Comércio Exterior

Trump anuncia corte nas tarifas do café e pode impulsionar exportações do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende reduzir tarifas sobre o café, uma das principais exportações do Brasil. A declaração foi feita durante entrevista ao programa The Ingraham Angle, da Fox News.

Segundo Trump, a medida será aplicada “em breve” e pode impactar diretamente os preços da bebida no mercado americano. “Vamos baixar algumas tarifas sobre o café e garantir que o produto volte a entrar nos EUA. Vamos resolver isso rapidamente, de forma cirúrgica”, declarou o republicano, destacando que o custo de vida no país “está bem menor”.

Tarifas de 50% reduziram as exportações brasileiras

Desde agosto, o café brasileiro vem sendo taxado em 50% para entrar no mercado americano, o maior consumidor mundial do produto. O Brasil é responsável por cerca de um terço do café consumido nos EUA, com exportações de US$ 1,96 bilhão em 2024, segundo dados da International Trade Administration. A Colômbia aparece em segundo lugar, com US$ 1,48 bilhão no mesmo período.

As tarifas impostas pela gestão Trump afetaram importadores e consumidores, causando estoques parados, cancelamentos de contratos e uma alta média de 40% nos preços ao consumidor. Em setembro, os preços registraram a maior alta mensal do século, com avanço de 3,6%, e em outubro o café ficou 19% mais caro que no mesmo mês de 2024.

Conversas entre Trump e Lula indicam possível acordo

Em outubro, Trump se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Malásia, para discutir a remoção de tarifas sobre produtos brasileiros. O encontro pode abrir caminho para um novo acordo comercial que reduza os preços do café nos Estados Unidos.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé) apontam que as exportações brasileiras para os EUA caíram 52,8% em setembro de 2025 em comparação ao mesmo mês de 2024, totalizando 332,8 mil sacas. Mesmo assim, os Estados Unidos seguem como principal destino do café brasileiro no acumulado de janeiro a setembro, com 4,36 milhões de sacas, o equivalente a 15% dos embarques totais.

Setor de café especial sofre com tarifas e clima

Entre janeiro e outubro, o café não torrado representou 5,3% das exportações brasileiras para os EUA, somando US$ 1,7 bilhão, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — acima dos 4,7% registrados em 2024.

Além das tensões comerciais, o setor cafeeiro enfrenta desafios climáticos. Desde 2020, secas recorrentes têm reduzido a oferta global, elevando os preços futuros do arábica em 40% e do robusta em 37% desde agosto.

De acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), os embarques de cafés finos para os EUA caíram 67% após o início das tarifas. Antes das taxações, cerca de 150 mil sacas eram enviadas mensalmente para Califórnia, Nova York e Oregon, número que despencou para 50 mil.

Esses cafés, que podem ultrapassar R$ 3 mil por saca de 60 quilos, foram destaque durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, onde produtores relataram perdas expressivas e esperam que o corte anunciado por Trump reacenda as exportações brasileiras e estabilize o mercado americano.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Agronegócio

Acordo entre Estados Unidos e China pode causar impacto maior no agronegócio brasileiro do que o tarifaço

O novo acordo comercial entre Estados Unidos e China, anunciado nesta quinta-feira (30), pode representar um desafio para o agronegócio brasileiro. O entendimento prevê a retomada das compras de soja americana pelo país asiático — uma decisão que tende a reduzir a demanda pela commodity produzida no Brasil. Especialistas avaliam que o efeito pode ser mais negativo ao agro nacional do que o recente tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

China volta a comprar soja dos EUA

Durante declaração a jornalistas, o presidente Donald Trump afirmou que a China se comprometeu a adquirir “quantidades enormes de soja e outros produtos agrícolas” dos Estados Unidos. Segundo ele, as compras devem começar imediatamente. O anúncio foi feito a bordo do Air Force One, após encontro com o presidente Xi Jinping em Busan, na Coreia do Sul.

“Estamos de acordo em muitos pontos. Grandes quantidades, quantidades enormes de soja e outros produtos agrícolas serão compradas imediatamente, a partir de agora”, declarou Trump.

O acordo marca uma mudança significativa nas relações comerciais entre as duas potências, que vinham travando uma guerra tarifária desde o início do ano.

Brasil pode perder espaço no mercado chinês

Com o agravamento da disputa comercial entre EUA e China nos últimos meses, os chineses haviam suspenso totalmente a compra de soja americana, o que beneficiou diretamente o Brasil, principal fornecedor do grão ao mercado global. A abertura do mercado chinês aos produtos norte-americanos pode, portanto, reduzir o volume de exportações brasileiras e pressionar os preços internos.

Analistas do setor destacam que a China é o maior comprador de soja do mundo, e qualquer mudança em sua política de importação tem impacto direto sobre o agronegócio brasileiro, especialmente nos estados produtores como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

A retomada das importações de soja dos EUA, aliada ao aumento da oferta global, pode provocar queda nas cotações internacionais e afetar a rentabilidade dos produtores brasileiros.

Efeitos no comércio agrícola internacional

O acordo também tem potencial para reconfigurar o comércio mundial de commodities agrícolas, alterando o equilíbrio de forças entre os grandes exportadores. O Brasil, que se consolidou como principal fornecedor de soja à China durante o período de tensões comerciais, pode ver sua participação no mercado asiático diminuir caso os chineses ampliem as compras dos EUA.

Enquanto isso, os agricultores brasileiros acompanham com cautela as negociações e aguardam detalhes sobre os volumes e prazos de compra previstos no acordo. A expectativa é de que o impacto seja sentido nas próximas safras, caso os embarques norte-americanos se intensifiquem.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gazeta do Povo

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Internacional

Trump faz concessões a Xi Jinping e analistas apontam vitória diplomática da China

O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, resultou em uma série de concessões concretas de Washington, incluindo redução de tarifas e suspensão de novas sanções comerciais. Já as promessas de Pequim foram descritas como vagas e temporárias, levando analistas a concluir que a China saiu fortalecida nas negociações.

Segundo o Ministério do Comércio da China, os EUA concordaram em diminuir em 10% a tarifa aplicada como punição pelo tráfico de fentanil e suspender uma nova tarifa de 100%, que começaria em 1º de novembro. Além disso, a trégua tarifária entre os países foi prorrogada por mais um ano — uma das maiores desescaladas desde o início da guerra comercial entre EUA e China.

Em contrapartida, Pequim aceitou manter temporariamente a suspensão dos controles de exportação de terras raras, insumos essenciais para a indústria tecnológica e militar. Trump, no entanto, reconheceu que o acordo precisará ser renegociado ao final do prazo.

China explora vantagem em terras raras

Para especialistas, a China soube usar seu domínio sobre as terras raras como instrumento de pressão. O pesquisador Jonathan Czin, do Brookings Institution, afirmou ao The New York Times que Pequim “orquestrou com sucesso um jogo de ‘whack-a-mole’ com a administração Trump”, reagindo estrategicamente a cada movimento americano.

O colunista Nicholas Kristof, também do New York Times, observou que o resultado da reunião “parece um retorno ao status quo, mas na prática representa uma rendição americana”, já que as tarifas impostas por Trump acabaram fortalecendo a posição chinesa no mercado global.

De forma semelhante, Joe Mazur, analista da Trivium China, disse à Reuters que o encontro confirmou a estratégia de Pequim de “nunca atacar primeiro, mas sempre contra-atacar”, classificando o controle chinês sobre as terras raras como “o maior trunfo da China”, diante da falta de alavancagem dos EUA.

Analistas veem pausa, não avanço

Outros especialistas consideram que o acordo adiou uma nova crise comercial, mas sem representar um avanço real. “Foi menos um progresso do que uma pausa para respirar”, avaliou Craig Singleton, da Foundation for Defense of Democracies, em entrevista ao Politico. Já a revista The Economist descreveu o encontro como “mais um grande bazar do que um grande acordo”.

Conversas continuam em clima cauteloso

Apesar de Trump ter classificado a reunião como “incrível” e nota “12 em uma escala de 1 a 10”, o tom do comunicado chinês foi mais diplomático. Pequim destacou que as equipes “devem continuar o diálogo com igualdade, respeito e benefício mútuo”.

Entre os temas paralelos discutidos, estão o aumento das importações chinesas de soja, petróleo e gás, a possível venda da TikTok e restrições à exportação de chips semicondutores americanos. Trump comentou sobre a venda de chips: “isso cabe a vocês e à Nvidia — somos apenas árbitros”.

Em postagem posterior, o republicano afirmou que a China comprará “quantidades enormes” de soja e pode realizar uma “grande compra” de petróleo e gás do Alasca. O governo chinês, por sua vez, declarou que pretende expandir o comércio agrícola e resolver adequadamente as questões envolvendo o TikTok.

Trump também suavizou sua exigência para que Pequim reduzisse as compras de petróleo russo, admitindo que “não há muito mais que eles possam fazer” sobre a relação com Moscou.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: XINHUA NEWS AGENCY via GETTY IMAGES

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Internacional

Concessão de Trump à China sobre o fentanil acende alertas na guerra comercial com Xi Jinping

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma concessão inédita ao líder chinês Xi Jinping, ao concordar em reduzir em 10% as tarifas sobre produtos chineses em troca do compromisso de Pequim reprimir a produção e o envio de fentanil.

A decisão, anunciada após o encontro entre os dois líderes nesta quinta-feira (30), representa um movimento significativo na complexa guerra comercial entre EUA e China, mas também expõe riscos estratégicos para Washington.

A medida reduzirá a tarifa mínima sobre as importações chinesas para 20%, com média de 47% — ainda elevada, mas mais próxima dos padrões internacionais.

Um acordo promissor ou uma aposta arriscada?

Embora o corte tarifário possa restaurar parte do comércio bilateral e oferecer alívio para consumidores americanos, analistas alertam que Trump cede terreno diplomático a Xi. Historicamente, a China tem descumprido compromissos anteriores, e há dúvidas se os EUA obterão benefícios concretos dessa nova concessão.

Nos bastidores, autoridades de Washington reconhecem que Trump tem enfrentado dificuldades para manter vantagem nas negociações. Cada novo encontro direto com Xi é visto como sinal de flexibilidade americana diante da pressão chinesa.

A guerra comercial e os objetivos de Trump

Desde o início de sua política tarifária, Trump estabeleceu quatro metas principais:

  • Reduzir o fluxo de fentanil para os EUA;
  • Repatriar a manufatura americana;
  • Equilibrar a balança comercial com a China;
  • Definir o futuro da TikTok no território americano.

Alguns avanços são visíveis: a China intensificou o controle sobre químicos usados na produção de fentanil, empresas americanas ampliaram investimentos no país, e o déficit comercial entre as duas economias atingiu o menor nível em 21 anos. Além disso, Trump e Xi chegaram a um esboço de acordo sobre a TikTok.

Por outro lado, a tensão entre as potências trouxe impactos negativos. Pequim restringiu exportações de terras raras, essenciais para a indústria tecnológica e militar, suspendeu a compra de soja americana e lançou investigações antitruste contra empresas dos EUA.

Terras raras e TikTok seguem como pontos críticos

Apesar das promessas chinesas, as restrições às terras raras continuam a afetar setores estratégicos. Mesmo com o novo acordo, as medidas anunciadas por Pequim em abril ainda estão em vigor.

O impasse sobre a TikTok também permanece. A China evita confirmar um desfecho definitivo, limitando-se a afirmar que continuará “trabalhando com os EUA” para resolver a questão.

O próprio Trump já expressou ceticismo sobre as promessas chinesas, lembrando que Pequim “nunca cumpriu” compromissos anteriores de combater o tráfico de drogas sintéticas.

Por que Trump decidiu ceder agora

Especialistas apontam dois motivos principais para a decisão de Trump: avanços concretos da China no combate ao fentanil e a necessidade política de aliviar pressões internas.

Recentemente, Pequim incluiu novos precursores químicos na lista de substâncias controladas e intensificou a fiscalização de exportações ilegais. A Agência de Combate às Drogas (DEA) dos EUA relatou queda na pureza e nas apreensões de fentanil em 2024, sugerindo impacto positivo das restrições.

Trump reconheceu o esforço chinês, afirmando: “Acredito que eles vão nos ajudar com a questão do fentanil.

China mantém vantagem nas negociações

Mesmo assim, Pequim segue em posição de força. As tarifas impostas por Trump afetaram agricultores americanos, geraram escassez de minerais estratégicos e não reduziram a influência comercial chinesa.

A China continua controlando o mercado de terras raras e restringe a entrada de chips de inteligência artificial dos EUA — áreas cruciais para a competitividade americana.

A redução das tarifas e o encontro com Xi atendem a exigências antigas de Pequim, o que pode dar à China espaço para negociar concessões adicionais em contrapartida.

Impacto nas relações com aliados

O anúncio também provocou reação de desconfiança entre México e Canadá, que enfrentam tarifas semelhantes relacionadas ao tráfico de fentanil. Embora o impacto dessas nações seja menor, o gesto de Trump em favor da China pode abalá-las diplomaticamente, mesmo sendo principais aliados comerciais dos EUA.

Por outro lado, a diminuição das tarifas pode trazer alívio aos consumidores americanos, que há anos enfrentam preços mais altos por conta da guerra comercial.

Se o acordo com Xi Jinping realmente surtirá efeito — ou se repetirá o ciclo de promessas não cumpridas —, apenas o tempo dirá.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Andrew Harnik/Getty Images

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Comércio Exterior

Reunião sem Rubio indica que negociações se restringem a tarifas

A primeira rodada de negociações entre Brasil e Estados Unidos, realizada na segunda-feira (26) na Malásia, deixou claro para o governo brasileiro que a Casa Branca, por enquanto, mantém o acordo de limitar as discussões à questão tarifária. Segundo fontes diplomáticas, o principal indicativo disso foi a ausência do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na reunião.

Rubio, diretamente responsável pelo anúncio de várias sanções políticas impostas ao Brasil e a autoridades brasileiras, não participou da mesa de negociação. Em seu lugar, enviou o Representante Comercial dos EUA (USTR) Jamieson Greer e o Secretário do Tesouro Scott Bessent, ambos conhecidos por sua atuação econômica.

Do ponto de vista de Brasília, isso significa que, pelo menos por enquanto, questões políticas, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, permanecerão fora da pauta, exatamente como acordado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Esse sinal foi considerado crucial, já que o Palácio do Planalto temia que os EUA incluíssem questões políticas nas discussões iniciais, o que poderia atrasar o pedido do Brasil para que Trump suspendesse a taxa de 40% sobre produtos brasileiros.

Rubio tem sido a figura mais vocal no governo americano ao vincular repetidamente a condenação de Bolsonaro às sanções políticas de Washington contra o Brasil. Em redes sociais, ele chegou a mencionar nominalmente o Ministro do STF Alexandre de Moraes.

Além disso, integrantes do governo brasileiro acreditam que a ideia de retaliar o Brasil pela cooperação com Cuba — especificamente a parceria que permite que médicos cubanos atuem no programa Mais Médicos — se originou no Departamento de Estado de Rubio. Essa medida levou os EUA a revogar vistos de diversos brasileiros, incluindo familiares do Ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP).

Na ocasião, os EUA também cancelaram os vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, dois servidores federais envolvidos no desenvolvimento do programa de saúde pública.

Apesar das tensões, Lula afirmou que ele e Trump concordaram, durante reunião no último domingo (26), que disputas políticas seriam tratadas apenas entre os chefes de Estado, ou seja, seus assessores não estão autorizados a abordar tais assuntos.

Na reunião de segunda-feira, a delegação brasileira foi composta pelo Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, pelo Secretário-Executivo do MDIC Márcio Rosa e pelo Embaixador Audo Faleiro, da Assessoria Especial da Presidência.

Durante as negociações, o Brasil reiterou o pedido de suspensão das tarifas americanas sobre seus produtos. As próximas rodadas devem ocorrer em Washington, D.C., com sinais crescentes de que o Ministro da Fazenda Fernando Haddad pode participar pessoalmente das futuras discussões.

FONTE: Valor International
IMAGEM: Umit Bektas/REUTERS

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Comércio Exterior, Economia

Senado americano tenta anular tarifas de Trump contra o Brasil

Senado dos EUA aprova projeto para revogar tarifas de Trump sobre produtos do Brasil

O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite de terça-feira (28) um projeto de lei que busca revogar as tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros como petróleo, café e suco de laranja. A medida, que entrou em vigor em agosto, havia sido justificada pelo ex-presidente com base em um estado de emergência nacional declarado em julho.


Proposta busca encerrar estado de emergência e reavaliar política tarifári

A iniciativa foi apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, com o objetivo de anular o estado de emergência utilizado por Trump para sustentar o aumento das tarifas. Segundo Kaine, a aprovação simboliza um posicionamento contrário à política comercial adotada e um alerta sobre os impactos econômicos dessas medidas.

O parlamentar também pretende estender a revisão das tarifas a outros países afetados, como o Canadá, reforçando a necessidade de repensar as relações comerciais internacionais dos Estados Unidos.


Chances de avanço são consideradas baixas na Câmara

Apesar da aprovação no Senado, as chances de o projeto prosperar são consideradas reduzidas. Agora, o texto segue para a Câmara dos Representantes, onde a maioria republicana pode bloquear a tramitação com base nas novas regras internas.

Kaine reconheceu o caráter simbólico da votação, destacando que ela representa “a insatisfação com a política tarifária do governo federal” e busca chamar atenção para “a destruição econômica causada por essas tarifas”.

FONTE: g1
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior

Comitiva brasileira prepara nova missão aos Estados Unidos para reabrir negociações comerciais.

Retomada das conversas após encontro entre Lula e Trump

Uma nova missão de políticos e empresários brasileiros deve embarcar em breve para os Estados Unidos com o objetivo de retomar negociações comerciais e diplomáticas. A informação foi confirmada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Segundo o parlamentar, o encontro recente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente americano Donald Trump, realizado na Malásia, abriu caminho para uma fase mais produtiva nas tratativas bilaterais.


Senadores americanos já demonstravam interesse nas negociações

Em entrevista à CNN Brasil, Nelsinho Trad afirmou que congressistas e empresários norte-americanos já haviam sinalizado interesse em retomar o diálogo comercial com o Brasil mesmo antes da reunião entre os presidentes. A expectativa agora é que a conversa avance em um novo patamar de entendimento.


Tentativa anterior terminou sem acordo

No fim de julho, uma comitiva oficial do Senado esteve em Washington com o objetivo de discutir a redução e o adiamento da tarifa de 50% aplicada a produtos brasileiros. A viagem, porém, não teve sucesso — o governo dos EUA recusou-se a incluir o tema na agenda.


Setor do agronegócio mantém otimismo

Trad destacou que há otimismo entre produtores de soja e carne, especialmente no Mato Grosso do Sul, um dos maiores polos agrícolas do país. O senador acredita que o avanço nas negociações pode estimular as exportações brasileiras e aliviar os efeitos do chamado “tarifaço” sobre o setor.


Produtores acreditam em recuperação das exportações

Mesmo com a queda de 20,3% nas exportações para os Estados Unidos em setembro, primeiro mês completo após o aumento tarifário, o desempenho geral do comércio exterior brasileiro mostrou crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2024, alcançando US$ 30,5 bilhões.

De acordo com Trad, os produtores nacionais têm capacidade de atender simultaneamente aos novos mercados abertos e de retomar o fornecimento ao mercado americano. “Ouvi dos produtores que temos condições. Eles dizem: quanto mais, melhor”, afirmou o senador.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação

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Internacional

Trump sinaliza reduzir tarifas à China, mas exige retomada da compra de soja dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que está disposto a reduzir as tarifas sobre produtos chineses, desde que a China adote medidas favoráveis em contrapartida. Segundo ele, o país asiático “terá que fazer coisas por nós também” para que as taxas sejam revistas.

Nas últimas semanas, Trump voltou a elevar as tarifas sobre importações chinesas, chegando a um aumento total de 100%, somado aos 30% já em vigor. A decisão reacendeu as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Soja volta ao centro das negociações comerciais

Entre as exigências de Trump está a retomada das compras de soja norte-americana pela China. O republicano pediu que os embarques retornem “ao menos aos níveis anteriores” e demonstrou otimismo quanto a um novo acordo comercial para reaquecer as exportações agrícolas dos EUA.

A China é o maior importador de grãos do mundo e, até recentemente, dependia fortemente dos produtores norte-americanos. No entanto, a guerra comercial deflagrada por Trump no início do ano reduziu drasticamente o volume negociado, abrindo espaço para outros fornecedores — principalmente o Brasil, que ampliou sua participação no mercado chinês.

Exportações dos EUA caíram quase 80%

De acordo com um relatório da American Farm Bureau Federation (AFBF), entidade que representa cerca de 6 milhões de agricultores norte-americanos, o volume exportado de soja dos EUA para a China caiu 78% entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024.

O estudo, assinado pela economista Faith Parum, destaca que “entre junho e agosto, os Estados Unidos praticamente não enviaram soja para a China, e o país não comprou nenhuma soja da nova safra”.

Apesar da queda nas importações dos EUA, o relatório ressalta que a China manteve seu consumo de soja, substituindo os grãos americanos por produtos do Brasil, Argentina e outros países.

“Mesmo com preços competitivos, a China vem reduzindo sua dependência dos Estados Unidos, priorizando fornecedores alternativos”, aponta o documento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Comércio Exterior

Trump deve anunciar novas tarifas contra a Colômbia nesta segunda-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que seu governo planeja aplicar novas tarifas comerciais contra a Colômbia, aumentando a tensão entre os dois países. O anúncio está previsto para esta segunda-feira (20).

Motivo das tarifas: combate ao tráfico de drogas

A declaração ocorre após o senador republicano Lindsey Graham afirmar nas redes sociais que Trump anunciaria “grandes tarifas” devido ao suposto envolvimento da Colômbia com o tráfico de drogas.

Trump confirmou a intenção à imprensa durante viagem a Washington, dizendo: “Li a declaração do senador Graham e está correta. Estive com ele hoje e anunciamos a tarifa amanhã”.

O presidente destacou que a suspensão de ajuda financeira à Colômbia, anunciada no domingo anterior, não prejudica os esforços para combater as drogas. Segundo ele, o país estaria envolvido na produção e refino de cocaína.

Críticas à gestão colombiana

Trump afirmou: “Eles não lutam contra as drogas. Eles fabricam drogas. Eles refinam drogas. Eles produzem cocaína. Eles têm fábricas de cocaína”.

Ele acrescentou que, devido à postura do governo colombiano, todos os pagamentos dos Estados Unidos à Colômbia estão suspensos. “A Colômbia está fora de controle e agora eles têm o pior presidente que já tiveram”, completou.

O anúncio oficial das tarifas deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, marcando mais um episódio na relação econômica e diplomática entre os dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Kotico/ Divulgação Casa Branca

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Comércio Exterior

Guerra Comercial EUA-China: quem vai recuar primeiro, Trump ou Xi?

A tensão entre Estados Unidos e China se intensifica à medida que a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo ganha novos desdobramentos. As negociações seguem estagnadas, enquanto ambos os países impõem tarifas pesadas que podem impactar diretamente o comércio global.

Disputa entre Washington e Pequim se agrava

Apesar de sucessivas rodadas de conversas, Washington e Pequim não avançaram significativamente nas negociações, exceto em um possível acordo sobre o TikTok. As novas tarifas devem entrar em vigor no próximo mês, e a expectativa é de que tragam efeitos negativos sobre a economia global.

Na quarta-feira, o presidente Donald Trump declarou que a “guerra comercial já está em curso”, reforçando a postura de confronto. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, admitiu que ainda há espaço para uma trégua tarifária, mas ressaltou que as tratativas ocorrerão “nas próximas semanas”.

As tensões aumentaram após a China anunciar restrições à exportação de minerais críticos, insumos estratégicos usados na produção de veículos elétricos, semicondutores e equipamentos de inteligência artificial. O domínio chinês sobre esses recursos preocupa os EUA, que veem o movimento como um risco direto à indústria tecnológica e de defesa.

“Os Estados Unidos agora precisam lidar com um adversário capaz de ameaçar setores vitais da sua economia”, afirmou Henry Farrell, cientista político da Universidade Johns Hopkins, ao The New York Times.

A China, por sua vez, segue insatisfeita com as sanções tecnológicas impostas pelo Ocidente, especialmente as que restringem o acesso a chips e tecnologias avançadas de IA (inteligência artificial).

EUA tentam reduzir dependência dos minerais chineses

O governo Trump aposta em uma política industrial fortalecida para diminuir a dependência de insumos importados da China. O plano inclui investimentos estratégicos em empresas nacionais, como a Intel, para reforçar a competitividade americana.

“Quando se enfrenta uma economia não orientada pelo mercado, como a da China, é preciso adotar políticas industriais”, destacou Bessent em evento da CNBC.

Trump e o presidente Xi Jinping devem se encontrar na Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul, ainda este mês. O encontro pode definir os próximos passos da disputa.

Ambos os lados precisam mostrar resultados: a China enfrenta baixo consumo interno e instabilidade econômica, enquanto os agricultores americanos sofrem com a redução das exportações de soja. Em outro ponto de sua política externa, Trump afirmou que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se comprometeu a interromper a compra de petróleo russo, pressionando Pequim a seguir o mesmo caminho.

Justiça suspende demissões durante paralisação do governo

A juíza Susan Illston, do Tribunal Distrital de São Francisco, suspendeu temporariamente as demissões planejadas em meio ao fechamento parcial do governo. Segundo ela, a administração Trump “age como se as leis não se aplicassem mais”. O Departamento de Justiça alega que o presidente possui autoridade para reorganizar o funcionalismo federal.

Trump mira o Fisco americano

De acordo com o Wall Street Journal, o governo avalia indicar aliados de Trump para cargos estratégicos no IRS, o Fisco dos Estados Unidos. O objetivo seria enfraquecer a atuação de advogados internos e abrir espaço para investigações contra grupos ligados à esquerda, como a família Soros.

Suprema Corte analisa pacote bilionário de Elon Musk

A Suprema Corte de Delaware avaliou o pacote de remuneração de Elon Musk na Tesla, anulado anteriormente por questões de governança corporativa. Ainda sem decisão, o bilionário pode se beneficiar caso o novo plano de compensação seja aprovado após a reincorporação da Tesla no Texas.

Chobani alcança valor de mercado de US$ 20 bilhões

A Chobani levantou US$ 650 milhões em uma nova rodada de investimento, elevando sua avaliação para US$ 20 bilhões, segundo o DealBook. Os recursos financiarão a expansão da fábrica em Idaho (US$ 500 milhões) e a construção de uma nova planta em Nova York (US$ 1,2 bilhão).

Fundada há 20 anos, a empresa projeta US$ 3,8 bilhões em vendas líquidas em 2025, crescimento de 28% em relação ao ano anterior, e lucros de US$ 780 milhões, alta de 53%. A Chobani, que começou com iogurtes proteicos, agora aposta em leite vegetal, cafés e cremes, e recentemente adquiriu a Daily Harvest, produtora de alimentos à base de plantas.

“Este investimento é mais do que capital — é o reconhecimento do que construímos”, afirmou o fundador e CEO Hamdi Ulukaya.

Mammoth Brands compra fabricante de fraldas premium

A Mammoth Brands, dona das marcas Harry’s e Lume, anunciou a aquisição da Coterie, fabricante de fraldas premium, por um valor que pode ultrapassar US$ 1 bilhão. A Coterie, criada em 2018, tem receita anual acima de US$ 200 milhões e crescimento de 60% no último ano, mantendo lucratividade há três anos consecutivos.

O negócio inclui pagamento em dinheiro e ações, além de bônus vinculados ao desempenho. A empresa planeja entrar no varejo físico e ampliar sua linha de produtos para bebês.

“O segmento premium é o que mais cresce — estamos criando uma nova categoria”, declarou Jess Jacobs, CEO da Coterie.

Glass Lewis muda estratégia e abandona modelo único de voto

A consultoria Glass Lewis, uma das maiores do mundo em voto por procuração (proxy voting), anunciou que deixará de oferecer uma única recomendação de voto a partir de 2027. Seus 1.300 clientes poderão optar por políticas personalizadas, incluindo pautas ambientais, sociais e de governança (ESG).

A decisão ocorre após pressões políticas de republicanos contrários às recomendações favoráveis a pautas ESG. O CEO Bob Mann afirmou que o antigo modelo “não reflete mais a diversidade da base de clientes”.

“Com eleitores mais dispersos, a tendência é que a administração vença”, explicou Ann Lipton, professora de governança corporativa da Universidade do Colorado.

FONTE: New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Haiyun Jiang/The New York Times

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