Tecnologia

Samsung fecha acordo de US$ 16,5 bilhões para fornecer chips IA a Tesla

Ações da empresa sul-coreana dispararam na bolsa de Seul após anúncio

A Samsung Electronics vai produzir chips de inteligência artificial (IA) para a Tesla no Texas (EUA), após fechar contrato multibilionário de US$ 16,54 bilhões, em uma grande conquista que fez a ação da maior empresa sul-coreana disparar em Seul.

O gigante da tecnologia disse em documento regulatório nesta segunda-feira (28) que o contrato – equivalente a 7,6% da receita total de 2024 oriunda de negócios que incluem smartphones, televisores e eletrodomésticos – terá vigência até o fim de 2033.

A Samsung não identificou o cliente, citando um acordo de confidencialidade que também manteve outros detalhes em sigilo.

O CEO da Tesla, Elon Musk, confirmou o acordo com a empresa coreana na rede social X, dizendo que as novas instalações da Samsung no Texas vão se dedicar a produzir o chip AI6, de próxima geração, para a montadora de veículos elétricos americana.

“É difícil expressar a importância estratégica disso”, destacou ele na postagem.

A Samsung atualmente produz o chip AI4, e a TSMC fabricará o chip AI5, segundo Musk. O chip AI6 será destinado a robôs humanoides, carros autônomos e centros de dados de IA.

“A Samsung concordou em permitir que a Tesla ajudasse a maximizar a eficiência da produção. Esse é um ponto crítico, pois participarei pessoalmente da supervisão para acelerar o ritmo do progresso”, disse Musk, em outra postagem.

A ação da Samsung saltou 6,83% na Bolsa de Seul nesta segunda-feira (28), fechando no patamar mais alto desde setembro do ano passado. Trata-se do maior ganho diário da ação em mais de oito meses. Fonte: Dow Jones Newswires.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Fonte: CNN Brasil

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Negócios

Apple fechará loja na China pela 1ª vez, mas planeja novas unidades no país

Sediada em Cupertino, nos Estados Unidos, a Apple mantém mais de 50 lojas na região conhecida como Grande China

A Apple anunciou nesta segunda-feira, 28, que fechará, pela primeira vez, uma loja de varejo na China. Em comunicado em seu site, a empresa informou que a unidade localizada no Parkland Mall, no distrito de Zhongshan, na cidade de Dalian, encerrará suas operações em 9 de agosto.

Sediada em Cupertino, nos Estados Unidos, a Apple mantém mais de 50 lojas na região conhecida como Grande China.

Outra loja em Dalian continuará operando normalmente. A Apple também planeja abrir uma nova unidade em Shenzhen no dia 16 de agosto, além de já ter inaugurado uma loja em Anhui em janeiro deste ano.

Segundo a Bloomberg, a companhia pretende abrir mais pontos de venda em Pequim e Xangai ao longo do próximo ano.

De acordo com o South China Morning Post, os funcionários da loja que será fechada poderão se transferir para outras unidades.

Fonte: InfoMoney

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Internacional

China divulga plano de ação para IA poucos dias após os EUA, enquanto a corrida tecnológica global se intensifica

A corrida tecnológica entre as duas maiores economias do mundo acaba de se intensificar.

No sábado, a China divulgou um plano de ação global para a inteligência artificial, pedindo cooperação internacional no desenvolvimento e regulação da tecnologia.

A notícia veio com o início da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, organizada pelo Estado, em Xangai, com um discurso de abertura do premiê Li Qiang. Segundo um comunicado oficial, ele anunciou que o governo chinês propôs a criação de uma organização global de cooperação em IA.

Dias antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um plano de ação americano para IA, que incluía apelos para reduzir o que chamou de viés “woke” nos modelos de IA e apoiar a expansão da tecnologia norte-americana no exterior.

“Dois campos estão começando a se formar agora,” disse George Chen, sócio do Asia Group e copresidente da área digital.

“A China claramente quer manter uma abordagem multilateral, enquanto os EUA querem construir seu próprio bloco, com foco direto no crescimento da China no campo da IA,” disse George Chen.

Ele observou que a China pode atrair participantes por meio da Iniciativa Cinturão e Rota, enquanto os EUA provavelmente contarão com o apoio de seus aliados, como Japão e Austrália.

Em seu discurso, o premiê Li enfatizou o plano “IA+” da China, voltado à integração da tecnologia em diversos setores, e afirmou que o país está disposto a ajudar outras nações com essa tecnologia, especialmente no Sul Global — termo que se refere de forma ampla a economias menos desenvolvidas, sobretudo países fora das esferas de influência dos EUA e da Europa.

Desde 2022, os EUA têm tentado restringir o acesso da China a semicondutores avançados usados no treinamento de modelos de IA. No início deste mês, a fabricante norte-americana de chips Nvidia informou que os EUA autorizaram a retomada das exportações para a China de um chip menos avançado, o H20, após uma pausa de aproximadamente três meses.

No entanto, a China vem desenvolvendo alternativas nacionais, que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, elogiou e descreveu como “formidáveis” neste mês, durante sua terceira visita ao país em 2025.

O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, se reuniu com o secretário do Partido em Xangai, Chen Jining, na quinta-feira, antes do início da conferência de IA, segundo um anúncio da cidade. Um representante de Schmidt recusou-se a comentar.

Fonte: CNBC

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Inovação

Empresa Lança Café “Mastigável” para Consumidores em Movimento

Conheça o Dry Brew, o café feito sem água para ser consumido em uma mordida, como um pedaço de barra de chocolate

Na feira Fancy Food Show, um dos maiores eventos de alimentos e bebidas gourmet e especiais dos Estados Unidos, realizada em Nova York no final de junho, um cartaz no estande da Dry Brew dizia “Café sem água”. John Schade, presidente e cofundador da empresa, afirma que a Dry Brew possui uma patente da “única versão mastigável de uma xícara de café no mundo”. Como uma barra, o conjunto da obra pode ser todo consumido, mastigado, como se fosse um pedaço de chocolate, sem precisar de nenhum preparo. Por exemplo, em um parque, no carro ou no transporte público.

Pablito De La Rosa foi o fundador da Dry Brew, um café mastigável em tamanho reduzido, e era um homem sempre com pressa, explica Schade. Por ser engenheiro mecânico e inventor, desenvolveu o produto sozinho, em sua garagem. O objetivo de De La Rosa ao criar a Dry Brew em 2018 era “tomar seu café e ter o efeito da cafeína enquanto dirigia, sem precisar parar e enfrentar fila em uma cafeteria”, diz Schade. Nada de esperar na fila do Starbucks ou Dunkin’. De La Rosa queria café instantaneamente. Mas a ideia é que tivesse o sabor clássico do café, diferente de balas e afins que já existem no mercado.

Hoje, os três filhos de De La Rosa são sócios da Dry Brew ao lado de Schade e dos parceiros Dan e Maddy Wyner, que estão trabalhando para escalar o negócio. A empresa também levantou recursos de forma privada, conta com um investidor-anjo, e os sócios detêm a maior parte do negócio, ainda que Schade prefira não entrar em detalhes sobre os percentuais.

Embora De La Rosa tenha recebido a patente de utilidade em 2018, ele começou a produzir o protótipo, mas o processo foi interrompido e demorou seis anos até ser concluído. O produto só chegou ao mercado há cerca de um ano.

Café mastigável para quem está com pressa

Schade descreve a Dry Brew como “feita com café de verdade. Pense nela como um Tootsie Roll, mas com a mesma cafeína e ingredientes de uma xícara de café”. A Tootsie Roll é uma marca clássica de bala mastigável com textura semelhante ao caramelo dos EUA.

A ideia não é substituir o hábito da maioria das pessoas de preparar seu próprio café fresco, diz Schade; porque mesmo ele aprecia preparar seu próprio café.

“Este produto é para os momentos em que as pessoas estão em movimento, como durante os preparativos para uma maratona. É uma forma nova de consumir energia do café”, afirma Schade.

Por enquanto, apenas um blend

A fórmula atual combina uma mistura de café com um creme não lácteo e um adoçante sem açúcar. Atualmente, oferece uma torra média, mas está em desenvolvimento uma linha com origens e torras únicas, todas em formato mastigável. Até o fim do ano, a empresa espera lançar novos sabores, como baunilha, caramelo salgado e mocha.

Atualmente, um pacotinho mono dose da Dry Brew custa US$ 2,50 (R$ 13,90 na cotação atual), e o site da empresa oferece pacotes com 15 unidades por US$ 37 (R$ 205,72). O produto tem validade de 14 meses. Cada porção contém 35 calorias. A produção é feita em Cumberland, no estado de Rhode Island, próximo a Providence, e a sede da empresa está localizada em Scituate, também em Rhode Island.

Clientes relatam a Schade que o sabor lembra seus cold brews preferidos, porque “não é amargo nem agressivo”. Ele reconhece: “Não estamos tentando substituir seu café coado perfeito”. O objetivo é oferecer “um pouco de sabor e energia enquanto você está em movimento”, diz. O produto facilita a vida do consumidor porque envolve “sem preparo, sem sujeira, sem espera. Basta colocar um na boca e seguir em frente, seja se você está atrasado ou no meio de uma escalada”, acrescenta.

A Dry Brew é vendida de várias maneiras: pela internet, em lojas selecionadas, lojas de equipamentos para atividades ao ar livre, academias, aeroportos e cafés. A maior parte da receita vem do atacado, mas Schade destaca que a empresa está ampliando as vendas diretas ao consumidor. A produção está sendo expandida para atender à demanda, caso consiga entrar em grandes redes de supermercados.

Até agora, a divulgação tem ocorrido principalmente por meio do boca a boca. No entanto, ele acrescenta que a empresa está se tornando mais ativa no TikTok e Instagram, além de participar de diversos eventos presenciais. A feira Fancy Food Show, por exemplo, permitiu que a Dry Brew entrasse em contato com várias redes nacionais de supermercados com mais de 1.000 lojas, embora nenhum contrato tenha sido fechado até o momento, além de distribuidores que podem gerar novos negócios.

Público-alvo: quem está sempre em movimento

Segundo Schade, o produto atrai principalmente “pessoas que precisam de energia enquanto estão em movimento, como atletas, estudantes, pais, militares, aventureiros e quem vive na correria”.

Daqui a um ano, ele espera que a Dry Brew seja uma marca conhecida nacionalmente, vendida em grandes redes de supermercados e com forte presença nas redes sociais.

Questionado sobre os três fatores-chave para o sucesso futuro da empresa, Schade aponta: a originalidade do produto; um produto com bom sabor e textura cremosa; e a melhoria do processo de distribuição e formação da equipe certa para alcançar grandes redes varejistas.

Fonte: Forbes

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Tecnologia

Receita usa inteligência artificial e amplia autuações por fraudes em importações

Fisco já aplicou mais de R$ 5 bilhões em autos de infração até outubro de 2024; eletrônicos e bebidas estão entre os setores mais visados

A Receita Federal aumentou o uso de inteligência artificial e cruzamento de dados para fiscalizar operações de comércio exterior.

De janeiro a outubro de 2024, o órgão aplicou mais de 3.200 autos de infração aduaneira, com valor total superior a R$ 5,3 bilhões em créditos tributários lançados.

Boa parte das autuações decorre de erros nas declarações aduaneiras. Informações imprecisas sobre mercadorias, valores, classificação fiscal (NCM) ou origem dos produtos levam ao enquadramento dos contribuintes.

Classificação incorreta

De acordo com a advogada Andrea Weiss, especialista em direito aduaneiro, muitos casos poderiam ser evitados com controle interno mais robusto.

“As principais inconsistências aparecem na descrição da mercadoria, na classificação fiscal, no valor declarado e na origem do produto. Muitas vezes, o problema começa com uma simples negligência nos processos internos”, afirma Weiss.

Práticas recorrentes continuam sob vigilância

Apesar do avanço tecnológico, práticas como subfaturamento, classificação indevida e simulação de operações seguem ocorrendo. Essas estratégias reduzem artificialmente a carga tributária, mas expõem empresas a riscos fiscais e reputacionais.

“O subfaturamento é usado para pagar menos imposto. A classificação incorreta busca alíquotas menores por meio de códigos NCM. Já a simulação ocorre quando o real importador não tem habilitação no sistema Radar da Receita”, explica Weiss. “São estratégias que colocam o contribuinte em situação de vulnerabilidade diante do Fisco.”

Cruzamento de dados para detectar fraudes

Com apoio de inteligência artificial, a Receita Federal analisa informações de sistemas como Siscomex, notas fiscais eletrônicas e bancos de preços internacionais. O objetivo é detectar padrões suspeitos e operações fora da curva com mais rapidez.

Essa abordagem tem reduzido a dependência da inspeção física e ampliado a capacidade de rastrear tentativas de fraude de forma automatizada.

Vinhos e eletrônicos

Os segmentos mais fiscalizados incluem eletroeletrônicos, cosméticos, confecções, bebidas e itens de alto valor agregado.

Andrea Weiss menciona casos em que empresas declararam vinhos importados da Argentina e do Chile com preços até 300% abaixo do valor real de mercado. Em outras situações, smartphones foram registrados como peças ou acessórios para reduzir a carga tributária.

Multas, apreensão e até processo criminal

As punições previstas em caso de infração incluem multas que podem ultrapassar 100% do valor aduaneiro da mercadoria, além de apreensão dos produtos, suspensão da habilitação no comércio exterior e responsabilização criminal dos administradores por crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica e contrabando.

Aderência ao OEA

Diante do aumento da fiscalização, empresas têm adotado medidas de compliance aduaneiro. O número de certificações no programa OEA (Operador Econômico Autorizado) cresceu mais de 20% em 2024, segundo a Receita.

“O compliance aduaneiro tem se tornado prioridade. As organizações estão treinando equipes, contratando consultorias especializadas e buscando adesão ao OEA, que oferece benefícios para quem demonstra estar em conformidade com as exigências legais”, observa Weiss.

Práticas preventivas

A advogada recomenda revisão periódica da classificação fiscal por profissionais qualificados, além da auditoria das informações declaradas.

“A classificação fiscal deve ser feita por profissionais qualificados e revisada periodicamente, sem depender exclusivamente da informação fornecida pelo exportador. Também é essencial garantir que todas as informações declaradas estejam corretas e bem documentadas. Acima de tudo, é preciso atuar com ética e transparência nas operações internacionais”, conclui Weiss.

Fonte: Carta Capital

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Tecnologia

Baterias usadas de carros elétricos viram fonte de energia para IA

Redwood Materials cria microrredes solares com baterias para abastecer data centers de Inteligência Artificial
Baterias que um dia equiparam carros elétricos estão sendo reaproveitadas em um cenário bem diferente: o abastecimento energético de centros de dados voltados à Inteligência Artificial (IA). A iniciativa é da Redwood Materials, uma das principais empresas americanas especializadas em reciclagem e reaproveitamento de baterias.

A companhia inaugurou recentemente uma nova divisão chamada Redwood Energy, voltada à construção de microrredes movidas a energia solar e compostas por baterias de veículos elétricos que ainda mantêm parte significativa de sua capacidade original. Em vez de seguir diretamente para a reciclagem, essas baterias são testadas e reaproveitadas em sistemas de armazenamento de energia para uso comercial.

O primeiro projeto da nova unidade foi instalado em Nevada, em um parque industrial próximo a Reno, e fornece energia para uma instalação da empresa Crusoe, que atua com mineração de criptomoedas e, mais recentemente, com data centers especializados em IA. A microrrede é abastecida por painéis solares e conta com capacidade de 64 megawatts-hora — suficiente para atender operações intensivas em computação com mínima dependência da rede elétrica convencional.

Segundo a Redwood, esse modelo oferece diversas vantagens. Além de evitar o descarte prematuro de baterias, as microrredes podem ser instaladas com rapidez, ajudam a reduzir as emissões de carbono e oferecem uma solução mais barata do que sistemas que utilizam baterias novas. A ideia é expandir o conceito para outros polos tecnológicos dos EUA, como Texas e Virgínia, regiões onde o número de data centers tem crescido em ritmo acelerado.

A empresa estima que mais de 100 mil veículos elétricos sairão de circulação este ano nos EUA, o que representa um volume expressivo de baterias potencialmente reaproveitáveis. A Redwood já tem material suficiente para criar microrredes com capacidade de 1 gigawatt-hora e trabalha no desenvolvimento de sistemas ainda maiores.

A demanda por energia no setor de tecnologia, especialmente com o avanço da IA, deve aumentar consideravelmente nos próximos anos. Um relatório da Agência Internacional de Energia prevê que o consumo dos data centers pode dobrar até 2030. Nesse cenário, soluções de armazenamento acessíveis e baseadas em energia limpa ganham relevância estratégica.

Para a Redwood, o projeto marca não apenas uma diversificação de sua atuação, mas também uma visão de longo prazo sobre a circularidade na eletromobilidade. Ao estender a vida útil das baterias em aplicações estacionárias, a empresa ajuda a fechar o ciclo da mobilidade elétrica e contribui para uma infraestrutura digital menos dependente de combustíveis fósseis.

Fonte: MIT

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Tecnologia

Blue Route aposta em IA para elevar a eficiência no preenchimento do Catálogo de Produtos

Diante da nova exigência do Governo Federal para o preenchimento completo e padronizado do Catálogo de Produtos nas importações, empresas que atuam com tecnologia vêm se destacando ao oferecer soluções que facilitam a adaptação. É o caso da Blue Route, que já atua com inteligência artificial em sua plataforma e agora expande as funcionalidades com novas camadas de automação, validação e análise de risco.

Segundo Beatriz Grance Rinn, CEO da Blue Route, a ferramenta conta com um sistema de gerenciamento de risco integrado, no qual o próprio importador tem autonomia para definir o nível de auditoria que deseja aplicar. “É uma sistemática que gerencia o risco dessa operação. O importador é o próprio auditor dentro da nossa plataforma. Ele vai poder determinar o percentual de conferência mais adequado para sua segurança — seja 5%, 30% ou 70% dos itens”, explica.

IA que sugere, fundamenta e busca na fonte original

A plataforma da Blue Route foi aprimorada com quatro camadas de inteligência artificial, sendo a quarta — recentemente implantada — voltada à fundamentação técnica das informações. Essa etapa atende diretamente às exigências do novo Catálogo de Produtos, que demanda não apenas dados, mas justificativas claras e rastreáveis sobre a classificação e especificação de cada item. “A palavra fundamentação é muito importante nas exigências e nas normativas. Você não pode simplesmente reproduzir qualquer informação. É preciso justificar por que aquele produto é o que está sendo declarado”, afirma Beatriz. “Na nossa ferramenta, nós também fundamentamos toda essa base de dados: usamos laudo técnico, manual do fabricante, buscamos dados diretamente em sites confiáveis… Tudo isso gera um ciclo seguro de validação.”

Essa abordagem reduz drasticamente o risco de erros humanos, que são comuns quando grandes volumes de produtos precisam ser cadastrados um a um. “Nosso objetivo é criar uma menor interação humana e aumentar o nível de produtividade, assertividade e segurança nos preenchimentos”, reforça a CEO. “O nosso lema é: deixa a inteligência artificial trabalhar para você. Ela sugere, e o humano confere.”

Eficiência operacional com controle total do importador

Ao permitir que o próprio importador defina seu modelo de auditoria e risco, a Blue Route oferece mais do que automação — entrega controle estratégico e segurança regulatória. A lógica segue o mesmo princípio usado pela Receita Federal, que seleciona amostragens para inspeção física de cargas com base em análises de risco. “Não se abre todos os contêineres. O mesmo pode ser aplicado ao Catálogo: o importador escolhe sua porcentagem de conferência e implementa o processo com base na realidade do seu negócio”, detalha Beatriz.

Com essa estrutura robusta e inteligente, a plataforma da Blue Route se consolida como uma aliada essencial para empresas que precisam lidar com milhares de itens, alta complexidade técnica e exigências rigorosas do novo modelo de importação brasileiro.

Sobre a Blue Route

A Blue Route se consolidou como uma das principais empresas de tecnologia e consultoria para o comércio exterior no Brasil, oferecendo soluções inovadoras que integram pessoas, processos e inteligência estratégica. Com uma equipe altamente qualificada, a empresa tem como missão otimizar operações, aumentar a produtividade e gerenciar riscos, sempre com foco em compliance e segurança regulatória. Seu principal serviço é uma ferramenta avançada para gestão do Catálogo de Produtos, que já está presente em mais de 400 projetos ativos nas principais regiões do país, atendendo desde grandes varejistas até líderes globais da indústria automotiva e eletrônica. “Nosso objetivo sempre foi apoiar os importadores nesse grande desafio que é o comércio exterior e prepará-los para o futuro”, afirma Beatriz Grace Rinn, CEO da Blue Route. Para o CTO Christiano Fitarelli, o diferencial da empresa vai além da tecnologia: “Nossa missão não é apenas entregar tecnologia, mas oferecer soluções direcionadas ao compliance aduaneiro e às exigências normativas do setor”.

SAIBA MAIS EM: https://www.blueroute.com.br/ 

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Logística, Tecnologia

Mega operação logística da BYD! Desembarca mais de 2 mil veículos em tempo recorde no Brasil

A cidade de Itajaí, em Santa Catarina, foi palco de um feito inédito para o setor: a desova e movimentação de mais de dois mil veículos da BYD, a gigante chinesa que vem transformando o mercado automotivo global e brasileiro.

A complexidade da carga em contêineres e a agilidade necessária para o processo foram superadas por uma empresa local, consolidando a região como um polo estratégico para a distribuição de carros no país.

A gigante logística em ação: dois mil veículos da BYD desembarcam em Itajaí

operação logística que movimentou mais de dois mil veículos da BYD em Itajaí é um testemunho da capacidade e infraestrutura do setor no Sul do Brasil.

O processo, liderado pela Tecadi, uma das principais operadoras logísticas da região, começou com a chegada de mais de 665 contêineres no Porto de Itajaí, todos vindo diretamente da China. A dimensão da carga em contêineres já indicava a grandiosidade do desafio.

Desde o final de junho, quando a carga aportou, a operação não parou. Funcionando 24 horas por dia, a equipe da Tecadi orquestrou um verdadeiro balé de veículos e equipamentos.

O processo incluiu o transporte rodoviário dos contêineres do porto até o centro logístico da empresa em Itajaí, o descarregamento minucioso de cada veículo de dentro dos contêineres usando empilhadeiras especializadas e, por fim, o armazenamento seguro antes da distribuição para todo o território nacional.

Essa agilidade é crucial para que os veículos da BYD cheguem rapidamente às concessionárias e, consequentemente, aos consumidores brasileiros.

Rafael Dagnoni, co-fundador da Tecadi, destacou a importância do feito: “Esta operação marca um novo marco para a empresa, reforçando a confiança de grandes marcas globais na nossa infraestrutura e demonstrando nossa capacidade de executar operações complexas com agilidade, tecnologia e alinhamento com princípios de sustentabilidade e inovação.”

Essa confiança da BYD em um operador brasileiro sublinha a importância estratégica de Itajaí na cadeia de suprimentos da montadora.

Carga em contêineres: o desafio e a eficiência na desova dos veículos BYD

A movimentação de veículos automotores em carga em contêineres é um processo logístico que exige expertise e equipamentos específicos.

Diferente do transporte em navios roll-on/roll-off (que permite aos veículos rodarem para dentro e para fora do navio), o método em contêineres, embora mais complexo na desova, oferece vantagens em termos de segurança e proteção da carga contra intempéries e avarias durante o transporte marítimo.

Para a BYD, que vem expandindo rapidamente sua presença no mercado brasileiro, essa operação logística eficiente é vital.

Ela garante que os dois mil veículos da BYD desembarquem em perfeitas condições e estejam prontos para a distribuição. Melissa Toresin, supervisora de importação e exportação da BYD Auto do Brasil, elogiou o sucesso e a agilidade da movimentação dos veículos, ressaltando a “excelência operacional” da empresa parceira.

Essa colaboração é fundamental para o cumprimento dos prazos e para a satisfação da demanda crescente pelos carros eletrificados da marca.

Itajaí: o polo logístico que atrai gigantes como a BYD

A escolha de Itajaí para essa monumental operação logística não foi por acaso. A cidade e seu porto consolidaram-se como um dos principais hubs logísticos do Brasil, especialmente para o Sul e Sudeste do país.

Com operadoras logísticas proeminentes, infraestrutura robusta e uma localização estratégica, Itajaí oferece as condições ideais para movimentações de grande volume e alta complexidade.

A Tecadi, com mais de 18 anos de experiência e uma estrutura moderna que inclui mais de 300.000 m² de área de armazenagem e uma frota de mais de 460 veículos, demonstra a capacidade local para atender às necessidades de empresas do porte da BYD.

A capacidade de operar 24 horas por dia, sete dias por semana, entre os portos, é um diferencial que garante a fluidez necessária para a operação logística de volumes tão expressivos.

O sucesso na desova dos dois mil veículos da BYD é um testemunho da crescente importância de Itajaí no cenário logístico nacional, reforçando seu papel como porta de entrada para a chegada de veículos, especialmente os elétricos e híbridos que desenham o futuro da mobilidade no Brasil.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Inovação, Tecnologia

Bolha de IA pode ser maior do que a de empresas de internet na década de 1990

Economista-chefe da Apollo, Torsten Slok, afirma que as 10 principais ações do S&P 500 estão mais supervalorizadas hoje do que no boom da década de 1990. UBS e Citi também advertem para formação de bolha acionária

Os alertas mais recentes de analistas e investidores do mercado financeiro sobre uma possível bolha de supervalorização de ações no S&P 500 têm chamado atenção, com paralelos cada vez mais evidentes à crise das empresas pontocom de duas décadas atrás.

As discussões sobre a formação de uma bolha não são novidade em Wall Street. Começaram a ganhar fôlego desde que a estreia do ChatGPT, no fim de 2022, desencadeou uma corrida pelo desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial (IA), com repercussão no mercado de ações.

Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management – empresa global de gestão de ativos -, advertiu esta semana em nota a clientes que os 10 principais nomes do índice de referência, a maioria empresas de tecnologia, estão sendo negociados a uma relação preço/lucro futura de 12 meses, em contraposição a 25 meses da média do S&P 500.

“A diferença entre a bolha de TI da década de 1990 e a bolha de IA de hoje é que as 10 maiores empresas do S&P 500 hoje estão mais supervalorizadas do que na década de 1990”, escreveu Slok.

Mesas de pesquisa de grandes bancos, como Goldman Sachs e Bank of America, têm dado sinais mais sutis de que a IA pode impulsionar a produtividade e os lucros, com impacto no mercado de ações nos próximos anos.

Os lucros das empresas do S&P 500 devem crescer 8% este ano, um desempenho considerado mediano para um ano longe da média. O que chama a atenção é o quanto desse crescimento depende do setor de tecnologia. Espera-se que as empresas do Vale do Silício aumentem seus lucros em 21% — o maior crescimento de todos os setores. Em contrapartida, os lucros do varejo devem avançar apenas 2,5%.

No setor de tecnologia, a expectativa é que as empresas de semicondutores — um dos setores com maior exposição global no mercado de ações — impulsionem os lucros este ano, com uma alta projetada de 49%.

Esse entusiasmo é um sinal de que Wall Street está apostando que a demanda por casos de uso de IA superará a turbulência tarifária ou as oscilações do mercado de trabalho.

O desempenho das ações das Big Techs em 2025 reforça essa percepção. As Sete Magníficas — Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Tesla e Nvidia — valem juntas cerca de US$ 14 trilhões em valor atualizado de mercado.

Esse grupo representa aproximadamente 31% do valor de mercado total do S&P 500. Em comparação, no auge da bolha pontocom, em 2000, as maiores empresas representavam cerca de 22% do índice.

Risco sistêmico

Essa concentração levanta preocupações sobre risco sistêmico e vulnerabilidade do índice a quedas abruptas. Em abril, em meio ao impacto causado pelo tarifaço do presidente americano Donald Trump, essas sete empresas perderam US$ 800 bilhões em valor de mercado num único dia.

Na semana passada, estrategistas do UBS advertiram clientes que o mercado tem todos os ingredientes para uma bolha acionária. O risco seria menor, no entanto, se o Federal Reserve (Fed) – o banco central dos EUA – mantiver uma estratégia mais conservadora de política monetária, mantendo juros mais elevados por mais tempo.

De acordo com o banco, assim que o Fed retomar os cortes de juros, as condições para uma bolha devem estar presentes. “Aumentamos a probabilidade de um cenário de bolha para 25% no fim de 2026 e reconhecemos o risco de que isso seja muito baixo”, escreveram os estrategistas.

No início do mês, o Citi disse acreditar que as ações continuariam a ter um desempenho superior, graças à formação de uma bolha de IA nas ações.

“Nosso palpite é que uma possível bolha em ações relacionadas à IA pode atingir o pico apenas cerca de meio ano antes do pico do investimento em dólares americanos”, escreveram analistas, referindo-se aos gastos de capital relacionados à IA.

Gigantes de tecnologia como Amazon, Google, Microsoft e Meta estão aumentando de forma robusta os investimentos em IA. Os gastos combinados das Big Techs devem ultrapassar US$ 320 bilhões em 2025.

Alguns investidores estão preocupados com o prazo para que essas apostas proporcionem retorno sobre o investimento – uma possível demora pode acelerar o risco sistêmico e a vulnerabilidade do S&P 500.

Fonte: NeoFeed

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Inovação, Negócios, Tecnologia

Uber investe US$ 300 milhões para criar frota de robotáxis e terá carros autônomos em 2026

Empresa planeja lançar táxis autônomos nos EUA já em 2026 e comprará 20 mil veículos elétricos do modelo Lucid Gravity

O aplicativo de transporte Uber anunciou que investirá cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,67 bilhão, na cotação atual) na compra de ações da fabricante americana de carros elétricos Lucid Motors, com o objetivo de criar sua própria frota de robotáxis.

O setor de táxis autônomos tem despertado o interesse de vários investidores, como a Waymo — empresa controlada pelo Google — que, até o momento, lidera esse mercado nos Estados Unidos.

No final de junho, a Tesla estreou seu primeiro serviço de táxis autônomos em Austin, no Texas, operando em uma área restrita e com uma frota ainda pequena.

A Uber, por outro lado, firmou uma parceria com a Waymo e já disponibiliza um serviço de veículos autônomos em Atlanta, na Geórgia, e também em Austin.

Contudo, o acordo anunciado nesta quinta-feira representa um avanço importante: a Uber adquiriu cerca de 3% do capital da Lucid Motors, com base na cotação atual das ações.

O anúncio provocou uma alta de quase 30% nas ações da Lucid em Wall Street, por volta das 11h40, no horário de Brasília.

Como parte do acordo, a Uber se comprometeu a adquirir pelo menos 20 mil carros autônomos, baseados no SUV Lucid Gravity, ao longo dos seis anos seguintes ao início da produção, previsto para o segundo semestre de 2026.

Os veículos serão projetados especialmente para a Uber, em colaboração com a Nuro, startup especializada em softwares de direção autônoma.

De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Uber também fará um investimento na Nuro e pretende lançar seus novos veículos autônomos em uma “grande cidade dos Estados Unidos” até o final do próximo ano.

A Lucid e a Nuro já estão testando o protótipo do robotáxi em um circuito fechado na cidade de Las Vegas.

Fonte: G1

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