Segurança

Roubos de carga no Rio de Janeiro concentram 53% dos casos no Brasil

O Rio de Janeiro concentra 53% dos roubos de carga registrados no Brasil nos oito primeiros meses deste ano, segundo dados consolidados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Apesar da redução no número de ocorrências nos últimos meses, o impacto financeiro do crime aumentou significativamente.

De acordo com o Sindicarga, cerca de R$ 201,1 milhões em mercadorias foram roubados no estado no período. O montante representa uma alta de 39% em relação aos R$ 144,4 milhões registrados nos oito primeiros meses de 2025.

Número de roubos de carga está em queda

Levantamento da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Polícia Civil (DRFC) aponta 2.084 ocorrências no Rio neste ano.

A curva começou a cair depois de março, mês que registrou o maior número de casos, com 397 ocorrências. Em agosto, foram contabilizados 130 roubos, o menor resultado mensal de 2026 e também o menor número registrado para o mês em mais de duas décadas.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a redução está relacionada ao emprego de inteligência policial e à atuação integrada com a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal.

Os números, entretanto, variam conforme a fonte. Na base do Ministério da Justiça, o estado acumulava 2.566 ocorrências até agosto, acima dos 1.636 casos registrados em São Paulo.

Diferença nos dados gera questionamento

Para o presidente do Sindicarga, Filipe Coelho, a diferença entre as estatísticas do Rio e de São Paulo pode estar relacionada à ausência de um padrão único para classificar os roubos de carga.

Segundo ele, seria pouco provável que o Rio apresentasse um número tão superior ao de São Paulo, considerando que o estado paulista movimenta um volume maior de mercadorias.

O Sindicarga pretende levar ao Ministério da Justiça uma proposta para uniformizar a metodologia utilizada na contabilização das ocorrências.

Roubo de carga financia parte das atividades do tráfico

O diretor da DRFC, André Prates, afirma que o roubo de cargas no Rio representa uma fonte relevante de recursos para organizações ligadas ao tráfico de drogas.

Segundo o delegado, grupos criminosos fornecem armas, veículos de apoio e estrutura territorial para receber os caminhões e realizar o transbordo das mercadorias. Em contrapartida, recebem uma parcela do dinheiro obtido com a revenda dos produtos.

As quadrilhas também contam, em muitos casos, com redes de receptação já estruturadas. Isso permite definir previamente como e onde a mercadoria será distribuída.

Criminosos usam diferentes estratégias para escolher cargas

A forma de atuação varia conforme o grau de organização dos grupos.

Em alguns casos, os criminosos conseguem informações por meio de pessoas infiltradas em empresas fornecedoras ou responsáveis pelo monitoramento das cargas. Também há quadrilhas que observam pontos de parada e pernoite de caminhões ou utilizam olheiros nas principais rotas de transporte.

Outra estratégia ocorre quando o grupo aborda um caminhão sem saber exatamente qual mercadoria está sendo transportada. Depois de dominar os motoristas, os criminosos entram em contato com integrantes responsáveis pela operação para verificar se a carga interessa e indicar o destino dos produtos.

Medicamentos e cargas de maior valor entram no radar

Especialistas ouvidos pelo GLOBO apontam uma mudança no perfil das mercadorias procuradas pelos assaltantes.

Além de cargas maiores, que oferecem maior potencial de lucro apesar do risco elevado, os criminosos passaram a demonstrar interesse por produtos de alto valor agregado, como medicamentos.

Ainda assim, os alimentos continuam liderando as estatísticas da DRFC. A facilidade de distribuição e comercialização torna esse tipo de mercadoria especialmente atrativo para as redes criminosas.

Carga de laticínios foi avaliada em R$ 260 mil

Um caso ocorrido em 21 de maio ilustra esse tipo de ação. Um caminhoneiro aguardava para entregar uma carga de leite condensado e creme de leite em um mercado de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quando foi surpreendido por homens armados.

Segundo o relato prestado à polícia, os criminosos disseram que não pretendiam feri-lo e queriam apenas assumir o controle da carga.

O motorista foi levado para a Penha e permaneceu no local por algumas horas enquanto os assaltantes buscavam informações sobre o destino da mercadoria após o transbordo.

Durante o período, representantes da empresa responsável pelo gerenciamento de risco tentaram entrar em contato com o motorista, mas ele foi impedido pelos criminosos de atender às ligações.

Depois que toda a mercadoria foi retirada, o caminhoneiro foi levado de carro até a Cidade Alta, em Cordovil, onde acabou abandonado. O caminhão foi localizado posteriormente pela polícia, vazio. O carregamento roubado estava avaliado em mais de R$ 260 mil.

Reincidência chega a 94% entre réus analisados

Para o Sindicarga, um dos principais desafios no combate ao crime de roubo de carga no Rio está relacionado à reincidência.

A entidade analisou cem processos judiciais envolvendo esse tipo de delito nos últimos três anos. Entre os 168 réus avaliados, 158 já tinham antecedentes por outros crimes, o equivalente a 94% de reincidência, segundo o levantamento.

Filipe Coelho argumenta que o problema não estaria apenas na atuação policial. Na avaliação dele, a rápida saída de criminosos do sistema prisional contribui para a repetição dos delitos.

Quadrilhas passam a recrutar adolescentes

A DRFC também identificou outra mudança na dinâmica dos roubos de caminhões: o aliciamento de adolescentes para participar das abordagens.

De acordo com André Prates, os veículos de carga possuem sistemas de bloqueio que são acionados quando uma porta é aberta externamente durante o deslocamento.

Por isso, segundo o delegado, algumas quadrilhas passaram a utilizar adolescentes para facilitar a entrada nos caminhões pelas janelas. A estratégia permitiria uma abordagem mais rápida do que a realizada por adultos, devido às características físicas dos veículos.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Trafico

PF deflagra operação contra tráfico internacional de drogas no Porto de Paranaguá

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação Azimute para aprofundar as investigações sobre um esquema de tráfico internacional de drogas que utilizaria a estrutura logística do Porto de Paranaguá, no Paraná.

A apuração começou após a apreensão de aproximadamente 22 quilos de cocaína, realizada em novembro de 2025. A partir das informações obtidas naquele episódio, os investigadores avançaram na identificação de possíveis envolvidos e na dinâmica utilizada para o transporte da droga.

PF cumpre mandados em Paranaguá

Nesta nova etapa da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Paranaguá.

As ordens judiciais foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba e tiveram como objetivo reunir novos elementos para esclarecer a atuação dos investigados e a possível utilização da infraestrutura portuária no esquema.

Durante o cumprimento das medidas, os agentes localizaram aproximadamente 11,7 quilos de uma substância semelhante à cocaína, o que resultou em uma prisão em flagrante.

Veículo e dinheiro também foram apreendidos

Além da droga, a ação da PF resultou na apreensão de um veículo, dinheiro em espécie e outros materiais considerados relevantes para o andamento da investigação.

O material recolhido deverá ser analisado pelos investigadores para auxiliar na identificação de outros envolvidos e no esclarecimento das circunstâncias relacionadas ao tráfico de cocaína pelo Porto de Paranaguá.

A Operação Azimute dá continuidade às diligências iniciadas após a apreensão realizada em 2025 e busca aprofundar a apuração sobre a possível utilização da logística portuária para o transporte internacional de entorpecentes.

FONTE: Polícia Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Polícia Federal

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Trafico

K9 no combate ao tráfico de drogas ganha destaque em Itajaí

A atuação do K9 no combate ao tráfico de drogas tem se consolidado como uma das principais estratégias das forças de segurança em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O trabalho conjunto entre policiais e cães treinados tem garantido mais eficiência nas operações e fortalecido o enfrentamento ao crime.

Cães policiais ampliam eficiência das operações

Os cães que integram o grupo K9 passam por treinamentos específicos para identificar odores de substâncias ilícitas. Essa habilidade permite localizar drogas com rapidez e precisão, mesmo em situações de difícil acesso ou ocultação.

A presença dos animais nas abordagens contribui diretamente para o sucesso das ações, tornando o combate ao tráfico mais ágil e assertivo.

Treinamento rigoroso e atuação em campo

O preparo dos cães envolve técnicas avançadas de adestramento e condicionamento, garantindo alto desempenho nas operações. Desde a fase inicial até a atuação nas ruas, o trabalho é conduzido de forma integrada com os agentes de segurança.

Essa parceria entre humanos e animais é considerada estratégica para ampliar os resultados no enfrentamento ao crime organizado.

Tecnologia e inteligência animal como aliadas

O uso da inteligência animal aliado a métodos modernos de investigação tem proporcionado ganhos significativos nas ações policiais. Com o apoio do K9, as equipes conseguem realizar apreensões de forma mais rápida e com maior precisão.

A atuação do grupo reforça a importância de investir em soluções inovadoras no campo da segurança pública, especialmente no combate ao tráfico de entorpecentes.

FONTE: Tribuna do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NDTV

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Trafico

Novo cão de faro reforça fiscalização da Receita Federal em Viracopos

A Receita Federal apresentou um novo aliado no combate aos ilícitos no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Trata-se de Thor, um cão de faro da raça Border Collie, que passa a integrar as operações da Alfândega de Viracopos com foco em ações de fiscalização e repressão a crimes aduaneiros.

Com apenas dois anos de idade, completados em 27 de dezembro, o animal já demonstra elevado desempenho operacional e se destaca pelo preparo técnico e comportamento em serviço.

Inteligência e faro apurado como diferencial operacional

Reconhecido mundialmente por sua inteligência acima da média, o Border Collie vem ganhando espaço nas atividades de fiscalização aduaneira. No caso de Thor, atributos como disciplina, sensibilidade e alto nível de concentração chamam atenção.

O cão apresenta foco intenso durante as operações, rápida assimilação de comandos e um faro altamente preciso, características essenciais para o trabalho contínuo em ambientes complexos como aeroportos internacionais.

Sintonia entre cão e condutor aumenta eficiência

Outro ponto considerado estratégico é a forte conexão entre Thor e seu condutor. Essa relação de confiança e sintonia é determinante para garantir respostas rápidas, seguras e assertivas durante as abordagens e inspeções realizadas pela Receita Federal.

A leitura refinada do ambiente e a capacidade de manter a atenção por longos períodos tornam o cão um recurso valioso em operações que exigem precisão e agilidade.

Reforço no combate aos ilícitos e ao tráfico de drogas

Com esse conjunto de habilidades, Thor passa a atuar como um importante reforço no combate ao tráfico de entorpecentes e a outros ilícitos no comércio exterior. A chegada do novo cão de faro fortalece as ações da Receita Federal do Brasil na proteção das fronteiras, no controle aduaneiro e na segurança da sociedade.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Trafico

Receita Federal apreende mais de 2,3 toneladas de maconha em operação na BR-277

A Receita Federal em Ponta Grossa apreendeu cerca de 2,35 toneladas de maconha durante uma operação de combate ao contrabando e ao descaminho realizada na tarde desta sexta-feira (23). A ação ocorreu na BR-277, no trecho entre os municípios de Irati e Palmeira, na região dos Campos Gerais do Paraná.

A droga foi localizada em um caminhão semirreboque estacionado no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia.

Caminhão vinha da fronteira com o Paraguai

De acordo com a Receita Federal, o veículo já estava sendo monitorado pela equipe de seleção de alvos. Durante a abordagem, os servidores constataram a ausência do motorista, o que levantou suspeitas sobre a carga transportada.

Após a verificação, os agentes realizaram a abertura da lona dos semirreboques e encontraram 200 pacotes de substância análoga à maconha, totalizando mais de duas toneladas do entorpecente.

As informações preliminares indicam que o caminhão era proveniente da região da fronteira com o Paraguai, rota frequentemente utilizada pelo tráfico de drogas.

Droga e veículo serão encaminhados à polícia

A conferência e a contagem da carga ilícita foram feitas no próprio local da apreensão. Em seguida, tanto a droga apreendida quanto o veículo utilizado no transporte seriam encaminhados à polícia judiciária competente em Ponta Grossa, que dará sequência às investigações.

Combate ao crime organizado e proteção da sociedade

Em nota, a Receita Federal reforçou seu compromisso institucional no enfrentamento ao contrabando, ao descaminho e a crimes conexos, como o tráfico de drogas. O órgão destaca que essas ações contribuem não apenas para a proteção da economia nacional, mas também para o reforço da segurança pública e o cumprimento da legislação brasileira.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Notícias

Receita Federal apreende 405 kg de cocaína no Porto de Santos

Nessa segunda-feira, 17 de novembro, a Receita Federal frustrou a tentativa de envio ao exterior de 405 kg de cocaína através do Porto de Santos. A droga, escondida em um carregamento de treze toneladas de colágeno hidrolisado de origem bovina, foi interceptada durante operação realizada por equipes da Alfândega do Porto de Santos, da Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos e da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal em São Paulo. O destino da mercadoria seria o porto de Hamburgo, na Alemanha.

Seleção de cargas pela Receita Federal

Para a seleção de cargas, são utilizados critérios objetivos de gerenciamento e análise de risco, bem como a inspeção por imagens de escâner. Esse trabalho busca garantir a agilidade das operações do comércio exterior e, ao mesmo tempo, coibir a prática de ilícitos aduaneiros no complexo portuário santista. Outra ferramenta importante é a participação dos cães farejadores da Receita Federal. Durante a fiscalização dessa segunda-feira, 17 de novembro, cães de faro da Alfândega de Santos, da Alfândega de Viracopos e da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal em São Paulo estiveram presentes e sinalizaram positivamente para a presença de drogas. Atuar em diferentes ambientes faz com que os cães de faro possam aprimorar suas habilidades e aumentem sua eficiência na detecção de ilícitos.

Perícia e investigação a ser conduzida em inquérito policial

Após a confirmação da contaminação, a Polícia Federal foi acionada para os procedimentos de polícia judiciária da União e para realizar a perícia no local dos fatos, a fim de subsidiar a investigação a ser conduzida em inquérito policial.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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