o objetivo é consolidar um modelo de porto inteligente, capaz de integrar infraestrutura e tecnologia para aumentar a eficiência operacional.

Ele destacou que o espaço será voltado ao compartilhamento de soluções inovadoras aplicadas ao setor e poderá servir de referência para outros portos brasileiros.

Universidade Mackenzie será responsável pela gestão do espaço

A administração do Hub de Inovação ficará sob responsabilidade da Universidade Mackenzie, que firmou contrato de R$ 7,5 milhões com a Autoridade Portuária de Santos. A instituição será encarregada da estruturação do projeto, integração do complexo portuário às iniciativas de inovação e definição do cronograma de atividades.

A expectativa é que o novo ambiente fortaleça o ecossistema de tecnologia portuária, incentive startups e contribua para o desenvolvimento sustentável do setor marítimo brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Negócios

IDB Lab Investirá no Innogen Delta I para Impulsionar Empreendedorismo e Transformação Digital na América Central

O IDB Lab, braço de inovação e capital de risco do Grupo BID, anunciou um investimento de até US$ 2,5 milhões no Innogen Delta I, o primeiro fundo de venture capital dedicado exclusivamente a startups da América Central, com foco especial em El Salvador, Guatemala e Honduras.

O fundo selecionará cerca de 25 startups de tecnologia para desenvolver soluções em setores estratégicos, como agtech, e-commerce, edtech e futuro do trabalho, fintech, healthtech, insurtech, logística e B2B SaaS. A iniciativa busca ainda diversificar a carteira de investimentos, destinando pelo menos 25% dos recursos a empresas lideradas por mulheres, promovendo equidade e aproveitando oportunidades de alto crescimento.

Apoio além do capital

Além do financiamento, o Innogen Delta I oferecerá suporte estratégico e consultoria de negócios, acesso a redes de mercado, auxílio na expansão para novos mercados e suporte em futuras rodadas de investimento.

O projeto também envolve capital doméstico significativo, proveniente de family offices regionais, que agregam experiência, visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento local. Essa combinação de investidores locais e internacionais visa fortalecer o ecossistema de venture capital na América Central, tornando-o mais sustentável, conectado e robusto.

Impacto econômico e inovação

O investimento do IDB Lab deve contribuir para geração de empregos, crescimento de negócios e digitalização de setores estratégicos no Triângulo Norte da América Central. A operação está alinhada à estratégia IDBImpact+, do Grupo BID, que busca ampliar o impacto do desenvolvimento econômico regional com base em conhecimento e inovação.

Com isso, o fundo também pretende ampliar o acesso a capital semente, fortalecer ecossistemas de inovação locais e capacitar gestores de fundos regionais focados em mercados emergentes.

FONTE: IDB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB

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Informação

Receita Federal moderniza Pedido de Ressarcimento de IPI com sistema online

A partir de 6 de fevereiro de 2026, os contribuintes já podem realizar o Pedido de Ressarcimento de IPI diretamente pelo sistema PER/DCOMP Web, sem necessidade de utilizar o antigo programa PGD PER/DCOMP.

A atualização permite ainda que pedidos retificadores sejam enviados pelo PER/DCOMP Web, mesmo quando o pedido original foi feito pelo PGD, tornando o processo mais simples, rápido e prático.

Vantagens do PER/DCOMP Web

Embora o PGD PER/DCOMP continue disponível, a Receita Federal recomenda o uso do sistema online, que oferece melhorias significativas:

  • Interface moderna e intuitiva, facilitando o preenchimento dos formulários;
  • Recuperação automática de dados da própria Receita Federal;
  • Consulta simplificada e geração de PDF dos documentos enviados;
  • Dispensa de instalação de programas no computador;
  • Maior agilidade, segurança e precisão no envio das informações.

Transformação digital na Receita Federal

A modernização do Pedido de Ressarcimento de IPI reforça o compromisso da Receita Federal com a transformação digital, proporcionando serviços mais eficientes e simplificando a vida dos contribuintes em todo o Brasil.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Tecnologia

Inteligência artificial no trabalho mais que dobra entre brasileiros, aponta LinkedIn

O uso de inteligência artificial no trabalho cresceu de forma acelerada no Brasil no último ano. Levantamento do LinkedIn mostra que a adoção de ferramentas baseadas em IA mais que dobrou entre 2024 e 2025.

De acordo com o Índice de Confiança do Trabalhador, pesquisa realizada com usuários da plataforma, o percentual de profissionais que utilizam recursos como ChatGPT, Gemini e Copilot saltou de 17% para 35% no período.

Ferramentas de IA ganham espaço na rotina profissional

O avanço indica que soluções de tecnologia e automação estão cada vez mais presentes no dia a dia corporativo. Entre os entrevistados:

  • 79% afirmam que produtos de inteligência artificial aumentam a eficiência no trabalho
  • 78% pretendem desenvolver novas habilidades em IA
  • 56% dizem receber apoio das empresas para ampliar conhecimentos na área

Os dados reforçam a consolidação da IA como ferramenta estratégica para produtividade e inovação nas empresas.

Aprender fazendo: a prática como diferencial

Para a especialista Cris Mendes, Top Voice da plataforma e CEO do Chiefs.Group, a adaptação à tecnologia passa, principalmente, pela experimentação.

Em entrevista ao LinkedIn, ela destacou que cursos e leituras são importantes, mas insuficientes diante da velocidade de transformação da IA. Segundo Mendes, a melhor forma de acompanhar as mudanças é utilizar as ferramentas no cotidiano profissional.

Na avaliação da executiva, o profissional do futuro precisa desenvolver capacidade de aprendizado ágil, baseada em trocas constantes e acesso a conteúdos objetivos.

O que os números revelam sobre o mercado

Os resultados da pesquisa apontam tendências claras no ambiente corporativo:

IA como vantagem competitiva
A expansão do uso demonstra que ferramentas digitais já integram processos em diferentes setores.

Aprendizado contínuo como estratégia de carreira
A maioria dos profissionais planeja investir em capacitação voltada à inteligência artificial e tecnologia.

Apoio das empresas
Mais da metade dos entrevistados relata incentivo corporativo para desenvolver competências ligadas à inovação digital.

Importância da prática
O contato frequente com plataformas de IA e a troca de experiências aceleram o domínio das ferramentas.

O cenário indica que a transformação digital deixou de ser tendência e se tornou realidade consolidada no mercado de trabalho brasileiro.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Logística digital deve crescer mais de 18% ao ano até 2030, aponta estudo

O mercado de logística digital segue em ritmo acelerado de expansão e deve registrar crescimento superior a 18% ao ano até 2030, impulsionado pelo avanço da transformação digital nas cadeias de suprimentos. A projeção consta no relatório “Infor Reports 2025 – Inovação na Logística 2025”, divulgado pela Infor Brasil, com base em estimativas do Grand View Research.

Transformação digital ganha espaço na gestão logística

O estudo indica que a maturidade tecnológica está cada vez mais presente na gestão do supply chain no Brasil. A adoção de soluções como WMS (Warehouse Management System), automação de armazéns, gestão da força de trabalho e ferramentas de planejamento estratégico tem sido decisiva para a modernização do setor.

De acordo com a Infor, o Brasil acompanha a tendência global, com previsão de alta de 23% nos investimentos em logística ainda em 2025. O movimento é impulsionado pela necessidade de maior eficiência diante da fragmentação das cadeias logísticas, acelerada pela expansão do e-commerce no país.

Logística deixa modelo reativo e ganha inteligência

Para o vice-presidente de Sales e Country Manager da Infor Brasil e South Latam, Waldir Bertolino, o setor vive uma mudança estrutural. Segundo ele, a logística nacional está migrando de um modelo reativo para uma operação baseada em dados, automação e inteligência estratégica.

“A maturidade tecnológica é um fator essencial para a competitividade das empresas em um mercado cada vez mais dinâmico”, destacou o executivo.

Desafios ainda limitam a digitalização plena

Apesar do avanço, o estudo aponta entraves relevantes. Um levantamento de 2023 da Fundação Dom Cabral, citado no relatório, mostra que a transformação digital no Brasil ainda é parcial para a maioria das empresas. Mais de 52% das organizações realizam apenas investimentos pontuais em tecnologia.

O cenário revela um mercado desigual, com empresas que avançam rapidamente na adoção de inovações e outras que enfrentam barreiras culturais e falta de profissionais qualificados. Dados do Instituto Semesp indicam que 18,9% dos profissionais formados em logística estão desempregados, evidenciando o desalinhamento entre formação acadêmica e demandas do mercado.

“Existe um descompasso entre as competências exigidas e a capacitação disponível. O desafio está em integrar tecnologia, processos e pessoas de forma contínua”, reforçou Bertolino.

Armazém do futuro enfrenta obstáculos

A segunda edição da pesquisa “O Armazém do Futuro”, realizada pela Infor com 51 empresas do setor logístico, também aponta desafios à digitalização dos armazéns. Entre os principais entraves estão o alto investimento inicial (71%) e a necessidade de requalificação das equipes (71%), além dos custos contínuos de manutenção e atualização tecnológica (61%).

Questões culturais também pesam: 51% das empresas citaram resistência à mudança por parte das lideranças, enquanto 37% apontaram dificuldades entre os colaboradores.

Ganhos de eficiência impulsionam a adoção tecnológica

Mesmo diante dos desafios, a digitalização é vista como um caminho estratégico para ganhos operacionais. Segundo a pesquisa, 78% dos participantes esperam redução de erros e retrabalho, e 63% destacam o acesso a dados mais confiáveis para tomada de decisão.

Outros benefícios incluem otimização das rotinas de trabalho (61%), maior precisão nos inventários (57%) e melhoria da experiência do consumidor (24%).

Inovação como processo contínuo

O relatório conclui que a maturidade tecnológica não representa um ponto final, mas um processo contínuo de evolução. Organizações que investirem de forma integrada em inovação, capacitação e tecnologia estarão mais preparadas para competir em um cenário global cada vez mais exigente.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agronegócio

Sebrae/SC consolida protagonismo no desenvolvimento econômico de Santa Catarina em 2025

O ano de 2025 marcou a consolidação do Sebrae/SC como um dos principais agentes de transformação econômica e social de Santa Catarina. Com atuação estratégica em todas as regiões do estado, a instituição impulsionou a diversidade produtiva, fortaleceu o empreendedorismo e ampliou o acesso à inovação, sempre alinhando crescimento econômico e inclusão social.

Ao longo do período, o Sebrae/SC promoveu uma ampla agenda de ações voltadas à transformação digital, ao fortalecimento das vocações regionais e à criação de um ambiente mais favorável aos pequenos negócios. No cenário nacional, a entidade encerrou o ano como uma das marcas mais valiosas do país, com valor estimado em R$ 33,9 bilhões, resultado que reflete sua relevância institucional e impacto econômico.

Atuação recorde e impacto em todo o estado

Somente em 2025, o Sebrae/SC realizou mais de 1,3 milhão de atendimentos, somou 311 mil horas de consultorias e promoveu mais de 3,6 mil eventos em Santa Catarina. Entre os destaques estão o Startup Summit, reconhecido como o maior evento de inovação e startups da América Latina, e o Delas Summit, que reuniu milhares de mulheres empreendedoras em Florianópolis.

Inovação como estratégia para o desenvolvimento regional

A inovação foi tratada como eixo estruturante das ações. O Programa Cidade Empreendedora ampliou sua presença e alcançou 167 municípios catarinenses, fortalecendo a gestão pública e os ambientes de negócios locais.

Na Grande Florianópolis, iniciativas ligadas à economia azul, gastronomia, turismo e tecnologia impulsionaram o ecossistema empreendedor. Programas de inclusão digital e capacitação em inteligência artificial alcançaram mais de 8,3 mil empreendedores, posicionando Santa Catarina como referência nacional em inovação aplicada.

Além disso, o Sebrae/SC promoveu conexões internacionais com missões empresariais para Argentina, Chile, China e Portugal, ampliando oportunidades de negócios e cooperação global.

Segundo Renato Campos Carvalho, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, “as ações tiveram impacto social relevante e contribuíram para o desenvolvimento territorial, sempre pautadas por valores como ética, cooperação e inovação”.

Inclusão social como pilar do desenvolvimento

A inclusão social esteve no centro das iniciativas. Um levantamento inédito mapeou 143 cooperativas e associações de catadores, o maior já realizado em Santa Catarina. A partir desse diagnóstico, 62 organizações receberam apoio direto para gestão e profissionalização, com destaque para Joinville, onde seis cooperativas passaram a integrar oficialmente a coleta seletiva.

Projetos como a Padaria Artesanal, em Balneário Camboriú, capacitaram pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto o programa Guru para Guri, em Blumenau, levou educação empreendedora a jovens e ao público 60+.

Para o diretor administrativo e financeiro do Sebrae/SC, Anacleto Angelo Ortigara, a presença da instituição é capilar: “Onde há um empreendedor, o Sebrae está presente, oferecendo apoio e soluções”.

Agronegócio ganha eficiência e competitividade

O agronegócio catarinense também recebeu atenção estratégica. No Extremo Oeste, o programa de Encadeamento Produtivo, em parceria com a Cooperoeste, elevou a produtividade e a qualidade na cadeia do leite. Na pecuária de corte, produtores receberam orientação em manejo, nutrição e genética.

Em conjunto com a Epagri, teve início o diagnóstico da ovinocultura regional, enquanto no Oeste o programa Conexões Corporativas, em parceria com a Aurora, atendeu mais de 3 mil propriedades, gerando ganhos expressivos de produtividade e redução de perdas. Já no Meio Oeste, projetos de economia verde avançaram com foco em descarbonização.

Grandes eventos fortalecem inovação e empreendedorismo feminino

O Startup Summit 2025 consolidou Santa Catarina como polo de inovação ao gerar R$ 350 milhões em intenção de investimentos e movimentar cerca de R$ 25 milhões na economia local. O evento reuniu 10 mil participantes presenciais e 24 mil online, com programação intensa e forte compromisso com sustentabilidade.

O Delas Summit, voltado ao empreendedorismo feminino, bateu recorde ao reunir 7,5 mil mulheres presencialmente e outras 10 mil online. O evento reforçou debates sobre acesso ao crédito, tema central do programa Acredita Delas, diante das desigualdades enfrentadas por mulheres empreendedoras.

Inteligência de dados e apoio à tomada de decisão

O Observatório de Negócios ampliou sua atuação com mais de 80 estudos publicados ao longo do ano, oferecendo dados estratégicos para empresários e gestores públicos. Pesquisas como o Retrato do Consumidor auxiliaram empreendedores na identificação de oportunidades e tendências de mercado.

Programas fortalecem startups e microempresas

Iniciativas como o Inova Startups, o Startup Weekend, o Programa Nascer e a Semana do MEI impulsionaram negócios em diferentes estágios. Destaque também para o Programa Lucra Mais, voltado à rentabilidade de micro e pequenas empresas, e para o Startup SC, que registrou aumento médio de 31,9% no faturamento das participantes.

“O empreendedorismo é um caminho concreto para reduzir desigualdades”, destaca Carlos Henrique Ramos Fonseca, diretor-superintendente do Sebrae/SC.

Expansão institucional, reconhecimento e inovação em dados

O Sebrae/SC ampliou sua presença territorial com novas regionais em Caçador e São Miguel do Oeste, fortalecendo o atendimento local. Também promoveu a etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que bateu recorde de inscrições e consolidou-se como a maior premiação do segmento no país.

A instituição também foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio ABEMD, graças ao projeto Data Persona – EPP, voltado à inteligência de dados e relacionamento com pequenas empresas. Além disso, recebeu destaque no programa Brasil Mais Produtivo pela otimização de processos industriais.

Economia criativa, moda e biodiversidade ganham protagonismo

A economia criativa avançou com o lançamento do Polo de Referência em Moda, em Florianópolis, fortalecendo a competitividade do setor. Já a exposição “Sinta o Sul – Bioma Mata Atlântica” movimentou o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, no Rio de Janeiro, com destaque para o desempenho de Santa Catarina em vendas e visibilidade.

Gestão de pessoas fortalece resultados

Em 2025, o Sebrae/SC conquistou o selo “Lugares Incríveis para Trabalhar”, reconhecimento da FIA que reforça o compromisso da instituição com um ambiente organizacional saudável, inclusivo e orientado ao desenvolvimento humano.

Para o diretor técnico Fábio Búrigo Zanuzzi, os resultados refletem a integração entre equipes e regionais: “Avançamos na eficiência, na redução de burocracias e no apoio às vocações regionais”.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: SEBRAE-SC/ND

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Tecnologia

Inteligência Artificial já está presente em 9 de cada 10 empresas, aponta estudo global

A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma realidade para a maioria das organizações. Atualmente, nove em cada dez empresas já utilizam algum tipo de tecnologia de IA, especialmente em áreas como marketing, atendimento ao cliente, desenvolvimento de produtos e operações. Apesar da ampla adoção, transformar essa inovação em valor econômico concreto ainda é um desafio.

Os dados constam do relatório The State of AI: Global Survey 2025, da McKinsey & Company, que ouviu cerca de dois mil executivos em mais de 100 países sobre a aplicação da IA nos negócios.

Apenas 39% veem retorno direto nos resultados

Segundo o estudo, somente 39% das empresas afirmam ter obtido impacto positivo direto nos resultados financeiros com o uso da IA. A maioria ainda mantém iniciativas pontuais e desconectadas, sem integração efetiva aos processos estratégicos e à estrutura central das organizações.

Esse cenário limita o potencial da tecnologia e reduz a capacidade de escalar soluções de forma consistente.

Integração e capacitação fazem a diferença

A análise da McKinsey mostra que empresas que tratam a Inteligência Artificial apenas como uma ferramenta isolada tendem a apresentar ganhos restritos. Em contrapartida, organizações que redesenham fluxos de trabalho, combinam automação com supervisão humana e investem em capacitação de equipes conseguem ampliar os benefícios da tecnologia.

A integração da IA aos processos decisórios e operacionais é apontada como fator-chave para gerar resultados sustentáveis.

Modelos híbridos superam automação total

O relatório também chama atenção para os riscos da automação excessiva. A delegação irrestrita de tarefas cognitivas a sistemas inteligentes pode comprometer a qualidade das decisões e enfraquecer competências humanas essenciais, como pensamento crítico, julgamento contextual e criatividade.

Os melhores desempenhos, segundo o estudo, estão associados a modelos híbridos, nos quais a IA atua como apoio às pessoas, potencializando capacidades humanas em vez de substituí-las.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística, Portos, Tecnologia

Como a IA está transformando portos, rotas e operações globais

No cenário global atual, a Inteligência Artificial já não é mais tendência: é realidade — e vem transformando profundamente a logística internacional, a gestão portuária e a forma como empresas se posicionam no comércio exterior. Para entender melhor esse movimento e seus impactos no Brasil e no mundo, conversamos Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência. Mariana atua estrategicamente na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram expertise técnica e tecnologias de ponta — como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital — transformando dados em decisões estratégicas e ampliando os resultados internacionais de empresas brasileiras. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador.

A seguir, confira a entrevista completa:

Como a IA está revolucionando a logística internacional?
Mariana – A IA permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para prever atrasos, otimizar rotas, simular custos de frete e antecipar gargalos portuários. Com base em big data e variáveis climáticas, o sistema define o modal mais eficiente, reduz o tempo de trânsito e aumenta a precisão nas entregas. Isso eleva a competitividade das empresas e reduz perdas operacionais.

Quais portos já utilizam tecnologia de ponta?
Mariana – Alguns portos já adotam soluções de automação integradas a sensores IoT e sistemas de IA. Essas tecnologias monitoram o fluxo de carga em tempo real, ajustam o agendamento de atracações e reduzem tempos de espera. No Brasil, a digitalização portuária ainda avança de forma desigual, mas projetos de integração de dados logísticos com sistemas aduaneiros já estão em expansão.

O Brasil está preparado para essa transformação?
Mariana – O país apresenta avanços importantes, especialmente nos portos do Sudeste, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e interoperabilidade entre sistemas privados e públicos. A transição depende de investimentos em conectividade, automação e padronização de processos logísticos. Consultorias técnicas ajudam empresas a adaptar-se a esse novo ambiente operacional.

Como consultorias especializadas podem apoiar?
Mariana – Consultorias qualificadas atuam na análise de cadeias logísticas, seleção de rotas ideais e identificação de regimes tributários e portuários mais vantajosos. Utilizando IA, elas processam dados históricos de embarques, custos e tempos de trânsito para recomendar soluções personalizadas. Esse suporte técnico reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações.

Quais desafios tecnológicos ainda persistem?
Mariana – Os principais desafios incluem a integração de sistemas legados, segurança cibernética e escassez de profissionais capacitados em análise de dados logísticos. A fragmentação de informações entre armadores, terminais e agentes de carga impede o pleno uso da IA. Superar essas barreiras exige alinhamento entre governo, empresas e operadores logísticos.

Que impacto isso traz para o profissional de comércio exterior?
Mariana – O perfil do profissional está mudando radicalmente. Ele precisa dominar análise de dados, interpretar métricas logísticas e compreender o funcionamento de sistemas automatizados. O conhecimento técnico tradicional continua essencial, mas deve ser complementado com competências digitais e visão sistêmica de toda a cadeia de suprimentos.

Por que se manter atualizado é essencial?
Mariana – A velocidade das inovações tecnológicas torna a atualização contínua indispensável. Mudanças em protocolos aduaneiros, softwares logísticos e regulamentações exigem aprendizado constante. Profissionais desatualizados perdem competitividade, enquanto aqueles que dominam novas ferramentas ampliam sua relevância estratégica nas empresas que atuam no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO / DIVULGAÇÃO EXON TRADE

IMAGEM: ILUSTRATIVA FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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