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Novo terminal de Fortaleza terá foco na exportação de frutas refrigeradas

O Porto de Fortaleza, no Ceará, está prestes a ganhar um novo terminal de contêineres com foco na movimentação de cargas do agronegócio, especialmente frutas destinadas ao mercado internacional. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a modelagem do edital para o leilão do MUC04, projeto que representa a retomada, depois de cerca de 20 anos, da licitação de um novo terminal desse segmento no país.

A futura estrutura deverá ampliar a capacidade logística do porto e oferecer condições mais adequadas para o transporte de cargas refrigeradas, setor fundamental para a exportação de frutas.

Terminal receberá R$ 429 milhões em investimentos

O vencedor do leilão assumirá um contrato de arrendamento com duração de 25 anos e deverá investir aproximadamente R$ 429 milhões na implantação e modernização da infraestrutura.

Atualmente, a movimentação de contêineres no Porto de Fortaleza ocorre de maneira descentralizada e é amparada por um contrato de transição. As operações estão concentradas em uma área de aproximadamente 88 mil metros quadrados.

Com o novo arrendamento, o MUC04 passará a ocupar uma área contínua de cerca de 148 mil metros quadrados, o que permitirá reorganizar o espaço, melhorar o fluxo operacional e implementar estruturas mais eficientes.

Estrutura amplia capacidade logística do Ceará

A expansão deverá fortalecer a oferta de serviços portuários para a hinterlândia do Ceará — região que concentra a área de influência econômica e logística do porto e que alcança diferentes estados do Nordeste e do Centro-Oeste.

A expectativa é que a nova infraestrutura contribua para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das empresas e tornar mais eficiente o transporte da produção destinada aos mercados nacional e internacional.

Com capacidade projetada para movimentar até 360 mil TEUs por ano, o terminal também deverá gerar impactos no mercado de trabalho. A estimativa é de 379 empregos diretos, distribuídos entre atividades administrativas e operacionais.

Terminal será estratégico para exportação de frutas

O MUC04 será utilizado para movimentação e armazenamento de cargas conteinerizadas e terá importância estratégica para a logística regional.

Um dos principais focos está no escoamento da produção agrícola, especialmente de frutas. Esse tipo de carga exige cuidados específicos durante o transporte, já que a manutenção da temperatura adequada é essencial para preservar qualidade e validade até a chegada ao consumidor.

Por isso, a infraestrutura deverá contar com tomadas para contêineres refrigerados (reefer) e condições adequadas para garantir a eficiência da cadeia de frio.

A estrutura poderá facilitar o acesso de produtores e exportadores do Nordeste aos mercados internacionais, reduzindo etapas logísticas e aumentando a agilidade no embarque de produtos perecíveis.

Próximos passos do leilão

Após a avaliação das contribuições e recomendações apresentadas pelo TCU, o projeto seguirá para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A agência será responsável por dar continuidade aos procedimentos necessários para a realização do leilão do MUC04.

A expectativa é que a implantação do terminal represente um avanço na modernização do Porto de Fortaleza e amplie sua capacidade de atender às demandas do comércio exterior, principalmente em segmentos que dependem de infraestrutura especializada para cargas refrigeradas.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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TCU libera leilão do terminal de contêineres MUC04 em Fortaleza

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, na quarta-feira (2), a realização do primeiro leilão do governo para um terminal de contêineres. O ativo, identificado como MUC04, está localizado no Porto de Fortaleza (CE).

Antes da publicação do edital, porém, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) terão de atualizar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do projeto.

A revisão poderá alterar para cima as projeções de movimentação previstas para o terminal.

TCU determina revisão da capacidade do terminal

Entre as determinações feitas pelo tribunal está a revisão do fator de conversão entre TEU e unidade utilizado na modelagem do empreendimento.

A análise técnica do TCU apontou que o sistema responsável pelo embarque e desembarque de cargas tem capacidade dinâmica estimada em apenas 360 mil TEUs. Na avaliação dos técnicos, esse seria o principal gargalo operacional do terminal e o elemento que limita sua capacidade total.

O relatório atribui a restrição à combinação de mudanças nos indicadores de produtividade do cais, incluindo a redução da chamada prancha geral e o aumento do tempo morto.

Outro fator considerado determinante foi a redução do coeficiente de conversão de 1,87 para 1,73 TEU por unidade.

Mudança no coeficiente reduz capacidade projetada

Segundo a área técnica do TCU, a alteração do fator de conversão diminuiu a capacidade líquida do cais. Na prática, o parâmetro representa a quantidade de TEUs que pode ser obtida a partir dos movimentos físicos realizados pelos equipamentos de movimentação de contêineres.

Com o coeficiente menor, o fluxo operacional do terminal seria limitado antes que os demais subsistemas alcançassem seu potencial máximo.

O governo explicou ao tribunal que a mudança ocorreu após uma revisão das premissas utilizadas para definir o perfil de cargas esperado durante o período de vigência do contrato.

A nova referência adotada foi a média observada no complexo portuário de Fortaleza/Pecém, considerando a expectativa de que o futuro perfil de movimentação do MUC04 se aproxime da composição média das cargas atualmente registradas na região.

Histórico do Porto de Fortaleza gera questionamentos

A área técnica do TCU, no entanto, observou que os dados históricos do Porto de Fortaleza indicam um fator de conversão entre 1,85 e 1,90 TEU por unidade.

Para os técnicos, esses números representariam de maneira mais fiel as características observadas nas operações realizadas no porto.

Com a determinação do tribunal para revisar o fator de conversão, ANTAQ e MPor também precisarão reavaliar a estimativa de demanda considerada na modelagem do terminal.

MUC04 terá investimento próximo de R$ 300 milhões

Na versão do projeto analisada pelo TCU, o MUC04 prevê aproximadamente R$ 300 milhões em investimentos (Capex).

O empreendimento é menor do que outros projetos de terminais de contêineres que fazem parte da carteira de futuras concessões do governo.

Entre eles estão o Tecon 10, planejado para o Porto de Santos (SP), e o novo arrendamento previsto para o Porto de Itajaí (SC).

A autorização do TCU permite que o governo avance na preparação do leilão, mas a publicação do edital dependerá da atualização dos estudos determinada pela corte.

Ministros homenageiam Bruno Dantas antes da sessão

Antes do início da votação dos processos, os ministros do TCU prestaram homenagens a Bruno Dantas, que anunciou nesta semana sua saída do tribunal.

O presidente da corte, Vital do Rêgo, destacou a atuação de Dantas na criação da SecexConsenso, estrutura voltada à busca de soluções consensuais para questões envolvendo a administração pública, durante o período em que esteve à frente do TCU.

Vital do Rêgo também ressaltou a experiência de Dantas nas áreas de direito processual e administrativo e sua compreensão dos desafios enfrentados por gestores públicos.

Rodrigo Pacheco ocupará vaga no tribunal

Durante a sessão, os ministros também comentaram a indicação de Rodrigo Pacheco, atualmente senador, para ocupar a cadeira que será deixada por Bruno Dantas.

O nome de Pacheco recebeu aprovação do Senado Federal na terça-feira (1º) e da Câmara dos Deputados na quarta-feira (2).

A mudança abrirá uma nova etapa na composição do TCU enquanto o governo avança nos preparativos para o leilão do terminal MUC04.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: ANTAQ

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Tecon Santos 10 deve voltar ao TCU após ajustes no modelo de leilão

O projeto do Tecon Santos 10, futuro terminal de contêineres do Porto de Santos (SP), deverá ser submetido novamente à análise do Tribunal de Contas da União (TCU) antes da realização do leilão. A confirmação foi feita pelo secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil, Marcus Cavalcanti.

Segundo o secretário, alterações ainda em discussão na modelagem do certame devem levar o projeto de volta à Corte de Contas. É a primeira vez que a Casa Civil confirma publicamente essa possibilidade, já que, no início das discussões, o governo não considerava necessária uma nova tramitação no TCU.

Mudanças no projeto exigem nova análise

Após participar do evento Conexão ANPTrilhos 2026, Cavalcanti afirmou que o debate em torno do modelo do leilão do Tecon Santos 10 está “contaminado” e que será necessário apresentar novamente o projeto ao tribunal.

A posição está relacionada a uma decisão tomada pelo TCU em maio. A Corte determinou que mudanças promovidas pelo governo na estrutura de uma licitação exigem o reinício da tramitação e uma nova avaliação do órgão de controle.

Apesar disso, o secretário avalia que não será preciso refazer todas as etapas já realizadas. Uma das possibilidades é não promover uma nova audiência pública.

A necessidade de uma nova consulta, contudo, ainda depende de uma avaliação jurídica do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Governo prepara modelo de leilão aberto

A expectativa é que o formato definitivo do certame seja definido no começo de setembro.

Entre as recomendações que deverão ser apresentadas está a realização de um leilão aberto, permitindo a participação de armadores e sem restrições específicas para esse grupo.

O desenho em discussão também prevê apenas uma fase de disputa.

Outro ponto que deverá entrar na proposta encaminhada à Antaq é a definição de um prazo para eventual desinvestimento de empresas já presentes no Porto de Santos que tenham interesse em disputar o novo terminal.

Regra pode permitir participação de MSC e Maersk

Uma das alternativas analisadas pelo governo considera que uma empresa atualmente instalada no porto possa deixar de ser considerada incumbente caso venda seu ativo antes da realização do leilão.

A medida abriria a possibilidade de participação de empresas como MSC e Maersk, que são sócias da Brasil Terminal Portuário (BTP), também localizada no Porto de Santos.

A discussão busca conciliar a ampliação da concorrência no certame com as regras destinadas a evitar concentração no mercado de movimentação de contêineres.

Grupo de trabalho reúne Casa Civil e ministério

As regras do futuro leilão estão sendo discutidas por um grupo de trabalho formado por representantes da Casa Civil e do Ministério de Portos e Aeroportos.

Criado em julho, o colegiado tem a missão de consolidar a posição do governo sobre o modelo do certame. Até agora, foram realizadas três reuniões, e uma nova rodada de discussões está prevista para o início de setembro.

Depois de concluída essa etapa, a manifestação técnica deverá ser encaminhada à Antaq. Caberá à agência incorporar os ajustes necessários à modelagem e dar sequência aos procedimentos para a realização do leilão.

Tecon Santos 10 é estratégico para o Porto de Santos

O Tecon Santos 10 é considerado um projeto estratégico para aumentar a capacidade de movimentação de contêineres do maior complexo portuário do país.

A estrutura do terminal vem sendo debatida há meses e já passou por modificações diante das divergências relacionadas às condições de participação no futuro leilão.

Com a nova análise pelo TCU e a revisão da modelagem, o governo busca definir um formato que permita avançar com o projeto, ampliando a capacidade portuária e estabelecendo regras de competição para o novo terminal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Tecon Santos 10: AD Ports mira leilão e Emirados Árabes defendem disputa sem restrições

A AD Ports, um dos principais grupos de logística dos Emirados Árabes Unidos, avalia participar da disputa pelo Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para o Porto de Santos (SP). O empreendimento deve receber mais de R$ 6 bilhões em investimentos e aumentar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do maior complexo portuário da América Latina.

Segundo relatos obtidos pela CNN, o embaixador dos Emirados Árabes Unidos no Brasil, Sharif Essa Alsuwaidi, procurou integrantes do governo na semana passada para apresentar o interesse do grupo. Na ocasião, também defendeu que as companhias de navegação possam participar do futuro leilão.

AD Ports amplia presença no setor portuário

Controlada pelo fundo soberano de Abu Dhabi, a AD Ports possui 34 terminais portuários e capacidade para movimentar aproximadamente 12 milhões de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés — por ano.

A atuação internacional do grupo inclui operações em países como Egito, Congo, Paquistão, Angola e Bangladesh. Em 2022, a companhia adquiriu a armadora espanhola Noatum, sediada em Barcelona e responsável por operações marítimas em diferentes mercados. A empresa, porém, não figura entre as 20 maiores companhias de navegação do mundo.

No primeiro semestre, o grupo também concluiu a aquisição da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura), responsável por terminais de granéis sólidos nos portos de Santos e Itaqui (MA).

Leilão do Tecon Santos 10 enfrenta impasse

O projeto do novo terminal de contêineres em Santos é discutido desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e vem sendo adiado diante da falta de consenso sobre as regras de participação no certame.

Durante a análise da modelagem do Tecon Santos 10, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou impedir a participação de armadores. A preocupação é evitar a chamada verticalização portuária, situação em que empresas de navegação também passam a controlar terminais.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) seguiu a orientação e encaminhou diretrizes à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela preparação do edital.

Posteriormente, a Casa Civil pediu alterações na modelagem. Em nota técnica, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) defendeu um processo em etapa única e sem restrições à participação de atuais operadores de terminais em Santos — desde que, em caso de vitória, vendam seus ativos no porto — e de empresas de navegação.

Grupo de trabalho ainda não definiu regras

Para tentar solucionar o impasse, foi criado um grupo de trabalho encarregado de consolidar as orientações destinadas à Antaq e definir as condições do leilão.

O grupo completou um mês de funcionamento na sexta-feira (14), mas ainda não apresentou uma conclusão pública sobre o assunto.

Nesse cenário, a entrada da AD Ports acrescenta um novo elemento à disputa pelo Tecon Santos 10. Empresas como MSC, Maersk e Cosco já vêm acompanhando os preparativos para o leilão, embora a participação de armadores ainda dependa das regras que serão estabelecidas.

Disputa reúne operadores nacionais e estrangeiros

A ICTSI, das Filipinas, considerada a maior operadora independente de terminais de contêineres do mundo, também participa das movimentações que antecedem o certame. A JBS Terminais é outra empresa que acompanha o processo.

Nos Emirados Árabes Unidos, a DP World (DPW) já opera um dos três terminais de contêineres atualmente em funcionamento no Porto de Santos. A companhia, contudo, não pretende vender o ativo, condição necessária para que pudesse eventualmente entrar na disputa pelo Tecon Santos 10.

Procurada pela CNN, a embaixada dos Emirados Árabes Unidos não respondeu aos questionamentos sobre o assunto.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AD Ports

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TCU analisa contrato bilionário do Porto de Santos e pode suspender projeto da BTP

Um contrato de R$ 2,54 bilhões envolvendo a Brasil Terminal Portuário (BTP), empresa que opera um terminal de contêineres no Porto de Santos, está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Entre as possibilidades avaliadas pelos ministros está a adoção de uma medida cautelar para interromper o projeto até que os investimentos previstos sejam submetidos a uma auditoria independente.

Controlada pelos grupos Maersk e MSC, a BTP tornou-se alvo de questionamentos relacionados aos valores apresentados para as obras e equipamentos previstos no contrato de arrendamento.

A discussão faz parte de uma sequência de medidas do TCU envolvendo projetos da Autoridade Portuária de Santos (APS). No último dia 5, o tribunal também interrompeu outra iniciativa ligada ao porto: o aprofundamento do canal de acesso, que permitiria a operação de grandes navios porta-contêineres com maior capacidade de carga.

TCU questiona valores apresentados no contrato da BTP

Nos bastidores do tribunal, há integrantes que classificam como grave a possibilidade de sobrepreço no contrato do Porto de Santos. Um ministro ouvido sob reserva pela revista VEJA chegou a mencionar a suspeita de uma “fraude grotesca”.

O principal ponto de atenção está no orçamento apresentado pela empresa arrendatária. Segundo a análise em andamento, determinados valores estariam acima das referências de mercado e teriam sido posteriormente validados pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), responsável pela regulação do setor portuário.

O caso envolve o chamado EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental), documento utilizado para avaliar a viabilidade de grandes projetos de infraestrutura.

Além de estimar os custos e benefícios de um empreendimento, o estudo serve como uma ferramenta para que o poder público negocie contrapartidas e investimentos com empresas privadas.

Sobrepreço pode afetar avaliação de investimentos

A preocupação do TCU é que um EVTEA com valores superestimados possa alterar artificialmente os indicadores financeiros do projeto.

Na avaliação do tribunal, uma estimativa elevada para determinados investimentos pode modificar o fluxo de caixa previsto para a empresa e, consequentemente, reduzir a margem de negociação do governo para exigir melhorias ou novos investimentos em infraestrutura.

No caso da BTP, a própria Antaq já havia apontado sinais de preços elevados em diferentes itens do projeto. Entre eles estão guindastes para movimentação de contêineres, equipamentos destinados ao carregamento e descarregamento de caminhões, obras de ampliação do pátio e iniciativas de eletrificação de equipamentos.

Apesar dos alertas, a agência reguladora teria comparado os valores apresentados pela concessionária principalmente com informações fornecidas pela própria empresa, sem realizar uma checagem independente de todos os preços.

A auditoria do TCU questiona justamente esse procedimento e aponta que a Antaq não teria realizado uma verificação independente dos valores declarados pela arrendatária.

Investimentos podem ser reavaliados

Uma das hipóteses examinadas pelo Tribunal de Contas da União é a de que a projeção de despesas com bens de capital e custos de manutenção possa ter sido superestimada de maneira deliberada.

Nesse cenário, um orçamento artificialmente elevado poderia tornar os indicadores de viabilidade do projeto menos favoráveis. Isso, por consequência, poderia reduzir o espaço para discutir novas outorgas, contrapartidas à União e investimentos adicionais em infraestrutura.

Entre as possíveis melhorias afetadas por esse tipo de negociação estão obras de acesso rodoviário e a ampliação de áreas de cais público.

A BTP e a Antaq, porém, negam a existência de irregularidades no processo.

Antaq pode ter de refazer análise do projeto

Diante dos questionamentos, a agência reguladora poderá ser obrigada a revisar o projeto executivo em um prazo de até 120 dias e fazer uma nova avaliação dos custos apresentados pela empresa.

O caso também chegou ao Ministério Público junto ao TCU. O subprocurador Lucas Furtado solicitou a adoção de uma medida cautelar para suspender o andamento do projeto até que seja concluída uma auditoria independente sobre os investimentos previstos.

A eventual decisão do TCU poderá determinar novos cálculos e verificações antes que o contrato bilionário avance, colocando sob escrutínio os valores e as condições do projeto de expansão do terminal da BTP no Porto de Santos.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nelson Almeida/AFP

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Tecon Santos 10: APM Terminals e TiL articulam estratégia para disputar concessão no Porto de Santos

A APM Terminals e a Terminal Investment Limited (TiL) estão adotando uma estratégia para viabilizar a participação, de forma independente, na futura licitação do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para o Porto de Santos.

As duas empresas, controladas respectivamente pelos grupos Maersk e MSC, dividem atualmente o controle da Brasil Terminal Portuário (BTP), com 50% de participação para cada uma. Essa estrutura societária pode representar um obstáculo regulatório na disputa pelo novo terminal, já que ambas já possuem presença relevante no complexo portuário santista.

Plano prevê reorganização da estrutura da BTP

Para contornar esse cenário, as companhias apresentaram pedidos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) visando acelerar uma eventual alteração no controle societário da BTP.

A proposta prevê que, caso uma das empresas seja vencedora da licitação do Tecon Santos 10, a outra adquira integralmente sua participação na BTP, encerrando a sociedade existente entre os dois grupos no Porto de Santos.

Segundo informações divulgadas pelo Be News, a medida permitiria eliminar o vínculo societário entre concorrentes diretos e abrir caminho para que ambas possam participar do processo licitatório em igualdade de condições.

Cade poderá analisar operação em rito simplificado

Nos pedidos encaminhados ao Cade, APM Terminals e TiL defendem que uma eventual transferência de participação seja analisada por um procedimento mais ágil, argumentando que a operação envolveria apenas a reorganização do controle entre os atuais sócios da BTP, sem a entrada de novos investidores.

Caso a proposta seja aceita, as duas operadoras poderão permanecer aptas a disputar a concessão do novo terminal de contêineres.

Modelo da concessão levanta debate sobre concorrência

A estrutura definida para a licitação do Tecon Santos 10 vem sendo alvo de discussões relacionadas à concentração do mercado de movimentação de contêineres no Porto de Santos.

Como alternativa para preservar a competitividade, a Casa Civil estabeleceu que empresas já operantes no porto poderão participar da disputa, desde que assumam previamente o compromisso de alienar participações em outros terminais da região caso sejam declaradas vencedoras.

Antaq questiona eficácia da venda posterior de ativos

Apesar dessa solução, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) manifestou preocupação sobre a efetividade da medida.

Na avaliação da agência, permitir que grandes operadores disputem o certame condicionando a preservação da concorrência a uma venda futura de ativos pode não ser suficiente para evitar riscos de concentração no setor. O entendimento é de que mecanismos preventivos podem oferecer maior segurança para manter um ambiente competitivo na operação de terminais de contêineres.

A definição do modelo regulatório e concorrencial do Tecon Santos 10 segue como um dos principais temas em discussão antes da publicação definitiva do edital de concessão.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Santos Brasil moderniza operações com novo sistema no Tecon Imbituba

A Santos Brasil concluiu a implantação de um novo Terminal Operating System (TOS) no Tecon Imbituba, em Santa Catarina. A atualização faz parte da estratégia de modernização da companhia e tem como objetivo aumentar a eficiência das operações portuárias, melhorar a gestão dos fluxos de cargas e elevar os índices de produtividade do terminal.

A plataforma OPUS, desenvolvida pela sul-coreana CyberLogitec, substitui o sistema anteriormente utilizado e passa a gerenciar de forma integrada as atividades de pátio, gate, cais e movimentação de contêineres.

Novo TOS amplia eficiência operacional

Já utilizado nos terminais da empresa em Santos (SP) e Vila do Conde (PA), o OPUS reúne em um único sistema os processos de documentação, automação e controle das operações envolvendo cargas e embarcações.

Com a implantação da tecnologia, a expectativa é oferecer aos clientes mais agilidade, segurança, previsibilidade e maior qualidade nos serviços, além de otimizar o planejamento das operações diárias.

Segundo a diretora de Planejamento de Operações da Santos Brasil, Evelyn Lima, a chegada da plataforma ao terminal catarinense reforça o compromisso da empresa com a inovação.

“Após uma implementação bem-sucedida em outros terminais da Companhia, a plataforma chega à Imbituba para integrar tecnologias digitais, máquinas e pessoas, tornando a operação ainda mais conectada, eficiente e preparada para atender às demandas dos nossos clientes”, destacou.

Investimentos superam R$ 34 milhões

A implantação do novo sistema integra um plano de investimentos superior a R$ 34 milhões, destinado à modernização tecnológica do Tecon Imbituba.

O projeto contempla a substituição de softwares e equipamentos, melhorias na infraestrutura e ampliação da capacidade operacional. Com essa atualização, a empresa também passa a utilizar soluções digitais padronizadas em todos os seus terminais de contêineres.

Estratégia fortalece logística no Sul do Brasil

A modernização faz parte da estratégia da Santos Brasil para consolidar o Tecon Imbituba como uma opção logística ainda mais competitiva para empresas da Região Sul.

Entre as iniciativas recentes está a inauguração de um escritório em Caxias do Sul (RS), aproximando a companhia dos clientes da Serra Gaúcha e ampliando sua presença no mercado do Rio Grande do Sul.

A medida busca oferecer alternativas diante dos desafios enfrentados pelas empresas da região em relação a custos logísticos, prazos e previsibilidade das operações.

Nova rota marítima amplia oportunidades de exportação

Outro avanço importante foi a inclusão de uma nova linha marítima regular entre o Brasil e a Rússia.

Operado pela Alpha Shipping, o serviço Lam Service realiza escalas quinzenais no terminal e tem foco no transporte de cargas refrigeradas (reefers), fortalecendo a exportação de proteínas, frutas e outros alimentos perecíveis.

Além disso, a nova rota também deve impulsionar a importação de fertilizantes, insumo estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Terminal amplia conectividade internacional

Além da nova ligação com a Rússia, o Tecon Imbituba mantém outros três serviços marítimos semanais, oferecendo maior regularidade, flexibilidade e previsibilidade aos embarcadores.

Outro diferencial é a integração operacional com o Tecon Santos, permitindo que cargas movimentadas em Imbituba tenham acesso a uma ampla rede de conexões internacionais por meio do Porto de Santos.

Localização estratégica favorece operações

Localizado entre Curitiba e Porto Alegre e próximo de Florianópolis, o Tecon Imbituba possui acesso multimodal por rodovia, ferrovia e via marítima.

O terminal opera em um porto de águas profundas e protegidas, capaz de receber grandes embarcações sem limitações de calado ou interrupções provocadas pelas condições climáticas. As operações funcionam ininterruptamente, 24 horas por dia, durante todos os dias da semana.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 acumula oito adiamentos e amplia pressão sobre o Porto de Santos

O Tecon Santos 10, projeto considerado estratégico para ampliar a capacidade do Porto de Santos, continua sem previsão concreta de leilão. Desde que foi incluído na carteira de investimentos do governo federal, o empreendimento já teve o cronograma alterado oito vezes e poderá registrar um nono adiamento caso o certame não seja realizado até o fim de 2026.

Inicialmente, a licitação estava prevista para o primeiro trimestre de 2022, mas sucessivas mudanças no calendário impediram o avanço do projeto. Após passar pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o cronograma foi transferido para o final de 2022, depois para 2023 e, posteriormente, acabou suspenso com a mudança de governo.

Mudanças de governo e impasses adiaram o projeto

Entre 2023 e outubro de 2024, o megaterminal deixou de integrar as prioridades do governo federal e permaneceu sem evolução.

A proposta voltou à pauta após pressão de representantes do setor portuário, que defendiam a ampliação da infraestrutura de contêineres no maior porto da América Latina. A expectativa passou a ser de leilão no primeiro semestre de 2025, mas discussões sobre o modelo de concorrência, audiências públicas e a análise do processo pelo Tribunal de Contas da União (TCU) provocaram novos atrasos.

Posteriormente, solicitações da Casa Civil para mudanças nas diretrizes da licitação fizeram o cronograma ser novamente alterado. Apesar das dificuldades, o governo ainda trabalha com a previsão de realizar o leilão até dezembro deste ano.

Setor portuário cobra definição para ampliar capacidade logística

Os constantes adiamentos geram preocupação entre operadores e entidades do setor, que alertam para os impactos da falta de investimentos na movimentação de contêineres.

O Brasil não realiza leilões de novos terminais especializados nesse segmento desde 2016. No Porto de Santos, o último arrendamento de um terminal de contêineres ocorreu em 2013, área atualmente operada pela BTP. No mesmo período, a DP World iniciou operações no porto como terminal privado, sem passar por processo licitatório.

Especialistas afirmam que a infraestrutura atual já opera próxima do limite, situação que tem provocado desvio de cargas para outros portos brasileiros e reduzido a eficiência logística.

Exportadores apontam prejuízos causados pela falta de infraestrutura

Segundo representantes do setor exportador, a limitação operacional do Porto de Santos já afeta diretamente diversos segmentos da economia.

O diretor técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Eduardo Heron, afirma que o porto não consegue acompanhar o crescimento da produção agrícola nacional.

De acordo com o executivo, somente em 2025 o setor cafeeiro acumulou prejuízo logístico estimado em R$ 66 milhões devido à insuficiência de espaço para embarques. Atualmente, entre 75% e 80% das exportações brasileiras de café utilizam o terminal paulista.

Mesmo após uma safra recorde registrada em 2024, Santos respondeu por apenas 65% das exportações nacionais de café, o menor índice dos últimos anos.

Heron também destaca que, entre 2016 e 2025, as exportações de produtos agropecuários cresceram mais de 70%, enquanto a expansão da infraestrutura portuária não acompanhou esse ritmo.

Projeto passou por diversas reformulações

O empreendimento começou a ser estruturado em 2019 com o nome de STS10, integrando o plano de desenvolvimento da autoridade portuária.

Nos anos seguintes, o projeto alternou momentos em que seria licitado separadamente e períodos em que faria parte do processo de privatização do Porto de Santos, iniciativa que também sofreu sucessivos adiamentos e acabou sendo abandonada.

Durante esse período, um dos principais debates envolveu as regras de concorrência para evitar concentração de mercado entre grandes operadores de contêineres.

Novo modelo busca ampliar a concorrência

Com a retomada do projeto em 2024, o terminal passou a ser denominado Tecon Santos 10, numa tentativa de marcar uma nova fase da iniciativa.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) elaborou um modelo de licitação em duas etapas. Na primeira fase, somente empresas que ainda não operam terminais de contêineres em Santos poderiam disputar o empreendimento. Apenas na ausência de interessados seria aberta uma segunda etapa para os operadores já instalados.

O TCU autorizou o prosseguimento do processo, mas recomendou ampliar as restrições também aos armadores na fase inicial da disputa.

Posteriormente, a Casa Civil solicitou novos ajustes no modelo após questionamentos apresentados por empresas de navegação chinesas, provocando mais um adiamento do cronograma.

Prazo para o leilão ainda gera dúvidas

Apesar da previsão oficial de realizar o certame até o fim de 2026, integrantes do setor avaliam que o calendário poderá sofrer novo atraso.

Entre os fatores que alimentam essa possibilidade está a necessidade de eventual reanálise do processo pelo TCU, já que as alterações promovidas no modelo de arrendamento podem ser consideradas mudanças relevantes.

Além disso, a Antaq encaminhou recentemente um ofício ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Casa Civil solicitando esclarecimentos sobre as novas diretrizes da licitação, reforçando a percepção de que ainda existem pontos pendentes antes da publicação definitiva do edital.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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Logística

Terminal de contêineres em Aracruz terá capacidade de 1,2 milhão de TEUs e reforçará logística no Espírito Santo

A Hapag-Lloyd, por meio da sua divisão de terminais portuários, a Hanseatic Global Terminals (HGT), concluiu a aquisição de 50% de participação no projeto de construção de um novo terminal de contêineres em Aracruz, no Espírito Santo. O empreendimento será desenvolvido em parceria com o Grupo Imetame por meio da joint venture Hanseatic Global Terminals Aracruz S.A.

O novo complexo portuário integra a estratégia de expansão da infraestrutura logística brasileira e deverá ampliar a capacidade de movimentação de cargas no país.

Novo terminal deve iniciar operações em 2028

Com previsão de entrada em operação para meados de 2028, o terminal foi projetado para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, tornando-se um dos principais projetos portuários em desenvolvimento no Brasil.

A estrutura contará com um cais de 750 metros de extensão, profundidade operacional de 17 metros e equipamentos modernos para movimentação de contêineres. O terminal também estará preparado para receber navios de grande porte utilizados nas principais rotas marítimas internacionais.

Segundo a HGT, a nova instalação permitirá ampliar a conectividade logística da região e fortalecer os fluxos de comércio entre o Brasil e mercados globais.

Investimento amplia capacidade portuária brasileira

A chegada de um novo terminal de grande porte ocorre em um momento de crescimento da movimentação de contêineres nos portos brasileiros. Nos últimos anos, operadores do setor têm alertado para limitações de capacidade em importantes corredores logísticos do Sudeste.

Nesse contexto, o empreendimento em Aracruz surge como alternativa para absorver parte da demanda crescente de exportações, importações e operações de transbordo.

A expectativa é que a nova estrutura ofereça mais opções para embarcadores e contribua para reduzir a concentração de cargas nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.

Espírito Santo fortalece posição estratégica na logística nacional

Localizado no litoral norte capixaba, o terminal foi concebido para atuar tanto no atendimento ao comércio exterior quanto como hub de transbordo para serviços marítimos ao longo da costa brasileira.

O projeto reforça o protagonismo do Espírito Santo na atração de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e operações logísticas integradas.

A localização estratégica do estado, conectada a importantes corredores rodoviários e ferroviários que ligam o Sudeste, Centro-Oeste e Minas Gerais, tem impulsionado o interesse de investidores e operadores logísticos.

Especialistas avaliam que a necessidade de diversificação de rotas e a expansão das trocas comerciais internacionais devem aumentar a importância dos portos capixabas nos próximos anos.

Armadores ampliam presença na infraestrutura logística

A participação da Hapag-Lloyd no terminal de Aracruz acompanha uma tendência global observada entre grandes companhias marítimas. Cada vez mais, armadores buscam ampliar o controle sobre etapas estratégicas da cadeia logística por meio de investimentos em terminais portuários e centros de distribuição.

Empresas como MSC, Maersk e CMA CGM também vêm adotando modelos de integração vertical, fortalecendo sua atuação além do transporte marítimo tradicional.

A estratégia tem como objetivo aumentar a eficiência operacional, reduzir dependências de terceiros e garantir maior previsibilidade nas operações logísticas.

Novo terminal pode gerar benefícios para exportadores e operadores

Para exportadores, importadores, agentes de carga e operadores logísticos, a entrada em operação do terminal deverá ampliar a oferta de capacidade e atrair novos serviços marítimos para a região.

Além disso, o aumento da concorrência entre operadores portuários tende a contribuir para ganhos de eficiência e melhores condições operacionais.

O projeto também acompanha o crescimento da demanda impulsionada pelo agronegócio, pela indústria e pelo avanço do comércio eletrônico, setores que exigem cada vez mais agilidade e capacidade logística.

Quando estiver concluído, o terminal de Aracruz deverá integrar o grupo dos maiores empreendimentos voltados à movimentação de contêineres no país, consolidando o Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do Brasil.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 terá outorga bilionária e regras mais flexíveis para armadores

A Casa Civil encaminhou novas diretrizes para o leilão do Tecon Santos 10, futuro superterminal de contêineres do Porto de Santos (SP), considerado um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do país.

Em nota técnica elaborada pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o governo orienta o Ministério de Portos e Aeroportos a flexibilizar as regras de participação no certame e elevar o valor mínimo de outorga de R$ 500 milhões para R$ 1,044 bilhão.

O documento também libera a participação de armadores internacionais no processo de concessão, tema que vinha gerando forte debate entre empresas do setor e órgãos reguladores.

Armadores poderão disputar o terminal

A nova modelagem abre espaço para grupos de navegação marítima, como MSC, Maersk e Cosco, participarem da disputa pelo superterminal de Santos.

A medida altera o entendimento anterior que buscava restringir a presença de armadores para evitar a chamada verticalização das operações — situação em que uma mesma empresa controla tanto o transporte marítimo quanto a operação portuária.

Segundo a nota técnica do PPI, não foram identificados impedimentos concorrenciais ou regulatórios suficientes para barrar a entrada dessas companhias no leilão.

O texto afirma ainda que limitar a participação dos armadores poderia gerar ineficiências produtivas, econômicas e sociais para o setor portuário.

Operadoras atuais também poderão entrar na disputa

Outra mudança relevante envolve as empresas que já atuam no Porto de Santos. Pela nova orientação, operadoras atuais poderão participar diretamente do leilão do Tecon Santos 10.

No entanto, caso vençam a disputa, precisarão formalizar a venda definitiva de suas participações em outros terminais de contêineres localizados no porto antes da assinatura do novo contrato.

A proposta busca reduzir riscos concorrenciais e evitar concentração excessiva no mercado portuário.

Segundo o documento, caso a venda dos ativos não seja concluída, o governo poderá convocar o segundo colocado do leilão sem prejuízos ao processo.

Projeto prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos

O Tecon Santos 10 é tratado como estratégico para ampliar a capacidade logística do maior porto da América Latina.

O terminal deve receber investimentos superiores a R$ 6 bilhões e tem potencial para aumentar em cerca de 50% a movimentação de contêineres no Porto de Santos, que atualmente opera próximo do limite de capacidade.

A expectativa do governo é que o novo terminal ajude a reduzir custos logísticos e aumente a eficiência das operações portuárias brasileiras.

Cronograma do leilão sofreu atrasos

Inicialmente previsto para ocorrer no fim de 2025, o leilão acabou sendo adiado em meio às divergências entre empresas interessadas e discussões sobre o modelo regulatório.

Agora, o cenário mais otimista aponta para a realização do certame no segundo semestre de 2026, embora ainda exista a possibilidade de o processo ficar para 2027.

Empresas como ICTSI e JBS defendiam um modelo mais restritivo, com etapas separadas para entrada de novos operadores e atuais participantes do mercado.

Governo defende maior concorrência no certame

Na nota técnica, o PPI afirma que o governo federal não pretende favorecer novos participantes em detrimento das empresas já estabelecidas no setor.

O entendimento da Casa Civil é de que uma concorrência mais ampla pode aumentar as chances de selecionar operadores mais eficientes e competitivos para administrar o terminal.

O documento destaca ainda que o aumento da disputa tende a beneficiar a cadeia logística nacional, reduzindo custos e ampliando a capacidade operacional do comércio exterior brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

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