Portos

Porto de São Sebastião implanta primeiro Port Community System do Brasil

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, tornou-se o primeiro ativo portuário do Brasil a operar com um Port Community System (PCS). Desenvolvida pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), a plataforma entrou em funcionamento em 14 de agosto e busca aumentar a eficiência logística, a transparência e a agilidade das operações, além de reduzir custos.

O PCS funciona como um ambiente digital compartilhado para o acompanhamento das atividades portuárias em tempo real. Empresas privadas, operadores e órgãos públicos podem aderir voluntariamente ao sistema, cadastrar informações operacionais e consultar dados disponibilizados por outros participantes da cadeia.

Segundo a CDSS, vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, o sistema representa uma camada digital de dados e serviços compartilhados que integra o ecossistema informatizado do porto.

Plataforma reúne informações da operação portuária

A implantação do sistema digital portuário também aproveitou investimentos feitos anteriormente em soluções tecnológicas que já estavam em funcionamento. Essas ferramentas foram posteriormente integradas ao novo ecossistema.

A CDSS informa que, sem considerar os sistemas desenvolvidos antes da implantação do PCS, foram aplicados até o momento R$ 400 mil no aprimoramento do ecossistema portuário.

O presidente da companhia, Ernesto Sampaio, afirma que o acesso à plataforma é gratuito para os usuários e que novas funcionalidades serão incorporadas de maneira gradual. Atualmente, o sistema reúne 50 empresas e 47 usuários cadastrados.

O desenvolvimento do projeto começou aproximadamente três anos antes da entrada em operação. A proposta é reunir em um único ambiente informações que anteriormente permaneciam sob domínio da autoridade portuária ou eram obtidas de maneira fragmentada.

Com a digitalização, a expectativa é facilitar o compartilhamento desses dados entre os diferentes integrantes da comunidade portuária.

Menos burocracia e mais previsibilidade

Entre os benefícios esperados estão a redução de procedimentos manuais e da circulação de documentos físicos, além de maior previsibilidade para o fluxo de cargas.

A plataforma oferece recursos como:

  • acompanhamento de exigências regulatórias;
  • controle de pendências e documentos;
  • monitoramento do transporte terrestre de cargas;
  • gestão de acessos e agendamentos;
  • indicadores operacionais;
  • acompanhamento de custos.

Com as informações disponíveis em tempo real, os participantes podem se preparar antecipadamente para as próximas etapas das operações.

A previsão de encerramento do atendimento de um navio, por exemplo, pode ajudar operadores a organizar equipes. Agentes marítimos também podem acompanhar atracações e desatracações para coordenar atividades com a Praticagem e empresas de rebocadores.

Outro objetivo é reduzir a dispersão das comunicações. Informações que antes poderiam ser trocadas por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens passam a ficar concentradas em uma plataforma comum.

O PCS também possui integração com o Porto Sem Papel, sistema do Governo Federal. Dessa forma, os usuários poderão consultar informações dos dois ambientes por meio da plataforma, diminuindo a necessidade de acessar diferentes sistemas.

Desenvolvimento contou com participação do setor

A construção do Port Community System foi precedida por reuniões com representantes da comunidade portuária. Segundo Ernesto Sampaio, a CDSS realizou dezenas de encontros para identificar as principais demandas e estabelecer quais informações deveriam ser compartilhadas.

Participaram do processo profissionais das áreas de operações, Guarda Portuária e Tecnologia da Informação, além de representantes dos diversos segmentos envolvidos nas atividades do porto.

O levantamento também identificou dados já produzidos pelo sistema de gestão portuária que poderiam ser disponibilizados aos usuários. Informações internas e aquelas protegidas por sigilo comercial ficaram fora do compartilhamento.

A CDSS ressalta que o PCS não foi simplesmente adquirido como uma solução pronta. O sistema foi desenvolvido de forma conjunta com os integrantes da comunidade portuária e deverá continuar evoluindo conforme surgirem novas necessidades.

Sugestões de funcionalidades e melhorias poderão ser encaminhadas ao conselho consultivo para avaliação da autoridade portuária.

Projeto de PCS em Santos foi interrompido

A implantação do sistema em São Sebastião ocorre após outras iniciativas para levar o PCS aos portos brasileiros.

Em 2023, o Ministério de Portos e Aeroportos selecionou Santos, Itajaí (SC), Suape (PE) e Rio de Janeiro (RJ) para um projeto-piloto apoiado pelo governo britânico. O trabalho seria desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Tecnologia de Software e Serviços (ITS), com recursos do Reino Unido.

De acordo com Angelino Caputo, presidente-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), as discussões sobre a implantação do modelo no Brasil começaram por volta de 2018, no contexto das iniciativas relacionadas ao Acordo Mundial de Facilitação do Comércio, estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2013.

Segundo Caputo, o projeto contava inicialmente com recursos do Prosperity Fund UK, mas o financiamento foi reduzido. A iniciativa chegou a mapear processos e previa um projeto-piloto em Santos, mas acabou sendo interrompida durante a pandemia.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou à Reportagem que atualmente não possui projeto para implantação do PCS. Segundo a companhia, o estudo para implementar um programa com esse nome deixou de ser discutido em 2021.

Abtra destaca impacto na competitividade

Para a Abtra, a adoção do Port Community System pode gerar ganhos para toda a cadeia logística. O modelo é utilizado na Europa há cerca de quatro décadas e tem como característica conectar os diferentes sistemas empregados por terminais, autoridades, praticagem, despachantes e prestadores de serviços.

Caputo explica que o PCS não substitui as ferramentas utilizadas individualmente por cada participante. A função é criar uma camada de integração capaz de permitir a troca de informações entre esses sistemas.

Na avaliação do executivo, esse compartilhamento pode aumentar a velocidade das operações, melhorar a segurança das informações, preservar o sigilo comercial e reduzir erros de inserção de dados.

O impacto também pode alcançar a competitividade dos portos e contribuir para a redução do chamado Custo Brasil. Para a associação, a finalidade do sistema é facilitar a comunicação entre os agentes e acelerar o fluxo logístico, e não ampliar o controle governamental sobre empresas privadas.

Segundo Caputo, embora diferentes portos possuam sistemas próprios de relacionamento com suas comunidades portuárias, o Porto de São Sebastião é atualmente o único no Brasil com um PCS desenvolvido de acordo com os padrões reconhecidos pela International Port Community Systems Association (IPCSA).

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Semil

Ler Mais
Portos

Pará amplia movimentação portuária e responde por 9% da carga do Brasil

O Pará registrou um desempenho histórico na movimentação portuária em 2025 ao alcançar 127,7 milhões de toneladas transportadas. O volume representa cerca de 9% de toda a carga movimentada no país e reforça a importância estratégica da região Norte para o escoamento de commodities brasileiras.

Grande parte desse resultado é impulsionada pelo Porto de Vila do Conde, localizado em Barcarena. Atualmente, o estado concentra aproximadamente 77% de toda a movimentação portuária da Região Norte, consolidando o protagonismo do chamado Arco Norte na logística nacional.

Terminais privados impulsionam crescimento operacional

Segundo a Amport, os terminais portuários privados têm desempenhado papel decisivo no avanço das operações no estado.

A principal vantagem dessas estruturas está na maior autonomia para ampliar instalações e adaptar operações de acordo com a demanda do mercado. Esse modelo contribui para acelerar investimentos, reduzir gargalos logísticos e aumentar a competitividade do corredor amazônico.

Integração entre rios e rodovias garante mais eficiência

O crescimento da movimentação de cargas no Pará também está relacionado à integração entre os modais rodoviário e hidroviário, considerada um diferencial estratégico para a região.

De acordo com o presidente da Amport, Flávio Acatauassú, o uso intensivo do transporte fluvial torna o corredor amazônico mais eficiente, econômico e sustentável em comparação a outras rotas logísticas do país.

A utilização dos rios amazônicos como principal eixo de transporte contribui para reduzir custos operacionais e ampliar a capacidade de escoamento da produção.

Tecnologia moderniza operações nos portos amazônicos

Os investimentos em tecnologia portuária também vêm transformando a operação logística no estado. Sistemas de monitoramento fluvial permitem acompanhar fatores como velocidade das marés e profundidade dos rios, garantindo mais segurança e previsibilidade para a navegação.

Outra solução adotada pelos terminais é o chamado transshipment, modelo de transbordo realizado diretamente nos rios, sem necessidade de atracação em terra. A operação utiliza estruturas flutuantes para transferir cargas entre barcaças e navios, reduzindo custos e aumentando a eficiência logística.

Expansão do setor exige novos investimentos

Com a crescente demanda internacional por commodities e a expansão das operações no Norte do país, o Pará vem se consolidando como um dos principais polos da logística portuária brasileira.

No entanto, representantes do setor destacam que a continuidade desse crescimento depende de investimentos constantes em infraestrutura hidroviária, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas à navegabilidade dos rios amazônicos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Porto de Santos inaugura hub de inovação para impulsionar tecnologia e logística portuária

O Porto de Santos deu mais um passo rumo à modernização da cadeia logística com a inauguração do Hub de Inovação Armazém 7. O espaço foi apresentado oficialmente na sexta-feira (22), com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Instalado próximo ao Centro Histórico de Santos, o antigo armazém portuário possui área de 1.822 metros quadrados e será revitalizado para receber iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, startups, laboratórios, auditórios e projetos de inovação. A proposta também preserva as características arquitetônicas originais do imóvel.

Segundo o ministro, o novo hub representa um avanço importante para o fortalecimento da logística portuária, da qualificação profissional e da transformação digital no maior porto da América Latina.

Espaço terá realidade aumentada e experiências imersivas

O Hub de Inovação Armazém 7 contará com ferramentas interativas e tecnologias voltadas à experiência do visitante. Entre os recursos previstos estão ambientes de realidade aumentada, experiências imersivas sobre o universo portuário e visitas virtuais ao complexo santista.

O local também terá um minicentro de convenções, áreas de coworking e espaços destinados a universidades, organizações não governamentais e observatórios especializados em sustentabilidade, meteorologia e oceanografia.

Outra novidade anunciada é a criação de um ponto de apoio para visitas embarcadas pelo canal do porto, permitindo acesso organizado e seguro aos visitantes interessados em conhecer as operações portuárias.

Projeto busca transformar Santos em referência em tecnologia portuária

De acordo com o diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o objetivo é consolidar um modelo de porto inteligente, capaz de integrar infraestrutura e tecnologia para aumentar a eficiência operacional.

Ele destacou que o espaço será voltado ao compartilhamento de soluções inovadoras aplicadas ao setor e poderá servir de referência para outros portos brasileiros.

Universidade Mackenzie será responsável pela gestão do espaço

A administração do Hub de Inovação ficará sob responsabilidade da Universidade Mackenzie, que firmou contrato de R$ 7,5 milhões com a Autoridade Portuária de Santos. A instituição será encarregada da estruturação do projeto, integração do complexo portuário às iniciativas de inovação e definição do cronograma de atividades.

A expectativa é que o novo ambiente fortaleça o ecossistema de tecnologia portuária, incentive startups e contribua para o desenvolvimento sustentável do setor marítimo brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Internacional

China inaugura sistema de amarração de navios por vácuo e reduz tempo de atracação

A China deu um passo importante na modernização da infraestrutura portuária ao inaugurar o primeiro sistema de amarração de navios por vácuo do país. A novidade entrou em operação no Porto de Qingdao em 1º de janeiro de 2026 e permite que embarcações de grande porte sejam fixadas ao cais em cerca de 30 segundos, sem o uso de cabos ou necessidade de intervenção manual.

Antes da adoção da tecnologia, o processo de amarração era realizado por trabalhadores e levava entre 20 e 30 minutos, além de envolver riscos operacionais associados ao manuseio de cabos pesados.

Teste inicial com porta-contêineres de grande porte

A estreia do sistema ocorreu durante a atracação do porta-contêineres MSC Saudi Arabia, embarcação com 366 metros de comprimento. O modelo utiliza 13 unidades de sucção a vácuo instaladas ao longo do cais, capazes de exercer aproximadamente 2.600 quilonewtons de força.

Segundo a administração do porto, o mecanismo “atrai” o navio para o cais e mantém a embarcação estável mesmo em condições adversas, como ventos fortes e correntes marítimas.

Ganhos operacionais, segurança e redução de emissões

A gestão do Porto de Qingdao estima que o novo sistema possa gerar uma economia superior a 200 horas operacionais por ano em cada cais, possibilitando o aumento do número de escalas sem necessidade de ampliação da estrutura existente.

Além da eficiência logística, a amarração por vácuo traz avanços significativos em segurança no trabalho, ao retirar os profissionais da área de risco anteriormente ocupada por cabos tensionados. Outro benefício destacado é a redução de emissões, já que a rapidez na atracação permite o desligamento mais ágil dos motores auxiliares dos navios.

Veja o vídeo:

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM E VÍDEO: WeChat/Shandong-Port/Times Brasil/CNBC

Ler Mais
Portos

Portos brasileiros recebem R$ 380 milhões para modernização com VTMIS e aumento da segurança na navegação

O Sistema Portuário Brasileiro está passando por uma significativa transformação tecnológica para elevar a segurança operacional, a proteção ambiental e a eficiência logística. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está coordenando um investimento de R$ 380 milhões para a implementação do Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações (VTMIS) em portos estratégicos.

Tecnologia Avançada para o Monitoramento em Tempo Real

O VTMIS (sigla em inglês para Vessel Traffic Management and Information System) é uma solução de ponta utilizada nos principais terminais marítimos do mundo. Seu principal objetivo é fornecer monitoramento de embarcações em tempo real e informações detalhadas sobre as condições de navegabilidade na área portuária.

O ministro Sílvio Costa Filho, do MPor, enfatizou a importância do investimento: “Estamos implementando o que há de mais avançado em tecnologia portuária no país, um sistema que aprimora nossa eficiência logística. Nossos portos continuam quebrando recordes de movimentação, o que exige constante modernização e aumento de performance”, afirmou.

Implementação Abrangente em Portos Chave

Sete portos de alta relevância, que juntos respondem por 56% da movimentação de cargas nos terminais públicos brasileiros, foram priorizados nesta fase de implementação do sistema. A escolha se baseou em critérios como a intensidade do tráfego marítimo, os riscos à navegação e aspectos de segurança pública, conforme detalhado pelo secretário Nacional de Portos, Alex Ávila.

Os portos estratégicos contemplados inicialmente são:

  • Santos (SP)
  • Paranaguá (PR)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Rio Grande (RS)
  • Itaguaí (RJ)
  • Itaqui (MA)
  • Vila do Conde (PA)

Cronograma de Ação por Porto

Porto de Santos: Maior da América Latina

No Porto de Santos, o maior da América Latina, o processo de licitação do VTMIS já foi concluído e o resultado está previsto para ser anunciado no início de dezembro.

Porto de Paranaguá: Edital e Concessão

A Autoridade Portuária de Paranaguá tem planos de lançar o edital ainda este ano. Inicialmente, o monitoramento e os custos operacionais por um período de cinco anos serão de responsabilidade da Autoridade Portuária. Posteriormente, a operação e manutenção do VTMIS serão transferidas para a concessionária vencedora do leilão do canal de acesso, cobrindo as regiões portuárias de Paranaguá e Antonina.

Porto de Rio Grande: VTS e Dados Hídricos

O Porto de Rio Grande está implementando um sistema similar, o Vessel Traffic Services (VTS). Além de rastrear a movimentação de embarcações (inclusive com recursos de visão noturna, como sensor de calor e infravermelho), o equipamento fornecerá dados vitais como condições de vento, maré, corrente marítima e, crucialmente, a salinidade da água. Para o porto, localizado na Lagoa dos Patos, a medição da salinidade é fundamental, pois uma água mais salina permite que os navios transportem maior carga com o mesmo calado.

Porto do Rio de Janeiro: Fases de Integração

O Porto do Rio de Janeiro está implementando seu VTMIS em etapas. A Fase 1 já avançou com a inauguração de um novo Centro de Controle Operacional (CCO) e a instalação de sensores. A Fase 2 (VTS) envolverá a aquisição de equipamentos e a integração de dados de estações remotas. A Fase 3 concluirá a implementação total do VTMIS, conforme o cronograma estabelecido pela Autoridade Portuária, buscando a integração e modernização do monitoramento aquaviário.

Prevenção de Ilícitos e Expansão Futura

Além da eficiência operacional, o sistema VTMIS é uma ferramenta vital para a prevenção de ilícitos, como tráfico de drogas e contrabando. Ao fornecer uma visão abrangente do tráfego portuário, incluindo capacidade de visão noturna, o sistema permite a identificação de atividades suspeitas e a integração de dados com outros órgãos de segurança pública, compartilhando informações de radares, câmeras e sensores.

Esta iniciativa faz parte da estratégia de Inteligência Logística Portuária do Governo Federal, que alinha o Brasil com os principais padrões globais de segurança da navegação. Outros portos estão em fases iniciais de estudo para a definição de necessidades técnicas e de investimentos, como Belém, Santarém e Vila do Conde (PA), Salvador e Aratu (BA), São Francisco do Sul, Imbituba e Itajaí (SC), Fortaleza (CE) e Manaus (AM).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Comércio Exterior, Inovação, Tecnologia

CEO da Blue Route integra bancas em dois dos principais eventos de inovação e tecnologia do setor portuário e de comércio exterior

A CEO da Blue Route, Beatriz Grance Rinn, foi convidada para atuar como jurada em dois dos mais importantes eventos de inovação e tecnologia do país: o Comex Tech Awards 2025 e o Porto Hack Santos 2025. Reconhecida por sua atuação estratégica no setor de comércio exterior e transformação digital, Beatriz participa da seleção de projetos que estão moldando o futuro da logística e da operação portuária no Brasil.

Beatriz Grance Rinn no Comex Tech Awards 2025

O Comex Tech Awards 2025 teve como objetivo destacar cases que utilizam tecnologia de forma estratégica para transformar o setor de comércio exterior. A premiação reconhece projetos que apresentem desafios reais, envolvimento de múltiplas áreas e resultados mensuráveis, comprovando o impacto tecnológico gerado.

A banca avaliadora é composta por um time multidisciplinar de especialistas e parceiros do Comex Tech Forum. Nesta edição, Beatriz Grance Rinn analisou 43 projetos, dos quais três foram eleitos vencedores.

Entre os diferenciais da avaliação, está o uso de Inteligência Artificial (IA) nos cases — um elemento valorizado, embora não obrigatório. O foco central é o impacto prático e transformador da tecnologia aplicada, seja ela com ou sem IA.

Julgamento no Porto Hack Santos 2025

Já no Porto Hack Santos 2025, considerado o maior hackathon do setor portuário brasileiro, Beatriz integra novamente o corpo de jurados. O evento, organizado pela ABTRA e pelo Instituto AmiGU, desafia estudantes de todo o país a desenvolver soluções tecnológicas com Inteligência Artificial Generativa aplicadas ao Port Community System (PCS) do Porto de Santos.

A competição reúne 61 equipes de 38 instituições de ensino superior e ocorre em duas etapas — uma online e outra presencial. Beatriz foi jurada em ambas as fases. As dez melhores equipes foram classificadas para a grande final, marcada para o dia 13 de outubro, em Santos, onde apresentarão seus protótipos ao vivo para o júri especializado.

Objetivos e critérios de avaliação

O Porto Hack Santos 2025 busca aproximar o ecossistema acadêmico do setor portuário, promover a empregabilidade e incentivar a inovação aberta. Além disso, valoriza o desenvolvimento de competências práticas e o fortalecimento do portfólio digital dos participantes.

Os critérios de julgamento incluem:

  • Inovação — ideias originais e disruptivas para os desafios do Porto de Santos;
  • Aplicabilidade da solução — potencial de implementação no setor portuário e logístico;
  • Uso de IA Generativa — diferencial no desenvolvimento das propostas;
  • Desenvolvimento de protótipos — capacidade de transformar ideias em soluções tecnológicas viáveis;
  • Apresentação e habilidades interpessoais — trabalho em equipe, liderança e resolução de problemas;
  • Valor agregado — impacto das soluções na eficiência e acessibilidade da logística portuária.

Com sua experiência e visão estratégica, Beatriz Grance Rinn reforça o compromisso da Blue Route com a inovação e o desenvolvimento tecnológico no comércio exterior e na logística portuária, consolidando seu papel de liderança em iniciativas que conectam tecnologia, negócios e educação.

Fontes: Com informações do Comex Tech Forum e do Porto Hack Santos 2025.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

Ler Mais
Portos

Aumento do calado do píer Cattalini eleva capacidade para navios maiores

Ampliação do calado potencializa operações no Porto de Paranaguá

A Cattalini Terminais Marítimos concluiu a ampliação do calado do berço externo do seu píer privado, passando de 13,10 metros para 13,30 metros. Com o incremento de 20 centímetros, o terminal amplia sua capacidade para receber navios da classe LR1, que transportam volumes mais elevados de carga, e aumenta o potencial de movimentação em aproximadamente 1.500 toneladas de granéis líquidos por embarcação.

Lucas Guzen, diretor operacional e comercial da Cattalini, destaca que os investimentos realizados reforçam o compromisso da empresa em oferecer operações portuárias mais eficientes e competitivas.

“Nossos projetos de melhoria consolidam a Cattalini como parceira estratégica de nossos clientes e fortalecem o papel do Porto de Paranaguá como referência global. É um passo importante que combina inovação, segurança e competitividade, garantindo operações ágeis e confiáveis para todos os nossos parceiros”, afirma Guzen.

Homologação e segurança das operações

O aumento do calado foi formalizado pela Portaria nº 188/2025/APPA, que homologou o novo calado operacional do Canal de Navegação, Bacia de Evolução, berços de atracação comerciais e do berço externo do píer da Cattalini. A medida recebeu aprovação das Autoridades Marítima e Portuária, assim como da Praticagem de Paranaguá, assegurando condições de manobras seguras.

O calado refere-se à distância entre a linha d’água e a quilha do navio, ou seja, a parte mais baixa submersa da embarcação. O berço externo do píer comporta navios de até 229 metros e 70 mil DWT, enquanto o berço interno possui calado de 12,5 metros, preparado para navios de até 190 metros e 50 mil DWT.

Tecnologia e inovação no píer Cattalini

O terminal se destaca por um sistema de monitoramento de atracação a laser, inédito no Porto de Paranaguá, que registra dados durante a aproximação dos navios. O painel numérico informa em tempo real velocidade e distância do navio em relação ao berço, auxiliando práticos e rebocadores nas manobras com segurança e precisão. Semáforos com luzes verde, amarela e vermelha completam o sistema, orientando visualmente os limites de velocidade para a atracação.

Além disso, a estrutura possui dolfins, defensas, cabeços de amarração e cabrestantes, aumentando a capacidade de receber embarcações com maior carga.

No aspecto ambiental e meteorológico, o píer conta com Plataforma Sismo – Hidromares, que monitora correntes marítimas e ventos em tempo real, e com marégrafo homologado pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), integrado ao sistema Webpilots, que acompanha o nível das marés. A Plataforma Medusa – Argonáutica fornece previsões meteorológicas detalhadas com até sete dias de antecedência, auxiliando na programação de manobras e operações marítimas.

FONTE: Cattalini Terminais
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cattalini Terminais

Ler Mais
Inovação

Programa Rotas para Inovação promove etapa de Conexão entre Demandadores e Solucionadores

O Programa Rotas para Inovação avança com mais uma etapa estratégica: o evento Conexão de Demandadores e Solucionadores, que acontece no dia 24 de setembro, das 08h às 12h, no Elume – Centro Regional de Inovação, em Itajaí. A iniciativa tem como objetivo aproximar os desafios reais do setor portuário e logístico da Foz do Rio Itajaí com empresas inovadoras, startups e instituições de ensino, ciência e tecnologia capazes de desenvolver soluções estratégicas. Para participar é preciso de inscrever no link abaixo: 

https://meuingresso.com.br/eventos/rotas-para-inovao—solucionadores-

O encontro integra o Edital de Chamamento Público nº 003/2025, lançado em parceria pelo Porto de Itajaí, Sebrae Startups Santa Catarina e Elume Centro Regional de Inovação, que busca selecionar soluções inovadoras para desafios como redução de emissões e ruídos ambientais, eficiência energética, automação de processos logísticos e tecnologias aplicadas à gestão portuária.

📌 As inscrições para o edital estão abertas até 9 de outubro de 2025.

Para quem é o evento

Podem participar representantes de empresas com soluções inovadoras, além de instituições de ensino, tecnologia e inovação que tenham interesse em colaborar com os desafios propostos pelas empresas ligadas ao complexo portuário da Foz do Rio Itajaí.

Programação

  • 08h00 – 08h30: Recepção com coffee
  • 08h30 – 09h00: Abertura e painel Inovação Aberta como oportunidade para o desenvolvimento das empresas do complexo portuário da Foz do Itajaí e novos negócios
  • 09h00 – 10h30: Dinâmica de apresentação das empresas demandadoras aos solucionadores
    • Empresas confirmadas até o momento: Autoridade Portuária do Porto de Itajaí, JBS Terminais, Trust Group, Univali – Universidade do Vale do Itajaí e Terminal Portuário Barra do Rio (com possibilidade de novos participantes nos próximos dias)
  • 10h30: Próximos passos, encerramento e momento de networking

O que é o Programa Rotas para Inovação?

O programa é uma oportunidade para que empresas ligadas ao complexo portuário da Foz do Rio Itajaí apresentem seus desafios ao ecossistema de inovação (empreendedores e ICTIs) da região. O objetivo é desenvolver ou conectar soluções que impactem positivamente o desenvolvimento econômico e social local, além de estimular competitividade e sustentabilidade no setor.

“O Porto de Itajaí vive um momento de transformação e retomada, e a inovação é parte essencial desse processo. Queremos abrir espaço para que startups, pesquisadores e empresas possam apresentar soluções que tragam mais eficiência, sustentabilidade e competitividade para toda a nossa cadeia logística”, destacou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama.

Serviço

📅 Data: 24/09
Horário: 08h às 12h
📍 Local: Elume – Centro Regional de Inovação, Rua Manoel Bernardes, 1150, Itaipava, Itajaí – SC, CEP 88316-400
📝 Inscrições para o evento: de 11/09 a 23/09
📌 Inscrições para o edital: até 09/10/2025
🔗 Edital completo: acesse aqui
📧 Dúvidas: rotasparainovacao@gmail.com

Realização e parcerias

O evento conta com a realização do Sebrae Santa Catarina (polo Sebrae Startups) e do Elume Centro Regional de Inovação, além do envolvimento da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí e da Autoridade Portuária do Porto de Santos.

Também apoiam a iniciativa: Instituto Federal de Santa Catarina – Campus Itajaí, Udesc Balneário Camboriú, UFSC Joinville, Diretoria de Empreendedorismo e Inovação da Univali, Marinatech Rede Midhub, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Ivest Itajaí, Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACII, Polo Regional ACATE Foz do Itajaí e SC Mais Inovação.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook