Portos

China domina ranking dos portos mais movimentados do mundo em 2025

Um levantamento divulgado pelo Visual Capitalist, com base em dados da Lloyd’s List de 2025, mostra que a China segue na liderança entre os portos mais movimentados do mundo. O estudo utiliza como referência o TEU, unidade padrão empregada para medir o volume de contêineres transportados no comércio marítimo internacional.

De acordo com os dados, os 20 maiores portos globais movimentaram juntos 414,6 milhões de TEUs em 2024, resultado que representa crescimento de 7,1% em comparação com o ano anterior.

Ásia concentra maioria dos maiores portos do planeta

O levantamento evidencia o domínio asiático no setor portuário mundial. Dos 20 portos com maior fluxo de contêineres, 14 estão localizados na Ásia, reforçando a força logística e comercial da região.

Segundo a análise, esse protagonismo é resultado de décadas de investimentos em infraestrutura, expansão industrial e integração das cadeias de suprimentos asiáticas com o mercado internacional.

A presença massiva de portos asiáticos no ranking também acompanha o avanço econômico da região, impulsionado pelo crescimento do PIB e pela ampliação da conectividade marítima.

Comércio marítimo segue estratégico para a economia global

O estudo destaca ainda a importância do transporte marítimo para o abastecimento global e para o funcionamento das cadeias produtivas internacionais.

Rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, continuam sendo fundamentais para o fluxo de mercadorias e energia ao redor do mundo, evidenciando a dependência da economia global do comércio marítimo.

Além disso, o volume de movimentação nos portos é considerado um dos principais indicadores da atividade econômica mundial, refletindo tendências de consumo, produção industrial e comércio exterior.

Crescimento do tráfego portuário chama atenção

O avanço no número de TEUs movimentados em 2024 reforça a recuperação e a expansão do comércio internacional após períodos de instabilidade logística registrados nos últimos anos.

Para especialistas, o desempenho dos grandes portos internacionais continuará sendo decisivo para a competitividade econômica e para a eficiência das cadeias globais de distribuição.

FONTE: Portal Tela
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Tela

Ler Mais
Portos

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026

O Porto de Santos alcançou um novo recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026, com 452 mil TEU, representando um crescimento de 4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. TEU, ou Twenty-foot Equivalent Unit, é a medida padrão utilizada para contêineres.

O resultado reflete a resiliência do porto mesmo diante de condições climáticas adversas, com chuvas acima da média histórica, que impactam principalmente cargas sensíveis ao clima, como graneis vegetais.

Movimentação total e destaque por produtos

No total de toneladas, o porto registrou 13,17 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação a fevereiro de 2025. Apesar da queda de 12,6% nos embarques de soja (grãos e farelo), o desempenho foi compensado pelo crescimento de 46,8% nos embarques de açúcar, mantendo o resultado positivo.

O movimento de embarques apresentou leve retração de 1,7% em comparação a fevereiro do ano passado, totalizando 9,33 milhões de toneladas, enquanto os desembarques cresceram 5,9%, atingindo 3,84 milhões de toneladas, ante 3,62 milhões em 2025.

Acumulado do ano mantém tendência de crescimento

No acumulado do ano, o Porto de Santos também registrou números recordes na movimentação de contêineres, com 919,2 mil TEU, alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025, consolidando o melhor desempenho histórico para o primeiro bimestre.

Em termos de toneladas, o porto movimentou 25,9 milhões, contra 24,8 milhões em 2025. Os embarques somaram 18 milhões de toneladas, aumento de 4,5%, enquanto os desembarques totalizaram 7,9 milhões, crescimento de 5% no período.

Entre os destaques, os graneis líquidos tiveram aumento de 11,8% em relação ao primeiro bimestre de 2025, alcançando 3,2 milhões de toneladas, enquanto o adubo cresceu 4,8%, com 1,46 milhões de toneladas movimentadas.

Desempenho positivo mesmo com clima adverso

Apesar do clima desfavorável, o porto manteve o ritmo de crescimento, evidenciando a eficiência operacional e a capacidade de adaptação do complexo portuário mais movimentado da América Latina.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

Ler Mais
Portos

JBS Terminais avança para concessão definitiva do porto de Itajaí

Enquanto o mercado especula uma possível participação da JBS Terminais no leilão do Tecon 10, em Santos, a empresa mantém o foco voltado para Santa Catarina. O CEO da companhia, Aristides Russi Jr., afirma que qualquer decisão sobre Santos depende dos termos do edital, ainda não divulgado. No momento, a atenção está concentrada na operação do porto de Itajaí, onde a empresa atua há 14 meses sob concessão provisória.

Localizado às margens do rio Itajaí-Açu, o porto divide protagonismo regional com a Portonave, em Navegantes, terminal controlado pela TiL, braço da armadora suíça MSC.

Desempenho operacional e retomada rápida
Segundo Russi Jr., a JBS Terminais conseguiu recuperar a atividade do terminal em ritmo acelerado. Atualmente, o porto opera com dez linhas de navegação e atinge cerca de 93% do volume contratado.

O compromisso firmado prevê a movimentação de 44 mil TEUs por mês — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. De acordo com a empresa, a média atual gira em torno de 41 mil TEUs mensais, patamar próximo ao recorde histórico do terminal.

Ex-diretor da APM Terminals, antiga concessionária do porto, Russi Jr. destaca que parte da infraestrutura, como os portêineres, foi herdada da operação anterior, contribuindo para a retomada mais eficiente.

Histórico turbulento da concessão
O porto de Itajaí ficou cerca de um ano e meio sem operar após o fim do contrato com a APM. O processo licitatório enfrentou impasses, com desclassificação dos dois primeiros colocados. A empresa Mada Araújo, que obteve vitória judicial, assumiu a concessão, mas não chegou a movimentar cargas.

Posteriormente, com aval da Antaq, os direitos operacionais foram repassados à JBS Terminais, que iniciou a reativação do terminal. Para recuperar a confiança do mercado, a companhia investiu aproximadamente R$ 150 milhões.

Impacto econômico local
A operação emprega cerca de 600 trabalhadores, entre funcionários diretos e avulsos, com uma folha anual de aproximadamente R$ 50 milhões. A empresa também lidera a arrecadação de ISS no município, com cerca de R$ 7 milhões por ano.

Mesmo esperando concorrência no novo leilão, a JBS Terminais é vista como favorita à concessão definitiva. Dados do setor indicam que mais da metade dos leilões portuários realizados desde 2016 contou com apenas um proponente.

Questionamentos no TCU e posicionamento da empresa
O TCU analisou uma denúncia anônima relacionada à concessão, envolvendo metas de movimentação apresentadas pela Mada Araújo e suposto não pagamento de multas contratuais. A JBS Terminais afirma que atua em conformidade com todas as obrigações legais, que o tema já foi analisado pelo tribunal e que não há inadimplência.

Segundo a companhia, os volumes atuais já superam em 11% o melhor desempenho registrado antes da paralisação do porto, em 2022.

Desafios de infraestrutura e acesso
Apesar da recuperação operacional, o terminal enfrenta entraves estruturais. O calado médio do canal é de 13 metros, insuficiente para receber navios de grande porte, que exigem mais de 16 metros. A concessão do canal, dentro do programa de privatizações federais, é apontada como uma possível solução.

Limitações de espaço, dragagem deficiente e restrições operacionais obrigam manobras complexas das embarcações. Além disso, o acesso rodoviário preocupa o setor, com as BR-101 e BR-470 operando próximas ao limite de capacidade.

Para a empresa, a falta de infraestrutura viária adequada impacta diretamente a performance logística do porto e exige articulação com os governos estadual e federal.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Wolffenbuttel/JBS Terminais

Ler Mais
Transporte

MSC ultrapassa 7 milhões de TEUs e reforça liderança no transporte marítimo global

A Mediterranean Shipping Company (MSC) alcançou um feito inédito ao superar 7 milhões de TEUs em capacidade de frota, consolidando-se como a maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo. Segundo dados da Alphaliner, o marco foi atingido com a entrega quase simultânea dos navios “MSC Salerno” e “MSC Grace”, ambos da classe Neopanamax, com capacidade para 16 mil TEUs cada.

Expansão acelerada e consistente

Em apenas 15 meses, a MSC aumentou sua capacidade de 6 para 7 milhões de TEUs, um crescimento impulsionado principalmente por novas encomendas navais, que somaram 799 mil TEUs em 68 entregas. Mesmo sem incorporar navios megamax nesse período, a companhia adicionou 33 embarcações entre 14 mil e 16 mil TEUs, ampliando sua força na categoria Neopanamax.

O avanço também foi estimulado pelo mercado de afretamento. No mesmo intervalo, a MSC afretou mais de 50 navios, sendo metade por meio da renovação de contratos e a outra metade — cerca de 135 mil TEUs — através de novos acordos. Além disso, a empresa expandiu sua frota com aquisições de segunda mão, adicionando mais de 250 mil TEUs, embora parte desses navios já operasse sob contratos anteriores.

Segundo a Alphaliner, “a onda contínua de compras da MSC se traduziu apenas parcialmente em crescimento de frota”, já que parte das aquisições substituiu embarcações mais antigas.

Frota em renovação e baixo descarte

A rápida expansão da frota contrasta com a baixa taxa de reciclagem da MSC. Desde que atingiu 6 milhões de TEUs, apenas nove navios foram aposentados, todos de pequeno porte e construídos entre as décadas de 1980 e 1990. Com uma capacidade total de 17 mil TEUs, essas baixas foram praticamente compensadas pela entrega de um único navio Neopanamax, destaca o relatório.

Liderança global e domínio de mercado

Detendo mais de 21% da capacidade global de transporte de contêineres, a MSC ampliou sua vantagem sobre a Maersk para 2,4 milhões de TEUs. Sua frota atual, de quase 1.000 embarcações, supera a soma das frotas da Maersk (4,59 milhões de TEUs) e da Hapag-Lloyd (2,41 milhões de TEUs), consolidando uma liderança difícil de alcançar.

Apesar das comparações com a aliança Gemini Cooperation — formada por Maersk e Hapag-Lloyd —, a Alphaliner ressalta que a MSC opera de forma independente, fora das alianças tradicionais. Mesmo assim, sua presença nas rotas leste-oeste é considerada equivalente à das grandes coalizões marítimas.

Uma ascensão de meio século

Fundada em 1970, a MSC levou 37 anos para alcançar o primeiro milhão de TEUs, em 2007. Desde então, sua expansão tem sido exponencial, multiplicando esse número por sete em menos de duas décadas.

Com o novo recorde, a MSC lidera o seleto grupo das companhias que integram o chamado “clube do milhão de TEUs”, ao lado de Maersk, CMA CGM, Cosco, Hapag-Lloyd, ONE, Evergreen e HMM. Juntas, essas empresas concentram 80% da capacidade global de transporte marítimo, com uma frota total de 3.821 navios e 26,6 milhões de TEUs.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Portonave amplia cais e investe R$ 1 bilhão para receber maiores navios do mundo

A Portonave iniciou uma nova etapa das obras de adequação do cais, que agora avançam para o outro lado do terminal em Navegantes (SC). Após concluir mais da metade do projeto em setembro, a companhia segue com os trabalhos em ritmo acelerado, com previsão de entrega da segunda fase no segundo semestre de 2026, sem interrupções nas operações portuárias.

Com a conclusão da adequação, a Portonave deve ampliar sua capacidade de movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêiner), consolidando-se como um dos terminais mais eficientes do país. Além disso, o projeto promete reduzir emissões atmosféricas, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade. Reconhecida pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) por sua produtividade, a Portonave mantém o índice de 118 movimentos por hora, referência nacional em eficiência operacional.

Iniciadas em 2024, as obras contam com investimento 100% privado, no valor de R$ 1 bilhão. A ampliação prepara o terminal para receber navios de até 400 metros, entre os maiores em operação no mundo. O projeto também integra melhorias nos sistemas de operação e na modernização de equipamentos utilizados na movimentação de contêineres, fortalecendo a posição da Portonave como um dos portos mais tecnológicos do Brasil.

A Portonave celebrou 18 anos de operação nesta semana, consolidando uma trajetória marcada por inovação e crescimento. Atualmente, o terminal recebe embarcações de até 350 metros de comprimento. Nesta sexta-feira, está prevista a atracação do MSC Ellen, navio de 346,98 metros, um dos maiores já atendidos pela empresa. O recorde histórico do complexo foi registrado em 2020, com o APL Paris, do armador CMA CGM, de 347,4 metros.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook