Logística

Decreto de SC para logística reversa deve fortalecer mercado de recicláveis

Expectativa do governo do estado é incentivar economia circular; emissões de gases pela produção de resíduos em aterros e de transportes são as que mais crescem em SC

O secretário-adjunto do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) que o decreto estadual que regulamenta a logística reversa de embalagens pós-consumo tem como objetivo alinhar normas federais e de outros estados em uma política para SC.

Além disso, afirmou que a nova legislação estabelece um prazo de 1 ano para que os atores envolvidos façam o cadastro no sistema do IMA e também estabelece que o cumprimento das normas e uma eventual compensação ambiental ocorram dentro do estado, de maneira a fortalecer a economia circular e o mercado de recicláveis em Santa Catarina.

Dallacosta explicou que o estado apresentou crescimento nas emissões de gases do efeito estufa nos últimos anos. A produção de resíduos em aterros sanitários liderou o crescimento das emissões, diante do crescimento populacional e da atividade turística. Isso reforça a necessidade de um sistema eficiente de logística reversa, para que materiais que poderiam ser reciclados acabem em aterros. Estimativas do governo estadual apontam que o potencial de crescimento do material recuperado é de 50% em 2 anos.

As emissões avançaram também nas atividades de transporte, com aumento da frota e de transporte de cargas, explicou Dellacosta. “O setor de transportes teve o incremento minimizado por adoção de biocombustíveis verdes, renovação e otimização de frotas e motores mais eficientes”, afirmou.

O consultor Fabricio Soler lembrou que a gestão de resíduos tem responsabilidade compartilhada, incluindo o setor público e o consumidor, além de indústria, comércio, importação e distribuição. Entre os principais desafios para a logística reversa, na visão dele, estão os custos, a necessidade de assegurar uma concorrência justa entre o material reciclado e o virgem e a fraca governança, entre outros. “A isonomia entre todos os atores responsáveis é um dos principais desafios. Hoje, muitos pegam carona nas iniciativas executadas e não fazem sua parte como co-responsáveis”, sinalizou.

Na visão de Jéssica Doumit, diretora do Instituto Giro, SC tem grande potencial de geração de renda para coletores e cooperativas, com a entrada da nova regulamentação estadual em vigor. Ela destacou que hoje existem 17 operadores ativos em SC, mas que a organização tem mapeados 70. O grande número de inativos se justifica pela falta de demanda e de documentação suficiente, segundo ela. “Precisamos de investimentos na cadeia para fazer projetos estruturantes para expandir o número de operadores em SC, e consequentemente, a renda gerada e o volume de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros”, salientou.

O presidente do Comitê de Logística Reversa da FIESC, Albano Schmidt, destacou a necessidade de incentivos ao uso de material reciclado no processo produtivo das empresas. Isso porque o custo do material reciclado supera o da matéria-prima virgem. “Sem apoio, não teremos uma adesão maior ao uso de insumos reciclados porque o custo não é competitivo”, afirmou.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação, José Lourival Magri comentou sobre os vetos presidenciais à nova lei do licenciamento ambiental, aprovada na Câmara dos Deputados e detalhou a MP que trata do licenciamento especial, para atividades estratégicas. A reunião conjunta ocorreu nesta terça-feira (12) na sede da FIESC, com transmissão pelo Youtube

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Sustentabilidade

VLI reduz 8,6% o consumo de combustível no Corredor Norte

Queda evita emissão de 3 toneladas de CO2 na atmosfera e consumo de mais de 1 milhão de litros de diesel

A VLI – companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais – deu mais um importante passo em sua agenda de sustentabilidade ao registrar a queda de 8,6% no consumo de combustível no Corredor Norte da companhia, que liga o Tocantins ao sistema portuário do Maranhão. O número é resultado de investimentos em otimização de operações e soluções de eficiência energética, que integram a jornada ESG da VLI, conforme revela o Relatório de Sustentabilidade VLI 2024 – VLI. A redução evitou o consumo de cerca de 1,3 milhão de litros de diesel e a emissão de 3 milhões de toneladas de CO² na atmosfera.

“Os dados alcançados qualificam ainda mais o Corredor Norte como exemplo de eficiência energética em todo o sistema ferroviário brasileiro. Nossos esforços em capacitação de maquinistas, planejamento e introdução de tecnologias têm o intuito de tornar esse impacto positivo ainda maior, em toda a operação da VLI. Isso está em linha com o compromisso público mantido pela companhia de reduzir as emissões de gases do efeito estufa por tonelada transportada em 15% até 2030”, afirma Alessandro Gama, diretor-executivo de Planejamento, Engenharia e Tecnologia da VLI.

Uma das principais ferramentas utilizadas para alcançar o resultado foi o sistema Leader, aplicado na frota premium de locomotivas da empresa. Por meio dele, quando o trem atinge velocidade superior a 8 km/hora, o maquinista habilita a condução semiautônoma. O Leader reduz variáveis operacionais e os desgastes dos equipamentos, aumentando a segurança e a eficiência energética. O sistema atua em tempo real, permitindo uma operação mais eficiente em termos de aceleração, frenagem e consumo de potência, minimizando desperdícios.

Para os trens com o sistema Leader instalado nas locomotivas e, considerando somente o trecho na Ferrovia Norte Sul (FNS), a eficiência energética (EE) foi otimizada de 1,66 para 1,51 litros/ktkb (litros/mil tonelada quilômetro bruto), quando comparada com os trens sem o Leader instalado nas locomotivas, gerando uma redução no consumo de diesel dos trens e uma consequente diminuição das emissões de gases na atmosfera.

O sistema Leader já é usado em mais de 80% do percurso feito pelas composições da VLI no Corredor Norte, composto pelo tramo norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), sob concessão da VLI, e a Estrada de Ferro Carajás, por onde os trens da companhia trafegam por direito de passagem.

A iniciativa também está em uso nos Corredores Sudeste e Leste da Ferrovia Centro-Atlântica, também controlada pela VLI. Eles ligam o Centro-Oeste brasileiro à região do Porto de Santos e o Triângulo Mineiro ao sistema portuário do Espírito Santo, respectivamente. A expectativa da companhia é aumentar a utilização do sistema na FCA para os mesmos patamares da FNS, o que poderá proporcionar uma economia de combustível de cerca de 7% até o final do próximo ano.

Fonte: Modais em Foco

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Informação

ANTT abre Audiência Pública sobre o Selo ESG Cargas

A ANTT está recebendo contribuições para a minuta de Resolução que institui o Selo ESG Cargas, voltado ao transporte remunerado rodoviário de cargas.

O Selo ESG Cargas para Transporte Rodoviário Remunerado de Cargas tem como objetivo incentivar a conservação do meio ambiente e a proteção à biodiversidade, respeito à dignidade humana e a melhoria na qualidade da prestação da atividade econômica, prevista no art. 2º da Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007.

📅 Envio de contribuições até 9 de setembro de 2025
🔗 Saiba mais e participe:
www.gov.br/participamaisbrasil/ap-antt-005-2025
https://participantt.antt.gov.br/public/evento/visualizar

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Notícias

Itaipu e Receita Federal fazem contrabando virar energia limpa

Produtos apreendidos são processados em biogás

Dentro do lado brasileiro da usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com o Paraguai, funciona uma usina de biogás e biometano. O local, preparado para transformar resíduos orgânicos em energia limpa, já recebeu a visita de carretas da Receita Federal com produtos aprendidos, como feijão e milho.

A ação é fruto de uma parceira do órgão arrecadador de tributos com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), que opera a biousina. O CIBiogás é uma empresa fundada por Itaipu Binacional e voltada a soluções na área de combustível limpo.

Além da parceria com a Receita, a biousina tem acordos com a Polícia Federal (PF) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Essas parcerias dão um destino improvável a mercadorias apreendidas fruto de contrabando (mercadoria proibida) e descaminho (produtos que entram no país sem pagamento de impostos).

Na área de estoque da planta estão litros e mais litros de vinho, toneladas de açúcar e outros produtos, como azeite, óleo, batata, chiclete, farinha, cacau e pó de café.

De acordo com o diretor de Estratégias de Mercado do CIBiogás, Felipe Marques, já foram mapeados mais de 400 tipos de resíduos capazes de serem transformados em energia limpa.

Biodigestão

Um enorme tanque vedado proporciona a biodigestão, processo em que a matéria orgânica desses produtos é transformada em biogás. O resultado final é um gás combustível renovável, ou seja, energia limpa, que ajuda a diminuir a emissão de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global e, por consequência, das mudanças climáticas que tornam mais frequentes as tragédias ambientais.

Marques explica que, em termos de emissão de gases do efeito estufa, o biometano se iguala ao etanol, outro combustível renovável utilizado por automóveis. “É praticamente a mesma emissão”, diz.

“O biometano sendo usado para substituir diesel causa um impacto muito grande em termos de redução de emissões”, afirmou.

Além da parceira com os órgãos federais, o biodigestor em Itaipu recebe resíduos de restaurantes do complexo de Itaipu. A planta processa meia tonelada de rejeitos por dia. Desde 2017, já foram 600 toneladas. O ritmo pode aumentar, uma vez que a capacidade é de até 1 tonelada diária. 

Abastecimento

Do biogás é produzido o biometano, que tem características semelhantes ao gás natural, sendo usado para abastecer a frota de veículos leves do complexo e o ônibus de turismo da hidrelétrica.

A biousina produz cerca de 200 metros cúbicos (m³) por dia de biogás e 100 m³/dia de biometano, o que permite abastecer diariamente dez carros.

Desde 20127, a unidade já abasteceu 41,3 mil m³ de biometano, o que possibilitou 484 mil quilômetros rodados. Os técnicos do CIBiogás informam que a planta já foram processou:

  • 22 toneladas de leite em pó provenientes da Índia e apreendidos no Porto de Paranaguá, no Paraná
  • 75 toneladas de cacau vindos da Tailândia, também apreendidos em Paranaguá
  • 9 mil litros de azeite
  • 5,5 toneladas de leite em pó
  • 870 litros de vinho

Integrante da Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico do CIBiogás, Geovani Geraldi explica que é preciso dosar o conteúdo levado para o biodigestor, a fim de garantir a qualidade do biogás e biometano produzidos.

“Farinha produz muito biogás, mas não tanto assim de metano. Então, eu preciso dosar a farinha com mais calma do que azeite de oliva, que produz muito biogás e é rico em metano, então coloco mais azeite de oliva”, exemplifica.

“Dosando com aquilo que temos também de estoque, se não vai poder faltar futuramente. A gente tem todo esse controle operacional”, completa.

De acordo com Marques, a Petrobras já demonstrou interesse em comprar o biometano gerado na biousina.

“Eles estão bem engajados em termos de usar biometano e impulsionar o mercado de biometano no Brasil”, contou.

Dos resíduos também é possível se produzir biofertilizantes, utilizados na irrigação de gramas ou áreas degradadas.

SAF na COP 30

Também a partir da biodigestão de apreensões da Receita e da PF, a unidade do CIBiogás desenvolve o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês). O SAF pode reduzir significativamente a emissão de gases do efeito estufa, em comparação com o querosene de aviação tradicional.

Itaipu Binacional prepara uma demonstração do óleo sintético para apresentar durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá em novembro, em Belém.

Há uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para desenvolver o SAF a partir do refino do bio-syncrude. Os investimentos em energia renovável são uma das apostas de Itaipu Binacional para aumentar a geração de energia.

Fonte: Agência Brasil

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Sustentabilidade

Brasil mantém liderança mundial no consumo de energias renováveis

Dados internacionais reforçam papel estratégico do país e ampliam expectativas para a COP30

O Brasil segue destacado como o protagonista global na transição energética, fato que muitos brasileiros desconhecem.

De acordo com dados do Our World in Data — projeto do Global Change Data Lab, sediado no Reino Unido e referência amplamente usada por organismos multilaterais —, o país apresenta, pelo menos desde 2000, um consumo per capita de energia primária renovável consistentemente superior à média mundial.

O gráfico abaixo evidencia essa trajetória de liderança.

Enquanto diversas nações avançam na adoção de fontes sustentáveis, o Brasil mantém vantagem graças à sua matriz energética majoritariamente renovável, com destaque para a geração hidrelétrica, os biocombustíveis e, mais recentemente, o crescimento das energias eólica e solar.

Enquanto o consumo anual de energia per capita no mundo está em 3183 kWh, o consumo brasileiro ascende a 8954 kWh, quase três vezes mais.

Esse desempenho não é apenas técnico, mas também simbólico. Em um cenário de crescente urgência climática, liderar em energia limpa significa mais do que cumprir metas: é ter autoridade para influenciar o rumo das discussões internacionais.

Nesse sentido, o Brasil está especialmente bem-posicionado para desempenhar um papel estratégico na COP30, que será realizada em Belém em 2025.

Com credenciais consolidadas, o país pode se tornar um difusor de tecnologias sustentáveis e de políticas públicas de incentivo à energia renovável, colaborando com países que enfrentam desafios semelhantes.

A experiência acumulada com o programa de biocombustíveis (notadamente o etanol e mais recentemente o biodiesel), a geração eólica, o incentivo à geração solar, são ativos que vão além das fronteiras nacionais.

É também uma oportunidade para reforçar o protagonismo diplomático do Brasil, alinhando sua tradição ambiental com uma agenda positiva de desenvolvimento.

Ao demonstrar que crescimento econômico e responsabilidade climática podem andar juntos, o país consolida sua imagem de liderança e inspira outras nações a seguir pelo mesmo caminho.

A liderança brasileira no consumo de energia renovável per capita não é um dado isolado: é o reflexo de uma política energética que, ao longo dos anos, tem conseguido equilibrar segurança, diversidade e sustentabilidade. Agora, mais do que nunca, essa trajetória ganha relevância global.

Com visão estratégica e compromisso climático, o Brasil pode transformar sua vantagem histórica em influência concreta no cenário internacional da transição energética.

Fonte: CNN Brasil

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Sustentabilidade

SC tem potencial para liderar suinocultura sustentável no mundo

Projeto da Embrapa quer criar protocolos de sustentabilidade para produtores; agroindústria de SC será parceira da proposta

Responsável por 8% das exportações mundiais de carne suína, e por 33% do rebanho do país, Santa Catarina tem potencial para liderar a produção sustentável de suínos no globo. A importância da sustentabilidade no ramo ganha cada vez mais relevância, na medida em que mais países adotam políticas de descarbonização que impactam potenciais fornecedores.

O tema foi debatido nesta quarta-feira, dia 16, em reunião da Câmara de Desenvolvimento do setor, da Federação das Indústrias de SC (FIESC), com empresários do segmento e a Embrapa. A instituição está à frente do Projeto Suinocultura Sustentável do Brasil, que pretende estabelecer um protocolo de sustentabilidade para a produção de suínos, com métricas e indicadores adaptados à realidade do país.

Para o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, a sustentabilidade será essencial para a manutenção e a conquista de novos mercados consumidores, diante de um número maior de países adotando regulamentações para a redução de emissões de gases do efeito estufa. “Quem provar que é sustentável venderá mais e por preço maior. Exercer a sustentabilidade, como melhoria de processo, será um diferencial de sobrevivência competitiva”, avalia.

O Brasil é o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, e SC tem liderado processos de transformação na suinocultura nacional nas últimas sete décadas, segundo a Embrapa. A presidente da Câmara da Agroindústria, Irani Pamplona, colocou a indústria à disposição para colaborar com a iniciativa da Embrapa, que vai demandar também parceria com os produtores, cooperativas e outros órgãos do setor público.

Fonte: FIESC

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Sustentabilidade

Carros mais sustentáveis, seguros e econômicos vão pagar menos imposto

Governo reduz alíquotas e zera IPI para modelos compactos com alta eficiência energética-ambiental, desde que fabricados no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quinta-feira (10/7) decreto que reduz as alíquotas de IPI dos carros mais leves e econômicos, movidos a energia limpa e que atendam a requisitos de reciclabilidade e segurança veicular. O decreto também cria a modalidade de Carro Sustentável, no qual veículos compactos com alta eficiência energética-ambiental e fabricados no Brasil terão o IPI zerado.

O mecanismo está previsto no programa MOVER (Mobilidade Verde e Inovação) e alia preocupação ambiental com justiça social, já que veículos econômicos e menos poluentes terão alíquotas menores; enquanto os que mais poluem terão alíquotas maiores.

O MOVER já estimulou investimentos do setor automotivo que chegam a R$ 190 bilhões – incluindo montadoras e fábricas de autopeças.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou o aspecto socioeconômico da medida.

“O decreto estimula a cadeia automotiva a ser cada vez mais inovadora e sustentável, ao mesmo tempo em que gera empregos e facilita o acesso da população a carros novos, menos poluentes, mais seguros e mais econômicos”, avalia Alckmin.

O decreto que regulamenta o MOVER não terá impacto fiscal. Ele redefine tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que foi construída como um mecanismo de soma zero, em relação ao total de carros vendidos no Brasil. Com validade até dezembro de 2026, o decreto antecede os efeitos da Reforma Tributária.

Carro Sustentável

Para ter direito ao IPI zero, o carro sustentável deve atender a quatro requisitos: emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro; conter mais de 80% de materiais recicláveis; ser fabricado no Brasil (com etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem no país); e se enquadrar em uma das categorias de carro compacto.

As montadoras interessadas deverão solicitar, junto ao MDIC, o credenciamento dos veículos que atendam a esses requisitos. Após a análise e aprovação, uma portaria será publicada com a lista dos modelos aptos a receber o desconto integral. Atualmente, a alíquota mínima para esses carros é de 5,27%.

Publicada a portaria, as montadoras e concessionárias já poderão vender seus carros com o desconto equivalente.

Reduções

Para os demais veículos, o decreto estabelece um novo sistema de cálculo do IPI, que entrará em vigor em 90 dias. A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos.

O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética; tecnologia de propulsão; potência; nível de segurança; e índice de reciclabilidade. Veículos com melhores indicadores receberão bônus (descontos no imposto), enquanto os com piores avaliações sofrerão um acréscimo (malus).

Por exemplo, um carro de passeio híbrido-flex pode ter sua alíquota reduzida em 1,5 ponto percentual. Se também atender ao critério de eficiência do MOVER, perde mais 1 ponto, e se cumprir o nível 1 de reciclabilidade, perde outro ponto. Com isso, o IPI desse veículo cai de 6,3% para 2,8%.

Confira aqui as tabelas com os requisitos e os percentuais

A estimativa é de redução do IPI para 60% dos veículos comercializados no Brasil, com base no número de carros vendidos em 2024, com impacto fiscal zero.

Critérios de Eficiência e Tecnologia

  • Fonte de Energia e Tecnologia de Propulsão: Veículos elétricos, movidos exclusivamente a etanol e híbridos flex-fuel/etanol terão redução nas alíquotas. Em contrapartida, veículos a gasolina e diesel, incluindo os híbridos com esses combustíveis, terão acréscimos.
  • Eficiência Energética: Veículos que atingirem níveis de consumo energético mais eficientes (mais econômicos) poderão ter reduções de até dois pontos percentuais no IPI.
  • Potência (kW): A potência do veículo também influenciará a alíquota, com reduções para veículos de menor potência e acréscimos para os maiores.
  • Desempenho Estrutural e Tecnologias Assistivas à Direção: Carros que cumprirem requisitos de segurança, como impacto lateral, sistemas de controle de estabilidade (ESC) e tecnologias assistivas à direção (como frenagem automática de emergência), terão direito a redução de um ponto percentual no IPI.
  • Reciclabilidade Veicular: Veículos que atenderem a critérios de reciclabilidade veicular poderão ter reduções de até dois pontos percentuais.

Renovação de frota

Programas como o MOVER e o Carro Sustentável são iniciativas do governo federal que contribuem para a descarbonização e a renovação da frota em circulação.

Além deles, em 2023, foi lançado programa de curto prazo que promoveu descontos estimulados de até R$ 8 mil para carros mais eficientes, mais baratos e com etapas produtivas no Brasil – critérios parecidos com os estabelecidos posteriormente para o Carro Sustentável na lei que criou o MOVER.

Montadoras e concessionárias ofereceram descontos adicionais e os recursos disponíveis para o programa na época se esgotaram em um mês, com a venda de cerca de 125 mil carros.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Negócios, Sustentabilidade

“A sustentabilidade está no DNA da Siemens”

Márcia Sakamoto expõe o modelo que posiciona a empresa como referência regional.

Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou uma prioridade urgente, a Siemens Brasil se destaca como um referencial de transformação profunda e integral. Com uma abordagem estratégica que articula inovação, eficiência energética, equidade e circularidade, a empresa promove um modelo industrial comprometido com o desenvolvimento sustentável — tanto ambiental quanto socialmente.

Diretamente de sua sede em São Paulo, Márcia Sakamoto, especialista em Sustentabilidade e Relações Governamentais da Siemens Brasil, participou da série de entrevistas realizada pelo portal serindustria.com.ar sob o título Indústria e Desenvolvimento Sustentável. Nesse contexto, ela detalhou como a empresa internacional integra os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) no coração de suas operações, em sua cultura organizacional e em sua visão de longo prazo.

“Em uma trajetória guiada pela inovação, responsabilidade e ações estratégicas, a Siemens se destaca por adotar metas ambiciosas que orientam seu caminho rumo a um futuro verdadeiramente mais sustentável”, afirma Sakamoto. Essa direção se materializa em uma arquitetura corporativa denominada DEGREE, uma estrutura que define seis campos de ação fundamentais: descarbonização, ética, governança, uso eficiente de recursos, equidade e empregabilidade.

“O DEGREE não apenas orienta as decisões corporativas, mas também proporciona uma visão holística da sustentabilidade, integrando compromissos ambientais com impactos sociais e humanos”, assegura.

Redução de emissões e energias renováveis
A abordagem vai além de declarações institucionais. Em 2024, a Siemens Brasil alcançou uma redução de 68% nas emissões de CO₂ — um resultado que supera a média global do grupo (60%) e antecipa o cumprimento da meta original de 2025, fixada em 55%. “Nossos esforços estão direcionados para alcançar o net zero até 2030, que é a meta global”, destaca a executiva. Esse avanço se baseia, entre outras medidas, no uso de eletricidade 100% proveniente de fontes renováveis em todas as suas instalações, na ampliação da infraestrutura para carregamento de veículos elétricos, na substituição do gás liquefeito de petróleo por energia elétrica e na adaptação progressiva das cozinhas e processos industriais para soluções elétricas.

A sustentabilidade também se reflete na relação com o meio ambiente. A Siemens Brasil preserva uma área de 45 mil metros quadrados de Mata Atlântica dentro de sua sede em São Paulo, habitat de dezenas de espécies nativas de flora e fauna. Esse compromisso se complementa com uma estratégia de gestão de recursos baseada no ecodesign, na dissociação do uso de matérias-primas e na circularidade. “A empresa adota uma estratégia de uso eficiente de recursos em seus produtos, centrada em três pilares principais: ecodesign, dissociação do uso de recursos naturais e circularidade”, explica Sakamoto.

Durante o exercício fiscal de 2024, 35% dos metais utilizados pela Siemens Brasil — principalmente ferro, cobre e alumínio — foram adquiridos de fontes recicladas, baseando-se em valores médios regionais e globais. A empresa planeja, até 2030, aplicar princípios de ecodesign em todas as famílias de produtos relevantes. Para destacar essas inovações, a Siemens desenvolveu o selo EcoTech, que identifica produtos com desempenho ambiental superior em termos de eficiência energética, circularidade e redução de emissões.

Pegada de carbono e auditorias internacionais
A medição precisa da pegada de carbono é outro aspecto crítico. “O sistema de gestão ambiental é constantemente monitorado e verificado”, aponta Sakamoto. A Siemens utiliza ferramentas globais alinhadas ao GHG Protocol, garantindo relatórios transparentes e auditáveis. Cada procedimento, investimento e projeto em suas instalações passa por uma avaliação detalhada, desde o planejamento até a operação.

Essas ações são respaldadas por auditorias periódicas realizadas pela matriz alemã. Atualmente, a operação brasileira representa apenas 0,3% do total de carbono gerado pela Siemens no mundo. Esse compromisso foi reconhecido pelo Carbon Disclosure Project (CDP), que incluiu a Siemens na Lista A de Mudanças Climáticas desde 2023 — a categoria mais alta de desempenho ambiental.

Paralelamente, a empresa promove o uso eficiente de energia, água e outros recursos naturais por meio de certificações como ISO 14001 e ISO 50001. Um exemplo concreto é o projeto Anhanguera Green & Digital, onde sua planta em São Paulo foi transformada em um modelo de operação inteligente e sustentável.

Essa transformação incluiu a compra de energia renovável no mercado livre, a instalação de painéis solares, a reutilização de água da chuva para irrigação e sanitários, além da digitalização dos processos produtivos por meio de sensores e sistemas automatizados que otimizam consumos e reduzem desperdícios.

Graças ao monitoramento em tempo real de indicadores ambientais como energia, água e emissões, a Siemens conseguiu alcançar uma melhoria de 7% na eficiência energética em 2024. Além disso, um projeto piloto da Siemens Real Estate conseguiu reduzir em 16% o consumo energético ao ajustar automaticamente o uso do ar-condicionado conforme a ocupação real dos espaços.

Governança ESG e cultura organizacional
Além das ações técnicas, a sustentabilidade na Siemens é respaldada por uma estrutura de governança sólida, transversal e altamente especializada. “A sustentabilidade está no DNA da Siemens. Não é uma opção, mas uma parte integral e central das decisões estratégicas”, enfatiza Sakamoto.

Essa estratégia envolve desde o Conselho de Administração Global até embaixadores de sustentabilidade nas áreas operacionais. O Chief Sustainability Officer preside o Conselho de Sustentabilidade e lidera o Comitê Executivo de Sustentabilidade, enquanto os diretores globais e gerentes locais reportam avanços e desafios em cada uma das dimensões do modelo DEGREE. Essa arquitetura garante que os critérios ESG não sejam metas periféricas, mas princípios que impulsionam a tomada de decisões em todos os níveis.

Quanto aos desafios, a Siemens reconhece que a descarbonização de sua cadeia de valor — especificamente o escopo 3, que inclui fornecedores e parceiros — é um dos maiores obstáculos. Para enfrentá-lo, lançaram o programa Trilha Greenlight, voltado a disseminar boas práticas ESG e ajudar os fornecedores a construir seus próprios planos de sustentabilidade. Paralelamente, reforçam a capacitação constante de suas equipes: cada colaborador no Brasil recebe pelo menos 32 horas anuais de treinamento, com programas sobre sustentabilidade ambiental, inovação e transformação digital. “A Siemens investe continuamente em qualificação técnica”, ressalta Sakamoto.

Líderes e soluções tecnológicas sustentáveis
Durante 2024, a Siemens destinou globalmente 442 milhões de euros para formação corporativa. A sustentabilidade foi um dos eixos estratégicos desse investimento, com iniciativas como o programa Leading in Sustainability, projetado para líderes e áreas-chave, e o LEAP, focado no desenvolvimento de lideranças transformadoras. Também se estimula a inovação aplicada à eficiência de recursos e à transição ecológica por meio de comitês internos que desenvolvem soluções concretas em eficiência energética e descarbonização.

“Os colaboradores da Siemens desempenham um papel central na estratégia de sustentabilidade da empresa”, afirma Sakamoto, que também destaca o trabalho da Fundação Siemens, que canaliza ações de voluntariado e apoio social. Por meio dessa plataforma, os funcionários impulsionam projetos de educação e desenvolvimento sustentável, como o Conexão Aprendiz, que já impactou mais de 300 jovens em situação de vulnerabilidade.

No aspecto cultural, a Siemens promove a ética, a integridade e a conscientização sobre valores ambientais desde cedo. Programas como o EduComÉtica, que leva formação ética para escolas públicas, ou iniciativas como as doações às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, ampliam o impacto positivo da empresa além do âmbito produtivo.

Para Sakamoto, os valores pessoais dos líderes da Siemens influenciam diretamente a forma de abordar a agenda sustentável. “Temos uma visão otimista e de longo prazo sobre o papel da empresa e do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono e inclusiva”. Segundo sua visão, sustentabilidade e ética caminham juntas porque “só negócios limpos interessam à Siemens. Essa convicção orienta nossas decisões e nossas relações com clientes, parceiros e fornecedores”.

Transformação colaborativa
Em outubro de 2024, a Siemens Brasil apresentou, junto ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), o relatório Pictures of Transformation: um retrato do Brasil em 2035, que explora cenários futuros impulsionados pela digitalização e sustentabilidade. O objetivo é fomentar uma visão “future back” que inspire a construção de uma economia mais inclusiva, resiliente e verde. “O propósito é inspirar uma transformação positiva… estimulando debates colaborativos entre os setores público, privado e a sociedade civil”, ressalta Sakamoto.

Ao projetar o futuro da Siemens nos próximos dez anos, caso continue e aprofunde sua estratégia sustentável, a visão é clara. “Queremos continuar sendo uma referência em decisões éticas e responsáveis, com impacto positivo em toda a nossa cadeia produtiva e de valor”, enfatiza a especialista.

Com um caminho já traçado, a empresa pretende liderar o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis em setores-chave, como biocombustíveis, hidrogênio verde, digitalização de redes, bioeconomia e economia circular. “Trabalhamos para que a atuação da empresa tenha impacto direto na consolidação do país como referência global em energia limpa e inovação tecnológica com valor ambiental agregado”, concluiu.

Fonte: Ser Indústria






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Logística, Sustentabilidade

TecPlata iniciou uma nova operação regular de bitrens

Dessa maneira, fortalece o desenvolvimento logístico e reafirma seu impulso ao transporte sustentável

Como parte de seu compromisso com uma logística mais eficiente, sustentável e conectada,
a TecPlata, terminal de contêineres do Porto La Plata, iniciou uma nova operação regular de bitrens para o interior do país, em articulação com dois aliados estratégicos: a companhia marítima Log-In e a operadora terrestre OTT.

Essa nova rota reforça a proposta multimodal da TecPlata, integrando infraestrutura portuária de alto nível com soluções de transporte terrestre de alto desempenho. “Esse tipo de operação nos permite otimizar recursos e oferecer um serviço mais competitivo, com maior eficiência em cada trajeto”, afirmaram representantes da OTT.

Da mesma forma, a companhia marítima destacou que “fortalecer a conexão entre o porto e o transporte terrestre nos permite responder com mais agilidade às demandas do mercado, impulsionando soluções logísticas inovadoras e sustentáveis”.

O novo serviço de bitrens oferece múltiplos benefícios logísticos, entre os quais se destacam: maior capacidade de carga por unidade; redução de emissões e menor impacto ambiental; otimização de tempos e uma conectividade mais eficiente com o hinterlândia.

Por sua vez, a TecPlata declarou: “celebramos este novo passo rumo a uma logística integrada, onde a colaboração entre os principais atores da cadeia logística permite construir soluções ágeis, personalizadas e alinhadas com os desafios do comércio exterior atual.”

Fonte: Ser Industria

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Sustentabilidade

Ferroport divulga Relatório de Sustentabilidade, com destaque para o plantio de 2,5 milhões de mudas de reflorestamento

A Ferroport, operadora do terminal de minério de ferro do Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro, divulgou seu Relatório de Sustentabilidade de 2024, destacando o compromisso com a transparência e os avanços nas ações ambientais, sociais e de governança (ESG), o que contribui com o desenvolvimento sustentável do negócio e da comunidade local. Joint-venture da mineradora Anglo American e da Prumo Logística, a Ferroport ampliou o compromisso com o reflorestamento da região, alcançando “mais de 2,5 milhões de mudas plantadas”.

A companhia também passou a usar etanol em 100% dos seus veículos flex e recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol referente ao inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), seguindo as ações do seu plano de descarbonização. Ao completar, no ano passado, uma década de operações batendo recorde de embarques de minério (25 milhões de toneladas, em 148 navios), a Ferroport foi classificada no Top 2 do Prêmio Antaq 2024, na categoria de maior Índice de Desempenho Ambiental (IDA) para terminais de uso privado (TUPs) do Brasil, com a melhor pontuação entre os terminais de minério de ferro.

Em 2024, a Ferroport firmou uma nova parceria com a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Caruara, em São João da Barra, o maior fragmento de restinga em unidade de conservação privada do país, para o reflorestamento de 115 hectares (equivalentes a 140 campos de futebol), favorecendo a biodiversidade local. Soma-se a isso, o consumo de energia elétrica 100% renovável, por meio de geração eólica, e a utilização de mais de 93% da água de reuso nas operações.

Em seu quarto Relatório de Sustentabilidade, elaborado de acordo com as normas da Global Reporting Iniciative (GRI), a Ferroport, que gera mais de 600 empregos diretos e indiretos em São João da Barra e região, destaca ainda que investiu R$ 8 milhões em ações sociais, em projetos nas áreas de educação, esportes e cultura. A empresa também foi reconhecida, pela terceira vez, como um excelente lugar para trabalhar pela Great Place to Work (GPTW), com nota geral 90, a maior da história da companhia, e adesão de 92% dos trabalhadores na pesquisa de clima.

Veja a íntegra do Relatório de Sustentabilidade da Ferroport:

https://ferroport.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Relatorio_Anual_de_Sustentabilidade_Ferroport_2024.pdf

Fonte: Datamar News

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